O navegador Horse não tem botão voltar e, em vez de abas…

O navegador Horse (Linux, macOS e Windows) não tem botão voltar e, em vez de abas, trabalha com ramificações na barra lateral. É um jeito… diferente de navegar pela web, ainda que meio caro: custa US$ 20/ano ou uma compra única de US$ 60. (Pontos extras pelo site lindão com cavalinhos em 3D.) Dica do Daniel. / browser.horse (em inglês)

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

CleanMyMac: Grande atualização do CleanMyMac (que perdeu o “X” do nome), com nova interface e ferramentas simplificadas para fazer a manutenção do macOS. / macOS / macpaw.com (em inglês)

Fresco: Para celebrar o quinto aniversário do seu aplicativo de pintura digital, an Adobe liberou o Fresco de graça. (Antes, exigia assinatura.) / iOS / blog.adobe.com (em inglês)

Inoreader: Aplicativo para ler feeds RSS e outros conteúdos, o Inoreader ganhou um novo visual e perdeu os anúncios no plano gratuito. / Android, iOS, Web / inoreader.com (em inglês)

Long Ago: Eu adoro apps que ajudam a monitorar a frequência de atividades e/ou há quanto tempo algo aconteceu. O Long Ago é novo na área. / iOS / longago.app

Notion Mail: Depois de se aventurar em calendários, agora o Notion mira o e-mail com pitadas generosas de inteligência artificial. Só funcionará com Gmail quando sair — por ora, dá para deixar o e-mail na lista de espera. / notion.so

Vivaldi 7: Dos criadores do navegador Opera, o Vivaldi chega à sétima versão com a interface redesenhada e um novo painel central personalizável. / Linux, macOS, Windows / vivaldi.com (em inglês)

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Fossify Launcher: Um “lançador” para Android do sucessor espiritual do finado Simple Mobile Tools. Parece bem simples (e talvez ainda um pouco cru), como todos os apps do projeto. / Android / github.com/FossifyOrg (em inglês)

Infuse 8: Um dos melhores softwares de “media center” para plataformas Apple, o Infuse ganhou um novo visual e compatibilidade com o Vision Pro. / iOS, macOS, tvOS, visionOS / firecore.com (em inglês)

Inkscape 1.4: Um punhado de novidades, todas explicadas e ilustradas no anúncio oficial, focadas em acessibilidade e personalização. / Linux, macOS, Windows / inkscape.org (em inglês)

Obsidian 1.7: As “novidades reluzentes” da versão são a introdução de um histórico no Obsidian Sync e a edição de pré-visualizações de páginas. Há uma lista enorme de melhorias. Destaque para a velocidade de abertura e uso de memória. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows / obsidian.md (em inglês)

Pageboy: Um gerador de sites estáticos que não depende da linha de comando nem de um sistema de templates. Legal! Custa US$ 13. / macOS / pageboy.app

Photomator 3.4: Atualização do editor de fotos do Pixelmator foca em novas ferramentas para organização. / iOS, macOS / pixelmator.com (em inglês)

Threads: Por algum motivo que só deve fazer sentido dentro da Meta, o Threads agora conta com um indicador que denuncia quando o usuário está online. / Android, iOS, Web / @mosseri@threads.net (em inglês)

TickTick 7.4: O app de listas de tarefas ganhou uma nova visualização semanal. Lembra alternativas mais simples, como TeuxDeux e Tweek. / Android, iOS / youtube.com/@GetTickTick (em inglês)

Apps novos e atualizados

Bluesky 1.92: A nova versão do Bluesky permite fixar posts no perfil, tem novas opções estéticas, filtro de idiomas e outros pequenos incrementos. / Android, iOS, Web / bsky.app (em inglês)

Firefox 131.0.2, Thunderbird 128.3.1esr: Navegador e cliente de e-mail receberam a correção de falha crítica. Se ainda não os atualizou, faça isso agora. / Linux, macOS, Windows / mozilla.org, thunderbird.net

Mastodon 4.3: Finalmente saiu! Com notificações agregadas, atribuição de autoria em links, novos filtros e vários retoques visuais. / Web / blog.joinmastodon.org (em inglês)

OneDrive: A Microsoft apresentou várias novidades para o seu serviço de armazenamento na nuvem. Destaques para pastas coloridas no Windows 11, novo app de celulares focado em fotos e IA (se isso te interessa). / Android, iOS, Windows, Web / techcommunity.microsoft.com (em inglês)

Plasma 6.2: Mais uma atualização cheia de refinamentos do ambiente gráfico do KDE e novos recursos para quem trabalha com mesas digitalizadoras. / Linux / kde.org (em inglês)

Poke: Enquanto o Invidious não volta, outro front-end alternativo para o YouTube com foco em privacidade. / Web / poketube.fun

Rune: Um player de música moderno com o visual atemporal do saudoso Zune Player. / Windows / github.com

Ubuntu 24.10: O mais novo Ubuntu chegou, com Gnome 47 e outros pacotes atualizados. / Linux / ubuntu.com (em inglês)

Espelhe a tela do Android no computador com o scrcpy

Ícone do scrcpy: a cabeça do boneco do Android dentro de um monitor de computador.

O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.

A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.

Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.

Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!

A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.

Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.

“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.

Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.

Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)

Por fim, rode o comando scrcpy.

Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.

Ok, mas…

É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.

O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:

  • Área de transferência compartilhada/universal;
  • Sincronia de notificações;
  • Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
  • Controles multimídia remotos;
  • Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
  • Modo de apresentação remota;
  • Executar comandos no computador a partir do celular; e
  • Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).

Tudo isso sem fios e de modo criptografado.

O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.

Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.

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Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)

[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com

[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com

Setapp Mobile, marketplace alternativo de apps, abre beta na Europa

por Manual do Usuário

Participe do beta do Setapp Mobile, um marketplace alternativo de apps para o seu iPhone.

O iOS 18 é mais divertido na Europa. Graças à Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), o sistema do iPhone pode acessar outras lojas de apps além da App Store, da Apple, única disponível no resto do mundo.

A Setapp Mobile, lançada em “beta aberto” na terça (17), é uma dessas alternativas. Quem acompanha notícias da Apple deve ter se ligado no nome — no macOS, que não conta com as restrições draconianas do iOS, a Setapp existe há bastante tempo.

O grande barato da Setapp Mobile é que ela não vende aplicativos. Em vez disso, é uma assinatura que dá acesso completo a todos os apps listados e que forem adicionados no futuro.

Como quase todo app cobra assinatura hoje em dia, a Setapp pode ser uma alternativa até mais econômica, dependendo dos apps que você usa ou gostaria de usar.

Quais apps? A Setapp Mobile nasceu com mais de 50, e a lista crescerá com uma curadoria rigorosa, a fim de manter nível de qualidade elevado.

Entre os destaques da primeira leva de apps estão o CleanMyPhone, para limpar a fototeca; ClearVPN; o bloqueador de anúncios AdLock; e o Optika, um app de câmera com controles avançados.

Se você está na Europa, participe do beta aberto da Setapp Mobile e conte para mim quais apps legais descobriu lá.

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Novidades e atualizações

[Android, iOS] O Element X, com videochamadas criptografadas de ponta a ponta, meio que foi oficializado junto à implementação do lado servidor da Element — a primeira baseada no vindouro Matrix 2.0. O app “é tão intuitivo que os usuários dizem que ‘it just works’”, diz o comunicado. E está bem legal mesmo — bonito, fácil de usar e abstraindo o lance das chaves criptográficas. Note que o foco da Element é em clientes corporativos. / element.io (em inglês)

[Linux] O Gnome 47 “Denver” chegou à versão final. Poucas novidades, mas todas bem interessantes, como cores de destaque e melhorias no app Arquivos. / release.gnome.org (em inglês)

[macOS] Meu gerenciador da área de transferência favorito, o Maccy chegou à versão 2.0 totalmente reescrito usando tecnologias modernas da Apple. / github.com (em inglês)

[Web] O PeerTube 6.3 separa o áudio do vídeo, expõe a transcrição dos vídeos e flexibiliza o uso da biblioteca youtube-dl. Este projeto é uma alternativa do fediverso ao YouTube. (Isso ainda será grande!) / joinpeertube.org (em inglês)

[iOS] O Photon Library é um app de galeria de fotos alternativo feito para quem detestou o novo app Fotos do iOS 18. Custa R$ 24,90. / apps.apple.com

[iOS, macOS] Alerta de novo app para Mastodon. É o Saturn. Gratuito, com uma compra dentro do app que libera os “Smart Highlights”, um filtro de conteúdo em alta nas suas timelines. / apps.apple.com

[Linux] Abrir o Gimp só para retocar, recortar ou redimensionar uma imagem? Não mais. O Sly oferece várias ferramentas de edição em um pacote pequeno e fácil de usar. / flathub.org

[iOS] O Widgetsmith 7 foi todo adaptado ao iOS 18, com novas ações para a tela de bloqueio e Central de Controle. / widgetsmith.app (em inglês)

[macOS] Os atalhos no teclado do novo sistema de organização de janelas do macOS 15 Sequoia dependem da tecla 🌐, que teclados de terceiros nem sempre têm. Este app gratuito da Apptorium resolve o problema. / apptorium.com (em inglês)

Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

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O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

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A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

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O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

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A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

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O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

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A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

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A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

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A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

FadCam faz vídeos com discrição no Android

A maioria das pessoas usa o aplicativo de câmera nativo do sistema do celular. Há situações, porém, em que algo como o FadCam vem bem a calhar.

O FadCam faz vídeos em segundo plano, até mesmo com a tela do celular desligada. Há diversas opções para personalizar a gravação: resolução, marcas d’água dinâmicas e geolocalização, por exemplo.

Com a tela ligada, o app exibe informações úteis, incluindo o tempo restante de gravação de acordo com a memória disponível.

O desenvolvedor está ciente dos usos questionáveis que uma ferramenta do tipo possibilita, e avisa: “Este app se destina apenas para usos éticos, como segurança pessoal, monitoramento ou a gravação de eventos importantes de maneira privada e discreta.”

O FadCam é um aplicativo para Android, gratuito e de código aberto, que *não* está na Play Store do Google. Baixe-o na F-Droid ou direto do repositório do projeto, no GitHub.

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Novidades e atualizações

[Web] Audon é uma espécie de Twitter Spaces do fediverso: autentique-se com sua conta do Mastodon ou Pleroma e entre em uma das salas para conversar por voz. / audon.space

[Android, iOS, Web] O Bluesky ganhou vídeos na versão 1.91. O processo de twitterização está completo. (Li dia desses alguém chamá-lo de “Bluitter” e ri.) / @bsky.app/Bluesky

[iOS] Doppi 5.1, meu tocador de *.mp3 favorito, ganhou um recurso para compartilhar coleções de músicas entre dispositivos próximos. / apps.apple.com

[macOS] O macOS precisa de um app como o MediaMate para livrar a pessoa que o usa de componentes visuais de alteração de volume e brilho que ocupam o pior lugar possível da tela. / wouter01.github.io

[Android] mpvKt é uma implementação bonitona do mpv, o player em linha de comando popular no Linux. / f-droid.org

[Android, iOS] O Plex está testando um aplicativo dedicado a fotos. / forums.plex.tv (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O VirtualBox 7.1 ganhou uma repaginada no visual (leve, mas atualizada para o Qt 6) e suporte aos chips ARM da Apple (M1, M2 etc.). / virtualbox.org (em inglês)

Reeder vira agregador de feeds para quem não entende feeds

Ícone do Reeder: raio amarelo escuro contra fundo amarelo.

A nova versão do Reeder, um dos agregadores de feeds mais tradicionais para plataformas Apple, é bem ousada. Ela rompe com convenções do gênero, como contadores de itens não lidos e organização por pastas, e se aproxima mais do fluxo de conteúdo das redes sociais.

O novo Reeder ainda lê feeds, mas não só: por ele, é possível acompanhar contas do Mastodon e Bluesky, canais do YouTube, podcasts e comunidades do Reddit.

É uma questão de UX, visto que todas essas fontes oferecem feeds RSS, Atom ou JSON, ou seja, podem ser acompanhadas em agregadores de feeds normais.

Outra ruptura do novo Reeder é a ausência de sincronia com serviços externos, como Feedly, Miniflux e Feedbin. O aplicativo só oferece sincronia via iCloud, e confia na lembrança da posição no feed para situar a pessoa em meio a tanto conteúdo. (Lembre-se, não tem contadores de itens não lidos nem pastas.)

Disponível para iOS, iPadOS e macOS, o Reeder cobra uma assinatura de R$ 4,90/mês ou R$ 49,90/ano.

Pela dimensão das mudanças que propõem, creio que o objetivo do desenvolvedor seja alcançar um público que não usa agregadores de feeds. Para quem já usa e gosta do Reeder clássico, a boa notícia é que ele continuará disponível, rebatizado na App Store de Reeder Classic, à venda via compra única de R$ 49,90.

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Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] O destaque do Firefox 130 é a tradução de trechos dentro de páginas traduzidas por inteiro. Não sei quando isso seria útil, mas é isso aí. / mozilla.org (em inglês)

[Web] Usa o Canva? O valor da assinatura do serviço aumentou — em alguns casos, em 300%. / ia.acs.org.au (em inglês)

[macOS] Saiu o Moom 4, nova versão de um dos mais antigos gerenciadores de janelas do macOS. Com o Sequoia na boca do forno, com gerenciamento de janelas nativo, será que apps como esse têm futuro? / manytricks.com (em inglês)

[Android, iOS, Linux, macOS, Web, Windows] O Todoist ganhou um leiaute de calendário na visualização “Hoje”. A linha que separa listas de tarefas de compromissos na agenda é bem tênue. / todoist.com

[Linux] Concessio é um aplicativo bem simples que ajuda a entender o sistema de permissões de arquivos em sistemas Unix. / github.com (em inglês)

[Android] Eu não resisto a um editor de texto simples, e o Xed-Editor parece bem bom. / github.com (em inglês)

Add Eddie gera QR codes no celular para Wi-Fi e meios de contato

Ícone do Add Eddie: retângulo preto com o texto “Add Eddie +” em letra cursiva.

“Seria legal ter alguns QR codes à mão para facilitar contatos presenciais”, pensei comigo dia desses. Por coincidência, no dia seguinte topei com o Add Eddie, um aplicativo que faz exatamente isso.

É possível criar QR codes para conexões Wi-Fi (já usei, bem útil!), aplicativos de mensagens, e-mail e sites. O app é simples, como era de se esperar, e funciona bem.

Há alguns aspectos que podem ser melhorados. Por exemplo, falta a interface clara e uma exibição em lista dos QR codes, para facilitar o acesso aos últimos da fila. O ícone é horrível, mas aí já entramos no terreno da subjetividade, né?

Troquei e-mails com o desenvolvedor, que pareceu-me bastante solícito. Fica a esperança de que essas e outras melhorias sejam implementadas em algum momento.

O Add Eddie é gratuito, com uma compra dentro do app opcional para liberar alguns recursos. (Até dia desses, a compra estava liberada gratuitamente.) Para Android e iOS.

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Novidades e atualizações

[Web] O Thunderbird lançou um web app de agendamento de eventos, similar ao Calendly. Chamado Appointment (parabéns pela criatividade, pessoal), por ora é acessível mediante convite. / blog.thunderbird.net (em inglês)

[CLI] O firebuilder é um app para o terminal que gera personalizações para o Firefox de modo fácil — se você não se intimida com a linha de comando, claro. / github.com (em inglês)

[Firefox] Uma simpática extensão que insere posts da sua instância do Mastodon nos resultados do DuckDuckGo. / tomcasavant.com (em inglês)

[Linux] Atualização grande, o Calligra Office 4.0 atualiza a suíte de apps de escritório do KDE para o Qt 6 e traz mudanças estéticas, com destaque para uma nova barra lateral. / carlschwan.eu (em inglês)

[iOS, iPadOS] Mudou tudo no Finalist 2, app que agrega agenda de contatos e lista de tarefas em uma interface diferentona. / finalist.works (em inglês)

[Android, iOS, macOS, Windows] O Evernote (lembra dele?) ganhou um novo motor de sincronização que, prometem os desenvolvedores, é três vezes mais rápido que o antigo. / evernote.com (em inglês)

[iOS, iPadOS] Woofly é um app completo para cuidar do seu cachorrinho. / woofly.app (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O Vivaldi 6.9 permite renomear abas, arrastar arquivos baixados a partir do painel e ganhou uma nova visualização de abas em outros dispositivos. Ah, e agora tem versão para PCs com chips ARM no Windows. / vivaldi.com (em inglês)

O movimento anti-IA chegou à fotografia digital

O Google segue chapado de IA generativa. No lançamento da linha de celulares Pixel 9 — que vêm recheados de recursos que adulteram fotos com IA —, Isaac Reynolds, diretor de produto da câmera dos Pixel, disse que o lance do Google é gerar memórias, e não fotografias.

Os exemplos mostrados pelo The Verge de um desses recursos, o “Reimagine”, dão uma boa ideia de como uma “memória” pode se revelar um completo delírio — e ter implicações sérias no mundo real.

Embora o Google seja o mais entusiasmado com a adulteração de fotos, a overdose de pós-processamento não é de agora nem exclusiva dessa empresa.

(mais…)

Comandos bobinhos no terminal do Linux

Eu adoro os detalhes da interface em linha de comando do Linux. Até dos mais bobos.

Já conhecia o uptime, que devolve o tempo em que o computador está ligado. Digite uptime no terminal, e a resposta será algo do tipo:

10:52  up 6 days, 18:33, 2 users, load averages: 1,41 1,59 1,71

Dia desses conheci o installation-birthday. Se você conhece um pouco de inglês, já deve ter sacado para que ele serve: dizer a data da instalação do sistema operacional.

No caso do meu humilde servidor doméstico, um mini PC rodando Debian 12 “Bookworm”, a resposta ao comando é:

I: Installation date: 2024-03-22

Se não funcionar de primeira aí, é porque o pacote não está instalado. (No Debian “minimal”, sem ambiente gráfico, não veio… o que faz sentido, certo?) Nada que um apt install installation-birthday (ou o comando correspondente da sua distro) não resolva.

Você conhece outros comandos nessa linha? Se sim, conte para mim.

Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Quarta, 21/8

Anatel e NIC.br assinaram um acordo para a criação de uma ferramenta de medição da velocidade de banda larga fixa. Ela poderá ser usada para rescindir o contrato sem multa caso a velocidade entregada esteja abaixo da prometida. / convergenciadigital.com.br

A Microsoft liberou uma correção para uma falha no GRUB de 2022 que quebrou instalações Linux em sistemas “dual boot”, ou seja, Linux e Windows na mesma máquina. O texto traz a gambiarra para reverter o estrago. / arstechnica.com (em inglês)

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Quinta, 22/8

Na União Europeia, a Apple estenderá as categorias que podem ter apps padrões alterados no iOS e iPadOS 18, e deixará excluir apps hoje impossíveis, como Fotos e App Store. / developer.apple.com (em inglês)

Telas iniciais “minimalistas” para celulares

O Light Phone faz mais sucesso como aspiração do que como o produto que é, o que é compreensível para um celular que, em 2024, promete nos dissuadir de olhar para telas sem perder funcionalidades.

Na esteira desse sucesso conceitual, alguns desenvolvedores se arriscaram a criar lançadores para Android e widgets no iOS que emulam a experiência de uso do Light Phone. A questão é: valem a pena?

No iOS, que me é mais familiar (é o que uso no dia a dia), existem apps como Dumb Phone, Dumbify e Blank Spaces. O Android é melhor servido graças ao suporte a “lançadores”, que substituem por completo a tela inicial do sistema, casos dos apps Olauncher (e variações), Flow e Niagara.

(Em telas OLED, que exibem um preto profundo/real, o efeito é ainda mais legal — vide a foto acima, do Olauncher em um Galaxy S9.)

Fora o preço (no caso do iOS; não encontrei app gratuito), fico pensando se lançadores e widgets do tipo não são mais uma representação daquele viés de achar que mais tecnologia resolve problemas criados pela tecnologia.

Afinal, as notificações, os aplicativos viciantes, o WhatsApp, tudo isso continua disponível, quando muito um pouco mais distante.

Focar na raiz do problema me parece mais promissor. Só depois disso eu me preocuparia com o visual.

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Novidades e atualizações

A System76 botou para jogo a versão alpha do Cosmic, seu ambiente gráfico para Linux. / system76.com (em inglês)

O Firefox 129 chegou com o “modo leitor” repaginado, HTTPS como padrão (achava que já era) e prévia de abas ao deixar o cursor sobre elas (liberação gradual). / mozilla.org (em inglês)

O Flighty 4.0 trouxe previsões de atrasos, status dos aeroportos em tempo real e outras funcionalidades relacionadas. / apps.apple.com

Gear Lever facilita a integração de aplicativos AppImages no Linux

Ícone do Gear Lever: uma seta apontada para baixo, no centro de uma roda dentada.

Quem usa Linux ganhou, nos últimos anos, três novos formatos de distribuição de aplicativos: Flatpak, Snap e AppImages.

De longe (e falando como leigo no sistema), os AppImages parecem os mais arredios. Eles são mais difíceis de integrar ao ambiente gráfico e têm outras arestas que precisam ser aparadas.

Enquanto isso não acontece, o app Gear Lever supre essas lacunas.

Entre outros recursos, com esse app é possível integrar AppImages com apenas um clique. Talvez seja a maior vantagem. O Gear Lever também ajuda a manter a organização dos AppImages e gerenciar atualizações.

No que talvez seja uma ironia, o Gear Level é distribuído pelo Flathub, uma loja de… Flatpaks.

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Novidades e atualizações

O GoodLinks 2 agora permite destacar trechos nos artigos salvos. A versão também inaugura um novo modelo de cobrança anual. / goodlinks.app (em inglês)

O leitor de feeds Unread ganhou uma versão para macOS. (Antes, estava disponível apenas no iOS/iPadOS.) / goldenhillsoftware.com (em inglês)

A versão 8.125 do Skype (em testes) remove de todos os anúncios que existiam no app. / answers.microsoft.com (em inglês)

Novos recursos lançados para o Google Maps deixaram o app mais parecido com o Waze — que também tem novidades. / blog.google

O Telegram continua sua transformação em “super app” e central de tecnologias questionáveis. Na nova atualização, ganhou um navegador de apps “web3” e loja de Miniapps. / telegram.org