“A comunidade [do WordPress] está um caos”

Matt Mullenweg, o ditador benevolente vitalício do WordPress, acrescentou uma caixa de seleção no formulário de autenticação do WordPress.org em que se lê: “Não tenho associação com a WP Engine de maneira alguma, financeira ou de outra espécie.” Pegou super mal. / manualdousuario.net

Os efeitos da despirocada de Matt começam a ser mais sentidos entre aqueles que contribuem para fazer do WordPress um dos projetos FOSS mais populares do mundo. “A comunidade está um caos”, disse alguém que não quis se identificar à 404 Media. / 404media.co (em inglês)

Os que criticam Matt estão optando por fazê-lo de modo anônimo, temendo represálias. Há pelo menos três pessoas que foram banidas do WordPress.org e/ou Slack do WordPress por questionarem a caixa de seleção anti-WP Engine no WordPress.org. / @LinuxJedi@x.com, @JavierCasares@x.com, @rmccue@aus.social (todos em inglês)

No melhor estilo “a pior pessoa que você conhece tem um bom argumento” (é um meme), DHH, da 37signals, fez um ataque frontal à postura de Matt em seu blog e equiparou a exigência de 8% do faturamento da WP Engine por direitos autorais a uma tática mafiosa. / world.hey.com (em inglês)

Matt e um advogado da Automattic, Neil Peretz, apareceram no Hacker News para rebater acusações de que o executivo controla todas as partes do projeto WordPress. Neil publicou um post no site da Automattic que, de verdade, parece ter sido escrito pelo ChatGPT e, no fim, não elucida coisa alguma. / automattic.com (em inglês)

No X, alguém sugeriu que talvez seja uma boa desligar e religar Matt para ver se ele volta a funcionar direito. “Por ‘desligar’ você quer dizer que minha vida deveria acabar?”, respondeu ele. Esse homem não está bem da cabeça. / @photomatt@x.com (em inglês)

Anteriormente: Matt Mullenweg no limiar da sanidade (parte 1), WP Engine processa Matt Mullenweg e a Automattic (parte 2).

O ClassicPress (lembra?) segue ativo. Após um novo fork do WordPress, o projeto agora tomou um rumo próprio, que começa a render frutos.

No blog deles, Tim Kaye está comentando o trabalho de modernização de bibliotecas JavaScript velhíssimas ainda em uso no WordPress. As atualizações deverão deixar o painel administrativo do ClassicPress mais ágil e adaptado a telas sensíveis a toques.

Tudo bem que o WordPress tem um legado gigantesco, que dificulta qualquer mudança, mas desconfio que o foco no editor de blocos Gutenberg, padrão desde 2018, não deixe espaço para… detalhes. / classicpress.net, classicpress.net (ambos em inglês)

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

Em 2023, o projeto Thunderbird levantou US$ 8,6 milhões em contribuições de +300 mil indivíduos. A soma representa um aumento de 34,5% em relação ao total arrecadado no ano anterior. / blog.thunderbird.net (em inglês)

***

A Cloudflare neutralizou o maior ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) já registrado. No pico, o volume foi de 3,8 terabits por segundo. O Brasil contribuiu com 4,7% dos pacotes disparados contra empresas de telecomunicação e do setor financeiro. / bleepingcomputer.com (em inglês)

***

De acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o custo operacional do Pix é de US$ 10 milhões por ano (~R$ 55 milhões). / convergenciadigital.com.br

Vincular ao celular

Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.

O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.

Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.

Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.

***

Novidades e atualizações

[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com

[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com

[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team

[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org

[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com

[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net

WP Engine processa Matt Mullenweg e a Automattic

Na quarta (2), a WP Engine ajuizou uma ação contra Matt Mullenweg e a Automattic na Califórnia1. A petição começa dizendo que “trata-se de um caso de abuso de poder, extorsão e ganância”; depois, lista mais de dez acusações.

Não sei como funciona a Justiça estadunidense, por isso não arrisco traçar paralelos com a brasileira para tentar explicar. (Acho fascinante como o “juridiquês” deles soa mais coloquial, compreensível, o que torna peças do tipo quase entretenimento.) Chamo a atenção a três detalhes:

(mais…)

Espelhe a tela do Android no computador com o scrcpy

Ícone do scrcpy: a cabeça do boneco do Android dentro de um monitor de computador.

O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.

A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.

Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.

Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!

A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.

Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.

“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.

Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.

Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)

Por fim, rode o comando scrcpy.

Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.

Ok, mas…

É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.

O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:

  • Área de transferência compartilhada/universal;
  • Sincronia de notificações;
  • Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
  • Controles multimídia remotos;
  • Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
  • Modo de apresentação remota;
  • Executar comandos no computador a partir do celular; e
  • Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).

Tudo isso sem fios e de modo criptografado.

O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.

Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.

***

Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)

[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com

[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com

Matt Mullenweg no limiar da sanidade

Alguns projetos de software livre têm a figura do “ditador benevolente vitalício”: seu criador assume esse título e age de ofício e tem a última palavra na tomada de decisões.

Em alguns casos, funciona. Vide o de Linus Torvalds, criador do Linux que, até hoje, escreve código, revisa contribuições e anuncia as novas versões do kernel em uma lista de e-mail.

Já em outros…

(mais…)

Líderes de plataformas sociais abertas na internet lançaram a Social Web Foundation com o objetivo de promover o fediverso — nesse contexto, o ecossistema de plataformas que adotam o protocolo ActivityPub. Boa sorte para explicar o que é “instância” e como usar o Mastodon! / socialwebfoundation.org (em inglês)

Entre as empresas apoiadoras há tanto as nativas do fediverso (Mastodon e Write.as) quanto comerciais (Medium, Automattic, Flipboard, até a Meta). Com o apoio da Ford Foundation, a Social Web Foundation nasce com US$ 1 milhão em apoio financeiro. / techcrunch.com (em inglês)

O nome da fundação e a insistência em tratar como sinônimos “fediverso” e “web social” incomodou tem incomodado algumas pessoas, que alegam que “web social” precede o ActivityPub, tendo blogs e mesmo as redes sociais comerciais como precursores. A crítica é válida. / bix.blog (em inglês)

Sugestão de Dave Winer: “Escolham outro nome mais humilde. Se algum dia [o ActivityPub] alcançar a utilidade da web, aí revisitamos o assunto.” / scripting.com (em inglês)

Setapp Mobile, marketplace alternativo de apps, abre beta na Europa

por Manual do Usuário

Participe do beta do Setapp Mobile, um marketplace alternativo de apps para o seu iPhone.

O iOS 18 é mais divertido na Europa. Graças à Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), o sistema do iPhone pode acessar outras lojas de apps além da App Store, da Apple, única disponível no resto do mundo.

A Setapp Mobile, lançada em “beta aberto” na terça (17), é uma dessas alternativas. Quem acompanha notícias da Apple deve ter se ligado no nome — no macOS, que não conta com as restrições draconianas do iOS, a Setapp existe há bastante tempo.

O grande barato da Setapp Mobile é que ela não vende aplicativos. Em vez disso, é uma assinatura que dá acesso completo a todos os apps listados e que forem adicionados no futuro.

Como quase todo app cobra assinatura hoje em dia, a Setapp pode ser uma alternativa até mais econômica, dependendo dos apps que você usa ou gostaria de usar.

Quais apps? A Setapp Mobile nasceu com mais de 50, e a lista crescerá com uma curadoria rigorosa, a fim de manter nível de qualidade elevado.

Entre os destaques da primeira leva de apps estão o CleanMyPhone, para limpar a fototeca; ClearVPN; o bloqueador de anúncios AdLock; e o Optika, um app de câmera com controles avançados.

Se você está na Europa, participe do beta aberto da Setapp Mobile e conte para mim quais apps legais descobriu lá.

***

Novidades e atualizações

[Android, iOS] O Element X, com videochamadas criptografadas de ponta a ponta, meio que foi oficializado junto à implementação do lado servidor da Element — a primeira baseada no vindouro Matrix 2.0. O app “é tão intuitivo que os usuários dizem que ‘it just works’”, diz o comunicado. E está bem legal mesmo — bonito, fácil de usar e abstraindo o lance das chaves criptográficas. Note que o foco da Element é em clientes corporativos. / element.io (em inglês)

[Linux] O Gnome 47 “Denver” chegou à versão final. Poucas novidades, mas todas bem interessantes, como cores de destaque e melhorias no app Arquivos. / release.gnome.org (em inglês)

[macOS] Meu gerenciador da área de transferência favorito, o Maccy chegou à versão 2.0 totalmente reescrito usando tecnologias modernas da Apple. / github.com (em inglês)

[Web] O PeerTube 6.3 separa o áudio do vídeo, expõe a transcrição dos vídeos e flexibiliza o uso da biblioteca youtube-dl. Este projeto é uma alternativa do fediverso ao YouTube. (Isso ainda será grande!) / joinpeertube.org (em inglês)

[iOS] O Photon Library é um app de galeria de fotos alternativo feito para quem detestou o novo app Fotos do iOS 18. Custa R$ 24,90. / apps.apple.com

[iOS, macOS] Alerta de novo app para Mastodon. É o Saturn. Gratuito, com uma compra dentro do app que libera os “Smart Highlights”, um filtro de conteúdo em alta nas suas timelines. / apps.apple.com

[Linux] Abrir o Gimp só para retocar, recortar ou redimensionar uma imagem? Não mais. O Sly oferece várias ferramentas de edição em um pacote pequeno e fácil de usar. / flathub.org

[iOS] O Widgetsmith 7 foi todo adaptado ao iOS 18, com novas ações para a tela de bloqueio e Central de Controle. / widgetsmith.app (em inglês)

[macOS] Os atalhos no teclado do novo sistema de organização de janelas do macOS 15 Sequoia dependem da tecla 🌐, que teclados de terceiros nem sempre têm. Este app gratuito da Apptorium resolve o problema. / apptorium.com (em inglês)

A Mozilla vai encerrar sua instância no Mastodon em dezembro. A notícia, como era de se imaginar, foi mal recebida por meio que todo mundo no fediverso e fora dele.

A nova CEO da Mozilla tem reduzido as investidas fora das competências principais do grupo, mas ao mesmo tempo investido mais em inteligência artificial “ética”, o que para muitos é uma contradição em termos. De qualquer forma, quanto custa um servidor do Mastodon com algumas centenas de usuários? No mínimo, era um espaço para a própria Mozilla e seus funcionários terem presença em um ambiente que se alinha aos seus ideais.

O anúncio da Mozilla fez com que outras empresas e instituições dentro do fediverso se posicionarem. Comissão Europeia e Vivaldi (o navegador, não o falecido compositor italiano), por exemplo. / techcrunch.com, @mozilla@mozilla.social (ambos em inglês)

Antonio Vivaldi nasceu na Itália, não na Áustria, como informava a nota. (De onde eu tirei isso? Sei lá.)

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

A F-Droid fez a limpa em seus repositórios e arquivou 316 aplicativos que se encontram abandonados. Eles continuam disponíveis, mas não por padrão: é preciso ativar a opção de exibir apps arquivados. / f-droid.org (em inglês)

***

A Samsung colocou à venda no Brasil o Galaxy Ring, seu “anel inteligente”, pela bagatela de R$ 3.499. Meio caro, né? / g1.globo.com

***

Já é lugar comum aquele dado de que gerar lero-lero com o ChatGPT consome uma garrafinha d’água, por isso achei legal o Washington Post juntar uns cientistas, debruçar-se em pesquisas e trazer dados mais concretos. O consumo de água varia de acordo com a região/matriz energética. Nos EUA, o pior lugar analisado foi o estado de Washington, onde gerar um e-mail de 100 palavras com o GPT-4 consome 1.468 ml de água. (O texto é bem legal e cheio de gráficos bacanas.) / washingtonpost.com

FadCam faz vídeos com discrição no Android

A maioria das pessoas usa o aplicativo de câmera nativo do sistema do celular. Há situações, porém, em que algo como o FadCam vem bem a calhar.

O FadCam faz vídeos em segundo plano, até mesmo com a tela do celular desligada. Há diversas opções para personalizar a gravação: resolução, marcas d’água dinâmicas e geolocalização, por exemplo.

Com a tela ligada, o app exibe informações úteis, incluindo o tempo restante de gravação de acordo com a memória disponível.

O desenvolvedor está ciente dos usos questionáveis que uma ferramenta do tipo possibilita, e avisa: “Este app se destina apenas para usos éticos, como segurança pessoal, monitoramento ou a gravação de eventos importantes de maneira privada e discreta.”

O FadCam é um aplicativo para Android, gratuito e de código aberto, que *não* está na Play Store do Google. Baixe-o na F-Droid ou direto do repositório do projeto, no GitHub.

***

Novidades e atualizações

[Web] Audon é uma espécie de Twitter Spaces do fediverso: autentique-se com sua conta do Mastodon ou Pleroma e entre em uma das salas para conversar por voz. / audon.space

[Android, iOS, Web] O Bluesky ganhou vídeos na versão 1.91. O processo de twitterização está completo. (Li dia desses alguém chamá-lo de “Bluitter” e ri.) / @bsky.app/Bluesky

[iOS] Doppi 5.1, meu tocador de *.mp3 favorito, ganhou um recurso para compartilhar coleções de músicas entre dispositivos próximos. / apps.apple.com

[macOS] O macOS precisa de um app como o MediaMate para livrar a pessoa que o usa de componentes visuais de alteração de volume e brilho que ocupam o pior lugar possível da tela. / wouter01.github.io

[Android] mpvKt é uma implementação bonitona do mpv, o player em linha de comando popular no Linux. / f-droid.org

[Android, iOS] O Plex está testando um aplicativo dedicado a fotos. / forums.plex.tv (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O VirtualBox 7.1 ganhou uma repaginada no visual (leve, mas atualizada para o Qt 6) e suporte aos chips ARM da Apple (M1, M2 etc.). / virtualbox.org (em inglês)

O movimento anti-IA chegou à fotografia digital

O Google segue chapado de IA generativa. No lançamento da linha de celulares Pixel 9 — que vêm recheados de recursos que adulteram fotos com IA —, Isaac Reynolds, diretor de produto da câmera dos Pixel, disse que o lance do Google é gerar memórias, e não fotografias.

Os exemplos mostrados pelo The Verge de um desses recursos, o “Reimagine”, dão uma boa ideia de como uma “memória” pode se revelar um completo delírio — e ter implicações sérias no mundo real.

Embora o Google seja o mais entusiasmado com a adulteração de fotos, a overdose de pós-processamento não é de agora nem exclusiva dessa empresa.

(mais…)

Telas iniciais “minimalistas” para celulares

O Light Phone faz mais sucesso como aspiração do que como o produto que é, o que é compreensível para um celular que, em 2024, promete nos dissuadir de olhar para telas sem perder funcionalidades.

Na esteira desse sucesso conceitual, alguns desenvolvedores se arriscaram a criar lançadores para Android e widgets no iOS que emulam a experiência de uso do Light Phone. A questão é: valem a pena?

No iOS, que me é mais familiar (é o que uso no dia a dia), existem apps como Dumb Phone, Dumbify e Blank Spaces. O Android é melhor servido graças ao suporte a “lançadores”, que substituem por completo a tela inicial do sistema, casos dos apps Olauncher (e variações), Flow e Niagara.

(Em telas OLED, que exibem um preto profundo/real, o efeito é ainda mais legal — vide a foto acima, do Olauncher em um Galaxy S9.)

Fora o preço (no caso do iOS; não encontrei app gratuito), fico pensando se lançadores e widgets do tipo não são mais uma representação daquele viés de achar que mais tecnologia resolve problemas criados pela tecnologia.

Afinal, as notificações, os aplicativos viciantes, o WhatsApp, tudo isso continua disponível, quando muito um pouco mais distante.

Focar na raiz do problema me parece mais promissor. Só depois disso eu me preocuparia com o visual.

***

Novidades e atualizações

A System76 botou para jogo a versão alpha do Cosmic, seu ambiente gráfico para Linux. / system76.com (em inglês)

O Firefox 129 chegou com o “modo leitor” repaginado, HTTPS como padrão (achava que já era) e prévia de abas ao deixar o cursor sobre elas (liberação gradual). / mozilla.org (em inglês)

O Flighty 4.0 trouxe previsões de atrasos, status dos aeroportos em tempo real e outras funcionalidades relacionadas. / apps.apple.com

Gear Lever facilita a integração de aplicativos AppImages no Linux

Ícone do Gear Lever: uma seta apontada para baixo, no centro de uma roda dentada.

Quem usa Linux ganhou, nos últimos anos, três novos formatos de distribuição de aplicativos: Flatpak, Snap e AppImages.

De longe (e falando como leigo no sistema), os AppImages parecem os mais arredios. Eles são mais difíceis de integrar ao ambiente gráfico e têm outras arestas que precisam ser aparadas.

Enquanto isso não acontece, o app Gear Lever supre essas lacunas.

Entre outros recursos, com esse app é possível integrar AppImages com apenas um clique. Talvez seja a maior vantagem. O Gear Lever também ajuda a manter a organização dos AppImages e gerenciar atualizações.

No que talvez seja uma ironia, o Gear Level é distribuído pelo Flathub, uma loja de… Flatpaks.

***

Novidades e atualizações

O GoodLinks 2 agora permite destacar trechos nos artigos salvos. A versão também inaugura um novo modelo de cobrança anual. / goodlinks.app (em inglês)

O leitor de feeds Unread ganhou uma versão para macOS. (Antes, estava disponível apenas no iOS/iPadOS.) / goldenhillsoftware.com (em inglês)

A versão 8.125 do Skype (em testes) remove de todos os anúncios que existiam no app. / answers.microsoft.com (em inglês)

Novos recursos lançados para o Google Maps deixaram o app mais parecido com o Waze — que também tem novidades. / blog.google

O Telegram continua sua transformação em “super app” e central de tecnologias questionáveis. Na nova atualização, ganhou um navegador de apps “web3” e loja de Miniapps. / telegram.org