Pacific Block, bloqueador de imagens e vídeos para o Safari, ganha suporte ao Atalhos

Ícone da extensão Pacific Block.Já citei de passagem, algumas vezes, a extensão Pacific Block, para o Safari. Ela é do tipo bloqueador de conteúdo, mas em vez de anúncios e rastreadores, bloqueia imagens, áudios e vídeos. É ótima para economizar dados da franquia da operadora (como clientes do Vivo Easy legado) e agilizar a navegação em conexões instáveis.

Em novembro de 2025, sugeri um recurso ao Jeremy, desenvolvedor da Pacific Block: integração com o aplicativo Atalhos, para criar automações. Ele apareceu na versão 1.8, lançada no dia 15.

Funciona! Digo, passou a funcionar quatro dias depois, com a correção liberada na versão 1.9.

Criei uma automação no Atalhos do jeito que imaginei há um ano: ao desconectar de qualquer rede Wi-Fi, ative os dois bloqueios (imagens e áudios/vídeos) no Pacific Block. Conectou-se a uma rede Wi-Fi? Libere ambos.

Ainda preciso fazer alguns ajustes. Estive conectado a uma rede sem fio instável dia desses e notei que as automações disparavam o tempo todo, a cada vez que o iOS perdia a conexão e a retomava logo em seguida. Acho que adicionar uns dois minutos de espera entre as mudanças e/ou condicionais (se… então) deve resolver.

A extensão Pacific Block é uma compra universal de R$ 19,90 na App Store.

Wipr 2 expande o bloqueio de anúncios do Safari para todos os outros apps

Ícone do Wipr 2.O Wipr 2, bloqueador de anúncios para o Safari criado pela Kaylee Serena (o que eu uso), ganhou um novo recurso que expande seu funcionamento por todo o sistema, o Filtr.

Desenvolvido ao longo dos últimos dez meses, ele faz uso de uma nova tecnologia da versão 26 dos sistemas operacionais da Apple, o Filtro de URL. Segundo Kaylee, ela permite “bloquear requisições da rede em todo o sistema sem acessar o tráfego da rede e com mais detalhamento que soluções antigas”. Ela diz que trata-se do primeiro aplicativo a fazer uso do Filtro de URL.

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Firefox se junta ao Chrome e ao Edge no problema das extensões dormentes que espionam usuários 
malwarebytes.com

O blog da Malwarebytes faz o alerta de uma nova onda de extensões de navegadores comprometidas. A técnica usada, chamada esteganografia, é engenhosa:

O uso de código malicioso em imagens é uma técnica chamada esteganografia. Extensões antigas da [campanha] GhostPoster ocultavam o código do carregador JavaScript dentro de ícones *.png, como logo.png em extensões do Firefox como a Free VPN Forever, usando um marcador (por exemplo, três sinais de igual) nos bytes brutos para separar os dados da imagem do carregamento [código malicioso].

Variantes mais recentes mudaram para incorporar o carregamento em imagens arbitrárias dentro do pacote da extensão, depois decodificando e descriptografando-as na hora de execução. Isso dificulta bastante a detecção do código malicioso pelos pesquisadores.

Um grupo de pesquisadores encontrou 17 novas extensões contaminadas no Firefox. Elas têm nomes atraentes, como “Ads Block Ultimate” e “Youtube Download”.

É compreensível o foco de atores mal intencionados nas extensões de navegador. Elas têm acesso privilegiado ao aplicativo mais íntimo que usamos no dia a dia, atualizam automaticamente e, salvo poucas exceções, não têm marcas fortes — creio que se pesquise por extensões mais pela finalidade do que por nomes. Outro problema é o mercado de compra e venda de extensões populares, que mudam de dono sem qualquer transparência.

Uma boa maneira de mitigar danos é limitar-se às extensões endossadas pelas lojas dos navegadores. No Fiefox, elas têm um selo “Recomendado”. Na do Chrome, extensões revisadas pelo Google ganham um selo verde “Em destaque”, segundo a ajuda da loja. Nos resultados da busca, é possível filtrá-los para exibir apenas extensões em destaque.

Ser meio sovina me ajudou a usar menos o celular em situações sociais

Existem atitudes que todos dizem reprovar e, ainda assim, sempre se repetem. Usar o celular em situações sociais, por exemplo. O assunto à mesa pode ser exatamente esse, “oh, estamos todos viciados em celulares”, mas basta alguém sacar o celular para que todos os demais peguem os seus também.

Não apenas por esse motivo, há uns dois meses criei um arranjo para resistir à tentação do celular em contextos em que seu uso é desagradável ou indesejado/ (Leia-se: quase sempre.) Outra parte da minha motivação, a princípio a maior, era economizar os preciosos giga bytes que comprei do Vivo Easy antes do falecimento do plano. (Se você migrou para ele motivado(a) pelo meu relato, peço desculpas.)

Eu trabalho em casa, saio pouco e não uso redes sociais no celular. Mesmo assim, tinha dias em que o app da Vivo acusava… sei lá, quase 100 MB de dados consumidos. Culpa de quem? Da web, do e-mail e do leitor de feeds RSS. Pode parecer que não, mas imagens, vídeos que tocam sozinhos e outros recursos multimídia pesam na conexão (e no bolso).

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Chrome, Manifesto v3 e o fim da linha para a extensão uBlock Origin

O Google começou a desativar extensões do Chrome que dependem do Manifesto v2, especificação usada pelos desenvolvedores para acessar recursos do navegador web e obter permissões. Uma das afetadas é a popular uBlock Origin (uBO), que serve para bloquear anúncios, rastreadores e todo tipo de conteúdo indesejado.

O Manifesto v3, apesar das suas vantagens, descarta recursos de que a uBO depende para funcionar direito. O Google já avisou que todas as instalações do Chrome estarão livres do Manifesto v2 até junho de 2025.

Diante desse cenário, o que fazer?

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Extensão do Marreta ganha versões para Chrome, Firefox para Android e Firefox ESR

Ficou mais fácil usar o Marreta, nosso quebrador de paywalls, com a nova extensão para o Chrome. / chromewebstore.google.com

A exemplo da do Firefox, a extensão para o Chrome também foi desenvolvida pela Clarissa Mendes. Para quem usa o Firefox, aliás, a última atualização (0.4.1) trouxe suporte ao Firefox ESR e ao Firefox para Android. / addons.mozilla.org

Atenção com o Firefox para Android. O caminho para ativar a Marreta é um pouco mais complicado: tem que abrir o menu, ir em Extensões e aí tocar em Abrir com Marreta. Os prints na página da extensão demonstram como fazer.

O Marreta, quebrador de paywalls do PC do Manual, ganhou uma extensão gratuita para o Firefox para computadores (Linux, macOS e Windows). Após instalá-la, atalhos para abrir links no Marreta aparecem no menu de contexto (do botão direito do mouse) e em um ícone no menu de extensões. Clique em um deles para marretar o paywall. / addons.mozilla.org

A extensão foi desenvolvida pela Clarissa Mendes e tem o código-fonte disponível no nosso GitHub. A versão do Chrome será lançada em breve.

SingleFile salva páginas web em um arquivo

Ícone da SingleFile: folhinha azul com uma seta para baixo em um círculo amarelo.

O meu rol de extensões no navegador é bem enxuto, e a maioria delas roda em segundo plano; são do tipo “configure e esqueça”. A SingleFile é uma exceção.

A função dessa extensão é salvar páginas web. “Ok, mas o próprio navegador já faz isso”, você pode pensar. Sim, mas a SingleFile faz de um jeito melhor.

Como o nome entrega, ela salva a página toda em apenas um arquivo. Diferente do navegador, que salva um arquivo *.html e um diretório cheio de outros arquivos.

Além disso, a SingleFile tem alguns truques avançados:

  • Gera resultados mais fiéis, graças a algumas técnicas pouco ortodoxas no processo de cópia da página web, como converter imagens para o formato *.svg.
  • Permite salvar múltiplas abas de uma vez só. (Clique com o botão direito do mouse no ícone para acessar essas opções.)
  • Oferece a opção de anotar e comentar as páginas antes de salvá-las. (Esta opção também está no menu do botão direito.)

O mais legal? É uma extensão gratuita e praticamente universal, com versões para os principais navegadores do mercado, incluindo o Safari (iOS e macOS) e o Firefox para Android.

E se você for do tipo que vive na linha de comando, há uma ferramenta do tipo disponível.

Links para instalar: Chrome, Edge, Firefox, Firefox (Android), Safari.

Wipr 2, NextDNS e a dispensa de extensões para bloquear anúncios

Entre vários bloqueadores de conteúdo para o sistema nativo da Apple, o Wipr é dos mais populares. Sua abordagem é oposta à do 1Blocker (e do uBlock Origin, do Firefox/Chrome): sem configurações, com listas padrões atualizadas algumas vezes na semana. / kaylees.site

No próximo dia 12 sai o Wipr 2, grande atualização que traz novos poderes e a promessa de bloquear ainda mais incômodos da web moderna — que não são poucos — e a adoção de novas tecnologias da Apple — o que faz a “versão de corte” ser o iOS 17 e macOS 14 (Sonoma). App universal em compra única de R$ 24,90. / kaylees.site (em inglês), apps.apple.com

“Encomendei” uma cópia do Wipr 2, mesmo estando numa fase mais… simples. Até parei de usar o 1Blocker. Estou confiando apenas no NextDNS1, um serviço de DNS que bloqueia anúncios. Já falei dele no Manual.

Embora dê alguma margem para personalização, o NextDNS é menos flexível que extensões para navegadores como 1Blocker e uBlock Origin. Sua grande vantagem é funcionar em todo o sistema, não só no navegador. Acredito que ele seja menos eficaz que o 1Blocker, mas tem sido bom o bastante para mim. E ainda livra o meu navegador de uma extensão.

  1. Link de indicação. Assinaturas pagas feitas por ele rendem uma comissão a mim.

Add Eddie gera QR codes no celular para Wi-Fi e meios de contato

Ícone do Add Eddie: retângulo preto com o texto “Add Eddie +” em letra cursiva.

“Seria legal ter alguns QR codes à mão para facilitar contatos presenciais”, pensei comigo dia desses. Por coincidência, no dia seguinte topei com o Add Eddie, um aplicativo que faz exatamente isso.

É possível criar QR codes para conexões Wi-Fi (já usei, bem útil!), aplicativos de mensagens, e-mail e sites. O app é simples, como era de se esperar, e funciona bem.

Há alguns aspectos que podem ser melhorados. Por exemplo, falta a interface clara e uma exibição em lista dos QR codes, para facilitar o acesso aos últimos da fila. O ícone é horrível, mas aí já entramos no terreno da subjetividade, né?

Troquei e-mails com o desenvolvedor, que pareceu-me bastante solícito. Fica a esperança de que essas e outras melhorias sejam implementadas em algum momento.

O Add Eddie é gratuito, com uma compra dentro do app opcional para liberar alguns recursos. (Até dia desses, a compra estava liberada gratuitamente.) Para Android e iOS.

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Novidades e atualizações

[Web] O Thunderbird lançou um web app de agendamento de eventos, similar ao Calendly. Chamado Appointment (parabéns pela criatividade, pessoal), por ora é acessível mediante convite. / blog.thunderbird.net (em inglês)

[CLI] O firebuilder é um app para o terminal que gera personalizações para o Firefox de modo fácil — se você não se intimida com a linha de comando, claro. / github.com (em inglês)

[Firefox] Uma simpática extensão que insere posts da sua instância do Mastodon nos resultados do DuckDuckGo. / tomcasavant.com (em inglês)

[Linux] Atualização grande, o Calligra Office 4.0 atualiza a suíte de apps de escritório do KDE para o Qt 6 e traz mudanças estéticas, com destaque para uma nova barra lateral. / carlschwan.eu (em inglês)

[iOS, iPadOS] Mudou tudo no Finalist 2, app que agrega agenda de contatos e lista de tarefas em uma interface diferentona. / finalist.works (em inglês)

[Android, iOS, macOS, Windows] O Evernote (lembra dele?) ganhou um novo motor de sincronização que, prometem os desenvolvedores, é três vezes mais rápido que o antigo. / evernote.com (em inglês)

[iOS, iPadOS] Woofly é um app completo para cuidar do seu cachorrinho. / woofly.app (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O Vivaldi 6.9 permite renomear abas, arrastar arquivos baixados a partir do painel e ganhou uma nova visualização de abas em outros dispositivos. Ah, e agora tem versão para PCs com chips ARM no Windows. / vivaldi.com (em inglês)

LinkedIn sem o feed é o melhor LinkedIn

Hoje cedo entrei no LinkedIn e entre dois ou três posts legais, dentro da proposta da rede, dei de cara com um monte de ~opiniões que me cansaram um tanto. Aí arregacei as mangas para tentar ocultar o feed do LinkedIn.

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uBlacklist bloqueia domínios dos resultados de buscas online

Ícone da uBlacklist: um sinal de proibido com contornos em preto.

A extensão uBlacklist é uma daquelas que deveriam ser recurso nativo em buscadores ou navegadores web. Com ela instalada, é possível vetar domínios de aparecerem nos resultados de buscadores.

Vamos pegar um exemplo aleatório aqui… pinterest.com. Ao topar com ele nos resultados de uma pesquisa, basta clicar no link “Block this site” para que futuras pesquisas não retornem resultados desse domínio.

(Dá para usar expressões regulares e padrões para definir bloqueios.)

Outro recurso legal é a possibilidade de se inscrever em listas de bloqueio, mais ou menos como algumas extensões de bloqueio de anúncios funcionam. No repositório existem algumas disponíveis.

O contrário, ou seja, destacar domínios específicos nos resultados da pesquisa, também é possível.

A uBlacklist funciona em vários buscadores — Bing, Brave, DuckDuckGo, Ecosia, Qwant, Searx, Startpage.com, Yahoo! Japão e Yandex. É possível fazer backup e sincronizar configurações pelo Dropbox ou Google Drive.

uBlacklist / Chrome, Firefox e Safari / Gratuita