A Febraban, em cooperação técnica com o Banco Central, lançou nesta segunda (19) o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB). Na pesquisa para a construção do índice, feita com 5.220 maiores de idade de todas as regiões do país no final de 2020, a nota média dos brasileiros foi de 57 pontos (a escala vai de 0 a 100).

O site do I-SFB tem um formulário que, após preenchido, calcula sua nota e oferece “um diagnóstico individual para identificar vulnerabilidades e personalizar estratégias de educação financeira”. Acesse-o aqui.

Os super apps da América Latina

No processo de educar o consumidor à lógica dos aplicativos de celular, a Apple, nos primórdios do iPhone, lançou um slogan que colou nas nossas cabeças: “existe um app para isso”. Quase 15 anos depois, para algumas empresas um simples app não consegue mais dar conta do que ela deseja oferecer aos usuários. No lugar deles, temos agora os super apps.

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Celulares roubados e quadrilhas “limpa-contas”

Até duas semanas atrás, minha única preocupação com um possível roubo ou furto do meu celular era o prejuízo material. (Ainda mais agora, com tudo encarecendo.) Ele está bem configurado e criptografado, ou seja, é pouco provável que alguém consiga acessar os dados que estão ali dentro. Ou assim pensava. Uma série de reportagens da Folha de S.Paulo fez surgir outro receio: o de ter a minha conta bancária varrida por assaltantes.

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O Procon-SP notificou Apple, Motorola e Samsung a prestarem esclarecimentos acerca da segurança dos seus celulares. A motivação é uma série de reportagens da Folha de S.Paulo que revelou a ação de criminosos que roubam celulares e, rapidamente, conseguem invadir aplicativos bancários e fazer transferências de valores. Elas têm até o dia 22 para responderem.

O pedido é válido, porque essa situação é inquietante. Alguns celulares são roubados desbloqueados, mas há relatos de aparelhos travados, com criptografia e proteção biométrica (Face ID, no caso do iPhone) ativadas, que os criminosos conseguem acessar. E, em qualquer caso, além da proteção do sistema do celular, existem ainda barreiras nos apps dos bancos, como senhas específicas. Como eles as descobrem? Ou eles burlam as proteções dos apps usando engenharia social nos canais de atendimento?

A Febraban, associação dos bancos, também foi inquirida. Ela costuma repetir à imprensa que os apps bancários “contam com elevado grau de segurança desde o seu desenvolvimento até a sua utilização, não existindo qualquer registro de violação dessa segurança”, jogando a culpa pelos desvios ao descuido dos usuários.

Quaisquer que sejam os motivos, é preciso esclarecê-los. Afinal, se as desculpas dos bancos e das fabricantes de celulares estiverem corretas, temos aqui um curioso caso de criminosos brasileiros, que vivem de assaltar celulares na rua, capazes de fazer o que às vezes nem o FBI consegue. Alguém precisa encontrar essa galera e contratá-la. Via Procon-SP, Folha de S.Paulo.

“Criminosos de SP agora roubam celulares para limpar contas bancárias das vítimas”, diz o título desta notícia na Folha de S.Paulo. O primeiro personagem é alguém que tinha um iPhone 11 protegido pelo Face ID. Mesmo assim, logo após o furto sua conta bancária já tinha um rombo de R$ 5 mil.

A própria reportagem aponta as possíveis brechas que os criminosos exploram para invadir sistemas que, a princípio, são seguros contra esse tipo de ataque. Segundo um especialista consultado, os casos mais comuns de fraudes são realizados por meio de aparelhos celulares com sistemas operacionais desatualizados ou levados ainda abertos, ou seja, desbloqueados, com o Waze aberto, por exemplo.

No nosso grupo do Telegram (participe!), outra hipótese foi aventada: a recuperação de senhas a partir de códigos enviados por SMS. Nesse caso, bastaria colocar o chip em outro celular para escapar das travas do aparelho roubado/furtado.

Alguma outra ideia de como seria possível invadir esses celulares e contas bancárias?

A importância da rede de agências diminuiu muito.

— Roberto Setubal, copresidente do Itaú Unibanco

A frase acima foi falada em um evento do Itaú para investidores nesta quarta (2), quando Setubal comentava a competição com as fintechs.

Apesar do tom, o banco ainda enxerga as agências físicas como um diferencial — “A capacidade de combinar atendimento remoto com atendimento físico, o omnichannel, é uma vantagem comparativa enorme”, disse depois o outro copresidente, Pedro Moreira Salles. E que a maior dificuldade na guerra contra as fintechs são as regras distintas definidas pelo Banco Central. Via Exame, Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Itaú Unibanco (ITUB3).

O Banco Central (BC) anunciou que estuda a criação de uma moeda digital para o Brasil. Diferentemente do bitcoin e outras do tipo, ela seria emitida pelo próprio BC, teria paridade com o real (ou seja, não se valorizaria livremente) e seu uso seria mediado pelos bancos.

Fabio Araujo, que coordena esse trabalho, disse que se trata de um “novo mecanismo de provisão de liquidez”, mas estou tendo alguma dificuldade para entender o que essa moeda digital traria de novidade prática à mesa. Para muita gente, o real já é, de certa forma, digitalizado, não? Via Valor Investe.

O Pix é um sucesso absoluto. O sistema de pagamentos completou seis meses no último domingo (16) com números gigantescos:

  • R$ 1,109 trilhão movimentado em 1,547 bilhão de transações.
  • 242 milhões de chaves cadastradas.
  • 75 milhões de usuários, ou 45% da população adulta brasileira.

Em abril, o volume transacionado por Pix superou os de TED, DOC, cheque e boleto somados. Via Banco Central.

O PagTesouro, plataforma digital de pagamento de serviços públicos federais, passou a aceitar o PicPay nesta segunda (17). O serviço já era compatível com Pix e Mercado Pago. Via Agência Brasil.