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[…] O que aprendemos ao longo deste último ano, em especial do ponto de vista do consumidor, é que eles não estão comprando [computadores] por causa de IA. Na verdade, acho que a IA provavelmente os confunde mais do que os ajuda a entender um resultado específico.

Homem branco, com barba por fazer e sorrindo.Kevin Terwilliger
Líder de produtos da Dell

Surpreende que a primeira fabricante a mandar a real sobre “PCs com IA” seja a Dell, parceria de primeira hora da Microsoft na iniciativa dos notebooks Copilot+.

Note, porém, que a citação completa sinaliza que a Dell não vai parar de investir em IA, apenas que a tecnologia deve deixar de ser o carro-chefe do marketing. Ela começa assim: “Estamos muito focados em oferecer recursos de IA de um dispositivo — na verdade, tudo o que estamos anunciando [na CES] tem uma NPU nele —, mas o que aprendemos…”

A aposta da TCL em telas que se parecem com papel

Desde 2021, a TCL investe em uma tecnologia de tela intrigante, a NXTPAPER: um painel LCD que tenta simular o papel para agredir menos os olhos humanos. Na condição de alguém que passa mais tempo que o recomendado olhando para telas, isso muito me interessa.

A fabricante chinesa anunciou uma nova versão na CES 2025, a NXTPAPER 4.0. Ela traz um “avanço significativo” no ponto fraco das versões anteriores, o (baixo) brilho, graças a uma “sofisticada tecnologia de litografia de matriz nano”. / tcl.com (em inglês)

(mais…)

A Dell aproveitou a CES 2025 para anunciar uma mudança na nomenclatura dos seus computadores. Até aí, tudo bem. Só que se a intenção era simplificar, acho que… deu errado? São três linhas — Dell, Dell Pro e Dell Pro Max —, e cada uma comporta três padrões de qualidade — Premium, Plus e Base. (Se precisa de um infográfico para entender, não é simples.) Isso implica a existência futura de um notebook chamado Dell Pro Max 16 Premium (sim, ainda tem o tamanho da tela no nome dos notebooks). / dell.com (em inglês)

A CES, maior evento de negócios do setor de tecnologia do mundo, começa nesta quarta (5) em Las Vegas, EUA, no formato presencial. O avanço da variante ômicron do coronavírus fez cerca de 200 empresas desistirem do evento, incluindo algumas gigantes como Amazon, Google e Microsoft. A Consumer Technology Association (CTA), que organiza a CES, foi duramente criticada pela manutenção do formato presencial. Em sua defesa, afirma que impôs protocolos de segurança e que a feira é vital para pequenas empresas, que têm ali a chance de negociar com parceiros do mundo inteiro. Via Estadão.

Em 2022, a Samsung apresentará a primeira TV do mundo com um explorador e marketplace de NFTs, uma plataforma revolucionária que lhe permitirá navegar, comprar e exibir suas artes favoritas — tudo em um só lugar.

— Comunicado à imprensa da Samsung.

Em outras palavras, a linha 2022 de TVs da Samsung terá um visualizador de imagens que você pode comprar, porém com blockchain envolvida. Via The Verge (em inglês).

As novas TVs da Samsung parecem legais, como sempre, e trarão outra novidade em software mais interessante: suporte às plataformas de streaming de games Stadia e GeForce NOW. Ainda sem data nem preços para o Brasil. Via Samsung (em inglês).

 

Foto de divulgação do Asus Fanless Chromebox, com duas antenas levantadas atrás, lembrando um roteador wireless.
Foto: Asus/Divulgação.

Ainda na série “coisas legais que aparecem na CES”, a Asus anunciou este computador que passa fácil por um roteador. O Asus Fanless Chromebox roda Chrome OS e, como o nome sugere, dispensa ventoinhas para manter o processador (de Celeron até Core i7) e a carcaça em alumínio frios. Sai nos Estados Unidos em fevereiro, a partir de US$ 399. Via The Verge (em inglês).

A enxurrada de novas TVs na CES que usam a tecnologia Mini LED, com algumas microLED, tem causado confusão até em sites especializados. A Cnet trocou a tecnologia ao falar da TV microLED de 110″ da Samsung neste resumão e replicado na newsletter Meio, por exemplo. Apesar dos nomes parecidos, são tecnologias diferentes.

Mini LED é uma evolução das telas LCD, também chamadas comercialmente de telas LED e variações, como QLED (Samsung). As telas Mini LED mantêm uma iluminação de fundo, só que aumentam consideravelmente, na casa dos milhares, a quantidade de mini-lâmpadas LED presentes, todas controladas individualmente, o que ajuda a aumentar o contraste, a diminuir os “vazamentos” de luz, comuns em telas LCD mais antigas, e a reduzir a espessura das TVs. As fabricantes na CES apresentaram vários modelos Mini LED, cada uma com um nome comercial próprio: Neo QLED (Samsung), QNED (LG, única que divulga o número de LEDs das suas Mini LED: 30 mil) e OD Zero (TCL).

Já a tecnologia microLED é mais parecida com a OLED: cada pixel é uma fonte microscópica de luz própria, com a diferença de não utilizar materiais orgânicos (o “O” de OLED significa “organic”) e, por isso, estar menos suscetível à degradação natural com o passar do tempo. Como cada pixel pode ser desligado individualmente para mostrar o preto, o contraste é altíssimo. A tecnologia microLED ainda é cara e só está disponível em painéis enormes e TVs gigantescas, todos caríssimos, como a referida de 110″ que a Samsung mostrou na CES. Preço dela? US$ 150 mil (cerca de ~R$ 760 mil). Via Display Ninja (em inglês).

Mulher de cabelos compridos usando uma máscara N95 gamer da Razer com o ventilador iluminado em azul e roxo.
Foto: Razer/Divulgação.

Uma máscara N95 “gamer”, criada por uma empresa de equipamentos de games, com ventiladores que expelem CO2, amplificadores para projetar a voz do usuário e, claro, LEDs coloridos, é a coisa mais 2020 que você verá em 2021. Ainda é só um conceito, ou seja, sem certificação de órgãos sanitários, preço nem data de lançamento — e talvez nem seja lançada. Via Razer.

CES 2021: As novidades mais curiosas e/ou importantes

A CES, maior evento anual do setor de tecnologia, está toda virtual e com menos expositores em 2021. Apesar das baixas, ainda é parada obrigatória para o setor e quem se interessa por tecnologia de consumo. Via Folha.

As novas tecnologias apresentadas lá são tão interessantes quanto os novos produtos. Elas antecipam o que estará nas lojas daqui a alguns (ou muitos) meses. Às vezes são só vaporware, mas vale a menção. O que vi de legal nesta edição, até agora:

  • O tablet NXTPAPER, da TCL, que usa uma tela que combina as características de um bom LCD com as do e-ink. Já tem preço (€ 349) e previsão de lançamento no mundo inteiro, menos Estados Unidos (abril deste ano). Via The Verge (em inglês).
  • Telas que enrolam, como esta da LG. Partes móveis em celulares ainda me deixam apreensivos, mas esse formato, que “esconde” a tela estendida melhor que o dos atuais dobráveis já no mercado, é algo que eu toparia comprar. Via Android Authority (em inglês).
  • MiniLED, nova tecnologia de painéis de TV que aproxima o LCD das OLED, chegando a produtos comerciais. As nomenclaturas não ajudam (Neo QLED na Samsung, QNED na LG, OD Zero na TCL) e os preços não deverão ser baratos na primeira leva, mas vale ficar de olho porque não levará muito tempo para baratearem. O salto do microLED será ainda maior (LEDs individuais para cada pixel, em vez de áreas de pixels), mas ainda falta muito chão para chegar a nós, meros mortais. Via Samsung, Gizmodo e Uol.
  • Nova geração do sensor de impressão digital sob a tela da Qualcomm, com uma área 77% maior e 50% mais rápido que a anterior. Seria legal, nessa época de máscaras, a volta do Touch ID no iPhone. Via 9to5Mac (em inglês).
  • A Intel sentiu o bafo quente da Apple e da ARM no cangote e trouxe um “teaser” da 12ª geração de processadores Core ao lado de novas variantes da 11ª e em meio a uma enxurrada de notebooks equipados com essa geração. Via The Verge (em inglês).