Saiu a TIC Domicílios 2024, o raio-x anual do uso da internet no Brasil feito pelo Cetic. A chamada do Convergência Digital parte de um dado interessante: em 20 anos, trocamos a lan house pelo celular — 60% dos brasileiros conectados o fazem exclusivamente pelo celular. / convergenciadigital.com.br

A Senacon intimou fabricantes de celulares que pré-instalam apps de bets em seus celulares. (Fiquei intrigado com a prática; um leitor disse, no nosso grupo no Signal, que o Motorola Edge 50 Pro dele oferece um desse no primeiro uso.) Sobrou até para a LG, que faz uns bons anos deixou de vender celulares. / gov.br

Essa e outras medidas do governo me lembram a atitude governamental contra as plataformas sociais das big techs, tentativas vãs de apagar um incêndio com um copo d’água. Para se ter ideia da profundidade do buraco, a Agência Pública mostrou como adolescentes estão torrando os R$ 200/mês do programa Pé-de-Meia, do governo federal, em jogo do tigrinho. / apublica.org

Tudo isso é desolador, mas ninguém pode se dizer surpreso: a finalidade de jogos de azar, sempre se soube, é viciar pessoas em perder dinheiro.

Quem liga se o iPhone 16 foi “feito para IA” e será caro?

Anunciado como “o primeiro iPhone feito do zero para inteligência artificial”, o recém-anunciado iPhone 16 tem mais similaridades que diferenças em relação a todos os modelos lançados desde o iPhone 12, de 2020. Isso inclui o preço.

O modelo base, com 128 GB de memória, chegará ao Brasil por R$ 7.799, aumento de 6,9% em relação ao preço do iPhone 15 de 2023 (R$ 7.299). É o segundo iPhone mais caro em valores nominais, atrás apenas dos R$ 7.999 do iPhone 12.

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Redes sociais, celulares e “a geração ansiosa”

Sucesso de vendas nos Estados Unidos e no Brasil1, A geração ansiosa, livro do psicólogo e professor da Universidade de Nova York, Jonathan Haidt, alega ter provas de que celulares modernos (“smartphones”) e redes sociais são responsáveis por “reconfigurar” o cérebro e destruir a saúde mental de crianças e adolescentes.

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Números enormes

Os diversos modelos de iPhone já respondem por 40% das vendas da Trocafone, marketplace brasileiro de celulares usados. Em 2023, o percentual dos celulares da Apple era de 25%. / mobiletime.com.br

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A Samsung sentiu o bafo de rivais chinesas na corrida das TVs conectadas e anunciou que as suas contarão com 7 anos de atualizações para o Tizen, sistema operacional próprio que equipa as TVs. A nova política vale a partir de alguns modelos lançados em 2023. / businesskorea.co.kr (em inglês)

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A Autoridade Holandesa de Proteção de Dados aplicou uma multa de € 290 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) à Uber na segunda (26), por transferir dados de motoristas europeus aos Estados Unidos sem os devidos cuidados com a privacidade. / oglobo.globo.com

Quantificando o projeto tiny-Small do SmolPhone

Pesquisadores da Universidade de Rennes, na França, criaram um projeto chamado SmolPhone que explora o uso de dois chips, um mais fraco e econômico, outro mais potente, a fim de criar um celular com recursos esperados em smartphones cuja bateria dure uma semana longe da tomada. No paper abaixo, curtinho, eles exploram a ideia em um protótipo com o Raspberry Pi.

Celular Seguro e Click to Pay vencem o Prêmio Seleção Mobile Time 2024

A convite do Fernando Paiva, tive a honra de compor o júri de 12 especialistas em tecnologia do Prêmio Seleção Mobile Time 2024.

O resultado foi divulgado nesta terça (14). O grande vencedor do júri foi o Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (Posso contar que foi o “case” a que atribuí a maior nota? Espero que sim!)

Na premiação aberta ao público, o Click to Pay, da Abecs, levou a melhor.

O iFixit analisou a eficiência energética de carregadores de celulares com fio e sem fio. Sem surpresa, os fios são mais eficientes: o MagSafe da Apple gasta ~36% mais energia em um dia típico de uso e modelos simples (da Amazon) e mal feitos (da Tesla), mais que o dobro.

Outro efeito colateral negativo da recarga sem fios é o aquecimento da bateria, que acelera a degradação da mesma. Via iFixit (em inglês).

Frequentadores assíduos deste site já sabem: sou do time dos fios.

Recursos do Android que causam inveja a quem usa iPhone

Desde 2015, meu celular principal é um iPhone. Nessa quase uma década, acompanhei com atenção os movimentos da única alternativa viável, o Android do Google.

Em que pese minha preferência pelo iOS, há boas ideias do lado de lá que eu gostaria que fossem copiadas pela Apple.

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Project Afterlife

O Think Tank Team, um pequeno enclave da Samsung no Vale do Silício, gera ideias futuristas em várias áreas da tecnologia. Uma delas, o Project Afterlife, tenta dar vida nova ao 1,7 celular sem uso em cada casa estadunidense com um design engenhoso, um aplicativo simples com três funções e os sensores de movimento do próprio celular.

Seria melhor se usássemos o mesmo celular por mais tempo, mas na impossibilidade disso, é melhor que nada.

O Android 14 QPR3 Beta 2 ativou, nos celulares da linha Pixel 8, um recurso similar ao Dex, da Samsung — uma interface diferente, propícia para uso com teclado e mouse, quando o celular é conectado a um monitor externo.

Ainda é cedo para saber se isso será um recurso do vindouro Android 15. Seria legal se sim. Para alguns perfis, como aqueles que conseguem se virar com um tablet no lugar do notebook, um celular do tipo talvez servisse para tudo. Via Android Authority (em inglês).

O Android 15, com previsão de lançamento no segundo semestre, foi apresentado na última sexta (16). O Google ainda deve revelar alguns recursos novos, mas mesmo os previstos são… tangenciais. O mesmo, aliás, que aconteceu com o iOS 17, de setembro de 2023. A falta de grandes novidades entre grandes versões não é ruim. Entre outras coisas, sinaliza maturidade do sistema — o bom “em time que está ganhando, não se mexe”. Via Blog de Desenvolvedores Android (em inglês).

Dando nome aos bois, Mercado Livre e Amazon. E isso não é mera denúncia. Está tudo registrado em cartório, os anúncios que demonstram claramente como se tenta convencer o consumidor a comprar produto contrabandeado.

— Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Segundo a Abinee, a porta de entrada do mercado cinza no Brasil é o Paraguai. Em 2023, o país vizinho importou quase 8 milhões de aparelhos para uma população de 6,1 milhões de pessoas. A Xiaomi respondeu por ~75% dos celulares trazidos irregularmente. Via Convergência Digital.

Operadoras e bancos anunciam iniciativas sistêmicas para melhorar a segurança de celulares

Um assunto recorrente neste Manual é como proteger o celular de golpes e acessos não autorizados. É possível mitigar o problema, mas não resolvê-lo porque uma solução satisfatória transcende o que o indivíduo é capaz de fazer.

Duas iniciativas, em frentes diferentes, prometem abordagens sistêmicas ao problema.

Semana passada, as três maiores operadoras do Brasil — Claro, TIM e Vivo — anunciaram a adesão ao Open Gateway, um programa da GSMA, entidade que administra o ecossistema global de telecomunicações, que consiste em APIs compartilhadas entre as operadoras para viabilizar serviços diversos.

Os três primeiros serviços do Open Gateway a serem oferecidos no Brasil serão a verificação do número sem o uso do SMS, a identificação de trocas de chips recentes e o compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.

Em outra frente, a Febraban confirmou o lançamento para breve de um programa chamado Celular Seguro, criado em parceria com o Ministério da Justiça e a Anatel.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, não deu detalhes técnicos, mas explicou ao Mobile Time que o objetivo do programa é bloquear rapidamente celulares roubados a fim de impedir o uso de dados pessoais e o acesso a contas bancárias pelos assaltantes. Via Folha de S.Paulo, Mobile Time.

O LineageOS, uma “ROM” alternativa do Android, está instalado em apenas 1,5 milhão de dispositivos. É uma gota no oceano de (no mínimo) 2,5 bilhões de dispositivos com esse sistema no mundo.

O projeto dá uma sobrevida a celulares antigos, mantendo-os atualizados e seguros mesmo após perderem o suporte da fabricante. É o tipo de solução que talvez não seja simples dentro de uma empresa, mas muito mais eficaz no combate à catástrofe climática do que… sei lá, tirar cabos e carregadores da caixa de celulares novos.

O velho Moto G7 Play que uso para testes parou de receber atualizações da Motorola em fevereiro de 2021, com o Android 10. Graças ao LineageOS, rodo nele o Android 13 com atualizações regulares de segurança — a mais recente foi liberada nesta quarta (22). Via 9to5Google (em inglês).