Google Play: Pix chega à loja de apps e amplia opções de pagamento

O Google Play, loja de aplicativos Android do Google, agora aceita pagamentos por Pix:

Ao realizar uma compra e selecionar “Pix” como forma de pagamento, você recebe um código de pagamento ou o QR code, que tem validade de quatro dias. É só copiar o código ou escanear o QR code e pagar no banco de sua preferência. Após a conclusão do pagamento, pode levar até 10 minutos para que o pagamento seja processado e os itens comprados fiquem disponíveis.

Detalhe importante presente na documentação: o Pix só pode ser usado para compras únicas, ou seja, não funciona para assinaturas.

TSE erra a mão em nova obrigação às plataformas digitais para as eleições de 2024

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou novas resoluções para as eleições municipais deste ano.

Entre elas, há uma que traz novas regras relacionadas à propaganda eleitoral na internet. Na visão deste leigo aqui, há dois aspectos que merecem atenção.

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Revisado e reduzido, diretório de newsletters brasileiras é relançado

Ao longo dos anos, o diretório de newsletters brasileiras ganhou novas publicações e, ao mesmo tempo, foi ficando desatualizado. As taxas de mortalidade e abandono de newsletters são altíssimas, o que resultou em um diretório degradado, com muitas newsletters que não levavam a lugar algum.

Entre janeiro e fevereiro, revisei uma a uma todas as +240 newsletters do diretório. A nova versão, revisada e reduzida (sobraram ~120 newsletter), já está no ar.

Removi todas as publicações que:

  • Não receberam atualizações em 2023;
  • Tornaram-se pagas;
  • Não têm arquivos públicos, o que inviabiliza saber se continuam ativas; e
  • Que saíram do ar.

Além disso, também removi newsletters de publicações jornalísticas. Elas já têm plataformas de divulgação, por isso a mudança — para focar em newsletters pessoais, de pequenos coletivos e/ou que tenham no e-mail o principal canal de divulgação.

O diretório segue aberto a novas submissões. As orientações e o formulário estão no final da página.

O aplicativo do gov.br mudou sistema de verificação em duas etapas (2FA). Desde esta terça (20), em vez de uma notificação, passou a ser necessário acessar o aplicativo para obter o código temporário.

Nem todo mundo oculta a visualização de notificações na tela de bloqueio. Para esses casos, o novo sistema oferece mais segurança — à custa de alguma conveniência. Via Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

O Tinder vai trazer a verificação de perfis por análise de documento oficial ao Brasil. Parece-me uma situação que isso é justificável — a depender de como a política de privacidade prevê o tratamento de dados —, considerando que é opcional, que ali o objetivo é quase sempre um encontro presencial, e que golpes e sequestros relâmpagos em aplicativos do tipo viraram rotina. Chega por aqui até a metade do ano. Via Tinder (em inglês).

Fechamos a torneira para o zero rating. Todos os novos planos não têm zero rating para as redes sociais.

Alberto Grizelli
Presidente da TIM Brasil

A virada de 180º das operadoras (a Claro também está “fechando a torneira”) não tem a ver com neutralidade da rede ou respeito (tardio) ao Marco Civil da Internet, é só uma nova queda de braço com a big tech.

As operadoras reclamam pelo “fair share”, uma contribuição dada pelas empresas que mais usam a rede (plataformas sociais, serviços de vídeo etc.) para bancar a infraestrutura. O fim do zero rating faz parte dessa ofensiva. Via Convergência digital.

Importante lembrar que na criptografia de ponta a ponta — como o termo sugere — as duas pontas têm acesso livre ao conteúdo. Se uma das pontas faz backup descriptografado de conversas à nuvem, como fez o tenente-coronel Mauro Cid, as conversas podem ser acessadas por terceiros, como fez a Polícia Federal.

Não deve ter sido intencional, mas a insistência de Mauro Cid em usar o Signal para tratar de assuntos… “sensíveis”, poderia ter livrado o bando de produzir provas contra si mesmo. O Signal não faz backup na nuvem.

Mais uma vez, o backup salva (a democracia, neste caso). Via G1, O Globo.

Resposta do Olhar Digital à análise de sites de tecnologia brasileiros

por Bruno Capozzi

Nota do editor: Na última quinta (18), recebi um e-mail do Bruno, editor-executivo do Olhar Digital, com a promessa de uma resposta, em breve, à análise de sites de tecnologia brasileiros que publiquei neste Manual no dia 12/1. Como ela veio em prosa, pedi autorização ao Bruno para publicá-la na íntegra aqui.

Primeiramente, obrigado pelas considerações e por entrar em contato conosco. Achei sua análise bastante interessante. Tomei a liberdade de escrever um texto corrido para responder suas questões.

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Notei que os cinco sites de tecnologia brasileiros que analisei expõem listas de “mais lidas”, o que ajuda a validar as conclusões a que cheguei. As maiores estranhezas (horários de jogos de futebol, tutoriais caça-cliques e “cultura nerd”) dominam as listas.

Prints tirados na manhã desta quarta (17): Canaltech, Olhar Digital, Giz Brasil, Tecmundo, Tecnoblog. A título de curiosidade, as mais lidas deste Manual nos últimos sete dias (10–16/1).

Breve análise dos sites de tecnologia brasileiros

Se tivesse que justificar a razão de existir do Manual do Usuário, diria que é publicar coisas diferentes do que outros sites de tecnologia publicam. O que nos leva à pergunta inevitável: o que os outros sites de tecnologia publicam?

Tenho uma boa ideia, é claro. Uns acompanho de perto, outros de longe, sempre dou uma passadinha em todos para… digamos, “monitorar a concorrência”.

Durante seis dias em 2023 (31/8 a 5/9), porém, fiz uma incursão que se pretendia metódica em cinco dos maiores sites especializados em tecnologia do Brasil. Com a ajuda de um agregador de feeds, capturei, rotulei e categorizei tudo que eles publicaram naquele intervalo.

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O TSE divulgou minutas (rascunhos) das resoluções para as eleições municipais de 2024. A da propaganda eleitoral traz vários dispositivos relacionados à internet, com novas atribuições às plataformas/empresas de redes sociais, transparência e restrições a conteúdo “fabricado ou manipulado” (leia-se: por IA gerativa). Na íntegra (PDF).

Algumas coisas ali me pareceram bastante otimistas.

No dia 23 de janeiro, às 9h, será feita uma audiência pública híbrida do tema, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Via TSE, Folha de S.Paulo.

Dando nome aos bois, Mercado Livre e Amazon. E isso não é mera denúncia. Está tudo registrado em cartório, os anúncios que demonstram claramente como se tenta convencer o consumidor a comprar produto contrabandeado.

— Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Segundo a Abinee, a porta de entrada do mercado cinza no Brasil é o Paraguai. Em 2023, o país vizinho importou quase 8 milhões de aparelhos para uma população de 6,1 milhões de pessoas. A Xiaomi respondeu por ~75% dos celulares trazidos irregularmente. Via Convergência Digital.

Operadoras e bancos anunciam iniciativas sistêmicas para melhorar a segurança de celulares

Um assunto recorrente neste Manual é como proteger o celular de golpes e acessos não autorizados. É possível mitigar o problema, mas não resolvê-lo porque uma solução satisfatória transcende o que o indivíduo é capaz de fazer.

Duas iniciativas, em frentes diferentes, prometem abordagens sistêmicas ao problema.

Semana passada, as três maiores operadoras do Brasil — Claro, TIM e Vivo — anunciaram a adesão ao Open Gateway, um programa da GSMA, entidade que administra o ecossistema global de telecomunicações, que consiste em APIs compartilhadas entre as operadoras para viabilizar serviços diversos.

Os três primeiros serviços do Open Gateway a serem oferecidos no Brasil serão a verificação do número sem o uso do SMS, a identificação de trocas de chips recentes e o compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.

Em outra frente, a Febraban confirmou o lançamento para breve de um programa chamado Celular Seguro, criado em parceria com o Ministério da Justiça e a Anatel.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, não deu detalhes técnicos, mas explicou ao Mobile Time que o objetivo do programa é bloquear rapidamente celulares roubados a fim de impedir o uso de dados pessoais e o acesso a contas bancárias pelos assaltantes. Via Folha de S.Paulo, Mobile Time.

gov.br: Segundo fator de autenticação (2FA) é mal implementado

Criada em 2019, a plataforma gov.br unificou sites e serviços do governo federal. Hoje ela é usada para diversos fins, de benefícios sociais à declaração do imposto de renda, ou seja, é um negócio importante.

As contas gov.br oferecem o segundo fator de autenticação (2FA, na sigla em inglês), uma boa prática de segurança no digital. Isso é ótimo, mas a implementação deixa bastante a desejar.

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Luciano Huck ameaçando processar Elon Musk porque o Twitter não tira do ar um anúncio caça-clique supostamente criado por ~inteligência artificial dele, Huck, vestido com uma fantasia tosca de presidiário entre dois policiais, com uma manchete sensacionalista e links que levam a sites golpistas aleatórios. Dei uma boa gargalhada aqui. Obrigado, IA e Elon Musk, nunca critiquei vocês! Via Notícias da TV.