A partir de agora, os motoristas da Uber terão mais informações de antemão para ajudá-los na decisão de aceitar ou não uma corrida, como o valor da corrida e da tarifa dinâmica, e os endereços exatos de partida e chegada. A novidade, que já vinha sendo testada em algumas cidades, foi expandida nesta terça (5) para “municípios de médio e grande porte de todas as regiões do país, inclusive São Paulo, Brasília e outras capitais”.

Embora a Uber diga, em comunicado à imprensa, que não mexeu nos valores repassados aos motoristas, esses têm reclamando que o novo modelo, agora com preço fixo, tem rendido menos. A consequência deve ser sentida logo pelos passageiros: mais cancelamentos e demora para pegar um carro. Via Uber, G1, Extra.

Um curioso fenômeno literário se manifesta no ranking brasileiro dos e-books Kindle pagos mais vendidos: a prevalência de histórias com CEO no título.

Levantamento do Manual do Usuário detectou que sete livros (ou 14% do total) mencionam o cargo executivo máximo em empresas no título, quase sempre em alusão a situações sensuais e/ou com outros termos inusitados recorrentes no ranking, como grávidas e babás virgens.

São livros baratos, com preços entre R$ 1,99 e R$ 5,99, e todos integram o Kindle Unlimited, o programa de assinatura de e-books da Amazon. E são bem avaliados, com notas acima de quatro estrelas (de um total de cinco) decorrentes de centenas ou milhares de avaliações.

Os livros são assinados por autores(as) diferentes, o que indica uma tendência. Eles parecem influenciados pela trilogia Cinquenta tons de cinza, o mega-sucesso de E.L James, mas não deixa de ser curiosa a fixação com CEO, um termo um tanto específico e que, no geral, só é lido nas páginas de negócios dos jornais e em publicações especializadas. Fetiche é uma coisa maluca.

Abaixo, a lista dos títulos, com a posição no ranking e autor(a), nesta terça (5):

  • #2. CEO Blackwolf: A vingança do lobo negro de Wall Street, de Lettie S.J.
  • #8. O filho que o CEO não conhecia, de Renata R. Corrêa.
  • #9. Grávida do CEO que não me ama, de Aline Pádua.
  • #13. O pai dos meus bebês é o CEO, de Aline Damasceno.
  • #18. A influencer que conquistou o CEO, de T. M. Kechichian.
  • #31. Apenas me ame: Um amor para o CEO, de Thais Oliveira.
  • #47. Coração rendido: A babá virgem e o CEO viúvo, de Kevin Attis.
Exemplo de post no Twitter de um candidato a presidente do Brasil, com um rótulo embaixo do nome indicando o cargo a que ele concorre.
Imagem: Twitter/Divulgação.

O Twitter detalhou as iniciativas para as eleições deste ano no Brasil. Candidatos terão rótulos identificando-os (como na imagem acima), haverá uma aba específica para o pleito na seção “Explorar” e a política de integridade cívica passará a valer no país.

O foco dessa última iniciativa, diz o Twitter, está em “prevenir informações enganosas que possam prejudicar o andamento, a participação popular e a consumação do processo eleitoral democrático”, e que ela “não prevê atuação sobre todo tipo de conteúdo político, incluindo declarações enganosas, imprecisas ou polarizadas sobre candidatos e partidos”. Via Blog do Twitter.

A máquina oculta de propaganda do iFood

A máquina oculta de propaganda do iFood, por Clarissa Levy na Agência Pública:

Naquele abril de 2021, os adesivos e a faixa que pediam “vacinação já” no estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, vieram acompanhados pela disseminação de posts e comentários de usuários falsos, que teriam sido criados por agências de publicidade a serviço do iFood no Twitter e Facebook. Em paralelo, as agências contratadas teriam criado duas páginas que deram suporte à narrativa: a fanpage de conteúdo político Não Breca Meu Trampo e a página de memes Garfo na Caveira. 

A Pública acessou mais de 30 documentos das campanhas — entre relatórios de entrega, cronograma de postagens, vídeos, atas de reuniões e trocas de mensagens —, além de conversar com pessoas que trabalharam nas agências e acompanharam a campanha desenvolvida para o iFood durante pelo menos 12 meses.

[…]

Entre as páginas administradas pela campanha “lado B”, a Garfo na Caveira continua ativa e postando conteúdos. Já a página Não Breca Meu Trampo parou de ser alimentada em julho de 2021. Em um registro acessado pela reportagem, um dos coordenadores da campanha resume o trabalho: “Coisas assim que vão tirando o foco. Como a gente fez, por exemplo, com a greve geral. O Garfo [página Garfo na Caveira] abriu um território importante, de chegar de igual pra igual. E depois isso serviu pra gente ir esvaziando o discurso.”

 

Foto de uma página de jornal, com anúncio do Google de página inteira. Lê-se na chamada: “O Projeto de Lei 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas.”
Foto: @orlandosilva/Twitter

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL 2630/2020, o PL das Fake News, está revoltando com a campanha da big tech contra o projeto — de novo.

Neste domingo (3), o Google emplacou em alguns jornais um anúncio de página inteira dizendo que “O PL 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas”, uma referência ao artigo 38, que obriga as plataformas digitais a remunerarem sites jornalísticos pelo uso de seu conteúdo. (Como se o Google nunca tivesse financiado fake news, né?)

O artigo 38 está longe de ser unanimidade. Entidades setoriais, como a Associação de Jornalismo Digital (Ajor; o Manual do Usuário é associado) também criticaram a nova regra.

No Twitter, o deputado compartilhou uma foto do anúncio do Google dizendo que a empresa “gastou os tubos, abusando do poder econômico, para MENTIR sobre o PL das Fake News”. E prosseguiu:

A verdade é que o Google usa conteúdo alheio para enriquecer, não tem ética e nem solidariedade com quem produz informação. Querem ganhar sozinhos. TUBARÕES DA INTERNET!

Não é a primeira vez que Orlando se manifesta contra um desses anúncios de página inteira. No início de março, o deputado criticou um da Meta (ex-Facebook) de tom similar.

O relatório final do PL 2630/2020 foi apresentado na última quinta-feira (31) e deve ser votado no plenário nos próximos dias. Via @orlandosilva/Twitter.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou nesta quinta (31), no Senado, a versão final do projeto de lei 2630/2020, o PL das Fake News.

A nova redação trouxe algumas mudanças. O lobby de Meta/Facebook e Google (que irritou Orlando) surtiu efeito: o artigo 7º foi alterado e agora permite que dados dos usuários de redes sociais sejam processados por terceiros, mas exige que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) seja respeitada.

Também houve flexibilizações nos prazos para a produção dos relatórios de transparência semestrais das plataformas, e mais detalhes da composição deles agora constam no texto.

Outros pontos polêmicos, como a imunidade parlamentar em redes sociais e a obrigação das plataformas de remunerarem o jornalismo profissional (uma demanda que as próprias empresas de mídia e associações setoriais acham ruim), foram mantidos.

Orlando Silva disse que espera que o PL seja votado no plenário da Câmara semana que vem. A atribuição de pautar a votação cabe ao presidente da casa, o deputado Arthur Lira (PL-AL). Via O Globo, Núcleo, Correio Brasiliense, @cdr_br/Twitter.

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou seu aplicativo de delivery para os restaurantes da cidade, o Valeu (Android, iOS). Ele já vinha sendo testado com um número limitado de restaurantes. Agora, o cadastro foi aberto a todos os estabelecimentos da cidade.

O Valeu traz alguns diferenciais em relação a aplicativos comerciais/privados, como iFood e Rappi:

  • Taxa zero para os restaurantes em pedidos de até R$ 100.
  • Remuneração aos entregadores de R$ 7 por pedido ou 2% para pedidos acima de R$ 100.
  • Listagem dos restaurantes apenas pelo critério geográfico (não é possível pagar para aparecer primeiro).

Por ora, o Valeu não terá entregadores independentes. A plataforma demanda que os restaurantes tenham seus próprios entregadores.

Segundo Pedro Paulo Carvalho Teixeira, secretário municipal de Fazenda e Planejamento, o credenciamento de entregadores está nos planos do Valeu, “mas mantendo a relação financeira com os entregadores com os comerciantes”. Via O Globo.

Estava ouvindo os companheiros falarem e fiquei impressionado com a quantidade de gente no celular. Parece que a reunião aqui não estava acontecendo. […] A Gleisi estava falando [em outro evento] e tinha 27 pessoas no celular. Eu sinceramente fico muito puto.

— Luis Inácio Lula da Silva, em reunião na Federação Única dos Petroleiros (FUP), no Rio de Janeiro.

E quem não fica? Via Bernardo Mello Franco/O Globo.

O LinkedIn atualizou sua política global para pemitir a divulgação de vagas de emprego e processos seletivos que expressam preferência por pessoas e grupos historicamente desfavorecidos. A notícia foi dada com exclusividade ao Estadão por Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Há dez dias (19), o LinkedIn excluiu uma vaga do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut) que dava preferência a candidatos negros e indígenas. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e motivou reações de grandes empresas, como a Natura&Co, do Procon-SP e do Ministério Público Federal.

Países como o Brasil não consideram discriminação a oferta de vagas e processos seletivos que priorizem grupos minorizados. O tema consta na Lei de Cotas e é pacífico no Judiciário. Via Estadão, Nexo, Folha de S.Paulo.

Barulho de turbina de avião, gordura impregnada na casa e mau cheiro: vizinhos de “dark kitchens” em SP relatam “pesadelo”

Barulho de turbina de avião, gordura impregnada na casa e mau cheiro: vizinhos de “dark kitchens” em SP relatam “pesadelo”, por Bárbara Muniz Vieira no G1:

Barulho comparado a uma turbina de avião durante 20 horas por dia, gordura impregnada nas roupas no varal, odores que causam ânsia de vômito. Eessas são algumas das reclamações de paulistanos que moram no entorno das “dark kitchens”, restaurantes que só atendem no sistema de entrega.

De porte industrial, o modelo de negócio foi iniciado com a pandemia de Covid-19, e virou pesadelo de moradores de alguns bairros residenciais da capital paulista.

Confirmando rumores, nesta terça (29) a Sony anunciou novos planos para o PlayStation Plus, seu serviço de assinatura, a fim de concorrer com o Game Pass do Xbox/Microsoft. A nova oferta é composta por três planos:

  • PlayStation Plus Essential, que mantém os benefícios do atual PlayStation Plus, como dois jogos por mês e multiplayer online. Não haverá alteração no preço — no Brasil, a mensalidade é de R$ 34,90.
  • PlayStation Plus Extra, com tudo do Essential, mais ~400 jogos de PS4 e PS5 para download. No Brasil, a mensalidade será de R$ 52,90.
  • PlayStation Plus Premium, com tudo dos planos Essencial e Extra, mais 340 jogos de versões antigas do PlayStation, streaming na nuvem de jogos do PS original ao PS4 e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

O plano Premium só estará disponível em regiões onde o PlayStation Now existe, o que não é o caso do Brasil. Aqui, haverá um plano diferenciado, o PlayStation Plus Deluxe, com valor reduzido (R$ 59,90/mês) e os benefícios extras que não dependem do streaming — jogos clássicos para download e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

Os novos planos do PlayStation Plus serão liberados gradualmente, por regiões, começando pela Ásia. Segundo a Sony, o plano é finalizar a liberação em todos os locais onde a rede PlayStation existe até “meados de 2022”. Via PlayStation.Blog.

O Telegram assinou um termo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (25), para integrar o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no âmbito da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, a parceria tem por objetivo “combater os conteúdos falsos relacionados à Justiça Eleitoral, ao sistema eletrônico de votação, ao processo eleitoral nas diferentes fases e aos atores nele envolvidos”. Clique aqui para ler o termo de adesão na íntegra.

O termo foi assinado por Alan Campos Elias Thomaz, representante legal contratado pelo Telegram no Brasil na semana passada como parte de uma determinação judicial. Via TSE.

Jacson Barros era diretor do Departamento de Informática do DataSUS quando o Ministério da Saúde contratou a Amazon Web Services (AWS) para o armazenamento de dados do DataSUS, em abril de 2020. Em agosto de 2021, Jacson foi exonerado e, um mês depois, reapareceu como Gerente de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da AWS. Via Brasil de Fato.

O Ministério da Economia está preparando uma medida provisória para fechar brechas que marketplaces estrangeiros — AliExpress, Wish, Shein, Shopee e Mercado Livre — usam para não pagarem impostos sobre os produtos vendidos para brasileiros. A ideia é fazer a cobrança direto da fonte, na hora da compra, em vez de fazê-la na alfândega, quando os produtos entram no país, modelo vigente hoje e classificado como ineficiente — há estimativas de que apenas 2% dos pacotes são de fato verificados.

A movimentação ocorre após pressão de varejistas nacionais, como o bolsonarista Luciano Hang, da Havan, e Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser. Segundo O Globo, o assunto ganhou status de prioridade na equipe econômica e na Receita Federal. Via O Globo (sem paywall).

O que muda com a regulação de criptoativos no Brasil

O crescimento vertiginoso em valor de mercado do bitcoin, a partir de 2017, e uma profusão de novos negócios baseadas na tecnologia blockchain, incluindo aí os ilícitos, chamaram a atenção dos poucos brasileiros ainda com dinheiro para investir. Agora, na esteira do “boom” dos criptoativos — e dos golpes envolvendo esse tipo de bem digital —, o Congresso brasileiro corre para regular o setor.

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