O programa de assinaturas pagas do Manual do Usuário está no ar
Começou para valer, nesta terça-feira (12), a campanha de financiamento coletivo do Manual do Usuário.
Existem muitas publicações e uma infinidade de outras iniciativas com fins mais nobres ou que prometam retornos melhores em troca de uma pequena parte do seu suado dinheiro todo mês. Por isso, acredito que valha a pena gastar algumas linhas defendendo a importância do Manual e a escolha pelo modelo de assinatura paga como principal motor de financiamento do projeto.
O Manual aborda a tecnologia pessoal de modo geral. Os gadgets que usamos, as interfaces com as quais interagimos, as redes sociais e aplicativos que prendem tanto a nossa atenção. Mais precisamente, os impactos disso tudo em nossas vidas.
Embora a imprensa especializada faça um bom trabalho cobrindo as movimentações do dia a dia, o Manual do Usuário atua em uma camada mais profunda ao se propor um veículo analítico. Isso faz falta. Vivemos em uma espécie de “tecnoutopia” que pouco questiona e que somente o faz quando os participantes são flagrados no erro ou quando as piores possibilidades das suas criações já se concretizaram.
A tecnologia, aqui entendida como produtos e serviços que pretendem resolver problemas, quase sempre com um pé no digital e destinados a cidadãos comuns, está em muitos lugares. E deve, graças a avanços iminentes como o 5G e a Internet das Coisas, se tornar onipresente - em outras palavras, invisível. Veículos críticos como o Manual serão ainda mais importantes para tentar equilibrar essas discussões que, sem contrapontos, perigam nos levar a sociedades de vigilância e ao aumento das já gritantes desigualdades desencadeadas por um capitalismo sem limites. A tecnologia de ponta, de modo paradoxal, tem sido uma poderosa arma de gerar retrocessos.
O Manual do Usuário, com reportagens, opinião, podcasts e curadoria de conteúdo alheio, trata a tecnologia de maneira crítica e independente. O projeto é também objeto da minha dedicação exclusiva e, por isso, precisa ser financeiramente viável.
Destaco, abaixo, três matérias relevantes que exemplificam bem os princípios e o estilo do blog:
- Cookie pools: Como as lojas coletam seus dados pessoais e te enviam e-mails sem permissão: Prática corriqueira e nunca antes abordada pela imprensa, cookie pools são como grandes bolsões de dados pessoais de que lojas virtuais participam. Elas depositam dados dos seus clientes ali dentro e podem, automaticamente, usar os dados de clientes de outras lojas para fazer abordagens, especialmente as de recuperação de carrinhos abandonados.
- No Mercado Livre, golpistas enganam vendedores inexperientes e causam prejuízo: Um golpe simples perpetrado em um dos maiores marketplaces em funcionamento no Brasil que quase me vitimou e que, pelos comentários, infelizmente continua causando prejuízo a pessoas comuns que recorrem ao Mercado Livre para se desfazerem de alguns bens.
- O homem que comprou uma licença do WinRAR: O Manual também tem um lado mais descontraído. Quando soube que um amigo havia comprado uma licença do WinRAR em um passado longínquo, achei que a história era muito boa para ficar confinada em um tweet. Era mesmo.
O melhor modelo de negócio para um projeto nos moldes deste é o financiamento direto, que garante a minha independência editorial e fortalece o compromisso que sempre tive com você, leitor(a).
A campanha de financiamento coletivo do Manual do Usuário está no Catarse.
Não é fácil pedir para as pessoas que me leem, algumas novatas, outras de longa data, tirarem um valor mensal para manter o Manual do Usuário no ar. Ainda mais quando esse pagamento não afeta o usufruto do conteúdo - que é e sempre será gratuito para todos, pagantes ou não. Faço isso porque acredito no que estou fazendo. Acredito que esse trabalho tem uma razão de ser e que é importante que ele exista. Se você concorda e tem condições, sua contribuição será muito bem-vinda.
Abaixo, algumas possíveis perguntas e respostas:
Quanto custa?
O Catarse aceita pagamentos a partir de R$ 5 por mês, mas as recompensas para assinantes começam em R$ 9. São três faixas de preços que geram vantagens diversas, do acesso aos relatórios mensais do site a vídeo conferências comigo, via Skype.
Quais os meios de pagamento?
São dois: cartão de crédito e boleto bancário. É uma assinatura recorrente, ou seja, todo mês o valor escolhido será cobrado. Você pode alterá-lo quando quiser.
O Catarse é a única fonte de receita do Manual do Usuário?
Não. Além dele, existem outras duas: a publicação de ofertas da Amazon com links de afiliado nas redes sociais, que geram comissões quando alguém compra por esses links; e inserções comerciais, como conteúdo patrocinado e projetos de longo prazo, feitas junto a empresas alinhadas com os princípios do site. (Esta frente, das inserções comerciais, ainda não está ativa.)
É difícil cancelar a assinatura no Catarse?
Não. Leva apenas alguns segundos e uns poucos cliques - literalmente. Você não precisa sequer dar uma justificativa e eu jamais farei “retenção”, ou seja, entrarei em contato direto contigo para insistir que continue ou volte a ser assinante. Se, por qualquer motivo, não puder ou não quiser mais ser assinante, basta cancelar o apoio em seu perfil no Catarse. Aqui tem uma explicação do próprio Catarse sobre como fazer isso.
Além da assinatura, existe outra maneira de ajudar?
Sim! O orçamento do site é enxuto e não há gasto com divulgação. Apresentar o Manual a outras pessoas e espalhar os posts, podcasts e a newsletter daqui nas redes sociais e em apps de mensagens ajuda demais o projeto. (E obrigado!)
Ficou alguma dúvida? Não hesite em falar comigo no ghedin@manualdousuario.net.
Muito obrigado pela atenção e, eventualmente, pelo seu apoio!
Voltando pra avisar que já está apoiado!
Vida longa ao MdU!!!
Valeu! :)
eu fiz divulgação sobre esse manual fiz minha parte :D e adoro o manual, realmente vcs fazem ótimo trabalho!
Obrigado!
Uma dúvida: qdo eu acesso algum site parceiro do MdU ao partir da links que você disponibiliza, você só tem um ganho nas compras do que está na primeira página que abre ou tbm se eu navegar a partir dela até encontrar o que quero?
Acho que é pelo link de afiliado mesmo. Ele deve (se você não usar nenhuma extensão que limpe os links) manter a referência até você fechar o carrinho de compras.
Ao menos é assim que eu imagino que funcione.
Isso. Os sistemas usam cookies para saber quem fez a “indicação”. A validade do cookie varia; uns, como os das lojas da B2W, é só para a sessão, mas tem outros que chegam a durar 30 dias.
De qualquer forma, se você clicar em um dos links com o código de afiliado do Manual e, a partir dele, comprar outros produtos, o site ganha a comissão. (É por isso que mantenho aqueles links de lojas no rodapé do site.)