Apps voltam a ser vendidos em compra única, só que com preços salgados

Lembra quando a App Store era um universo de aplicativos geniais e baratinhos? Depois, ali por volta de 2015, veio a fase das assinaturas. Agora, tenho notado uma espécie de retorno às origens, só que com preços… não tão baratinhos.

Tomemos o recém-lançado Simple Scan, para iOS, que expõe um recurso muito legal nativo do iOS — a digitalização de documentos — que, por padrão, fica um pouco escondido nos apps Arquivos e Notas.

O Simple Scan é comercializado via assinatura (R$ 24,90 por ano) ou em compra única de R$ 99,90. A única diferença é que, agora, as licenças perpétuas são chamadas de “lifetime”.

Alguns apps que uso e que aderiram a esse modelo de negócio:

  • O Daylio, que já comentei aqui, custa R$ 14,90 por mês ou compra única de R$ 149,90.
  • O 1Blocker custa R$ 12,90 por mês ou R$ 199,90 em compra única.
  • O KeepPassium custa R$ 4,90 por mês, R$ 49,90 por ano ou R$ 249,90 em compra única (app alternativo, KeePassium Pro).

E tem muitos outros exemplos por aí.

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8 comentários

  1. Ghedin, sabe dizer se o 1Blocker vai manter a opção de assinatura? Eu pago 20 e poucos reais por ano num plano legado.

  2. Penso que é necessário se pensar em um modelo entre o pagamento mensal recorrente (que ninguém aguenta mais) e o “lifetime” (que não é viável no longo prazo para o desenvolvedor).

    Não existe um pagamento único que garanta algo “lifetime”. Infelizmente esses termos de marketing só causam confusão.

    Um modelo mais claro poderia algo nesses termos:
    – Pagamento único pelo aplicativo na versão específica
    – Atualizações de segurança / pequenas novas características por alguns anos (3 ou 4 anos pelo menos)

    Finalizado esse período, uma grande nova versão poderia requerer um novo pagamento, reuniciando todo esse ciclo.

    O que pensam disso?

    1. Ótimo! Alguns apps, como o KeePassium, oferecem algo assim. No caso do KeePassium, se você assina por um ano e cancela, fica com todos os recursos que disponíveis até então e as correções posteriores, mas não recebe novos recursos não essenciais/totalmente novos.

    2. Na minha marcenaria, nós usamos um software chamado LightBurn, e ele funciona exatamente dessa maneira. A licença, que vale por um determinado período de tempo, permite atualizações de segurança e novas funcionalidades, porém, quando ela vence, o software continua funcionando normalmente, mas sem atualizações.

    3. Não era isso que o Word 6.0 fazia? E o Word 2000? E o Word XP?
      Acho que todos eram assim, nos primórdios (talvez sem as atualizações de segurança, na era pre-internet estabelecida e divulgada).
      Você compra a versão “major”, ganha as minor (as vezes), e os patches!

  3. O que acontece é que essas assinaturas “lifetime” são anuladas depois de algum tempo porque a empresa lança uma versão “2” do app, com praticamente as mesmas funcionalidades. Lembro que comprei o Filmic Pro e o Camera+ uns tempos atrás e hoje os dois tem versões por assinatura.

    1. Eu ia dizer isso. E mais, normalmente a lifetime só funciona até um certo tempo, imaginando que você compre uma licença lifetime que, hoje, funciona no iOS 16.xx mas amanhã, literalmente, saia uma atualização que só funcione no iOS 17.xx, você simplesmente “perde” a sua licença (caso seu telefone, como o meu, não atualize pro iOS 17).

      Esses esquemas de aplicativos de telefone, seja via assinatura ou “lifetime”, são um esquema muito pior do que as de DLC de jogos.