Brave, Firefox e Opera ganharam mais usuários na Europa. E agora?

A entrada em vigor do Regulamento Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), em 7 de março, apresentou aos cidadãos da União Europeia uma tela de escolha ao abrirem o Safari no iOS 17.4 ou configurarem novos dispositivos Android. (O porquê dessa discrepância me escapa.)

Os primeiros resultados parecem animadores. Ao menos, as empresas beneficiadas com a medida demonstraram empolgação:

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Nunca me ocorreu tentar o reconhecimento facial pelo celular usando a câmera principal (traseira). A ignorância decorrente do ~privilégio — câmeras frontais costumam ser piores que as principais, uma diferença mais dramática em aparelhos baratos e/ou antigos.

Nesta semana, o aplicativo gov.br ganhou uma nova versão com esse recurso. Segundo o Ministério da Gestão e Inovação, “a medida beneficia diretamente quem tem celulares antigos e também pessoas com deficiência, do espectro autista, com doenças neurodegenerativas e idosos”. Via Agência Gov.

Onyx BOOX prepara operação brasileira e enfrenta os desafios da importação

A Onyx BOOX, fabricante chinesa de e-readers, está se preparando para entrar no mercado brasileiro. Já tem uma loja virtual operando em “soft launching”, com produtos à venda com valores a partir de R$ 1,3 mil, e, segundo o PublishNews, com estoque e peças de reposição em solo brasileiro.

É uma alternativa ao Kindle, que reina soberano no Brasil, embora não seja comparável ao modelo básico da Amazon. Os e-readers da Onyx BOOX miram o topo, com telas avançadas e tamanhos maiores, além de usarem Android. É bom termos mais opções, de qualquer forma. Via @pinguinsmoveis/Telegram.

Stashpad Docs: Alternativa minimalista ao Google Docs

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O Stashpad Docs é uma alternativa ao Google Docs com suporte a Markdown e que dispensa a criação de uma conta.

É possível criar textos em grupo, com edição colaborativa em tempo real e suporte a comentários. Para convidar alguém, basta enviar o link de compartilhamento.

Outro detalhe legal é que o conteúdo fica salvo localmente. O que também pode ser um problema, caso você perca acesso ao dispositivo ou apague os dados locais. Fazendo o cadastro, é possível sincronizar documentos — entre outros benefícios.

Atenção: a Stashpad é uma startup financiada por capital de risco. O Docs é o segundo produto deles — o primeiro, um app de anotações com interface de mensagens de texto, não repercutiu como se esperava.

Stashpad Docs / Web / Gratuito

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Curso gratuito de inteligência artificial na USP

A USP está oferecendo um curso gratuito de introdução à inteligência artificial em comemoração aos 90 anos da universidade. São 600 vagas para o curso presencial e 50 mil para o virtual, que será transmitido pelo YouTube. As aulas acontecem no dia 5 de abril. Via Jornal da USP.

A mesa de trabalho do Juarez Pedra Jr.

Trabalho no almoxarifado de uma entidade pública — não é nada secreto, mas vamos deixar assim. A natureza do trabalho não permite que trabalhe em casa 🙌🏾 Se desse para pilotar a empilhadeira a distância… eu não ia querer.

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O mastodon.social, principal servidor de Mastodon, publicou uma nova regra (tradução livre):

Conteúdo criado por outros deve ser creditado e o uso da IA deve ser informado
O conteúdo criado por outras pessoas deve fornecer claramente um crédito ao autor, criador ou fonte. Para conteúdo adulto, isso deve incluir artistas [que aparecem]. Os perfis não podem publicar conteúdo gerado por IA exclusivamente.

Se tem um lugar em que regras de atribuição/crédito aos criadores originais pode funcionar, é no Mastodon. Ansioso com a aplicação da nova regra.

Sobre a da IA gerativa, fico reticente. Daqui a algum tempo, será o equivalente a exigir que edições feitas no Photoshop sejam informadas. Se bem que… talvez fosse uma boa? Via @Gargron@mastodon.social (em inglês).

iPulse para iOS e iPadOS mostra recursos de uso do dispositivo em qualquer lugar

Ícone do iPulse para iOS: duas barras de progresso, azul e verde.

Não existe, no iOS, um jeito de monitorar o uso de recursos do sistema em tempo real. Ou melhor, não existia.

Com o iPulse para iOS e iPadOS, essa lacuna foi suprida de um jeito… curioso: usando a tecnologia PIP (picture-in-picture), aquela que permite destacar um vídeo da web ou de um app e deixá-lo suspenso, acima de outras aplicações.

Craig Hockenberry, da The Iconfactory, explica a ~mágica:

O iPulse para iOS/iPadOS literalmente cria um vídeo do que está acontecendo dentro do seu dispositivo e o atualiza a cada segundo. Você pode redimensionar a janela para caber bem na sua tela ou deslizá-la completamente para fora do campo de visão. Tivemos o cuidado de usar recursos mínimos do sistema, como CPU (3% de uso) e memória (apenas 1 MB), enquanto criamos o vídeo.

O iPulse oferece dados do uso da bateria, espaço em disco, tráfego da rede e uso da CPU.

iPulse / iOS, iPadOS / R$ 49,90

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Project Afterlife

O Think Tank Team, um pequeno enclave da Samsung no Vale do Silício, gera ideias futuristas em várias áreas da tecnologia. Uma delas, o Project Afterlife, tenta dar vida nova ao 1,7 celular sem uso em cada casa estadunidense com um design engenhoso, um aplicativo simples com três funções e os sensores de movimento do próprio celular.

Seria melhor se usássemos o mesmo celular por mais tempo, mas na impossibilidade disso, é melhor que nada.

O LeiaIsso anunciou em e-mail enviado a cadastrados no serviço que descontinuará recursos do tipo “ler depois” para voltar-se à proposta original — extrair o conteúdo dos links e exibí-los em um ambiente de leitura sem distrações e, nessa, quebrar alguns paywalls. Em 2023, o serviço tentou uma expansão mal sucedida para o segmento de apps do tipo “ler depois” — ou seja, tentou concorrer com Pocket, Instapaper, Omnivore e afins.

O LeiaIsso continuará funcionando da mesma maneira que o Ladder do PC do Manual.

PC do Manual migra para nuvem da Oracle e ganha novo site

O PC do Manual, servidor de aplicações de código aberto do Manual do Usuário, está em casa e cara nova.

Na última semana, sob a liderança do Renan Altendorf, migramos todas as aplicações (e este site) para a nuvem da Oracle. Objetivo? Reduzir custos mantendo a mesma qualidade que tínhamos na Vultr.

Aproveitamos a oportunidade para fazer duas mudanças por aqui:

  • O site do PC do Manual, antes feito com Hugo, foi migrado para Jekyll. Nenhum motivo em especial, exceto que tenho mais familiaridade com Jekyll.
  • Trocamos a aplicação de compartilhamento seguro de senhas, do OTS para o Password Pusher. Esse último compartilha tecnologias usadas nas outras aplicações, o que ajuda a otimizar e economizar os recursos do servidor.

As coisas parecem estar todas no lugar. Se encontrar algo quebrado, avise por e-mail, por favor.

Republicado do PC do Manual — que, agora, também tem um feed RSS.

O barulho ao redor

Em Um lugar silencioso, monstros horríveis e hipersensíveis estraçalham seres humanos que fazem qualquer barulho. Que me perdoem os meus iguais, mas acho que os monstros do filme têm alguma razão.

Não posso ser a única pessoa que se incomoda com a barulheira artificial que se tornou parte da paisagem, um (não tão) pequeno desconforto em troca do progresso.

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O Proton Mail ganhou um aplicativo para macOS e Windows. (A versão Linux ainda está em beta.) Parece uma boa notícia, mas… será? Trata-se de mais um app feito em Electron, ou seja, é o site do Proton Mail empacotado com uma cópia do Chromium. Talvez seja mais negócio continuar usando o Proton Mail no navegador. Via Proton (em inglês).

Solitairica, o RPG de Paciência

por Fabio Bracht

Ícone de “Solitairica”: um bobo da corte segurando um cetro, com olhos brilhantes.

Quem está ligado no discurso de games certamente já ouviu falar de Balatro: o último megassucesso da cena independente, que transforma uma espécie de Poker em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.

Pois há quase exatos 10 anos, em agosto de 2016, a Righteous Hammer Games lançava Solitairica, um jogo que transforma uma espécie de Paciência em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.

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Alguém se candidata a moderar conteúdo no Bluesky a troco de nada?

A abordagem do Bluesky para moderação, que pretende criar um mercado de serviços do gênero, é interessante, mas tem uma lacuna óbvia que, no anúncio desta semana, é mencionada de passagem no último parágrafo: quem vai querer assumir essa bucha?

Pessoas e empresas esperam um nível mínimo de moderação. (Coisa que, a bem da verdade, o Bluesky oferece.) A ideia é que serviços independentes que se “empilham” a essa camada básica sejam lançados e criem um mercado, mais ou menos como o que se criou com os algoritmos de recomendação, ou feeds personalizados — já são +40 mil.

O problema é que um serviço de moderação é um trabalho contínuo, desgastante e ingrato, pois invisível — só é bem feito quando ninguém o percebe.

No post oficial, a equipe do Bluesky diz que os serviços de moderação “provavelmente começarão como projetos operados pela comunidade”, mas que “nada impede que um deles tenha assinantes pagantes”. Via Bluesky (em inglês).