Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?

Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?, por Ralphe Manzoni Jr. no Neofeed:

O resultado é um recorde. Desde que o aplicativo de transporte 99 se tornou o primeiro unicórnio brasileiro, em 2018, nunca surgiram tantos em apenas um ano no Brasil. Até então, o melhor ano havia sido em 2019, quando Gympass, Loggi, QuintoAndar, Wildlife Studios e Ebanx atingiram avaliações bilionárias.

Não se trata de um fenômeno brasileiro. No mundo, 338 startups se tornaram unicórnios no ano passado, segundo dados da consultoria Pitchbook. Em 2020, foram 100. Em 2016, o fenômeno era raro: apenas 21 startups atingiram tal feito. Mas será que essa febre de unicórnios, que nasceram da enorme liquidez do mercado de venture capital no Brasil e no mundo, vai durar em 2022?

Do arquivo do Manual: A matemática dos unicórnios (fev/2020).

Este post é exemplo de um novo formato/categoria que estreia em 2022, a de indicações. Em vez de concentrar links de boas reportagens, artigos e colunas de opinião de outros sites na newsletter da quinta-feira, eles agora aparecem no site.

Na sexta (31) a equipe de design do Gnome lançou a versão estável da Libadwaita 1.0, nova biblioteca que implementa as diretrizes de interface humana (HIG, na sigla em inglês) para o GTK 4. Complicado? Em termos práticos, a Libadwaita define e de certa forma impõe consistência estética aos aplicativos baseados no GTK, como os do Gnome. (Aqui tem uma tentativa de explicação mais técnica, mas ainda assim acessível, em inglês).

Os primeiros frutos desse amplo trabalho devem aparecer no Gnome 42, previsto para 23 de março. Via OMG! Ubuntu e blog do Alexander Mikhaylenko (ambos em inglês).

Krita 5, Darktable 3.8 e Pinta 2: Grandes atualizações de aplicativos de arte digital de código aberto

O fim de ano foi generoso para quem faz arte digital em aplicativos de código aberto. Os projetos Krita, Darktable e Pinta lançaram atualizações grandiosas. Abaixo, uma lista delas — os links levam aos anúncios oficiais, todos bem detalhados (e em inglês):

  • Krita 5.0, em 23 de dezembro: Classificada como uma das “maiores e mais significativas atualizações que o Krita já teve”, traz melhorias em todas as partes do aplicativo de desenho digital. Para dar uma ideia, sistemas básicos como gradientes, paletas de cores e pincéis foram refeitos do zero e estão mais rápidos e consumindo menos memória. O Krita é um aplicativo de desenho digital, uma espécie de “Photoshop de código aberto”. Para Android/ChromeOS (beta), Linux, macOS e Windows.
  • Darktable 3.8, em 24 de dezembro: A segunda atualização de recursos do ano do Darktable, uma espécie de “Lightroom de código aberto”, reformulou os atalhos do teclado (e acabou com a personalização), documentação atualizada, novos módulos de processamento e outras novidades menores. Para Linux, macOS e Windows.
  • Pinta 2.0, em 31 de dezembro: A grande novidade é de ordem técnica, a saber, a transição da base do aplicativo para o GTK 3 e .NET 6, mas isso trouxe melhorias práticas também, como suporte a monitores de alta resolução, caixas de diálogo em formato nativo do sistema e facilidades na instalação em macOS e Windows (as dependências vêm no mesmo pacote). A mudança mais drásticas é a reforma no painel de ferramentas, que agora usa um leiaute em coluna única. Para Linux, macOS e Windows.

Um grupo do Ministério Público Federal (MPF) quer impedir que o Telegram seja usado para o disparo de propaganda na campanha eleitoral de 2022. O app desperta preocupações junto às autoridades brasileiras pela ausência de diálogo, moderação frágil ou inexistente e a forte adoção pela população brasileira e por políticos — uma combinação explosiva que remonta ao uso do WhatsApp no pleito de 2018. O argumento do MPF é frágil, porém, como explicam especialistas ouvidos pela reportagem. Via Estadão (com paywall).