Lentes das câmeras do Zenfone 3 Zoom.

Zenfone 3 Zoom foca em câmera e bateria


28/3/17 às 9h32

Além de filosofar a respeito da relação entre empresas e imprensa, também deu tempo de ver e aprender bastante coisa sobre o carro-chefe da Asus para o primeiro semestre no Brasil, o Zenfone 3 Zoom, no Asus Onboard, evento a bordo de um cruzeiro onde que a empresa revelou suas apostas locais para o primeiro semestre.

Câmeras (no plural) e bateria

Câmera do Zenfone 3 Zoom.

A nova versão do smartphone especializado em fotos da Asus representa uma mudança radical em relação ao seu antecessor. Em vez de uma câmera com jogo de lentes elaborado capaz de zoom óptico, o novo Zenfone 3 Zoom emprega duas câmeras com distâncias focais diferentes: uma grande angular e outra teleobjetiva, que aproxima a imagem em 2,3 vezes. Com auxílio do zoom digital, a aproximação chega a 12 vezes e há um aumento notável de granulação e outras imperfeições típicas desse tipo de zoom — ou seja, ignore.

As câmeras trabalham em conjunto no modo automático. No manual, operam de forma independente. Ainda que o zoom não seja dos maiores ao alternar da grande angular para a teleobjetiva, ter uma alternativa em distância focal aumenta bastante as possibilidades de composição sem que o fotógrafo precise se mexer. A multiplicação das câmeras na parte de trás dos smartphones, encabeçada pela Apple com o iPhone 7 Plus, parece ser a nova fronteira da fotografia móvel. (Não à toa, a Qualcomm já oferece suporte a dois processadores de imagens independentes em seus chips mais recentes, caso do Snapdragon 625 adotado no Zenfone 3 Zoom.)

Apesar disso, a câmera ainda carece de algum polimento. O problema mais grave é a diferença nas cores entre uma câmera e outra. Dependendo da lente que o software escolhe na hora de fotografar no automático, o mar pode ser azul…

Foto feita com a câmera grande angular do Zenfone 3 Zoom.

…Ou ganhar um tom esverdeado:

Foto feita com a câmera tele do Zenfone 3 Zoom.

O software da câmera continua carregado, bem como toda a ZenUI, camada de software que a Asus aplica sobre o Android — aqui, ainda a versão 6.0 Marshmallow. A empresa foi bastante criticada por não trazer já o Android 7 “Nougat” e pelas inconsistências e erros grotescos de português, que datam do Zenfone 3 original, de outubro de 2016, e em algumas áreas ainda persistem. Marcel reconheceu as falhas ortográficas da interface, dizendo que “é uma deficiência que temos que sanar”, e garantiu que elas estão sendo corrigidas gradualmente.

No resto, o Zenfone 3 Zoom também é uma atualização interessante. O consumidor mais atento notará que a bateria é um destaque quase tão chamativo quanto a câmera devido a sua capacidade, de 5000 mAh. Smartphones Android têm, em média, 3000 mAh. É tanta carga que o smartphone se desdobra em bateria portátil e consegue fazer a recarga reversa, ou seja, recarregar a bateria de outro dispositivo a partir da sua. É preciso alguns testes mais aprofundados para saber se esse número enorme se converte, de fato, em mais horas longe da tomada.

O Zenfone 3 Zoom já está à venda em três variantes: com 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento por R$ 1.899; com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento por R$ 2.199; e com 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento por R$ 2.499. Nas cores preto e prata, com a rosa chegando em algum momento posterior.

Zenfone AR e Zenfone Live

Especificações do Zenfone Live.

Apresentado como um produto de posicionamento, o Zenfone AR chega ao Brasil até o final de junho. A Asus não revelou preços, mas adiantou que será caro e que tem a intenção de vender apenas algumas dezenas de unidades do modelo por aqui.

O alto custo do Zenfone AR se explica pelas tecnologias embarcadas. É o primeiro smartphone capaz de lidar com os programas de realidade aumentada e virtual do Google, Tango e Daydream, respectivamente. Para tanto, é equipado com 8 GB de RAM, quantidade respeitável mesmo em notebooks e computadores de mesa, e um sistema de resfriamento inovador baseado em líquido (“vapor cooling”).

A surpresa do fim de semana foi o Zenfone Live, lá fora conhecido como Zenfone 3 Go. É um modelo de entrada, com especificações simples, que traz como destaque um app que permite usar o sistema de embelezamento artificial da câmera em transmissões ao vivo no Facebook, Instagram e YouTube. Tenho grandes ressalvas com isso, mas é o que o povo quer e, nessa área, a Asus tem investido e se destacado bem há pelo menos dois anos.

O Zenfone Live virá nas cores preto, dourado e rosa dourado, com lançamento previsto para maio e ainda sem preço definido.

Rodrigo Ghedin ficou quase três dias sem Internet no navio por esquecer de desligar o iCloud a convite da Asus.

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6 comentários

  1. A Asus até que manda bem nos intermediários , precisam rever com brevidade a ZEN UI , particularmente a acho no.parametro usabilidade ruim

  2. Gostei, só não entendi porque lançar uma versão com 3GB de memória, o custo pra colocar 4 não deve ser tão diferente.

    1. Pode ser diferente, pois ao invés de ser 2 chips de 1.5, são dois chips de 2GB, e por N motivos, pode não valer a pena.

  3. “Rodrigo Ghedin ficou quase três dias sem Internet no navio por esquecer de desligar o iCloud a convite da Asus.”

    shuahsuahsuahsau

    Melhor parte!