O que chamou a atenção na WWDC 2015

Moscone Center por dentro, WWDC 2015.

Foi sempre assim? A cada grande evento das maiores empresas de tecnologia, uma tonelada de anúncios? Não sei, não me recordo, na verdade, mas em 2015 esse parece ser o caminho. Na WWDC, a Apple mostrou iOS 9, OS X El Capitan, novidades com foco em produtividade para o iPad, seu novo serviço de streaming de música… ufa! Foi tanta coisa que algumas até ficaram de fora, como o seu novo app para Android.

(Aliás, nosso debate das novidades logo após a WWDC foi bom demais! Obrigado a todos que participaram; repetiremos aquele formato em breve.)

A exemplo do que fiz na Google I/O, concentrarei neste post os detalhes que me chamaram a atenção no evento de ontem. Se quiser um resumo de tudo que foi mostrado, este vídeo de 12 minutos (!) do The Verge é para você:

O vídeo completo já está disponível no site da Apple. E sim, roda no Windows.

iPhone 4S e iPad 2 resistem ao iOS 9

A dificuldade que foi instalar o iOS 8 no iPhone 4S e iPad 2 sinalizava, pelo menos para a maioria de nós, o fim da linha para esses dois dispositivos. Eles foram lançados em 2011; seus principais concorrentes da época, Galaxy Nexus, Lumia 800 e Galaxy SII, há muito tempo deixaram de ser atualizados.

Mas não, ainda não. A Apple garantiu o iOS 9 para iPhone 4S e iPad 2, quatro anos depois de lançados. Presumivelmente, eles terão menos funções que dispositivos mais modernos com o mesmo sistema, mas só o fato de estarem atualizados, com as APIs e funções internas mais recentes, é um feito e tanto.

A dieta do iOS 9 e dos apps

Um dos maiores problemas do iOS 8 era seu tamanho para ser instalado. Ele exigia cerca de 5 GB de espaço livre, o que é um problemão em dispositivos com 8 GB (iPhone 4S, iPhone 5c) e 16 GB (todos, basicamente). Foi tanta dor de cabeça que a questão foi parar na justiça.

Com o iOS 9 a história será diferente. O sistema exigirá apenas 1,3 GB de espaço livre para ser instalado, o que é bem tranquilo mesmo para os menores tamanhos de memória vendidos pela Apple. Em paralelo, a Apple enxugou também o tamanho dos apps — embora isso dependa, em certa medida, de alterações a serem feitas pelos desenvolvedores.

Com o App Slicing, o iOS baixará apenas os dados de um app que serão efetivamente usados pelo dispositivo. Ao baixar um app num iPhone 5c, por exemplo, ele não baixará as imagens e elementos 3x (do iPhone 6 Plus), nem os 1x (iPhone 4S), muito menos os trechos de código referentes à versão 64 bits do app (iPhone 5s para cima). Antes, cada binário baixado continha todos os arquivos de todas as versões, inclusive as que jamais seriam usados no dispositivo em questão.

Existe outras medidas que diminuirão o tamanho dos downloads de apps e jogos, como o On-Demand Resources e o Bitcode. Entenda-as aqui (em inglês).

Desempenho no iOS 9 e OS X El Capitan

Tanto iOS, quanto OS X, terão ganhos em desempenho nas próximas versões. Isso representa um ciclo que começa a ganhar forma na Apple: a cada tantas versões, a empresa pisa no freio e, em vez de focar em novos recursos, faz uma limpeza e otimiza algumas coisas internas para fazer o sistema rodar melhor nos dispositivos atuais.

As maiores promessas são para o OS X: apps abrirão 1,4x mais rápido, a alternância entre apps será 2x mais veloz e a abertura de arquivos PDF no Preview, quatro vezes. O sistema também ganhou a API gráfica Metal, originalmente do iOS 8, que basicamente combina duas APIs (OpenCL e OpenGL) em uma de nível baixo. Aqui a promessa é de acelerar a renderização no nível do sistema em até 50% e a eficiência energética em 40%. Como exemplo, foi mostrado o After Effects, da Adobe, que passou a desempenhar renderizações de vídeo oito vezes mais rápido quando otimizado para a Metal.

iPad para produtividade

Split View e Slide Over.

O iPad, enfim, se tornou multitarefa. Ele agora exibe versões de smartphone dos apps em barras laterais (Slide Over) e pode, apenas no iPad Air 2, rodar dois apps lado a lado, simultaneamente (Split View). Vídeos também podem ser destacados e ficarem flutuando na tela (Picture in Picture).

Outra novidade é o teclado, que agora tem ferramentas de edição na barra do topo e funciona como um grande touchpad. Com dois dedos, você poderá deslizar o cursor pela área de texto e fazer seleções com mais facilidade. Para quem digita muito direto na tela do tablet (alguém?), é uma novidade bem-vinda.

É um pouco frustrante que o Split View (o recurso que coloca dois apps lado a lado) tenha ficado restrito ao iPad Air 2. No passado, iPad mais lentos com jaibreaking conseguiam fazer o mesmo, sem demonstrar cansaço. O que pesa a favor do Air 2 são o SoC mais rápido (Apple A8X) e a RAM disponível (é o único dispositivo iOS com 2 GB). Será que a implementação da Apple ficou tão pesada? Ou tem alguma estratégia de posicionamento do modelo nessa restrição?

“Ain, mas a Apple só copiou!”

Não precisa ser um guru ou analista para sacar que a maioria das novidades demonstradas na abertura da WWDC não foram ideias originais. Janelas lado a lado no El Capitan? Windows 7 (2009). Split View do iPad Air 2? Windows 8 (2012). Apple News? Flipboard (2010). Direções de trânsito no Apple Maps? Google Maps (2010). Modo de baixo consumo no iPhone? Sony e Samsung têm isso há alguns anos. Apple Music? Todos os serviços de streaming que vieram antes, de praticamente todos os grandes players da indústria e diversas startups.

Mas, e coloco a questão aqui como uma dúvida genuína, qual o problema? Copiar boas ideias dos concorrentes parece um pecado mortal numa área que, desde sempre, se fundou na apropriação e disseminação de boas ideias. Existe todo um aparato jurídico-comercial no momento, o que talvez gere algum trabalho aos advogados das empresas envolvidas. Uma mistura indigesta de inveja e irritação deve ter batido nos setores de marketing das empresas “copiadas” também, e isso certamente servirá de matéria-prima bélica para quem fica brigando em grupos do Facebook por suas marcas preferidas. Mas, fora esse povo, a quem importa se empresa X copiou empresa Y?

Para mim, que uso Windows no computador e iOS no celular e tablet, foram novidades bem-vindas. Demoraram, inclusive. A paridade funcional deveria ser apreciada por todo mundo. Com ela, diminuem as chances de virarmos reféns de uma marca. Quando todas oferecem recursos similares, temos mais liberdade em escolher aquela com a qual nos identificamos ou que nos agrada mais.

PIN de bloqueio passa a ter seis dígitos

Mas só para dispositivos com TouchID, ou seja, quando o PIN é um fallback para o destravamento com a impressão digital. Isso estende o número possível de combinações de 10 mil para um milhão.

Um app da Apple para Android

Move to iOS.

Chamado Move to iOS, é um app para Android e iOS. Ele serve para transferir, sem fios e de forma automática, conteúdo de um smartphone Android para um iPhone novo. A profundidade do que entra na transferência parece grande:

Ele transfere com segurança seus contatos, histórico de mensagens, fotos e vídeos da câmera, favoritos da web, contas de e-mail, agendas, papel de parede e músicas e e-books sem DRM. E ele o ajudar a reconstruir sua coleção de apps também. Quaisquer apps gratuitos que você usa — como Facebook e Twitter — são sugeridos para download na App Store. E seus apps pagos são adicionados à sua Lista de Desejos do iTunes.

Detalhe para a cutucada na tela do HTC One M9 usado para ilustrar o recurso: “recicle seu celular.” O Move to iOS ainda não está disponível.

watchOS 2 traz apps nativos

Apple Watch com watchOS 2.

Muitas mudanças no sistema do Apple Watch, mas nenhuma capaz de convencer que smartwatches são o futuro e que, em breve, teremos todos um no pulso para fazer companhia ao celular. Ver vídeos do Vine não me parece uma killer feature nesse sentido.

Além de habilitar o uso do WatchKit, que permite aos desenvolvedores a criação de apps nativos (leia-se: que rodam diretamente) no Watch, a Apple trouxe várias outras mudanças para o seu relógio, como uma “linha do tempo” similar à do Pebble Time, um modo noturno, as mesmas capacidades anti-furto do iPhone e suporte a meios de transporte diversos no mapa — destaque, aliás, para a grande quantidade de cidades chinesas cobertas nessa primeira etapa.

Apple Music

https://www.youtube.com/watch?v=Y1zs0uHHoSw

Todo mundo já esperava o serviço de streaming da Apple. Jimmy Iovine subiu ao palco para apresentar o Apple Music, e disse que ele se baseia em três pilares: o streaming em si, a rádio Beats One, no ar ininterruptamente, e a conexão entre fãs e artistas. Deve ter gente que ficou cativada por essas promessas, mas para gente como eu, que só quer ouvir uma música depois do trabalho ou enquanto lava a louça, o apelo é menor.

De qualquer forma, são apostas ousadas, mas necessárias para diferenciação. Afinal, música virou commodity e, salvo por uma ou outra exclusividade, os acervos de Spotify, Rdio, Google e outros são basicamente os mesmos. (Boo: nada de Beatles, por enquanto.) Se vão funcionar? Aí eu não sei. Não é como se fossem ideias novas; em 2006 a Nokia já tinha um lance de curadoria musical, e a própria Apple tentou unir artistas e fãs de uma maneira diferente com o Ping, em 2010 — foi um fracasso gigantesco.

O que eu gostei foi do plano familiar, que é bem barato (US$ 15 para até seis pessoas; pelo mesmo preço, o Spotify permite duas) e de que haverá um app para Android (embora ainda sem previsão). A página do Apple Music no Brasil está no ar, mas não dá preços, nem data de lançamento.


Ainda tem outras coisas que quero comentar sobre, mas essas abordarei em tópicos à parte.

Foto do topo: Wired.

O Manual do Usuário é um blog independente que confia na generosidade dos leitores que podem colaborar para manter-se no ar. Saiba mais →

Acompanhe

  • Telegram
  • Twitter
  • Newsletter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

40 comentários

  1. (Slide Over), (Split View) e (Picture in Picture);

    Só o Slider View só funcionará no iPad 2? As outras duas funções funcionará em todos?

  2. Será que a Apple vai mudar seu esquema de obsolescência programada? Se o IOS rodar bem no 4S, e consumindo só 1,3GB da memória (!), aparelhos com 8GB teriam livre 6,7GB. O Galaxy S5 tem livre só 8GB para o usuário. Mas, vms esperar pra ver como td isso se encaminha.

    1. Sua conta está errada. O espaço final nunca é exatamente o divulgado. Por ser 8gb, deve ser no máximo uns 6,5GB o real.

      1. Se sobrar 6,5GB para o usuário já está ótimo!! rsrs Eu tenho um Moto X 1, e dos 16GB sobram só 11,88GB para o usuário. Isso viabilizaria pra mtos comprar os 4S e 5C de 8GB.

      2. Se sobrar 6,5GB para o usuário já está ótimo!! rsrs Eu tenho um Moto X 1, e dos 16GB sobram só 11,88GB para o usuário. Isso viabilizaria pra mtos comprar os 4S e 5C de 8GB.

  3. A ironia nisso tudo é lembrar dos banners na WWDC de 2005, se não me engano, quando a Apple lançou o Tiger: “Redmond, start your photocopiers”

  4. Eu tenho um Macbook Pro e tinha um iPhone 4S. Usei por pouco tempo os recursos de continuidade, como atender uma ligação no Mac, mas adorei. Acabei passando pra frente o iPhone achando que a vida útil dele já tinha acabado. Essa WWDC me fez querer voltar a pegar um iPhonezinho pra mim. Alguém tem um 5C pra vender aí ?? rs

    Em relação ao “copiar da Apple”, acho que até esse ponto não é um problema. Microsoft e Google também fazem isso e muitas vezes até aprimoram a ideia original. Chato é quando a marca A lança um aparelho e a marca S lança outro idêntico até nos chanfrados e parafusos. Aí não né ?

  5. APLAUDINDO ESSE POST DE PÉ, IRMÃOS!

    Acompanhei bem por alto a keynote de ontem, e falhei miseravelmente em achar um artigo que me dissesse o que aconteceu sem meias palavras, parabéns Ghedin!

    O que mais curti foi a dieta nos apps e foco em otimização do El Capitan: Yosemite foi uma jamanta comparado ao Macericks e desde a diversificação de modelos e telas do iPhone o tamanho dos apps não para de engordar! Um simples app de busca que baixa todas as informações da internet com 50 MB? Oi?

  6. Estou gostando desde iOS 9, como já disse e repito é um sistema aparentemente power user que até a não muito tempo esperávamos que o Android fosse. É bom ter tudo isso junto em um sistema, de forma nativa e coesa.
    Dito isso, mimimi à parte dos comentaristas chatos de sempre que existem nas áreas de comentários só para isso, devemos reconhecer, a Apple merece sim um pouco de escracho. As empresas têm que se respeitar pois estão no mercado juntas, copiar para competir é normal, só que a Apple as vezes comete deslize de menosprezar a concorrência, como antes do lançamento do Apple Watch o Tim Cook dizer em uma entrevista com publicidade de tecnologia que “ninguém” usava smartwatch, que a concorrência simplesmente não existia, isso diante de pessoas com o seu no pulso. Não é um caso isolado, a Apple geralmente ignora a concorrência, finge que não existem, quando lembra é para fazer cartazes anunciando evento com dizeres para a concorrência preparar “as máquinas copiadoras”. Daí você vai no evento e não vê nada de novo… Irrita não é?

    Mas enfim, como disse gostei do iOS9, o Elon Captain também é bacana. O complicado é como na posição de consumidor decidir. Qualquer sistema que você escolha, seja móvel, pulso, desktop, qualquer um já é bom o bastante para qualquer coisa que você faça e possui interface atraente e amigável. Cada vez mais eles ganham recursos semelhantes, estão todos parecidos, não há muita diferença. Como decidir por razão que não preço ou preferência de marca? A muito que não existe nada “revolucionário”, é tudo evolucionário e incremental. “Tanto faz”, ser o “melhor” hoje não significa mais muita coisa na prática.

    1. Mas sobre os smartwatches ele tinha um ponto. Estima-se que em 2014, somadas, todas as fabricantes venderam pouco mais de 700 mil unidades. Perto do volume monstruoso dos smartphones, é uma gota d’água numa piscina…

    2. Mas sobre os smartwatches ele tinha um ponto. Estima-se que em 2014, somadas, todas as fabricantes venderam pouco mais de 700 mil unidades. Perto do volume monstruoso dos smartphones, é uma gota d’água numa piscina…

      1. Apple fazer algo e vender é natural, o que eu comentei foi que ele falar em um tom como se nunca ninguém tivesse feito antes, que não importava, que eles estavam fazendo agora e era o que interessava. Mesmo que o dele não tenha chegado com nada novo o que ele foi foi pisar em cima, e fez isso para uma plateia especializada, como se os ouvintes nunca tivesse visto ou ouvido falar de um dispositivo semelhante. Ele foi um pouquinho longe demais na ilusão.

        E falando do Apple Watch… ainda é muita coisa junta. Essas atualizações, tentava melhorar a funcionalidade, mas parece que chegava em um ponto que eles não conseguiam resistir a pensar em alguma firula visual para adicionar. Ainda estou chocado com aquela demostração do timelapse. Em um momento eles falam em performance e bateria otimizada, em outro UM TIMELAPSE. UAU.

        E totalmente offtopic mas é algo que um dia eu preciso perguntar.
        Por que “performance” tem esse “n”? Sério, nunca me pareceu natural, por que não pode ser “performace”?
        Sei que posso consultar um dicionário mas pensar sozinho e ouvir tentativa de explicação de outros é mais interessante.

        1. “Performance” não é uma palavra portuguesa — pelo menos, não segundo a ABL. Uma tradução, simples e segura, seria desempenho. Mas não sei por que seria “performace;” isso soa, na real, bem esquisito :P

    3. Felizmente ou infelizmente o mundo da tecnologia me parece algo tão similar a qualquer outro mundo do mercado capitalista. Porque vende, dá lucro e torna a empresa pra lá de rica e importante (198bi é MUITA COISA!!), ela sobe no palco e fala algumas bobagens que saem da “etiqueta”. Gosto de comparar com o mundo dos carros. O HRV e o Civic, ambos da Honda, são campeões de vendas. E olha que em anos de crise e, teoricamente, pés no chão, o primeiro tem fila de espera pra se adquirir um. Racionalmente não são as melhores opções, mas… Nem tudo é razão, né!

      A Apple, de fato, parece reduzir certos fabricantes em seus discursos, mas hoje ela se torna incapaz, ou seria melhor dizer, desinteressada, de inovar tão radicalmente como o fez com os lançamentos do Iphone e posteriormente do Ipad. Ela tem me parecido mais racional diante de uma Google, que tem arriscado mais e com menos dinheiro em caixa.

      Dizer que ela está inovando com o watch, creio eu, é exagero. Talvez, entre algumas tantas aspas, ela esteja mais próxima de um uso mais condizente com as nossas necessidades, porém falo sem conhecimento de causa. Só pelas matérias que li e os podcasts que ouvi… Nem pulso eu tenho para testar a contento o Watch! (Humor negro… Ops… negro não né, desculpe!)

      Polêmicas as minhas afirmações, mas, arrisco-me em tal discussão.

      Parabéns Ghedin pela matéria!

      1. Acho que a Apple sempre foi mais conservadora que os demais, mesmo na época do iPod, iPhone e iPad. Seus produtos sempre foram pés no chão, com foco em design: se não tem utilidade aqui e agora saindo da loja, a gente nem lança. De certa forma, os 4 produtos de marco foram muito mais revoluções de design do que de conceitos: iMac, iPod, iPhone e iPad.

        Depois dos 2000-2010, os concorrentes ficaram mais espertos com os movimentos dela: esses smartwatches entraram na moda por causa do boato da Apple estar fazendo, ninguém queria passar pelo papelão do Ballmer. Se o boato fosse de um Apple Glass e não um Google Glass, provavelmente teríamos uma dezena de clones sendo vendidos no lugar de relógios. O Pebble está ai desde 2013!

        Comentei em outro post que, principalmente a Microsoft, entrou no jogo da inovação de fácil assimilação: Holo Lens, Windows 8 e o Surface. É tudo diferente do que está sendo feito hoje, mas tudo tem cara de protótipo para ganhar no fator “Uau” e chamar atenção da mídia e dos geeks. Fazer uma tela touch em um notebook híbrido é fácil e cool, fazer isso ser melhor que o uso tradicional nem tanto…vide o tempo que demorou para a dupla Windows 8 e Surface darem minimamente certo.

        Por fim, tem que ver como esse temo “inovação” é vago, as pessoas consideram “inovação” o que é acessível para elas. O Now on Tap exige uma PLN muito avançada para funcionar bem, mas eu sei porque sou da área, para o resto das pessoas é meio “meh”. Engenheiros da Qualcomm falaram que ficaram impressionados com os processadores da Apple, o mesmo deve ter ocorrido com o TouchID…mas o show desse tipo de inovação é bem mais restrito do que um óculos de realidade virtual.

  7. A raiva da cópia vem da época de Steve Jobs, quando ele provocava os concorrentes em relação a isso. Mesmo que Tim Cook seja bem menos combativo com os concorrentes que seu antecessor, a imagem ficou (como tudo no mundo aliás né?).

    A despeito disso, gostei das melhorias de performance, deram números bem ambiciosos para o OS X.

    1. A Apple vem há anos satanizando as outras empresas e as acusa de roubar suas ideias.

      A questão é fazer cópias tão explícitas e depois ainda vir a mídia especializada para dizer que só agora tudo funciona como deveria do porque é da Apple.

      1. Mas ela fala isso ainda? Até onde eu sei, depois do Jobs, eles simplesmente falam como todas as outras empresas: está aqui um recurso X que faz algo igual ao concorrente falando como se fosse novidade.

        1. A última vez que ouvi/li esse tipo de provocação foi no anúncio da Central de Notificações, no iOS 6. (E falaram tanto e entregaram tão pouco que não me surpreenderia ter sido ela a gota d’água na mudança de postura quanto às cópias de concorrentes!)

        2. A última vez que ouvi/li esse tipo de provocação foi no anúncio da Central de Notificações, no iOS 6. (E falaram tanto e entregaram tão pouco que não me surpreenderia ter sido ela a gota d’água na mudança de postura quanto às cópias de concorrentes!)

  8. Parece que já tem data pro apple music no android…
    Lembro que li ontem algo sobre o outono.
    Só não lembro se o lançamento pra android será no inicio, meio ou fim do outono americano.

    1. No site brasileiro do Apple Music consta que para Android estará “disponível ainda este ano”.
      Então me parece mais provável que venha ao final do outono americano.

  9. Foi-se o tempo que a Apple inovava em alguma coisa. Mas atualmente é só isso mesmo, as empresas vivem se copiando.
    Google I/O e esse e WWDC 2015 foram muito fracos comparado à BUILD 2015 da MS.

  10. “Copiar boas ideias dos concorrentes parece um pecado mortal numa área que, desde sempre, se fundou na apropriação e disseminação de boas ideias.”

    É verdade, mas colhem hoje o que plantaram ontem.

    E sobre o “Move to iOS”, também já temos o Migração Motorola.

      1. Eu acho que, até que enfim, as empresas estão abrindo a mente e atendendo algumas necessidades do usuário final, ao invés de só disputar patentes.
        O Google mesmo com o Android M está disponibilizando várias features que já existia em ROMs.

  11. Eu queria entender melhor como o Metal faz o After Effects renderizar filmes de maneira mais rápida. Eu achava/tinha entendido que o Metal era só um monte de poligonos, sei la, efeitos, formas, coisas pré concebidas algo assim, que os desenvolvedores usavam pra jogos. Meio que me liguei que esse meu conceito é bem bobinho depois que pensei, mas ainda não entendi.

    1. Pelo que entendi, ao combinar duas bibliotecas (Open GL e CL), o Metal funciona como um “atalho”, chegando direto a processos de baixo nível de renderização. Dentro da API já existem algumas tarefas pré-compiladas e isso ajuda a reduzir o tempo de acesso.

      No caso do After, Photoshop e afins, basta a Adobe integrar essas APIs.

    2. API de baixo nível, facilita o acesso ao potencial da CPU e principalmente GPU. É melhor por ser algo nativo e central do sistema, é como se fosse o DirectX 12 e Vulkan dos Mac.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!