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(Não-)Usando o Firefox

Print parcial do Firefox no macOS, com a barra de abas translúcida, aberto no site do Manual do Usuário

Não faz muito tempo, argumentei que o Firefox é o único navegador web possível. Considerando que sua base de usuários fechou julho na mínima histórica (2,74%, segundo o StatCounter), pedi ajuda no Órbita para contar a experiência de uso do navegador da Mozilla. Usá-lo parece algo raro o suficiente para valer a tour — e, numa dessas, vai que mais gente se anima a dar uma chance ao Firefox?

Antes que apontem a ~hipocrisia, após um mês usando o Firefox como navegador principal, voltei ao Safari. Mais sobre essas mudanças ali embaixo.

O Firefox é um bicho diferente, não muito por mérito, mas sim por movimentações — ou falta de — da concorrência. Com exceção dele e do Safari da Apple, todos os demais navegadores populares são variações do projeto Chromium, do Google — casos de Edge (Microsoft), Opera e Brave, por exemplo.

O “coração” de um navegador é o seu motor de renderização. O do Firefox chama-se Gecko. O motor é responsável pela sensação quase subjetiva de carregar sites e interagir com elementos de uma página web. Difícil de explicar, fácil de sentir.

Se fosse tentar descrever o Gecko, diria que ele é mais… utilitário, pouco preocupado em suavizar solavancos da experiência e da interface — detalhes a que o Google dá alguma atenção no Chrome e a Apple, muita no Safari.

O utilitarismo do Firefox causa estranheza a quem vem de outros navegadores. Superado o impacto inicial, é algo que me agrada. Sinto que estou mais próximo do site que acesso quando estou nele.

Não me preocupei em monitorar o consumo de memória (mesmo em um computador com 8 GB de RAM, o mínimo tolerável hoje); ele é mais gastão que o Safari, mas não chegou a ficar lento ou travar em momento algum.

***

Para mim, o Firefox segue imbatível em duas frentes: privacidade e flexibilidade.

Mozilla e Apple disputam o rótulo de navegador popular mais focado em privacidade. A Mozilla tem o trunfo do Firefox ser totalmente aberto. (No Safari, apenas o motor de renderização WebKit o é.) Ambas se alternam no pioneirismo de defesas contra tecnologias invasivas vindas de outras indústrias, em especial a da publicidade. No Firefox, porém, o controle é mais refinado.

Existe uma configuração quase global no Firefox para definir, com um clique, o nível de proteção entre dois e um terceiro personalizável. Na mesma tela, em opções distintas, consigo dizer ao Firefox para rejeitar aqueles avisos de cookies automaticamente e — a que acho a mais legal —, fazê-lo excluir todos os cookies e dados de sites ao ser fechado, exceto daqueles que eu defini de antemão.

Nada disso existe no Safari. A configuração de cookies, por exemplo, é oito ou oitenta — aceitar ou bloquear todos os cookies. Mesmo as extensões são limitadas nesse sentido.

No que diz respeito à flexibilidade, extensões, o about:config e o arquivo userChrome.css formam um paraíso para quem gosta de fuçar.

O userChrome.css é um arquivo em desuso, mas ainda funcional que altera a interface do Firefox com regras de CSS, uma linguagem de formatação própria para criar sites.

Eu nem cogitava me aventurar por ali antes de encontrar um código que deixa a barra de abas translúcida, detalhe bobo que ajuda a integrar melhor o Firefox à estética do macOS. (Existe um similar para o Gnome.)

O about:config é uma página especial que dá acesso às entranhas do Firefox, como se expusesse as configurações brutas, muitas delas acessíveis pela interface, outras, não. É por ali, por exemplo, que consigo desativar a integração com o Pocket, um produto da Mozilla que não uso.

Existe uma infinidade de parâmetros que podem ser alterados. Contento-me com as configurações “padrões”, expostas na interface amigável do Firefox, mas é bom ter isso à mão. (No Thunderbird, que aproveitei para testar junto ao Firefox, o about:config me permitiu alterar o tamanho padrão de e-mails em texto puro sem afetar os da interface e esconder a janela de redação de mensagens enquanto elas são enviadas.)

Já as extensões parecem ter tratamento especial no Firefox, ao contrário do que acontece nos diversos sabores do Chrome e no Safari.

Das que adotei, destaco a de contêineres, uma solução que acho melhor que o sistema de perfis adotado por Chrome e Safari; a Stylebot, que facilita alterar a exibição de sites específicos; a Tampermonkey, para o mesmo fim, só que usando JavaScript; e a uBlock Origin, melhor bloqueador de anúncios do mercado.

Mesmo tendo equivalentes no Safari, sinto falta das do Firefox. A uBlock Origin, embora não seja das mais inteligíveis (leia a documentação; ajuda bastante), entrega um poder sem igual na mão da pessoa que a usa.

***

Com tantos pontos positivos, cabe explicar por que não consigo ficar no Firefox. Em resumo, é um aplicativo exótico — no sentido biológico da palavra. Ao mirar em múltiplos sistemas operacionais, o Firefox não parece estar em casa em nenhum deles, do visual às convenções do sistema.

Sinto o mesmo quando preciso, por qualquer motivo, abrir o ungoogled-chromium, o “sabor” do Chrome que uso para testes e acessar sites mal feitos que só funcionam no Chrome.

São pouquíssimos os navegadores feitos para um sistema operacional. Fora o Safari para o macOS, só consigo lembrar do Gnome Web (que também usa o motor WebKit) e o Falkon (do projeto KDE, que usa a base do Chromium). O da Apple é o único maduro a ponto de poder ser usado no dia a dia.

Se tivesse que usar Linux ou Windows, o Firefox seria a minha escolha. Fácil, sem pensar meia vez. Além de ser um bom navegador e das suas qualidades únicas, a Mozilla não fica devendo conveniências modernas, como sincronia entre dispositivos e apps para celular (ótimo no Android e pavoroso no iOS, por culpa da Apple).

É uma pena, de certa maneira, que a Apple faça um navegador tão bom como o Safari. O que me consola é que, mesmo não usando o Firefox no dia a dia, estou contribuindo com o combate à monocultura do Chrome. Cada um luta com as armas que tem.

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26 comentários

  1. Uso o Firefox há anos e não sabia que era tão pouco utilizado. A opção de aceitar os cookies e removê-los automaticamente ao sair é super útil.

  2. Orgulhoso usuário do 🦊 Firefox faz anos, entendi seu ponto

  3. Migrei do Chrome para o Safari para dar prioridade a um browser nativo e mais integrado ao sistema operacional.

    Infelizmente muitas ferramentas corporativas não funcionam bem no Safari… em algumas telas do Jira por exemplo, o drag and drop simplesmente não funciona. Fica complicado tomar esse penalty, trocando de browser sempre que algo quebrar. Atrapalha muito o workflow.

    Em outras ferramentas corporativas o Safari simplesmente é lento demais, principalmente nas que lidam com muito js.

    Isso adiciona um stress no fluxo de trabalho: a aplicação não funciona, ou é o browser? a aplicação está lenta, ou é coisa do Safari?

    Sei que nem sempre o ‘problema’ é do Safari… mas a realidade é imperativa e o uso corporativo foi sofrido pra mim.

    Migrei para o Arc Browser… é um chromium… como esperado, tudo funciona e as ferramentas corporativas estão ligeiras.

    O Arc não é um browser comum, exige uma curva de aprendizado e tem uns conceitos bem filosóficos sobre spaces, profiles e favoritos. Tem muita coisa de ‘GenAI’, que pra mim não mexe nenhum ponteiro, mas pode ser um nice to have pra algumas pessoas.

    No mais, continuo usando o chromium, sem o Chrome. A experiência tem sido mais tranquila. Pra mim foi o que funcionou melhor.

  4. Eu sei que as pessoas leem os comentários por aqui, então queria deixar alguns apontamentos (sem querer fazer o advogado do Diabo). Não estamos reagindo muito rápido ao anúncio da Mozilla sobre sua estratégia de medição de anúncios? Me parece que isso tem mais a ver com a incompetência de comunicação deles do que com qualquer outra coisa. Pelo que entendi, o serviço não tem nada a ver com a aquisição da Anonym, mas com aquele projeto que ela desenvolvia junto à Meta (tropeço em outra polêmica, eu sei, eu sei…). Mas, ao ler sobre o que eles desenvolvem e ver a discussão, admito que a Mozilla tem bons pontos, e é bom saber que não se trata de um rastreamento cru, invasivo, puro e simples, como em outros browsers.

    Em vez de explicar, vou deixar aqui dois links que me chamaram a atenção:
    * A Word About Private Attribution in Firefox;
    * Misconceptions about Firefox’s Privacy Preserving Ad Measurement.

    1. É que já estamos cansados da Mozilla aprontando das suas. Teve a integração com o Pocket que ninguém pediu, teve aquela ação de marketing duvidosa com Mr. Robot, teve a aquisição de uma empresa de publicidade… E isso é só o que eu lembrei agora.

  5. Olá, boa noite.

    Nessa citação:

    “Na mesma tela, em opções distintas, consigo dizer ao Firefox para rejeitar aqueles avisos de cookies automaticamente”

    Tem como mostrar onde é essa opção com um print ou algo assim? rsrs

    Eu não encontrei aqui :P

    Abraço!

  6. Eu recomecei a usar o Firefox por conta das indicações daqui do Manual. Tenho gostado, porque me ajuda a integrar o uso do meu S23 com o Mac. Mas por exemplo, pra abrir o iCloud no S23, o Firefox não abre muito bem os emails. Acabo voltando pro Chrome. Mas sigo insistindo no Firefox. Confesso que às vezes é cansativo.

  7. Uso o Firefox, mas fiquei um tanto decepcionado com as novidades da outra matéria (“‘Atribuição com respeito à privacidade’ do Firefox coloca Mozilla em xeque”). Outra coisa que me incomoda é que vira e mexe ele apresenta falhas em sites ou funcionalidades que uso, como site do Sesc ou videochamadas no Google Meets. Daí sou obrigado a apelar pro Edge.

  8. Não vi muita diferença em relação à última vez que essa pauta foi abordada aqui no Manual do Usuário em 2021: https://manualdousuario.net/de-volta-ao-firefox/

    As conclusões foram praticamente as mesmas, não? Na época, o Firefox foi tachado de não ser um “bom cidadão” no macOS; agora, de aplicativo “exótico” que “não parece estar em casa” em nenhum sistema operacional.

  9. Poxa, uso o Firefox até hoje, mas vendo notícias sobre ele, está complicado viu rsrs
    Não curto mudanças, até tentei o Edge mas achei chato, pois ele “meio” que protege você de propaganda

  10. Tenho o Firefox instalado em todos os meus dispositivos. Só uso (usava) esse navegador para infos e dados que considero eu mais sensíveis, como gov, dados bancários, dados do meu trabalho, entre outros. Reparei, porém, após as duas últimas atualizações, uma dificuldade de aceder aos serviços gov, ex., a autenticação de dois fatores dos serviços do governo é rejeitada pelo Firefox; ou seja, eu acedo aos serviços só com senha, ainda que eu tenha a autenticação registrada. No Vivaldi, meu navegador principal, não há tal problema. Eu penso que usar apenas o Vivaldi agora, a mim, basta. Como sou um niilista de nascença (kk), essa história de privacidade, por mais que haja boas intenções, é, portanto, utópica.

  11. Minha experiência com o Mac é que o Firefox parece que devora CPU e RAM, o que me faz evitá-lo nesse OS. O porém é que não existe nada que se compare ao UBO para o Safari.

  12. Acertada decisão a de usar o Safari. Se está em um SO proprietário com um navegador nativo bem integrado e não traz há prejuízo (afinal, se usamos uma “Apple ID”, nossos dados já estão “atrelados”).

    Gosto do Firefox, mas como muitos disseram o problema parece ser a Mozilla. É complicado deixar como padrão opções que não são as melhores para a privacidade do usuário, sem contar as “parcerias” com big techs.

    O fator determinante para remoção dele aqui foi a customização relativamente limitada, algo que comentei no post: O único navegador web possível. E, graças as dicas / recomendações do Rodrigo Teixeira Dias e Alexandre Faustini, migrei para o Floorp, fork do Firefox. Como padrão, sigo com o qutebrowser .

  13. A Mozila anda invetando tanta onda, que passei a usar o librewolf, ainda sincronizado via firefox account. Pena que não tem versão móvel.

  14. O maior problema do Firefox é a Mozilla, que vive fazendo pataquada em relação ao navegador, vide a última atualização, em que trouxe uma função de rastreamento de dados pra publicidade ativada por padrão.
    A maior parte dos usuários do Firefox o utiliza pela questão de privacidade, e a Mozilla vai lá e me faz isso…
    Sinceramente, já comecei a migrar pro Librewolf, pois a tendência é o Firefox piorar cada vez mais.

  15. Utilizo o firefox como navegador principal tanto no computador quanto no celular. A experiência fica ruim um pouquinho no celular, ao abrir links que deveriam redireciona para os apps. Não funciona direito muitas vezes.

    Por exemplo, se eu vou abrir um link pelo whatsapp ou em algum site, que deveria levar ao instagram, é aberto o firefox, algumas vezes é redirecionado para a playstore ( no navegador e não no app) pedindo para instalar o instagram (mesmo já instalado). Outras vezes não redireciona para a playstore então tenho que ir no menu na opção abrir o app, e de novo, redireciona para a playstore no navegador e não para o app. Outras vezes, em vez de redirecionar para a alternativa mobile de um site (o app), redireciona para o site mesmo.

    Algumas vezes o redirecionamento para aplicativos funciona certinho outras não. Não consegui identificar a razão exata ainda. Já no chrome quase nunca existe esse problema, infelizmente.

    1. eu não tinha parado pra pensar que isso poderia ser problema do navegador, rs

      eu voltei pro navegador da Samsung pq ele consome infinitamente menos bateria e notei uma melhora nesse problema (pensei nisso depois que vc falou), e existe um aplicativo na F-Droid chamado “openDefault” e que se vc abrir um link do Instagram e ele abrir no navegador vc compartilha o link nesse aplicativo que ele abre no Instagram, funciona muito bem

  16. Usuário de Firefox desde as primeiras RCs aqui: Uma pena que a Mozilla esteja cedendo em seus valores quanto à privacidade. Configurações como a “Permitir que sites façam medição de publicidade, respeitando a privacidade.” que vêm habilitadas por padrão, a compra de uma empresa de análise de publicidade online, o acordo com a Meta (tinha que ser justo com a Meta?!) para uma API que enfraquece a privacidade no navegador…

    De longe o Firefox ainda é o browser que mais respeita a privacidade do usuário, mas parece que caminhamos para, em breve, ele ser o que menos desrespeita. Entendo a necessidade de levantar fundos, ainda mais com a possibilidade da maior fonte de receita da Mozilla secar, com o escrutínio ao qual a Google vem sendo submetida, mas não sei se vender pelo melhor preço os principais valores da entidade vai ajudar na já diminuta base de usuários ativos e, sob uma perspectiva maior, a combater a chrome-zação da web.

  17. Com idas e vindas, e sem me furtar a experimentar qualquer outro navegador, uso o Firefox desde tempos imemoriais kk. Mas balancei semana passada, quando adquiri um Tab S6 Lite para melhorar minha experiência de leitura com os PDFs e notei que a interface do Firefox nos tablets é simplesmente um “estirão” de sua interface no celular. Isso quer dizer que toda a página inicial parece errada: barras longas demais, botões centralizados demais, perda de espaço útil… E o pior: nada de uma barra de abas!

    Foi então que dei mais uma volta pelos navegadores, experimentando importar meus dados para cada um deles e usá-los em atividades corriqueiras. Admito que o Edge (desativando o lixo que vem com ele) quase me leva. É uma ótima opção, mas, por algum motivo, o meu WhatsApp Web não funciona nele, e uma série de engasgos impossibilita até a digitação para enviar mensagens. Não consegui resolver o problema.

    No fim – já clássico – voltei à raposa ciente de que ela está longe de ser o ideal, e tem algumas falhas crassas, mas ainda não encontrei um substituto melhor.

    1. Uso o Firefox desde que ele se chamava Phoenix — desde os primeiros betas.

      Se está aberto a testar outros navegadores Android, incluindo os baseados no Chromium, dê uma olhada no Cromite. É um Chrome/Edge sem o lixo do Google/Microsoft.

      1. Eu uso (nem sempre como navegador principal) desde 2003, na escola, quando se chamava “Mozilla” e o ícone era um dinossauro laranja. Será que é o mesmo Firefox ou era outro navegador da mozilla?

      2. Ghedin, me desculpe pela minha falta de conhecimento, mas tenho certos receios, aí deixo em forma de dúvida quais meus receios.
        1- é confiável a F-droid e o Chromite? (Entendo que não existe 100% em nada praticamente)
        Cheguei a usar o fennec e fiquei muito satisfeito
        Mas aí começou aquela preocupação exagerada e acabei tirando
        Meu receio é eles estarem em algum país não muito respeitoso e do nada dar um problema grande
        Ou se venderem vide o Simple M Tools que cheguei a pagar pelas versões Premium mas desanimei depois da venda

        1. O F-Droid e o Chromite são confiáveis sim.

          Sobre os aplicativos no F-Droid, inclusive o Chromite, eu só te recomendaria ficar atento às atualizações. Digo isso porque às vezes o desenvolvimento é comunitário e, quando uma comunidade começa a “minguar” nem sempre isso vira notícia.

          Quero dizer que se, por algum motivo, tiver uma falha de segurança importante no mundo Chromium, mas seu navegador passar uma semana sem avisar que precisa de um update, convém checar.

          O Chromite é um fork de um projeto mais antigo, o Bromite, que era muito bom à época, mas (não lembro mais o motivo) acabou minguando e foi abandonado.

      3. Experimentei o Cromite aqui e não teve como, virou meu navegador principal no Android. Bom demais, valeu pela dica!

      4. Olha, admito que começo a me incomodar com o “look and feel” do Firefox, sabe? Não no computador, onde ainda acho ele uma opção muito atrativa, mas no mobile/tablet… Poxa, não ter barra de abas? Página inicial desformatada? Faltam atrativos. Ele acaba parecendo um estranho em meio ao show de design responsivo e bom aproveitamento de espaço que a Samsung e a Microsoft têm em seus aplicativos. Nesse caso, porém, ainda que o Google não seja exemplo, o Chrome pode ser incluso no elogio.

        O que me segura no Firefox mobile, do ponto de vista utilitário, são as extensões, mas, no fim das contas, nada mais.