Instagram Direct e vídeos: as pessoas estão usando?

Quando surgiu, em 2010, o Instagram foi um sucesso imediato. Fácil de mexer, com filtros poderosos e focado em uma coisa, fotos. Esses e, talvez, outros fatores levaram à conquista de uma base de usuários grande e fiel.

Com o passar dos anos e após a aquisição pelo Facebook, eventualmente o Instagram buscou se diversificar. As maiores novidades foram o Instagram Direct, que restringe a exibição de uma foto ou vídeo a poucos contatos, e os vídeos de até 15 segundos, liberados na cola do sucesso do Vine, serviço do concorrente Twitter.

Como eles estão se saindo? Na Fortune, Jessi Hempel traçou um perfil do Instagram hoje. Lá pelo final, a matéria traz essa resposta:

O Instagram oferece um recurso que permite aos usuários tornarem suas contas privadas, e na medida em que novas levas de usuários entram no serviço, um pouco mais deles estão o usando. E em dezembro, o Instagram lançou um produto de mensagens privadas. A maior parte da imprensa de tecnologia foi rápida em descartá-lo, mas dados sugerem que ele está ganhando tração. De acordo com o Instagram, ao longo do mês passado 45 milhões de pessoas, ou cerca de 25% dos seus usuários, enviaram ou receberam mensagens diretas no serviço.

A empresa tem tido menos sucesso com seus vídeos de 15 segundos, lançados pouco depois que os vídeos do Vine, do Twitter, se tornaram populares. Embora [Kevin] Systrom diga que o Instagram está contente com eles, a empresa não divulga informações quantas pessoas estão publicando vídeos, e duas fontes próximas sugerem que eles têm sido decepcionantes. De certa forma, a bênção da empresa talvez seja sua maldição: ela construiu sua reputação ao permitir que seus usuários fizessem uma coisa extremamente rápida e incrivelmente bem.

Adidas lança bola de futebol inteligente

https://www.youtube.com/watch?v=VJwR4C9QjKM

Talvez este um daqueles momentos onde paramos e nos perguntamos se fomos longe demais.

A miCoach Smart Ball sincroniza com o iPhone via Bluetooth e mensura a força, distância e os giros dos chutes, colocando tudo isso em gráficos e ajudando o atleta de fim de semana a melhorar suas habilidades. Como tem bateria, precisa ser recarregada. Sim, você recarrega… uma bola.

O que mais chama a atenção é que a Adidas direciona essa bola inteligente a jogadores de fim de semana, não aos profissionais. Na matéria do Engadget, Christian DiBenedetto, diretor de inovações sênior da Adidas, vislumbra um futuro onde bolas do tipo serão usadas em jogos profissionais, fornecendo dados em tempo real para deleite de torcedores e técnicos.

Digg Deeper

A volta do Digg é uma das coisas mais legais da web nos últimos anos. A Betaworks, atual dona e responsável por ressuscitar o sistema, continua adicionando recursos legais à plataforma. Primeiro, um agregador de feeds; hoje, o Digg Deeper.

O Digg Deeper é baseado na tecnologia do News.me, outro produto da Betaworks que foi descontinuado com a compra do Digg. Nesse retorno, ele analisa os links compartilhados por seus contatos no Twitter e faz uma curadoria automatizada dos mais relevantes, exibindo alertas na página inicial do Digg, por e-mail ou pelo app para iOS.

Essa curadoria é o grande barato da coisa, e o que o distancia de outras soluções, como a integração com Twitter do Safari, navegador da Apple. Do anúncio:

O ingrediente mágico é a forma como analisamos seu feed do Twitter para determinar o volume certo de alertas. Por exemplo, um componente do algoritmo mensura a atividade acerca de cada link no seu feed. Se você segue zilhões de contas que estão linkando para centenas de posts por dia, você pode receber um alerta se cinco amigos compartilharem o mesmo link. Mas se você segue apenas algumas contas, poderá receber um alerta quando apenas dois amigos compartilharem aquele link.

Nesse sentido ele se parece muito com o Fever, um agregador de feeds — a explicação do Paulo, que usa o Fever, é bem boa.

Samsung desenvolve SoC Exynos com antena LTE

Kif Leswing, no GigaOM:

Se você pegar um smartphone topo de linha da Samsung, como o Galaxy S5, ele terá um processador Qualcomm, mesmo a Samsung sendo uma das maiores e mais sofisticadas fabricantes de chips. Isso ocorre porque a Qualcomm é basicamente a única fabricante capaz de incluir uma antena LTE em seus SoCs. Mas isso muda agora, com o anúncio da Samsung de que seu novo chip Exynos ModAP vem com uma antena LTE embutida.

Esse Exynos ainda não tem o mesmo poder dos modelos tradicionais com apenas 3G. É um SoC com processador quad-core, capaz de suportar câmeras de até 8 mega pixels com gravação de vídeo em 1080p a 30 quadros por segundo. Mas é um passo, e um importante, para a Samsung não precisar mais recorrer à rival Qualcomm na fabricação dos seus melhores smartphones.

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.

PCs e tablets invertem posições nos últimos relatórios de vendas

Don Clark, no Wall Street Journal:

A Gartner Inc. disse que as unidades de PCs entregues subiram 0,1% no período — basicamente empatadas com o mesmo período um ano atrás — pelo aumento das vendas em economias maduras, enquanto em outros lugares elas permaneceram estagnadas.

A [consultoria] rival IDC disse que as entregas de unidades globais diminuíram 1,7%, o que é bem melhor que as previsões preliminares da empresa de que haveria uma queda de 7,1% nas vendas nesse trimestre.

As três maiores fabricantes de PCs (Lenovo, HP e Dell) demonstraram aumentos consideráveis nas entregas em relação ao ano passado, disseram as duas consultorias.

Enquanto isso, nos tablets…  Adrian Kingsley-Hughes, na ZDnet:

Embora as entregas de notebooks PC no primeiro trimestre de 2014 tenham sido melhor que o esperado graças ao ciclo de atualização de PCs comerciais e à migração do Windows XP, as de tablets, com 56 milhões de unidades, representaram pela primeira vez uma queda anual, de acordo com a NPD.

A redução no interesse dos consumidores em tablets reflete o aumento em popularidade dos smartphones grandes, com telas de 5,5 polegadas. Até então, eram os tablets pequenos, com telas entre 7 e 8 polegadas, que impulsionavam as vendas do setor. Agora, as fabricantes esperam que os tablets maiores ganhem força.

Em relação aos notebooks, o Windows XP tem um papel bem importante nesses resultados, mas especialistas apontam, também, a contribuição dos Chromebooks, equipamentos baratos que rodam apenas o Chrome, nesse número inesperado. Desde o segundo trimestre de 2012 o segmento acumulava resultados negativos.

Os números não previram o resultado de Brasil vs. Alemanha

Nate Silver:

O preditor de partidas Soccer Power Index (ISP), que usa uma distribuição de Poisson para estimar a variedade de placares possíveis, deu à Alemanha apenas 0,022% de probabilidade (cerca de uma chance em 4500) de marcar sete ou mais gols. Da mesma forma, o SPI deu à Alemanha 0,025% de probabilidade (uma chance em 4000) de derrotar o Brasil por seis ou mais gols.

Nate ficou famoso por cravar previsões com base em números. A previsão do FiveThirtyEight para a semi-final era de 65% de chances do Brasil ganhar.

Mais uma vez o fator humano subverteu a lógica e a frieza dos números.

Na conclusão ele diz que o mercado de apostas ofereceu previsões mais certeiras, nesse caso, que os índices costumeiramente usados (ISO e ELO), além de alguns números que, como a ele, também me surpreenderam. Ou vai dizer que você sabia que o Brasil deu mais chutes a gol e teve mais posse de bola?

Brasil e Alemanha, em números.
Imagem: FIFA.

Estas impressoras da Epson custam o que valem — inclusive a tinta

Mário Nagano, falando das novas impressoras da Epson, L1300 e L1800:

Como já comentamos no review da Epson L200 — nosso palpite é que com a introdução da série L a Epson abandonou o modelo do Freebie Marketing, ou o mito do barbeador e das lâminas de barbear cujo modelo de negócios é baseado na ideia de vender um item por um preço muito baixo (ou mesmo distribuído de graça) com o objetivo de criar uma ampla base de consumo para um produto/serviço complementar. No caso das jato de tinta, vendendo cartuchos.

Assim, com a L1300/L1800 a Epson talvez não vai lucrar tanto com suprimentos (ou até vai já que pode compensar na quantidade), mas em contrapartida ela vai cobrar aquilo que ela acha que sua impressora realmente vale — e como a empresa não é nenhuma instituição filantrópica, não há muito o que se queixar nesse caso né?