Alguém descobriu que o LinkedIn usa o conteúdo publicado na plataforma para treinar inteligências artificiais generativas. Tem um botão enterrado nas configurações que, promete o LinkedIn, bloqueia o seu conteúdo de ser usado para esse fim. Siga por aqui para acessá-lo.

Não sei se esse botão é novo, só sei que o uso de conteúdo para treinamento de IA não é de agora. Em março, publiquei no próprio LinkedIn:

Não que seja surpreendente, mas desanimei em saber que o LinkedIn está usando tudo que escrevo aqui para treinar IA. Coisa chata, parece que agora tem alguém bisbilhotando tudo, o tempo todo e em todo lugar.

Talvez o melhor a se fazer seja parar de escrever no LinkedIn.

Depois de AliExpress, Shopee e Shein, outro peso-pesado do varejo oriental chegou ao Brasil fazendo barulho. Em julho, o app da chinesa Temu foi o mais baixado no Brasil, com 7,7 milhões de downloads, segundo a consultoria AppMagic.

O receituário é, em parte, similar ao das rivais continentais — promoções o tempo todo, ofertas relâmpago, preços baixos e produtos de qualidade duvidosa. Há, porém, um componente extra na estratégia de crescimento da Temu: a “gamificação”.

A Folha de S.Paulo destrinchou os jogos da Temu. Seduzidos por promessas de brindes e descontos, consumidores são instados a interagir em jogos digitais e infernizar amigos para que se cadastrem na loja.

Sem surpresa, as “missões” vão ficando progressivamente mais difíceis e, mesmo quando o consumidor vence o jogo, a premiação decepciona. Uma das personagens ganhou uma pochete e uma torre de brinquedo.

(Conheci ali os “paradoxos de Zenão”. Adoro essas pequenas pérolas de saber polvilhadas sobre o texto noticioso.)

Esse tipo de “jogo” pode ser novo no varejo, mas é figurinha manjada em estratégias de crescimento. TikTok e Kwai, também empresas chinesas, tornaram-se titãs no mercado brasileiro abusando dela desde 2021, pelo menos. Joguinhos do novo mercado de mini-apps do Telegram, como o infame “Hamster Kombat”, idem.

Em qualquer caso, vale a velha lógica do capitalismo: não existe almoço grátis — nem dinheiro fácil obtido de maneira lícita.

Em 2019 dei uma olhada no Chromecast de terceira geração. Classifiquei o produto de “objeto de transição”, ou seja, categoria que seria varrida do mercado no futuro próximo.

Levou cinco anos para acontecer. Ao anunciar o Google TV Streamer, sua nova caixinha de streaming para o mercado estadunidense, o Google informou o encerramento da produção dos Chromecasts. A empresa alegou que a ampla oferta de smart TVs, streaming e a tecnologia Google Cast embarcada em milhões de outros dispositivos tornaram o dispositivo Chromecast obsoleto.

Tudo verdade, mas ainda existe uma lacuna nesse mercado: a da caixinha ou smart TV com foco em privacidade. O único dispositivo do tipo, ainda que com ressalvas, é o caríssimo Apple TV. A demanda pode até ser pequena, mas ela existe. Alguém disposto a supri-la?

R$ 1,5 bilhão

Levantamento da ACI Worldwide estima que criminosos desviaram R$ 1,5 bilhão com golpes do Pix em 2023 —aqueles em que a vítima é induzida a fazer a transferência para uma conta do criminoso usando as próprias credenciais. / folha.uol.com.br

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64%

A pesquisa TIC Educação 2023, do Cetic.br, revelou que 64% das escolas brasileiras restringem a horários e/ou locais o uso de celulares pelos alunos. Em 28%, a proibição é total, o que deixa apenas 7% das escolas com o uso liberado. / desinformante.com.br

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61,1%

Em junho, 61,1% das transações presenciais no Brasil foram feitas por aproximação/NFC, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Em junho de 2021, esse tipo de pagamento presencial representava apenas 13,9% do total. / mobiletime.com.br

77%

Um estudo da Upwork, plataforma estadunidense de ofertas de emprego, descobriu que 77% dos trabalhadores de empresas que adotaram soluções de inteligência artificial disseram que a tecnologia diminuiu a produtividade e aumentou a carga de trabalho. Ao mesmo tempo, 96% dos executivos entrevistados acreditam que a IA vai aumentar a produtividade. Vários dados reveladores nesse estudo. / upwork.com (em inglês)

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US$ 1,4 bilhão

A Meta concordou em pagar uma multa de US$ 1,4 bilhão ao estado do Texas, nos Estados Unidos, por coletar e usar dados biométricos de milhões de cidadãos sem autorização. / folha.uol.com.br

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US$ 25 bilhões

Entre 2017 e 2021, a Amazon amargou prejuízo de US$ 25 bilhões com sua divisão de dispositivos, como as caixas de som Echo e outros cacarecos com a assistente de voz Alexa. A reportagem do Wall Street Journal não conseguiu dados de antes e depois. / wsj.com (em inglês)

Se um dia com a saúde debilitada já atrapalha muito (eu que o diga, semana passada), imagine ser atropelado por um caminhão?

Foi isso o que aconteceu com Evan Prodromou, um dos criadores do protocolo ActivityPub, no início de julho. O saldo foi de nove costelas fraturadas, um pulso quebrado e fraturas nos ossos da face. Para piorar, ele estava na Califórnia. (Ele é canadense.)

Evan estava finalizando um livro sobre o ActivityPub e à frente da implementação de criptografia de ponta a ponta no protocolo. Tudo isso, óbvio, ficou em segundo plano nas últimas semanas.

Ainda em recuperação, Evan conseguiu postar uma atualização em seu blog.

Boa recuperação a ele!

Dias agitados para os todo-poderosos de plataformas digitais com uma quedinha por conspirações.

De um lado, Elon Musk do X (antigo Twitter) divulgou um “deep fake” óbvio da nova candidata democrata à presidência dos EUA, Kamala Harris. Não que isso importe lá, mas o ato infringe os termos de uso do X.

De outro, Pavel Durov, CEO do Telegram, declarou ser doador de esperma e já ter mais de 100 filhos biológicos. O motivo do que ele chamou de “dever cívico” seria uma suposta “escassez de esperma saudável”, alegação que ele vincula a uma meta-análise de 2017 desbancada por outra pesquisa em 2021. Durov vai “abrir o código do seu DNA” (o que estou escrevendo!?) para facilitar que seus descendentes se encontrem. Imagine a frustração de descobrir-se filho desse maluco?

8,5 milhões

O caos proporcionado pela CrowdStrike na sexta passada (19) derrubou 8,5 milhões de computadores com Windows. O número equivale a 1% da base instalada, segundo a Microsoft — um 1% bem importante, pois a CrowdStrike só trabalha com grandes clientes corporativos. Via Microsoft (em inglês).

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US$ 10

Na quarta (24), a CrowdStrike enviou cupons do UberEats de US$ 10 para clientes afetados pela falha catastrófica da sexta anterior (essa do número acima). Pior: os cupons não funcionavam porque, segundo relatos, a Uber marcou a conta da CrowdStrike como fraudulenta. (Tecnicamente, este é um “número minúsculo”.) Via TechCrunch (em inglês).

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R$ 5 milhões

A Senacon multou Oi, TIM e Vivo em R$ 5 milhões pela publicidade enganosa acerca do 5G. Segundo o despacho publicado no Diário Oficial da União, as três operadoras divulgaram “mensagens publicitárias referentes a 5G que induziram os consumidores ao erro, por não informarem com clareza e adequação as limitações da tecnologia DSS.” Via Mobile Time.

O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional simplificaram a jornada de iniciação de pagamentos para permitir o uso do Pix em carteiras digitais, ou seja, em pagamentos por aproximação e pagamentos online facilitados. A previsão é de que a novidade chegue aos consumidores em 28/2/2025. Via Banco Central.

48%

As emissões de gases do efeito estufa pelo Google aumentaram 48% nos últimos cinco anos. Segundo a própria empresa, por causa da demanda por inteligência artificial. A meta do Google de tornar-se uma empresa neutra em emissões de poluentes até 2030 está posta em xeque. Via Folha de S.Paulo.