TV, mobile e a sala de estar

Extensor do Media Center via Xbox 360.

“Também quero compartilhar alguns pensamentos adicionais sobre o Xbox e sua importância para a Microsoft. Como uma grande empresa, acredito que é essencial definir o seu núcleo, mas é importante fazer escolhas inteligentes em outros negócios em que podemos ter impacto e sucesso fundamentais.”

(Tradução — Xbox não é mais central para a Microsoft) – Satya Nadela

A indústria de tecnologia tem almejado chegar à TV por décadas. Por muito tempo foi comum pensar nos PCs como dispositivos de transição e que as experiências normais de computação doméstica e de “mídia interativa” aconteceriam na TV, com uma interface de usuário adaptada para a tela grande, movida pelas “super estradas da informação”. A TV se tornaria “TV interativa” e isso seria uma grande parte de como a computação chegaria às pessoas normais.

Obviamente, a indústria de tecnologia conseguiu fazer o caminho até a TV, em dispositivos fechados com apenas uma finalidade: consoles de video games de um lado e set-top boxes de TV a cabo de outro. A indústria tentou usá-los como plataformas: video games se conectaram à Internet, em parte porque deviam, sendo dispositivos para jogar, mas também como um passo na direção de uma visão mais ampla, e a Microsoft também tentou o outro caminho, adquirindo a WebTV.

Mas nada disso funcionou. Nenhuma das tentativas de separar as set-top boxes das empresas de TV a cabo ou de adicionar alguma interatividade para além de um guia eletrônico de programação deram resultado. O Xbox e o Playstation estarem online se tornou importante para os jogos, mas não muito para outras coisas. Tentativas de levar o PC do jeito que ele é à sala de estar (Windows Media Center e Front Row, da Apple) estão provavelmente melhor esquecidas. (Eu poderia também mencionar as Smart TVs, mas, sério: para que me incomodar?) Então, é possível discutir se a Sony ou a Microsoft se saiu melhor na guerra dos video games, mas isso não importa para aquela visão mais ampla (e, é claro, mais e mais jogos migrarão para o mobile).

Hoje, temos uma nova onda de produtos tentando chegar lá — o Chromecast e a (nova) Apple TV, que são na verdade iterações de uma onda de produtos anterior (Vudu, Roku, Boxee) que também nunca alcançaram um mercado de massa. (Há uma complexa discussão aqui sobre disponibilidade de conteúdo, sendo a maior parte bem específica dos EUA.) Mas o que mais me interessa é que ambos os dispositivos são feitos para tornar a TV um vidro burro — um periférico para o smartphone. O Chromecast nem tem uma interface de usuário na tela. Eles são ambos feitos para o mercado de smartphones: feitos para vender smartphones (são produtos muito baratos e com baixas margens de lucros para fazerem dinheiro por si mesmos e a maioria do lucro do conteúdo vai para a indústria de conteúdo) e com conteúdo que vem dos smartphones.

Isto é, mesmo se a Apple ou o Google finalmente “vencerem” e colocarem seu dispositivo conectado em cada TV do mundo desenvolvido, é como se fosse um show à parte. A TV não é mais o ponto final da tecnologia de consumo, em todos os sentidos do termo. A revolução da computação de consumo já aconteceu de qualquer forma, sem sequer tocar a TV.

Primeiro a web, e não a “mídia interativa” ou a “super estrada da informação”, levou o PC para dentro de cada casa do mundo desenvolvido, e agora os smartphones levaram um computador verdadeiramente pessoal para cada bolso do planeta. E acaba que smartphones e tablets são o meio pelo qual a computação chega à sala de estar, e o jeito que a indústria de tecnologia domina os conteúdos em vídeo, seja lá o que isso signifique. (Isto, caso não tenha ficado claro, é o motivo pelo qual Satya Nadela disse que o Xbox não é mais central na estratégia da Microsoft.)

Ouvimos uma citação sensacional na CBS ano passado, de que eles estão menos preocupados com os DVRs que pulam comerciais “porque as pessoas estão muito ocupadas em seus smartphones para se incomodar em pular os comerciais”. É possível ver a mudança muito claramente nesse gráfico do Reino Unido: vídeos curtos são feitos para smartphones, e também, cada vez mais, também o são os vídeos longos:

Onde crianças assistem a vídeos.
Gráfico: Ofcom.

Por que você assistiria a um filme num smartphone? Por isto:

“OK, pela última vez: estas são pequenas [mostrando as vaquinhas de brinquedo], mas aquelas lá fora estão distantes.

Pequeno, distante.

Ah, esquece!”

De tudo isso, existem duas coisas que me fazem pensar:

Primeiro, quanto da programação linear de TV de fato deixará de existir, na medida em que as restrições de conteúdo e da interface de usuário finalmente caem? Será que tudo, exceto eventos ao vivo e especialmente a cobertura esportiva, cai e passa a ser por demanda, ou será que o ato passivo, acomodado, “apenas me mostre algo” continuará sendo uma grande parte da experiência nas telas grandes? E à medida que o ato de assistir se altera, isso muda a distribuição do assistir a diferentes tipos de conteúdo em diferentes telas.

Segundo, o quanto nós, de fato, precisamos de uma tela grande, e quanto ela continua como algo que apenas está lá, é ligada algumas vezes, mas usada cada vez menos, com o aparelho que seguramos em nossas mãos sendo uma experiência realmente melhor? E para quais tipos de conteúdo?

Estes questionamentos estão obviamente conectados — se assistimos muitas séries de grande orçamento, provavelmente usaremos mais a tela grande e usaremos mais também a programação linear. Isso é um pouco reminiscente da investida de Hollywood ao espetáculo em resposta à TV. Assim, quanto mais forte for a programação linear, mais forte os eventos ao vivo e mais fortes os grandes shows forem, mais importância a tela grande terá (ainda que seja apenas como um vidro burro). Quanto mais a TV mudar, mais ela muda de dispositivo. E então, você coloca essa série que você está meio que assistindo na tela grande para que possa fazer coisas mais importantes no seu celular, e olha na página da Wikipédia para descobrir o que aconteceu enquanto você não estava assistindo? Talvez seja mesmo a tela pequena que realmente ganha a atenção de qualquer forma.

Finalmente, este é um estudo de caso das abordagens aberta e fechada. O ecossistema fechado dos consoles de jogos entregou enormes inovações em jogos, mas não em muitas outras coisas. A inovação aberta e permissiva da web superou a visão fechada, de cima para baixo, da TV interativa e da super estrada da informação. A experiência de uso mais abstraída, simplificada e fechada dos smartphones, especialmente a do iOS, ajuda a levá-la a uma audiência muito mais ampla do que o PC poderia alcançar, e a relativa segurança de instalar um app devido a esse aspecto “fechado” permite bilhões de instalações e um novo caminho ao mercado de vídeo. Não é que a abordagem aberta ou fechada venceu, mas que precisa-se de um tipo de abertura certa no lugar certo.


Publicado originalmente no blog do Benedict Evans.

Tradução por Leon Cavalcanti Rocha.
Foto do topo: Tim O’Bryan.

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31 comentários

  1. Eu também desdenhava da smarttv até ter uma em casa. Uso o Plex, Netflix, Globo Play, YouTube, às vezes o Crackle… Mas de fato ela não é a única opção, já que um simples Chromecast resolve o problema.

  2. Algumas coisas: primeiro, acho natural que a Microsoft esteja diminuindo suas ambições com um console que 1) está falhando em anunciar jogos exclusivos interessantes 2) segue sem penetração alguma no mercado oriental e 3) não tenha contribuído para o Kinect, única plataforma tecnológica realmente inovadora da sua divisão de games, aumentar sua popularidade. Não acho que a Microsoft abandonará o XBox, mas em relação ao que foi prometido na época da E3 onde ele foi anunciado… há claramente uma ressignificação de mercado.

    Sobre a internet-das-coisas, sou descrente, mas faço aqui uma ligeira defesa da Smartv pelo fato dela facilitar às pessoas assistirem o Netflix. 9 entre 10 compradores de uma smartv te darão essa justificativa, mesmo com Appletv e Chromecast (do qual sou usuário) à disposição. Mas tornar geladeiras, televisões ou microondas inteligentes parte da minha central de serviços/conhecimento diariamente? Não é e duvido que será uma prioridade pra além de um nicho muito específico. A análise acerta quando pondera sobre o fim das grades de programação como as conhecemos, mas para uma pessoa abandonar o cabo hoje é necessário no mínimo dispor de canais de variedades e esportes de qualidade on demand, e ainda não é possível. Como acompanhar as Olimpíadas ou uma Copa do Mundo dessa forma? Talvez cheguemos lá.

    Quanto a substituir a tela grande pela do smartphone, vejo isso como febre pelo imediatismo prejudicando a experiência. Assistir a um filme tem um forte apelo imersivo e tamanho faz diferença. Porta dos Fundos, Galinha pintadinha no tablet, é perfeito. Mas de Lawrence da Arábia a Divertida Mente, acho que chegará um momento em que independentemente da faixa etária, você se ligará que o meio importa.

    1. Penso a mesma coisa a respeito das smartvs. Por mais que tenha a possibilidade de sempre deixar o Chromecast na TV, é mais prático usar o mesmo controle que se usa para controlar a TV e o Netflix ou o YouTube.

    2. Quanto à IoT, acredito mais no sistema central, onde há uma central de automação controlando tudo. Antigamente tinha de ser um CLP, mas hoje posso fazer o mesmo com um Arduino de menos de 100 reais. Não acredito que a IoT vai ser uma febre. Acho que vai ficar complexo demais para o usuário final controlar tantos dispositivos independentes, cada um com seu IP.

  3. Antes da internet ficar popular eu já me perguntava porque o povo pagava TV a cabo/parabólica sendo que era bem melhor alugar algo para ver a hora que quisesse. Hoje então eu acho um absurdo que exista algum ser humano que contrate TV a cabo/parabólica que não tenha vindo no belo “pacote” junto da internet e “telefone fixo”.

    E SmartTV é tipo geladeira com dispenser de água. Você acha maravilho aquilo antes de comprar e depois que consegue adquirir um que se percebe que o recurso era inútil no seu propósito. No final você vê que a geladeira com dispenser que tinha com o objetivo economizar energia tirando água direto da porta vai gastar com ela aberta por bastante tempo reenchendo o compartimento e a SmartTV vira um belo monitor para seu Notebook porque a fabricante vai deixar de atualiza-la aos poucos.

  4. Interessante que eu li tudo trazendo pra minha realidade (solteiro, sem filhos, morando com os pais..) e concordei facilmente. Mas extrapolando um pouco, já que logo logo vou mudar de realidade, acredito que não vá se encaixar. Afinal, eu não vou assistir um filme com minha esposa no meu smartphone..

    1. Mas seus filhos assistirão à Galinha Pintadinha no smartphone do papai :)

      Nossa geração ainda tem uma memória afetiva forte com a experiência comunal de TV; as novas, demonstram propensão para algo mais individualizado. E, nesse contexto, pense na realidade virtual (se emplacar), uma tela ainda menor que a do smartphone e mais próxima aos olhos, permitindo que pessoas dispersas pelo mundo assistam à mesma coisa, no mesmo ambiente simulado, ligadas por capacetes como o Rift, da Oculus.

      1. Rapaz, eu já tava escrevendo aqui que acho estranho esse conceito individualizado e comecei a descrever uma situação onde me imaginei ao lado de alguém eu num mundo e esse alguém num outro mundo.

        De repente me dei conta que isso já acontece. Quando vou dormir, por exemplo, coloco o tablet no meu peito e começo a assistir vídeo besta no youtube enquanto minha namorada ta lendo um livro do meu lado.

    2. concordei facilmente já sendo ‘casado’ e morando em meu proprio apartamento.
      minha mulher ainda é dependente de ligar a TV nem que for só pra fazer um barulho.
      eu só uso pra ver filme e jogar muito pouco.

      e meus amigos…, o Felipe tem uma menina de 6 anos que, como o Rodrigo falou, assiste o que quiser na tela do smartphone.

      Estava comentando com meu colega de trabalho ontem…, nossos professores viram o declinio da IBM, nós (talvez) estamos vendo o declínio da Microsoft e nossos filhos poderão ver o declínio do Google.
      Não adianta ficar chateado com isso.

  5. E a minha smartv ameaçou se despir de suas funções smart e eu me lembrei do post das smartgeladeiras que não atualizam. Por sinal, mesma fabricante.
    Eu ainda sinto falta da curadoria de conteúdo. Adoro o Spotify, mas ainda ouço rádio fm, zapeando desesperadamente, mas ouço. Na TV a cabo é mais difícil encontrar. Tem conteúdo bom sim, mas diluído e com hora marcada.

    1. Aline, desculpa mas fiquei curioso.
      A sua TV Smart não está mais atualizando e com isso algum aplicativo não está rodando?

      1. Exibiu mensagem de “não é possível conectar à Internet”. Atualizamos o smarthub e o software da TV repetidas vezes até que ela resolveu voltar a conectar. Nesse processo, tinha vezes que o smarthub nem entrava. Deu medinho…

      2. Exibiu mensagem de “não é possível conectar à Internet”. Atualizamos o smarthub e o software da TV repetidas vezes até que ela resolveu voltar a conectar. Nesse processo, tinha vezes que o smarthub nem entrava. Deu medinho…

        1. VIsh, a Smart de casa não conecta no wifi nem por decreto. Será que tem como atualizar via pen drive?

          1. No site do fabricante (Samsung pelo menos) tem na parte do suporte a possibilidade de download da atualização via usb do sistema correspondente ao modelo da sua TV.

        2. Tenho uma cliente que também não conseguia atualizar e a TV também não conectava. Ela teve que levar a TV na assistência onde atualizaram via USB, o que é complicado para pessoas com menos conhecimento é esse processo (o que deveria ser fácil e intuitivo).
          Te questionei, pois tenho dúvidas se compro para minha mãe uma TV Smart ou uma TV “dumb” + Chromecast. Eu tenho um Chromecast, mas tem que ter um celular, tablet ou PC para jogar o conteúdo para a TV é fácil mas para a minha mãe não sei se vai ser.

          1. Pois é, o momento de maior medo foi quando eu imaginei como levar a tv. Não tenho carro…
            Não chegamos a olhar o site, bom saber que dá pra fazer via USB. No caso da minha, ela afirmava categoricamente que não podia se conectar à internet, mas baixou a atualização :-/
            Meu marido comprou uma para a mãe e eu tive a mesma dúvida entre smart ou dumb: ela vai saber usar esses recursos? Parece que a gente põe em dúvida a capacidade da pessoa, mas eu vejo a mãe dele e a minha deixando as coisas de lado por não conseguirem usar. Ele comprou a smart mesmo.
            Ele quis emprestar a senha do Netflix também. Vai ver o clima ficou tão estranho nessa hora que a tv até voltou a funcionar.

          2. É ficamos com receio que os mais velhos tenham medo do novo. Mas talvez se estimularmos e mostrar o quanto pode ser interessante essa tecnologia talvez mudem. O que é importante é dar a oportunidade de acesso.

            Meus pais só compraram e começaram a usar PCs e internet depois que os 3 filhos casaram e foram levando os seus PCs. Hoje a minha mãe usa as redes sociais, YouTube, pesquisa e está fazendo seus trabalhos da faculdade, ela está com 61. A necessidade fez ela correr atrás.

          3. Ela já tem costume de usar um smartphone ou tablet? Se sim, acho que a curva para aprender a usar o Chromecast vai ser bem suave. PC eu nem considerei, porque deixar um na sala para servir conteúdo para a TV me parece tão estranho…

            Acredito que um dispositivo à parte + uma TV “burra” sejam melhores que uma smartTV, por uma série de razões, mas a principal para mim é que eu vejo uma TV como um bem durável, que deveria ficar lá por uns 10 anos (ou mais tempo) até eu querer substituir. Mas a fabricante provavelmente só vai manter o software atualizado por uns 2 ou 3 anos, e então eu terei uma TV com software abandonado por todo o restante da vida útil dela. Um Chromecast da vida também pode acabar sendo abandonado pela fabricante, mas entre substituir uma pecinha ou a TV inteira eu certamente prefiro a primeira opção.

            Indico esse artigo (em inglês) que trata a questão mais a fundo: http://www.howtogeek.com/176392/smart-tvs-are-stupid-why-you-dont-really-want-a-smart-tv/

          4. É, estou inclinado ao Chromecast para minha mãe. Ela não deve ter grandes dificuldades em aprender. A vantagem além da mobilidade para outras TVs é o sistema leve.

            Mas, hoje TV como bem durável acho difícil (talvez 4 à 5 anos).

            Valeu pelo link, vou ler depois.

        3. Li bem por alto sobre Cyanogen para smartvs. Até hoje não acredito que seja verdade, mas vale a pesquisa.

        4. Li bem por alto sobre Cyanogen para smartvs. Até hoje não acredito que seja verdade, mas vale a pesquisa.

  6. Definitivamente eu não gosto de ler o Benedict Evans.
    Desculpe, mas eu não gosto! #ProntoFalei! heheheh

    1. Tbm tenho minhas ressalvas. Leio com pé atras, pricipalmente pq ele trabalha para uma agencia de investimentos com enfoque em startups, novas midias etc. A maioria dessas depende diretamente da publicidade para sobreviver, obvio que a opiniao dele tem um vies comercial beeemmm focado.

      Essa quote do Nadela é uma viajada legal, pelo menos no meu entendimento falta um porquê para essa mencao.

      Mas, enfim… Por outro lado gosto de ler seus textos, e deixo a neura do lado esquerdo e o comprimido de Frontal do lado direito. Lucidez pra quê?

      1. Eu gosto muito da visão que ele tem do mercado. É analítica num nível sem igual e, ao mesmo tempo, não é desprovida de contexto e subjetividade — é raro um analista reunir todas essas características. O fato de ele ser analista da a16z não afeta; aliás, ele conseguiu esse trampo por causa das suas análises de mercado, e não o contrário.

        Quanto à citação do Nadella, tem tudo a ver com o texto. Até meados dos anos 2000 as empresas de tecnologia achavam que a sala de estar era o último front da vida do usuário a ser conquistado e que a Internet reforçaria o papel centralizador que a TV tinha desde os anos 1960. É isso o que motiva o Xbox (a Microsoft liga menos para video game do que muitos imaginam).

        Só que não foi isso que aconteceu. Quando o smartphone surgiu, a princípio acharam que seria ele seria a “segunda tela” (lembra desse papo?). Mas não foi só; ele virou a primeira tela e a TV, acessório — coisas como o Chromecast reforçam essa ideia. Mais que isso: assistimos muita coisa em dispositivos mobile (vide a pesquisa britânica ali do gráfico) e essa tendência está na ascendente. Daí que o Xbox não é mais uma frente para a Microsoft, porque a TV não é tão relevante quando se achava que seria.

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