Os esforços do YouTube para mitigar os ataques de roubo de canais

Um canal de YouTube pode valer muito dinheiro — os criminosos digitais também sabem disso. Nos últimos anos, cresceu a quantidade de ataques direcionados a youtubers com o intuito de se apropriarem dos seus canais.

O Grupo de Análises de Ameaças do Google detalhou esse tipo de ataque e os esforços que o Google/YouTube tem feito para mitigá-los. Os atacantes miram em cookies de sessões, pequenos arquivos do navegador que salvam a autenticação na sessão — permitem acessar o YouTube já logado.

Não é um ataque novo, mas o interesse por ele foi renovado graças à difusão do segundo fator de autenticação, uma camada extra de proteção que o Google/YouTube tem promovido junto aos youtubers. O cookie capturado consegue burlar essa camada extra.

A captura dos cookies é feita por malwares que os youtubers instalam voluntariamente em seus computadores, enganados por propostas de parcerias ou publicitárias. Foi o que aconteceu com o youtuber brasileiro de games Zangado, no final de 2020. Criminosos ofereceram a ele acesso antecipado a um jogo, que, na realidade, era um malware. Zangado perdeu seu canal, mas conseguiu recuperá-lo posteriormente.

De acordo com o Google, os canais roubados podem ter dois destinos: serem vendidos a terceiros, por valores que variam de US$ 3 a 4 mil, ou serem usados para aplicar golpes envolvendo criptomoedas — os “novos donos” fazem uma live e enganam os inscritos do youtuber original.

Por tratar-se de um ataque direcionado, os números do Google/YouTube impressionam. Desde maio deste ano: “Bloqueamos 1,6 milhões de mensagens [de ataques], exibimos 62 mil alertas de tentativa de ataques no navegador, bloqueamos 2,4 mil arquivos e restauramos com sucesso 4 mil contas [comprometidas].”

Além dos esforços que faz do seu lado, o Google/YouTube oferece orientações para evitar e reportar ataques de phishing. Via Google (em inglês).

Você pode reclamar de redes sociais no Consumidor.gov.br — mas não crie expectativas com o Facebook

Em setembro, o Facebook finalmente criou seu perfil no Consumidor.gov.br, a plataforma digital de solução de conflitos relacionados a consumo. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne as reclamações de 600 Procons espalhados pelo Brasil, entre janeiro e junho de 2021 houve um aumento de 285% em reclamações contra o Facebook.

“As reclamações giram em torno do compartilhamento não autorizado de dados e posterior envio e cobrança por produtos e serviços não solicitados, vazamento de dados para a criação de perfis falsos e queixas questionando os novos Termos de Uso e Privacidade do Instagram”, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Via Senacon.

A portaria 12/2021 da Senacon, publicada em abril, determinou que plataformas de redes sociais que atendam a critérios objetivos ingressem obrigatoriamente no Consumidor.gov.br.

Fiz uma rápida consulta aos nomes das principais empresas do setor atuantes no Brasil na plataforma Consumidor.gov.br:

  • Twitter, WhatsApp e Telegram não estão cadastrados.
  • Facebook/Instagram e Google (dono do YouTube, mas que também engloba seus serviços de nuvem e software corporativo), sim.

Em 2021, o Google conseguiu solucionar 76,6% das 1.091 reclamações, tendo um índice de satisfação de 3 (numa escala de 0 a 5).

Já o Facebook/Instagram solucionou apenas 38,9% das 247 reclamações recebidas desde setembro, quando estreou na plataforma. Seu índice de satisfação é de apenas 1,7 (numa escala de 0 a 5).

De acordo com Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, em média 80% das reclamações enviadas ao Consumidor.gov.br são resolvidas. Via Agência Brasil.

Google e YouTube cortarão receita de conteúdos e anunciantes que negam a emergência climática

O Google anunciou uma nova regra, válida para seu braço publicitário e para o YouTube, que corta o dinheiro de conteúdos que negam a mudança/emergência climática. “Isso inclui conteúdo que se refere às mudanças climáticas como uma farsa ou fraude, alegações que negam que as tendências de longo prazo mostram que o clima global está esquentando e alegações que negam que as emissões de gases de efeito estufa ou a atividade humana contribuem para as mudanças climáticas”, disse a empresa em comunicado.

De acordo com o Google, a nova regra, que passa a valer em novembro, foi criada a pedido de anunciantes e de criadores de conteúdo que não querem se ver associados a discursos negacionistas. Ela é uma via de mão dupla: proíbe criadores de conteúdo (que recebem dinheiro) e também os anunciantes (que pagam) de negarem a emergência climática.

O Google afirmou que usará uma combinação de ferramentas automatizadas e revisores humanos para aplicar a nova regra e que é capaz de diferenciar discursos negacionistas de debates acerca desses discursos: “Ao avaliar o conteúdo em relação a esta nova política, examinaremos cuidadosamente o contexto em que as reivindicações são feitas, diferenciando entre o conteúdo que faz uma afirmação falsa como fato e o conteúdo que relata ou discute essa afirmação.”

Será um desafio e tanto, dado o volume gigantesco de vídeos e anúncios que o Google processa e considerando o histórico, longe de ser perfeito, da empresa no combate a fraudes e a infrações às suas próprias regras.Via Axios (em inglês), YouTube.

YouTube amplia políticas contra vídeos anti-vacina

O YouTube expandiu suas regras contra desinformação médica na plataforma. A partir de agora, serão removidos vídeos “com alegações falsas de que vacinas aprovadas são perigosas, causam danos crônicos à saúde e não reduzem as chances de transmitir/contrair doenças ou conteúdo com desinformação sobre as substâncias contidas nesses imunizantes”. As novas diretrizes se aplicam a todas as vacinas aprovadas e consideradas seguras pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são retroativas, ou seja, atingem vídeos antigos, mas deve levar algum tempo para que surtam efeito em toda a plataforma. Via YouTube.

Maneiras melhores de acessar YouTube, Instagram e Twitter

Se preferir, veja no YouTube. A mudança na interface do Twitter, dia desses, causou algum alvoroço. Isso me lembrou dos front-ends alternativos, ou interfaces para serviços populares, como o Twitter, que não mudam tanto e têm outras vantagens em desempenho e privacidade. Neste vídeo, falo de três delas: Nitter (Twitter), Bibliogram (Instagram) e Invidious (YouTube). […]

Novas opções de segurança e bem-estar digital para crianças e adolescentes no YouTube e YouTube Kids

O Google anunciou uma série de alterações no funcionamento do YouTube para crianças e adolescentes:

  • Para adolescentes (entre 13 e 17 anos), o envio de vídeos será privado por padrão.
  • Também para adolescentes, o YouTube exibirá lembretes para que façam pausas e da hora de dormir.
  • No YouTube Kids, a variante do serviço destinada a crianças, a reprodução automática de vídeos será desativada por padrão.
  • Também no Kids, “conteúdo excessivamente comercial”, como vídeos que focam somente nas embalagens dos produtos ou que encorajam a criança a gastar dinheiro, serão removidos.

São novidades genuinamente boas e embora dê para entender por que elas são restritas a menores de idade, é de se imaginar o benefício à humanidade que o Google faria se as estendesse a todos os usuários. Via Blog do YouTube.

YouTube e Spotify testam planos mais baratos com e sem anúncios

YouTube e Spotify estão testando planos intermediários e mais baratos das suas assinaturas.

O YouTube Premium Lite, em testes em alguns países europeus, custa € 6,99, redução de 41,7% em relação ao preço do Premium convencional (€ 11,99). A única vantagem do novo plano mais barato é a remoção dos anúncios. Os outros recursos, como YouTube Music, download de vídeos para execução offline e com a tela do celular apagada, não entram no pacote. Mantida o mesmo desconto, o YouTube Premium Lite custaria R$ 12,20 no Brasil (o preço do Premium regular, aqui, é de R$ 20,90). Via Resetera (em inglês).

Já o Spotify Plus, também em testes, vai no sentido contrário: é uma oferta super barata que mira em usuários do plano gratuito do serviço. Por US$ 0,99, ou 10% do preço da assinatura regular do Spotify Premium nos EUA (US$ 9,99), os usuários continuam ouvindo anúncios sonoros entre as músicas, mas têm acesso a todas as funções da assinatura convencional, como ouvir qualquer música a qualquer momento e poder pular quantas faixas quiserem. No Brasil, mantido o desconto percentual, o Spotify Plus custaria R$ 1,99. Via The Verge (em inglês).

Uma alternativa ao YouTube

Em dezembro de 2020, quando pensava o próximo ano do Manual do Usuário, decidi que faria vídeos. É um formato popular, acessível e, imaginava, com potencial para alcançar um público maior, que talvez não conheceria o meu trabalho de outra forma. No meio do caminho, porém, havia um obstáculo: o YouTube.

Em junho, YouTube passará a exibir anúncios sem dividir a receita com os youtubers

Donos de canais do YouTube começaram a receber uma notificação para aceitarem novos termos de uso do serviço. Entre as cláusulas alteradas, está a que concede ao YouTube o direito de veicular anúncios mesmo em canais não elegíveis ao programa de parcerias ou que não têm interesse. Em outras palavras, o direito de rodar anúncios e não dividir a receita com o usuário dono do vídeo. Via @Bowblax/Twitter (em inglês).

Essa medida foi anunciada em novembro de 2020. Os novos termos de uso começam a valer em 1º de junho.

Todos os vídeos do YouTube podem ser remixados em vídeos curtos do Shorts

Nova opção no YouTube. Lê-se: Permissões dos Shorts Permite que pessoas criem Shorts usando partes do vídeo. Desativar esta opção excluirá permanentemente todos os Shorts que usam este conteúdo. Não é possível desativar essa permissão em todos os vídeos. Saiba mais.
Imagem: YouTube/Reprodução.

O YouTube anunciou uma forte investida para barrar o crescimento do TikTok usando seus Shorts, vídeos na plataforma de até um minuto e filmados na vertical. Para isso, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para distribuir a quem cria conteúdo do tipo e tornou todos os vídeos da plataforma aptos a serem “remixados” em Shorts. Essa última é, no mínimo, controversa.

O item “Permissões dos Shorts” (na imagem acima), cujo seletor está marcado por padrão em todos os vídeos públicos hospedados no YouTube, permite que qualquer pessoa pegue trechos de um vídeo e o utilize na criação de um Short. Além dos vídeos que já estão no YouTube, esse seletor vem marcado por padrão nos novos, durante o envio, e fica escondido atrás de um link “Mostrar mais”.

No anúncio oficial, o YouTube se limita a dizer que “criadores e artistas estão no controle e poderão rejeitar a opção [‘opt-out’] caso não queiram que seus vídeos longos sejam remixados”. O problema é que não existe um botão geral, que desligue essa função em todos os vídeos. É necessário entrar em cada um e desmarcar a opção, o que seria um trabalho enorme, quiçá inviável, para quem tem centenas ou milhares de vídeos hospedados no YouTube.

Mais uma vez, uma grande plataforma coloca os seus interesses acima do respeito aos participantes. Esse assunto ainda vai render. Via Search Engine Journal (em inglês), YouTube (em inglês).

YouTube derruba mais 4 vídeos onde Bolsonaro fala de remédios sem eficácia contra COVID-19, mas não suspende canal

Semana passada, o YouTube removeu um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em que ele promovia o “tratamento precoce”. Na sexta (23), após questionado pelo G1, o YouTube removeu mais quatro vídeos de Bolsonaro. Pelas regras da plataforma, bastam três vídeos removidos por infrações às suas diretrizes para que um canal seja removido.

Não foi o que aconteceu com o de Bolsonaro, graças a uma manobra casuística. Na quinta (22), o YouTube anunciou um “período de carência” para novas regras que, convenientemente, livrou o canal de Bolsonaro de ser banido. Num post em forma de perguntas e respostas, Alana Rizzo, gerente de políticas públicas do YouTube no Brasil, disse que:

A política [de remover vídeos que promovem o “tratamento precoce”] será aplicada a todos os vídeos na plataforma, inclusive de maneira retroativa. Vale dizer que, quando atualizamos uma regra, algumas vezes oferecemos aos criadores um “período de carência” para que possam compreendê-la e se adaptarem. Isso significa que vídeos postados antes da mudança ou até um mês depois da atualização são removidos do YouTube, mas não geram um Aviso (strike) como penalidade. Depois desse período de carência, os criadores que postarem novos vídeos em desacordo com a diretriz passam a receber sanções, por isso, precisam redobrar a atenção.

Toda vez que alguém de grande projeção, como o presidente do Brasil, ultrapassa a linha do inaceitável, o YouTube a apaga e a redesenha um pouco mais além. Não é um problema exclusivo do YouTube, e tudo isso ajuda a explicar o buraco profundo em que nos metemos. Via G1.

Susan Wojcicki, CEO do YouTube, recebe prêmio de “liberdade de expressão” patrocinado pelo YouTube

Parece uma cena de The Office: na última quinta (15), Susan Wojcicki, CEO do YouTube, foi agraciada com um prêmio de “liberdade de expressão” pelo Freedom Forum Institute. Até aí, tudo bem, mas tem um detalhe: o prêmio era patrocinado pelo YouTube. Via Newsweek (em inglês).

E tem mais: Esther Wojcicki faz parte do conselho do Freedom Fórum Institute. É a mãe da Susan.

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