Como baixar vídeos do YouTube pelo Terminal (linha de comando)

Seja por hábito ou por uma necessidade pontual, todo mundo já quis baixar um vídeo do YouTube.

Existem in√ļmeros sites estranhos infestados de an√ļncios que prometem executar o trabalho, e aplicativos limitados que s√≥ liberam todo o potencial mediante pagamento.

E existe a linha de comando, que nos dá aplicativos super capazes que não custam um centavo sequer. Nesta dica rápida, mostrarei como baixar vídeos usando apenas um comando.

Continue lendo “Como baixar v√≠deos do YouTube pelo Terminal (linha de comando)”

Mais ‚Äúescolhas algor√≠tmicas‚ÄĚ, mais filtros

O YouTube parou de mostrar v√≠deos recomendados na p√°gina inicial para quem desativa o hist√≥rico de visualiza√ß√Ķes. Na Europa, o TikTok oferecer√° uma op√ß√£o de feed sem personaliza√ß√£o algor√≠tmica.

Por press√£o regulat√≥ria, as big techs come√ßam a nos dar alternativas √† recomenda√ß√£o autom√°tica de conte√ļdo. √Č uma √≥tima oportunidade de combater a fal√°cia da superioridades dos algoritmos opacos apenas porque passamos mais tempo nessas vers√Ķes, como se rolar a tela sem ver o tempo passar ‚ÄĒ ou seja, o v√≠cio ‚ÄĒ fosse sin√īnimo de prefer√™ncia ou mesmo algo saud√°vel e/ou desej√°vel.

O Bluesky, apesar dos alertas que sua estrutura corporativa e o envolvimento do ex-CEO do Twitter geram, traz √† mesa uma ideia interessante, a da ‚Äúescolha algor√≠tmica‚ÄĚ.

Quem est√° no Bluesky tem um mercado de feeds √† disposi√ß√£o, criados e distribu√≠dos pelos pr√≥prios usu√°rios. Os feeds personalizados modulam a organiza√ß√£o e apresenta√ß√£o do conte√ļdo com que o usu√°rio se depara. Tomara que vire tend√™ncia.

***

Não acho que o problema dos feeds cronológicos seja a ordem dos posts, como alegam as empresas. Pelo contrário: a ordem cronológica é uma vantagem. Ela facilita a orientação.

O feed cronol√≥gico tem um problema, que √© o excesso de conte√ļdo. A troca pelo de recomenda√ß√Ķes algor√≠tmicas, hoje padr√£o em todas as redes sociais comerciais, resolveu esse problema, sim. S√≥ que n√£o era a √ļnica forma de resolv√™-lo. Talvez n√£o fosse nem a melhor.

Quando o TikTok levou a recomenda√ß√£o algor√≠tmica ao extremo, mostrando conte√ļdo de gente que o usu√°rio n√£o segue, livre da amarra das conex√Ķes, dos ‚Äúamigos‚ÄĚ, ficou evidente que o intuito do algoritmo n√£o era (apenas) organizar o que importa ao usu√°rio final. Antes disso, √© fazer as pessoas passarem mais tempo consumindo conte√ļdo e an√ļncios.

Um caminho alternativo para o problema do excesso de conte√ļdo √© o dos filtros.

Nessa proposta, a diferen√ßa entre filtros e a ‚Äúescolha algor√≠tmica‚ÄĚ do Bluesky √© que o primeiro estaria sob o controle absoluto do usu√°rio, incluindo as fontes do conte√ļdo, seria transparente e f√°cil de manipular.

‚ÄúPosts de quem posta menos de uma vez por dia‚ÄĚ; ‚Äúposts de pessoas, sem empresas‚ÄĚ (e vice-versa); ‚Äúposts de perfis com menos de 10 mil seguidores‚ÄĚ (sem influenciadores); ‚Äúapenas posts originais, sem compartilhamentos/RTs‚ÄĚ s√£o alguns exemplos √ļteis.

Quando as pessoas manifestam que preferem feeds cronol√≥gicos, suspeito que o que elas querem dizer √© que gostariam de receber o conte√ļdo de todas (ou da maioria) das fontes/contas/perfis que escolheram acompanhar.

O algoritmo opaco jamais entrega todo o conte√ļdo. √Č sempre um recorte que mant√©m a ilus√£o de que o melhor ainda est√° por vir, atr√°s de s√≥ mais um ‚Äúarrastar e soltar para atualizar‚ÄĚ, s√≥ mais um, s√≥ mais um‚Ķ

Inteligência artificial no banco dos réus

Um escritório de advocacia da Califórnia, processou a OpenAI e o Google por infringirem direitos autorais e a privacidade no treinamento dos seus chatbots, ChatGPT e Bard.

Em outra ação, a comediante e escritora Sarah Silverman e outros escritores processaram a OpenAI e a Meta pelo mesmo motivo. Aqui, a alegação é de que as empresas usaram cópias piratas de seus livros, de repositórios como Z-Library e Biblotik, para treinarem os algoritmos do ChatGPT e LLaMA.

Continue lendo “Intelig√™ncia artificial no banco dos r√©us”

YouTube pressiona Invidious por uso de APIs; Invidious responde que n√£o usa APIs do YouTube.

Bastou que Elon Musk abrisse a porteira da mesquinharia no Twitter para que outros executivos seguissem o mau exemplo.

Depois do Reddit, agora é a vez do YouTube. A plataforma de vídeos do Google enviou um e-mail ao projeto Invidious acusando-o de violar os termos de serviço da sua API.

(O Invidious √© um ‚Äúfront-end‚ÄĚ alternativo para o YouTube, mais leve e sem c√≥digos de rastreamento nem an√ļncios. Veja este v√≠deo para entend√™-lo.)

A mensagem padr√£o ignora que o Invidious n√£o acessa APIs do YouTube. A resposta de um dos mantenedores do projeto foi bem direta:

Eles não entendem que nunca concordamos com nenhum de seus termos de uso/políticas, eles não entendem que não usamos a API deles.

E agora?

As coisas continuarão normalmente até não dar mais.

Via @iv-org/GitHub (em inglês).

Desavenças internas e ameaças externas envolvendo IA colocam Google contra a parede.

O Google ainda parece estar atordoado com o atropelo da OpenAI e seu ChatGPT. Duas reportagens nos √ļltimos dias mostram desaven√ßas internas e dificuldades em lidar com as novas e s√©rias amea√ßas que rondam a empresa nesses tempos de intelig√™ncias artificiais.

Em uma, da Bloomberg, a reportagem conversou com alguns funcionários e ex-funcionários do Google para mostrar como o lançamento desastrado do Google Bard ignorou diversos alertas e pedidos por um adiamento, do setor de ética a funcionários comuns.

O Google jogou no lixo anos de trabalho em salvaguardas e cuidados no uso de IA frente a uma ameaça corporativa. Não que seja surpresa, mas o episódio dá uma dimensão do que realmente importa dentro dessas empresas.

A outra, do New York Times, revela o ‚Äúp√Ęnico‚ÄĚ que se instalou dentro do Google em mar√ßo diante da not√≠cia de que a Samsung estaria cogitando trocar o Google pelo Bing, da Microsoft, como motor de busca padr√£o em seus celulares. Estima-se que essa parceria renda US$ 3 bilh√Ķes por ano ao Google.

B√īnus: uma m√ļsica viral, com vocais de Drake e The Weekdn criados por uma intelig√™ncia artificial, colocou o YouTube (que √© do Google) em um dilema existencial: ao tirar do ar a can√ß√£o, a pedido da Universal (gravadora que representa Drake), o Google diz implicitamente que trabalhos derivativos de IAs ferem direitos autorais, abrindo um precedente que coloca em risco as suas pr√≥prias IAs. Se n√£o fizer nada, compra briga com a ind√ļstria fonogr√°fica. No The Verge h√° um √≥timo artigo acerca desse assunto.

Às redes sociais, a culpa que lhes cabe

Logo após os eventos de 8 de janeiro em Brasília, a imprensa correu para noticiar que os terroristas haviam se organizado por redes sociais e aplicativos de mensagens.

Milh√Ķes de brasileiros, bilh√Ķes de pessoas usam redes sociais e aplicativos de mensagens todos os dias para se comunicar, trabalhar, cuidar das suas vidas e, tamb√©m, cometer crimes.

Dito isso, estranho seria se os terroristas não tivessem se organizado no digital. Fariam como? Por cartas? Telefone? Sinais de fumaça?

Continue lendo “√Äs redes sociais, a culpa que lhes cabe”

Os principais rivais do Spotify finalmente oferecem retrospectivas personalizadas aos usu√°rios.

O Spotify teve uma ideia genial em dezembro de 2016: uma retrospectiva baseada nos h√°bitos de consumo dos pr√≥prios usu√°rios. Desde ent√£o, o Spotify Wrapped virou uma esp√©cie de celebra√ß√£o anual da vigil√Ęncia tecnol√≥gica m√ļsica.

Demorou, mas enfim o recurso foi copiado por todos os principais rivais do Spotify. Em 2022, Apple Music, Deezer e YouTube Music lançaram suas próprias retrospectivas personalizadas aos usuários.

YouTube desmonetiza canais da Jovem Pan por ‚Äúrepetidas viola√ß√Ķes‚ÄĚ de pol√≠ticas contra desinforma√ß√£o.

O YouTube desmonetizou todos os canais da Jovem Pan nesta quarta (23) por iniciativa pr√≥pria, ou seja, sem ser provocado pela Justi√ßa. A’O Globo, a plataforma de v√≠deos do Google justificou a decis√£o afirmando que o programa ‚ÄúOs Pingos nos Is‚ÄĚ:

Incorreu em repetidas viola√ß√Ķes das nossas pol√≠ticas contra desinforma√ß√£o em elei√ß√Ķes e nossas diretrizes de conte√ļdo adequado para publicidade, incluindo as relacionadas a quest√Ķes pol√™micas e eventos sens√≠veis, atos perigosos ou nocivos, al√©m de outras pol√≠ticas de monetiza√ß√£o

Teria sido uma grande decisão se tomada meses, anos atrás, quando esse e outros canais já infringiam regras da plataforma e o YouTube/Google, em vez de punir a Jovem Pan, promovia os canais da emissora em seu algoritmo de recomendação. Via O Globo.

YouTube testa limitar vídeos em 4K a pagantes.

Alguns usu√°rios do YouTube t√™m relatado (Twitter, Reddit) que a plataforma de v√≠deos est√° limitando o acesso a altas resolu√ß√Ķes, como 4K, para quem n√£o paga.

Ao expandirem o seletor de resolu√ß√£o, dentro do player de v√≠deo, as resolu√ß√Ķes acima de 1440p exibem um ‚ÄúPremium‚ÄĚ embaixo ‚ÄĒ em alguns casos, ‚ÄúPremium ‚ÄĒ Toque para atualizar‚ÄĚ.¬†No Brasil, o YouTube Premium custa R$ 20,99 por m√™s.

Por se tratar de um teste, não é possível saber no momento se o YouTube de fato tornará a exibição de vídeos em 4K um recurso pago.

Não é a primeira restrição técnica que o YouTube considera para incrementar sua assinatura paga. Recursos nativos dos sistemas, como ouvir vídeos com a tela do celular bloqueada e o modo PIP (picture-in-picture), por exemplo, são condicionados à assinatura paga.

Existem algumas maneiras de burlar tais limita√ß√Ķes, especialmente em computadores. Via MacRumors (em ingl√™s).

Bot√Ķes de feedback negativo do YouTube s√£o meio que de enfeites, aponta estudo da Mozilla.

A Mozilla conduziu uma pesquisa para atestar a efetividade das ferramentas de feedback negativo do YouTube, aquelas em que o usu√°rio sinaliza n√£o ter gostado ou n√£o querer mais recomenda√ß√Ķes similares.

Sem surpresa, o resultado √© p√©ssimo (√≠ntegra em PDF). A mais efetiva, a sinaliza√ß√£o ‚ÄúParar de recomendar este canal‚ÄĚ, s√≥ preveniu 43% de novas recomenda√ß√Ķes erradas. A pior, o bot√£o de n√£o curti, apenas 11%.

O YouTube, via porta-voz, reclamou que a Mozilla ‚Äún√£o entende‚ÄĚ o funcionamento da plataforma, que n√£o tem por objetivo remover por completo qualquer canal ou tipo de v√≠deo. Acho que a Mozilla entende muito bem e esse √© o problema: as ferramentas de controle do YouTube s√£o ruins. Essa sensa√ß√£o foi confirmada por entrevistas qualitativas que os pesquisadores fizeram com uma amostragem dos usu√°rios volunt√°rios que ajudaram no estudo.

Os bot√Ķes de feedback negativo do YouTube parecem com aqueles bot√Ķes f√≠sicos de sem√°foro de pedestres ‚ÄĒ n√£o funcionam. Qualquer um que j√° tentou extirpar um canal popular indesejado do algoritmo de recomenda√ß√Ķes do YouTube sabe disso. Via Mozilla, The Verge (ambos em ingl√™s).

YouTube vai dividir receita de an√ļncios com criadores de Shorts (v√≠deos curtos).

O YouTube deu um passo importante na briga dos v√≠deos curtos. Nesta ter√ßa (20), a plataforma de v√≠deos do Google anunciou que, a partir de 2023, dividir√° a receita de an√ļncios veiculados nos Shorts com os criadores de conte√ļdo. Esses ficar√£o com 45% do valor. Nem TikTok, nem Instagram dividem receita de publicidade com os criadores.

O an√ļncio traz outras novidades:

  • Uma nova faixa do programa de parcerias, com crit√©rios mais baixo, que d√° acesso a algumas ferramentas de monetiza√ß√£o;
  • Licenciamento e divis√£o de receita publicit√°ria de m√ļsicas comerciais.

O lance das m√ļsicas j√° est√° em beta nos Estados Unidos e chegar√° a mais pa√≠ses em 2023. As novidades dos Shorts chegam em 2023. Via YouTube (em ingl√™s).

YouTube exibe at√© 10 (!) an√ļncios antes dos v√≠deos.

Sabe aqueles an√ļncios n√£o pul√°veis de 6 a 15 segundos que o YouTube exibe antes dos v√≠deos? Alguns usu√°rios t√™m relatado verem at√© dez (!) deles em sequ√™ncia.

Entendo que a crise bateu e o Google quer vender assinatura do YouTube Premium, mas calma lá. Isso aí é um abuso.

Na TV √© dif√≠cil ignorar os an√ļncios do YouTube sem morrer em R$ 20 por m√™s, valor da mensalidade do YouTube Premium. No computador e em celulares, por outro lado, d√° para fazer. Via 9to5Google (em ingl√™s).

Redes sociais n√£o dizem se est√£o investindo em modera√ß√£o para as elei√ß√Ķes 2022.

A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

Telegram n√£o respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, n√£o responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as elei√ß√Ķes dedica ‚Äúmais esfor√ßos desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas‚ÄĚ. Via Folha de S.Paulo.