A falta de privacidade — planejada e acidental — do Zoom

É um tanto difícil falar em vencedores durante uma pandemia, mas, se nos permitirmos esse exercício, o Zoom, empresa norte-americana que oferece um serviço de videochamadas via internet, entraria fácil nessa seleção.

O sucesso estrondoso do Zoom se funda em dois aspectos: a facilidade de uso — basta ter um link para entrar em uma conversa — e a qualidade da imagem e som, que decorre diretamente da obsessão em manter a latência abaixo de 150 ms, aquele “atraso” do áudio em relação ao vídeo, mesmo em salas lotadas — o sistema suporta até 100 participantes em uma chamada, e até 1 mil no modo webinar, em ambos com recursos avançados como compartilhamento de tela, enquetes e espelhamento em plataformas de streaming (YouTube, Facebook).

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É impossível saber quais apps e sites respeitam a nossa privacidade

Neste podcast eu falo do mercado de kiwis e de startups para argumentar que é impossível saber o que aplicativos e sites fazem com os nossos dados. No final, indico dois filmes, um espanhol e um brasileiro. Continue lendo “É impossível saber quais apps e sites respeitam a nossa privacidade”

Suas newsletters favoritas têm um problema de privacidade

Entra ano, sai ano, as newsletter “retornam” como a nova-velha ferramenta de comunicação por excelência na internet1. Nessas movimentações sazonais, um detalhe importante jamais é mencionado: há uma falha de privacidade comum à maioria das newsletters. É preciso falar dela.

O e-mail, espaço onde as newsletters são recebidas e lidas, é tecnologicamente rudimentar se comparado à web e aos aplicativos de celulares. As mensagens podem ser criadas em texto puro, como os textos salvos no Bloco de notas, ou em HTML, mesma linguagem das páginas web, só que com limitações severas: elas não executam as chamadas linguagens dinâmicas, como JavaScript e PHP, que na web viabilizam páginas ricas, elementos interativos e a dose cavalar de scripts de monitoramento e vigilância que se tornaram lugar comum na última década.

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Pixels de rastreamento: Como o Facebook e outras empresas sabem quais sites você visita

Passei algum tempo explicando a um repórter como anunciantes rastreiam as pessoas na internet. Nós nos divertimos muito olhando juntos as ferramentas de desenvolvimento do Firefox (não sou especialista em privacidade na internet, mas sei como usar a aba de rede nas ferramentas de desenvolvimento!) e aprendi algumas coisas sobre como o rastreamento de pixels funciona na prática!

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4 dicas para ter mais privacidade no WhatsApp

De um simples app de mensagens via internet que substitui o SMS, o WhatsApp transformou-se, em lugares como o Brasil, na principal ferramenta de comunicação de muita gente. A popularidade trouxe de carona excessos e abusos, situações que, segundo esta reportagem da Folha, podem gerar ansiedade nos mais jovens e pressão em funcionários abordados por seus chefes fora do horário de trabalho.

Não existe fórmula mágica, mas algumas medidas podem amenizar os estragos do WhatsApp para quem o aplicativo se tornou uma fonte de problemas. Abaixo, algumas dicas para reforçar a privacidade no app e recuperar o controle no seu uso.

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Se a vigilância é o novo normal, deveríamos ter o controle dos nossos dados

No fim da década de 1980, o Partido Democrata dos Estados Unidos já tinha decidido quem seria seu candidato à Casa Branca para a eleição de 1988. Tudo indicava que, após oito anos de governo do republicano Ronald Reagan, era hora dos democratas voltarem à presidência. Não era só o momento que era favorável. Vencedor das primárias do partido, o senador Gary Hart personificava a figura perfeita. Se um marqueteiro lapidasse um candidato ideal, ele seria Hart, a começar pelo visual: com 51 anos, sorriso fácil e um cabelo raro para a idade, Hart era aquele jovem senhor que desfila charme por aí. Alguns democratas viam nele uma nova encarnação da mística de John Kennedy, presidente assassinado 25 anos antes.

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VPN como fator de segurança: Para que serve e quando usá-la

Estar seguro na internet, hoje, não depende mais apenas do indivíduo, mas ainda assim existem medidas que cada um de nós pode tomar para mitigar os riscos. Uma muito alardeada nos últimos anos é o uso de uma VPN, sigla em inglês para “rede privada virtual”, mas você sabe o que é e para que serve uma?

“Especialistas costumam falar: ‘use VPN para sua segurança’, e muitas vezes a gente não explica ou não entra nos detalhes técnicos que nos levaram a concluir que uma VPN é uma forma segura de você se comunicar”, reconhece Fabio Assolini, pesquisador de segurança sênior da empresa de segurança Kaspersky. Pois bem, vamos falar de VPN, então.

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