Tablets sobre uma bancada.

Tablets: amor para a vida toda ou apenas um caso rápido?


16/4/14 às 10h52

Os rumores que antecederam o lançamento do iPad, em 2010, traziam de carona comentários bem céticos. Muitos chamavam o tablet, sem conhecê-lo, de “iPodão”, e questionavam por que alguém iria querer um iPod gigante ou mesmo como ele se encaixaria na vida de alguém que já tivesse um smartphone e um notebook.

O iPad surgiu e, dos detratores, poucos sobraram. Muita gente reviu suas conclusões prematuras e, mesmo sem conseguir chegar a motivos racionais, enxergou o valor intrínseco do tablet. É difícil mesmo explicar a utilidade de um tablet, mas ela existe e qualquer pessoa que já correu os dedos por uma tela com quase o dobro do tamanho da de um phablet sabe que aquilo ali é, no mínimo, diferente.

Passados quatro anos da apresentação do tablet moderno, o segmento dá os primeiros sinais de desaceleração. Entre entusiastas, onde o conceito já se firmou, muitos que aderiram ao equipamento começam questioná-lo. No mainstream, ainda falta informação; aquelas mesmas dúvidas pré-lançamento do iPad não foram totalmente sanadas, ou de forma clara, para todos.

Afinal, tablet é apenas uma paixonite temporária, ou é amor para a vida toda?

A falta de interesse pelo tablet

Dedo tocando a tela de um tablet.
Foto: ebayink/Flickr.

Uma pesquisa da Kantar Worldpanel ComTech conduzida com norte-americanos no último trimestre de 2013 constatou que 53% dos entrevistados não pretende adquirir um tablet nos próximos 12 meses e que 34% não tem certeza se o fará. Matemática básica, do total apenas 13% afirmam estar em seus planos a compra ou troca de um tablet em 2014.

Os números, obtidos no maior mercado de tecnologia de consumo do mundo, chamam a atenção. Os oficiais das empresas, embora não pintem um cenário ruim, também dão sinais de que o ritmo diminuiu. No último trimestre fiscal do ano passado a Apple vendeu 14,1 milhões de unidades do iPad, número ligeiramente superior ao mesmo período de 2012 mesmo com a linha revigorada com o iPad Air e iPad mini com tela Retina reforçando o time. A Samsung não revelou números exatos, mas disse, em seu relatório do mesmo trimestre (PDF), ter observado um aumento nas vendas das suas linhas Tab e Note em decorrência do Natal, e que pretende “(…) intensificar a competitividade dos preços” no primeiro trimestre de 2014. Preço, como veremos a seguir, é um fator-chave no momento.

Não são dados alarmantes, mas que se distanciam das altas expectativas, quase sempre alcançadas na prática, de anos anteriores. Traçando um paralelo com smartphones, essa possibilidade de estagnação despontou bem mais cedo nos tablets.

O que um tablet faz?

A mesma pesquisa mostrou também que é preciso explicar melhor ao consumidor sem perspectivas de aquisição para que serve um tablet. Embora apenas 4% dos consultados não tenham ideia do que é esse dispositivo, 67% entre os que não têm planos de adquirir um no próximo ano reconheceu saber pouco sobre ele — e isso inclui, claro, desconhecimento sobre o que ganhariam levando um para casa.

Os departamentos de marketing tentam explicar, com comerciais tanto práticos quanto lúdicos, esses casos de uso. Não é uma tarefa fácil, já que um tablet depende de vários fatores (apps, rotina do usuário, configuração familiar) e pode ser um punhado de coisas para cada um de nós. Até câmera, como vende a Apple em um comercial recente do iPad Air:

Outras, como a Samsung, apostam na pegada artística, em muito beneficiada pelo suporte a stylus da linha Galaxy Note:

Sem falar, claro, nas possibilidades mais mundanas, como jogos, leitura e vídeos, o tipo de uso que qualquer dono de tablet conhece e muito provavelmente faz, ou ainda como segunda tela enquanto assiste TV, hábito que divide com celulares e que vem ganhando força — nos EUA uma pesquisa da Nielsen constatou que cerca de 70% dos telespectadores têm à mão uma segunda tela quando estão na frente da TV.

Existem ainda os cenários específicos, sendo o mais comum o educacional. Entre profissionais da saúde, a adoção do tablet vem aumentando. Esses e outros locais e aplicações focalizadas são onde a flexibilidade do tablet brilha e dão a esperança de que há não um, mas vários mercados potenciais bem específicos pouco ou ainda não explorados. Locais para crescer. Tanto que Tim Cook aposta no meio corporativo para que a Apple continue lucrando com o iPad.

Consultei alguns leitores do Manual do Usuário para saber o que eles fazem com tablets. A maioria afirma usá-los com frequência, principalmente para atividades que envolvem leitura. André Catapan, 22 anos, pesquisador e mestrando em Engenharia de Produção, disse ler muito no seu iPad Air, tanto para suas pesquisas quanto por lazer. “[Leio sobre] artigos online, geralmente sobre política, filosofia e tecnologia, minhas principais áreas de interesse. Posso dizer que foi o principal motivo para comprar o iPad Air, nunca me dei bem lendo grandes textos na tela widescreen de um notebook.” Ele ainda acessa redes sociais, apps de vídeo (Netflix, YouTube) e eventualmente joga alguma coisa.

O perfil de uso do André é muito semelhante ao meu. Dois anos depois de adquirir um iPad, sempre recorro a ele para ler o que salvei no Pocket e dar uma passada no Facebook e Twitter com mais conforto. A tela grande e o acesso imediato, característica essa ressaltada pelo João Paes Neto, 22 anos, auxiliar administrativo e dono de um iPad de 4ª geração, são convidativas a sessões curtas de uso. O tablet se insere, como Steve Jobs deixou claro na apresentação do primeiro iPad, entre a facilidade de uso do smartphone e o poder do computador.

Surface Pro na minha mesa de trabalho.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Outros leitores disseram ter substituído notebooks parcial ou completamente pelos tablets. O Windows 8, que aposta muito em conversíveis e híbridos, misturas entre notebooks e tablets, é a vedete dessa abordagem, é declaradamente “bipolar” e se vende como uma solução para entretenimento e trabalho. Nesse contexto o Surface, tablet da própria Microsoft, é o que melhor personifica a proposta. Mesmo com diversas falhas ele tem seu público, no qual está Igor Paes, outro leitor, 34 anos e analista de TIC:

“Substituí meu PC e meu notebook por ele [Surface Pro 2]. O uso mudou, pois antes o via como um desktop pra jogar e um notebook que utilizava pra navegar, escrever meu relatórios no trabalho e tal. Com o tempo, fui descobrindo a leitura através dele, tanto de livros como de notícias (Flipboard, por exemplo), joguinhos touch screen e fotografia (redes sociais e edição). Minha cabeça estava tão acostumada com o formato mouse e teclado que, ao deixar a type cover de lado, passei a usá-lo de outras formas, como descrevi um pouco acima.”

Gustavo Vieira, 36, consultor de gestão empresarial, escreve, edita e gerencia seu blog, o Espinafrando, integralmente através de um iPad mini com tela Retina. Ele também recorre ao tablet para ler gibis, acessar redes sociais e Internet Banking: “O futuro do tablet é ficar cada vez mais onipresente no dia-a-dia. Posso dizer que ele praticamente substituiu o uso de computador lá em casa, que vive sempre desligado”.

Esses dois casos ainda são raridades, e talvez nunca se tornem mais que isso. É bem verdade que artigos e apps mostrando o lado produtivo dos tablets são fáceis de encontrar, e coisas como o Office para iPad buscam reforçar esse posicionamento. O esforço em adaptação, porém, soa paradoxal à ideia de facilidade de uso que se tem dos tablets. Aprender a digitar rápido na tela, migrar fluxos de trabalho para os padrões simplificados do iOS/Android, encontrar os apps certos… É mais fácil continuar com o notebook, e melhor ainda se for um Ultrabook rápido e leve.

A linha tênue que separa tablets de phablets

Galaxy Note 3 e sua tela de 5,7 polegadas.
Foto: Kārlis Dambrāns/Flickr.

O nome phablet, que surgiu quase como uma piada interna, pegou, e por um bom motivo: ele engloba uma categoria à parte de smartphones, uma com telas enormes. Com os últimos lançamentos dos topos de linha, todos com telas de 5 polegadas ou mais, essa divisão faz cada vez menos sentido.

O grande apelo de um tablet é a tela maior, bem maior que a dos smartphones. Das 3,5 polegadas do iPhone até a versão 4S para as 9,7 do iPad, há uma distância considerável. Já entre as 5,1 polegadas do Galaxy S5 e as 7 do Galaxy Tab 3…

O caminho contrário ao comentado acima, da união entre tablets e notebooks, também existe e é mais ameaçador à existência do tablet. A distância entre ele e smartphones, que antes justificava a compra dos dois equipamentos, encolheu com o tempo e isso pode ter impactado a noção de necessidade de um tablet que, sejamos sinceros, nunca foi lá muito forte. Mesmo a Apple diminuiu o espaço que separa seus equipamentos: o iPhone cresceu (4 polegadas a partir do iPhone 5) e o iPad diminuiu com a versão mini, para 7,9 polegadas.

Como telas grandes são o novo chamariz dos smartphones a despeito de outras especificações, mesmo quem centra suas escolhas no preço tem opções. De modelos intermediários, como Galaxy Gran Duos e Xperia C, chegando até a uns bem baratos, com o Nokia XL, a tela grande deixou de ser luxo de quem pode gastar muito com telefonia móvel.

A Huawei, no último MWC, anunciou o MediaPad X1 com uma proposta ousada: ser um dispositivo híbrido, smartphone e tablet ao mesmo tempo. Com tela de 7 polegadas e uma moldura finíssima, não duvido de que o conceito pegue e, em um futuro bem próximo, seja replicado por outras fabricantes. O mercado parece sedento por telas enormes que fazem ligação. Qual o limite? Eu não me arrisco a chutar.

Preços para baixo e mercados emergentes remediam a situação

O iPad mini tem tela de 7,9 polegadas.
Foto: Apple.

A pesquisa citada no início desta matéria trouxe outro ponto-chave na relação entre tablets e consumidores: o preço. 47% dos que estavam incertos sobre a compra de um tablet e 25% dos que não pretendem adquirir um acham tablets caros.

A explosão de modelos abaixo dos US$ 300 no final de 2012 e o sucesso que eles fazem, levando até a Apple a lançar uma versão encolhida e mais em conta do iPad, indicam que há, de fato, muita sensibilidade em relação a preços.

A alavancada nas vendas de tablets Android se deve em muito a esse fator. Ano passado, a plataforma ultrapassou o iPad em volume e faturamento, e essa inversão é creditada à inundação do mercado com modelos pequenos e baratos. E alguns muito baratos, a ponto de não serem recomendados por ninguém sério (você recebe pelo que paga) e, o mais curioso, posicionados como TVs/telas portáteis para vídeo.

No Brasil, tablets sérios disputam a atenção do consumidor com esses modelos super baratos de marcas desconhecidas ou, quando conhecidas, montados na China a partir de um projeto genérico e apenas marcados com o logo das empresas locais quando chegam aqui. Há uma disparidade enorme não só no valor pago, mas também e principalmente na qualidade e nas possibilidades que o dispositivo abre.

Uma pesquisa recente da Mobile Marketing Association/Nielsen Ibope revelou um aumento de 312% nas vendas de tablets no varejo brasileiro em 2013. Mas quais tablets?

Os resultados de outra pesquisa, essa realizada pelo IDC no segundo semestre do ano passado, ajudam a responder a pergunta acima. Eles apontaram aumento de 151% nas vendas desse tipo de equipamento em relação ao primeiro semestre, número em muito beneficiado pelos tablets “baratinhos”, como escreveu Claudia Tozetto no iG. De todos os modelos vendidos no período, 1,9 milhão, 55% custavam menos de R$ 500. Pedro Hagge, do IDC, explica o fenômeno brasileiro:

“O Brasil é um mercado em ascensão para os tablets, com grande parte dos usuários comprando seu primeiro dispositivo. Nosso mercado continua muito sensível a preços, e os tablets são acessíveis para o poder aquisitivo do consumidor brasileiro, representando uma opção viável de sistema para uso básico e acesso à Internet.”

Da mesma forma que demoraram para chegar aqui, o desaquecimento nas vendas de tablets também será sentido mais tarde no Brasil. E com a falta de alternativas (Chromebooks são inexplicavelmente caros, notebooks de entrada, além de não serem baratos, são ruins), não será espantoso se mercados emergentes acabarem sustentando por um tempo maior as margens desse tipo de equipamento.

O efeito colateral dessas peculiaridades locais é que quem vai às compras e acaba pegando um modelo baratinho, sem pesquisar antes, nem testá-lo, corre o risco de acabar com um aparelho lento e repleto de deficiências, que faz o desfavor de apresentar a plataforma a quem mais se beneficiaria dela da pior maneira possível.

Equilibrar preço e qualidade é uma equação ingrata, porém não impossível. Mesmo no mercado local há tablets que, vá lá, não são um iPad, mas quebram o galho por algumas centenas de Reais a menos. O problema, novamente, é identificá-los. Por fora, um Asus MeMO Pad HD7 não difere muito de um xing-ling ruim; já por dentro…

Uma moda que demorou a passar ou o futuro ainda inexplorado?

Homem usando um tablet.
Foto: ebayink/Flickr.

Talvez você esteja, agora, com uma visão apocalíptica do mercado de tablets na cabeça. Se for o caso, peço desculpas. Não era a intenção. Apesar de uma possível estagnação no horizonte, eles continuam sendo uma força no segmento móvel e seguem mais saudáveis que outras áreas, como a de notebooks. Sem falar no potencial de mercados emergentes, como o Brasil, ainda maravilhados pelo fator novidade e que seguem comprando muito.

Mas o sinal de alerta deve estar aceso, mesmo que no nível mais baixo, nas empresas que os fabricam. Quando até gente da indústria como Zal Bilimoria, ex-Netflix, hoje na Andreessen Horowitz, uma das empresas de capital de risco mais conceituadas dos EUA, sentencia que o amor pelos tablets acabou e traz dados da Netflix que sustentam seu ponto na prática, é sinal de que algo mudou.

Tablets são incríveis, eles só têm o problema de disputar a atenção com coisas ainda mais incríveis, os smartphones. Há espaço para eles nas nossas vidas? Sim, só que esse espaço talvez não seja tão grande quanto se imaginou a princípio.

Foto do topo: Martin Voltri/Flickr. Agradecimentos a todos os leitores que bateram um papo sobre o uso que fazem de tablets: João Paes Neto, Pedro Maia, André Capatan, Flávio Ricardo, Rodrigo Sabino, Thiago Brito, Igor Paes, Rafael Duarte, Gustavo Vieira, Pedro Simões, Pedro Dal Bó, Nelson Souza, Paulo Higa, Gabriel Arruda e Joel Nascimento Jr. Valeu!

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23 comentários

  1. A Apple havia deixado bem claro qual seria o papel do tablet no uso diário. As concorrentes quiserem inventar moda pra oferecerem diferenciais que não alcançaram as expectativas. Agora querem questionar sua utilidade. Eu uso meu iPad dentro de sua proposta e ele me atende muito bem.

  2. Eu, como muitos outros, também comprei o iPad por “impulso”, sem saber ao certo a utilidade que ele teria. Hoje, uso principalmente para leitura, seja de artigos técnicos em saúde (minha área) ou de textos casuais (como os do Manual do Usuário). Algumas poucas vezes, uso para jogos casuais em sessões curtas.

    Lendo o seu texto, lembrei das várias ocasiões em que, em busca de alguma leitura trivial ou mesmo de um tema específico, me deparei com a dúvida de que dispositivo usar: iPad ou Macbook Air. Quase sempre optei pelo que estava mais perto de mim, e acho que a tarefa fluiu como planejada. Por outro lado, houve vezes em que abandonei a mesma tarefa iniciada num gadget para conclui-la em outro, com poucos prejuízos.

    Então, acho que os tablets estão aí preenchendo pequenas lacunas na vida dos usuários. Não são específicos para nenhuma atividade, mas executam várias delas com relativa facilidade.

  3. Realmente hoje em dia para muitos o tablet não produz, apenas consome.

    Digo isso como experiencia mesmo, na minha área o tablet não funciona muito bem como produtor de conteúdo, mas pessoalmente ele é um ótimo consumidor. Sou usuário da plataforma Android e a única utilidade real que meu tablet (Nexus 10) não atende é na parte de organização financeira em casa. Utilizamos muito o Excel e ainda não tem uma ferramenta de qualidade que possa competir com esse software, por isso utilizamos ainda o notebook que temos em casa.
    Mas isso pode mudar a qualquer momento se lançarem uma boa versão do Office para tablets Android.

    Outras atividades minhas são todas feitas ora no smartphone, ora no tablet, não vejo o site do meu banco faz tempo, os aplicativos são muito mais práticos e não preciso me preocupar com guardião e outras compatibilidades de Java.

    Esse pode ser o futuro, um ponto de equilíbrio onde o usuário irá buscar o produto que atenda mais suas necessidades, talvez o computador continue em casa, mas ficará restrito a atividades específicas do usuário, ou até o tablet migre para isso. Só o tempo dirá!

    1. O QuickOffice ou afins atendem sua necessidade de edição de planilhas no Nexus? Se fosse um iPad, teria também o próprio Excel, recém lançado.

      Eu também faço meu controle financeiro em planilhas, mas no meu caso elas são bastante simples a ponto de eu fazê-las no Google Drive. Prefiro fazer as edições na versão web, pelo computador mesmo, mas a versão para tablet é quase tão boa quanto.

  4. O ipad foi, no meu caso, um libertador. Com ele pude passar a consumir conteúdo no sofá da sala ou na cama, ao invés de ficar na frente do desktop. É de longe minha compra mais útil. Atualmente temos 3 ipads (2, 2, 3) em casa, cada um tem o seu. Eu acredito que o esfriamento no desejo de adquirir um tablet no futuro se deva ao fato que eles demoram a envelhecer, conforme o uso que se faz dele. Não tenho pq trocar o meu nem o da minha esposa e filha num futuro próximo, mesmo havendo modelos mais modernos no mercado. Eles nos atendem muito bem.

  5. Belo texto Rodrigo!
    Eu ainda nao sou usuario. Esperei o Xperia Tablet Z chegar e devido ao preço altissimo optei por um ultrabook.
    No momento o ultrabook e o Moto D1 me suprem muito bem, mas não descarto comprar um tablet futuramente justamente para leitura.

    Já notou como esses tablets baratos vendem muito em empresas?
    É muito comum ver vendedores usando esses taparelhos. Alguns são muito ruins, é claro, mas cumprem bem o papel de realizar pedidos e enviar para a matriz. Tanto o custo de desenvolvimento quanto o de hardware fica muito baixo comparado a soluçoes da concorrência (aka Apple).

    Espero que logo tenham mais aparelhos com Windows x86 no mercado. A emissão de NFe tornaria o comércio de rua muito mais pratico.

  6. A matéria ficou muito bacana, fico feliz em ter ajudado/participado.

    Realmente é difícil “chutar” um futuro para os tablets, mas eu, como resolvi entrar em cabeça nessa história de “um dispositivo para tudo”, estou bastante satisfeito com minha aquisição. Um único dispositivo usado para jogar games como DCUO e Batman Arkhan Origins, leitura, redes sociais e, quando preciso no trabalho, uso para acessar roteadores, switches, rádios, etc. Não conseguiria fazer isso com um tablet com Android ou iOS, por exemplo. Mas tenho amigos que usam de forma muito harmônica notebooks e tablets, e também estão bastante satisfeitos.

    A matéria tocou num problema bastante recorrente, o de empresas que não sabem vender seus tablets. Digo isso pois conheço vários casos de pessoas que compram um tablet achando que poderão substituir seus notebooks ou PCs, e em pouco tempo ou estão vendendo ou deixam o aparelho jogado num canto. É muito importante saber pra que você vai querer o gadget, para que a experiência de uso seja satisfatória.

  7. Como usuário de um tablet (mais especificamente o Nexus 7), gostei bastante da matéria. Vejo ele, assim como outros citaram acima, como um “lugar para se consumir conteúdo”. É definitivamente mais confortável que o notebook e que o smartphone.
    O ultrabook é, sim, um forte competidor. Mas o monopólio da Intel sobre a produção de chips encarece bastante o produto(mesmo tendo surgido competidores mais baratos recentemente, sua durabilidade/confiabilidade é menor que a dos mais consagrados – e caros).
    Vale ressaltar que a duração da vida útil dos produtos tem voltado a aumentar com a especialização das montadoras e com a maior prática no desenvolvimento de novos modelos. Assim, as falhas (como telas com ângulo de visão ruim, som baixo, lentidão) tem diminuído bastante e feito as pessoas repensarem a necessidade de comprar um novo tablet para si ou para a família. Espero sinceramente que as indústrias não voltem a diminuir a qualidade dos produtos a fim de aumentar vendas, porque isso desestimulará de vez a compra de tablets, ao invés de chamar novos compradores.
    Voltando à questão dos ultrabooks, ainda não é nem prático nem abrangente o mercado de aplicativos de consumo neles(comparado com os tablets), até porque não temos (ainda,rs! O Google sempre nos surpreende!) ultrabooks com Android ou iOS e toda a sua gama de apps.

  8. Eu sou suspeito pra dizer. Fiz uma grande viagem ano passado….. Praticamente tudo dessa viagem foi feito no iPad…do planejamento para a viagem, compras de ingressos, tickets, reserva de hotéis… Tudo via iPad. E ele foi junto para manter a vida em dia (banco, enviar fotos, lazer, etc)

    Além disso, uso mais NetBanking no iPad do que no Macbook ou maquina virtual Windows. Javas e “guardiões” inúteis são coisas do passado.

    Pra trabalhar: Em reuniões levo ele também (ah não ser em casos de apresentar algo office no telão). Uso o Evernote para tudo. Faço conexão remota a servidores com ele.

    No lazer, plugo ele no HDMI (comprei o acessório) da TV na casa de amigos/parentes que não tem tv smart ou caixinhas. Dá pra ver netflix, fotos e videos com toda comodidade. E se não quero nem ver tv, assisto a série nele. No avião tbm. Ah! tenho um modulo de tv digital pra ele. Salvou a pele nesses dias que a tv a cabo saiu do ar em pleno jogo!

    Mas de fato hoje não existe mais linhas definidas que separam certas categorias (s
    smartphones, phablets, tablets pequenos) e a tendência é o hibrido entre notebook e tablet…

    o fato é que estamos vivenciado uma fase da tecnologia em que não dá pra se apegar mais a um modelo…. esses modelos estão sendo mesclados, mudados ou absorvidos (além de esquecidos). Mas não me vejo enfiando algo de 6,7 polegadas no meu bolso e usando isso pra atender ligações. Já acho meu nexus 4 excessivamente grande… Até por isso não tenho um iPad mini… gosto do meu iPad 4 geração… (o ipad que reviveu das cinzas)

      1. Obrigado…
        Tem tanta coisa que uso o iPad que até esqueci de dizer.

        Corro em um campeonato de GT6. Pista a pista, tiro a foto das configurações do carro, e faço anotações para consulta nos treinos ou mesmo na próxima temporada.

        em viagens levo caixas de som e junto com o Rdio ele é a música. Deixar o smart como central de midia em uma festa é horrivel.. ele toca.. e escutar notificações nas caixas de som é bem ruim.

        É minha segunda tela pra Formula 1 (comprei o app)…

        E é meu caderno de receitas na cozinha… tenho alguns apps de receita e o ipad vai pra cozinha comigo. O note tem teclado e farinha normalmente entra no teclado…rsrsrs a tela única do iPad pode ser suja que depois é só limpar. fora a facilidade de operar com a mão suja (sempre sobra um dedo mais limpo.. rs)

        1. Também uso meu iPad como caderno de receitas. Gosto do app gratuito Pepperplate. O Paprika parece bom também, mas o Pepper tem versão web :-).

          1. Eduardo, obrigado pelas dicas…

            Um app que uso, com boas dicas e com receitas de usuarios é o Tudo Gostoso. Fiz uns bons pratos com esse!!

            Abraços

  9. Não é por nada não, mas é o artigo que mais gostei na história do Manual do Usuário (:
    Agora sobre o assunto: Estou usando cada vez mais o iPad para ler pdfs acadêmicos. Uso o Foxit para armazenar, destacar e anotar os arquivos. Infelizmente o iPad é inútil para escrever artigos, mesmo com o Word e tudo mais. Para isso necessito obrigatoriamente de um computador.
    No final de 2 anos espero fazer uma conta do número de páginas que não precisei imprimir e o quanto “economizei” por isso.
    Um dos aplicativos que mais tenho usado no iPad para fins de produtividade é o OneNote. Acho ele um excelente “caderno universitário virtual” e deixo ali todas as minhas anotações acadêmicas.
    Meu experimento exclusivo com o iPad foi interessante, mas sem sucesso. Já estou procurando um notebook. Embora goste muito dos MacBooks, o preço é simplesmente absurdo aqui no Brasil – penso hoje seriamente em comprar um Avell Premier G1310 Max (:

    1. Eu *prefiro* anotar as aulas da faculdade no iPad que no notebook, porque no segundo é muito difícil para copiar desenhos, esquemas, cálculos, etc, só é bom para texto, mas no meu curso, na área de tecnologia, disciplinas puramente textuais são raras. Ele só não serve para as aulas que envolvem programação, banco de dados, essas coisas… a menos que eu use acesso remoto, mas aí prefiro levar meu notebook nessas aulas, ou usar os desktops dos laboratórios.

      Quanto a leitura, eu nunca tive o costume de imprimir o que eu podia ler na tela. Mas detesto ler longos textos (tipo, mais de 2 páginas, haha) na tela do computador, salvo no Pocket para ler no iPad, ou se for PDF leio no PDF Expert. Aliás, editar um PDF fazendo destaques, sublinhados e anotações digitadas e manuscritas é muito mais prazeroso na tela do tablet que no computador.

  10. Primeiramente, excelente matéria. Parabéns.

    Eu tenho um ipad e uso bastante em casa, mas estou fazendo uma pós graduação e tentei usar o ipad nas aulas e não me mostrou ser prático para mim. Portanto, passei a usar nas aulas o meu ultrabook.

    Por isso, concluo, que prefiro tablets apenas para lazer (flipboard, youtube, redes sociais, etc) e ultrabooks para produzir (trabalhar e estudar).

    OBS: meu ipad é o 2, e depois do iOS 7 ele ficou mais lento. Estou pensando em vender, mas não sei se compraria outro para substituí-lo.

  11. Tive um iPad 2 por dois anos e acho sim tablets bastante úteis. Na minha opinião, pra consumir conteúdo eles são excelentes: ler blogs, ver videos, fb e twitter por exemplo. Jogos ou trabalho não são relevantes, já que PCs e consoles fazem melhor. Nunca vi uma criança que não goste de tablet, minha irmã me pedia o tempo todo pra usar, e até hoje ela fala que quer um. Acessar conteúdo imediatamente e com conforto (já que eles combinam bem com um sofá, cama ou mesa) é o verdadeiro nicho dos iPods gigantes.

    Por outro lado, concordo com o issamu na parte: ” Não são tão portáteis como os smartphones, e não tão práticos como um notebook ou, agora melhor ainda, ultrabooks.” , os ultrabooks vão roubar uma parte boa do mercado porque são um intermédio melhor entre o desktop e o smartphone, as pessoas confiam mais na “evolução do notebook” do que no “iPod gigante”.

  12. Tablets são equipamentos ideais para criançada, idosos e pessoas com problemas visuais… Isso corresponde a mais de 60% da população mundial… Então acho que ele tem um futuro promissor

  13. Desde o início dizia que tablets são inúteis. Não são tão portáteis como os smartphones, e não tão práticos como um notebook ou, agora melhor ainda, ultrabooks. Os ultrabooks ficando leves, dando boot num piscar de olhos, e os smartphones crescendo em tamanho, mas não deixando de caber no bolso, deixam todos os tablets no chinelo.

    O tablet só me convenceria se fizesse tudo o que um smart e um ultrabook fazem. Convenhamos, impossível.

    1. Achei que eu tinha escrito este comentário…

      Já existe uma versão do Surface (a PRO?) que oferece estas coisas, não?

      Antes diziam que o notebook sempre seria O Segundo da casa, mas hoje, cada vez mais pessoas utilizam o note como O Primeiro e O Único da casa. O PC virou algo mais para quem joga. É questão de tempo para os tablets mais potentes assumirem este posto. Até lá já devem ter inventado um novo teclado e melhorias nas baterias.

      P.S.: Queria morar na casa do Ghedin. As fotos ficam tão bonitas, é tudo tão arrumadinho… parece até uma casa cenográfica de comercial de margarina da Apple.

      1. O Surface Pro se propõe a ser um tudo em um mesmo, mas não sei se esse caminho é o correto. A nuvem mudou alguns paradigmas importantes e, hoje, com disponibilidade e velocidade cada vez maiores, as suas coisas te acompanham onde quer que você vá.

        No review do ThinkPad 8 do The Verge, o David Pierce toca muito bem nesse ponto:

        “(…) E o ThinkPad 8 pode ser um desktop, mas é mais um tablet. No geral, com algumas exceções notáveis, um bom.

        Não acho que esse seja o futuro, porém. Não caminhamos para um mundo onde quando eu estiver saindo do escritório, desconecto meu tablet do mouse, teclado e monitor de 27 polegadas, para depois plugá-lo em um teclado-dock ou na minha TV quando chegar em casa. Em vez do hardware ser agnóstico em situações, nossas vidas estão se virando agnósticas em hardware. Quando eu abri o ThinkPad 8 pela primeira vez, levei três minutos para deixá-lo do jeito que eu queria: fiz login, abri a Loja [do Windows], clique em ‘Selecionar tudo’ e ‘Instalar’, e o Windows cuidou do resto. Todas as minhas configurações, todos os meus dados, até mesmo minhas credenciais de serviços espera por mim atrás de uma única senha.”

        Obrigado pelo elogio sobre o meu apartamento! É pequenininho, mas tento mantê-lo arrumado e bem cuidado sempre :-)