Quem quer um smartphone no pulso?


5/6/15 às 17h20

O Blu (parece não ter nada a ver com a fabricante de Miami) é um projeto ambicioso lançado no Indiegogo. Seus criadores tentarão arrecadar US$ 1 milhão a fim de produzir um smartphone, com tela de 5,3″, que vira relógio.

Por que alguém iria querer isso, especialmente depois de ver as fotos de divulgação abaixo, eu não sei, mas em quatro dias a campanha já arrecadou US$ 61 mil. Parece que há uma demanda latente por relógios inteligentes bizarros aflorando no mundo do crowdfunding.

Daqueles projetos que você olha, para, pensa… não entende e segue a vida. E se você se animou com isso, é sempre bom lembrar que crowdfunding não é loja, e que todos os projetos, mesmo os que atingem a meta e especialmente os que prometem muito (como é o caso), correm o risco de afundarem e deixar os “investidores” a ver navios.

Moça levanta a mão para fazer pergunta.

Homem bebe café usando o smartwatch Blu.
Sério.
Google Maps aberto no Blu.
Pra isso deve ser bom.

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16 comentários

  1. Se nem a LG e Samsung conseguiram lançar uma tela flexível como essa, acho um pouco difícil dessa aí conseguir com somente um milhão heheh. Boa sorte para os investidores!

  2. Cade o link para campanha no indiegogo? Fui lá ver quanto esta agora.

    Pelos cálculos, em 4 dias 61 mil…

    61/4 = 15,25 * 40 dias = 610

    Acho que eles não conseguem não viu :)
    Não conseguem mesmo…

  3. jesus cristo que porra é essa

    parece uma daquelas pulseiras eletrônicas de prisão domiciliar só que de algum filme de ficção cientifica. meu deus do céu eu to chocado com esse trambolho.

  4. Até as “facilidades” que tentam vender nas fotos são nada a ver, tipo o GPS no pulso enquanto dirige. Imagine que lindo tendo que contorcer o braço todo para ver o GPS com a tela para baixo. E no caso de usando o computador que coisa bonita vai ser ficar raspando o bracelete na mesa enquanto digita nele durante o dia.

    Sei lá eu vejo muitos projetos que o povo só quer criar conceitos legais, mas parecem não pensar muito nas vantagens e desvantagens no uso prático do objeto criado.

    1. Cara, acho que isso é mais um “TCC” de design que um produto real. Muitos cursos de design tem o hábito de propor que os alunos apenas criem um produto independente das impossibilidades, é dai que sai tanta coisa muito futurística.

  5. Parece que falta de criatividade para uma nova revolução nesse mercado vai demorar mais do que eu imaginava.

    1. Já foi uma grande evolução irmos dos botões para o touch, dê tempo ao tempo que novas coisas virão.

  6. Parece aquelas pulseiras de plástico que vendem nessas lojas de biju / presente :-

    Fico imaginando conviver com um trambolho desse “solto” do braço, batendo em quina de mesa e precisando girar com a mão pra deixar a tela no lado certo do pulso.

    1. E bate, viu. Todas as pulseiras e relógios que testei bati em quina de pesa, batente de porta… Não cheguei a citar no review do Moto 360, mas ele resistiu bem aos impactos — aço e Gorilla Glass são características bem úteis no dia a dia. Imagine esse trambolho de 5,3 polegadas.

      1. Lembro de quando usava relógio de pulso comum (aqueles primos mais baratos de G-Shock) e já ficava “putaço” que fazia barulho dependendo do movimento do braço na mesa.

        As vezes tenho vontade de comprar um smartwatch (Android Wear) mais pra desenvolver do que pra outra coisa, mas transferir um smartphone inteiro pra isso é meio que… Sei lá. Não consigo traduzir em palavras.

      2. Acho que para um smartphone de de 5.3 no braço não deve ter muito jeito, mas acredito que seja um pouco de costume. Eu sou meio atrapalhado, tropeço na rua sem motivos haha, mas por usar relógio todo dia não costumo bater com ele em nada.

        O meu cérebro já deve ter uma noção espacial do meu braço com o relógio.