Post livre #94


21/7/17 às 17h15

Sexta-feira é dia de post livre para a comunidade do Manual do Usuário conversar sobre o que bem entender, mas especialmente sobre tecnologia. Desta vez, queria propor um debate: o que vocês acham de matérias desse tipo como a que o Tecnoblog fez — Calma: não houve vazamento em massa de senhas dos sites de e-commerce brasileiros — questionando não apenas o texto como a postura do Tecmundo — Exclusivo: vazam senhas dos principais sites de ecommerce do Brasil. Quem acompanha Rodrigo Ghedin no Twitter já deve ter visto essa conversa por aí, mas e vocês, o que acham? 

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74 comentários

  1. Post iniciado depois desse post no Reddit: https://goo.gl/nBjYCp

    Não sei se sou chato ou se tenho o hábito de ser pessimista, mas, de uns tempos pra cá eu tenho notado que os serviços de streaming, que deveriam ser a ruína das TV pagas, estão ficando muito ruins.

    Deixei se assinar a Netflix faz um tempo (e agora custando quase 30 reais, dificilmente irei assinar) porque o acervo deles é bem ruim. Estou usando no período trial o Amazon Prime, que apesar de menor, tem um acervo melhor em termos de qualidade (tem potencial, mas até aí a Netflix também tinha).

    Passei por serviços como o Looke e MUBI, o primeiro me deixa nervoso com a ideia de ter filmes na assinatura, para alugar, etc. Busco algo com menos gastos. O MUBI eu ainda não assinei nem os 7 dias grátis porque não consegui uma boa resenha de alguém que tenha usado.

    Ainda tem o Netmovies, que eu assinava na época que eles entregavam DVD’s em casa, que tem um acervo melhor que a Netflix para coisas antigas.

    O Crackle eu usava quando era grátis, era bom, tinha umas séries boas, mas agora virou pago, o que acaba com a minha vontade de continuar usando o serviço (não vale a pena, simplesmente).

    Ainda tem HBO GO e Now, mas nem considero ambos porque eles vem atrelados a uma assinatura de TV/Canal específico.

    É por isso que eu sempre acaba recaindo no Popcorntime ou num torrent pirata. Os serviços se streaming/aluguel são caros e ruins.

    Será que não existe uma saída pra isso (tirando gastar mais do que com TV a cabo para assinar uns 3 ou 4 serviços de streaming)?

    1. Acho que o jeito é assinar apenas um (netflix ou amazon) e recorrer a popcorn time ou torrent para o resto.

      1. Tem sido a minha saída, usando o Amazon (que cista USD 2,99 depois do período grátis) mas ainda fico com aquela ideia de que deveria ser mais simples o acesso. Parece TV a cabo, onde tem que ter o plano master premium HD pra ter acesso a um acervo aceitável.

        EDIT: Uma coisa que acontece é que mesmo no PooCornTime eu não consigo achar séries como The Lone Gunmen, Cheers, Frasier ou Seinfeld, acabo que eu tenho esses torrents num HD separado só pra quando me dá na telha de ver eu não ter que baixar tudo de novo ou colocar no PCT pra fazer streaming do torrent.

        1. Eu não assisto a muitos filmes (em média, quatro por mês) e já me peguei pensando nisso. Dependendo do perfil, compensa mais alugar filmes avulsos em serviços como Google Play e iTunes Store. Filmes “velhos”, em HD, custa R$ 4; convertendo a assinatura intermediária da Netflix aí, dá para ver quase sete filmes por mês, ou cinco “velhos” e um lançamento.

          Só não cogito cancelar a Netflix porque mais gente usa a minha conta e, aí, fica bem barato — e ainda encontro coisas boas que não conheço com relativa frequência.

          1. É bem isso mesmo.
            Eu devo ver menos de 4 filmes por mês, e os filmes novos de heróis me chamam cada vez menos atenção.

            Seguidamente eu vejo filmes trash de terror no sábado de noite, para rir um pouco, e quase nunca consegui achar na Netflix os clássicos, sempre acabei tendo que ir buscar na pirataria ou, pasmem, nos canais da NET.

            Porém, consigo alugar por uns R$4 o primeiro sexta-feira 13, de 1980, no Google. Nesse ponto a Netflix é cada vez menos atrativa pra mim que usava quase que sozinho.

    2. Paulo, desculpe, mas vi a lista do amigo do reddit e dei uma gargalhada… O cara quer ver os filmes do gosto dele, mesmo q seja em vários serviços assim de boas? Cara… eu acompanho algumas mostras de cinema aqui em SP e alguns filmes (ÓTIMOS FILMES) só passam nessa mostra e depois desaparecem totalmente do mapa… Não tem como um serviço reunir o filé, pq essa negociação de distribuição é um problema no mundo todo (no Brasil é ruim de mais, tanto q os ótimos filmes nacionais ficam sumidos e só reaparecem em sessões obscuras de mostras igualmente obscuras).

      Desconfio q a proposta desses serviços de streaming nunca foi (e nem será como demonstra o netflix q já cancela séries razoáveis, pq não compensa o custo de mantê-las pra uma minoria) a de reunir os melhores. Tem lá os filmes q tb chegam nos canais de tv a cabo, têm as produções próprias (algumas excelentes) e uma outra coisa boa… Com o fim das locadoras agora q ficou complicado mesmo achar. A tendência é termos mais serviços como o Mubi pra ter coisas REALMENTE boas. Usei o período grátis deles e o serviço é excepcional.

      E tem uma coisa muito positiva nesses serviços de streaming q é fornecer conteúdo dublado, coisa q brasileiro adora.

      Enfim, quem quer ver bons filmes, ainda depende do torrent, das mostras e dos dvds importados. Não tem nada no horizonte q indique q só o filé de cannes, de berlin, de sandance etc estarão num lugar só juntando com os clássicos e filmes cults q todo cinéfilo curte ver e rever. Isso me parece simplesmente inviável, pq se nunca houve acordo até hj sobre isso, não é agora q vai ter.

      Okja foi rejeitado em cannes, mesmo sendo um filme razoável pela temática, por não ter passado nas salas de cinema. É uma velha guarda q ainda dá as cartas nessa parada toda, especialmente falando em restauração de filmes antigos, q demandam grandes somas e atendem ao gosto de uma minoria da minoria.

      Cinefilia é garimpagem, cineclube, amigo q tem cópia rara, dinheiro pra importados e viagens no fim de semana pra ver uma mostra em Paris… Como não sou o Doria, me atento à mostra de cinema q vem à cidade todo ano, ao ‘é tudo verdade’, às mostras do sesc e torrent, muito torrent.

      1. Nem fui pela lista dele, confesso, mas mais pelo desabafo dele.
        Não vejo muitos filmes por mês e não fico caçando nada (já tive meus dias e a minha cota de filmes) nem me deslocando muito para ver filmes novos, bons ou ruins. O último que eu vi foi num cinema alternativo aqui em Porto Alegre.

        O ponto é mais o questionamento de que o streaming (o oficial) parece estar tendo o mesmo fim das TVs pagas, cada vez menos atrativo pro público e com acervo super restrito.

        1. Entendi o ponto! Reclamei mais mesmo do cara querer algo q é bem do gosto dele num lugar só. Não sei como são as negociações, mas me parece remoto q um serviço de streaming de filmes chegue próximo aos de música. Consigo ouvir coisas muito específicas no Spotify, mas nem de longe acho o q gosto em termos de filmes num serviço de Streaming. O q passa mais perto disso, e tem sua graça pelo contador de tempo de 30 dias pra ver o filme, é o MUBI. Só não é um sucesso retumbante aqui em casa, pq não tem legenda em pt pra tudo. Mas eu acho q netflix vai além dos filmes, né? Tem bons desenhos lá, séries e uns documentários… Não é melhor, mas quebra um galho pra substituir a tv. Eu não aproveito tanto e fiquei aborrecido por conta do lance do vpn q eles bloqueiam, mas voltei a assinar pela praticidade de ver certos conteúdos muito bem ajambrados, afinal, caçar torrents não é tão fácil e prefiro q os autores responsáveis pelas obras q me interessam recebam algo (não sei qto, mas devem receber).

          Mas vc se lembra de uma discussão q teve sobre uma netflix brasileira? O pessoal, especialmente o da área de tecnologia (user, não imprensa), foi totalmente contra. E falaram super mal do cinema brasileiro q tem filmes EXCELENTES, mas q eles não veem por não terem reportório e sensibilidade. Daí eu acho o netflix tá bom demais pra quem gosta de Transformers e toda sorte de justiceiro/herói e filmes água com açúcar de toda espécie. É como se o conceito de filme de ‘sessão da tarde’ tivesse triunfado de tal modo q pra aqueles q apreciam os filmes densos, com o desmonte das locadoras, q tb viviam de Tranformers e coisas do tipo, restou o xoramingo de quem não tem muita saída. É o caso em q me encontro, mas q só não me aborrece mais, pq isso não afetou ainda o universo dos livros e dos jogos (afinal, há bons jogos e com baixo custo). Sem falar q tenho o grande privilégio de ver filmes de graça no cinema graças a uma carteirinha mágica q me descolaram. Se não fosse isso, meu interesse por certos filmes estaria completamente arruinado.

          1. Totalmente.

            A Netflix é muito focado nesse cinema pipoca que é ávido por novidades todos os dias e avesso a “spoiler”. Uma geração ainda imatura dentro do ramo do cinema que molda seus gostos como se ainda tivesse 15 anos (o que não é problema, mas, ao menos que se assumam assim).

            Mas mesmo assim, me parece que temos um ponto em que cada canal tem seu “play” e a gente ou assina todos (e gasta o mesmo que TV a cabo) ou acaba ficando refém de um produtor apenas. Nesse ponto acho que a Netflix se sai melhor com a Amazon colada, mas, não se sustenta pra mim e nem pra minha família (nesse ponto prefiro muito mais assinar uma TV a cabo pela variedade de programas e séries do que ficar preso ao sistema de “binge watching” da Netflix).

          2. Não posso negar a importância da TV q me ajudou, sim, especialmente os canais a cabo q fizeram o q uma TV Cultura aqui de SP devia ter feito em termos de formação de público mesmo, a formar essa sensibilidade q cobro. Há uns dez anos ou talvez um pouco mais, a a programação voltada à arte era mais forte e não tinha tanta propaganda, já q os assinantes bancavam a operação – o dólar estava sob controle. Eu vejo muita gente celebrando, por exemplo, o Arte 1, mas do tempo q pude vê-lo ainda, qdo ainda tinha tv a cabo, achei fraco, apesar de melhor tê-lo do q não tê-lo. Só q eu notei q os bons canais, esses q ajudariam a forma a sensibilidade de um brucutu (q era o meu caso), ficaram nos pacotes mais caros. Aqui, infelizmente, o pessoal vê o cult como algo q interessa ao pessoal q tem aquela gaita extra pra ir ao cinema e gastar umas 35 pilas numa sessão daquelas imperdíveis, já q os bons filmes ficam, no máximo, umas duas semanas em cartaz, mesmo nas salas especializadas num circuito q não seja o pipoca. Eu não descartaria totalmente a TV pelo seu caráter de orientar o público para coisas bacanas, mas deixando as coisas boas nos pacotes caro, eles chovem no molhado e pregam para convertidos.

        2. Vale ficar de olho no trabalho desses caras aqui, q eu tô acompanhando faz um tempo… Acho q vai rolar algo interessante, pelo menos aqui em sp. Acho q deveria ser algo viável em todos os Estados, pq vários filmes recebem financiamento público e simplesmente ficam inacessíveis às pessoas.

          http://www.snapcine.com/eu-quero-assistir-filmes/

          1. Me recuso a adentrar qualquer discussão no Tecnoblog que envolva produção de conteúdo nacional e impostos. A discussão é muito rasteira tanto na matéria quanto nos comentários (eu ouvi 2 podcasts deles e larguei exatamente por terem essa opinião de pseudocientista libertário sobre imposto e falarem muita merda ao redor disso, ainda que o resto fosse bom, não consegui passar por isso).

          2. Fique mais decepcionado mesmo com a recepção do cinema nacional entre as pessoas q comentaram esse post em particular. Não é de hoje, claro, esse sentimento q serve muito mais aos gringos com seus filmes q aos produtores nacionais q trabalham seriamente… E com esse clima anti-intelectual no ar cada vez mais forte, aí q os filmes têm ainda menos chance qdo se propõe a forçar os limites da linguagem ou tratar de termas densos. Daí q o imposto, base dos investimentos públicos desvinculados de interesses imediatos qdo tratado dessa forma, é crucial pra bancar o q mercado não banca. Essa visão escapa justamente pela falta de sensibilidade estética. Qdo as pessoas sacarem q arte não é algo q apenas se usa do mercado e não o contrário, a coisa talvez entre nos eixos.

    3. Também cancelei a Netflix e não pretendo voltar.

      O aplicativo para TVs (Tyzen da Samsung) e consoles da última geração (PS4 e Xbox One) só funcionam nos Estados Unidos.

      Utilizei o HBO GO semana passada e o serviço é péssimo.

      O aplicativo é horrível e só tem para Apple TV e Xbox 360. Mesmo assim, trava o tempo todo e não é possível acessar pelo navegador da TV.

      Além disso, a experiência no navegador (PC) e aplicativo para smartphone (IOS e Android) é bem burocrática para fazer login e lenta.

      Esperava que a HBO tivesse o mínimo compromisso, mas, parece que não estão nem aí para o mercado brasileiro.

      Enquanto isso, torrent e sites de streaming fazem de graça com qualidade algo que os donos do conteúdo original não se importam.

      Por esse tipo de situação a pirataria acaba sendo algo importante e necessário.

      1. A minha experiência com aplicativos até que é boa, os da Netflix são interessantes (mas se não me engano no XBOX precisa estar pagando a Live pra usar, assim como o Plex).

        HBO GO é uma coisa sem sentido, todo mundo reclama e ainda por cima é algo que só pode-se usar com a assinatura da TV, não faz sentido nenhum, basicamente. É tipo Fox Play e outros “play” que servem como “repetidor” da programação da TV, nada mais.

        Eu acabo recaindo na pirataria porque séries antigas não existem para se ver mais, e filmes estão cada vez mais raros os serviços que mantém, um catálogo interessante.

    4. Eu tambem só tenho Netflix por que divido com um amigo…, só assisto filmes, não tenho paciencia pra séries.
      Eu cheguei a usar o Crackle no PS3, mas o acervo é pífio! (e olha que poderia ser excelente, pois a Sony é uma das maiores produtoras de filmes do mundo).
      Fora que nunca entendi o motivo de ter propaganda dele mesmo!

      Sabe o que teria condições de “matar a TV”? Youtube!
      mas ele precisa de mudanças. Seria necessário ter canais que gerassem conteudo para os usuarios….
      tipo, o cara se inscreve nos canais e um algoritmo gera uma playlist que fica reproduzindo alguns videos desses…
      Sei que tem a reprodução autmática, mas (por mais que sejam interessantes) eu nao quero ver videos do Pirula em sequencia, hahaha

      1. Eu já levantei a questão em outro grupo sobre o tal algoritmo do Youtube, porque ele SEMPRE me recomenda vídeos muito fora do meu escopo – ainda que ele recomende alguns bons e interessantes – como entrevista do Danilo Gentili.

        Acho também que o YT seria o mais propenso substituto da TV mas eles precisam de muito mais organização pra isso. Hoje é um amontoado de vídeos de amoeba ou alguma outra moda que escondem vídeos interessantes de verdade.

        1. Engraçado, no meu caso o youtube até q me dá boas dicas, mas desliguei históricos, uso vpn e tb apagou constante cache e cookies. Deve ser justamente por essa impossibilidade de ajustar um padrão q as resposta têm sido melhores.

      2. O problema do YouTube é como ajustar o algoritmo. Como muitos aqui gostam de privacidade e preferem estar deslogados, sofrem com a oferta de vídeos cotados com alta audiência.

        E mesmo quem está logado, sofre pois dependendo do algorítimo, as indicações são falhas.

        Os algorítimos são, ao que noto, facilmente manipuláveis e as pessoas acabam comprando a ideia da manipulação e fazendo de tudo para “O vídeo ficar em primeiro lugar”. É um porre.

    5. Com sua licença.

      Vai do gosto individual. Assinei a netflix recentemente para ver uma série que finalmente saiu dublada. E nisso comecei a ver outras coisas velhas e novas no catálogo dela, só que sou bem seletivo e chato e vou assitindo algo que me agrade (Como séries mais tranquilas, animês e comédias simples).

      Acho que a Netflix tem um motivo para desmotivar: como muitas vezes ela lança a série completa em um dia, compensa mais assinar apenas por um mês e matar a série em uma maratona. Se a Netflix tivesse mais séries com lançamentos de capítulos semanais ou mensais, seria um bom incentivo para assina-la. Desde que também acompanhe lançamentos novos de filmes ou séries diferentes ou troca de catálogo.

      E o problema é que qualquer mídia de distribuição é cara pois é parte da cadeia de distribuição e “ganha o dele”. O YouTube ganha pontos pois muda o jogo – a pessoa pode distribuir do jeito que ela quiser e ela conquista a audiência (e dependendo, por consequência, grana). A pirataria ainda tem audiência pois tem a vantagem de “Não pagar nada” e curtir quando quiser e onde quiser, algo que quem faz os produtos de mídia é o que menos quer.

      1. A questão toda aqui é acesso e catalogo interessante.
        Pirataria tem ambos.

        Como eu apontei, a Netflix não tem quase filmes e, cada vezes mais, foca-se em lançamentos próprios. Isso não me agrada e eu não assino mais (é mais fácil e mais barato alugar um filme no Google ou outro serviço).

        A reclamação é justamente o setor de streaming se tornar “mais do mesmo” em relação a TV a cabo.

        1. Concordo. Mas lembremos dos problemas de licenciamento e tudo mais. O Netflix tentou ser uma promessa, mas não conseguiu cumprir pois quem fornece a matéria prima para suas ofertas não quer trabalhar do jeito que a Netflix oferece, fora também as questões de restrições políticas (como no Brasil) e tudo o mais).

          Quanto aos * Play, acho interessante a proposta. A Globo pelo menos tá mandando alguns produtos dela primeiro nos streamings, e isso acho interessante.

  2. Ainda sobre o Tecmundo:

    Não digo muita coisa em relação a um grupo de sites onde um deles oferece downloads com softwares gratuitos, mas que vem acompanhado de adwares (e até alguns destes adwares sendo “uma zebra” e vindo com vírus). Até hoje acho estranho não haver um comprometimento dos mais “puritanos” em tecnologia não atacarem este tipo de método. (se bem que entendo os porquês também…).

    O pior é que não é só o Tecmundo que anda nessa de títulos chamativos e textos não muito focados, apenas feitos para chamar a atenção do leitor. Na verdade, lembremos que infelizmente a imprensa brasileira ganhou uma enxurrada de “sites de informações falsas” e “click-baits” nos últimos anos, aliados a questões políticas (a disseminação de notícias falsas) e econômicas (click-baits para tentar convencer pessoas a “ganharem dinheiro na internet” e outras coisas…).

    Em algum momento, acho que muitos de nós falhamos em falar com nossos vizinhos para aprender a filtrar e consumir informações, e também a ensinar a estes vizinhos a ensinar a outros vizinhos como fazer este trabalho – de ir atrás das informações online e saber como lidar com elas.

    Podemos descontar o fato que somos jovens, tal como a popularização da internet no país. Mas mesmo assim, de alguma forma não conseguimos atingir outras pessoas a saberem como lidar com a informação online.

    Se hoje temos um site como o Tecmundo fazendo isso, é por causa desta falha. É uma falha educacional, que não é só culpa de um professor ou governo. Sei lá.

    Mas que precisamos aprender a combater, precisamos.

  3. Não vou entrar em demérito de ninguém pois não acesso o Tecmundo faz um tempo, antigamente, tipo, uns 3 anos atrás eu via todas as matérias todo santo dia. Depois comecei a perceber que tudo era tendencioso ou mal feito, desde reviews até matérias simples falando de algum assunto da moda. Foi nisso que comecei a ler mais frequentemente o MdU, o Tecnoblog, o meiobit, o Adrenaline, o Canaltech, AndroidPit, entre outros, até mesmo alguns gringos pois é de lá que vem primeiramente as notícias. Existe uma carência de qualidade no que se diz respeito ao conteúdo, falta uma pegada mais original, mais pura, mais limpa, e também a transparência com os leitores, que são induzidos muitas vezes e quando reclamam são bloqueados, esses sites maiores como Tecmundo e TudoCelular devem aprender primeiramente a dar a outra face, não bloquear seus visitantes

    1. Não só sites grandes mas pequenos também como o lixo do WindowsTeam onde o dono simplesmente apaga e bloqueia a pessoa que comentou algo que vai contra o que ele pensa. Sites direcionados normalmente são assim, salvo o AndroidPit que vez ou outra tem matéria ruim mas em geral é ótimo, Macmagazine também, com a diferença que eles respondem com argumentos e não com imaginação igual o dono do WindowsTeam

      1. Não conheço, parei de ler sites sobre WP pois pra mim eles também deveriam morrer como o WP morreu, tinha um site da Nokia que eu visitava em 2012 que era o mais acessado, tinha uma coluna de fotografia Mobile e tals, quando o WP começou a sumir e a Nokia não existia mais, então o site fechou. Já outros como o Meu-Smartphone agora so servem pra falar mal do WP, da Microsoft e ficar elogiando o Android que antes só falavam que travava. É aquela história, ou você morre como herói ou vive até se tornar o vilão.

        1. Meu-smartphone é o pior deles, muito ruim, e os vídeos então nem se fala.

      2. nossa, eu achava o Windows Club uma comédia, mas esse Windows Team está se esforçando muito pra ser pior que eles.hahahah

    2. Você acha/achava o Tecmundo tendencioso mas lê o MeioBit?

      1. Sim, ainda acho o tecmundo tendencioso e leio de vez em quando o meiobit, gosto de lá.

          1. o Cardoso, você quer dizer…
            uma pena que um mal educado daqueles tenha tantos seguidores.

          2. Sim, mas tem mais gente entrando na onda. Vejo pelo Twitter.

          3. O Cardoso é agressivo mas ele faz um tipo de conteúdo que não se vê em outros lugares em português, o exercício é separar o conteúdo do hate. De lá gosto também do Gilson, acaba sendo um blog com mais amplo.

          4. Tem bastante blog fazendo o mesmo conteúdo que ele faz sem o discurso de ódio e a falta de educação, sem falar que a muitas vezes o que ele posta é enviesado de acordo com o ponto de vista dele e serve como base pra argumentação no limite do discurso de ódio que eu já citei.

            “Garimpando” se acha a mesma informação que ele traz de forma bem melhor embasada e muito mais completa e, via de regra, com menos viés ideológico.

            Dizer que “tem que se separar” é dar crédito a um tipo de jornalismo que não é saudável e se esconde em personagens e polarização desnecessária para manter o discurso de ódio dele e dos outros ao redor.

          5. É que não leio tudo, pra falar a verdade, só leio coisas que me interessam, único lugar que leio algo que se tem opinião, que se tem um lado, é aqui, pq a maneira com que se é escrito, a abordagem, é diferente dos outros lugares e muito bom, mas no resto só leio matérias aleatoriamente, isso não posso negar.

          6. Antigamente o blog era bastante diverso, tinham vários estilos, digamos assim, de escrita, com o Cardoso sempre se sobressaindo exatamente por esse discurso beirando o ódio e o constante atrito com leitores e quaisquer pessoas que fossem contra ele (vide os problemas que ele seguidamente tem no Twitter com qualquer pessoas que discorde dele, sendo que ele usa a massa de seguidores dele pra “inviabilizar” a vida no Twitter de muitas dessas pessoas; mais ou menos o que faz o Izzy Nobre, outra pessoa bastante questionável se tomarmos apenas as atitudes online dele como base).

            Porém, aos poucos, isso foi se alastrando, provavelmente pelo sucesso no engajamento dos textos ácidos e recheados de ódio do Cardoso, para todos os editores, chegando ao ponto onde não tinha mais quem se ler ali sem se irritar minimamente com textos que flertavam com a desonestidade intelectual. Eu parei de ler faz uns 3 anos, pelo menos, mas seguido eu recebo links deles e, basicamente, piorou muito com esse tempo.

  4. Não vou entrar em demérito de ninguém pois não acesso o Tecmundo faz um tempo, antigamente, tipo, uns 3 anos atrás eu via todas as matérias todo santo dia. Depois comecei a perceber que tudo era tendencioso ou mal feito, desde reviews até matérias simples falando de algum assunto da moda. Foi nisso que comecei a ler mais frequentemente o MdU, o Tecnoblog, o meiobit, o Adrenaline, o Canaltech, AndroidPit, entre outros, até mesmo alguns gringos pois é de lá que vem primeiramente as notícias. Existe uma carência de qualidade no que se diz respeito ao conteúdo, falta uma pegada mais original, mais pura, mais limpa, e também a transparência com os leitores, que são induzidos muitas vezes e quando reclamam são bloqueados, esses sites maiores como Tecmundo e TudoCelular devem aprender primeiramente a dar a outra face, não bloquear seus visitantes.

  5. Estou empolgado! Comprei uma cadeira de escritório super legal no OLX por 340,00 e estou esperando meu monitor Dell P2317H chegar pra terminar meu “home office”. Depois disso só vai ficar faltando um SSD pro notebook e uma reformazinha no quarto.

    Quem aí está nessa fase de montar seu “setup”?

    1. Tô contigo nessa fase, comprei exatamente esse monitor haha. Ele é ótimo! Não vai se arrepender. Também comprei caixas de som da Edifier (R1000T4).

      Agora está faltando:
      – trocar a mesa que já é mais antiga, a cadeira eu já tenho.
      – teclado e mouse (tô usando do notebook por enquanto).
      – uma luminária.

      1. Eu fiquei muito feliz com a cadeira. Porque ela é bem melhor que a que uso no trabalho, por exemplo.

        Sobre o monitor, só estou chateado que ele não tem entrada pra fone de ouvido. Já comprei um adaptador no mercado livre e espero que ele funcione, pois pretendo usar minhas caixas de som quando plugar o iPhone via HDMI.

        A bancada já tenho há uns meses e ganhei de presente.

        Pretendo utilizar o notebook como monitor 1 horizontal e o da Dell como monitor 2 no modo vertical. Por enquanto pretendo usar o teclado do note mesmo, mouse sem fio já tenho.

        1. Eu pensei em usar a tela do notebook também, mas uma tela TN 1366×768 ao lado desse IPS Full HD dá até uma dor no coração haha. Por isso pretendo deixar o notebook fechado mais de lado e comprar teclado e mouse.

          Tô usando a entrada P2 do notebook mesmo, por enquanto não me fez falta a entrada no monitor, talvez a organização de cabos fique melhor, no mais tá bem tranquilo.

    2. To esperando minha mulher conseguir um trabalho pra investir aqui no meu “escritório”.
      Minha intenção é montar uma bancada pra mexer com eletrônica.

  6. Vou republicar aqui o que escrevi na minha newsletter desse caso (aqui, caso interesse: http://bitly.com/newsghedin )

    Tivemos, nessa semana, um caso meio chato no meio jornalístico. O Tecmundo publicou uma matéria exclusiva sobre um suposto vazamento de senhas. O problema é que a matéria não teve apuração e todos os indícios, mesmo os mais superficiais e óbvios, apontavam para qualquer coisa, menos um vazamento.

    O Tecnoblog deu uma resposta e fizemos o mesmo na Gazeta do Povo. A apuração foi feita e, de fato, embora não tenha sido possível chegar à forma de captura das senhas — que, constatamos, funcionavam; nem isso o Tecmundo fez —, não houve vazamento de senha alguma.

    Imagino que esse tipo de assunto seja meio monótono se você não é jornalista. Nem teve uma treta gigante em redes sociais para animar o pessoal, só uns tweets meus direcionados ao Tecmundo que foram solenemente ignorados. Mas peço perdão e licença a você porque é um assunto que me é caro. Por alguns motivos.

    Primeiro, porque dá razão para aqueles que acham que a imprensa nacional especializada em tecnologia é ruim. Assuntos sérios como vazamentos de senhas não podem ser tratados de maneira tão desleixada. O Tecmundo fez o contrário de tudo que deveria ter feito e ainda dobrou a aposta em um “especial”, publicado no dia seguinte, desqualificando os veículos que contradisseram a “exclusiva” deles.

    O outro motivo é que isso gera um pânico desnecessário, intensifica o clima de tensão à toa e joga contra, injustamente, a reputação das empresas envolvidas. Num país com tanta gente sem conta corrente e que tem medo de transacionar pela Internet, matérias infundadas como essa desestimulam ainda mais as pessoas a usufruírem de soluções que lhes seriam cômodas e as ajudariam a ganhar tempo e economizar. É um desserviço.

    Por fim, jamais uma correção, nem se publicada pelo próprio Tecmundo, repararia o estrago inicial. O post “exclusivo” deles teve mais de 20 mil compartilhamentos no Facebook. O do Tecnoblog, que saiu antes do da Gazeta do Povo? Não chegou a 500. A responsabilidade de apurar corretamente é muito maior em um contexto onde as pessoas, quando muito, leem a matéria. Imagino, com pesar, que alguns colegas não têm muita noção do poder que têm nas pontas dos dedos ao publicarem algo em um veículo de tanto alcance quanto o Tecmundo.

    1. Ghedin, você deveria voltar a cuidar do MdU.

      O site é muito importante e está abandonado sem você.

      1. Não vejo assim.

        O MdU, ao que noto, foi criado com intenção de ser um projeto que seus apoiadores contribuiriam com algum valor – afinal, o jornalismo (e o jornalista) depende de um patrocínio para sobreviver.

        Não sei quantos foram que patrocinaram o MdU – eu nunca tive como patrocinar. Mas imagino que se o Ghedin optou pela ida a uma outra empresa e deixar o MdU em outras mãos, que assim o seja e suponho seus motivos e intenções.

        Outra é que tudo tem começo, meio e “fim”. Talvez, em algum outro momento, o Ghedin volte aqui, ou não. É com ele, com a Emily e quaisquer outro participante.

        Sinceramente reduzi minhas leituras e participações aqui. E tenho meus motivos. Não vou ficar reclamando nem apontando que “está abandonado” e tal. Cabe a quem faz trazer a audiência que quer. :)

    1. Isso é média simples?

      Se for, até que o Brasil tá bem na foto. Os rincões do país no interior tem um péssima infraestrutura (e nenhuma operadora vai se preocupar em querer levar uma internet melhor, mais rápida e mais barata onde tem 10 pessoas que PODEM vir a ser a assinantes).

      1. o pessoal até comentou isso no tópico. um australiano falou que a internet dele é bem pior do que o gŕafico exibe, justamente por que ele mora no interior.

        1. É uma questão bem importante esse, porque se você pegar o tamanho da Coréia do Sul, Noruega, Suécia, HK e depois comparar com China, Brasil, Argentina é discrepante demais.

          Garanto que a velocidade média e o preço médio das capitais do Brasil é bem maior do que o que é mostrado aí (eu pago R$79 por 60MB (poderia pagar R$129 por 120MB), apesar da NET dizer que esse plano é promocional, sempre que eu ligo para lá, passados os 6 meses, eles acabam mantendo o preço).

          Porém, se você for pra cidades do interior do RS é bem possível que só tenha planos de 5MB por esse mesmo preço de R$79. É complicada a infraestrutura do interior do país e, mais ainda, uma internet exclusivamente voltada ao mercado e ao capital, afinal, não tem porque, do ponto de vista do capital, investir num bairro/cidade que o potencial de lucro é muito baixo. Sofri muito com isso quando morava em Gravataí e só tinha a Oi como opção porque na minha rua, de periferia e com um baixa renda, todas as outras operadoras ignoravam, ao passo que no centro da cidade a oferta era muito maior e mais barata.

          Essas comparações serão sempre complicadas e servem muito mais como propagando anti-Estado (falando de Brasil) e muito menos como comparação técnica.

  7. assistimos nessa semana A Múmia e O Circulo….
    A Múmia não é um filme tão ruim como pintaram ai na internets. É pipocão, pra passar o tempo mesmo.
    O Círculo…., bem, é melhor você pegar e ir assistir A Múmia….

    Como vocês já haviam comentado sobre o livro, o tema abordado é excelente, mas é tão mal executado…., e o final do filme…, meeeeee

    1. tava querendo ver esse ao invés de ler o livro
      se pá quando chegar no ntflix então

    2. Eu gostei da Múmia. Filme estilo Velozes e Furiosos (abre a pipoca, toma a coca-cola e relaxa vendo coisas impossíveis).

    3. Pra não dizer q não assisto umas produções pipocas vez ou outra, vi Power Rangers e achei fraquinho. Tinham dito q ficou acima da media e tal, mas não vi nada de especial.

      Qto a esses dois filmes… dificilmente os verei. Tô com uma lista monstro de filmes aqui e se não for seletivo, não os vejo em vida.

      Queria ter visto Mulher Maravilha, mas não deu…

  8. Outro ídolo da minha adolescência faleceu por suicídio.
    nesses casos comenta-se muito sobre os excessos de drogas , sejam recreativas, medicinais, lícitas ou ilícitas que os artistas consomem
    mas acho curioso como no mundo do rock é mais fácil de lembrar de casos assim do que os de outros gêneros que fico me questionando até que ponto um influencia ou direciona para o outro

  9. O Tecnoblog ganhou ainda mais pontos comigo depois dessa matéria. Jornalismo de qualidade é isso aí.

  10. Eu achei vergonhosa tanto a matéria quanto a postura do TecMundo. O pior é que ele realmente acham que estão com razão.

    Matéria sensacionalista, criando um senso de urgência (com banner enorme no topo), só pra causar pânico e gerar visualizações/compartilhamentos.

    Quanto à matéria do Tecnoblog desmentindo, só posso parabenizar. É por essas e outras que o Manual e o Tecnoblog (e agora a Gazeta do Povo/Nova Economia também) são meus sites de tecnologia preferidos. Algo que todos esses têm em comum é o compromisso com a verdade em assuntos polêmicos. Às vezes (frequentemente) a notícia até demora mais para sair neles, mas nunca vi a pressa de se publicar algo se sobrepor à apuração dos fatos.

  11. Quando o jornalismo se baseia em clicks para vender publicidade, é esse o tipo de coisa que acontece: zero apuração e sensacionalismo barato.

    Acho perfeito o posicionamento do Tecnoblog que (e nem precisava de muito) estranhou o tamanho do banco de dados, por exemplo, e resolveu se aprofundar um pouco mais pra confirmar que não era nada daquilo.

    E tem que cutucar mesmo quem faz errado, quem sabe na base da vergonha se faz pensar um pouco mais no compromisso com a notícia e não só com o pageview.

    1. você acha que falta verificação de fatos em tecnologia também? curte? tem toda uma discussão aí de que fact-checking, que foi o que o TB fez, é coisa da extrema esquerda, por exemplo. rs

      1. Falta sim, Emily, especialmente a parte mais hard de tecnologia com origem em notas oficiais. Aquele lance dos super computadores do governo acho q não foram bem analisados – inclusive pelo Tecnoblog. https://tecnoblog.net/197542/supercomputador-santos-dumont-desligado-luz/
        A meu ver, a imprensa de tecnologia, devia ser expoente no uso de jornalismo de dados, mas parece que isso tem sido mais usado por outras áreas (especialmente social).

        1. Poizé, pelo que eu me lembre ele foi colocado em uso restrito e não desligado. Mas isso poucos veículos colocaram em destaque porque a manchete de desligar o supercomputador é mais chamativa.

      2. Oi? Fact-checking é coisa da extrema esquerda? Por favor, Emily…

        1. Não é, claro que não. É uma ferramenta do jornalismo. Mas é o que eles dizem aí.

      3. Fact-checking é uma parada que nem deveria ser discutida. Essa galera do MBL são um bando de mau caráter.

        1. Pois então, eu fui ver e o MBL está se posicionando é contra a Agência Pública, financiada pela Open Society Foundation. O problema deles não é facto checking.

        2. Existe uma discussão pois de fato existe um ponto que dizem que realmente questiona o fact-checking, que é o que está sendo checado e por que motivo.

          Pode se checar um fato, mas muitas vezes não se vai a fundo e entende toda a questão no arredor do fato. Um cara toma um tiro por exemplo. Só que não se pergunta o porque do tiro, se a vítima teve motivo, se o algoz teve suas motivações. Claro que dar um tiro, matando ou lesionando, é ruim e tem que se punir caso a intenção do atirador é de prejudicar o outro sem ter sido prejudicado.

          Mas muitas vezes uma situação tem nuances ignoradas só por causa do fato per si, como uma pessoa ser estuprada ou furtada, ou alguém ser acusado de participar de algum crime, mas não acharem provas e apenas se basear no relato do acusador ou testemunha de acusação. Acusações infundadas para pessoas comuns são mais comuns do que se imagina e infelizmente não há fact-cheking para isso.

          Em resumo: também é possível ser parcialista e direcionado com o fact-checking. Basta ignorar as informações que querem. Checagem de informações deveria ser algo padrão na imprensa, mas muitas vezes (e principalmente por jornalistas que estão atrás apenas de audiência) é algo ignorado.

          No entanto, também não discordo que as atitudes do MBL contra o fact-checking são no mínimo estúpidas. MBL parece um bando de moleque mimado…

          1. Testemunho é um tipo de prova. O fact-checking bem feito detalha o método e as motivações para o conteúdo verificado. Veja, por exemplo, o do Aos Fatos: https://aosfatos.org/nosso-m%C3%A9todo/

            Sempre haverá espaço para múltiplas verdades. O trabalho de fact-checking é tentar ao máximo se aproximar do factual. No caso dessa matéria do Tecmundo, foi erro primário, falta de apuração básica. Ninguém está questionando a lista de senhas (que funcionam), mas o tom do texto e as conclusões a que o site chegou.

          2. Não estou dizendo que sou contra o Fact-Checking, Ghedin. Mas sim que o principal discurso contrários a este método seria este.

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