Post Livre #86

Última sexta-feira de maio, pós dia do orgulho nerd, sobre o que vamos falamos em mais este Post Livre. O desafio, como sempre, é falar mais de tecnologia e menos da política nacional. Tema para um podcast, alguém? E as movimentações para o desafio de maio, como estão entre os assinantes? O post está no ar para quem quiser participar e conversar! Chega mais. :)

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110 comentários

  1. Nesse papo de streaming e locadores, esses dias fui experimentar assistir um filme via Google Play Videos na SmarTV com WebOS

    A a UI/UX era terrível. Filmes dublados e legendados contam como diferentes e a interface não deixa isso muito claro e nem diz qual é qual (não há informação no título). Por causa disso, tive que alugar o mesmo filme duas vezes, porque peguei a versão dublada sem querer. Não havia opção in app para o cancelamento da locação errada.

    Durante o streaming, erros de conexão ou a imagem aparecia dividida em vários pedaços na tela, nos melhores tempos da TV analógica com esponja de aço. Único ponto razoavelmente positivo era a possibilidade de controlar a cor e tamanho da legenda, mas tinha que novamente enfrentar a UI/UX escrota.

    Achava que nada seria pior que a Amazon Prime, mas o Google se superou. Enquanto isso, a Netflix é na medida do possível excelente.

    1. já nao tenho muito tempo pra visitar Netflix, mas ficou terrivel apos a implementação do “thumbs up”.

    2. Que coisa, estou pensando em comprar uma TV com WebOS da LG porque achei ser o melhor, mas agora fiquei meio preocupado…mas Android TV só tem da Sony que só começam a partir de 49 4K. :(

      1. Se você usa só Netflix e Youtube, acho bem de boas porque na pior das hipóteses você pode usar o app pelo celular e mandar para a TV, funciona maravilhosamente bem (e supre a ausência de teclado no controle remoto).

        Porém no Google Videos não tinha isso. E o Amazon Prime nunca baixei o app no Android.

  2. Já pensaram em ter apenas o smartphone como “computador” principal? O mundo mobile está preparado para suas atividades?

    1. Para a minha rotina não, a interface e o poder de processamento ainda estão muito aquém.

    2. Qual preço e durabilidade? Meu Lenovo vai completar 4 anos de uso e não pretendo trocar tão cedo…

  3. Amigos, venho aqui pedir uma singela ajuda de vocês (desenvolvedores principalmente), eu geralmente assisto espn pela internet, pelo watchespn, as x pegava, outros dias não, só que agora não carrega nunca em nenhum navegador (fica nessa tela cinza direto), nem em modo anonimo ele carrega, ja tentei fazer de tudo e nada da certo, auguem consegue me ajudar? eu botei pra inspecionar o código da pagina e aquele “DevTools failed to parse SourceMap: http://cdn.espni.go.com/_sc…” la embaixo me chamou atenção, tem algo a relacionado ao problema? https://uploads.disquscdn.com/images/7fa6a11faf8c93eb355fccc1eff3d6a9463b74a29a9f1b9812230d38ea4d4dd8.png https://uploads.disquscdn.com/images/014a44ce72ffd7de5d5ece1d61036f069d36efcff095659b31ec369df399ed36.png

  4. Olá povo!?

    Depois de pensar bastante acabei comprando meu primeiro smartphone principal não Android.

    Fui assaltado há algumas semanas e decidi pegar um aparelho com sistema operacional diferente para ver se era tudo isso de bom que falavam e se o meu problema com alguns aplicativos resolveria de fato.

    Sou o usuário que utiliza fone de ouvido boa parte do dia com músicas e podcasts e o Deezer é uma decepção no Android (por sinal, os primeiros os podcasts do guia prático estão com problemas na plataforma e há semanas não são atualizados). Vários bugs acontecem como o aplicativo fechar sozinho, a interface não carregar ao abrir o aplicativo, músicas não iniciam e até a assinatura premium falhava.

    Sem dúvida o pior era comecar uma música e do nada ela parar, mesmo sem nenhum outro aplicativo em segundo plano.

    Também tive problemas com erros no Spotify, principalmente do aplicativo fechar.

    Meu celular antigo era um S6 Edge, sensor infravermelho (essencial que infelizmente está em falta nas grandes fabricantes), ótima câmera e acabamento. Tudo era rápido, o navegador da Samsung de longe o melhor disponível atualmente no Android , mas, era bem notável o comportamento ruim de vários aplicativos como Flipboard (fechava sozinho), Snapchat (fechava sozinho), Banco do Brasil (também fechava sozinho e falhava constantemente para ler as digitais).

    A ir para o iOS descobri de cara que o problema não era o Deezer, mas, o aplicativo provavelmente mal otimizado. A diferença de estabilidade é enorme.

    Por incrível que possa parecer, não achei o desempenho geral do sistema muito diferente. Tudo é bem rápido também.

    O sensor de impressões digitais é bem melhor no iPhone 6s, assim como o som possui alta qualidade.

    Uma coisa que me surpreendeu foi a sincronização do iTunes por wifi. Sempre só li reclamações da dificuldade de passar arquivos no PC e vi que não é tão ruim como falavam.

    Além disso notei duas falhas grandes no iOS. O teclado é arcaico. Não possui swype, linha de números na tela principal, carácteres acentuados sobrescritos as letras e teclas de setas (esquerda e direita). O botão de voltar fica normalmente na parte de cima e tem alguns problemas de interface, já que as vezes muda de lado e de nome dependendo do aplicativo.

    Em geral estou muito satisfeito e surpreso pela experiência ser tão parecida.

    Espero que se alguém tiver dúvidas sobre o sistema, esse comentário possa ajudar. ?

    1. Tbm fiz essa migração no início do ano após ser assaltado, na vdd foi para um modelo mais básico -iPhone 5s. A mudança foi maravilhosa, o sistema me encanta em diversos aspecto s mas sinto falta das customizações do Android
      Sobre o botão de voltar, Tbm me encomodou no início mas deslizar da esquerdas para direita (no c canto da tela) é muito melhor, até esqueço que existe o botão de voltar algumas vezes.

    2. Ih rapaz, esse problema de fechar apps acho que era do teu SO, aqui não acontece.

      1. Não era mesmo. Testei o Deezer em 4 smartphones Android diferentes e em todos o mesmo problema aconteceu.

        Note que não generalizei todos os aplicativos Android, mas citei problemas de alguns.

    3. Toda vez q uso um iOS, especialmente em iPad, eu acho q falta alguma coisa, apesar da beleza estonteante das formas dos ícones e da qualidade da tela. Talvez nem seja um ‘falta algo’ e sim ‘está sobrando aqui’.

    1. lembro que teve uma época onde pra usar serviço ondemand, vc tinha que ir na locadora alugar o vhs e rebobinar a fita antes de devolver pra não pagar multa. kkk

      1. Lembro-me dessa época. Na sexta-feira, eu ia à locadora com meu pai procurar pelos lançamentos de filme de ação, e ele entrava em uma área restrita para escolher VHS de filme pornográfico. Na segunda-feira, antes da locadora fechar, íamos entregar os VHS alugados para não pagar multa de atraso.

        1. Uma vez entrei de fininho nessa área, mas uns 10 segundos depois o cara da locadora percebeu e me expulsou haha

      2. Eu gostava muito de ir em locadoras. Gostava mesmo (as de jogos eu tb gostava)… era uma das partes mais legais de escolher um filme (até os filmes mais chulé tinham a sua graça a depender da forma e por quem era escolhido). Não dava esse enfado de abrir um catálogo de 99 mil títulos e acabar não vendo nada e ainda ter um maldito sistema te espiando. Afinal, vc podia alugar só alguns pelo limite de grana e tempo pra ver. Depois descobri a 2001, q deixava vc ficar 5 incríveis dias com um dvd (aí já era dvd e não vhs). Todas as locadoras q frequentava fecharam (splash, video norte, 2001, blockbuster e tantas outras q não lembro o nome). Pobre dos mais velhos, q não entraram na onda e não tem muita saída. Mas umas coisa eu reparei, as pessoas estão comprando dvds loucamente. SE vc é de sp, deve conhecer uma loja q tem na augusta. Eles comprar muitos dvds das locadoras q fecharam e os vendem. O lance é vc ter seu acervo agora.

          1. Caramba, é bastante DVD. Eu até gostaria de ter alguns, de clássicos especialmente, mas isso pode sair do controle. Mas como nos streamings da vida não tem lá muita coisa boa, o jeito é ter seu acervo pra rever os bons filmes. Ou baixar e deixar guardado. Como não tenho hds suficientes, o ideal seria comprar, mas é bem caro. O q vc tem de bacana na sua coleção?

          2. Eu não acho caro. Meus DVD’s me custaram aproximadamente 11 reais.
            Tenho todo tipo de filme, de comédia, ação, clássicos, blockbusters, cults, infantis… Difícil dizer o que é bacana, uma vez que isso é subjetivo. Os que eu gosto e revejo muitas e muitas vezes são Matrix, 2001, Akira, Ghost in the Shell, Vanilla Sky, O Grande Truque, Alice no País das Maravilhas (desenho), Eu Robô, O Mágico de Oz, Ben-Hur, Robocop, O Fabuloso Destino de Amélie Polain, Alien, Alien O Resgate, The Dark Knight… Alguns eu já assisti tantas vezes – Matrix e Vanilla Sky por exemplo – que eu memorizeis as falas em inglês.
            Tenho vários outros filmes que considero bons, mas que por uma razão ou por outra eu acabo não assistindo tanto, tipo Cleópatra, Infiltrados, Wall Street, Invictus, Tropa de Elite e Perdido em Marte

          3. Justamente aí q mora o perigo… A depender da versão do filme, não saem por 11 mangos (que é um bom preço). Saca os selos Versátil e Criterion? Então, a brincadeira sai cara com dvds e bluerays deles. Daí nem me aventuro… Mas se um dia trombar com coisa boa, pode ser q eu comece algo. Tem um loja na Augusta muito boa q eu quero olhar com calma um dia desses. Quero dar um pulo lá um dia e pegar Chaplin e Irmãos Marx. Eu queria ter alguns filmes q eu acho bem importantes (muitos franceses, italianos, russos etc) comigo, pq são referência e me fazem falta, às vezes qdo estou cogitando algo e me lembro de cenas deles. Creio q a maioria do q me interessa mais ter são classificados como Cult, mas tem esses pops q eu tb curto muito, tipo o ‘Matrix’ (q tb já vi muitas e muitas vezes). Eu ainda tenho a esperança de sair um serviço de streaming tipo o MUBI (que é excelente), mas com legendas em português pra todos os filmes. Quando isso acontecer, aí já era e fica desnecessário ter. Só q o formato do MUBI é de filmes em cartaz por tempo determinado (bem mais curto q o netflix, apenas um mês)…

          4. Bom, vários dos clássicos raros que eu tenho, tipo o Calígula, eu comprei numa lojinha de uma boliviana que fica bem perto do Largo do Paysandu. Super recomendo aquela loja (se ainda estiver aberta… Faz um ano que não vou lá), tem tanto coisas blockbuster quanto clássicos raros, inclusive faroestes e seriados tokusatsus.
            Sobre as legendas, eu entendo perfeitamente. No meu caso já não faz mais tanta diferença. Quando eu enfiei na cabeça mais de dez anos atrás que eu queria aprender inglês, minha primeira escola foram DVD’s com áudio e legenda em inglês. Hoje eu raramente preciso de legenda.
            Eu não conheço esse tipo de streaming, MUBI… Qual é o diferencial?

          5. O MUBI vc assina e tem 30 dias pra ver o filme q entra em cartaz. Todo dia ejtra um filme e todo dia sai um. Pode ser q entrem e saiam mais, mas não tenho certeza. Assina, dá pra testar por 14 dias eu acho.

            A questão da legenda em inglês pra mim ok, mas pra esposa não, q manja mais de francês.

          6. A rotatividade desse MUBI é bem alta então. Parece ser praticamente uma assinatura pra cinema mesmo, só que pra ver em casa.
            Francês é um idioma que eu já tentei aprender algumas vezes, sem sucesso. É bem complicado, como todo idioma latino

          7. Francês, pra ler e falar não é tão complicado, eu acho, mas pra escrever…

        1. Ia pouco as locadores mas curtia muito a experiência também. Tinha o fato também de não conhecer sites que fizeram análises dos filmes ou fóruns com trocentos comentários. Então era confiar na opinião de algum amigo, de alguma revista popular e seguir em frente, sem medo de errar.

        2. O único acervo físico que ainda mantenho é o de livros (não me dou bem com livros eletrônicos e os evito o máximo possível). Acumulei muitos dvds ao longo dos anos 2000 e estão todos perdidos em algum baú na casa dos meus pais. CDs já não compro faz uns quinze anos.

          1. A depender do livro tô preferindo o impresso tb. Comprei essea dias os diários da Susan Sontag. Tinham q ser impressos, senão não teria graça.

  5. Qual a opinião de vocês sobre certificações em linguagens de programação? Acham que isso ajuda a conseguir trabalho e/ou pagamentos melhores?

    1. Sim e não.

      Acho que é tipo um inglês, vão saber se vc é realmente bom fazendo.

    2. Depende da área e do perfil do profissional, mas no mercado brasileiro acredito que via de regra seja bastante valorizado.

      No Brasil, é muito valorizado o domínio de tecnologias e certificações “garantem” esse tipo de conhecimento. Em áreas como infraestrutura isso é bem importante, afinal seu trabalho é dominar bem o funcionamento de uma tecnologia e ser um exímio “troubleshooter” como dizem.

      Alguma certificação em mente?

      1. Sim, em linguagens front-end, HTML5, CSS3 e JavaScript. Quais as melhores certificações nessas linguagens?

        Web design também pode ser interessante, mas talvez não tanto já que conceitualmente todos os campos do design são interconectados em sua raíz, e eu já tenho minha formação em design gráfico, então nesse caso talvez um curso de curta duração pra adaptar meus conhecimentos baste

        1. Para front-end, eu acho que não é muito valorizado, mas atuei pontualmente nessa área. Acredito que cursos tipo Alura ou Boot Camps são mais valorizados pela área, certificação é algo mais comum no mercado corporativo.

          Nesse caso, é mais importante mostrar capacidade de aprender novas tecnologias rapidamente, nem deve existir certificações das tecnologias mais em destaque como Elm e React.

          1. Hmmm. O front-end então deve ser algo que se mostra na prática pro cliente/chefe que se sabe, tipo uma priva oral de inglês pra quem por exemplo quer trabalhar em hotel ou atendimento bilíngue. Me resta estudar pra caramba então pra que escrever em HTML5, CSS3 e JavaScript se torne tão natural quanto respirar

    3. Talvez. Certificação ajuda o proprio profissional a fazer as coisas da maneira correta.
      Então um certificado pode ajudar a empresa a escolher um profissional que tenha bons habitos.

    4. Minha tendÊncia, depois de contrataram programadores q me deixaram totalmente na mão, é procurar gente certificada. E tem q mostrar o certificado a depender do trabalho.

  6. Vocês usam apps de automação (IFTTT, Microsoft Flow)? Quais rotinas que conseguiram otimizar usando isto?

    1. Usei para coisa simples somente, ao mudar a foto do facebook, muda a do twitter.

      Você pretende fazer o que?

    2. Eu uso o IFTTT há anos pra silenciar o telefone no trabalho, pra avisar minha mulher que tô ficando sem bateria… Tem umas coisas legais.

    3. Eu uso pra atualizar o wallpaper do celular com imagens da Nasa, pra salvar links no pocket, e mais umas coisinhas

    4. Eu uso o IFTTT para mandar artigos do Pocket para o Instapaper que manda para o Kindle (bem complexo), minhas listas RSS ele manda para o Telegram, playlists do Spotify para o Deezer…

    1. Isso levanta uma questão chave: pode uma IA consciente não ter uma personalidade (e por consequência, uma inclinação política)?

      1. Não entendo como funciona, mas não é possível um enviesamento no próprio algoritmo da IA?

        1. Pelo pouco que eu sei de algoritmo, sim. O robô tweeteiro da Microsoft que o diga – aprendeu rapidinho a saldar Hitler, graças aos trolls

          1. Repetição de padrões pode não ser consciência, mas certamente faz parte tanto dela quanto do subconsciente. Comportamentos robóticos não são uma exclusividade de criações humanas – qualquer inseto, especialmente os eusociais, apresenta padrões de comportamento que parecem fruto de programação.
            Obrigado pela dica de leitura

          2. mas se tu for ver…, existe uma repetição de padroes dentro da propria sociedade humana. apesar de cada um ter uma mente individual acabamos fazendo algumas ideias simplesmente “por que todo mundo faz”

          3. Isso me soa como uma antropormofização exagerada de um modelo matemático, computadores geram linguagem há anos como o corretor do Word e auto-correção dos smartphones.

            Mas agora dirão que “Cortana sugere usar essa concordância” e começarão a questionar o que ela está pensando.

          4. Na verdade minha intenção ao citar comportamentos naturais que parecem robóticos é simplesmente esfriar gnosticismos, mesmo que não intencionais. Não é antromorfização

        2. Seria ótimo poder resolver problemas, q demandam lógica e sagacidade q eu não tenho, com uma máquina. E seria possível, inclusive, ter algum prazer nessa conversa se ela for fluída e entrosada. Só q isso me parece absurdamente distante e, sinceramente, improvável com q se tem até agora. Dar comandos pra acender a luz, perguntar sobre condições climáticas, fazer buscas etc… Isso é algo tão ordinário (mesmo envolvendo complexidade) q não dá ânimo algum. E, claro, tem esse viés. Mas eu acho q como muitos vieses são possíveis, é provável q a máquina se ajuste a vc. Um conservador, por exemplo, poderia muito bem ver seu comportamento refletido nas respostas q a máquina lhe dará, já filtrando qualquer coisa q ameace convicções muito sólidas… O problema seria, depois, resolver o envolvimento q as pessoas teriam com essas máquinas. Não sei se os humanos estariam preparados pra esse tamanho simulacro.

      2. Certamente seria uma filosofia utilitarista, porque é dessa forma que conseguimos modelar problema do mundo real em algo computável: https://pt.wikipedia.org/wiki/Utilitarismo

        Nesse cenário, tudo depende da função objetivo. Para colocar em termos de política, podemos pedir para o algoritmo otimizar o crescimento da economia. Ou podemos pedir para o modelos otimizar o crescimento, mas adicionar uma restrição de desigualdade (tente crescer, mas sem aumentar desigualdade). Por fim, podemos fazer um modelo que tenha como função objetiva unicamente reduzir a desigualdade. Assim como podemos restringir possibilidades dos algoritmos, como simplesmente matar pessoas como alternativa de otimização.

        Em resumo, pode ser manipulado sim @fredmmtt:disqus, mas pelo menos é bem definido.

      3. Depende da programação dela, dos pesos que ela foi concebida a dar para determinadas questões – ela pode ser programada para ter o dobro do peso em questões sociais como a cracolândia, SUS e outras, assim como também pode ser programada para sempre priorizar o mercado. Se olharmos sobre esse ponto, ela tem ideologia ( a do seu criador).

        Se a pergunta porém é se ela pode, com o passar do tempo, acabar desenvolvimento um outra ideologia, mudando-a ou mesmo ignorando as suas programações iniciais em busca do que ela percebe como “bem comum” ou como melhor decisão, bom, daí eu não sei.

    2. Tirando o glamour do termo IA, a proposta não é muito diferente de tomar decisões com base em modelos estatísticos. Algo que já é bastante viável hoje em dia e só tende a melhorar, só não é mais comum justamente porque as pessoas rechaçam.

      Existe bastante dificuldade em utiliza-la como justificativa para tópicos de política. Como podemos ver no caso das marginais em São Paulo, nem dados claros para um problema objetivo são bem aceitos. Ser melhor ou mais eficiente, diferente de um carro autônomo, me parece o menor dos problemas quando a gente fala de decisões políticas.

      Talvez uma questão de marketing ajude a mudar a percepção das pessoas: “IA” diz que redução nas marginais reduz o número de mortes, contra especialistas/estudos dizem que a redução nas marginais reduz o número de mortes. A primeira teria muito mais peso na cabeça das pessoas, apesar de provavelmente ser pior do que a segunda opção em termos de rigor.

      Aliás, interessante esse texto que discute a má percepção em relação a estatística: http://www.theguardian.com/politics/2017/jan/19/crisis-of-statistics-big-data-democracy

      1. O problema da política vs estatística é que existem ideologias por detrás.

        Nenhuma pessoa em sã consciência iria ignorar que existem muitos estudos e dados que corroboram que a diminuição da velocidade nas marginais é a melhor opção; como se não bastasse, ainda, existe o aumento de acidentes (fatais também) depois do aumento da velocidade. Mas, tudo isso esbarra na ideologia político-partidária que impede que o Dória, do PSDB e que se vende como anti-PT e anti-esquerda volte atrás (ou mesmo tivesse mantido a ação) mesmo que isso custe vidas.

        Acho ainda que tomar decisões lógicas e racionais, baseadas em dados apenas, na política é temeroso pois ignora o social da coisa. Muitas vezes o mais humano a fazer não cabe dentro da racionalidade de uma máquina ou da frieza de uma planilha.

        Isso me lembra, inclusive, um episódios dos Simpsons quando as “grandes mentes” de Springfield passam a governar a cidade baseando-se em racionalidade, principalmente, e fracassam retumbantemente. A Tecnocracia não parece ser viável jamais.

        1. Em relação as marginais, estou tentando pegar uns dados para fazer uma análise da questão das marginais, mas como esperado não estão muito bem estruturados para tal. Acredito que dê para avaliar se a redução teve impactos positivos, mas deve ser muito cedo para avaliar os impactos desse aumento do começo do ano.

          Em relação a tecnocracia, concordo que não é a resposta, ainda mais se considerarmos o nível federal que não é tão aplicável modelos pela complexidade de cenários e falta de exemplos prévios. Não me parece modelável qual a política externa recomendada para lidar com o Irã para ficar em um exemplo.

          A nível municipal, uma postura tipo Bloomberg me parece mais viável, mas naturalmente não são os números frios que resolvem tudo, isso acabaria recaindo em uma filosofia utilitarista de resolução de problema que tem como crítica justamente incorrer em soluções que seriam contrárias aos direitos humanos.

          Mas acho que seria bem vantajoso uma abordagem mais para o lado racional em política, tanto que os elogiados países nórdicos são descritos como “pragmáticos”, assim como a Holanda, pelas suas políticas inovadoras.

          Como a gente discutiu outro dia, acredito que as pessoas estão muito presas as suas ideologias (mal construídas ainda por cima) e são muito resistentes a soluções alternativas.

          1. Os países nórdicos – e grande parte da Europa desenvolvida – são pragmáticos mas com uma base social-democrata a de estado de bem estar muito grande e forte. Não tem como fazer uma sociedade prosperar minimamente sem antes dar à população mais pobre o acesso a oportunidades, saúde e segurança; esse ponto poderia muito bem ficar para trás numa abordagem tecnocrata ou utilitarista, recaindo finalmente no darwinismo social dos liberais conservadores.

            Sobre as marginais, se não me engano o Haddad teve bastante embasamento pra fazer o que fez, principalmente em relação ao trânsito, já existem uma série de estudos sobre a questão de transporte que apontam que a redução é o melhor caminho – assim como diversificação de meios de transporte, com trem/ônibus/carro/bicicletas na mesma cidade – que foram sumariamente ignorados pelo Dória quando esse assumiu a prefeitura com o discurso anti-PT dele. Acho que dois dos momentos mais emblemáticos dele na PMSP são ele brigando com um cara num discurso e mandando ele “ir pra Cuba” e depois “ir pra Curitiba junto com os dele” e o episódio da flor no asfalto lá. O Dória escancara pro país o problema de elegermos “gestores” no lugar de políticos.

          2. Não acho que a ideia de usar modelo esteja necessariamente ligada ao conservadorismo, acredito que esse argumento seja mais comum entre eles, até por uma afinidade da área já que Economia meio que se propõe a seguir essa ideia de explicar o mundo via modelos e, via de regra, é uma ambiente mais conservador.

            Como eu comentei abaixo, o objetivo do seu modelo é a parte fundamental do viés ideológico, a sociedade européia entendeu que o que está escrito em nossa Constituição era o objetivo deles. Um conservador pensaria em otimizar crescimento econômico e pronto, como estão acostumados.

            Inclusive, minha crítica recorrente a esquerda (daqui pelo menos), é um certo descolamento da realidade, já que nas discussões são ótimos nos porquês mas não explicam como. O Burgos fez um bom texto em relação a isso: https://medium.com/@burgos/de-que-adianta-ter-direitos-garantidos-na-lei-se-o-estado-não-tem-dinheiro-para-garanti-los-8ecc7f967ad4 .

            No próprio caso das marginais, supondo que trocássemos o prefeito por um modelo, poderíamos pensar na proposta de otimizar o número de mortes e adicionando como restrição o fluxo mínimo de carros. Provavelmente, chegaríamos a um resultado similar ou igual, por isso que acho essa ideia de IA meio boba…a não ser que fosse uma IA fora da realidade atual que, ultimamente, tenho me recusado a colocar em pauta.

            Inclusive, eu gostei do Haddad justamente por isso, ele teve uma atitude pragmática focada em tonar a cidade mais democrática. Bloomberg seria uma contrapartida conservadora dele pelo que dizem. Em ambos os casos, muito diferente do “gestor” que é apenas uma caricatura dos paulistanos que se acham ricos por serem eficientes e meritocráticos.

          3. Primeiro de tudo, acho esse texto do Pedro Burgos uma das coisas mais intelectualmente desonestas que se pode escrever. Inclusive, minha resposta a esse texto consta lá nos comentários (está ali reduzido e resumido o meu pensamento sobre o tema)

            Resposta: https://medium.com/@paulopilotti/meu-entendimento-do-texto-foi-de-que-a-proposta-mais-salutar-hoje-seria-flexibilizar-direitos-em-4130a1996f86

            Seguindo no comentário, acho que ficou confuso, não acho necessariamente que uma abordagem baseada em modelos seja conservadora-liberal (pelo contrário, o liberalismo brasileiro se baseia em pseudo-ciência, praxeologia do Mises) e sim que num contexto desses prosperam as abordagens que se voltam para apenas um ponto do problema, como, por exemplo, um suposto crescimento econômico sem fazer uma análise multivariada (não adianta o país crescer nas mãos de rentistas que pouco/nada produzem, por exemplo) do todo. E acho a comparação com os países nórdicos temerosa porque eles investem pesadamente em bem estar social com uma alta carga tributária baseada em renda, o oposto do Brasil.

            Acho a ideia da IA coisa de blogueiro de TI que não tem muito conhecimento do mundo, porém, a ideia de reduzir a velocidade nas marginais tinha bastante respaldo técnico de diminuição de congestionamentos e de mortes, isso foi ignorado pelo Dória (inclusive sendo promessa de campanha) o que, dados os bons resultados que foram apresentados, não parece ser algo inteligente a ser feito.

  7. Uma coisa que poderiam comentar por cima: a falta de smartphones pequenos e de boa configuração. Hoje quem gosta deste tipo de smartphone fica preso à Androids de entrada ou o iPhone SE.

    1. Há um tempo tinha os “compact” da sony, mas são caros e não sei se está atualizado.

      1. Agora só tem o Xperia x compact importado pela galerinha do MercadoLivre, igualmente caro a um iPhone SE.

    2. impossível. infelizmente é a tendência e creio que não terá mais volta. tenho um lg x power e o tamanho da tela me incomoda as vezes. o ideal pra mim seria um aparelho de 4.7″ ou 5″ sem bordas ou com bordas mínimas.

      1. minha mulher tem um alcatel idol 2 morto aqui na gaveta. tem 4,5″ e eu acho ele perfeito!

    3. O iPhone 6s tem um ótimo tamanho também. Até 5″ é bem aceitável.

      É triste ver o abandono dos Androids para esse público.

      Vejo muitas pessoas reclamando do tamanho dos grandes smartphones.

    4. Eu tenho um Lumia 730 de 4,7 polegadas, e já mexi em um iPhone 6. Em termos de ergonomia são os dois melhores smartphones que eu já peguei. Esse tamanho de tela é excelente pra usar com uma mão

    5. Dei para a patroa um redmi note 4 pro , specs interessantes e tela de 5″ , está adorando.

    6. Eu estou em busca de um smartphone novo, queria um menor mas que ainda tivesse um bom conjunto. Infelizmente estou preso ao iPhone SE, longe dele ser ruim, mas seria legal ter mais opções.

  8. Sobre o novo bug que foi achado no windows, terá correção rápida?
    C:$MFTqualquercoisa

      1. Realmente trava feio, estranho como algo tão simples causa um estrago enorme.

  9. Meu Instapaper está vazio, email e feedly idem.

    Logo, não tenho o que fazer na internet, sugerem alguma leitura? Algum site?

    OBS: Para leitura não vale livro, e sim artigos interessantes.

      1. hahaah

        Eu migrei as coisas do pocket pro instapaper desde que ficou gratuito, faz tempo que não entro lá.

        1. O Pocket tem uma newsletter muito, muito boa. Não sei se é automatizada (com base no que costumo ler) ou se tem curadoria, mas sempre vem coisas bem interessantes lá.

        2. Tb tenho usado mto mais o Instapaper, principalmente pela integração com o Kindle

        3. Eu fiz uma gambiarra com o IFTTT, tudo que eu salvo no Pocket ele manda pro Instapaper que manda por si só para o Kindle

          1. O instapaper faz isso automaticamente, e pra mim, o jeito de salvar do instapaper é melhor que o pocket

          2. Eu só uso o Pocket por causa dos bots de terceiros que tem no Telegram, me acostumei que todas as minhas listas vão para o super mensageiro. Se não deixaria o Pocket no canto.

          3. Então, é meio complexo mas dá para entender. Por meio do IFTTT, meus feeds vão para um grupo vazio (eu e o bot) no Telegram. Aí uso um bot que manda links do Telegram para o Pocket. Já artigos mais longos ou mais complexos eu arquivo, e quando eu arquivo, o IFTTT manda para o Instapaper. Já o Instapaper todo dia manda um arquivo para o Kindle. É meio complexo e demorado para configurar mas para mim é muito bom.

            Em seg, 29 de mai de 2017 às 09:28, Disqus escreveu:

          4. Entendi, eu gosto de centralizar as coisas, desse jeito eu acho bem poluído, rs.

          5. Eu só mantenho deste jeito porque tem muita coisa de Blogs/Sites que não me interessam, é como se fosse vários filtros

            Em ter, 30 de mai de 2017 14:50, Disqus escreveu:

          6. Para mim, o único negativo do instapaper é não ter tags. Acho pastas uma organização muito limitada.

        1. O site não é meu – é apenas uma cliente de Twitter pra publicar textos longos. Quem desenvolve o TwitLonger é um britânico, e vários perfis usam ele diariamente, incluindo o Metrô de São Paulo, quando quer se explicar sobre algo que não caiba em 140 caracteres. Eu uso pra escrever meus artigos

          1. É bem legal mesmo. Pena que não tem ferramentas de buscas, nem formas de visualizar perfis. Se alguém quiser ler algo lá, tem que procurar links no Twitter (principalmente)

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