Post livre #76


10/3/17 às 8h34

No post livre, temos o espaço para comentários para conversar sobre quaisquer assuntos, da manhã de sexta até a noite de domingo. Sugira temas, participe dos propostos pelos outros leitores, vamos interagir!

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111 comentários

  1. Alguém ai já teve experiência com conserto de tapete? Tenho um aqui parecido com o da foto, com os fios um poucos mais grossos talvez, que acabou caindo brasa em cima em vários lugares.
    https://uploads.disquscdn.com/images/4663ef0ba5c663caf8b3af95a2ddf38fff65968e6dd2fa04ac3d3e1ea167dc62.jpg

    Consultei dois lugares aqui na cidade e o pessoal me passou que se fosse no canto daria até pra cortar e remover a parte que queimou, mas sendo no meio do tapete fica complicado.

  2. @ghedin:disqus sobre remover o disqus, digo aqui outro problema que ele vem causando a algum tempo.
    Quando alguém coloca um link sem a tag ‘code’ o disqus faz um redirecionamento. Por algum azar extremo, nenhum desses redirecionamentos funciona no meu PC…

  3. Recentemente venho tendo muito interesse em ler Distopias.
    Comecei pela primeira que consegui emprestado: Jogos Vorazes (livro bem legal, filmes apenas OK). A segunda que consegui emprestada, Admirável Mundo novo, foi bem bacana. Estou planejando ler em seguida (sem uma ordem específica) 1984, O Conto da Aia, Revolução no Futuro… Depois daí, não sei pra onde a lista vai.
    Alguém aí tem uma distopia preferida? Qual?

    1. Admirável Mundo Novo e 1984 além de distopias, são clássicos e críticas do seu tempo. Tem que ter sempre isso em mente, se gostou de Admirável Mundo Novo, imagino que já percebeu isso.
      Procure por “Não Verás País Nanhum” de Ignácio de Loyola Brandão.

      1. Esses dois que citou foram cruciais na minha formação.
        Não verás país nenhum foi uma grata recomendação de uma professora que entendeu que eu não gostava da literatura tradicional.

    2. Acho que já citaram tudo que eu comentei, mas de um gênero irmão das distopias, acho que a trilogia da Fundação é ótimo também.

    3. Toda a trilogia do SPRAWL do William Gibson (Neuromancer, Count Zero e Mona Lisa Overdrive) é muito boa.

    4. Li as três distopias clássicas (“Admirável Mundo Novo”, “1984/Big Brother” e “Farenheit 451”).

      Agora fiquei meio vazio, vou aproveitar as dicas que tão passando para ti. :)

  4. Jovens, quais seguros pra smartphones vocês recomendam?

    Meu moto z play foi furtado no trem ontem, e a Assurant vai demorar UM MÊS pra me enviar um aparelho novo, com uma possibilidade remota de me indenizarem em dinheiro.

    Ou seja, vou ter que comprar um novo antes, assumir o prejuízo e claro, botar um seguro decente no bixim.

  5. Olá, estou fazendo mestrado em Psicologia na UFRJ e meu tema de pesquisa é tecnologia e gamificação. Acho que a apropriação de elementos de jogos fora dos mesmos está cada vez mais comum. Apps, serviços, cuidados da saúde…. Tudo está se tornando games. Por outro lado, alguns grupos ainda defendem que games são alienantes e podem, inclusive, causar violência. Gostaria de sugerir o tema para discussão. Como vocês vêem esse fenômeno? Fico à disposição para conversar.

    1. Opa, Ulisses. Ia fazer mestrado justamente dentro dessa temática. Tentei levar adiante projeto na Psicologia e na Educação USP, mas não deu certo. Sinto q minha formação em História e meu currículo Lattes não ajudaram, mas tb senti q uma parcela significativa das vagas, pelo menos em Psicologia, já estava meio q encaminhadas aos alunos de lá ou pessoas ligadas ao curso… Acho q vou mudar um tanto o curso das coisas pra ficar mais próximo da minha área e ver no q dá.

      De todo modo, queria ver como crianças lidavam com dilemas éticos dentro do Minecraft. Ia explorar tb os efeitos da violência escolar e a violência em ambientes virtuais. Pra mim e essa e outras questões são fundamentais pra serem estudadas, pq o uso dos games em ambiente de aprendizado está aumentando mais e mais e acho q por aqui não tá rolando tanto discussão sobre o assunto qto deveria.

      1. Infelizmente, muitos concursos de pós são cartas marcadas. Mas acredito na relevância do tema, apesar de achar que a Psicologia Brasileira, pelo menos na UFRJ, não se mobilizou para esses campos. Boa sorte no futuro

    2. Penso que “Gameficação” nada mais é do que o que chamamos de “competição” e “recompensa”, e isso vem antes dos games.

      Talvez hoje estamos nesta situação pois a visão antiga de competição – de estar contra um outro – se esvaziou. Hoje mudou as métricas – competimos contra nós mesmos e contra as situações atuais. E usar a lógica e métrica similar aos dos jogos (eletrônicos ou não) ajuda a estabelecer parâmetros e escalas, ao invés de usar lógica própria ou o velho “falar uma coisa, agir de outra forma”.

      A métrica de “gameficação” vem de antes dos games atuais, vem da escola e sua escala de pontuação, que cria justamente o estigma de criar “melhores alunos” ou “punir péssimos alunos”. Lembrando que há umas três décadas atrás e antes disso, o ambiente escolar tinha punições mais severas para quem não se adequava a ela. Hoje a punição existente seria o não reconhecimento social por não ter pontuação suficiente escolar.

      Quanto a alienação, o ponto é que qualquer mídia, seja jogos, filmes, etc… podem alienar se não existir um contexto social por trás. Não existir alguém que contraponha as culturas que um jogo pode transmitir.

      Existe um ditado que é usado como verdade: “Vídeo-games não influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas.”
      (Kristian Wilson, Nintendo Inc)

      Apesar da frase ter algum sentido, ela vai em um exemplo simples (e que ironicamente existe :p , ou alguém aí não conhece “rave” e “lsd”? ).

      No entanto, jogos como Counter Strike, GTA e outros que tem a violência como parte da história acabam (eu acho) criando uma camada na consciência que nos faz ficar inócuos a situações similares as que o jogo apresenta. Ficar indiferente a uma guerra ou criminosos.

      Lembrando que jogos de tiro muitas vezes são usados para treinar soldados. E apesar das restrições parentais, é fácil ver crianças jogando este tipo de jogo, ou até mesmo os pais comprando e deixando o jogo lá rolando. E o pai não fala sobre o jogo ou sobre a cultura por trás dele – muitas vezes até pela própria ignorância de nunca ter estudado sobre, seja porque o pai não ensinou, a escola não ensinou ou ele mesmo deixar para lá.

      1. Concordo em parte. Sem dúvida muito do que vemos como sistemas gameficados são práticas antigas. Contudo, se você se aprofundar em estudos mais detalhados, verá que o tema é mais complexo e, portanto, polêmico. Por exemplo, enquanto autores como Deterding ou Huotari mostram uma faceta mais pragmática e voltada aos negócios, outros como Mcgonigal defendeu um uso voltado para a aumento da felicidade e de características “positivas” do jogador.

        Sobre a impacto da violência, acredito que os games influenciam sim, mas outras mídias possuem o mesmo potencial. Sem dúvida a contínua exposição à materiais violentos pode trazer consequências para qualquer um. Faz-se necessário expandir o debate crítico sobre esta violência para dentro de casa. Jogos como GTA podem servir tanto como um lugar para “extravasar” ou como uma “permissão” e um reforço à comportamentos destrutivos. A diferença está na capacidade de construir um barreira (que não é fácil) que contenha o espaço do jogo assim como sua moral e regras. Esse é um grande desafio para os pais de hoje.

    3. Gamificação pode ser explicado usando o behaviorismo de Skinner ainda (resposta e estímulo no condicionamento operante) só saímos um pouco das recompensas usuais para termos badges de reconhecimento interno – comunidade onde nos inserimos – que denotam níveis de conhecimento do usuário/jogador/individuo.

      Isso sempre foi amplamente utilizado em educação e em competições esportivas, assim como trenamentos (existe toda uma área de treinamento esportivo de alto desempenho baseado em repetição de habilidades que usa estimulo resposta como base) e que depois de um tempo acabou sendo a regra dos jogos eletrônicos, principalmente aqueles com competição interna (P1 x CPU) e depois com as competições externas (multiplayers com rankings, temporadas e e-sports).

      Video-games são alienantes na mesma medida em que programas de TV o são. O Datena é tão violento quando uma partida de Counter Strike (com o adendo do discurso de ódio). O mais tóxico quando falamos de games é a internet – a comunidade ao redor dos games que se tornou misógina, violenta (psicologicamente e simbolicamente) e xenófoba – mas nisso tem muito pouca “culpa” do VG e muito mais culpa da polarização social, das classes sociais e da polarização política mundial (você pode perceber que os jogos são meios facilitadores, assim como a internet, para um fim, um instrumento que, caso não exista, será substituído por outro). A violência em si é causada por uma série de fatores sociais e pessoais, nesse contexto o VG pode servir como facilitador para reunir pessoas com o mesmo pensamento violento.

    1. E como resolver o problema da USP estar quebrada, gastando mais dinheiro que recebe, todos os meses?

      1. Não será promovendo demissões em massa e austeridade fiscal que se resolverá um problema que é mais propriamente de receitas que de despesas.

        1. A USP recebe por decreto cerca de 5% do ICMS do estado. O cálculo deveria ocorrer sobre o ICMS bruto, mas uma série de manobras fiscais do governo fazem com que isto ocorra sobre o icms líquido. Não tenho os dados atualizados, mas isto gera um impacto razoável nas contas, fazendo com que o comprometimento com folha assuma uma porcentagem maior do que a correta. Some-se a isto uma série de isenções que o estado dá ao pagamento de icms de suas empresas de economia mista.

        2. O maior problema do orçamento está nos inativos: cerca de 1 BILHÃO são gastos todos os anos com professores aposentados — ainda que os ativos contribuam para o sistema estadual de previdência. Ou seja: há um dinheiro que sai para previdência e nenhum dinheiro que entra. Nós, funcionários, temos nossas aposentadorias pagas pelo INSS, mas a dos docentes (que são os maiores salários) é paga pela universidade. Essa conta simplesmente não tem como fechar. Detalhe: 1 bilhão é justamente o valor necessário hoje para que o comprometimento com a folha (independente dos expurgos citados acima) caísse para patamares aceitáveis. Perceba: NÃO existe inchaço de ativos, mas um gasto exorbitante com inativos que não deveria ser da universidade.

        3. A proposta sugere demissão de funcionários (que recebem os menores salários) enquanto centenas de docentes ainda recebem salários muito superiores ao teto do estado. Faz sentido?

        4. No longo prazo, a medida gerará na prática redução dos salários atuais por conta da inflação e congelamentos. Não sei como isso pode ser bom para uma instituição cujos principais “ativos” são seus recursos humanos, para falar a língua do mercado.

        5. Um desmonte generalizado da estrutura funcional tenderá a promover terceirização de serviços — e isto pode ser desastroso para a gestão da pesquisa, sobretudo levando em conta que uma parte considerável dos docentes do CO é dirigente de fundações privadas ligadas à USP que dispensam licitações para serem contratadas.

        6. Não entra nessa conta o dinheiro que a USP já capta hoje por meio de contratos de prestação de serviços intermediados pelas fundações citadas acima (e que mereceriam uma bela CPI para investigar a promiscuidade dos seus docentes dirigentes com o setor privado).

        7. Finalmente: desde 2014 a USP já demitiu cerca de 3000 funcionários e isto tem reduzido o horário de funcionamento de laboratórios e centros de pesquisa. Aonde o reitor quer ir demitindo mais gente?

        Enfim: a proposta é um espantalho para os reais problemas do orçamento, cuja discussão tem sido bloqueada pela reitoria pois ela não quer se indispor com o governador.

        1. Independente disso tudo, o que ocorreu na última terça-feira simplesmente não pode se admitir em um ambiente universitário: manifestantes pacíficos foram de repente atacados sem qualquer motivo com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Estudantes e funcionários foram perseguidos pelos bandidos da PM e espancados. Isto é inadmissível: o reitor tem sangue nas mãos.

          1. Acredito que você esteja confundindo com o orçamento da FAPESP (que recebe 1% da arrecadação do ICMS). As três universidades paulistas recebem juntas 9,57% do ICMS (mas, como eu disse, na prática recebem menos pois governo do estado aplica esse percentual no ICMS líquido e não no bruto). Desse montante, pouco mais da metade vai para a USP.

        2. Você falou algo interessante, num outro PL, disse ser contra a reforma da previdência, pois ela está bem do jeito que está.

          “NÃO existe inchaço de ativos, mas um gasto exorbitante com inativos ”

          Isso ocorre hoje na Previdência, no estado atual o a conta do contribuinte ainda paga a do não-contribuinte, mas num futuro próximo, ~10 anos, a conta não irá mais fechar, e porque adiar o debate, podendo-se evitar a crise futura.

          ////

          1- Propõe jogar mais dinheiro na USP para tentar corrigir o problema?

          2- Sobre os docentes, nenhum deles irá aceitar redução na aposentadoria.

          3- Mesmo os professores que recebem acima do teto, são bonificações e aditivos, ao salário, não o salário de fato, claro que faz sentido, uma faxineira você tem fila de espera para contratar, um bom docente, não.

          4- Quem irá sofrer, são aqueles que os trabalhos podem ser facilmente substituídos.

          1. O caso da previdência do INSS é completamente diferente, pois o déficit é fictício e está sendo usado apenas para legitimar uma reforma que fere direitos (http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2016/07/para-economistas–previdencia-social-deficitaria-e-mito-a-ser-derrubado-6879.html ). É completamente diferente da USP, que não sendo instituição previdenciária paga os seus inativos do seu próprio orçamento.

            1. Em primeiro lugar, é preciso corrigir os expurgos hoje promovidos pelo governo do Estado no cálculo do repasse do ICMS. Além disso, a alíquota de 9,57% atual destinada às três universidades não muda desde 1995, apesar da enorme expansão que as três promoveram. É preciso que o governo pare de destinar dinheiro para pagar juros da dívida e aumente o financiamento das universidade. Também sou contra o pagamento de salários acima do teto para docentes, como ocorre hoje.

            2. Sou contra retirada de direitos adquiridos. Quem deve arcar com essa aposentadoria é o Estado, não a universidade.

            3. O problema de nossa sociedade é justamente um sujeito ganhar 40 mil por mês enquanto uma faxineira que se mata (literalmente) de trabalhar ganha apenas 800. Os salários devem ser dignos para todos e o teto constitucional está de bom tamanho, não acha?

            4. ?

          2. O que eu estou falando em relação ao INSS, é a futura quebra, não o que é comentado como defict hoje. Num futuro próximo o INSS irá ficar igual a USP na questão de ativos não pagam mais a conta de inativos.

            Quer mais dinheiro para a Universidade que está há anos sendo avisada que iria quebrar se continuasse a aumentar os gastos. Jogar dinheiro no problema não o resolve no longo prazo. Os salários dos docentes não está acima do teto. São aditivos e bonificações.

            “O problema de nossa sociedade é justamente um sujeito ganhar 40 mil por mês enquanto uma faxineira que se mata (literalmente) de trabalhar ganha apenas 800. Os salários devem ser dignos para todos e o teto constitucional está de bom tamanho, não acha? ”

            Não acho que está de bom tamanho, de um lado reclamam que o Brasil não reconhece a ciência, e em um dos pouquíssimos do locais que isso ocorre, reclamam que ele ganha muito, o cara passa mais da metade de sua vida, estudando e tentando melhorar sua área de atuação, e é pago para isso, e reclamam se ele ganha muito.

            Está cada vez mais batido esse discurso esquerdista, que o pobre coitado que trabalha as 44 horas semanais, sofre na mão do Estado e do empregador, enquanto todos enriquecem com seu trabalho.

            Não vejo movimento para tirar aqueles estudantes que ficam 15 anos para concluir um curso, porque é comodo ficar vivendo no campus.

          3. “Está cada vez mais batido esse discurso esquerdista, que o pobre coitado que trabalha as 44 horas semanais, sofre na mão do Estado e do empregador, enquanto todos enriquecem com seu trabalho.”

            Se você realmente prefere um modelo escravagista, então não tenho muito o que fazer. Do meu lado, continuarei lutando por uma universidade pública, gratuita e de qualidade que colabore para construir uma sociedade mais justa do que este patrimonialismo grosseiro que você defende. E sim, as elites enriquecem com o trabalho do assalariado de 40h: até onde eu sei, ninguém até hoje refutou o conceito de mais-valia.

            Quanto aos salários: o teto atual (cerca de 22 mil) é superior ao de 99% dos brasileiros e me parece de muito bom tamanho. O problema, mais uma vez, está nas milhares de pessoas que precisam sobreviver com as migalhas do salário mínimo. Mas, como eu disse, sequer é esse o problema, pois o problema da USP é de receita e não de despesas, com exceção dos inativos.

            Sobre sua última frase: sugiro que deixe de lado evidências anedóticas e comece a olhar para o problema de uma maneira mais científica, já que você gosta tanto dela. Aliás: que evidência você tem para justificar tamanho preconceito?

          4. Se emprego é modelo escravagista. Só da certa validação há alguns discursos de direita, que acusam o cara da esquerda de ser “vagabundo”. Ninguém sequer pensa em privatizar a USP, então, o modelo de universidade pública, gratuita e de qualidade” não está ameaçado, achar que é necessário uma luta para manter isso, é seguir a cartilha do esquerdista, que apenas com a sua “luta e resistência ao patriarcado opressor, é que haverá luz”.

            Sobre teu conceito de Mais-Valia, se, refere-se ao conceito de Marx, ninguém a refutou, por ser apenas um conceito, escolas como a Austríaca, com Menger, pega como base a teoria do valor-trabalho, cunhada inicialmente por Adam Smith, aonde o valor do trabalho é dado pelo mercado.

            Citar a Mais-Valia como base, é uma piada, o socialismo utópico imaginado por Marx, não é viável no sistema que vivemos hoje, e não será por muito tempo. Crer cegamente que o dono da cadeia de produção tem seu ganho apenas na base do trabalhador pobre e oprimido, chega a ser patético nos dias de hoje.

            Quem ganha um salário mínimo, ou está lá por nunca ter tido educação e oportunidade, ou porque nunca foi atrás de estudo. E nisso, o capitalismo não é o mais justo, e há uma série de dedos há apontar no Brasil para culpar, não negarei isso.

          5. Parece-me que você está confundindo alguns conceitos básicos e argumentando a partir de preconceitos e estereótipos. Assim é difícil conversar.

            1. A imagem que você faz de uma esquerda estereotipada (misturando trabalho, patriarcado e seja lá o que você queira dizer com tudo isso) é apenas um ad hominem mal formulado e sutil. Não funciona.

            2. Mais-valia é um conceito marxiano surgido diretamente da teoria do valor-trabalho iniciado por smith e ricardo. O embaralhamento que você está fazendo não colabora em nada para a discussão. A assim chamada “escola austríaca” (que nenhum bom pesquisador de ciências sociais leva a sério) justamente ignora a teoria do valor-trabalho.

            3. “Quem ganha um salário mínimo, ou está lá por nunca ter tido educação e oportunidade”

            Pois é, isto é capitalismo e este é o motivo dele ser tão ruim.

          6. “Está cada vez mais batido esse discurso esquerdista, que o pobre coitado que trabalha as 44 horas semanais, sofre na mão do Estado e do empregador, enquanto todos enriquecem com seu trabalho.”

            Direitos trabalhistas e trabalho digno agora são pautas esquerdistas?

    1. Eu vi e gostei, só que vi umas pessoas dizendo que a terceira parte foi “jogada” e discordo COMPLETAMENTE. Quem viu o Steve Jobs com o Michael Fassbender percebe que a idéia de montagem é bem parecida e funciona muito bem em ambos.

    2. Assisti e é um puta de um filme. Pra quem tá cansado de efeitos especiais e filmes cults com gritaria e sem sentido esse é o antidoto.
      Vi um monte de gente que NÃO assistiu reclamando por alguma cena gay, mas até aquele filme BR do ceguinho é mais gay que Moonlight. Achei a história mais pra um Evangelion sem os EVAs.

      Assisti junto com A Tartaruga Vermelha. Ambos as melhores coisas que vi e escutei (trilha lembra The Leftovers) nesse ano.

      1. Muito bom esse paralelo com Evangelion, embora tenha achado Moonlight mais tocante (e gastando muito menos tempo do que se tem em uma série). Eu fui ao cinema sem nem saber do que o filme tratava e saí da sessão muito surpreso. Filmaço. Depois, já em casa, descobri que fizeram esse filme com US$ 1,5 milhão, o que é bem pouco para os padrões hollywoodianos. Mais méritos ainda aos produtores.

        1. Assiste ‘Ponto zero’, qdo puder. Baixo orçamento como a maioria dos filmes nacionais. Não é preciso muita grana pra contar uma boa história. Agora Oscar de melhor filme pra um filme q é mais Sundance é algo raro de se ver. E talvez seja um sinal de q os EUA precisam de substância e menos super-herói contra forças do mal.

      2. “Evangelion sem os EVAs”

        A história de um pai que perde a mãe para um sonho em comum, e o filho é um trauma? :p

    3. opinião impopular: eu achei mediano.
      tipo, a história estava muito boa, mas no final o filme acabou…, assim, “é isso? ok então”.

        1. Concordo e digo mais: acho que em um filme o que menos importa é o roteiro.

          2001 que o diga!

          Ou as maluquices do David Lynch, para ficar só no cinema hollywoodiano.

      1. SPOIER ALERT Concordo com o Fabio, de que o fim é o de menos, mas achei bem resolvido o de Moonlight. Não sei de que forma faria diferente e melhor.

        1. ‘Sopranos’ tem o melhor final… mas é série, então demora até chegar lá. Mas ‘Lost in translation’, por exemplo, vai nessa linha… de final q não importa.

      1. Esse eu não vi e, na real, não tenho lá muito interesse. Quando a leva atual de filmes de heróis começou, com o primeiro X-Men, eu era bem empolgado, mas hoje… meh. (A maioria dos filmes de heróis, principalmente os da Marvel, ser péssima talvez ajude a explicar o meu desgosto com o gênero.)

        1. Nap acho que sejam péssimos, mas existe uma padronização de roteiro, paleta e dinâmica que depois de uma dezena começa a cansar.
          Por isso Logan e Dr. Estranho na Marvel são interessantes.
          Apesar dos filmes do universo X-Men pertencerem a Fox e não a Disney/Marvel.

          1. Eu vi no cinema o Dr Estranho – com 3D e tudo mais – e digo que é mais do mesmo. Mesmo esqueminha da Marvel em todos os filmes: piadinhas pra quebrar o gelo, roteiro corrido pra agradar os “nerds” e muitas cores estouradas pulando na sua cara. Um filme ruim com um ator bom – o Benedito segura muito bem o filme apenas no carisma, mesmo caso do Roberto Júnior.

            Logan e Dark Knight são, antes de tudo, filmes. São sobre personagens e sobre atritos e dramas. Por isso são bons FILMES e não bons FILMES DE HERÓIS. Tem roteiro bom – que conduz a história -, tem o atrito necessário para levar os protagonistas adiante e tem drama e perdas.

          2. Não assisti ao Logan mas não acho que Dark Knight seja um bom filme. O que mais atrapalha é justamente o personagem principal…

          3. (e como “filme de herói”, confesso que gosto mais do igualmente ruim Batman Begins, que me parece menos pretensioso)

          4. É um bom filme do ponto de vista de histórias – consegue-se ter mais do que a história principal com um clímax/plot twist que permeiam os filmes de heróis – e do ponto de vista personagem. Sim, o Batman é apontado diversas vezes e por uma série de críticos como o grande problema ou pior ponto do filme, ainda assim, ele é um filme muito superior a todos os que a Marvel nos entregou, principalmente porque tem várias histórias se sobrepondo e não tem um plot twist/spoiller, ou seja, se aproxima muito mais da estrutura do conto moderno do que (Hemingway e outros) do que da estrutura do conto clássico do Poe (onde não se sabe a história inteira e grande parte do enredo depende de conseguir fazer com que o espectador/leitor se sinta pego de surpresa pelo final, por isso a Marvel coloca aquelas cenas pós-créditos sempre, btw).

            Lógico porém que tudo isso sendo analisado dentro da lógica interna de um subgênero de heróis. Não tem como comparar Árvore da Vida ou Melancholia com Batman e Logan (ainda que os 4 sejam ótimos filmes).

            Sobre o Batman em si, fica a dica do canal Nerdwriter1 no Youtube. Ele analisa vários filmes, dentre eles o Batman do Nolan, com uma linguagem muito boa e fácil de entender – e fugindo dos Youtubers famosos com berros e outras coisas sem sentido.

            https://www.youtube.com/user/Nerdwriter1

        2. Mas Logan é bem melhor que essa ultima leva de filmes de super herói, eu diria, então vale a pena assistir.

      2. Deu até depressão no fim do filme :|
        Na hora que assisti, mais de metade da sala ficou até acabar a fita só na expectativa de ver Logan voltando a vida.

        1. Sério? Não sei o que houve comigo, talvez muita expectativa, mas não consegui me conectar emocionalmente com os personagens.
          SPOILER ALERT
          As mortes, e são importantes, não me emocionaram e no final não consegui visualizar a real necessidade do Logan morrer.
          Sei lá, não gostei do filme, talvez assistindo uma outra vez mude minha opinião.

          1. @ghedin:disqus dê uma chance ao filme. Para mim o único filme que o supera é a trilogia do Nolan. Mas por pouco.
            Spoiler abaixo:

            @disqus_Y43F8B1naG:disqus eu já gostei bastante do filme cara! Gostei do final, achei que deveria ter esse fechamento sim. O filme teve momentos muito bacanas como a parte que estão quase como uma família na fazenda.
            A relação do Professor com o Logan sendo explicada ao longo do filme pelo o que o professor fez, a atuação muito boa da atriz que fez a menina e do própio Hugh Jackaman.
            Curti bastante…

          2. Tudo o que você falou eu posso concordar, as atuações estão boas, as relações são explicadas. Mas como eu disse, não consegui me conectar aos personagens e nos momentos de maior emoção, não acho que foi dado peso para se entender/emocionar com a seriedade das ações.
            Posso ter ido com muita expectativa, mas nessa primeira visita achei que as coisas foram um pouco corridas.
            Talvez, assistindo novamente, sem expectativa, minha relação com o filme melhore.

  6. Venho fazer aquela perguntinha que todo usuario de tecnologia faz: alguem sabe indicar um bom telefone intermediario? houve uma época que era mais facil indicar coisas, era Moto G intermediario, Moto E entrada, iPhone OU um Moto X para top de linha aqui no BR, mas com cada empresa lançando 953849849 smartphones fica dificil até pra mim, jovem, acompanhar…
    PS: quando digo intermediario, não me refiro a Zenfones 3 da vida, preço 1k pra cima, me refiro a telefones de 700/800 reais no maximo. Uma pesquisa rapida que fiz apontou o LG X Power como uma boa alternativa pois tem 2 gb de ram (o basico pra qualquer android), 16 gb de armazenamento (tambem o basico, contando com o fato de ele tem entrada para micro sd), enfim, alguma indicação?

    1. O novo Moto G5 é uma boa, não? Se puder comprá-lo à vista, sai por R$ 899 com os descontos padrões do varejo (10%). Não deve ser tão rápido quanto o Moto G4, mas é um upgrade e tanto em relação ao Moto G4 Play.

      1. Minha tia tem um Moto G3 e queria trocar, não soube o que indicar…
        Agora com o Moto G5 fica parecendo uma opção interessante, mesmo ela não temos gostado da experiência por causa da pessoa atualização, veremos o que ela diz sobre ir para uma nova geração dele.

        1. Acho que a terceira geração foi a pior dos Moto G. No lançamento já estava com especificações defasadas, o preço subiu e os diferenciais para a geração anterior eram mínimos. Eu estava bem cético com o Moto G4, mas gostei bastante. O novo parece apostar na mesma fórmula, só que com corpo de metal, o que é sempre bem-vindo.

          1. “No lançamento já estava com especificações defasadas”

            A mesma coisa do G5?

          2. É, de certa forma, sim. Porém, hoje o hardware está mais padronizado e a diferença de desempenho entre gerações próximas é menor do que dois ou três anos atrás. É só uma impressão, mas para mim o Moto G5 chega mais competitivo do que o Moto G3 na época em que esse foi lançado.

    2. Daora que vi o Moto G5 lançado por 1k e já tem promoção dele a 900 reais ou menos.

  7. Thread oficial para comentarmos sobre Ghedin traindo o movimento empreendedor-maker, se curvando ao capital da grande mídia, pulando na boca da fastweb etc.


    assim como a Emily colaborou gradualmente com textos para o Ghedin, seria legal ver um novo colunista colaborando com a Emily.

    1. Fiquei triste com a saída dele, mas fazer o que? E eu só acompanho a Emily por aqui e pelo Guia Prático, não conheço os demais trabalhos, mas estou na expectativa.

    2. VENDIDO!!! VENDIDO!!!

      Hoje em dia leio pouquíssimo o site, coisa que eu fazia todo dia religiosamente há um tempo tempo atras, ai quando vi a chamada ja entrei triste, mas feliz que ele vai continuar na ativa, creio que a Emily vai fazer um trabalho incrível e é bom saber que o Ghedin ainda vai estar por aqui para colaborar com o site e conversar com a gente!

    3. Torcendo pra que ele não seja obrigado a tuitar: “Bom dia amigos, é sexta-feira!!! [espaço pro gif] Essas são as noticias tecnologicas do dia [espaço pro link]. ENTENDA”.

        1. Sempre estivemos abertos a colaborações dos leitores. O que empaca é que somos bastante rígidos com o que entra no site — aí, a maioria das sugestões acaba esbarrando já na temática. Mas, se o tema encaixa aqui e o autor escreve legal, a coisa flui. Tem alguns leitores que já publicaram; Fabio Montarroios, Eloy Machado, Marcellus Pereira…

          Quem tiver interesse, mande um e-mail para a Emily com a proposta/ideia de pauta: emily@manualdousaurio.net

        2. Colaborar com o MdU é, antes de tudo, um baita aprendizado. Ajudei bem menos do que gostaria, mas se rendeu uma ou outra conversa entre os leitores, já valeu.

      1. Gostaria muito do Higa, assim como gostaria de alguma pessoa que nunca tive oportunidade de ler antes (foi o caso da Emily). Legal, no aguardo das 9dads

      2. Dúvida, o que um ‘Editor’ de um jornal impresso é responsável? E um ‘Editor de negócios’? Vai cuidar da mídia web deles?

        Fiquei curioso :)

        1. Buscarei e editarei pautas sobre tecnologia (similares às do Manual e de sites especializados) e de negócios (desempenho comercial e perfis de empresas). Minha atuação será mais no digital. Acho que depois que eu começar, o meu papel lá ficará mais claro :)

    4. Estamos em época de mudanças. O último remanescente da antiga formação do Gizmodo (Felipe Ventura) foi para o TB, o Ghedin tá indo para o Gazeta do Povo, e bem, não sei de mais nada pois sites de tech não tenho visto muita coisa.

      De 10 anos atrás para cá, podemos dizer que muita coisa mudou. :p

  8. A genética do paradigma

    Estudar subjetividades virtualizadas a exemplo das ciências sociais, filosofia e artes, comumente cria tanto nos locutores quanto nos interlocutores uma sensação de solidez sobre os citados temas, de forma que os mesmo parecem existir naturalmente e anteriormente ao advento do ser humano. Obviamente isso é uma inverdade.
    Analogamente, cérebros são máquinas, computadores bioquímicos. Memórias, sentimentos, idéias, vontades, aversões e outras atividades mentais surgem e se instalam por meio das sinapses criadas entre os neurônios da massa encefálica. A mente (humana e de outros animais) surge dessas interações sinápticas-químicas. Uma Virtual Machine, no jargão dev: uma calculadora funcionando sobre nível das linguagens, enquanto as linguagens funcionam sobre os códigos de outras linguagens, em camadas que se sobrepõem até chegar ao nível neural físico.
    As virtualizações não cessam neste nível, dadas a nossa socialização em comunidades, que originam o consciente coletivo, e a grande capacidade da mente humana. Por meio da criatividade gerada por essa estrutura virtual, surgem supra estruturas, conceitos etéreos que nada tem de sobrenatural, que Richard Dawkins chamou de memes: cultura, religião, beleza, justiça, civilidade, nacionalismo. Todas essas idéias se replicam indefinidamente no meio memético, da forma mais simples que se possa imaginar: didática. Ao ensinar minha filha a falar inglês, invariavelmente acabo transmitindo conceitos como “existência”, “certo”, “errado”, “educação”. Criamos ferramentas virtuais como as línguas, as leis e a ética, e mundos imaginários como os delírios artísticos e os rearranjos dos seus movimentos internos, e nos apoiamos uns nos outros para acreditar em estruturas impossíveis naturalmente.
    O interessante de se aprender a respeito da natureza virtual dos memes é saber que temos certo controle sobre eles: a despeito de sua possível rigidez podemos lidar com eles de uma forma plástica. Mas apenas numa certa medida, pois um grupo grande o suficiente de pessoas cria e replica memes de modo a edificar paradigmas colossais, como “Ocidente”, “estado-nação”, “mundo árabe”, “capitalismo”, e outros. As pessoas geram e se conectam coletivamente a esses paradigmas de tal forma que suas mentes se trancam gravitacionalmente a eles, astros orbitando astros maiores, e assim uma reprogramação severa se torna aparentemente impossível. Esses paradigmas, tal qual formas de vida complexas criadas por genes, parecem coesos, coerentes e indestrutíveis. Bem, não são.
    Quantos ainda veneram o Panteão grego? Quantos ainda leem em alfabeto cuneiforme? Mudanças de longuíssimo prazo corroem estruturas paradigmáticas e diluem seus memes em novos consensos. Somos ocidentais democráticos, mas não somos gregos na fronteira persa. Darwinismo puro. Essas erosões estão sempre em andamento, e é de se esperar que em algum momento o nosso paradigma desmorone.

  9. Galera, eu acompanho duas newslettter diárias, a do MdU e a Meio, cobrindo assim tecnologia e política, queria uma diária sobre esportes (especialmente futebol), alguém conhece?

    1. Estou sentindo falta da época que tínhamos newsletter do MdU semanais mais completas. Notícias do dia sobre tecnologia eu já acompanho pelos principais sites e blogs pelo Feedly. Newsletter sobre esportes eu não conheço para indicar.

  10. Já que o minimalismo é um tema comum aqui no MdU, acho legal compartilhar essa crítica ao “movimento” aqui: https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2017/mar/04/minimalism-conspicuous-consumption-class .

    Achei um tanto raivosa a crítica, mas tem pontos válidos em relação a suposta superioridade de quem apoia esse tipo de consumo, uma postura similar as pessoas que gostam de viajar e ler por exemplo.

    Pessoalmente gosto da ideia de minimalismo, mas é um típico problema de pessoas privilegiadas, um “first world problem”. Só quem tem condições precisa repensar em consumir menos, mas da minha parte nunca interpretei como uma ação social, apenas algo de interesse pessoal: assim eu gasto menos, tenho menos coisas para cuidar e posso investir mais em coisas que realmente importam. Algo de cunho prático, não muito mais que isso.

    Em relação a estética, talvez inescapável depois do séc. XX justamente pela necessidade de produção industrial. Dá para fugir, mas não muito, Olhando prédios neo-clássicos, me parece claro que não dá mais para fazer algo que não seja uma caricatura do que era construções antes do séc. XX. Apesar de estar na moda há anos, ainda gosto dessa estética,

    1. “assim eu gasto menos, tenho menos coisas para cuidar e posso investir mais em coisas que realmente importam”

      Eu sou adepto do minimalismo por isso, e já o fazia sem saber o que era, levo para tudo, se tem app que não uso no celular, apago, se comecei a ler um livro e me desagradou, eu paro, tento fazer somente coisas agradáveis a mim, e que economizem tempo, pois o meu já é escasso.

      E eu não tenho nenhum problema com quem tem entulho de coisas, só não o faria pois eu perderia muito tempo com esse estilo de vida.

      1. Eu também tento simplificar as coisas ao máximo, apps, livros, coisas a fazer e arquivos. Acho que uma forma de você entender um pouco como alguém pensa e trabalha é olhar o desktop do computador dela. Mantenho o meu somente com a lixeira hahahaha.
        Não tento evangelizar ninguém ou falo para meus amigos se organizarem, nada disso. Apenas gosto de simplificar tudo como por exemplo deixar tudo programado no bankline os pagamentos do mês, automatizar o máximo que posso.

    2. A imensa maioria das preocupações de uma pessoa de classe média vai se encaixar no “first world problems” mas isso não é necessariamente ruim ou invalide a preocupação apenas porque determinada pessoa tem condição de se preocupar com isso. Essa condição deveria ser universal, inclusive.

      Acho que a preocupação com o minimalismo tem uma certa afirmação social implícita sim, quem escolhe está passando uma clara mensagem para os outros que, não raro, é uma mensagem que foi moldada por meio de marketing (o minimalismo vende como sofisticação e cria um pertencimento na pessoa que o pratica, a Apple sabe muito bem disso). O paralelo com os amantes de viagens eu nunca tinha pensado, mas, é verdade e cabe muito bem a correlação nesse caso (amantes de viagens adoram dizer que você não viaja porque não quer, dando 1000 dicas de como economizar e etc, se esquecendo do acesso que a foi falado lá em cima, coisa que ao menos os minimalistas ainda não fazem, até porque, ao fazer isso acabariam matando um dos pontos-chave do minimalismo é que a pouca penetração e a diferenciação que ele trás aos seus adeptos).

      Sobre arquitetura, muito mais o estilo neo-clássico ou art deco ou art nouveau do que esse emaranhado de prédios espelhados que eu chamo de “neo arquitetura classe media paulista” que além de padronizar a cidade, ainda são de um tremendo mau gosto.

      1. Esse estilo que você não gosta é uma evolução do que foi chamado de “estilo internacional” durante o período mais racionalista da arquitetura moderna.

        1. Obrigado, não sabia que tinha um nome (e olha que eu procurei aqui).
          Pra mim é terrível, sem senso estético e asséptico.

          1. Como o próprio nome diz, a ambição era de uma arquitetura que existisse independente do local. O pós guerra tem muita influência nisso, obviamente.

            Mais posteriormente nos diversos movimentos que são aglutinados dentro do que se chama pós-modernismo, tem-se o regionalismo crítico que tentava fazer um meio de campo entre essa arquitetura sintética e as raízes locais.

            O sec XX é definitivamente muito louco nas produções arquitetônicas

      2. Seu ponto sobre viagens me lembrou do livro do Caio Castro, aquele ator que declarou não gostar de ler. Ontem tive a oportunidade de folheá-lo numa livraria e me pareceu uma versão concentrada e com muitas fotos dos textões do Medium “larguei tudo e fui viajar”.

        Esperto ele foi unindo o agradável ao rentável, mas fiquei pensando em várias coisas. Se esse tipo de coisa vende, por exemplo, e, se sim, que tipo de público consome algo tão grotesco e superficial…

        1. Eu acho que vende (investindo em publicidade, tudo vende, não duvido que ele só seja a cara do livro e todos os textos não tenham sido escritos por um ghost writer) e eu acho que quem lê isso busca uma confirmação do que já tem na cabeça, mais ou menos como uma auto-ajuda (forçando um pouco).

          A pessoa já tem uma ideia central de sair pra viajar, largar tudo, etc. E busca nos textos a desculpa pra isso – ou a justificativa social. Ali é só o reforço positivo que ela precisa pra realmente “largar tudo e viajar o mundo conhecendo novas culturas”.

          1. Mas, parece-me, tem outro lado aí também: a de pessoas que não podem ou não conseguiriam largar tudo e viajar e, lendo relatos do tipo, de que basta força de vontade e um porquinho para guardar moedas, qualquer um consegue. Normaliza-se uma situação que, por “n” fatores, não é trivial. Isso pode ser um fardo bem grande a quem não enxerga a falsidade dessa premissa, não?

          2. Creio que isso é o que mais me irrita, sites tipo o catraca livre que amam matérias desse cunho eu passo bem longe.

          3. Sim, concordo em gênero, número e grau.

            Esse problema não é exclusivo dos nichos de viagens, quase sempre se vende um padrão de consumo global – viagens, telefones, carros, computadores – como sendo padrão mas se esquece que o ganho pessoal não é global. O problema disso, além do fator de que temos uma sociedade pobre, é que os padrões de trabalho acabam sendo esticados e direitos acabam sendo relativizados em nome do padrão de consumo que se espera dessa sociedade, se esquecendo da realidade e do contexto de cada pessoa.

            Um exemplo é o Braincast dessa semana, sobre a cultura maker, onde o pessoal claramente pega um nicho – classe média alta/classe alta – e generaliza como padrão de comportamento/consumo para toda a sociedade e critica quem não segue – se escutam ali coisas como “brasileiro que tudo de mão beijar”, “brasileiro espera sempre por um salvador da pátria” e a melhor “brasileiro espera sempre que o Estado resolva os seus problemas”, ignorando qualquer realidade adversa ao padrão que eles estão acostumados a ter e que permite que eles ajam de forma X (no caso, tendo uma impressora 3D para “ser da cultura maker”, por exemplo.

    3. Ainda não li, joguei no instapaper para ler no Kindle, mas acho que há de se diferenciar o minimalismo enquanto fenômeno principalmente de sociedades orientais (indígenas talvez também – carece de fontes) e enquanto marketing/produto etc.

    4. “eu gasto menos, tenho menos coisas para cuidar e posso investir mais em coisas que realmente importam.”
      esse é um mantra da minha vida.
      conheço gente neurótica em ganhar dinheiro, adquirir bens e depois reclamar do custo de manter esses bens. Ou planejando viagem pra praia enquanto nem precisava mais trabalhar e poderia viajar pelo mundo. Ou ainda sonhando em comprar uma BMW 325i enquanto tem uma camionete de 60 mil reais estacionada na garagem.

    5. Achei o tom do texto agressivo num tom desnecessário para falar algo meio óbvio. Todo movimento incorre o risco de ser deturpado e aproveitado pelas empresas ou gurus de lifestyle (no caso). Não seria diferente com o minimalismo.

      E, sim, concordo que é mais fácil aderir ao minimalismo quando se tem uma grana sobrando. A premissa de que é melhor comprar menos coisas de qualidade melhor não diz, mas é implícito que essa preferência implica em coisas mais caras. Elas podem até ser melhores e mais duráveis (melhor custo-benefício no longo prazo), mas o custo de entrada deixa de fora muita gente. Para ficarmos num exemplo próximo: um iPhone dura três anos fácil, mas é mais caro que um Moto G, que fica defasado muito mais rapidamente.

      E tem também a questão do acesso a produtos. Um paralelo interessante é o da comida: em muitos lugares, é mais barato e mais fácil comprar produtos processados do que in natura. O mais bizarro é que em alguns desses lugares a produção de alimentos in natura é no quintal das casas das pessoas. O documentário brasileiro Muito além do peso, da Estela Renner, expõe esse paradoxo maluco.

  11. Bom dia pessoal, câmeras de ação? Estamos presos apenas a go pro ou temos alternativas eficientes por ai?

    1. Para filmar meus passeios de bicicleta e viagens, uso a câmera Navcity NG-100. Ela é bem básica e não tem como comparar com uma GoPro, mas por custar bem pouco e filmar razoavelmente, para mim é um bom custo benefício.

      1. Eu tenho essa Navcity NG-100 e ela me quebra um galho legal viu.
        Paguei 199 na época e acho que só as coisas que já fiz com ela, já valeu a pena.
        Comprei mais acessórios para ela no AliExpress (case para transporte, uma capa de silicone para proteger e deixá-la inteira preta, bóia etc) e valeu a pena.
        Além do que, esses acessórios servem para a GoPro também, caso um dia adquira uma.
        E também sempre ouço falar bem das Xiaomi.

    2. Procure os reviews do Techmoan, pois ele mostra muitas câmeras que podem ser usadas como câmeras de ação. Tem que ver o foco que você quer – se vai usar caixa estanque, se é para veículo ou outra coisa que precisa de proteção contra impactos e quedas.

      E tá baixando o preço de algumas antigas e boas por aí, como as da Sony. Fica de olho.

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