Post livre #332

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150 comentários

    1. Oito anos sem formatar!? Eu passei quase sete, aí formatei. Recomendo.

      No mais, a melhor maneira de saber o que está ocupando espaço na memória de armazenamento é usar um aplicativo como o GrandPerspective.

      1. GENTE!

        MUITO, MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADO

        https://imgur.com/a/YcDmI3e

        essa pequena maravilha de aplicativo identificou uma quantidade gigantesca de arquivos de cache de podcast

        eu liberei 60 GB de uma vez

    2. Caso não queira formatar, analise o que você tem (com o programa recomendado pelo Ghedin ou outro que preferir) e faça tanto um backup geral quanto mover arquivos para um armazenamento externo (ou nuvem) de coisas que você tenha uma menor necessidade de deixar no computador.

      Também você pode aproveitar a deixa e estudar adquirir um SSD de maior capacidade, caso tenha condições de investir em um.

      1. vish, não sei nem se eu consigo substituir o SSD nesse computador, mas seria o ideal mesmo

        1. Já vi a resposta ao Ghedin.

          Muitas vezes não nos damos conta das inutilidades que ficam no computador. Por isso é sempre bom revisar – e se possível, não ter cabeça de “acumulador” (isso geralmente é o que faz manter 60 GB de podcasts….)

          A quem procura o equivalente ao Grand Perspective do Mac no Windows, é o Space Sniffer, WinDirStat e outros.

          1. o problema é que esses arquivos temporários ficavam “invisíveis” — no aplicativo eu já tinha apagado praticamente todos os podcasts, mas esse cache ficou lá nas pastas do sistema

  1. Não consegui responder a tempo ao comentário do Paulo GPD no último Post livre, então respondendo por aqui: espero que sua mãe tenha melhorado, e concordo, não tem sentido voltar ao “antigo normal” enquanto ainda não terminou uma pandemia duma doença que pode matar, causar sequelas etc. E não estou aqui dizendo que devemos viver em bunkers até a pandemia acabar, só de usarmos uma PFF2 em ambientes fechados a situação poderia ter sido bem diferente.

  2. sites que desapareceram da web sem deixar rastros dos quais vocês sentem falta

    1. Eu sou colecionador de camisas de futebol e lá nos anos 2000 havia o minhascamisas.com.br que cobria os lançamentos e era quase um fórum de discussão para camiseteiros.

    2. Eu acompanhava o euescuto.com.br que era uma grande referência de lançamentos de discos, descobertas de novos artistas, rankings de melhores discos do ano – tudo isso em português! Migrei para outros sites gringos mas sinto falta desse, era onde eu refinava meu gosto musical (e era uma bolha fora no mainstream)

      1. Esse site era de um rapaz aqui de passo. Nunca imaginei que fosse tão famoso.

    3. De graça é mais gostoso, baixava de tudo lá

  3. Lendo a questão do Leonardo “nada novo no front” Rossatto pôs no twitter sobre O que vamos fazer daqui a 30 dias, e pensando no que vou fazer, dado que em 2020 dei uma surtada total.

    Moro em frente a uma rua de escola, e acabei passando a madrugada inteira acordado e xingando quem jogava santinho na rua. Acabei indo para outra cidade durante a manhã e a tarde voltei para votar e depois dormir.

    Imagino pegar um dia antes da eleição, ir para algum hotel longe da cidade que resido, ficar por lá, e sair de lá de forma a dar tempo suficiente para chegar na cidade, voltar e depois sair para outra cidade de novo.

    Talvez só assim para não surtar vendo idiotas jogando santinhos nas ruas.

    E até que este ano parece que não tem tanto santinho e “praguinhas” (os adesivos redondos) nas ruas quanto há dois anos atrás. Ao menos isso.

    1. Pelo menos aqui na cidade acho q passou uma lei ambiental que proíbe esse tipo de poluição.

      Fora que a crise chegou né para todos

      1. (Soltando um sorrisinho por causa do nick de hoje :) ) Cah-ahm…

        De fato as cidades tem legislações bem claras sobre propaganda de rua, e o TSE está com regras bem delimitadas. Só que há cidades que a fiscalização é “nula”, no caso candidatos da “elite local” podem tudo e não tão nem aí.

        De fato o que mais vejo hoje é ou panfleto jogado na rua perto de saída de lugares movimentados ou “praguinhas” aleatórias grudadas em alguns lugares. O mais grave é um outdoor eletrônico na saída da estação de trem (e outro perto de uma escola).

    1. (Vou refazer o comentário. Pode apagar este. Desculpe o transtorno.)

  4. Um teste mais dramático para o problema dos comentários que somem: a Cloudflare está completamente desativada no site.

    Quem estava tendo problema para comentar, por favor, tente novamente. Mantenham-me informado, por favor, por aqui ou no e-mail.

    1. Ótimo, gente! Agora temos certeza que o gargalo é na Cloudflare.

      Reativei a Cloudflare e vou mergulhar nas opções de lá até encontrar a “culpada”.

        1. Não sei se falo besteira, até pq faz tempo que não mexo com sites. Mas sei que o problema é que a Cloudflare ele geralmente manda uma “cópia do site” ao invés de mandar o acesso ao ponto original do site. Por isso que muitas vezes o Cloudflare bloqueia um comentário, ou até mesmo uma atualização no WordPress.

          Quando a pessoa acessa de uma rede Tor ou alguma outra rede que os serviços da Cloudflare identifica como “suspeito” (uma empresa de internet que usa IP compartilhado por exemplo), ela apenas manda o acesso ao “espelho” do site. Como os comentários vão direito para o BD, quando manda no espelho, ele só simula que vai mas não vai.

  5. Alguém tem recomendação de lugares para comprar ebooks além da Amazon? Tenho percebido recentemente que boa parte dos ebooks que eu quero, são mais caros que os livros físicos, o que não faz sentido algum (pelo menos pra mim).

    As vezes vejo no ebooks.com. Mas estou procurando recomendações de outros lugares. :)

    1. – Para livros clássicos em ingles, eu gosto bastante dessa editora:
      https://www.delphiclassics.com/
      é uma editora independente britanica, que basicamente compila todos os livros de autores em domínio público e lança em um volume toda a obra junta da vida dos caras/moças, por uns 3 dólares cada, e pode baixar em formato epub e mobi sem nenhum DRM. Tem até edições em alemão e frances, e umas em espanhol e italiano. Para livros desde gregos antigos até ian flemming, em ingles, é minha loja preferida.
      tem os autores mortos há 50 anos ou mais, eles até fingem que só australianos podem comprar ian fleming – porque a lei nos outros países geralmente é 70 anos ou + , mas todos podem, é o jeitinho britanico hehehe.
      – tem também esse site com livros de domínio público específicos em edições bonitas (e gratuitas)
      https://standardebooks.org/ebooks
      – o projeto gutenberg todos conhecem, assim como o library genesis.
      – Para livros comerciais atuais, conheço a loja da livraria cultura (que é a Kobo no Brasil)

      1. Esqueci, tem outra livraria independente de livros clássicos:
        https://wildsidepress.com/
        Essa é norteamericana, e tem uma subseção de Megapacks especializada em livros eletronicos sem DRM que são compilações de contos, tipo contos do sherlock holmes, de literatura pulp, sci-fi da era de ouro, fantástico etc.

  6. Já aviso, vem textão aí e quem tiver preguiça pode esperar virar filme =). A umas semanas atrás, o @Ghedin havia compartilhado no Twitter uma matéria no Estadão a respeito do “Empreendedorismo à Brasileira” com título “Quase 90% dos empreendedores não têm funcionários e metade ganha só um salário mínimo”. Pra quem tiver interesse segue o link da matéria: https://www.estadao.com.br/pme/empreendedor-solo-sebrae-mei-negocios/

    Eu havia comentado que com um pouquinho de entendimento tributário e planejamento financeiro, muita gente se interessaria em se tornar CNPJ e largar a CLT. Ele me questionou se os números da matéria eram reflexo desse entendimento e planejamento ou era apenas prova de que a galera ganhava mal. Pois bem @Guedin, como havia ensaiado, os números escondem várias realidades e refletem um pouco de vários cenários. Vai aí minha réplica abordando alguns deles:

    1) A maioria das microempresas são constituídas por um único sócio que responde como sócio administrador e ele pode receber pró-labore por exercer essa função. Normalmente coloca-se o valor de um salário mínimo, sobre o qual ele precisa pagar apenas os 11% de INSS para fins previdenciários. Receber este valor garante que ele terá isenção de imposto de renda, pois obviamente seu rendimento tributado ficará abaixo do piso. Mas como esse cara recebe o restante do salário dele? Todo o lucro da empresa pode ser repassado aos sócios periodicamente como antecipação de lucros – contabilmente legal e isento de impostos. Supondo que o cara fatura R$10.000,00 por mês, ele pode receber os R$1.200 de salário mínimo, pagar pouco mais de R$ 130 de INSS e receber os R$8.670 limpos, sem IR, sem nada. Para fugir do radar da Receita, essas antecipações de lucro podem ser pagas de tempos em tempos, a cada 3 ou 4 meses. Aí estão nossos 90% de empresários sem funcionários e que recebem salário mínimo, normalmente EIRELI ou ME =)

    2) A lógica acima não vale pro MEI. O teto de faturamento dele é de R$6.750 mensais precisando pagar mensalmente o carnê-leão com valor do IR sobre o que arrecadou. A única declaração que ele precisa fazer é anual, com o lançamento dos valores em NF, subtraindo gastos comprovados pro CNPJ. Muita gente que entra no MEI, simplesmente não declara valores recebidos em espécie (pena que não dá pra comprar imóveis) ou transferências para PF. Aí está uma parte de quem recebe menos de dois salários.

    3) Pessoas que aderem ao MEI para ter direito à aposentadoria básica pagando 5% do salário mínimo ou para completar o tempo necessário de contribuição para aposentar por tempo de trabalho pagando 20%. Aqui está outra parte de quem recebe menos de um salário.

    4) Aqui entra o pior cenário – o cara que abre um MEI para poder trabalhar. O empregador na promessa de pagar uma salário mais alto, pede que o sujeito se torne MEI, se livrando das responsabilidades trabalhistas. Muita gente entra nessa por necessidade, dentro da precarização da relação do trabalho pela qual passamos desde o Governo Temer. Esse cenário tem a galera que ganha entre 1 e 2 salários normalmente (uma parte dos 72% citados).

    Estes cenários ajudam a ter um pouco de noção da complexidade dos números levantados e como a realidade pode estar mascarada. A discussão que começou em cima do meu comentário extremamente preconceituoso (olhei apenas dentro da minha bolha) é válida – há pessoas que usam o sistema tributário para se beneficiar e muitas outras que sofrem da precarização da relação de trabalho para poderem colocar um prato de comida na mesa. Desculpe o textão, mas espero que entenda um pouco do meu ponto de vista.

    1. Muito bom, Vinicius! Seria excelente (necessário, eu diria) se esses levantamentos levassem em conta todas as particularidades que você citou. Do jeito que saiu no Estadão (confesso que não fui atrás dos dados originais/brutos), falta informação para pintarmos um cenário mais fiel à realidade.

      1. Mas tem aqueles dão conta, sim… A PNAD é usada como contraponto / correção aos problemas de declaração da receita federal, e vice-versa!

    2. “pena que não dá pra comprar imóveis” foi boa! Kkkkk.

  7. Pessoal, raramente comento aqui, mas estou perdido e preciso da ajuda de vocês sobre trabalho.

    Estou trabalhando a pelo menos 8 anos em uma gráfica rápida (era lan house, agora é gráfica rápida), porém nos últimos 2 anos, a minha relação profissional com meu chefe (que é um bom amigo) não anda muito bem (qualquer discussão, o clima fica tenso), fora o fato que ando muito sobrecarregado (Só trabalhamos nós dois, empresa pequena). Vou para o trabalho desanimado, ás vezes, chego a ficar até ansioso. Já estou cogitando há algum tempo em pedir demissão, porém não sei como falar isso diretamente. Ele é uma pessoa bacana, um bom amigo que me ajudou muitas vezes e por isso, me atrapalha na hora de ter essa conversa.

    Gostaria que me vocês me ajudasse com suas opiniões e experiências. Obrigado.

    1. Pedir demissão é mais difícil na nossa cabeça do que na prática. Chame seu chefe e diga que está na hora de você arejar um pouco sua carreira, buscar novos ares. Agradeça e se coloque à disposição para cumprir o aviso prévio e ajudar na transição/busca de um substituto. O resto é vida que segue. Caso tenha carteira assinada, tente fazer um acordo de demissão para você ter direito ao seguro desemprego. Normalmente depois dos tramites trabalhistas é só devolver a multa de 40% sobre seu FGTS para a empresa.

        1. Meu comentário vai de encontro com o que o @ramiz disse. Conversa franca e tranquila, mostrar-se disposto a facilitar no processo de transição (para manter o amigo) e tentar fazer um acordo.

        2. É isso aí que o camarada comentou. Aliás, já conversou com seu chefe se ele pretende expandir a empresa daqui uns anos? É uma boa oportunidade de sondar se há chance do ambiente atual melhorar.

          1. É uma empresa pequena (Ainda é MEI). Já tivemos mais funcionários, mas sempre por pouco tempo. Mas isso não encaixa no sentido de ser atrativo para continuar.

    2. Primeiramente, imagino que se você está considerando se demitir, é porque já tem outro emprego em vista, ou consegue se manter sem esse emprego. Mas não custa perguntar mesmo assim se você já tem um plano B, no caso eu recomendaria ir buscando algo e sair apenas quando já for chamado para outro emprego (ou tiver outra fonte de renda garantida). Eu concordo que saúde mental é importante, mas conseguir pagar as contas de casa e ter comida na mesa é mais importante ainda.

      Segundo que, como os outros comentários já falaram, não tem muito mistério em pedir demissão. Basta dizer que está em busca de outras oportunidades (se já não tiver encontrado outra), ou que quer focar nos estudos ou alguma justificativa similar. Não precisa falar sobre as discussões que te incomodam ou a carga de trabalho — até porque, se você não conversou sobre isso até agora, significa que não houve abertura para isso, apesar da proximidade. E se já conversou e não adiantou, então de fato não tem muito o que fazer mesmo a não ser sair do trabalho.

      Talvez o seu receio seja não saber como falar sobre a sua saída e não saber a reação dele, ou até mesmo perder a amizade, caso seu amigo se sinta “ofendido”. Nessas horas, é importante saber dividir o pessoal do profissional, então ele vai ter que saber respeitar o seu lado, se for seu amigo mesmo. E caso não respeite, bem… infelizmente vai ser uma amizade que vai resfriar, mas uma amizade que não sabe considerar o outro como pessoa, acho que ninguém deseja, né?

  8. Olá pessoal. Preciso de sugestões para upgrade no meu desktop atual. Minha referência é meu computador do trampo que é um i7 10700 (não sei qual é a placa gráfica). Procuro um processador equivalente seja Intel ou AMD e placa mãe.

    1. Você só tá duas gerações defasado. Precisa mesmo?

      1. Acho que ele quis dizer que quer algo para o computador pessoal equivalente (ou superior) ao computador que ele usa no trabalho.

        Eu sugiro ao Fernando verificar qual é o processador que ele tem na máquina de casa e fazer uma compração nos sites de benchmark (tipo https://cpu.userbenchmark.com/). Botão direito no menu iniciar, depois clique em sistema (ou tecla do wndos + pause break). Você vai ter um básico de informações alí.

        Como falaram abaixo, as vezes upgrade de armazenamento (SSD), RAM ou placa gráfica tragam mais retorno no desempenho. Ou seja, identifique qual é o gargalo no seu desempenho e foque nele o upgrade.

        1. Borges, é isso mesmo. Só que meu computador de casa é um AMD que já tem seus 10 anos, já está mais do que desatualizado. Faz dois anos tentei melhorar ele mudando umas coisas, mas não deu muito certo.

        2. Só por questões de grana curta, na verdade minha comparação com meu computador do trampo vai ser o limite superior: achar uma configuração equivalente e ir baixando até caber no bolso :-/

          1. Obrigado ao Borges e desculpe-me Fernando.

            Sigo o Borges: avalie o que você tem na mão que possa lhe ajudar a economizar – talvez usar peças do seu computador atual no novo também pode lhe dar um pouco de economia também. Provavelmente você deve ter algo tipo Phenom ou Ryzen de primeira geração, com DDR 3. Se em algum momento já fez upgrade de SSD, veja a vida útil do mesmo (Crystal Disk Info é uma boa pedida) e caso positivo, use-o até poder trocar conforme seus ganhos.

            Como já dito até pelo Rafael, confira o processador do equipamento do trabalho e veja como referência. Salvo engano, os Ryzens atuais já serão os últimos, se você comprar pode ter uma chance de pegar uma boa barganha. Um Intel hoje é bem caro para os padrões, mas se ver gerações anteriores, pode ajudar na economia.

            Veja também sua real necessidade (apenas documentação, ou se precisa de algo que requer poder de processamento, seja gráfico ou comum). Com isso você pode pensar em uma configuração que você pode ir melhorando nos próximos anos.

            Sinceramente tou por fora de equipamentos atuais – não vem muitos para eu trabalhar em reparos (o que é um ótimo sinal) e não tenho visto reviews. Mas sei que pelo menos as quatro últimas gerações de processadores estão ótimas, não terá tantas perdas.

            GPU é complicado, o pessoal do MdU as vezes dá dicas de canais de reviews, fique de olho.

    2. i7 10º geração tá bala ainda… veja qual é a letra do sufixo do seu processador (K, HQ, M, T, R, S…), elas diferem de cada aplicação que o processador se sobressaí
      se ele te atender, talvez compense mais fazer upgrade de GPU e memórias (de acordo com o que sua mobo suportar e seu objetivo)

  9. Na minha cidade, a partir de hoje, os ônibus terão RECONHECIMENTO FACIAL (????). Alegam que ““Esse sistema vai ajudar a identificar eventuais fraudes, como o uso do cartão do idoso, estudante e o especial, por outras pessoas”.

    Só que tipo, como é isso será? Uma concessão pública pode fazer isso? Achei bizarro.

    1. São Paulo e outras capitais já tem.

      Na verdade, salvo engano, apenas comparam a foto da pessoa com eventuais flagrantes futuros. Se por exemplo a pessoa tem um bilhete eletrônico e eles notam em um padrão que o mesmo é usado várias vezes seguidas, eles começam a investigar. A foto na hora de passar o cartão vira uma prova: se ver que a pessoa que passou é diferente da pessoa da foto cadastrada, investiga. Se provada, bloqueia.

      Isso se faz pois muitos “vendem” os vale-transportes que possuem, e nisso quadrilhas ficam em pontos de ônibus usando os bilhetes para trocar o vale (digital) em dinheiro. Também serve para monitorar quando um cartão é clonado ou hackeado.

      1. Aqui em Recife, uns 6 a 7 anos atrás (quando eu ainda usava ônibus), era comum utilizar um leitor de digitais que fazia a validação da digital. Lembro que quando o leitor falhava devido a N fatores (sujeira no leitor, ou no dedo da pessoa), era uma eternidade pra liberar o acesso, somado à fila que se formava na frente do ônibus. Não sei como está hoje, mas imagino que deva ter sido descontinuado devido à pandemia (como fica a questão da máscara com o reconhecimento facial?)

        1. Provavelmente só foram testes, creio que usam a biometria facial mesmo. Muito mais “prático” (mas geralmente precisa de um Pepe para tirar a vela setor para fazer as inspeções manuais das fotos).

    2. Aqui em Brasília existia/existe.
      É usado pra casos de fraude, porque estudante tem a passagem 100% subsidiada, então pode rolar casos de alguém que não tem o direito utilizando o cartão.

      1. Boa parte das cidades que tem subsídios, seja estudante, idoso ou outros, tem monitoria via câmera para evitar fraudes.

        Não a toa espero um dia mais estudos sobre Vargem Grande Paulista e o transporte gratuito que tem lá (que peguei dias atrás, diga-se).

    1. 30 minutos pra editar é bem razoável e fica escrito que foi editado.

      1. putz, acho que podiam ser cinco ou dez, sabe?

        é o suficiente para corrigir erro de digitação

        grandes influenciadores podem fazer miséria em meia hora de um tuíte viralizado

        (embora eu tenha certeza de que gente como Cid* faria experimentos maravilhosos com isso)

        *aliás, o Cid ainda existe?

        1. Oque espero é que no mínimo exista o histórico na API ou melhor, ao clicar em editar apareça o histórico.

          Cid ainda existe, mas tá mais no mundinho das lives.

        2. Cid existe sim e está só vivendo de lives
          parei de acompanhar, live a toa não levo como conteúdo e perde-se muito tempo para falar nada e só juntar dinheiro
          Saudades do blog dele, do ñintendo, ahnegao…

          1. Nunca tinha visto um resumo tão bom de uma de minhas opiniões sobre lives

          2. Ele tinha o Não Salvo. O AhNegão ainda existe e o carro-chefe dele são as coletâneas de memes aleatórios.

        3. Acho meia hora razoável. Esse tempo deve levar em consideração não somente corrigir erros de digitação, como também corrigir erros genuínos (sei lá, um número ou porcentagem errada após uma pesquisa mais apurada) e ressaltar alguma opinião ou fazer algum disclaimer, de acordo com as respostas mais imediatas do tweet.

    2. Tu fala em trombetas do apocalipse e logo neste primeiro de setembro de 2022 já temos:

      – Uma tentativa de assassinato (falho) na Argentina contra a Christina Kitchner
      – Ricardo Salles quase matando um motoboy na saída de um evento
      – (aparentemente) Um deputado do Avante dando tiro em uma das sedes do PSDB

      1. A Cristina conseguiu tirar um sucesso de mestre nos dados da sorte viu. A arma mascou literalmente na cara dela… Parece que ontem a noite abriram a porta do Asilo de Arkham e toda sorte de maluco foi pra ruas.

  10. Gente, fiz outra alteração nas configurações da Cloudflare na tentativa de resolver o problema dos comentários que não são salvos/se perdem, enfrentado por alguns leitores desde que passamos a usar essa CDN.

    Se você estava tendo esse problema, peço que comente aqui para testarmos. Se der erro, notifique-me por e-mail, informando o seu endereço IP e o horário da tentativa frustrada de comentar.

    1. Ghedin, continuo não conseguindo publicar de forma usual, ou seja, sem a utilização de algum recurso. Agora por exemplo, só consigo publicar/comentar pelo Tor-Browser.

    2. Ghedin, você está usando o plugin oficial da Cloudflare pra limpeza de cache/configurações?

        1. Acho um teste válido, porque ele força alguns callbacks de limpeza de cache dependendo do que faz no WP. E sempre tem alguma coisinha que pode ajudar.

          Além disso da a opção do APO por 5 dols, em queagroaao modo a cada atualização de cache ele já distribui em toda a rede deles, sem esperar os acessos de usuários.

          Mas só recomendo se não usar nenhum outro plugin de cache que já tenha integração com Cloudflare.

          Como alternativa a esses plugins é melhor usar uma integração com Redis, pra proteger seu serviço de um pico de tráfego sem cache que derrube o MySql.

          Outra coisa é usar o ElasticPress só pras buscas do WP, que é super mal feita. A Bonsai.io da (ou dava) opção de uma conta gratuita aceitável de ElasticSearch.

    3. No Safari o problema está relacionado ao “Privacy Relay”. Tanto no Mac OS quanto no iOS com ele ativado, o comentário é perdido. Ao migrar para um navegador sem suporte, como o Edge, as coisas funcionam normalmente.

  11. Duas semanas atrás dei inicio ao meu sonho de aprender 3D! To fazendo tutoriais do Youtube todo dia pra aprender Blender! Mas hoje me bateu uma um pensamento, tipo, atualmente, artistas digitais de 3D, usam Blender? Fiquei pensando se eu tava sendo alguém que usa Corel porque é de antigamente, mas na real todo mundo hoje usa só pacote Adobe, algo assim. Tipo, eu devia estar focando em Blender mesmo?

    1. Não acho que está perdendo tempo em aprender Blender, apesar de não utilizar a ferramenta, é um baita software e que de quebra tem muitos recursos. Tenho amigos que trabalham com ele e abandonaram de vez produtos comerciais. Manda ver, tem muita coisa bacana pra você aprender e aplicar com ele.

    2. tem uma questão na modelagem digital que é o fato de que, independente da ferramenta, é importante praticar: é uma atividade que envolve técnica e criatividade e sem um acúmulo de horas de treino você não vai desenvolver sua “mão” digital

      faço modelagens esporádicas e muito simples, mas estou fora desse mercado, então não sei dizer com certeza quais as ferramentas mais usadas. No entanto, sei que o Blender ainda é bastante usado (seja como um complemento a outros aplicativos, seja como aplicativo principal).

      nesse sentido, para quem está começando, acho que o maior problema do blender nem é a sua adoção (ou não) pelo mercado, mas o fato dele ser simplesmente DIFÍCIL!

      outros aplicativos comerciais têm interfaces mais agradáveis e menos complexas

      mas se você dominá-lo, provavelmente consegue dominar qualquer outro

      1. Obrigado! Eu achava ele difícil mesmo, sem modéstia, eu domino totalmente Photoshop, Illsutrator, Indesign etc. E com o Blender a sensação de que não sei NADA é muito grande. Porque realmente não sei. Mas é que é tão diferente tudo, a lógica, os comandos, atalhos, tudo. Isso que me desanimou por tanto tempo saca? Mas finalmente consegui por na minha cabeça que é só eu fazer todo dia tutoriais, fazer, fazer, fazer, fazer, que uma hora, vai bater! Obrigado!

      2. Cara, o Blender em suas últimas versões ficou bem mais amigável, cada vez mais vejo pessoas do Motion Graphics migrando do Cinema4D para ele. Eu recomendo muito, acho os Renders nativos do Blender excelentes e tem muito material online para aprender.

    3. Leve em consideração que antes da ferramenta, as pessoas contratam a sua entrega, a solução que você apresenta.
      Tenho uma visão pessoal: O importante no Photoshop não é saber usar a ferramenta em si, mas dominar o fluxo de trabalho em camadas, máscaras e recortes, coisa que você vai replicar no Pixelmator, Affinity Photo ou GIMP. Isso serve para edição de vídeo, criação editorial e várias outras coisas. Eu acredito que o importante é você conhecer bem o fluxo de criativo, que acaba sendo adaptado de acordo com a ferramenta que você usa.

      1. Sim! Isso do fluxo, da lógica da parada é que ainda me bato muito! To focando na fazeção, ficar fazendo fazendo, até impregnar no cérebro.

    4. Vai depender muito do que você quer alcançar, diferentes softwares de 3D atendem diferentes públicos. Entretanto esse conhecimento é intercambiável, tu não vai precisar reaprender a modelar em 3D se mudar de ferramenta, por exemplo, apenas terá de aprender onde estão as ferramentas no outro software.

      No mais, como eu disse em algum comentário aqui embaixo, considero o Blender uma ferramente excelente, as ferramentas de modelagem são muito intuitivas, não bugam aleatoriamente (Cinema4D, estou falando com você), os renders nativos do Blender são incríveis (dão um pau na maior parte dos softwares pagos) e cada vez mais vejo gente do mercado de Motion Graphics, que é de onde eu venho, migrando para o Blender.

      Eu mesmo trabalhava com o Cinema4D, mas tive bastante facilidade para me adaptar ao Blender e esse aprendizado contribuiu muito para o meu desempenho com o outro software.

      Em relação a tudo que eu disse, leve em conta que estou distante do mercado de pós-produção já tem uns 2 anos, mas acredito que não tenha mudado tanto.

      1. Pô que massa ler isso! 10 anos atrás eu lembrava que só se falava em Cinema 4d, mas agora eu nem lembrava mais dele. Sempre vejo no twitter e youtube aparecendo coisas de Blender, talvez até por conta do algoritmo, por isso fui direto nele! Valeu mesmo!

    5. Não trabalho ativamente na área de 3D, mas a julgar do que observo, a partir da 2.8 o Blender tem tido uma ascensão, duvido que você esteja usando algo considerado legado, e talvez até esteja usando algo que será mais aceito no futuro.

      Dito isto, pra ter certeza é olhar as vagas, inclusive muitos (em jogos, que é mais minha área) ainda pedem bastante por experiência no Maya, que é o “adobe” do 3D.

      Mas assim, continua no Blender, domine os conceitos, e depois também aprenda outros softwares de 3D, assim você se diversifica e não fica preso num software e qualquer adaptação se torna natural.

  12. Pessoal, há a velha história de que Macs não precisariam de antivírus, o que já é conhecido como uma falácia. Mas, eu como usuário comum, que baixa poucas coisas, tenho cuidado com emails, normalmente habilito a instalação apenas de sites reconhecidos, etc, vocês achariam necessário o usos desses programas?
    Vocês tem alguma recomendação? Principalmente de algum que não demande muita cpu? Aliás essa é a principal razão de eu ser avesso a antivírus, o fato de achar que eles reduzem a velocidade de processamento.
    Obrigado.

    1. Não é uma falácia. Se você instala aplicativos da App Store e de sites confiáveis (dos próprios desenvolvedores) e não tem o hábito de abrir anexos suspeitos recebidos por e-mail, as chances de algo ruim acontecer são remotas.

      Eu não saberia nem indicar um antivírus para macOS porque… bem, não precisa. O mesmo vale para distribuições Linux.

      1. Mas aí, um usuário leigo ou até alguém que se utiliza de engenharia social mais sofisticada, não poderia mesmo assim ser alvo de um vírus em um Mac? Como ele se protegeria nesse caso? Talvez para phishing seria de fato mais difícil (embora haja plugins e antivírus no Windows que protegem desses sites), mas se tivermos um caso mais específico, onde um hacker sabe qual alvo quer atingir e manda um script em um e-mail que dá acesso remoto ao Mac e sabe que o alvo vai abrir o anexo do e-mail — não há nenhuma ferramenta que proteja o alvo usando Mac?

        1. Não sei se falo besteira, mas dado que sistemas -inx (Linux e MacOSX) tem camadas de acesso ao sistema, a chance de um ataque infectar é baixa. A engenharia social teria que ser bem feita para simular por exemplo um “suporte técnico”, instalando algo que burle os níveis de super administrador (root) da máquina.

          Não a toa sempre existe a busca do chamado “ataque Dia Zero”, que geralmente é o que permite este tipo de infecção e controle.

    2. Uso macOS há mais de 12 anos e nunca precisei de utilizar antivírus. Como você, adoto medidas básicas de segurança e até então não me recordo de nenhum problema. A única dica que passo para as pessoas que possuem um Mac é de ativar o firewall do sistema. Lembrando que uma das vantagens dos sistemas UNIX é a segurança em si, porém sempre devemos lembrar que não existem sistema 100% seguro.

    3. Com nível de segurança embarcada temos hoje em dia nos OS, acho totalmente dispensável o uso de antivírus, seja no Mac, Linux e até no Windows. Na camada de sistema, há rotinas que ajudam a identificar ameaças e os próprios navegadores limitam a ação temerária do usuário. Como você mesmo definiu, se há uma proposição segura na utilização do sistema e da navegação, há baixa possibilidade para instalar um malware.

      1. Isso aí! Os SO estão muito maduros em segurança. Pra sofrer um ataque precisa ser uma brecha muito grande e muito obscura. Ter bom senso já é grande coisa, pois não tem sistema a prova de usuário. kkk

    4. Uma meia falácia, talvez? Há alguns anos que o macOS, além daqueles recursos que visam garantir a integridade do sistema, vem com uma ferramenta nativa e transparente ao usuário para a verificação de malwares. Até seis meses atrás essa verificação era pontual e específica, atualizada sempre que noticiava-se algum novo malware. Desde março, no entanto, a funcionalidade virou o XProtect Remediator, que embora continue nativo e transparente ao usuário, funciona de forma mais preemptiva (do Catalina pra cima) assim como as soluções de terceiros (https://eclecticlight.co/2022/08/30/macos-now-scans-for-malware-whenever-it-gets-a-chance/). Então a coisa é uma meia falácia porque, na verdade, você não precisa (e acho que nem deve) apelar a ferramentas de terceiros, já que há uma ferramenta nativa e embutida, por outro lado a coisa de que um antivirus é absolutamente desnecessária no Mac meio que caiu por terra, já que a própria Apple criou essa ferramenta. O mais curioso é que isso não foi amplamente divulgado, imagino eu que para tentar manter a imagem que foi construída ao longo dos anos sobre a resiliência da plataforma a esse tipo de praga virtual… Alguém lembra da campanha em que dois caras personificavam o Mac e o PC? Num dos vídeos o PC aparecia gripado porque tinha pego um vírus. A fala que fechava o comercial era: Mais de 14 mil virus? Não no Mac!

    5. Bom, como tudo no Português, estamos sempre cheios de metáforas perigosas, como essa de Mac “não precisar de antivírus”… Na real todo aparelho precisa de uma solução de cibersegurança, que vai além do antivírus normal. Se você pensar do ponto de vista de contrair um vírus de maneira aleatória, há uma razão de chances bem menor se comparado ao Windows. Mas isso só acontece porque há menos Macs no mercado, e quem quer passar vírus por aí em grande escala vai procurar os casos mais comuns.

      É o mesmo racional que muitos usam para segurança doméstica. Ah, “meu bairro é tranquilo então não preciso de um sistema de alarmes, câmera ou X,” até que sua casa é arrombada quanto você visita seus pais no Natal. Probabilidade não é certeza, é risco, e quem diz “nunca precisei” tenta vender evidência anedotica como fato.

      Superadas estás superstições, recomendo a você dar uma estudada em qual solução melhor se encaixa no seu bolso (ou uma gratuita) e atende melhor os riscos aos quais você está exposto. O cibercrime anda bem sofisticado, e existem várias ameaças e quadrilhas específicas para iOS… Falo isso pois eu trabalho no setor e vejo cada coisa kkkk

      O mínimo que recomendo você ter é alguma aplicação de segurança que filtre e-mails, faça bloqueio automático de sites ligados a engenharia social e um cofre seguro (para senhas, cartões de crédito e documentos sensíveis como certidão de nascimento ou assinatura digital/token). Talvez algo que trabalhe com fraude também. Mas aí você vai ficar sem um bom scan no seu PC. Valeu!

    1. Está caindo na página de testes do wordpress (tanto o link que você postou quanto o “continue lendo…” se for pra home.

  13. Qual o sentimento de vocês quando surgem essas notícias de que jornais recuperaram mensagens trocadas entre os membros da lava-jato, ou como nessa reportagem de mensagens entre os policiais responsáveis pela morte de um rapaz?

    https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2022/08/31/pms-presos-por-morte-de-jovem-no-rs-trocaram-mensagens-apos-abordagem-tem-que-aparecer-de-preferencia-vivo.ghtml

    Confesso que é um equilíbrio difícil de ser alcançado, mas não posso negar que me agrada quando notícias como essa surgem.

    1. Nesses casos, o “como” é o aspecto mais importante. Como essas mensagens foram obtidas? Se foi durante a investigação, com autorização judicial e respeitando os limites legais (por exemplo, sem envolver tortura), ótimo, é do jogo. Se um dos participantes ou um terceiro privado vazou as conversas para a imprensa e há valor-notícia ali que justifique a divulgação, válido também.

      O que seria/é zoado é a obtenção ilegal e/ou sistemática das mensagens por autoridades. Aí a gente entra num cenário de quebra de direitos e garantias que pode descambar para coisas bem perigosas.

  14. Você já usou/usa Ritalina como complemento para os estudos? Pergunto a quem não tem um diagnóstico, e que usou na tentativa de aprimorar a atenção e não de compensar algum déficit. Tem mesmo um resultado considerável?

    1. Eu usei umas duas vezes enquanto escrevia meu TCC (isso tem uns 9 anos já) não senti muita diferença.

    2. Eu usei por um mês por ter um diagnóstico errado. Foi o meu melhor mês como vestibulando, mas a concentração era de poucas horas. Consegui terminar dois livros só lendo na ida e volta do trem e metrô até a USP.

    3. para quem realmente tem problema químico, sim, faz muita diferença pois a pessoa consegue manter a atenção por mais tempo. mas pelo que conversei com pessoas normais, geralmente ajuda mais diminuindo o sono para atividades mentais parado e repetitivas.

    4. Crendeuspai rs
      Cuidado com isso aí, rapaz. Quem não precisa e toma diz que dá “um gás”, mas existe um risco grande de vc ficar hiperdistraido com uma coisa específica ou ficar com a cabeça “enuviada”, como dizem por aí.

  15. Reconheço que o Brasil talvez seja um experimento social criado por um demônio. Diariamente tento esquecer que vivo nesse buraco de vergonha, e quando não consigo esquecer onde estou é quase insuportável. Absolutamente tudo nesse lugar é estragado por alguém que, com muita dedicação, fez tudo possível para estragar mais ainda.

    Caso tenha alguém aqui desses que tem “orgulho de ser brasileiro”, que dizem que existe… me diga, POR QUÊ??

    1. É realmente difícil desviar a atenção dos aspectos ruins do Brasil, mas poxa, a gente tem muita coisa genuinamente boa — da cultura às pessoas, de iniciativas sociais e propostas de futuro.

      Uma coisa que pode parecer boba (não é) e que me faz sentir um baita orgulho daqui é ouvir música boa feita por nossos conterrâneos. Chico, Gil, Caetano, Gal, Caymmi, para citar alguns.

      Especialmente por estarmos num período sombrio que as coisas boas do Brasil devem ser ainda mais exaltadas. Ou isso, ou acabaremos contaminados pela negatividade dessa gente ruim e/ou míope que há algum tempo tenta tomar de assalto e desvirtuar o significado de ser brasileiro.

      1. MPB de fato é bom. Mas isso é outra época, não se faz mais.
        O outro lado da moeda é o que realmente se escuta nesse lugar, pior ainda os jovens. Quem acha rap ruim nunca escutou um bom e verdadeiro funk. As coisas que escuto na minha casa, vindo de uma casa a 300m de distancia, na madrugada de sexta para sábado, é mais palavrão que eu tenho capacidade de criar.

        1. Toda música popular, de qualquer país do mundo, tem música com palavrão ou “ruim” (esse termo/classificação é muito relativo, mas divago). E qual é, André, esse papo de que “os jovens não sabem nada, no meu tempo é que era bom” é coisa de velho retrógrado 😄

          Se os seus gostos não estão alinhados ao que é mais popular, tem que cavucar um pouco para encontrar representantes deles — nunca se produziu tanta música, certamente tem gente fazendo o tipo que lhe agrada. Para ficar em contemporâneos e me dar como exemplo, gosto muito de ouvir (e sinto o mesmo que sinto com os “da outra época”) Emicida, Criolo, Mallu Magalhães, Céu.

    2. Vou ser sincero: orgulho de ser brasileiro não tenho. Queria aprender mais sobre o cosmopolitismo, termo adaptado do russo (cosmo = universo) que o lendário Carl Sagan sempre citava sobre como deveria ser nossa relação no planeta – sem fronteiras, sem orgulhos demais.

      Como o Ghedin bem pôs, temos a questão musical por exemplo como coisas que dão um orgulho ao país. Tem a MPB, mas também tem as músicas locais em cada região – que admito que não conheço muito bem. Tem as tradições culturais que são oriundas da nossa mistura com outras culturas. Tem o “fator humor”, que parece que de alguma forma ainda é um fator positivo no país, pois sempre somos vistos como “um país alegre” (apesar de nossos problemas).

      Talvez muitas vezes esperamos uma expectativa de “criação de identidade do brasileiro”, mas bem, por bem ou por mal, a nossa identidade é como um grafite em bairro carente: nem quem é do bairro o entende, mas é colorido, alguns sorriem com ele, outros passam batido, outros querem apagar.

    3. André, se é tão ruim e, principalmente, se está fazendo mal pra você, saia do País.

      Sinceramente, acredito que enquanto indivíduos só podemos influenciar um pouco a nossa volta, trabalhando bem, prestando o melhor serviço, entregando o melhor resultando, sendo honesto, dando bons exemplos, fazendo caridade (seja doando tempo, objetos, dinheiro, comida).

      Sua escrita me chamou atenção para situações ligadas à depressão, por isso trouxe ou reforcei a ideia de mudar de país.

      Espero que fique tudo bem com você!

    4. Além do já exposto, algo que sempre me admirou foi como o nosso sistema bancário, mesmo com vários problemas é bem mais evoluído que sistemas que já vi fora. Lembro de em um longínguo 2002 conseguir sacar sem problemas via BB em praticamente qualquer lugar. Lembro que em 2006 uma amiga mudou para a França e a única coisa que ela conseguia fazer online via banco era ver o extrato com 3 dias de atraso.

      Nossos desenvolvedores reconhecidos internacionalmente também é bacana. E temos que pensar que todo o pais tem suas tretas.

      1. Cara, mas há uma explicação para isso: Nos tempos da hiperinflação, até meados da década de 90, com a(s) moeda(s) em desvalorização constante (e mudanças constantes também: Cruzeiro, Cruzado, Cruzeiro Novo, Cruzeiro Real…), as transações precisavam ser feitas o mais rapidamente possível, daí a evolução do nosso sistema bancário para acompanhar. Se uma transferência de valores levasse 3 dias para ser concluída, o valor real que entraria seria bem menor do que o que saiu.

        Para ilustrar: Lembro que quando eu era criança, meu pai fez uma venda de um eletrodoméstico caro por um valor razoável, algo tipo uns Cr$300 milhões, que apesar do número grande, não era tanto dinheiro assim, imagino que hoje algo próximo a R$1000. A pessoa que comprou enrolou uns meses para pagar e, quando finalmente depositou o dinheiro na conta do meu pai, o valor já não dava nem para a feira da semana.

        1. Deus escreve certo por linhas tortas — ou: alguma coisa boa tinha que sair desse período de hiperinflação 😄

          Qualquer que seja a justificativa, o fato é que continuamos bons nisso e coisas como o Pix estão aí para provar.

        2. Hiperinflação: meu primeiro emprego CTPS era um salário mínimo e eu saía da firma com o dinheiro direto pra uma casa de câmbio pra comprar dólar senão não durava nem uma semana.

    5. Eu também passei por esse momento negativo nos últimos anos. Tenho um filho autista e ver voltar à tona um pensamento eugenista meu deu um desânimo e uma vontade de ir embora daqui muito grande. Mas semana passada vi pessoas que realmente se importam, principalmente mães, lutando, fazendo pressão e buscando mudar de forma incisiva e política uma situação que afeta todo mundo que foi a votação da lei do Rol Taxativo. A Andréa Werner, mãe de um garoto autista, ativista que se tornou o nome mais conhecido nessa luta me fez perceber que podemos mais, como cidadãos desse país. Como já citado, temos a cultura, a música, o folclore, mas o que faz o dia-a-dia, o que faz ter orgulho é gente que luta, faz a gente querer lutar; por nós e por nossos filhos. Semana passada tiver orgulho de morar no mesmo país que essas mães que lutaram por todos nós.

      1. A Andrea Werner é uma pessoa incrível. Eu a admiro muito por estar encabeçando essa luta com diversas mães de crianças atípicas.

        1. E como ela abraçou a causa de todas as pessoas com deficiência em geral. Foi demais, demais. Lembro que depois do STJ mandar usar o rol exemplificativo logo apareceu uma exceção pra autistas, uma espécie de cala-boca pra turma que mais estava fazendo barulho e ela foi lá e “não, não, tem que ser pra todo mundo. por isso, por isso e por isso”. Demais.

    6. A “mídia” sempre deu espaço a um tipo de música durante um tempo, deixando outras de lado. E com o costume do conteúdo, inclusive música, chegar até a gente fica mesmo difícil de conhecer. Exige certo esforço, e isso é pra quase tudo. Não acho que você tenha sido trazido até o Manual do Usuário apenas por algoritmo.

      Outra coisa é o momento para a música, se as pessoas querem descontrair na madrugada ao som de palavrões é apenas um recorte de tempo, público e ocasião, não é o todo.

      Mas tem muita “boa música” atual no Brasil, inclusive com relevância. Se me permite recomendações: Metá Metá (e todo o pessoal envolvido nisso – Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França), Thiago Pethit, Giovani Cidreira, Anelis Assumpção, Josyara e Jadsa.

      Sem contar que pessoas dessa geração citada por Ghedin continuam fazendo seus sons. Outras pessoas de outras gerações que produzem muita coisa boa: André Abujamra, Mauricio Pereira, Chico Cesar, Elza Soares (que antes de nos deixar, deixou álbuns ótimos).

      Parece que a literatura brasileira também anda passando por uma boa nova leva de escritores. Apesar da falta de reconhecimento, temos pesquisadores brasileiros fazendo muito com pouco. A cabeça humana tem uma tendência forte a dar mais atenção a coisas negativas. Entendo estar desacreditado, eu também estou. Nem digo pra sentir verdadeiro orgulho do país, mas vale o esforço de conhecer coisas novas sempre até mesmo por bem-estar próprio.

    7. Temos nossos problemas e precisamos supera-los, mas têm muito lugar pior.

      1. “Tenho orgulho do brasil, pois podia ser ainda pior”. É, parece real.

        1. Não seja cínico, eu não escrevi isso. Eu tenho plena consciência que temos coisas que nunca serão superadas (até por que não existirá pais próspero na América Latina enquanto existir os EUA), mas há muitos países mundo afora com problemas muito piores que nós.

    8. Não vou ser hipócrita em dizer que só devemos ver as qualidades do Brasil e ignorar os problemas, tampouco dizer que devemos ser “patriotas” e adorar o país a qualquer custo. Mas acho curioso quando uma pessoa só consegue ver o lado negativo a ponto de dizer que o país é um “experimento social criado por um demônio” ou “buraco de vergonha”. É necessário se indignar e se revoltar com o que de fato há de ruim, como também identificar e reconhecer o que há de bom.

      Não digo pra você ter “orgulho de ser brasileiro”, mas como o Ghedin falou, procurar algo que seja genuinamente bom (ou melhor, que você goste) por aqui, ao invés de focar no que há de ruim (ou que você não goste). Há muitos brasis por aqui e a diversidade é muito grande, e às vezes o problema é que você está preso numa bolha que só reflete e amplifica essas coisas “ruins”.

      1. Por enquanto a unica coisa boa que apareceu foi MPB. Que até aceito que para ruim não serve. OK. O brasil é um lixo mas sabemos cantar, é isso?
        Ah, e muitas coisas subentendidas.

        Sim, preso na realidade. Tomando remédio ante depressão, logicamente. Mas remédio não facilita para diminuir inteligencia e/ou senso critico :/

        1. Tem praia também, se você gosta de praia.

          Tem museus também, se você gosta de museu.

          Tem literatura também, se você gosta de ler.

          Tem cerveja boa, se você gosta de cerveja.

          Tem boa ciência (alô, butantã e fiocruz!), se você gosta de ciência.

          Tem tecnologia de ponta (alô Embraer, alô Embrapa, alô LNLS), se você gosta de tecnologia de ponta.

          Há boas políticas públicas (de Estado como o SUS, e de governo, como foi o Bolsa Família), se você procura algo na política.

          Há coisas boas. Mas você pode achar que nada disso é suficente pra ter orgulho mas você pode achar que alguns dos exemplos acima podem limpar um pouco o vidro sujo de negatividade que está turvando seu olhar.

          1. Boa.

            Praia OK, no geral são lindas (moro no RS, mas parte da minha desgraça apenas)

            Museus são poucos a mal cuidados com acervos fracos (porém parte disso pode ser porque temos uma historia nova em relação a Europa)

            Literatura brasileira é horrível em sua maior parte. Adoro ler, sempre estou lendo algum livro nos últimos 20 anos. Literatura brasileira é boa apenas para falar que é.

            Cerveja tem em qualquer lugar. Mas não gosto.

            Ciencia chega a ser comico. O brasil odeia ciência, se tu não sabe disso tu ta em outro lugar. Existe alguém que tenta passar por isso (alô, butantã e fiocruz! ) mas no geral o brasil ODEIA ciencia.

            Tecnologia de ponta novamente, tu vive em outro lugar. Legal, alguma coisa tem. Olho então ao meu redor, olho tudo ao meu redor e… olha ao teu redor agora. Mas pouco relevante pois no brasil não temos dinheiro para tecnologia de ponta, nem as não-de-ponta direito.

            SUS é ótimo né. Dica de economia: cancela teu plano privado e fica só nó SUS, pode ser? Se não usa não vem dizer que é bom.

            OK!
            Então posso ter orgulho de musica (sabemos cantar!) e praia. Tecnicamente posso ter orgulho dessas mesmas coisas 50 anos atrás, e 50 anos atrás provavelmente teria muito mais.

          2. A thread não tem mais níveis.

            Você só quer passar raiva e discutir. Respeito, já tive depressão e tratei e sei como é.

            Fica bem.

        2. Além do que o Emerson falou, talvez você possa conhecer e gostar da cultura, hábitos e culinária de outros estados e regiões do Brasil. Quando eu falo em estar numa bolha, não é somente na bolha de informação e pessoas, às vezes essa bolha é regional mesmo, e você pode estar resumindo todo o Brasil apenas pela cidade que você mora e conhece (não sei onde você mora, mas se estiver em São Paulo capital, por exemplo, talvez esteja passando por problemas que outras cidades não passam, ou passam de maneira menor).

          Também não adianta dar mais exemplos aqui se são coisas que você não gosta por gosto pessoal mesmo. Por exemplo, eu poderia falar no cinema brasileiro, que tem algumas produções bem elogiadas, mas também tem várias produções bem sofríveis, mas de repente você generaliza só por causa dos filmes ruins, ou você não curte os gêneros/temáticas dos filmes produzidos aqui, ou às vezes você nem curte nenhum tipo de cinema mesmo.

          E assim, eu não acho que você deva obrigatoriamente gostar de algo do Brasil só porque é algo nacional, ou se sentir culpado por não ter esse “orgulho de ser brasileiro”, eu só acho que odiar tudo que vem daqui é um pouco extremo demais…

          1. Esqueci da culinária. Sou de Minas Gerais e comida boa é o que não falta lá. Mas hoje more no Pará e, uau, a comida aqui é deliciosa e diferente de tudo que tem no Sul/Sudeste.

    9. Uma coisa que eu percebo é muitos brasileiros têm a famosa síndrome de vira lata e a sensação de que a grama do vizinho é mais verde.

      Uma pergunta pessoal você já teve oportunidade de viajar pra fora e conhecer outras culturas?, Vc mora em outro país?, Se não já pensou em ir embora pra outro país que te agrade?.

      Todo país tem seus problemas que só quem vive lá sabe, se você tem esse sentimento do Brasil e está te afetando e irritando talvez seja a hora de procurar novos ares.

      1. Já tive oportunidade de conhecer Europa, foi a unica vez na minha vida que me senti em casa. Impossível de descrever aqui como me senti melhor que isso, mas entendi pela primeira vez que “cidade” é um conceito social para auxiliar na vida humana.

        Conheci transporte público de verdade, vi limpeza, e vi a realidade de certa sujeira saindo um pouco de Paris e uns mendigos na ferroviária de Bruxelas, sendo alimentados por voluntários, com cheiro de mijo que parecia que estava em um terminal de onibus de são paulo. Fui furtado em Londres.
        Conheci bem em 1 mes. E nesse 1 mes, com pouco dinheiro (a viajem foi mais para um sonho que para relachar, não tenho dinheiro para simplesmente viajar) tive a oportunidade de conhecer mais que eu gostaria.
        Não tem comparação. Tudo tem seu ruim, mas não tem como comparar o ruim deles com isso que vivemos.

        Apenas não acho legal depois de 45 anos ir lavar prato em outro pais, tendo de ficar me escondendo da migração. Passei da idade. Quando era jovem chute USA mas, naturalmente, jovem brasileiro não é bem vindo, embaixada me bloqueou.

        Todos paises tem seus problemas.
        Mas eles também existem para fazer a sociedade funcionar. Esse segundo ponto simplesmente não existe aqui.

        1. Um mês é nada e você estava na condição de turista, o que é beeem diferente da de residente. Todos os países, hoje, têm problemas parecidos ou piores que os brasileiros. Até elegerem um(a) fascínora como presidente — vide os EUA e quase foi o caso da França também.

          1. tá péra… ter orulho do brasil por… ser “tudo igual”?! onde tu mora e já saiu para a rua? Já entrou em onibus? Já dependeu do SUS? Por deus, aomenos 1x arma na cabeça né? Só eu aqui que tenho a experiencia completa?!!!

          2. @ andre

            Primeiro que não disse que tenho orgulho do Brasil por ser “tudo igual”. Isso você concluiu com base não sei no quê. O que eu disse é que as virtudes que você citou de países estrangeiros estão enviesadas pela sua experiência limitada (um mês) neles.

            Cara, creio que o @Emerson tem razão: não adianta ficarmos aqui defendendo isso ou aquilo, mostrando o que o Brasil tem de bom etc., se a sua postura segue inflexível, na defensiva e destrutiva. Procure ajuda profissional, é o melhor que você pode fazer (e falo isso de boa, sem nenhum intuito de agredi-lo, diminui-lo ou qualquer coisa do tipo).

        2. Vou responder uma coisa: Lá na Europa as coisas ‘funcionam’ de uma maneira mais concreta pois as pessoas exigem e lutam para que isso ocorra. As pessoas possuem consciência em relação aos seus privilégios e seus direitos enquanto cidadãos.

          Aqui não. A burguesia brasileira exige que exista uma classe inferior a fim de trabalhar para eles. Temos uma cultura escravocrata e racista que ainda impera nesse país. Estamos dizendo de um país onde uma boa parte dos brasileiros é negra e mesmo assim, quem domina? Os brancos.

          O dia que a população mais pobre tiver consciência de classe e racial, as coisas vão mudar e melhorar.

          E a visão que você teve ao viajar vem de uma perspectiva limitada. Você não fez coisas do dia-a-dia como faz aqui.

    10. Vc poderia ser um estranho, aliás estrangeiro em um país que não te quer. Bem pior que br.

      BR tem memes, e presença fortíssima na internet. Tem belezas naturais e diversidade. Se vc ganha bem, é um país barato para se viver.

      Já falei q aqui tem diversidade? Tem frutas de todo jeito, gastronomia que muda bastante de uma região para outra.

      Ah sim, tbm acho um povo razoavelmente mais bonito. Não é a monotonia dos orientais. Tem identidade que é não ter identidade.

      Ah tem o mercado de trabalho, se vc não é medíocre, é bem fácil se destacar. Tipo fácil msm! Não tem concorrência, então qdo se faz um A a mais, já vira um baita diferencial.

    11. A uns meses atrás eu estava considerando fortemente me mudar para Portugal. O cenário do Euro valorizado, da qualidade de vida, segurança e outros contos que o Instagram ajuda a disseminar. Na hora de colocar os planos no caderno é que bate a realidade… Se no Brasil sofremos racismo ou homofobia, lá fora, além disso, também sofreremos xenofobia – e lá fora, nada disso é considerado crime, o cara te chama de macaco e fica por isso mesmo. Em Portugal, um salário de $1.500 Euros é considerado altíssimo, mas 50% dele vai embora no aluguel de um T2 (apto de 2 quartos). No fim, depois de todas contas pagas, se sobram $300 euros, é muito. Ah, e vale lembrar, o sistema financeiro na Europa está 50 anos atrás do Brasileiro, lá o Nubank dominaria o mundo.

      Eu estou usando este recorte para dizer que independente do lugar no mundo, sempre vai haver situações de merda, sejam as culturais, sejam as causadas pelas próprias pessoas. Acho que o que vale no fim é abraçar o que nos faz bem e tentar alienar um pouco do peso da vida, como MPB, a boa cultura e muita resistência que busca melhorar as coisas. Com um pouquinho de fé, foco e foda-se a gente encontra um caminho!

    12. Acho estranho ter orgulho de um pedaço de terra arbitrariamente demarcado e que você nasce aleatoriamente. Considero mais importante a gente tentar fazer o mundo (ou o país) um lugar um pouquinho menos merda.
      Não acho que somos especialmente piores que ninguém, só temos problemas diferentes e que nos afetam mais porque… estamos aqui e não ali.

      1. Uma nação não é simplesmente “um pedaço de terra arbitrariamente demarcado”, tanto que (ainda) existem nações sem um pedaço de terra para chamarem de seu. E, no geral, é pacífico que tais divisões podem ter (e costumam ter) implicações negativas, de xenofobia a outros tipos de arbitrariedade.

        Artificial ou não, a ideia de nação já existe há tempo suficiente para servir de traço de distinção em várias esferas da vida humana. Se a gente tenta enxergar a questão por outro ângulo — um que não dê tanta atenção às linhas geográficas imaginárias —, consegue ver toda a beleza da diversidade e potências dos nossos iguais. Isso é bem legal.

  16. A última reportagem da Agência Pública parece mais alinhada à proposta do Manual do Usuário. Cumprimentos.

    1. O Ghedin já falou que está com uma parceria com a Agência Pública, republicando (ou repassando link) de textos da agência.

      E a Agência Pública é progressista, diga-se de passagem. ;)

    2. Da última vez tentei comentar sobre o assunto mais meu comentário não foi.

      Basicamente interpreto q há dois tipos de política. A do dia a dia e a mainstream. A mainstream é palco pra maluco. Os caras vão falar oq as pessoas querem ouvir e dificilmente da para saber oq realmente será. Afinal quem financia as campanhas é q vão mandar.

      Agora a política do dia a dia (privacidade, segurança por ex) que é mais frequente no manual causa impacto e faz diferença na vida das pessoas que engajam.

      Ironicamente nessa semana saiu um reportagem da apublica sobre “venha para a fake News vc tbm”. Basicamente um pequeno raioX do pq essa prática funciona tão bem. Ela ENVOLVE AS PESSOAS. Foi ai que percebi esse desinteresse pelo jornalismo da apublica e a “defesa” do manual raiz. No manual participamos do debate, da narrativa. Aqui msm no post livre ou por exemplo no caso dos roubos e pix em que todo mundo veio com uma abordagem ou teoria para o caso. Já matérias jornalísticas estão lá, não há nada para se fazer a respeito, apenas se sentir mal, por isso o sentimento que não vale a pena.

      1. Acho que tem uma falha quando você fala “política do dia-a-dia” e “mainstream”, porque o termo “mainstream” seria mais ou menos “dia-a-dia” (convencional). E o dia-a-dia é algo “CONVENCIONAL”. Talvez você quis dizer “midiática”, que seria a política baseada em anúncios / divulgações.

        A “política do dia-a-dia” não é feita (só) no online, mas na relação das pessoas nas ruas também. Lógico que não dá para ficar discutindo com todo mundo que passa na rua, mas quando conversamos com pessoas no nosso ciclo social sobre “quem vamos votar nas próximas eleições” caí nisso. E aí entra o ponto do midiático.

        Ainda me devo as leituras sobre os estudos feitos sobre os últimos anos das ações “da direita” com uso de notícias falsas e comunidades online, mas sei que parte dos problemas foram justamente muitos de nós que tínhamos algum conhecimento não conseguir alcançar parentes e amigos para entender os bons e males das redes sociais, para ensinar a filtrar informação e conseguir as informações corretas e reais.

        Como algumas das matérias já disseram, em partes também há falhas da imprensa, que não está errada em ir atrás de dinheiro – senão como jornalistas vão viver, né? – mas que deixou muita coisa passar inclusive para benefício dos donos de mídia.

        O debate que ocorre no post livre, nos comentários de alguns sites, em fóruns montados, ou comunidades de redes sociais, todos estes aqui partem do mesmo princípio. E não é diferente também de uma conversa na roda de bar ou do churrasco, ou no whatsapp / telegram.

        Talvez no online, o fato de nós temos alguma distância e anonimato (básico – no sentido que sabemos quem somos, mas não como somos totalmente) nos permite nos abrir para este tipo de debate. Falo isso porque notei que quando as pessoas começaram a se apresentar pessoalmente em fóruns, aos poucos as coisas mudavam de figura. Conta o fato que ao menos no Manual, o Ghedin tem uma paciência conosco gigantesca, fora o fato que a moderação é feita para evitar conflitos escalonados.

        Quanto nas matérias jornalísticas, não o veja como espaço para comentários – sinceramente acho que a pior invenção foi este tipo de coisa em sites jornalísticos. Lembre-se que jornais impressos não permite você comentar (a não ser que você ponha um post-it anexado) e em mídias de transmissão (rádio / tv), não dá para ficar comentando em tempo real sobre a notícia (não a toa alguma matéria vira “trend” em redes com o Twitter). Óbvio que jornais e outras mídias tem “espaço do leitor”, mas vai do tratamento que cada jornalístico dá para poder participar.

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