Post livre #205

O Manual do Usuário está de volta. Mais ou menos. Na real, as atividades editoriais retornam na próxima quinta-feira (23), mas resolvi antecipar o post livre porque… ora, por que não?

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Você provavelmente já sabe, mas não custa relembrar: toda semana, publico o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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142 comentários

    1. Testei no meu agora e, com exceção de umas 4 fotos do Parque Olímpico do Rio, só retornaram fotos de aeroporto mesmo. E eu tenho fotos de Brasília na minha biblioteca de fotos.

  1. Uma coisa que me incomoda ultimamente é a questão do rótulo de “vintage”.

    Eu até entendo uma coisa antiga / usada em bom estado ter um preço alto. O problema é que tem umas dissonâncias neste mercado que vou te contar…

    Soma-se o “Fator History Channel” (Galera assiste Pawn Stars e American Pickers, e pensa que dá para aplicar aqui as ideias…) e pessoal vende um Playstation 1 quebrado por 200 facadas ou um Atari 2600 por 500 contos.

    (Bem, não nego que já ganhei dinheiro vendendo um MSX que estava indo para o lixo por uns 100 contos).

    1. achei no mercado livre um iPhone 2G (da primeira geração) por cerca de 100 golpinhos

      estou longe de ser colecionador, mas comprei! :)

  2. Ghedin, aqueles adesivos do manual, será que algum dia vão rolar? 🙃 tipo, nunca consegui catar o meu 🤪

    1. Ainda tenho alguns guardados aqui. Penso em distribui-los pessoalmente, em eventos ou a leitores com que tope na rua. O envio via Correios, embora pareça simples, é exigente — tem que preparar os envelopes, depois ir à rua e isso, em pequenas doses ao longo do mês, como era ali em 2014, 2015, é um negócio muito chato/tedioso de fazer.

    1. Eu gosto de visitar e ver o movimento. Só umas 3/4 vezes na vida viajei de avião.

      Não sou adepto de apreciar as arquiteturas dos mesmos…

    2. Não. Ficam (obviamente) longe da cidade, a comida é cara, reúne gente impaciente e cansada… Acho avião um negócio fascinante e embora entenda a formalidade e o rigor dos aeroportos, não gosto de frequentá-los.

      1. estou rabiscando algo justamente nesse sentido — por essas razões dificilmente alguém consegue gostar de aeroportos

        mas alguns espaços dos aeroportos por algum motivo me atraem: aqueles longos e desérticos corredores dos desembarques, as áreas puramente funcionais em que ninguém permanece (como recolhas de bagagem) e coisas semelhantes. Sei lá o motivo, mas esses espaços desagradáveis, solitários, um tanto quanto deprimentes, me atraem.

  3. Caras to preocupado com futuro do Brasil que pode chegar virar uma ditadura religioso como Irã e outros paises porque tem cada vez mais igrejas aparecendo e crescendo mais e temos extremistas fanáticos no poder que podem controlar o brasil e agora talvez os pastores serão futuros políticos que irão ditar nossos leis e constituição Brasileira. Eu me preocupo com possibilidade de teremos ditadura do família Bolsonaro ou ditadura religiosa com pastores evangélicos no poder.

    Mas espero estar errado e só apenas sendo pessimista com futuro do Brasil.

    1. Não vamos exagerar tanto na questão de “ditadura religiosa”, mas se focar no problema de perda de direitos e liberdades que está acontecendo.

      Primeiro porque de alguma maneira, ainda estamos conseguindo ter um mínimo respaldo para evitar uma catástrofe política. Para cada ação desastrosa / tiro no pé do governo atual, há alguma resposta inclusive externa. E o governo atual sabe que quaisquer caga**, o resultado será alguém intervir com violência contra o núcleo do governo (os políticos da família, quem está ligado diretamente e indiretamente, e principalmente, quem ajudou salnorabo a ser eleito), e é o que eles menos querem agora (que alguém responda com maior violência contra eles).

      Tanto que infelizmente o foco maior atual do governo está mais é em “comer pelas beiras” – a Amazônia está sendo foco de invasão e devastação, há perda de monitoria das fronteiras, perda nas receitas de municípios menores, etc…

      Como é ano de eleição municipal, no final o foco agora é em criar núcleos menores que possam ou defender os municípios com problemas, ou em aumentar ou diminuir as ações políticas de grupos já estabelecidos no poder.

      Noto que a movimentação para vereador, ao menos na bolha que vivo, está bem na expectativa de “vai no de sempre” – os vereadores já compram os votos de grupos que eles já estão acostumados e vão atrás dos votos restantes para garantir a vaga. Infelizmente há a corrupção dos próprios eleitores no BR e é difícil criar mecanismos de combate a este tipo de ação.

      1. @Ligeiro

        Se você não acha que corremos o risco de virar uma teocracia neopentecostal você não está entendendo o que está acontecendo no país.

        1. Cara, eu entendo. Entendo em partes, mas obviamente não tenho o conhecimento seu ou do Leo Rossato para uma analise mais crítica.

          A sensação que tenho é que de alguma forma, apesar de estarmos em um risco de ditadura / teocracia, existe hoje a questão da comunicação online, que se não fosse por ela, já estaríamos desde o ano passado em situação pior do que a atual. O vapor da rede é diferente da sensação de realidade. Hoje é bem mais difícil ver alguém com a camiseta do salnorabo ou bandeira do brasil – ao menos aqui em SP.

          Existem níveis de resistência ainda, principalmente nas grandes metrópoles, que de alguma forma sabem que não dá para ficar trocando de político a toa, e aparentemente neste primeiro ano de salnorabo, caíram a ficha da escolha que fizeram.

          Quem apoia o governo atual é quem já de alguma forma ganha com isso, ou quem já tem influência e poder financeiro também. Quem perdeu ou não ganhou, está aparentemente se rebelando aos poucos. Mas teme rebelar mais “para não soar comunista” (para ver o problema da falta de comunicação e de um poder maior de influência da “esquerda”, como sempre falei).

          Inicio de ano é pagamento de taxas públicas e aumento de algumas taxas (como passagens de ônibus) também. De alguma forma, conseguiram minar qualquer rebelião agora, mas também – e novamente – a sensação que tenho é que a esquerda não tá sabendo articular para falar para o cara “olha, tu tá perdendo demais com as escolhas que faz”. Pois redes sociais, apesar de ser um método, não é o único ou principal para repassar mensagens.

          As lideranças evangélicas estão em um dilema: sabe do prestígio de ter um presidente ao lado dele, mas sabem também as merdas que tal presidente faz. Queriam Guedes ou Mourão para poder continuarem de boa, mas sabem também que qualquer movimento para tirar o salnorabo e colocar outro, eles também podem virar alvo, dado que é sabido que igrejas evangélicas de grande monta são sinônimo de lavagem de dinheiro e concentração de poder cultural e político.

          Sabem também que qualquer movimento de imposição de ditadura, o risco de alguém se rebelar e botar abaixo o Templo de Salomão por exemplo, é alto.

          Enfim, pode até haver esforços para tentar uma ditadura, mas de alguma forma, é uma corda bamba que é fácil de sacudir e botar tudo abaixo.

          E noto que ao menos no Brasil, nas metrópoles mais populosas (pois infelizmente no Nordeste e Norte há outros problemas que estão sendo enfrentados), não há uma super guerra civil acontecendo.

          (Tirando Rio de Janeiro e Porto Alegre, imagino, dado o problema das polícias e do crime organizado).

          1. Eu acho que a teocracia neopentecostal tende a se tornar um risco real exatamente na iminência de uma revolta da população em relação aos seus pastores. No momento em que se questionar qualquer coisa sob o ponto de vista dos pastores, eles enrijecem ainda mais o cerco aos fieis e caçam aqueles que não aceitam as suas imposições. Esse é o problema, esse recrudescimento religioso neopentecostal caminha lado-a-lado com o questionamento popular.

            E os evangélicos já são +30% dos brasileiros (contra ~50% de católicos).

        2. (respondendo por aqui)

          Penso que há um ponto ignorado sobre a questão do neopentecostalismo brasileiro. É fácil fazer um pastor cair de seu altar , basta simplesmente mostrar às ovelhas o quão de abusos um pastor faz na igreja e voilá.

          Claro que há muitos “extremistas”, gente que não vai dar ouvidos. Mas lembrando que há casos de processos de ex-membros de igrejas como Universal, basta a mídia usar o míssil certo para detonar os charlatões de igreja.

          Dado que temos uma economia problemática, o fato de um membro de igreja ver o outro da cúpula no sucesso enquanto o primeirose mata de trabalhar e dá dízimo ao segundo, tipo, é que nem a esperada “revolta do proletariado”.

          1. Ponto Extra: Marcelo Crivella no Rio é o exemplo de o porque uma ditadura neopentecostal não daria certo.

            Se o Rio reeleger Crivella, ou é porque não souberam escolher ou não souberam por um político para concorrer em prol de melhorar a cidade.

          2. Vivo no Rio há quase 5 anos e parece que as coisas só estão piorando. Tenho lido por aí que o Crivella vai ser reeleito porque fechará com o Bolsonaro. A esquerda não tem projeto certo (soube que o PT se recusou a fazer uma aliança com partidos como o PSOL) e Witzel anda cada vez mais invisível, principalmente pela crise da água da CEDAE. Logo, não haveria como combatê-lo. O que me impressiona, porque o Crivella é de longe um dos piores prefeitos da história dessa cidade, sendo diariamente massacrado por diferentes classes sociais no Rio de Janeiro. Só a linha dura das igrejas neopentecostais e a milícia para reelegê-lo.

          3. Ao @Ams

            Moro em SP e de alguma forma, a questão do poder político religioso fica um pouco mais restrito à cidades menores na região e câmara de vereadores ou associações de bairro.

            Não conheço o Rio, então antes de tudo tenho que pedir desculpas por opiniões falhas.

            No entanto, ainda acho que há chances, apesar dos esforços dos interesseiros políticos-religiosos, em reagir a isso. Noto que o Crivella é bem mal visto, e bastaria um nome bem lançado para concorrer contra ele.

            (isso a propósito me lembra o fato que o TSE cria regras para pré-eleição de forma a não ter um incentivo a campanhas continuas de participação política. Difícil saber de nomes senão por meios de mídia tradicional – as grandes marcas de imprensa ou um nome consolidado local)

            A exposição da milícia provavelmente fez eles mudarem a jogada política dos mesmos também. Só que pessoas temem, dado que milícia tem consciência suficiente para saber usar a arma para intimidar.

  4. Que outros blogs/sites de notícia em inglês e português na linha editorial e estilo do Manual do Usuário vcs recomendam?

    1. Sinceramente não conheço tantos e sempre vejo esta pergunta por aqui nas bandas do Post Livre.

      Infelizmente hoje é difícil achar alguém com a coragem do Ghedin em manter blogs assim – o Ghedin na verdade pode até conhecer mais gente que pensemos.

      No BR, fora o Ghedin, sigo o ZTOP do Henrique e Nagano (aliado a assinatura do Interfaces, que tem o Henrique e o Samir como curadores), e em inglês só acompanho o canal (youtube) do Linus Tech Tips, LGR, Techmoan e 8-Bit-Guy (eventualmente vendo Tech Tangents e Modern Vintage Gamer, um dos caras que mais admiro por hoje trazer muito sobre a questão de hacks no meio gamer e emulação também).

  5. O Fabio Montarroios reclamou que seu Windows 10 congela e depois volta e acontece o mesmo com o meu Desktop.
    Já pesquisei e ainda não descobri. Pode ser hardware como a placa de vídeo ou a memoria.

    Quando estava com windows 8 ele congela também, porém era bem raro.O processador no Win 8 não ficava no 100% , mas agora no Win 10 é de vez em sempre.
    Estou começando a achar que meu PC (montado em 2012) está falecendo rsrs 😢

    1. São breves congeladas, duram segundos, e acontecem até mais de uma vez no mesmo dia em momentos q, parecem-me, aleatórios. Estou com os drivers bem atualizados no notebook. Já tentei várias coisas alterando as configurações do Win10 e nada feito. Só não tentei um downgrade dos drivers usados os indicados pela fabricante Dell. Estou cogitando isso. As memórias q eu uso são de marcas boas (Acho q Corsair) e idênticas (dois pentes de 16gb)…

      1. Tenho um Windows 10 (penultima atualização) na seguinte config:

        – Core 2 Duo 2,9 Ghz
        – 8 GB RAM (4×2 – um kingston, outro esqueci mas é “genericão”)
        – 1 TB HDD
        – Radeon HD 5450 1 GB RAM (cooler adaptado, originalmente passivo).

        Como só acesso besteirol online ou vejo aqui o MdU e algumas redes sociais, ou fico vendo video no YouTube, raramente tenho problemas de engasgo.

        O que notei é que para certos jogos (como Simultrans, ou alguns “obscuros” de transporte), ele não funciona ou instala corretamente.

        1. Quando jogava CS:GO, sempre na primeira partida, a máquina desligava. Depois, ao retomar o jogo, ela funcionava normalmente. Depois de uma instalação limpa no Windows10, nada mudou. Passei um bom tempo sem jogar, não só pelo problema, mas pelo aspecto viciante do jogo, e qdo retomei, o problema sumiu. Acontecia algo do tipo qdo jogava Frost Punk. Muito provavelmente era problema dos drivers e não dos jogos… Mas nunca investiguei a fundo, vendo logs de erro e tal…

          1. Me soa como placa de vídeo com problemas. Como tu falou que é note, tenta o que tu falou (usar um driver mais antigo).

      2. Opa! Já tentou abrir e limpar o note por dentro? As vezes é alguma questão no sistema de refrigeração do processador. Computador velho tem dessas coisas.

        1. Pior q o compuator, um note da Dell, não é velho. Vai fazer dois anos em março agora. Essas congeladas começaram de repente… Ela deve ser fruto de alguma atualização do win10 ou driver mesmo. É ela começou depois de uma instalação do zero…

    2. Eu percebo melhorias absurdas com uso de SSD.
      O Windows 10 possui uns serviços que ficam indexando o disco permanentemente. Computadores um pouco mais antigos, de fato, tem apanhado um pouco para o “Sistema operacional moderno” da Microsoft.
      Meu Lenovo com I3 – 6100U, 12GB de RAM e SSD M.2 P1 de 500GB da Crucial tem dado conta do recado. Sinto engasgadas no Processador quando tenho uma quantidade meio grande de abas abertas ou quando Renderizo meus vídeos pro YouTube.
      Mas se eu puder dar uma dica que já devem ter ouvido seria, faça upgrade pra SSD. hehe

      1. Tipo esses serviços que você citou que ficam consumindo processamento….., sério que alguem lá não pensou que poderiam defini-las para executar quando o computador fica ocioso???

        1. Segundo algumas pesquisas que fiz, eles consomem recurso para agilizar pesquisas e tal.
          Tipo a indexação mantem as pastas e arquivos num índice que facilita serem encontrados quando tu dá um pesquisar ali no botão iniciar.
          Fora os apps que ficam analisando seu comportamento, a Cortana que fica esperando comandos… Tudo coisa que é descartável.
          Até existem uns projetos de Windows 10 Debloaters no Github. Nunca os testei, mas prometem diminuir bastante essa quantidade de apps que te monitoram e consomem recursos do PC “sem teu consentimento”.

          Procure por Debloat Windows 10 (Github) que existem diversos. Mas não me responsabilizo nem recomendo qualquer um deles. Não brinquei com eles para dar meu parecer. hehe

          1. WinAero Tweaker é uma boa para fazer “debloat”.

            Uso tbem o Ccleaner para desinstalar app “nativo” da Microsoft (incluso Xbox)

  6. Eu não sei se vcs viram, mas rolou uma discussão sobre o fato de ser possível, no Irã a venda de órgãos acontecer de modo legalizado. O cara q levantou isso, o Joel Pinheiro, depois ficou indignado com as críticas q recebeu, pois ele apenas tratou do assunto como quem não quer nada… Enfim, achei deprimente. Mesmo. Ainda mais ele sendo filho de quem é. Pô, no Irã também enforcam pessoas em praça pública: daí, q lição tb podermos tirar disso? E assim vai… Fico me perguntando onde esse povo tá com a cabeça qdo não pensa nos desdobramentos das coisas q falam para públicos gigantescos.

    1. Bom, parece que, num futuro próximo, aquele história de “vender um rim pra comprar um iPhone”, vai ser mais macabra do que deveria.

    2. É um absurdo alguém vender um órgão? Ora, mas a gente aceita que a pessoa doe um órgão. Ou seja, que venda a preço ZERO. Se ela pode dar de graça, e não vemos problema nisso, pq é um problema permitir que, ao invés de sair de mãos vazias, ela ganhe com essa ação? 3/n

      A cabeça do sujeito é tão mercantilizada que ele perde o conceito de altruísmo. Não existe doação, mas “venda a preço ZERO”. Tudo é mercantilizado, tudo tem preço e pode ser vendido. Que bosta.

      Às vezes eu preferia não saber ler.

      1. Esse episódio meio que comprova a decadência do Twitter.

        Há meses tenho usado o serviço apenas pelo Tweetbot com a timeline principal trocada por uma lista enxuta, com pouquíssimos perfis, com tweets apenas desses perfis e em ordem cronológica, como é padrão/única opção nesse app. Loguei no Twitter web/oficial há pouco e, de cara, o algoritmo trouxe dois tweets sobre o tema “venda de órgãos” de gente que não sigo, mas que foram curtidos por gente que sigo, e mais um de alguém que sigo, mas postado horas atrás.

        É a mesmíssima dinâmica do Facebook, do YouTube, de qualquer rede social que se rende ao algoritmo, que por sua vez nos leva ao fundo do poço onde só há opiniões inflamadas e absurdas, do tipo que gera indignação e nos faz perder o controle e o bom senso e a entrar na conversa (de maluco, sempre bom pontuar), aumentando a bola de neve. Ganha o Twitter, com mais conteúdo e mais olhos grudados na tela para ver anúncios. Ganha um pouco também o doidinho da venda de órgãos, que conquistou +180 novos seguidores só hoje (a média diária dele é de ~30).

        Por mais que seja um articulista da Folha que tenha escrito aquela sandice, é de se pensar porque o assunto, uma sandice, pois, ganhou tamanha repercussão. É como se a gente estivesse rebatendo aqueles malucos no meio da rua gritando a chegada do apocalipse. E é culpa do algoritmo do Twitter. É sempre o algoritmo.

        Use o Twitter sem ser pelo app oficial. O app oficial está envenenando o debate público, da mesma maneira que Facebook e YouTube fizeram antes.

        1. Ontem eu vi essa discussão sobre venda de órgãos e tomei com o sinal definitivo que tenho que abandonar/reduzir ao mínimo o uso de twitter. Não é possível o tamanho da tempestade de merda que isso tomou.
          Hoje abri brevemente e a discussão é o vídeo claramente nazista do secretário de cultura.
          Daí não sei se é o twitter ou o brasil (com minúsculo mesmo) que são insalubres.

          1. O Brasil está tão insalubre quanto o Twitter. Na minha experiência, misturar os dois potencializa a radiação a níveis perigosos. O que faço: acompanho o Brasil pelos jornais. Não deixa de ser frustrante, mas pelo menos é um texto coeso, sem carga emocional, bem melhor que as pílulas de raiva e indignação ruidosa em que notícias do tipo são entregues incessantemente nas redes sociais.

          2. ainda sou saudoso da velha blogosfera dos anos 2000

            ela estava longe de ser perfeita, mas parecia bem mais saudável

        2. O problema é que até pouco tempo atrás o Bolsonaro e seu clão eram “malucos” também e o fato e “não darem bola” pra ele colocou ele na presidência (quando deram bola, era tarde demais).

          A gente tem a tendência a deixar passar batido tudo o que é sandice liberal (Rothbard é o pensador liberal que defende venda de órgão, sangue e crianças (sim) e foi de onde o Joel Pinheiro tirou a ideia pro texto do IMB) [1] porque acha que isso jamais vai ser mainstream, contudo, eleição passada o NOVO teve alguns milhões de votos com a ideia de que o SUS deveria ser privatizado e que o Estado não deveria, sequer, prover segurança. Enquanto a gente acha que é sandice esse pessoal tá angariando gente pro “exército” deles. O movimento liberal que chegou no Bolsonaro começou faz mais de uma década no Brasil com os think tanks a fundação Atlas (entre, o IMB) e hoje é quase mainstream.

          ~~

          [1]: Se alguém lê aquele texto e acha maluquice, sugiro uma passada no Instituto Mises Brasil pra ver que aquele pensamento é padrão para num monte de gente com bastante dinheiro e influência.

          1. Ei, Rothbard é libertário (ou anarcocapitalista). Tem nada de liberal no pensamento dele. Ele, aliás, tem repulsa ao liberalismo por acreditar que é apenas uma forma de “socialismo light” (eu sei, eu sei, é imbecil, mas é o pensamento do cara).

          2. @Guilherme Silva

            Anarcocapitalismo não existe, criaram o termo libertário nos anos 30 para “refundar” o pensamento liberal que estava em declínio depois da crise de 29. Rothbard e todo mundo que veio de carona é liberal “per se”, só deram outro nome ou inventaram nomenclaturas sem sentido (como ancap) para tentar se venderem como algo além do que tinha dado errado antes.

            É a mesma história de agora: O NOVO apoiou em peso do Bolsonaro e tem até ministro no seu governo, contudo, a cada escorregada liberal do clã eles tergiversam que “não é liberal” e etc. Não caia nessa salada de nomenclaturas que é construída apenas para confundir as pessoas sobre as reas intenções dessa galera.

          3. Eu pesquiso e estudo essas coisas há bastante tempo, Paulo. Chamar Rothbard de liberal é, das duas uma: 1- demonstrar desconhecimento sobre o pensamento do Rothbard (e de sua turma) 2- demonstrar desconhecimento do pensamento liberal.
            Você não precisa concordar com uma corrente de pensamento para achar que ela não existe (eu não concordo uma linha com o que Rothbard disse alguma vez na vida). Não existe liberalismo sem Estado e não existe Estado para Rothbard. Dizer que ambos caminham lado a lado é como falar que um socialista pensa o mesmo que um comunismo só pq os dois não gostam do capitalismo. Você pode não gostar do termo anarcocapitalismo/libertarianismo/minarquia ou qualquer outra nomeclatura que eles estao adotando nessa semana. Eles seguirão com uma corrente de pensamento que não é liberal e tem toda a estrutura lógica e funcional para ser uma corrente de pensamento. Não coloque um sujeito que mal sabe ler um livro de história da idade média ou lado de um Locke ou Merquior da vida.

      2. Liberais são conhecidos por vez ou outra serem tão economicistas quando os marxistas, ainda mais os que tem background em economia. Acontece.

    3. Existe um pequeno problema todo nessa discussão: o Joel é alguém que caiu num bait de alguém que é lenilista/stalinista em pleno séc. XXI e que tava a dias provocando ele e, sei lá qual dia atrás, achou esse texto antigo dele no IMB em que ele defendia essa ideia. Como resposta, o Joel explicou com calma que já foi a favor, disse por qual motivo era a favor e, depois, explicou o que fez ele ser contra. Até aí, tudo bem, é alguém que teve uma ideia merda e deixou de ter uma ideia merda explicando por qual motivo teve essa ideia merda e o que fez ele mudar.
      Eis que a internet sendo incapaz de ler meia dúzia de tweets pegou só a parte em que ele explicava por qual motivo era a favor e tratou como “internauta liberal defende a venda de órgãos em pleno 2020”.
      Me assusta, porém, que o Joel ainda tá tentando debater com o Jonas nessa altura do campeonato. Não é como se alguém que defende campo de trabalho forçado para opositores políticos de maneira não irônica esteja realmente disposto a um grande debate filosófico de ideias.

      1. Guilherme, vc terá q me desculpar, mas ter um texto no mises, q o Paulo bem identificou, não abona ninguém. Muito pelo contrário. Eu, na pela do Joel, teria pedido pra tirar aquele texto infame se ele realmente mudou de ideia depois. Papa Bento foi da juventude hitleristas, cara, e isso tb não o abonou muito, não. Enfim, e foi algo q o Ghedin tb sacou (“venda a preço ZERO”), o cara mercantiliza tudo e dá várias bolas fora nesses programas reaças no qual ele participa (jovempan etc). O comportamento do Joel qdo entrevistou a Manuela Davilla no roda viva foi vergonhoso, cara. Por mais q ele, só agora, critique essa extrema-direita q chegou ao poder, depois de muito fortalecer o antipetismo, não me surpreende, pq ele foi rejeitado pela extrema-direita em algum momento – não sei qual, mas foi. Então, não vejo como ele se safar dessa. Certamente pode ter coisas fora de contexto, mas o texto dele tá lá, de 2015 (nem faz tanto tempo assim, diferentemente do papa) online até hj com o lindo título de “O livre comércio de órgãos salvaria inúmeras vidas”. Já o Jonas não conheço…

        1. Não sei da entrevista do Joel com a Manuela e sei menos ainda do que ele faz na Jovem Pan. Mas até então, a seguir pela regra do “mudei de ideia então vou apagar isso aqui’ a gente deveria sempre apagar tudo o que postou seis anos atrás pois vai que tem algo lá que não concordamos mais, não é mesmo?
          E, bem, ele não critica a extrema-direita só agora. Critica a bastante tempo. Critica tanto que votou até no PT no segundo turno por ter feito parte da turma de liberais que detestava o PT mas detestava ainda mais a ideia de ter o Bolsonaro no poder.
          O Jonas é o Youtuber stalinista que trouxe esse texto do Joel das profundezas da internet após falar que mandaria ele para um campo de trabalho forçado não ironicamente umas 3x, defende o regime da Coreia do Norte, defende Stalin e defende o regime Chines.
          Meu ponto é que tão tratando uma opinião que a pessoa não tem mais como se fosse a opinião atual dela (o que não é o caso).
          E me desculpa, mas tratar todo mundo que se opos ao PT no passado como farinha do mesmo saco nessa altura do campeonato é pedir para ter o resto da familicia no poder por mais uns 30 anos.

          1. sei lá, mas se em algum momento da vida eu tivesse feito uma contribuição ao mises com um texto eu certamente iria pedir, hoje, pra remover.

        2. Mas enfim, o que me assusta nessa história é que boa parte da repercussão foi feita considerando que o Joel tinha e mantém uma opinião bosta e não que ele teve uma opinião bosta no passado e deixou de ter.

          1. guilherme, leia o tweet 11 e 12. o cara não mudou de ideia… ele apenas a elaborou melhor, com mais ponderações mas pra chegar no mesmíssimo resultado. o joel, no máximo, mudou o penteado… e não é uma interpretação minha, tá lá com todas as letras… mas ainda sendo um assunto bizarro e medonho só de cogitar (possível apenas em países como irã q, como já disse, enforcam pessoas em praça pública e, acrescento agora, tornam a vida das mulheres uma merda completa) ele o trata como polêmica (tweet 1). como assim assunto ‘polêmico’? se alguém achar q em um certo país é ok fazer sexo com bebês vamos chamar a isso de ‘polêmica’? creio q não… isso já tem nome. outras coisas tb têm por serem da mesma natureza. o q o joel cogita e pondera dá-se o nome de infâmia. polêmica é o lance da bolacha e do biscoito. o resto, lamento ter q dizer, é canalhice pura.

          2. “Na falta disso, acho prudente não arriscar.”
            Ué, mudou de opinião sim. O fato de ele tratar a questão como algo que não é simples (e me desculpa, não é mesmo. Há toda uma discussão na filosofia, na medicina e em outras áreas sobre a questão que é muito mais complexa do que a sequência dele) não faz com que ele apoie. Só faz dele alguém que simplesmente não está disposto a descartar qualquer discussão facilmente.
            Toda discussão sobre esses temas passa por uma questão ética e uma questão prática. Você pode tratar o fato de ele simplesmente levantar a possibilidade de isso ser discutido como algo canalha, tudo bem, direito seu. Mas aí vai ter que admitir que sejam válidas as posições contrárias às suas que tomam como o mesmo princípio de validade escolhas morais privadas (como é o caso do que ocorre quando se debate aborto. legalização de drogas e outros assuntos que a gente pode ficar o dia todo argumentado sobre os trade offs existentes na liberação ou não do tema, mas que no final do dia, tudo vai se resumir às nossas escolhas morais).
            Ele coloca mais de uma vez na sequência que é contra (tweets 8 e 12) e por qual motivo é contra (8,9, 10, 11 e 12). Dizer que, ainda assim, ele é a favor, aí é forçar interpretação para pegar no pé do cara.
            (eu poderia pensar também na China, que o Jonas lá defende e faz isso, mas enfim, não é o caso)

          3. não deixou não… a opinião dele é a mesma. só gourmetizou um pouco a parada pra aliviar a barra. pra mim, ele só piorou a situação.

        3. Fabio, ele escreveu com todas as letras “eu mudei em minha posição”. Se a posição dele era a favor, não há como mudar de posição e continuar a favor. Especialmente se isso vem acompanhado de um “acho prudente não arriscar”, que reforça ainda mais que ele mudou de ideia e ainda acha a defesa da posição a favor algo arriscado.
          Não é um caso de “ah, depende”. É uma questão de sim/não em que ele escreveu literalmente que mudou a posição, ué. Não existe semântica aí em que isso é um “ainda acho que sim”. A não ser que o verbo mudar tenha outro significado que não seja sair de uma posição e migrar para outra.

          1. Guilherme, tive o cuidado de reler o fio do Joel para respondê-lo aqui. Notei que a mudança de opinião dele é condicionada à situação. No tweet 12, ele diz: “Na falta disso, acho prudente não arriscar.” O “isso” é o seguinte (11):

            Assim, se fôssemos implantar o sistema, no mínimo um acompanhamento psicológico bem-feito e um tempo de espera para a pessoa pessoar seriam necessários.

            O que me incomoda e, imagino, ao Fabio também, é o fato de ele ver a venda de um órgão como algo cabível, ainda que em uma situação ideal da qual estamos longe e que, por isso, fez com que ele “mudasse de opinião”, só que ele não mudou. No mesmo tweet 12, ele emenda depois do “prefiro não arriscar”:

            Contudo, sem esquecer do custo que a proibição nos traz: em 2016, mais de 2000 pessoas morreram à espera de um órgão. Se a venda fosse permitida, esse número seria menor. E ainda haveria pessoas com mais dinheiro em mãos

            O ranço com gente como o Joel é que essa galera mercantiliza tudo, coloca o dinheiro no centro de toda a experiência humana. É uma visão pobre demais, gananciosa, capitalista ao extremo e da qual, acho que já deu para notar (😄), eu não compartilho em absoluto. No que quero dizer: mesmo que houvesse um “acompanhamento psicológico bem-feito e um tempo de espera para a pessoa pensar”, ainda assim acharia a venda de um órgão uma desumanidade.

            De qualquer maneira, acho que essa discussão não nos levará a lugar algum. Como você mesmo pontuou, o Joel mudou de ideia (ainda que por caminhos tortuosos) e o mérito é absurdo. Temos mais debates rolando neste post livre e há tempo para propormos outros novos; sugiro a todos que gastemos nosso tempo aqui explorando neles.

          2. Pois bem, então, Ghedin, você há de concordar, que ele mudou. Pode considerar que a medida ainda seria aplicado em um “cenário ideal”? Bem, pode. Eu também defendo coisas que, num “cenário ideal”, seriam perfeitas para o país (ex: parlamentarismo) mas que, diante das condições atuais, seriam impossíveis de serem aplicadas sem dar certo. Acho que todo mundo acredita em algo assim. Mas, ainda assim, mudou.
            O economismo da análise dele não é uma coisa exclusiva de economista liberal (infelizmente) e acho que é um ponto em que podemos concordar sem problemas. Até pq eu sempre critiquei isso nos liberais (e marxistas e outras pessoas que sempre fazem esse tipo de análise). Mas não acho lá o maior problema enquanto isso aqui ainda for uma sociedade capitalista, já que o dinheiro continuará passando por várias esferas da experiência humana. Paciência.
            (uma nota: afirmar que a venda dos órgãos provavelmente diminuiria as filas não é algo que, via de regra, é um absurdo já que isso provavelmente aconteceria. felizmente ele não resume mais a opinião dele a um simples utilitarismo barato e viu que existem outros pontos a serem levados em conta nesse debate, o que já torna ele melhor que muito liberal por aí)

          3. Infelizmente não foi o caso, Guilherme.
            Repare bem:
            Joel: “Contudo – e foi aqui que eu mudei em minha posição – muitas vezes é sim possível ver que a pessoa faz uma má escolha para ela mesma.”
            Qdo ele diz ‘muitas vezes é sim possível’ há na condição q ele estabelece as vezes em q as pessosa não fazem má escolhas. ou seja, se a pessoa escolher bem, ok vender os órgãos. o problema é qdo a pessoa faz uma má escolha (vender um rim pra comprar um iPhone, q seja).

            Joel: “Assim, se fôssemos implantar o sistema, no mínimo um acompanhamento psicológico bem-feito e um tempo de espera para a pessoa pessoar [pensar] seriam necessários.”
            Aqui ele considera q como não temos atendimento psicológico (no irã não deve ter tb, mas não sei ao acerto), não rola permitir a pessoa vender o órgão. Mas se tivéssemos e déssemos tempo ao tempo, olha só, aí sim a pessoa poderia tomar uma decisão melhor se venderia ou não os órgãos. Poxa, com um bom psicólogo do lado e uma xícara de chá de camomila, tudo se acerta.

            Joel: “Na falta disso, acho prudente não arriscar. Contudo, sem esquecer do custo que a proibição nos traz: em 2016, mais de 2000 pessoas morreram à espera de um órgão. Se a venda fosse permitida, esse número seria menor. E ainda haveria pessoas com mais dinheiro em mãos.”
            Pra arrematar, nosso herói se sai com essa: convém não arriscar, mas veja bem, o problema permanece e se, apenas se, a venda fosse permitida (com acompanhamento psicológico e tempo de espera, claro) esse número seria menor! mas ele só tá falando como quem não quer nada. acha feio, mas… tem esse lado, né? pessoas morrendo, pessoas querendo vender, o mercado babando por uma frente q poderia explorar… opa! e ainda haveria um dinheirinho pro cara q tá fodido e não tem cadastro positivo! ele, mesmo mudado, vê vantagens nessa merda!!!

            cara, ele nos faz crer q mudou de opinião, mas não mudou. esse aí recebeu o selo Lampedusa (autor do magistral ‘o leopardo’) de qualidade na testa: ‘tudo deve mudar para que tudo fique como está’.

        4. Ta bém, Fabio. Você quer insistir que “mudar de opinião” não quer dizer mais o que está no dicionário e que uma pessoa não pode mudar de opinião sem deixar de considerar a opinião contrária a que ela agora defende como digna de debate (ou que ela possa ser refletida a partir de todos os pontos de vista sem que isso implique na adesão a um lado, o que é basicamente jogar fora toda e qualquer reflexão sobre um tema, mas detalhe), tudo bem. Paciência.

          1. É contradição q chama. Vc fala q fez uma coisa e depois vai e faz outra, oposta.

      2. Não é como se a pessoa tivesse tido uma mudança de ideia entre heterodoxia e ortodoxia econômica e tivesse revisto isso. A pessoa DEFENDIA A VENDA DE ÓRGÃOS PRA SALDAR DÍVIDAS.

        Muito liberais do IMB defende a venda de sangue, ossos e tecidos. Muitos pensadores liberais defendem a venda de crianças.

        Não é questão de ter uma debate filosófico com uma pessoa que pensa diferente sobre a questão da necessidade de termos mais ou menos terras demarcadas. Não dá pra colocar a ideia dele de vender órgãos como algo que “passou”.

        Pelo amor de Deus, 2020 e eu tenho que discutir sobre VENDA DE ÓRGÃOS. É o inferno liberal mesmo.

        1. “Muito anarcocapitalistas do IMB defendem a venda de sangue, ossos e tecidos. Muitos pensadores anarcocapitalistas defendem a venda de crianças.

          Não é questão de ter uma debate filosófico com uma pessoa que pensa diferente sobre a questão da necessidade de termos mais ou menos terras demarcadas. Não dá pra colocar a ideia dele de vender órgãos como algo que “passou”.

          Pelo amor de Deus, 2020 e eu tenho que discutir sobre VENDA DE ÓRGÃOS. É o inferno anarcocapitalista mesmo.”
          fix’ed that for you
          (e que bom que a nossa democracia liberal ainda dá espaço para que um ex-libertário possa explicar para um stalinista por qual motivo ele defendia uma ideia horrível e hoje não defende mais, vou aproveitar o custo de ver apoiador de regime totalitário e utopia anarcocapitalista ao máxiom pois sabe-se-lá quanto tempo eu terei esse direito)

          1. Anarcocapitalismo não existe.
            Você não faz a menor ideia do que está debatendo.

        2. Paulo, eu faço pesquisa histórica sobre a apropriação de ideias liberais e libertárias pelo Instituto Liberal no período pós ditadura civil-militar. Eu li e reli as porcarias do Hoppe e do Rothbard mais vezes do que gostaria (além da literatura verdadeiramente liberal, claro)

          1. Todas são ondas do liberalismo, mais ou menos radicais.

            Libertários originais são os anarquistas que previam que o Estado deveria garantis o PNA e os serviços básicos da população sem a existência de propriedade privada (pessoal e dos meios de produção) com o coletivismo sendo o centro nervoso do sistema. O estado seria um estado-mediado de conflitos e garantidor da não existência de agressões físicas e da não existência da propriedade. Nos anos 30, na França, pouco antes da eclosão da IIWW, os liberais se reuniram para melhorar a imagem desgastada que tinha ficado da crise de 29 e da grande depressão. Nesse momento ocorreu um racha que onde um lado disse que o liberalismo precisava ser mais acentuado com o Estado cada vez menos presente e o outro tendeu à social-democracia, que seria elevada ao patamar máximo na Alemanha pós-89. Nesse momento os liberais “radicais” se apropriaram do termo libertário dos anarquistas e criaram uma corrente que desembocou no que temos hoje co os ultraliberais e o liberalismo austríaco com a sua pseudociência da praxeologia. O outro virou mainstream e se ressignificou, na década de 40, até virar o neoliberalismo que temos hoje. Todas essas vertentes são, no fundo, liberais e os pensadores que influenciam esses vertentes são os mesmos.

            Anarcocapitalismo não existe porque é como você se dizer um ateu católico, são coisas distintas que pressupõem ideologias completamente antípodas no espectro político.

        3. Nunca pensei que esbarraria em alguém que tenta explicar o meu objeto de pesquisa dentro do MdU. Fascinante.
          Você está 50% certo. Deveria ler mais a trupe do Rothbard e do Hoppe para ver que eles não se chamam de liberais e renegam o liberalismo, já que não existe liberalismo sem Estado (que é o que eles defendem após cometerem vários erros conceituais, como você está cometendo, olha só). Assim pararia de cometer o mesmo erro de quem diz que comunismo e socialismo são as mesmas coisas (apesar de não serem) em vez de ficar brigando comigo ou com o modo como eles se chamam.

          1. O modo como eles chamam as coisas é extremamente importante para o desenvolvimento e adesão da ideologia nas pessoas. E eles só mudam a própria terminologia a bel prazer porque são a elite da elite econômica do mundo.

            Sóciolinguisticamente eles determinam o que entra e o que sai na academia em termos de escrita e produção terminológica, e isso é bastante eficaz na hora de se criar inimigos e adentrar na cabeça das pessoas.

            A própria ideia errada de que o PT e o PSOL são comunistas (difundida pela direita brasileira) nos mostra isso. Agora é comum que esses think tanks digam que “não existe neoliberalismo” e muita gente está comprando essa ideia, inclusive na academia.

            A ideia de que eles podem a qualquer momento decidir o que é ou não termo e como se chamam é extremamente perigosa porque eles conseguem, desse modo, reescrever boa parte da história e criar novas bolhas ideológicas sem precisar modificar o modo de pensar, apenas mudando o modo de uso da língua.

            Quando existe a esquiva dos termos, quando aceitamos chamar liberais de vários modos – libertários, ancaps, austríacos – estamos exatamente nos deixando dominar pelo segundo meio mais eficaz de dominação: a língua (o primeiro é o dinheiro).

        4. Que doideira, além de me ensinar sobre o meu objeto de pesquisa eu também ganhei uma aula sobre a teoria da minha área de pesquisa. Maneiro! Mas enquanto a minha orientadora e a academia continuar aceitando que eu chame anarcocapitalista de anarcocapitalista e fazendo a válida separação deles dos liberais, eu farei isso. Eu li bastante obra liberal, libertária/anarcocapitalista e de teoria da história para saber que eu estou certo ao fazer isso. Passar bem, Paulo!

          1. A não ser que você seja sociolinguista – o que eu sou – você não recebeu aula nenhuma sobre o seu objeto de pesquisa.

            BTW, a academia não aceita que você chame de “anarcocapitalista”. Se você fizer isso não vai ser publicado em Qualis A1.

        5. Não tinha ficado claro que eu sou historiador das ideias? Pois bem, eu sou historiador das ideias.
          Nos meus textos eu uso mais o termo libertário para me referir a esse povo, geralmente com uma nota de rodapé para falar que eles são chamados, também, de ultraliberais e/ou anarcocapitalistas. Neoliberal eu uso num sentido próximo ao seu também (movimento liberal que surge pós-década de 1930 querendo se afastar do liberalismo clássico, representando principalmente pelo Mises e com alto viés liberista (adoro esse termo, obrigado Merquior, por esse termo)), mas com uma outra nota de rodapé para relembrar que este termo ainda está em disputa dentro dos movimentos liberais (há uma longa discussão recente entre eles se o termo deveria ser incorporado ou não ao vocabulário dos próprios liberais, acho muito boa).
          Isso dito, como historiador das ideias que pesquisa liberalismos, eu vou sempre reconhecer que essa é uma tradição de ideias com diferentes vertentes. O que eu não reconhecerei é que sujeitos que, apesar de terem ideias derivadas do liberalismo, são liberais. Não existe liberalismo sem Estado, não existe liberalismo quando se escreve um livro pregando contra a democracia liberal e não existe liberalismo que prega um fetiche pela livre iniciativa tosco. Da mesma forma, não há uma linha em Rothbard ou um Hoppe da vida em que eles próprios se associam ao liberalismo como liberais. Quando eu reconheço isso eu não faço um favor a eles, eu apenas respeito a tradição liberal e os meus aprendizados da história das ideias (que passam um pouco pela sua área mas até então não existe praxis historiografica sem passar um pouco por todas as áreas da ciencias humanas, não é mesmo?).

  7. Alguém aqui já viu o documentário All Watched Over by Machines of Loving Grace, do Adam Curtis? Foi ao ar pela BBC em 2011 e só encontrei por meios pouco ortodoxos.

    Alguém me recomendou no Twitter. Nos três episódios, Curtis explica como a computação foi vista como uma espécie de solução mágica para os problemas da humanidade e do capitalismo em especial, e de como o Vale do Silício abraçou essa promessa e a contemplou em quase tudo o que produziu, em muito influenciado pela obra e pensamento da Ayn Rand, uma filósofa russa radicada em Nova York que tinha umas ideias meio esquisitas sobre individualidade.

    (Aliás, tem outro dele que estou para terminar de ver, o The Century of the Self. Nesse, Curtis argumenta que as ideias de Freud influenciaram a criação dos departamentos de relações públicas das empresas e que isso, somado à necessidade de crescimento constante do modelo capitalista, nos levou a situação de consumir por desejo/impulso, e não necessidade.)

    1. Acho que ideias as ideias da Ayn Rand estão longe de “esquisitas”, mas perigosamente populares. Na obra-prima dela, A Revolta de Atlas, é uma ode a ideia do “super-empresário” tipo Steve Jobs.

      A ideia de que são essas pessoas que movem mudo e, portanto, deveríamos deixar o caminho delas livre…porque senão seria pior para todos elas se revoltarem. É um claro contraponto as discussões atuais em relação aos monopólios do Vale Sílico e concentração renda, legitimando tudo como merecido pelo trabalho/competência.

      1. Meu entendimento deriva totalmente do documentário. Ali, o documentarista diz que Rand tinha uma ideia bastante individualizada do ser humano, de que cada um de nós deve buscar a satisfação e a felicidade plena, custe o que custar. Isso, para mim, é bem esquisito e, concordo, potencialmente perigoso.

        Até fiquei interessado em ler A revolta de Atlas, meio que por curiosidade, mas desanimei quando vi que tem +1,2 mil páginas. A vida é curta demais.

        1. É interessante o livro para entender melhor a teoria que rege o comportamento do mercado de tecnologia, mas eu achei bem ruim a ideia de um romance para propor uma teoria. Não é uma boa história, os personagens funcionam quase como heróis e vilões de quadrinhos.

        2. O Philosophy This sobre ela tá bem interessante. Dura meia hora e resume tudo sobre a filosofia dela de uma maneira bem equilibrada.

    2. Esse não assisti, mas o “The Century of Self” é ótimo. No fim o Freud mais influente é outro.

    3. Assisti tudo do Adam Curtis e vivo “catequizando” as pessoas por aí. haha

      Lembro que quando vi o All watched… estava na graduação de filosofia mergulhado no Ética à Nicômaco, e ela falando de Aristóteles me deu um nó na cabeça pq NÃO FAZ UM PUTO DE SENTIDO extrair qualquer coisa de individualidade do Aristóteles.

      Veja Hypernomalization, tem no youtube.

    4. não conheço, mas o fred turner fala bastante da relação entre o utopianismo liberal do vale do silício e a contracultura estadunidense — e como isso influenciou muito a wired, por exemplo

      tem um livro muito bom dele sobre isso (apesar de problemático, às vezes ele força demais essa relação) chamado From Counterculture to Cyberculture

      no livro tem uma foto que eu adoro: steve wozniak participando de um congresso de programadores na melhor tradição hippie, ajudando a lavar a louça do refeitório

      falei um pouco desse livro no meu mestrado, inclusive :) https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19122017-115011/pt-br.php

  8. Alguém aqui usa um celular muito antigo como aparelho principal? Estou pensando em coisas de 2013 ou mais velho, iPhone 5s, Moto G ou X de primeira geração, os Nexus que foram lançados no Brasil (4 e 5)…

    1. Tenho um iPhone 5 aqui em casa. Tava usando até dezembro. Agora tô usando o 6. Mas ele ainda tá aqui.

    2. Comprei dois OnePlus 5T ontem, um pra mim e um pra minha esposa, pra substituir o K2 Pro que estava usando pra testes.

      Serve? 🤔

    3. Até uns dias atrás estava usando um Nokia 2720…., no começo eu estranhava, mas depois de uns 2 meses a gente nem se importa…. é os outros que ficam surpresos ao ver. hahah
      Meu velho Quantum Go quebrou a tela e levantei uma grana pra comprar um Asus zb602kl

    4. Estou com um Moto G4 Plus há 3 anos e sinto que cheguei no máximo da capacidade técnica dele: a bateria já está bem ruim, dependendo do uso carrego de 2 a 3 vezes por dia. O armazenamento está quase cheio e não consigo mais atualizar quase nenhum aplicativo – o update dá uma travada quando se aproxima dos 100% e interrompe o download, como se estivesse suando pra pegar aqueles kbytes restantes; quando consegue, demora pra instalar. Quando não, diz que a atualização não foi possível.

      Já me ensinaram a limpar o cache da Google Play para resolver o problema, mas acho que o uso acumulado demora tanto para ele mapear o tamanho dos arquivos temporários que não compensa. Pretendo trocar neste semestre.

      1. Eu costumo transferir as fotos para o computador – inclusive fotos e vídeos do whatsapp. Ajuda a limpar o celular tb.

    5. Eu atualmente uso o iPhone SE de 2016 por amar o design antigo do iPhone 5 (era meu sonho de criança geek, que felizmente consegui realizar em 2018). Mas por mim compraria até um Galaxy S3, justamente por ser apaixonado pelo hype natureza que foi feito no lançamento e que me convence até hoje (sério gente, aqueles wallpapers e o desbloqueio com toque de água? É uma paz de espírito na palma da sua mão).

      1. Hoje eu uso um Zenfone 5 (2018), mas se pudesse, pegava um iphone SE. É pequeno e discreto (e tem entrada P2). Provavelmente usar ele por muito tempo seria horrível, mas aí é que (em teoria) eu usaria só pra spotify, apps de mensagens, agenda e outras trivialidades. Jogos, leitura e outras coisas mais extensas seriam deixadas de lado (pelo menos eu acredito rs).

      1. Os outros vídeos são igualmente geniais

        Sobre esse lance de DIY + ASMR, parece uma tendência de orientais. Ontem mesmo topei numa receita (acho que o canal era coreano) que seguia o mesmo esquema.

    1. Essa só o Ghedin pode responder… Porque pelo menos o meu adesivo não tem as bordas arredondadas desse da foto :P

    2. É a logo da Rock Content mesmo, até os traços são diferentes, são mais arrendodados. E a do Manual do Usuário tem as cores diferentes (pelo menos no avatar do Twitter).

  9. Antecipando algumas coisas, estou fazendo um esforço de bastidores para ressuscitar as seções tradicionais do site como a das mochilas e a “Como eu trabalho”.

    A das mochilas é mais complicada. Entendam este comentário como parte daquele esforço: mandem suas mochilas. As orientações estão aqui, é rápido de fazer e deixa uma galera muito feliz — todo mundo adora as mochilas, é um negócio impressionante.

    Conto com a ajuda de todos :)

    1. Talvez eu mande a atualização da minha (troquei a mesma, mas pelo visto vou ter que trocar de novo).

      Das mochilas entendo que tem um dilema aí: depende muito da boa vontade da audiência, e do senso de “exposição” que a pessoa quer.

      1. Acho que este comentário foi no lugar errado, né? Você diz os sites que estou acessando de manhã? Seguem os de tecnologia (os gerais têm muita coisa local, então acho que não é interessante para muita gente):

        • TecMundo*
        • Gizmodo Brasil
        • Olhar Digital*
        • Estadão Link
        • Uol Tilt
        • Canaltech*
        • The Verge

        Não gosto e nem acho todos esses sites bons, mas no acumulado sempre encontro alguma coisa interessante e aí busco outras fontes — os brasileiros especializados reescrevem/traduzem quase tudo que sai na gringa ou em jornais maiores daqui. Os com * eu linkei o favorito para a página de últimos posts em ordem cronológica porque acho a edição da capa horrível (a do Uol Tilt também é ruim, mas até onde sei eles não têm uma lista de últimas só de conteúdo próprio).

        Para o noticiário internacional, me pauto pelas newsletters diárias do Techmeme e do Charles Arthur.

        Se não era isso a que você estava se referindo, me avise para eu apagar este comentário, haha.

          1. Já vi pelo menos (que eu me lembre ) umas três mochilas por aqui que não lidam diretamente com tech.

          2. Principalmente as de quem não trabalha com tecnologia! Acho legal ver o que e por que pessoas de outras áreas carregam em suas mochilas.

    2. Estive esperando uma promoção da mochila Dell Pro e meu irmão comprou pra ele antes de mim. Agora tenho que pegar outra mochila diferente :v
      Como não aparece nada interessante, pretendo mandar a mochila atual mesmo. Já vou avisando, é uma mochila velha rs

  10. Alguém daqui chegou a comprar celular ou outro produto da finada Mi Store Brasil?

    O Uol Tilt publicou uma matéria bem completa.

    Dureza, né? Porque, como o advogado consultado pela reportagem diz, não é como se fosse apenas um esquema para dar calote; pelo fato da empresa ter funcionado por tanto tempo, é mais provável que algum evento grande (apreensões pela Receita?) tenha descarrilhado o negócio e levado ao fechamento.

    E com todo o apelo na forma de preços mais baixos e embasado por lojas físicas, youtubers endossando e tudo mais, é um caso realmente complexo no sentido de que não dá para atribuir às vítimas negligência ou ingenuidade.

    1. O que mais me deixa de cara nesta história é que a DL e a Xiaomi até agora não se pronunciaram (mesmo não tendo nada a ver com a história) na tentativa de tornar conhecido o canal de vendas oficial da marca.

      Atualmente é uma tal de xiaomi.distribuidoranacional.com.br, o que dá abertura para mais lojas de procedência duvidosa prosperarem neste mato.

    2. Pelo menos a Xiaomi finalmente vai ter um endereço decente disponível pra vender de forma oficial.

      O atual, como falaram abaixo, é “https://xiaomi.distribuidornacional.com.br/”. Além de ser uma droga pra lembrar, passa tanta credibilidade quanto aqueles anúncios de segredos milagrosos pra emagrecer, ganhar dinheiro, etc.

  11. Vocês aproveitaram a virada de ano para mudar algum hábito relacionado à tecnologia?

    Eu fiz um: criei pastas de sites temáticos (notícias gerais, tecnologia) nos favoritos e, agora, abro todos eles entre duas e três vezes por dia para me informar. Somei esse hábito às newsletters, mas, para acomodá-lo no tempo que dedico a isso, diminuí consideravelmente redes sociais — no momento, só vejo uma lista de pessoas próximas no Twitter, nada mais.

    1. Como primeira resolução de Ano Novo, decidi fazer uma faxina virtual ao excluir algumas contas de serviços que haviam vazado dados num passado recente (Adobe, Canvas, Dropbox, Disqus, entre outros).

      2020 também está marcando uma virada nas ferramentas de trabalho. Nos últimos 2 anos vim trabalhando para abandonar as ferramentas da Adobe para apoiar desenvolvedores que trabalhem no formato de licença única. A Seriff com suite Affinity ganhou a parte de design e a Apple levou o audiovisual. Gastei pouco mais de R$1.000 nesta transição e economizei mais de R$5.000 largando a Adobe.

      Também voltei a investir no Twitter, aumentando o feed sobe tecnologia e politica (especialmente a internacional).

    2. Fiz uma limpa nos podcasts assinados. Tinha muito mais podcasts que a minha capacidade de ouví-los, o que provocou um acúmulo de episódios não ouvidos absurda.

      Tive um pouco de esforço para me desapegar, mas consegui. Dos cerca de 35 que eu assinava sobraram 16. E agora não se acumulam mais episódios não ouvidos.

      Minha lista está agora assim:
      – Xadrez Verbal
      – Repertório
      – Provocast
      – Foro de Teresina
      – O Assunto
      – Globo News Painel
      – Naruhodo
      – Durma com essa
      – Guia Prático
      – NBW
      – Tecnocracia
      – 37 Graus
      – Petit Journal
      – Projeto Humanos
      – Fronteiras Invisíveis do Futebol
      – Fronteiras da Ciência

    3. Acho que no máximo só tentar fechar as abas dos navegadores e esvaziar o HD que está cheio

      Mais que isso parece sei lá

      1. fechar abas? como assim? vc deixa aberto por tempo indefinido?
        meus ssds estão cheios. mas comprei na época em q eles caros e no máximo dava pra ir até uns 240 e, estourando, 480 gb. acho q agora dá pra ir pra um 1tb. estou pensando num upgrade, mas com uma certa preguiça de fazer isso. devia ter tido uma pausa depois de 2019 para 2020… um intervalo mundial pra todo mundo se preparar.

    4. Recuperei minha antiga biblioteca do iTunes que estava engavetada num HD externo que juntava poeira. Com isto, pretendo voltar ao velho hábito de baixar e organizar arquivos de música, apesar de ainda manter minhas assinaturas de streaming. Sinto que meu consumo de música por tais serviços tornou a coisa um tanto superficial demais. Penso que baixar e editar tags de MP3s criam uma fricção que pode ajudar a ter uma audição mais atenta.

      1. Sim. Eu comecei a fazer isso no meio do ano passado quando comprei um quase finado iPod Classic. Escutar as músicas sem as incômodas comodidades da tecnologia tem sido muito bom.

    5. Decidi esse ano fazer uma série de mudanças. Mudei para o Firefox com extensões para privacidade; troquei minhas senhas para maiores e mais seguras, diferentes para cada serviço; removi aplicativos que estavam aqui acomulados; e estou entrando pouco a pouco no movimento degoogle. Também estou eliminando ao pouco as minhas contas de e-mail google e outlook para uma unica conta, entretanto sigo na dúvida se fico com iCloud ou vou para o Proton.
      Enfim, estou lendo mais sobre através dos posts livres daqui, blogs e reddit e sigo fazendo mudanças. Quem tiver dicas, ela são muito bem vindas.

      1. Eu tentei fazer o degoogle mas as soluções pra trabalho ainda são muito superiores às da windows e apple. O Docs e Planilhas me salvam muito. No desktop e iPad ainda uso o duckduck, mas no celular ainda é google também.

    6. Estou tentando usar menos o twitter, tenho que deixar de vê-lo como um mata-tempo para os momentos ociosos da rotina. Ainda é uma tarefa difícil.

      1. Sei bem como é isso, também passo por isso. To tentando me policiar e não abrir os apps/abas no automático. Duas sugestões: leia o “Nu de Botas” do Antonio Prata (ou o “Trinta e poucos” que está por 12 reais na Amazon a versão ebook). São crônicas curtas e divertidas. A outra é usar no Instapaper a opção de mostrar os textos mais curtos primeiro, é uma boa para os momentos de pausa!

        1. Adoro crônicas! Era/sou leitor assíduo do Luis Fernando Veríssimo e estava com vontade de voltar a esse gênero.

    7. passei a usar o trello pra organizar os projetos.
      só fico com um pouco de receio de não poder fazer um backup do q está ali…
      fora isso, defini melhor o q usar em cada notebook q tenho, q são dois.
      tinha mais coisas pra fazer, mas faltou disposição…

    8. Apaguei todos os meus históricos de atividade do Google, e ativei a exclusão automática após 3 meses onde tinha disponível.

    9. Agendei um tchau no Gmail para 01/01/2020 (mensagem de férias eterna), baixei um backup e agora só Protonmail (meia verdade, infelizmente, minha conta de trabalho é da empresa no Gmail).
      Adeus portal Uol. Um mês sem ele, não sinto mais falta. Meu self-hosted RSS só não tem dois jornais regionais, o resto que leio está lá, incluinfo o MU.
      Migrando para o Firefox para trabalho, depois de uma fase no Ungoogled Chromium. Mas estão ali do lado, não desinstalei, ainda necessários.
      O mais impactante é abrir uma aba do navegador e não ter o que digitar. Ainda não aprendi a lidar com a frustração.

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