Post livre #196

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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122 comentários

  1. Questão para filosofar: Por quê TV Aberta educativa (Cultura/TV Escola como exemplos) tem baixa audiência?

    1. Eu acredito que seja por que a maioria das pessoas preferem programas de fofoca, notícias mórbidas e programas sensacionalistas. Eu sou daqueles que não vêm culpa nos donos de canais e produtores de conteúdo, pois no meu ver só estão atendendo a uma demanda que já existe na população.

      No Youtube você escolhe o que quer ver e mesmo assim o grosso dos views está em vídeos de conteúdo de qualidade duvidosa. Aqui eu também não culpo o Google que prioriza esses vídeos página inicial, mas sim o mecanismo inerentemente humano que sente mais atração por esse tipo de conteúdo. Logo, é ali onde está o maior interesse e consequentemente a maior grana.

      1. O louco disso é que lembro-me que nos anos 80-90, existia um quê de dizer que era bacana assistir canais como estes que eu citei. Hoje não vejo muito disto, acabou na nostalgia (Até porque a própria TV Cultura ganha de alguma forma com isso).

        Sigo um pouco sua lógica: noto que sim, há uma busca mais por conteúdos tipo “sangue, suor e lágrimas” do que canais de conhecimento e educação – e estes últimos que tem destaque, o orador tem um estilo sensacionalista, personalista demais.

        Pirulla, que é um cara que curti no começo, peguei trauma por causa disto – não consigo assistir mais ele por justamente eu ter pego a fase que ele ficou muito personalista e egocêntrico; e não sei mais como ele tá hoje. Assisto o “Aviões e Músicas”, mas o tom que o Lito dá, apesar de legal, enjoa um pouco as vezes (e peguei raiva quando vi ele visitando um museu com um certo blogueiro [mau visto]). Fora isso, canais brasileiros não consigo ver – peguei um preconceito gigante que eu teria que ver com alguém do lado para saber se vou curtir ou não o canal.

        Voltando a TV Aberta: fiz o comentário assistindo a UNIVESP TV, que é um canal secundário da Cultura, que passa aulas e vídeos educativos que valem para os estudos da universidade. Aí pensei: “pô, galera vive reclamando da falta de conteúdo na TV, mas e estes canais?”

        De fato, muitos destes canais pegam mais nos grandes centros. Eu moro em uma cidade mais longe (35 km da capital paulista), com interferência de morros e prédios (e antenas de diversos tipos). O único canal que pega com relativa facilidade é a Globo, isso porque ela tem repetidoras em várias cidades. Demais canais são bem mais difíceis de pegar.

        Este último parágrafo acho que demonstra também outro problema: Emissoras sem porte financeiro acabam não tendo recursos para ter um sinal que possa sair da região de transmissão.

      2. Marketing tem uma grande culpa – talvez maior do que a demanda. O mito da demanda é quase sempre superestimado porque esquece (de propósito ou não) de que a TV e quase todas as mídias são frutos de pesados investimentos de marketing (anunciantes e da própria emissora) aliados com dinheiro externo daqueles que preferem uma população mais ou menos alienada ou direcionada para a barbárie.

        Programas policialescos como Datena e Balanço Geral, por exemplo, tem grande parcela de culpa na eleições de figuras militares. Indo além, no Uruguai, EUA e boa parte da América, esse tipo de programa só pode ser exibido depois da meia-noite em TV aberta (aqui passam na hora do almoço e na chegada do trabalhador em casa).

        Não tem como ignorar esse custeio da máquina punitivista brasileira.

        1. O Ibope também mostra que o que mais vale é ter números, e não conteúdo.

          Fica a questão: como saber a audiência real? Acho que as tecnologias hoje dão alguma pista, mas bem, tem seu viés também.

          1. Tudo tem viés, principalmente pesquisas encomendadas por fontes privadas.

            A questão é que, assim como Facebook e Google, as emissoras de TV também induzem a sua audiência para aqueles programas que tem mais capacidade de gerar dinheiro e poderio político. Programas policiais tem forte capacidade de gerar poderio político, por exemplo. Programas populares (novelas e comédias) tem forte poder publicitário.

            Tudo isso é direcionado pela direção das TVs, entes políticos e elites do país para que a população siga gerando lucro e mantendo os mesmos no poder infinitamente.

            Não à toa a família do Itaú está aí desde as sesmarias mandando e explorando o povo.

      1. Conheci antes, mas amei quando a Cosmos foi exibida por lá. E de quebra, com capítulos disponíveis online para assistir. :)

  2. Olá a todos!
    Como coloco fotinho no perfil? É para apoiadores apenas?
    Obrigado desde já!

  3. Rodrigo, já pensou em colocar na página inicial do site um botão “aleatório”, que redireciona pra algum dos posts do blog? Acho que seria interessante pra “reaquecer” discussões que não deixaram de ser relevantes com o tempo.

  4. Onde vc mora? Às vezes vale a pena dar uma chance aos produtos da região. Fica mais em conta e vc pode priorizar a economia local.

  5. Cartões de crédito com dinheiro de volta, tipo aquele do Mel do Luiz (TM HardMob), valem a pena? Fico pensando nas questões de privacidade envolvidas: já que negócio não cobra anuidade muito provavelmente pode talvez lucrar vendendo informações das transações financeiras dos clientes.

    1. Pensar na questão privacidade na hora de escolher um cartão não vai te ajudar.

      Com raras exceções, você não tem privacidade com cartões de crédito — a Mastercard compartilha suas compras com o Google, por exemplo.

      1. Inclusive me surpreendi em saber que o Apple Card usa a bandeira MasterCard.
        Mas tendo em vista que o acordo entre o Google e a MasterCard foi “vazado”, não duvido que as outras bandeiras também façam algo parecido.
        Li os regulamentos do Banco Pan e do Cartão Méliuz e lá consta que o cashback tem “tem por objetivo reconhecer a fidelidade dos clientes” e que o banco compartilha informações cadastrais com subsidiárias e parceiros. Bem padrão.
        Pergunto-me se dados cadastrais valem mais de 0,8% do valor gasto no cartão porque eles precisam lucrar, também.

        1. No caso da Apple, uma das coisas que eles deixaram bem claras é que eles, o banco e a bandeira não sabem de nada sobre você, e que privacidade e segurança é um grande foco no cartão.

          Se é verdade ou não, eu não sei. Mas tá lá.

          Mas sim, todas as bandeiras devem ter essa parceria com o Google.

    2. Acho que o Me*luiz lucra repassando parte da comissão das lojas para o usuário.
      Ex: a comissão é 8%, eles repassam 6%.

      1. Eu acho que essas empresas não lucram…. Elas trabalham com o volume de dinheiro processado, mas ainda não lucram.
        Aqui na cidade temos o app Pila que dá 20% em cashback.

  6. Após ouvir o podcast BR Cidades com a entrevista do economista Ladislau Dowbor, fiquei interessado em financiar diretamente empresas do setor produtivo. Seria pouca grana, para iniciar (<R$1000).
    Lembro de umas fintechs que faziam isso, mas quero ter a opinião de alguém fora dos comentários nos sites dessas empresas.
    Alguém já participou desse tipo de financiamento? Conte experiências.

    1. Boa pergunta. Não conheço fintechs nesse perfil — e nem sei se é o caso de classificar esses empreendimentos de fintechs. As que mais se aproximam, como Kria e StartMeUp, têm um foco maior no retorno e em criar startups de crescimento exponencial. Até por isso elas recomendam pulverizar o investimento em várias startups/apostas e exigem um patrimônio líquido elevado do investidor (+R$ 50 mil). O foco está em gerar valor para o investidor, não em mudar a vida de uma pessoa a quem R$ 1 mil a fundo perdido seria um grande impulso para viabilizar um micro negócio.

      Você conhece alguma plataforma nesses moldes que citou?

      1. nexoos, geru, tutu digital, iouu e biva.
        Não cheguei a pesquisar em todas para ver se alguma oferece empréstimo PF-PF.

        1. Meu receio é que não existe uma empresa grande e consolidada no setor, raríssimas oportunidades ouvi alguém falar sobre a modalidade…
          Risco de inadimplência até entendo, mas o problema é o risco de calote da própria empresa gestora.

  7. Esperei chegar o post livre para comentar sobre o filtro de café de pano do Ghedin (newsletter #100) :)

    O filtro de pano requer um pouco de manutenção, pois se não for bem lavado, ele vai acumular os óleos do café, que com o tempo vão dar um gosto ruim na bebida. Além de ter que colocar para secar bem, de preferencia num varal, para não criar mofo. Eu tenho 2 e só consegui ter um bom café nos primeiros usos. E acho a limpeza bem chata, para tirar todo o pó.

    Então eu recomendaria algum filtro de inox/metal, pois este sim tem uma vida muito longa. A limpeza/manutenção é só uma lavadinha, como qualquer utensílio de cozinha. Você pode perceber uma diferença no café feito com filtro de metal, já que ele não absorve grande parte do óleo do café, como acontece nos filtros de papel e tecido. Isso deixa ele mais “espesso” na boca (termo correto seria “mais corpo). Seria mais próximo a um café feito na prensa francesa do que no filtro de papel.

    Você pode ir a alguma cafeteria para ver se tem este método e pedir um café preparado nele, para ver se é de seu agrado. Recomendaria o Lucca Cafés e o Moka Clube (não são bem uma cafeteria, torram e vendem café e utensílios). Não sei se o Lucca tem especificamente este método, mas sei que o Moka vende em sua loja online (pour over inox bialetti).

    Enfim, aproveitem este comentário para falarmos sobre esse líquido maravilhoso que é o café ;)

    Eu tenho alguns métodos diferentes (clever, prensa, moka e o preferido, aeropress), um moedor manual (hario skerton) e sempre uso café recém torrado, pois tenho a sorte de ter uma cafeteria/torrefação aqui na cidade.

    1. Muito interessante seu comentário Borges, sem saber eu acabei comprando recentemente um desses filtros de café de inox na Amazon e estou gostando bastante. Aqui empresa que trabalho tem aquelas máquinas de café automáticas e eu não estava gostando muito (não sei do grão ou da máquina em si), agora trago o meu próprio café.
      A lavagem desse filtro é realmente muito simples, só passar uma água e uma escovinha fina (veio uma junto na caixa) e já era.

      1. Café de escritório é sempre um problema quando você sai da curva dos cafés de supermercado. O pior de todos, ao menos pra mim, são efeitos gástricos. Refluxo, azia, dor de barriga… Só tenho isso caso beba esses café ruins.

        Outro problema também pode ser a manutenção da máquina, como comentei, café/óleo velho ou o recipiente de água sujo, estraga qualquer café, por mais que o grão seja bom.

        Fazer seu próprio café no escritório é um bom caminho para evangelizar novos adeptos do bom café. ;)

    2. Que coisa: li alguns posts sobre filtro de pano e alguns indicam mantê-lo mergulhado na água e guardado na geladeira. De qualquer forma, o acúmulo de óleo do café já está visível.

      A título de curiosidade, quanto custa esse filtro de inox? A única coisa que me preocupou do seu relato foi o ser mais “espesso”. Significa mais forte? Gosto de café mais fraco — por exemplo, acho espresso muito forte.

      1. Olhando aqui rapidamente as marcas que conheço, tem um por R$ 139 (mas vem com um suporte de vidro também, marca Oneglass). E esse do Moka que comentei R$ 189. Eu acho bem caro. Nas lojas da China ou buscando por “filtro inox café” no google shopping, tem na faixa de ~R$50.

        Sobre o ser forte é relativo, você pode fazer um café mais fraco usando esse filtro com uma proporão maior de café x água. Como são meios diferentes de preparar, você precisa testa pra chegar no seu paladar. Meu preparos são de 1:10 (forte) até 1:16 (mais fraco), sendo café:água. Tenho uma balança para auxiliar na medição, assim consigo sempre ter exatamente a mesma “receita” de preparo.

    3. Eu faço café numa daquelas cafeteiras italianinhas. Gosto bastante e não sofro com o filtro/coador de pano. No entanto, cansei de café com gosto de meia velha do serviço…
      Em termos de pó de café, ainda não apurei tanto meu paladar. O que costumo comprar de supermercado é a linha rituais da Três Corações.

      1. Cara, tente “subir um degrau”, vale a pena. Eu achava a coisa mais absurda do mundo pagar 10 reais em um pacote de café (250g), hoje compro um de 14, que só me traz felicidade. Moro em uma região produtora de café (Chapada Diamantina-BA), então procuro consumir as marcas daqui, mas vc pode achar produtos de qualidade em sua região tbm.

        1. Aqui eu pago R$ 17 para 250g (R$68/kg), que é o mais barato das opções disponíveis.

          Acho um ótimo preço para um café de qualidade e sempre com torra recente.

        2. Eu pago cerca de R$ 16 por 250 do extra forte orgânico da Native, um dos melhores que já tomei — com exceção dos grãos que comprava moído na hora no Caruso, quando morava no centro de Curitiba.

          Também sou apaixonado por Irish Coffee, mas nunca acertei ele em casa — no Café Catedral, aqui em Curitiba, fazem um maravilhoso por um preço bacana.

          1. James, esse Irish Coffee é aquele com Baileys? Estou morando na Irlanda e ainda não experimentei, fiquei até curioso pra provar.

          2. Aqui no Brasil, Irish Coffee geralmente se refere a café feito com whisky.

        3. Pô Sheltom! Tá por aqui também?

          Café de qualidade faz toda a diferença. Realmente vale a pena pagar um pouco mais caro por uma bebida de qualidade.

          1. Sempre tive a impressão de teu conhecido o Manual através da Brigada. Sempre tento lembrar exatamente quem recomendou, mas não consigo. Talvez tenha sido vc! Hahaha

            Ainda sobre café, não sou nenhum especialista, mas “sair” dos cafés de mercado parece um caminho sem volta.

    4. Parei com café puro. Muito raramente um espresso ou algum coado no filtro ou aeropress, quando o grão parece interessante. Por outro lado, acho difícil largar o cappuccino ou até mesmo o café com leite.

      Diria que meu ranking de café seria cappuccino muito bem feito > iced latte > cappuccino razoável > café com leite simples > café “normal” > cold brew

      1. No meu caso, eu quase não consigo beber café com leite. Mas um café puro acompanhado de um queijo ou pão com manteiga, combina perfeitamente.

        Algum motivo por ter parado, ou é só questão de gosto mesmo?

    5. Estava querendo sair do café de supermercado e experimentar algo diferente, mais encorpado, qual café você recomenda. Estava olhando algumas marcas online mas fico perdido sobre qual escolher, preciso de um norte para iniciar nesse mundo.

      1. Verdade rs. Eu nem me considero um grande degustador de café mas resolvi participar e já estou aprendendo algumas coisas. Por sinal, esses tem sido meus primeiros comentários por aqui tb, esse post tem sido de bastante estreias.

    6. Nem sabia que existia filtro de inox/metal, obrigado pela dica!
      Com relação a café comecei a muitos meses a tomar sem açúcar e depois de um tempo se acostuma. Dizem que o café “de verdade” não precisa de açúcar.

  8. Olá, é meu primeiro comentário aqui, apesar de acompanhar esporadicamente o MdU desde 2014, que descobri através dos reviews de celulares. Nos últimos meses redescobri este velho conhecido, e que baita redescoberta! Fico horas e horas lendo os textos críticos muito bem elaborados e refletindo sobre eles. Não acho que sou muito bom com palavras, até por isso sempre evitei comentar por aqui. Visto o nível dos comentários, sempre achei que meus comentários fariam apenas volume ao invés de contribuir com a discussão. Enfim, estou fazendo um esforço para ser mais participativo em discussões relevantes, como as que sempre se encontra aqui.

    1. Seja sempre bem vindo e não tenha vergonha. :)

      Valendo-me de clichês, ninguém é perfeito com palavras (E se fosse, seria ou um perigo ou uma salvação, mas aí é filosofia). E participar é justamente um caminho para evoluir com as palavras. :)

      Não tenha medo de participar, se essa é sua intenção. Entendo o medo de muitos na hora de participar de comentários, comunidades e redes sociais diversas. A comunidade criada muitas vezes se fecha e “testa” quem é novo, muitas vezes desqualificando o novato por qualquer coisinha mínima, com isso constrangendo e desmotivando a pessoa.

      Qualquer coisa tamos aqui.

      Tó um copo de chá :) (desta vez sem ascii art… :p )

  9. anos atrás comprei um celular para meu pai e lembro que o guia de compras do manual do usuário foi bem oportuno e útil

    fica aí a sugestão de produzir outro esse ano (apesar do trabalho que eu sei que dá preparar essa pauta e dela já não ser tão diretamente alinhada com os atuais direcionamentos do MdU).

    de todo modo, algo que gosto em artigos como esse é o fato de se transformar numa espécie de fotografia do momento

    hoje olho para os guias de 2013 e 2015 e consigo ter uma ideia de como as pessoas usavam smartphones apenas alguns anos atrás (e toda a mudança que ocorreu)

    1. Também gosto desse tipo de conteúdo. É mais perene e mais útil do que o review de um iPhone ou Galaxy S — afinal, salvo por alguma falha catastrófica como a da bateria do Galaxy Note 7, nunca vi um topo de linha “ruim”.

      O problema de se fazer uma versão 2019 aqui é que seria na base de opiniões indiretas, afinal não testei e sequer mexi na maioria dos celulares lançados recentemente. Não que isso seja impedimento, mas não ficaria confortável em indicar algo que nunca usei.

      1. Uma parceria ou indicação de pessoas que fazem reviews de confiança não seria interessante?

  10. O Zuck deu entrevista pro Washington Post defendendo “liberdade de expressão” e que “políticos possam mentir em redes sociais” porque, segundo ele, “ninguém quer uma empresa de tecnologia determine o que é real ou não”.

    Vale a pena ouvir, nem que seja pra balançar a cabeça negativamente a cada declaração do Zuck.

    https://www.washingtonpost.com/podcasts/post-reports/facebooks-mark-zuckerberg-struggles-to-balance-truth-and-free-speech/

    1. Eu ri um monte quando ele criticou outras redes sociais por praticarem censura.

      Tive que largar o Instagram porque toda foto que eu postava — eu fotografo nudez artística com mulheres —, desaparecia depois de um tempo porque, segundo o algoritmo, mostra muita pele.

      Essa foto, por exemplo, foi apagada pelo Instagram — SFW, nudez implícita:
      https://i.imgur.com/9nf3UVD.jpg

        1. Pois é. E tem foto no nosso perfil que mostra mais pele do que isso — mas né.

    1. Eis um copo de chá. :)

      ((((
      ((((
      ))))
      _ .—.
      ( |`—‘|
      \| |
      : .___, :
      `—–‘

      1. meu deus, que horror este copo de chá… Perdão, quem ficou nervoso e derrubou o copo agora fui eu.

        (ASCII Art é só pra quem manja. Não é meu caso).

    2. seja bem-vinda!
      Pode ficar tranquila, esta é a comunidade mais segura na qual estive :)

  11. vivo falando de como sinto falta da antiga “blogosfera” meio amadora, meio profissional (agora substituída por redes sociais, canais de youtube e principalmente por podcasts)

    uma coisa que me chama a atenção é que entre os muitos tipos de blogues de desapareceram um em particular ainda persiste: os de viagem (talvez em número reduzido, mas certamente mantendo ainda o caráter meio amador/meio profissional de outrora).

    o que será que existe de diferente neles? ou será só impressão minha?

    1. Comecei a ler o livro do Snowden ontem e logo no começo ele fala exatamente isso, que no começo da web tentaram monetizar as propagandas e muita gente quebrou, ai descobriram o poder de facilitar as coisas (blog dava muita manutenção pra manter) e aglutinar as pessoas em redes sociais e vender AS PESSOAS pras empresas. Ai morreram os blogs…

      1. Eu estou entre os nostálgicos da época do auge da “blogosfera” (que sempre foi uma expressão terrível, mas ok). Acho que dia sim dia não eu expresso meu saudosismo por aqui :)

    2. Noto que viagem no caso cria comunidades mais unidas. Ou gente que curte mais falar do assunto.

      Literatura e artes gráficas também noto que tem blogs ativos, até pq para estes, é uma forma de mover a comunidade no entorno.

        1. Não acompanho, digo que noto na verdade, tipo o que a galera diz no twitter.

          O único blog que acompanho hoje é o que divulga os quadrinhos “Vagabundos no Espaço”, do Raphael “linha do trem” Salimena.

    3. Confesso que ando meio saturado de podcasts. Hoje eu assino apenas o Guia Prático e o Mupoca do Assuda. O resto se tornou muito ruído.

      1. taí algo que sempre tento diminuir mas nunca consigo, podcast, cheguei a ter 21,mas agora estou com 28

        1. Eu tenho o Grover com todas as assinaturas e 1x por semana eu abro e vejo se tem algo interessante *mesmo* por ali. Normalmente não tem. A maior parte é bate-papo vazio e infomercial.

      2. Eu vou pelo contrário, nunca gostei de rádio, de conversa e não nutro interesse em podcasts.
        Prefiro muito mais ler um texto mesmo.

        1. isso, exatamente minha opinião :)
          além de nunca ter ouvido podcasts, muito raramente eu vejo vídeos no youtube
          é (digamos) 10x mais rápido eu ler um texto do que ficar assistindo passivamente alguém falar a mesma coisa em um vídeo ou áudio

    4. Pensando aqui enquanto lia seu comentário, acho que blogs de viagens têm um aspecto consultivo muito forte e que — diferentemente do que o Ligeiro disse ali, IMHO — gera uma audiência rotativa e constante. Quando alguém vai viajar, fatalmente busca informações na web e aí os blogs, com um SEO azeitado (e que já vem meio pronto com um WordPress da vida e um tema minimamente bem feito), se destacam.

      É a mesma coisa dos blogs “o que fazer na cidade”. Conheço alguns casos de gente que começou esse tipo de coisa em redes sociais e, depois, migrou para os blogs, pois facilita encontrar roteiros e avaliações de locais usando um buscador.

      Agora, pense em um blog como o Manual, que fala de novidades tecnológicas e comportamento. O primeiro disputa a atenção com jornais e redes sociais, porque tecnologia pessoal se sobrepõe quase que perfeitamente com tecnologia de consumo para quem não acompanha de perto/se interessa pela área, além de ter “validade” curta — o período em que o produto é comercializado. E na parte comportamental, é algo que ninguém busca ativamente salvo se estiver muito envolvido com o tema (e aí, nesse caso, provavelmente já produzindo alguma coisa).

      1. Tu pensou diferente de mim e corretamente. Não estava conseguindo raciocinar a linha que um blog de viagem tem. Falo da questão de “comunidade” porque penso que quem viaja procura comunidades, mas como falou, é o fator consultivo mesmo que gera a atenção.

        Seguindo este ponto, quaisquer blog ativo e movimentado hoje é justamente por causa do fluxo gerado pelo conteúdo, que tem alguma relevância. O mesmo se aplica ao exemplo que dei de artes – há aspectos consultivos nisso também, na busca por críticas e opiniões diferentes.

  12. vcs assinam algo para ler notícias?

    eu assinei a nexo, tô testando o canal meio (curtindo muito as newsletter de sábado, então devo continuar) e to degustando O’Globo, esse último tenho achado dispensável, então quando a promoção vencer, irei cancelar.

    1. Recebo o Meio gratuito e estou experimentando aquele Vortex, mas detestando (tem que criar conta degustação, as newsletter são sempre link pro site, aquele verde vômito me incomoda…). Temos UOL/Folha e tenho vontade de assinar o estadão, mas pela parte de cultura. Honestamente não ligo muito para notícias corriqueiras, ainda mais quando se trata de Brasil e não da minha cidade.

    2. Está em falta hoje jornalismo crítico e não focado em ganhar por clique. Parei de ler o G1, por exemplo, que é péssimo. Também assino o Nexo, é excelente! Além das informações serem equilibradas, eles trabalham com algo próximo de “slow web”, ou seja, não é aquele turbilhão de informação, são selecionadas as mais relevantes, além dos conteúdos adicionais. Se quiser mais uma opção, recomendo o El País.

    3. Eu já estou indo pro caminho de desligar de todas as notícias. Faz dois meses que não entro em nenhum portal e me sinto bem melhor. A ansiedade e a sensação que tudo está uma bos*ta se foi e minha saúde agradece.
      O único portal que acesso de vez em quando é a BBC brasil e mesmo assim de vez em quando lá tem notícias da política brasileira que me faz sentir mal…

    4. Folha de SP (minha mãe tem assinatura grátis por ser professora) e o jornal local do RS, Zero Hora.

      Eu assinava o Nexo, mas eles meterem uma linha meio “liberal puro” ultimamente e isso me afastou deles. Se é pra ler baboseiras eu leio o que eu mesmo escrevo.

    5. Eu assino o Nexo apenas, estou pensando em assinar a Folha de São Paulo…mas nem leio tudo que o Nexo publica.

    6. Algo que talvez seja interessante de citar é que há planos populares de telefonia móvel que incluem assinatura de uma porção de jornais e revistas, reunidas num aplicativo tipo banca virtual.

    7. sigo via RSS alguns sites de política, geralmente considerados de “esquerda” mas que são de fato, na minha opinião, independentes…fica-se sabendo de absolutamente tudo (a nível nacional) através de um contraponto da mídia corporativa, que é totalmente politizada e simplesmente esconde ou distorce praticamente TUDO que acontece de relevante na política nacional…também sigo (às vezes por RSS, às vezes simplesmente visitando o site de vez de vez em quando) alguns sites de “tecnologia”, também slashdot, xkcd, de vez em quando dou uma passada em um sub do reddit, uma olhadinha no twitter…pra mim é fácil fazer tudo isso, trabalho o dia inteiro no computador, então enquanto estou esperando uma compilação eu dou olhadinha nas coisas :) (https://xkcd.com/303/)

  13. Pra quem gosta de filme antigo: onde vocês normalmente assistem? Tem um lugar com tudo organizadinho, certinho?

    1. Tem a brasileira Oldflix, que promete um acervo de filmes antigos e cobra um preço baixo (R$ 12,90/mês). Ainda não testei e, pelo menos naquele carrossel que aparece na capa do site, o acervo parece carecer dos filmes mais conhecidos. (Pena que o Criterion Channel não está entre nós…)

      Plataformas de aluguel, como as da Apple e do Google, costumam ter alguns filmes antigos mais comerciais, mas, novamente, falta muita coisa. Usando como exemplo a minha indicação no último Guia Prático, a obra de Orson Welles, na Apple só dá para ver Cidadão Kane dos três títulos que comentei no programa.

      Outra alternativa é apelar para a famosa lojinha do Paulo Coelho. Considerando que praticamente todo mundo que fez filmes anteriores aos anos 1960 já bateu as botas mesmo e que eles já se pagaram múltiplas vezes, acho que, pelo menos do ponto de vista moral, está tranquilo.

    2. O Cine Belas Artes de São Paulo vai criar uma plataforma de streaming que promete um bom acervo. O problema é dar dinheiro pro andré sturm…

  14. Um leitor comentou, não me recordo agora se no último post livre ou em um dos posts de aniversário do Manual, que estava incomodado com o excesso de anúncios de um outro blog de tecnologia e que, por isso, cogitava até parar de acompanhá-lo.

    Isso me chamou a atenção. Fiquei pensando se ele não usa bloqueador de anúncios e, se não, qual o motivo. Aí, lhes pergunto: como está a relação de vocês com bloqueadores? Usam? Se não, por quê? Se sim, costumam colocar alguns sites em listas brancas? Quais os critérios?

    1. Propaganda invasiva, principalmente. Caso não haja, direto pra lista branca.

    2. Usar eu uso. Não tenho condições iguais ao do Pilotti em ter um Pi-Hole em casa, mas uso o conjunto uBlock + Privacy Badger + modo rigoroso no Firefox. No celular (Chrome), por comodidade, acabo deixando sem, mas deixei as configurações de cookies como apenas para o site, e uso a economia de dados.

      Por preguiça não coloco lista branca, apenas quando realmente sinto que é necessário colocar (alguém que eu vá com a cara ou quando sinto que dá para deixar na lista branca).

      1. Dá pra jogar o Pi-Hole numa VM “modo texto” e deixar rodando no PC principal de boas.

        1. VM é meio froid. Preferiria colocar na rede inteira de forma autônoma, até para servir como um mini-firewall.

          1. O Pi-Hole só serve precisa de uma conexão normal. Você instala ele numa VM e muda os DNS’s do roteador pro endereço físico da VM e isso propagada pela rede toda. Antes de conseguir um Pi eu fiz isso com o Docker.

        2. Aproveitando o tópico, eu estava pensando em instalar o PiHole numa VM em alguma plataforma de nuvem (tipo DigitalOcean, AWS, etc) pra usar esse servidor DNS tanto no minha rede doméstica quanto no meu celular pelo 3/4G.
          Alguém aqui já fez isso ou sabe se tem algo que pode não ser ideal nessa abordagem?

          Vlw

          1. Teoricamente deve funcionar. Tudo o que Pi-Hole precisa é do IP acessível na sua rede. Se tem isso, ele funciona. Não sei, contudo, se não pode vir a ficar lenta a resolução de nomes e bloqueio de propagandas por conta da camada extra do AWS.

            Faz aí e diz como ficou =)

    3. Uso no PC. Se o site pede para eu desativar afim de liberar o conteúdo… tchau e nunca mais.

          1. Se você usa Android, instala o Kiwi Browser. É baixar e navegar com anúncio zero, sem configurações mirabolantes.

    4. Não uso. Preguiça mesmo. No geral consigo conviver com o lixo agregado aos sites que frequento.

    5. No PC, uso Firefox com Ublock Origin. No Android, uso Blokada + Ublock no Firefox e Kiwi Browser. Não coloco nenhum site na lista branca, mesmo quando gosto muito de algum site.

    6. Pi-Hole pra casa e Blockada + Firefox Preview no Android (principalmente quando estou fora de casa, no 4G, já que a banda usada pra exibir anúncios chega facilmente perto de 45%).

      Nenhum site vai pra lista branca, principalmente FSP e ZH que cobram assinatura e colocam anúncios ainda assim (até nos aplicativos pra celular).

    7. Pihole cortando na alta no raspberry e tudo que é extensão no FF ativa

    8. Uso adblock tanto no pc (Firefox + ublockorigin) quanbto no celular (duckduckgo). Não tenho lista branca, nem para sites com anúncios menos espalhafatosos. A vigilância constante na internet se sustenta porque esses dados são usados para segmentar propaganda; usar adblock (e eincentivar seu uso), diminui a remuneração e torna menos atraente este modelo de negócios.

    9. Tenho o Ad Block instalado em meus navegadores principais (Chrome no PC e Samsung Internet no celular), mas os deixo configurado como “lista negra”. Em todos os sites o bloqueio está desativado, e eu só ativo nos que considero abusivos, dentre eles, infelizmente, está o referido blog de tecnologia, que tem um “feed” infinito de propagandas da taboola/outbrain que impossibilitam o acesso ao box de comentários, pois a tela fica subindo o tempo todo ao passo que novos anúncios são carregados. Ainda sinto um peso na consciência de bloquear os ads em todos os sites.

    10. Se eu leio o seu blog e vc tem um sistema de financiamento, eu assino com toda boa vontade
      Mas propaganda eu não tolero
      Ublock sempre

    11. Eu evito usar em sites que uso frequentemente, mesmo que seja horrível como é o caso desse site aí.

      Eu uso 1Blocker no MacOS e usava no iPhone, no Android eu acabei nem instalando porque não costumo ficar navegando muito nele…costumo mais ler meus textos salvos no Pocket.

      Em breve, pretendo usar um bloqueador a nível de rede como o Pi-Hole que não gostei do fato de eu não conseguir liberar alguns sites…esse FDS vou testar o AdGuard como alternativa que parece ter essa opção.

    12. Uso um monte de extensões de privacidade no Firefox simultaneamente. A Ghostery que cuida do adblock pra mim.

    13. não uso…de maneira geral eu considero que os anúncios na internet estão até que bem comportados em relação ao que eram há alguns anos, e os browsers evoluíram bastante, de modo que é difícil os anúncios “sequestrarem” a janela do browser (pelo menos nos sites que acesso)…e praticamente só uso internet no computador, não no celular…uma pequena parte também é que acho que os anúncios sustentam muitos sites, então até acho “justo” que os sites tenham anúncios…uma outra pequena parte também é que às vezes acho interessante ver que produtos são anunciados pra mim :)

  15. gente, estou com duvida vale a pena comprar Xbox one ou devo esperar novo xbox de nova geração? antes estava pensando pegar switch mas vi que os jogos de switch eram caros, então estava pensando em pegar xbox one.

    1. Considerando que video game novo costuma ser bem caro e que a chegada de um não inutiliza os antigos, não vejo muito prejuízo em pegar o atual Xbox One.

    2. Sigo o Ghedin. Sou da deixa que vai muito do gosto individual, dos jogos que procura e do que espera. Não adianta ficar comprando um videogame caro no começo que um ano depois ganha um “review” (Série XBox que o diga).

      E mesmo um vídeo game muito antigo, em tempos de “vintage” (que com esta onda, encareceu os equipamentos antigos) pode muitas vezes agradar ou trazer novas surpresas, dado que muita gente compra o videogame e ignora algum jogo que pode lhe agradar.

      Em último caso, montar um PC gamer muitas vezes compensa mais, dado que tanto pode usar para trabalhar quanto jogar, ou até mesmo fazer alguma criação diferente (vídeos por exemplo).

      Dica: vai jogar com alguém, ou até ver se dá sorte e acha alguma “locadora de games” (não duvido que ainda exista) para experimentar videogames diferentes. Sempre é bom testar, experimentar. :)

      1. Normalmente os reviews são pra frear a pirataria de chips antigos que foram quebrados. Raros casos onde temos um problema de fato, como o Jasper no X360, que tinha que ser revisado.

        O próprio Switch teve um review depois que um bug na nVidia que ele usa possibilitou um jailbreak físico nos consoles dos primeiros lotes.

        1. Ah sim, isso tb.

          De qualquer forma, sempre é bom esperar um pouco a geração de games atual estabilizar, exceto ser realmente a pessoa gosta de ser early adopter.

    3. compraria da geração atual, deve ter dezenas de jogos que vc quer jogar, então vai pagar pouco e vai se divertir por anos, aí quando jogar tudo, vai pra próxima geração.

      eu tenho um ps4 e jogo pouco, mas tem vários que quero jogar como spider-man, RDD2, watch dogs 2 e 3, GoW, GTA V, Cyber Punk 2077, alguns desses já tenho e outros tenho que comprar ou ainda vão lançar, então tenho uns 2-3 anos de jogatina facilmente no console atual

      1. Detalhe que o Xbox One tem retrocompatibildade com o 360 e com o primeiro Xbox. Então é diversão garantida por umas encarnações a rodo.

        1. exato, e se ele for como eu, que só curte o modo história e não liga pra multiplayer, pode ficar com o msm console por uma década (literalmente).

    4. Compra o Xbox One X, se você tem condições. Vai durar muito tempo ainda (normalmente, depois de lançada a nova geração ainda temos uns 2/3 anos de vide útil dos antigos).

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