Post livre #160


7/2/19 às 12h04

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97 comentários

    1. Acredito que QUALQUER comunicação oficial de um sistema Estatal deve ser baseado em um sistema coeso. Seja usando um Brasão de Armas, logotipo próprio ou bandeira.

      O seu texto curti pois é algo que tenho em mente de forma similar: esta coisa de “marca temporária/marca de gestão” demonstra nosso problema político de não dar continuidade a projetos DO ESTADO.

      Não sei se existiu alguma lei que criou definições para identidade visual no BR. Sei que “marca de gestão”, via de fato, não deveria ter. Tanto é que me lembro que muitos prefeitos foram condenados por colocarem algum logotipo baseado em identidade visual de campanha ou partido.

      Nos sites do GOV BR mesmo, ao menos me lembro que foi tentado uma coesão visual, mas que se deparava com diferentes sistemas que se mexesse no design, estragava o layout e a programação do mesmo.

      Quanto ao uso do termo “Ordem e Progresso” e “Pátria Amada”, não me incomodaria se fosse outros no poder em ambos os casos (Ordem e Progresso seria também o slogan de comunicação que eu tentaria fazer adotar em definitivo se eu fosse presidente). Dado que ambos usaram o termo de forma deturpada…

      (Uma curiosidade: um slogan de gestão que eu achei interessante foi “Cidade por todos, todos por Cidade“, pois ao meu ver, faz a pessoa entender que a relação Estado-Cidadão é mão dupla: a cidade cuida do cidadão, mas o cidadão também tem que cuidar da cidade.)

  1. frederico,
    aquilo q eu tinha dito sobre o martim vasques… pode desconsiderar (tudo).
    o esforço do cara em defender o ministro da educação anula qualquer suposto feito da obra ‘poeira da gloria’.
    sem mais,

    1. fred, por favor

      e sério?
      tenho por alto acompanhado os tweets dele, mas só tinha visto (prestado atenção) numa manifestação anti-olavo que achei surpreendente

  2. duas condenações sem provas. e assim vamos…
    notadamente, percebe-se q não estão satisfeitos. e se deixarem a chama anti-esquerda (anti-intelectual, anti-pt, anti-etc) o q justificaria as coisas?
    saldo até agora:
    – perspectiva de faroeste
    – menos cultura
    – escola sem partido parece q vai
    – índios massacrados
    – trabalhar até morrer…
    – todo mundo preso
    não estamos indo bem.

    1. Foi avisado, se a estrema direita brasileiro chegasse ao poder, o Lula iria morrer na prisão como símbolo/troféu. Moro é um incapaz que quer apenas dinheiro e poder. Bolsonaro é um incapaz que quer dinheiro e poder. Guedes é o anti-cristo que pretende aniquilar o brasileiro e o Brasil criando aqui uma neo-Somália. Mourão é um general que pretende fortalecer o militarismo brasileiro através de privilégios econômicos e sociais.

      Como nação/povo estamos indo muito mal mesmo; como projeto de governo de terror, controle e neoliberalismo, contudo, estamos indo muito bem.

      A ideia central da doutrina neoliberal é exatamente achatar a classe trabalhadora e engordar a classe alta (é um sistema, acima de tudo, oligárquico). Como atualmente temos muito acesso a informação, as comparações simples de outrora (trabalhamos pouco, o governo não entrega serviços porque é corrupto etc) acabou não sendo mais factível e isso trouxe outra estratégia pra vida do brasileiro: o medo.

      Agora o inimigo é comum: medo do comunismo, da “ideologia de gênero”, do MST e MTST etc.

      Esse neo-tatcherismo vai nos levar pros anos 80 novamente. Inflação. Desemprego. Baixa escolaridade. E agora, violência urbana e tráfico de drogas desenfreado com controle/aval miliciano.

      Catarei lixo na rua, sem nenhum dente da boca, mas darei risadas gostosas de todos os outrora “classe média” que acharam que o comunismo/bolivarianismo era uma ameaça real a ser combatida. Vai ser divertido catar lixo e morar na rua com essas pessoas do lado pra eu tirar sarro.

      1. Eu sou muito este seu último parágrafo.

        Tou cansado da dita “militância”. As pessoas querem casa, comida e se sentirem úteis, e o problema é que até hoje a dita “esquerda” não se corrigiu. Até o Mujica, sempre colocado como alguém sensato das esquerdas, já botou isso na mesa: ninguém aprendeu a lição.

        O pobre sonha ser “classe média” e o classe média sonha em ser rico.

        E ninguém tem coragem de enfrentar com um pouco mais de “força”. E não falo violência, mas sim jogar a merda no ventilador.

        Isso porque também a própria esquerda brasileira está no meio disso tudo, dado que a política brasileira depender de financiamentos escusos…

  3. Pessoal, não sei se todos já ouviram falar dos PWAs (Progressive Web Apps). É uma iniciativa pra portar aplicações da web pra webapps que agem como versões “lite” de aplicativos, sem consumir bateria ou rastrear suas infos em segundo plano. O Twitter e o Instagram já tem essas opções.

    Garimpando, achei um app pra Android que converte qualquer site pra PWA. Ele tem até uma lista legal de apps pra usar na hora:

    https://play.google.com/store/apps/details?id=com.chimbori.hermitcrab

    Em tempo: @Ghedin, já rolou algum texto sobre PWA aqui no Manual? Acho que o tema renderia bastante, e é meio que alinhado com a proposta do site de focar em privacidade e simplicidade.

    1. uma vez vi um site, mas não lembro o nome que cita todos os apps que possuem PWA

      1. Tem esse:
        https://pwa.rocks/

        Mas esse app que eu linkei transforma qualquer app em PWA. Um exemplo legal é o do Facebook. Mais leve, mais rápido e sem rastrear até sua respiração.

  4. Gente, tem algum app de finanças que leia dados de banco q a gente possa confiar?

    1. Não sou nada disciplinado pra adicionar manualmente e depois que migrei pro iOS perdi a função de adicionar direto das notificações.

    2. GuiaBolso. Só não recomendo se você tiver conta do Itaú, porque o app tem alguns problemas de sincronização com o banco.

      Se você não se importar de inserir despesas de forma mais manual, o melhor é o Organizze. Ele lê dados de SMS do banco e notificações de apps como o Nubank e o Banco Inter, e “mastiga” a despesa certinho pra você inserir.

      1. O fato do Guiabolso ser gratuito já me deixa ressabiado, não sei se posso confiar. Eles sabem de toda minha saúde financeira e ficam recomendando serviços de terceiros.

        Eu usava o Organizze no Android só que migrei pro iOS, daí ele não lê notificações.
        To pensando em fazer no excel mesmo, já que é pra ser manual.

    3. Eu uso o minhas finanças. Gosto bastante, ele é bem completo e automatizado.

      Mas não sei dizer até que ponto qualquer app é confiável, nunca se sabe o que podem fazer com nossos dados e nem até que ponto conseguem evitar um vazamento de informações.

      1. também acho o minhas finanças o melhor, mas pelo que vi, ele quer para IOS, e não o aplicativo pra essa plataforma

  5. mais um texto para estimular meu saudosismo da internet pré-smartphones: https://medium.com/s/world-wide-wtf/how-to-internet-6c379e75c8e0

    é mais uma celebração da cultura do amadorismo que predominou até os tempos da famigerada web 2.0, uns dez anos atrás. Ainda que me incomode essa busca constante (e fatalmente irrealizável) por uma “autenticidade” perdida, preciso confessar que sinto falta dela.

    Além disso, a parte final do texto parece otimista talvez até demais:

    “But it’s a thorny path. It wasn’t until now that I fully grasped the dangerous varieties of connectivity (like rapid sharing of fake news) and understood there are people who cannot be connected with in the way we would like (the Rooshes of the world). Maybe that just means I’ve grown up. I know less about “how to internet” than I did before. All I can say now is that doing it right will require a great deal of imagination, caution, and fortitude.”

    “Mas é um caminho espinhoso. Não tinha compreendido plenamente até o momento as variedades perigosas da conectividade (como o compartilhamento acelerado de notícias falsas), nem entendido que há pessoas com as quais não podemos nos conectar da forma como gostaríamos (como os Rooshes* do mundo). Talvez isso signifique apenas que eu cresci. Sei menos sobre “como internetar” agora do que sabia antes. Tudo o que posso dizer é que fazer isso do jeito certo exigirá uma boa dose de imaginação, cautela e força.”

    *referência a um sujeito misógino e propagador de discurso de ódio citado no texto

    1. Também acho que é um caminho sem volta, infelizmente. O Manual do Usuário é quase anacrônico; tento fazer dele um blog nos moldes dos que surgiram e eram populares na primeira metade dos anos 2000. Como um hobby, funcionaria super bem; o desafio (que contei na newsletter extra de hoje, quinta-feira) será fazê-lo comercialmente sustentável.

      1. O texto que saiu agora aqui no MdU sobre a relação do spotify com os podcasts mostra como esses movimentos novos só aprofundam isso tudo. E o pior de tudo é que, se não dá pra ser saudosista, também não dá pra lamentar tudo o que está acontecendo. :(

  6. Todo ano eu tenho que fazer esta pergunta:

    Como é a relação de vocês com o transporte público / mobilidade urbana?

    Questiono isso primeiro porque sou um leve entusiasta do assunto. Segundo porque isso ajuda a pensar em como comentar sobre isso também, ter outras posições e pontos de vista.

    1. Minha relação é de ódio.

      Sei que vou contra o pensamento de muita gente aqui do site, mas de jeito nenhum dispenso o carro. Já estava ficando com problemas graves de saúde por ter que passar 5h por dia, pegando 10 conduções lotadas pra ir e voltar do trabalho. Com o carro, gasto 2h e com muito mais conforto, mesmo no trânsito.

      É uma visão egoísta? É.
      Tô ajudando a acabar com o meio ambiente? Infelizmente sim. Mas, se o estado não tiver a capacidade de me prover qualidade no deslocamento e eu tenho condições financeiras de melhorar a minha situação, vou continuar de carro e com a série de problemas que ele traz pros outros, mas que acaba com os meus.

      1. eu quero comprar um carro justamente por isso.

        passo 4 horas por dia em ônibus, tenho sorte de pegar no ponto final e vou sentado, mas tenho menos sono, fico mais tempo no celular, só coisa ruim.

        to juntando dinheiro pra ano que vem comprar o meu, posso até gastar mais do que gostaria, mas o conforto, tempo de sono e descanso que terei valerá a pena.

        1. Faço a mesma questão que fiz ao Pierre: como é sua situação casa-trabalho ou casa-centro da cidade?

          1. moro no RJ, capital

            e de ônibus conseguiria economizar 2 horas diariamente, que em um mês daria quase 2 dias.

        2. Grato pelo seu relato. Sei que o RJ é extremamente complexo dado a relação transporte público e política. (Ainda mais com decisões absurdas que venho sabendo, como corte de linhas no centro da cidade).

      2. Entendo seu ponto de vista. Mas para tentar ajudar a pensar aqui, onde você mora é região metropolitana, região menor ou é tipo relação interior-capital?

        1. Moro em Santo André e trabalho em SP, na zona Norte, no meio da Marginal Tietê. 1h20 de carro ou 3h de transporte público. Se eu morasse no interior, capaz que gastaria menos tempo kkkkk

          Como o Diogo disse abaixo, o carro pra mim é um “luxo” necessário. Minha rotina de trabalho antes era pesadíssima e, somado ao estresse do deslocamento, sofri com crises nervosas e de exaustão constantes.

          1. Sei que Santo André hoje sofre com problemas de licitação no transporte, fora a malha de serviços metropolitanos (EMTU) que estão a ponto de serem sucatas ambulantes. Compreendo e agradeço seu relato.

            (Spoiler: não, morar no interior você não diminuiria o tempo de ida casa-trabalho. Hoje há este movimento, mas muitos estão indo de fretado. Pergunte a quem vive em Sorocaba ou até mesmo na região de Cotia e se locomove à São Paulo e Alphaville)

          2. O sistema de comentários permite quatro níveis de resposta, por isso a partir de um ponto, não é permitido responder (por exemplo, este comentário mesmo que estou fazendo provavelmente não terá o botão responder).

            Novamente reiterando, entendo sua posição e acredito que familiares e amigos tenham estado presentes em situações negativas (Eu já tive ao menos em uma, não nego).

            Sinto, não por mal, que há um fator também que contribui para que você esteja em um automóvel – não duvido que você goste de dirigir (também gosto).

            De qualquer forma, entendo as situações passadas por muitos e que a discussão não pode se resumir a ser ou não egoísta (isso é provocação, marketing, que até eu uso as vezes para instigar as pessoas).

            Mas novamente agradeço por contribuir com suas palavras. Valem bastante.

      3. Ódio idem. Além das questões que você já colocou, também tem a relação segurança (mais importante), conveniência e praticidade. Morando em uma capital (Recife), já fui assaltado uma vez dentro de um ônibus, e é uma coisa que pode acontecer a qualquer momento. Além disso, há os atrasos frequentes, paradas que ficam longe, não poder usar o transporte público à noite (por se tornar mais vulnerável à assaltos na rua e dentro do ônibus), etc.

        Infelizmente, o carro virou um “luxo” necessário.

        1. Eu fiz o caminho inverso: larguei o carro. Foi antes de eu sair da Gazeta, já estava indo trabalhar de ônibus para sentir como era. (Há uma linha cujo ponto fica a cinco minutos andando de casa que para em frente ao prédio do jornal.)

          Estou preparando um texto sobre isso — como foi o processo e os ganhos que tive. Adianto que embora o financeiro tenha sido enorme (alívio de não ter que pagar IPVA), acho que ganhei em tranquilidade também. Ainda uso pouco o ônibus, mas passei a andar mais e, de resto, apps de carona. Dirigir é muito, mas muito estressante.

          1. Ghedin, fica uma sugestão: um podcast não seria legal? Sempre quis conversar em um podcast sobre isso.

            E grato também pelo seu ponto de vista. Pelo que vi, é o primeiro que fala positivamente do transporte público.

            Logo mais deixo meu relato, vou esperar o tempo do sistema anti-spam e aproveitar ver umas coisas aqui.

          2. Você gastava quanto tempo de casa até o trabalho, Ghedin?

            Não sei como é em Curitiba, mas em SP, andar de ônibus é caótico, principalmente nas regiões mais periféricas (no centro “hipster”, tipo Paulista e Faria Lima, é até gostoso).

            No começo também achava dirigir um saco. Mas, atualmente, consigo evitar o trânsito pegando o Rodoanel ou evitando sair em horários de pico. E o melhor: Volto pra casa super confortável, com ar condicionado todo dia e sem nenhum camelô ou pastor gritando na minha orelha.

            Financeiramente eu me ferrei muito – meus gastos aumentaram quase 60%. Mas o ganho de valor subjetivo que eu tive (e a questão da saúde que comentei em outra resposta) valeram a pena.

          3. O tema mobilidade urbana é muito extenso e não há uma solução que pode ser aplicada a todos, cada um precisa encontrar o equilíbrio custo/benefício.
            Vale analisar e ver se é possível morar mais próximo do trabalho, economizando assim em tempo de deslocamento e custos em combustível/transporte, mais de 2h no trânsito é estressante demais.
            Eu tenho o privilégio de morar próximo do trabalho, ter terminal de ônibus, estação de trem perto e onde trabalho possui fretado então o dinheiro com transporte uso para viajar sempre que possível e investir.

          4. @ Pierre Diniz

            De carro, levava uns 10 minutos. De ônibus, sem contar a espera no ponto (aparece um a cada 15~20 minutos) e contando o trecho a pé, levava 15~20 minutos. Na volta ele passa por uma via com faixa exclusiva para ônibus, então às vezes era até mais rápido que o carro.

        2. Fico triste por saber do assalto. Sei que há muitos lugares no BR que tem estas situações estressantes e que inibem o uso do transporte público.

          Fico grato pelo seu relato mesmo assim :).

          1. Por algum motivo, o botão pra responder seu comentário abaixo não apareceu, então vai aqui…

            Por sorte nunca fui vítima de arrastão, mas já “convivi” com 3: Um que minha mãe e irmã sofreram num ponto de ônibus, um que um amigo estava dentro do trem, e outro em uma avenida movimentada de Santo André. Nesse eu tava de carro e consegui fugir.

            Santo André parece que importar tudo de ruim das outras metrópoles: Arrastão, trânsito, enchente…
            A mídia local daqui é fraquíssima, então esses relatos não são tão divulgados. Só quando rola um caso Eloá da vida que a cidade aparece no SPTV e afins.

            Um dos casos de arrastão na Linha 10 da CPTM:
            https://www.reporterdiario.com.br/noticia/2535385/arrastoes-e-roubos-assustam-passageiros-da-linha-10-da-cptm/

        3. Exato. Antes de comprar o carro, já tinha substituído o ônibus pelo Uber e ainda tolerava o trem/metrô pela economia de tempo. Mas, com a qualidade do metrô indo ladeira abaixo e o disparate de rolarem arrastões DENTRO dos trens, like a Rio, larguei tudo de vez.

          Cada vez que vejo uma notícia de metrô quebrado ou de crimes dentro das estações, agradeço meu carnê do financiamento por existir na minha vida.

          1. Uma pergunta, espero que responda de forma sincera: já acompanhou algum arrastão? Quantas vezes?

            Sei que a linha da região do ABC é a que mais sofre com assaltos, mas noto que há poucos relatos públicos na imprensa sobre.
            Grato

      4. Cara, penso do mesmo jeito que você! Com um agravante: Além da questão da economia de tempo e do conforto que o carro me proporciona, o transporte público na minha cidade além de ruim é muito caro. Basicamente eu gasto menos usando o carro do que eu gastaria de ônibus.

        Em suma: Economizo dinheiro e tempo e ando com conforto. Se é pra estar engarrafado, que seja sentado no carro, com o ar-condicionado ligado, vidros fechados e ouvindo uma boa música. Melhor do que, possivelmente em pé (ou sentado sem nenhum conforto), no calor, ouvindo conversas alheias/reclamações alheias/funks alheios.

        1. Certeza que fica mais barato? Carro é muito caro! Tem que contabilizar depreciação, IPVA, seguro… Devo publicar em breve a matéria que estou escrevendo sobre o processo de me livrar do meu, mas adianto que fiquei chocado quando fiz as contas. Era mais de R$ 1k por mês só no carro — e nem era um carro caríssimo ou que bebesse muito.

          1. Nunca fiz a conta na ponta do lápis, mas acredito que fica sim. Veja bem, o transporte público aí é bem ruim durante a semana e pior ainda aos finais de semana. Uso Uber e afins vez ou outra, aos finais de semana, mas para distâncias maiores as corridas ficam caras. Moro na zona norte e meus pais na leste, por exemplo. São distâncias consideráveis. Viagens para algumas cidades a até 400Km daqui cujos horários de ônibus são ruins ou as vezes nem há ônibus que vá até a localidade desejada (tipo a cidade natal do meu pai, onde vez ou outro vamos a passeio).

            Isto posto, não conseguiria abrir mão do carro, mesmo que optasse por usar mais o transporte coletivo ou aplicativos, então, IPVA e seguro eu já tenho que pagar de todo jeito. Depreciação vai acontecer com o carro sendo usado ou não. Geralmente não gasto muito com manutenção, porque sempre opto pelas preventivas e escolhi um modelo que, embora tenha peças caras, dá pouca manutenção e, no mais, carro parado gera tanta manutenção quanto em uso.

            Contabilizando apenas o combustível, gasto cerca de 2 litros por dia, em média. O litro de gasolina aqui custa cerca de R$4,25 (apesar de que, nos últimos meses tem saído mais em conta usar etanol, então a diferença é mais acentuada ainda) ao passo que uma passagem de ônibus custa R$4,50.

            Como eu disse, nunca pus na ponta do lápis, mas diluindo o preço dos impostos desse ano, de combustível por mês (e lembrando que não uso o carro só pra trabalhar) e manutenção, numa conta arredondada, não gasto nem perto de R$1k por mês.

          2. Se não incluir IPVA, seguro e depreciação, o cálculo fica incorreto. Não há nada errado em dar mais peso a fatores subjetivos, como conforto e comodidade, mas se estamos falando do financeiro, precisa considerar tudo.

    2. Moro fora do Brasil a dois anos e aqui não tem Uber. Fui nesse fim de ano, e meu Deus, o que o Uber virou. Cresceu demais, é barato e o serviço é bem razoável. A depender da necessidade, dá pra viver tranquilamente sem carro. Acho que já deve ta entrando em concorrência com os ônibus, e logo eles vão começar a sentir. Imagino que num futuro próximo o Uber vai entrar em concorrência direta com o serviço de transporte público. E isso pode ser bem bom.

      1. Pelo que vi em outro comentário, onde você está (Portugal), como está o transporte público? Não tou perguntando do Uber – o mesmo considero um serviço público, mas também um dilema que não vou discutir inicialmente aqui.

        Quando você fala que “fui”, seria vir ao Brasil, certo?

        1. É isso ai. To em PT e fui pro BR no mes passado. Moro em uma boa cidade no interior, tem onibus e trem, mas oferta de onibus dentro da cidade é baixa, poucas linhas e horários, mas existe. A qualidade dos veiculos é muito boa. Um problema aqui é que a cidade é muito espalhada, e o transporte público não chega em muitos lugares, daí muita gente tem carro. Mais porque precisa, menos porque quer. Um problema a nivel nacional constante aqui são os trens, a empresa de trens nacional tem muitos problemas financeiros. Os funcionários vivem de greve, e há problemas de manutenção em trihos e vagões. Pra vc ter uma ideia, existe um trem de alta velocidade aqui que não vai muito mais rapido que o trem comum por causa da qualidade do trilho. No lado pessoal, eu trabalho em casa e vou pra universidade a pé, então é bem tranquilo, mas quem trabalho aqui quase sempre precisa de carro.

          1. Continuando, com breves comentários. A minha situação é de alguém que mora no interior. Nas maiores cidades, Porto e LIsboa, é bem diferente. Há sistema integrado de metro, onibus e trem, com tarifas unicas e até bilhetes para uso mensal. O sistema é bem razoável, não tão bom e antigo quanto nas grandes capitais da Europa, mas definitivamente próximo.

            Em Porto (que é bem próximo daqui), não há catraca nos transportes, apenas verificação esporádica de bilhetes. O custo os bilhetes também varia conforme a distancia que se anda (a cidade é dividida por zonas), e isso é bem confuso, todo mundo que chega na cidade pela primeira vez tem problemas.

    3. Vou copiar a minha resposta do Reddit desses dias (que é completa sobre o que eu penso, uso e almejo pro transporte público e sobre a diminuição de demanda dos coletivos em detrimento dos aplicativos).

      ~~

      A maior parte das distância curtas aqui em Porto Alegre eu faço de Uber/Cabify porque sai mais em conta (as vezes, com descontos, sai literalmente mais barato). O problema sempre foi a última milha de transporte, que é cara, lenta e onerosa porque transporta poucas pessoas. O empenho inicial da Uber era exatamente suprir esse gargalo nas cidades grandes (com metrô ou algum outro modal de alta densidade) mas, como o transporte na maioria das cidades deixa a desejar para quem está nas suas franjas, acabou que hoje em dia os aplicativos substituíram muito mais ônibus e as lotações (aqui no Brasil isso é notório) do que o próprio táxi (claro que, contudo, os taxistas perderam muito do seu fluxo na noite e nos horários de pico em bairros nobres, mas no geral mudou pouco o cenário pra eles, o maior impactado tem sido o serviço de lotação).

      Aqui onde eu moro tem uma linha que usa ônibus normal (de 46 lugares) o dia todo. Nos horários intermediários (9h~11h; 13h~17h; 20h em diante) eles poderiam usar ônibus menores. A solução contudo foi aumentar o intervalo entre viagens de 20 para 35 minutos. Assim, cada vez mais os ônibus perdem passageiros porque é muito mais simples pegar um Uber até o terminal Triângulo e de lá pegar qualquer linha que vá pro centro, por exemplo. Uber está, aos poucos, matado esse transporte para os bairros mais afastados e/ou com menor densidade.

      Porto Alegre ainda tem um terminal enorme, o Triângulo, que deveria ser “hub” para os ônibus tri-articulados que iriam pro centro pela Assis Brasil/Farrapos com intervalo de viagens de 5/10 minutos, relegando as linhas internas (bairros) para micro-ônibus e lotações. Como as empresas jamais entraram em acordo com a PMPA a lacuna foi suprida por Uber e outros. O resultado é que as empresas estão perdendo cada vez mais as viagens curtas (que dá mais retorno financeiro) e ficando com as viagens longas.

      No centro essa lacuna está sendo suprida por bicicletas (aqui era o Itaú que fazia o serviço, agora não sei) e dizem que em breve virão os tais patinetes elétricos aqui pro sul. Mas esse tipo de solução é bem típica de setores privilegiados da cidade e onde o transporte se dá em pequenas distâncias. Na periferia é Uber e busão.

      Esse atual estado do transporte coletivo é bastante normal quando se tem uma máfia/cartel operando num determinado serviço. Quem é de POA lembra de como foi difícil colocar o TRI por aqui (bilhete eletrônico)?

      Por exemplo, a RM tinha bilhetagem eletrônica dois anos antes e com valores quebrados (você recarregava/recarrega qualquer valor e ele vai descontando de acordo com a passagem que você pagou, em POA ainda é por “unidades” e você tem valores fixos para recarga).

      O transporte de POA já foi considerado o melhor do país, mas isso foi logo após os encampamento das empresas e bacias pelo Olívio Dutra nos anos 90 e antes do sucateamento da Carris pelo PMDB e agora PSDB. Todas as empresas estão de olho na bacia operativa da Carris, principalmente nas linhas transversais. E dizem, é quase que uma promessa do Marchezan vender a Carris até 2020. Então é possível que o transporte nas periferias fique ainda pior e o Uber (como substantivo) se torne a solução padrão de todo mundo pra essa última milha.

      1. Paulo, como é POA no carnaval? Muito movimento?
        Pontos turísticos, shoppings e museus abrem?

        1. A cidade segue a mesma coisa de sempre. Apesar de Porto Alegre ser uma cidade essencialmente negra (com um carnaval grande e uma grande quantidade de praticantes de religiões de matriz africana) a PMPA sempre olhou com desdém para essas pessoas e se preocupa mais em agradar aos ricos que se acham europeus dentro da cidade. Ano passada sequer teve desfile de carnaval (um absurdo, levando em conta o quanto a periferia ganha de dinheiro com essa movimentação) e esse ano ele vai ser reduzido.

          Na Cidade Baixa existem os blocos tradicionais desde os anos 20 e eles seguem ocorrendo. Não recomendo esse ano por conta de uma guerra de facções criminosas que tem mantida o bairro quase que refém desses bandidos. Se os blocos migrarem pro Largo Glênio Peres vai ser bom (e eu irei), senão é ficar em casa.

          A maior parte dos museus e outros pontos culturais abre normalmente até onde eu sei. Alguns com programação específica pro período. Acho que Santander Cultural terá algo assim esse ano.

          MARGS, Iberê Camargo e outros pontos turísticos ainda não liberaram a programação então não sei como vai ser esse ano. A orla recém aberta e o novo armazém do Caís Mauá (prometido pro Carnaval) prometem ser bons pontos esse ano. Não sei como vai ser a segurança, mas, na orla vale a pena ir em uma horário de movimento médio pra ver o rio, o restaurante panorâmico e caminhar até o Beira-Rio margeando o rio (e voltar de catamarã, é um bom passeio).

          Sobre movimento, esse ano vai ser depois da volta às aulas. Quando o carnaval cai antes disso a cidade tem um movimento normal – muita gente fica pra festa ou vem da RM mas muito mais gente vai (ou já está) pra praia – que é pouco afetado. Esse ano com a data em março acho que vai ter mais movimento, mas, ainda chuto que vai ser pouca coisa a mais do que o normal. Dificilmente as pessoas deixarão de ir pra praia, ainda se fizer calor.

    4. Eu acho bem razoável as minhas condições de transporte, consigo chegar em 40-50 minutos no meu trabalho sem muitos imprevistos. Para saídas noturnos e outros locais, uso esses aplicativos como Uber e 99, raramente pago mais de R$25,00 e geralmente fica na faixa dos R$15,00 mesmo.

      Quando estava procurando apartamentos, a prioridade de longe era a facilidade de acesso, é um baita privilégio conseguir chegar/sair do trabalho rápido. Empregos em locais muito fora de mão, eu nem considero, precisaria ganhar muito mais para eu gastar 4 horas por dia para me locomover por exemplo.

      1. Obrigado Arruda. Admito que procuro linhas de pensamento como a sua, mas como já falei, entendo a complexidade de como é a dificuldade de transporte no BR.

    5. Acho que é a minha vez agora.

      Desde criança tenho sorte de residir em locais onde há uma boa mobilidade, ou seja, ônibus, trens e alguma regularidade nos serviços. Moro na região Oeste da Grande São Paulo, então dado este fato, é sabido que tal região tem alguma facilidade no transporte público, principalmente por ser um lugar onde há uma malha ferroviária que mesmo que não atinja muitos lugares, atende razoavelmente bem.

      Sempre tenho refletido e tentando pegar histórias sobre quem usa ou não o transporte público. Entendo que a discussão sobre isso é falha e tem ainda o aspecto do Uber tentando monopolizar a discussão, o que acho chato e absurdo.

      Dei sorte também de conhecer pessoas que entendem um pouco mais e aprender um pouco com as mesmas, além de conhecer um pouco por dentro dos mecanismos dos serviços de transporte.

      Já tive moto, mas atrasei o pagamento dos documentos e perdi ela quando passei por um posto da polícia rodoviária. Romantizo os pensamentos sobre isso em um texto (se quiserem, trago o link depois, sei que alguns estão de saco cheio de eu mandar o mesmo).

      Não nego também que tem horas que eu gostaria de ter um veículo próprio, mas sei que os gastos relativos já são um fator inibidor. Fora que nos tempos atuais, São Paulo não é convidativa para ter um automóvel, seja carro ou moto.

      Zona Azul, assaltos, acidentes, congestionamentos, pedágios… fora custos de documentação (IPVA, seguro, licenciamento). Se eu andasse todos os dias para N lugares aleatórios, seria compreensível.

      Por eu trabalhar por conta própria (autônomo) e ter uma renda baixa, acabo tendo que trabalhar de forma minimamente controlada para evitar gastos. Isso já também é um fator que seria um problema caso eu tivesse um veículo. Trabalho na cidade e grande parte dos trajetos faço à pé, dado que os locais onde costumo fazer serviço são próximos.

      Mas também sofro com o transporte público local: poucos horários, preço alto e desconforto. Acabo apelando para “táxi-lotação” algumas vezes. E uso 99 raramente (Uber nem pensar!)

    6. Já usei muito porque para os meus trajetos e situação na época era algo que valia a pena. Agora não mais, só uso mesmo quando estou em viagem a lazer (e não estou falando de táxi ou uber).

      1. Obrigado Fred.

        Eu ia pedir mais detalhes, mas senti que não está afim. Sem problemas.

    7. Não uso. Só usei na época que era estudante e ainda eram ônibus escolares (pra ir pra faculdade em outra cidade).
      Odeio trânsito. Inclusive, estou planejando mudar o local do meu escritório para um mais próximo do meio apto que vão entregar no fim do ano. Mas aí vou depender de outras circunstâncias (clientes e $).
      Isso que o trânsito aqui nem é dos piores (cidade com pouco mais de 100 mil habitantes). Mas quando vou para cidade maior (tipo floripa) passo muita raiva, o trânsito é horrível.

      1. Eis algo legal: quando a pessoa consegue a opção de o trabalho ser perto de casa. Obrigado pelo relato.

  7. ghedin, desde que existe esse sistema de comentários e recebo resposta por email, não ir no “leia e responda esse comentário”, tenho que vir manualmente no site do MdU para tal.

      1. não, dá o seguinte erro:

        “Não é possível acessar esse site
        email.mg.manualdousuario.net demorou muito para responder.”

  8. Com as eleições para presidente da Câmara e do Senado, fui procurar notícias, análises e artigos de opinião em grandes veículos como Folha, Estadão, Veja e O Globo. Entretanto, me deparei com um alto número de paywall em todos esses veículos, algo que eu nunca tinha me importado até então.
    Fiquei refletindo sobre o quanto esses paywall, na mídia tradicional, podem ter contribuído para essa onda de fake news que assombram o mundo hoje, uma vez que impedem o livre acesso e compartilhamento da informação. Também me questiono se esse modelo de paywall é, realmente, a única maneira desses veículos lucrarem na Internet.

    Enfim, o que acham dessa relação paywall x acesso a informação?

    1. Não tem relação (pelo menos até agora ninguém conseguiu ver alguma correlação/causalidade) entre as fake news e o acesso a informação restrito pelo paywall. As fake news são um fenômeno muito mais psicológico (de afirmação, pertencimento e ideologia) do que necessariamente um fenômeno motivado pelo fluxo de informações quebrado (ainda tem TV aberta e uma série de veículos que não tem PW como G1, BBC ou DW). Antes da web qualquer pessoa tinha que comprar um jornal para ler (ou consegui no trem ou num café) e nem por isso se tinha mais ou menos fake news. As fake news são uma conjunção de ideologia + meios (de alta propagação como os grupos de Whatsapp).

      Sobre o PW eu acredito que é o modelo mais rentável para se conseguir manter uma operação atualmente. O problema não é o PW e sim o modelo de fidelização que essas empresas usam e que está, claramente, errado (o que mais tem é extensão que burla PW, como o burlesco) e as empresas de mídia continuam insistindo no modelo transformando o negócio web em uma extensão do negócio impresso.

      O modelo de cobrança é certo mas o modelo de fidelização/recompensa é errado. Eu jamais vou contribuir com qualquer veículo que corte o acesso a informação (seja e artigos do site ou seja dando conteúdo exclusivo em grupos fechados) porque eu acho errado e preguiçoso. E o PW dos jornais é exatamente isso.

      1. Não tenho nomes, mas que eu me lembre vagamente, houve uma discussão ao menos nos @ de twitter que eu sigo que sim, existe sim uma relação entre Paywall e Fake News.

        Dado que as empresas de mídia resolveram tentar ganhar dinheiro com informação, quem oferta de forma mais barata e prática (os provedores de fake news) ganharam mais capilaridade e atenção. Já que a informação original não vem em mãos, então qualquer outra serve. Acho que foi poucas vezes que vi a grande imprensa brasileira tentando algo (como informação via Whatsapp).

        Sim, de fato existe também os canais internacionais (Que eu me lembro que houve até uma resistência inicial inclusive legislativa). Mas a capilaridade deles é menor devido ao baixo conhecimento das pessoas.

        Ponto extra: hoje a imprensa demonstra realmente melhor seus viés, e isso no tabuleiro do xadrez político, soma-se a quem sabe jogar com estas peças. Ao menos sei que Band, SBT e Jovem Pan são plenamente pró-governo atual.

        1. Existe a discussão mas eu não encontrei nada que não fosse achismo sobre isso. As pessoas acreditam que o PW faz as fake news circularem mais e com mais pessoas e que isso teria impacto na apuração dessas notícias. Eu não vejo assim, e como não temos dados de nenhum dos dois lados eu sigo com o meu achismo de que as pessoas leem uma notícias claramente falsa mas acreditam porque isso é o que elas querem acreditar (seja por ideologia seja por uma necessidade de pertencer a um grupo).

          Também gosto da ideia das empresas de mídia estarem abertas e mostrando-se ideologicamente. Muito melhor do que a ideia (errada) de que existe imprensa imparcial

      2. A mim, parece que o paywall força alguns indecisos a assinarem. Qualquer publicação tem uma base de leitores que pagaria de boa independentemente de o conteúdo ser fechado ou aberto — o The Guardian talvez seja o maior exemplo —, o problema é que, por essa preguiça que você citou, a maioria recorre ao mais fácil que é tentar fechar o acesso em vez de fortalecer a importância do trabalho que é feito e de se aproximar do leitor.

        1. Uma das coisas mais difundidas nesses anos todos foi o tal “grupo secreto” no Facebook/Telegram dos podcasts. Acho que o primeiro que lançou isso foi o Anticast e depois isso se espalhou por todo o B9 e seus podcasts. Hoje em dia a tônica de arrecadação/manutenção da maior parte dos podcasts é ter um grupo secreto onde se difunde conteúdo “exclusivo” diário. Esse é o meio mais preguiçoso que se tem de monetizar algo, pode até dar certo, mas é preguiçoso porque simplesmente joga com uma suposta exclusividade daqueles que pagam. É o “pay-to-win” do conteúdo.

          1. Utilizo muito os sites de noticias. Praticamente todo dia vejo alguma coisa em um site que tem isso. Vejo principalmente dois problemas. O primeiro é que a parte free, é muito pouco acesso. Acho bem ridiculo vc ler apenas 5 ou 10 noticias em um mês inteiro. Pra mim deveria ser algo do tipo uma ou duas por dia, pelo menos. Outra é o custo. Já pensei em assinar a folha, mas me lembro mais ou menos que o custo era de 30 reais ao mes, fora do periodo promocional. Acho muito caro, principalmente pq não dá pra ler só um jornal. É preciso ler outros pontos de vista. Daí assinar uns 4 jornais, sairia um absurdo.

            Enfim, concordo demais com o paywall, acho mesmo que deve existir. Mas na forma que é colocado, tá dificil. A propósito, moro em Portugal e costumo ler um jornal daqui, o Observador. Ele tem matérias muito boas, excelente texto, bem aprofundado, e o acesso é na maior parte aberto. Recentemente foi feita uma forma de monetizar que é por meio de assinaturas premium, onde quem assina tem acesso a determinadas materias. Acho uma pegada interessante, que deveria ser levada em conta pelos veiculos brasileiros.

    1. Faço com bastante frequência, mas sem essa bobagem de Marie Kondo.

      Basicamente, vejo quais apps eu uso menos, e quais deles eu posso substituir pela versão web (Facebook e Instagram, por exemplo).

      Além disso, tenho uma “norma” de usabilidade que diz que todo app no meu celular deve ser aberto com no máximo dois toques. Por isso, tenho só uma página na homescreen com todos os apps categorizados nas pastas dela.

      1. eu tb gosto de deixar todos os meus apps numa tela só, e todos também abro em apenas 2 cliques, sem exceção.

    2. Fazia quando tive o Nexus 4, 5, Lumia 925, ou qualquer outro aparelho com 16 gb sem expansão SD. Atualmente mantenho meu oneplus 3 para trabalho, no qual tem 64 gb e está com 14 livres, e agora um S8 Plus de 64 gb que está com 19 gb livres. Baixando episódios de séries na Netflix para assistir no almoço, tendo 8 gb de Spotify, fora fotos e vídeos que tenho desde 2011. Jogos como Pubg mobile, Modern Combat 5, Asphalt 9, todos com mais de 1.5 gb de memória. O tempo de ficar se controlando para não sofrer posteriormente já passou, e a tendência é essa, com intermediários vindo com 64 gb de padrão e os tops com 128 gb na maioria das vezes. Sei que tenho muita porcaria, mas parar para limpar sendo que ainda não está atrapalhando, não vejo o pq.

  9. Semana passada falamos sobre o que fazer para sair da frente do celular, aí ao longo desses dias defini que não iria recarregar durante o dia, sempre consegui chegar ao final do dia com uma carga, mas acabava carregando para não dar chance ao azar e acabar, e vendo que tinha bastante bateria acabava mexendo mais, resultado:

    no trabalho fico com o celular no bolso, whatsapp mexo pelo web, e como ele não fica na mesa não o pego pra abrir o facebook “sem querer”.

    antes eu ficava umas 6-7 horas na tela, agora to ficando umas 5, 01:30 na ida e na volta ao trabalho, uma no almoço e uma ao longo da noite, considero um avanço significativo.

  10. Dá até dó do Rio. Não bastasse o calor infernal que está por lá, assim como resto do Brasil, veio temporal que destruiu umas 200 árvores.

    1. fora as pessoas que morreram né.

      ontem estava num restaurante e faltou luz, até a hora de ir embora estava sem, fora que diversos pontos faltou e ainda não voltou.

      1. sim, sem contar as mortes que infelizmente ocorreram
        hoje já teve tragédia nova. e de novo não é qualquer tragédia, mas num símbolo da cidade/país

    2. Tenho dó o povo pobre que mora no RJ (e em qualquer país) porque eles se fodem por consequência do enriquecimento de umas poucas pessoas.

      Isso é o que acontece quando se destrói uma floresta pra plantar soja e transformar em pasto.

      Pegue o paralelo do centro-sul brasileiro e compare com as latitudes: todas são desertos. O “quadrilátero afortunado” da região S/SE do Brasil só existe por conta dos rios aéreos amazônicos que irrigam esse local. Sem eles, a tendência é de eventos extremos comuns até culiminar numa desertificação.

      Mas, ao menos, teremos bastante soja pra exportar.

      1. Cara, sou paulista e deveria me abster de falar sobre o Rio.

        Mas pelo pouco que sei, é uma soma de má conduta pública (e abandono) aliado a uma população que foi levando a vida como se dava. Ocupação de morros (que gerou as favelas) e má organização somam-se para resultar em risco de catastrofes.

        O Brasil tem muita gente morando em morro… (até eu…)

        1. Esses são problemas que aparecem quando a chuva cai. Eu estou falando da chuva cair. Eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns. 90% dos anos mais quentes do mundo ocorreram de 2005 em diante. O desmatamento da Amazônia está destruindo a população pobre do país do pior modo possível: com desastres naturais (seja calor extremo, como ocorreu semana passada no RS, SP e RJ), seja com chuvas, alagamentos e ventos extremos (acima de 100 km/h ontem).

          1. Isso quando também não prejudica também a própria região amazônica.

      2. se cair nas suas mãos, leia o livro “expulsões”, das saskia sassen. é revelador nesse sentido do q estamos provocando e quem está arcando com as consequências (já sabemos um tanto, mas ela traz muitos dados, muitos mesmo q confirmam).

        e, no rio, depois das catástrofes, só sobram os Baratas.

        1. Eu já passei por esse livro na Cultura aqui de POA. Nem vi o preço, se um dia estiver barato compro pra ler. A resenha me deixou curioso.

          A título de curiosidade sobre o clima:

          “[2019] Foi, desde 1977, o 42º ano seguido com temperatura acima da média do século 20. Nove dos dez anos mais quentes ocorreram desde 2005. Os cinco mais quentes se deram entre 2014 e 2018. O único ano do século 20 com temperatura global igual ou maior que as deste século foi 1998.”

          E duas threads de um centro de climatologia do RS sobre eventos extremos, aquecimento global e o que rolou no RJ ontem (e que deve rolar de novo na semana que vem porque o sul do RS já está, novamente, sob influência de uma massa de ar fria).

          [1] https://twitter.com/metsul/status/1093285940624273409

          [2] https://twitter.com/metsul/status/1093312111932043264

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