Post livre #130

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98 comentários

  1. Pessoal, alguém que tenha um NAS em casa e ache que valha a pena em tempos de nuvem?

    1. Se não me engano meu irmão vendeu por OLX ou Bom Negócio e foi bem suave.

      1. bom saber, valeu. O anúncio dele foi gratuito ou ele chegou a ”turbinar” ou coisa assim?

        1. Acho que não, porque foi algo que se resolveu com menos de uma semana

    2. Sim. Webmotors. Funciounou bem à época, há uns cinco anos ou mais. Agora com uber e tal, pode ser q tenha ainda mais carros com quilometragem adulterada…

  2. Aos que estão acompanhando a copa, qual canal estão preferindo: globo, sportv ou foxsports?

      1. Não tava sabendo desse lance da narradora
        Já assisti com uma comentarista boa, porém (o que na FOX está em muita falta)

  3. Alguém aqui já visitou vinicolas brasileiras ou fez alguma espécie de enoturismo nacional?

    1. Não recomendo. Aquela rota romântica/dos vinhos da serra do RS ao menos. OS vinhos ali são os que ficaram de lado do envasamento inicial e servem ora servir a turistada (tenho um amigo que é dono de um vinícola em Bento Gonçalves) e o ideal é comprar os vinhos direto da vinícola mas fora do “tour” e pedir sempre queijo junto com a degustação (ou pão italiano).

      EDIT: E azeite. Peçam azeite nesses tours por vinícolas.

      1. Não duvido que isso aconteca. Porém, não faz muito sentido. Se essa degustação inicial é feita com vinho ruim, como a vinícola espera vender, especialmente as pequenas cujos vinhos são pouco conhecidos?

        E outra, a vinícola do seu amigo faz isso? Qual o nome?

        1. Faz bastante sentido. Quem faz essa rota não interessa muito e não tem muito paladar para vinhos. Só colocar um queijo forte e ninguém vai perceber que pagou mais pra ter um vinho “de resto”. Que é diferente do vinho que vai pros supermercados (ler adiante).

          Negócios obscuros nesse meio rolam direto. Essas vinícolas mais famosas exportam o vinho bom (e elas fazem vinhos bons, tanto que ganham prêmios internacionais) e compram quase todo o vinho comercializado aqui da vinícola do João Perin (AKA Jotapê) e vendem nos mercados como sendo vinho próprio. Por isso nos testes cegos dificilmente um enólogo consegue diferenciar um vinho de R$10 de um de R$200.

          Ele não faz a rota romântica porque é só pros “escolhidos” da associação (Aurora, JP e outros, as vezes dos mesmos donos).

          E eu não vou expor o cara aqui que me falou isso em um chat, sinceramente, quer acreditar beleza, não quer, beleza também (e porra, você sequer deixa o ser perfil aberto no Disqus).

          1. É, você tem razão, fui inocente em meu comentário, considerei que que a maioria que vai lá conhece o mínimo de vinho. Alguns argumentariam que, se não conhecem, merecem pagar mais caro pelo desconhecimento. Mas a pessoa vai lá justamente pra conhecer mais. Por isso acho que não merecem ser enganados assim.

            E de novo, não duvido que o que você falou aconteça, na verdade até acredito em você. Perguntei do seu amigo mais por curiosidade.

            Mas ainda assim tem muitas vinícolas pequenas que valem a pena conhecer. Muitas fazem degustação sem cobrar nada. E fora que tem algumas acomodações, algumas familiares, no próprio vale dos vinhedos em Bento Gonçalves que valem a pena a estadia.

          2. Devem ter várias vinícolas pequenas/familiares que valem muito mais do que um Aurora ou JP. Aliás, sempre indico as pequenas ao invés dessas grandes, mas pra fazer isso tem que fugir desses tour e dessa rota. Por isso mesmo eu falei que não vale muito a pena, aqueles que estão na rota são selecionados por motivos alheios a qualidade do vinho.

            Estando em Bento Gonçalves não é muito difícil conseguir se por a par do que tem de vinho bom e experimentar por conta própria.

    1. Que estranho ver navegador em janela não maximizada

      Aliás, qualquer coisa no windows

      1. Hahahaha, também ficava com essa impressão, mas é impossível usar confortavelmente qualquer coisa em tela cheia num ultrawide, hoje já me acostumei. =P

          1. Hmm, entendi! Mas em minha defesa é que o player responsivo da Globo.com fica do maior tamanho assim, se a janela for maior que isso ele fica menor, vai entender… Quanto a outra janela, esse é o tamanho ideal para caber duas janelas do Firefox lado a lado. Até uso uma “régua” nos favoritos (seta vermelha na imagem) pra saber o tamanho ideal que devo usá-las. =D

            https://uploads.disquscdn.com/images/170dff02b6c40c402291cbb76dccd678af9b6f1752f128a7d6165cb5874da2f2.png

          2. aí que agonia do background aparecendo

            mas cada um cada um né

            vc configura manualmente o tamanho de cada janela ou tem um jeito mais fácil pra isso acontecer?

          3. Faço manualmente (por isso a régua), mas tem extensões pro navegador de resizer. E é, po! Teve uma época que usava um background cinza porque coisa chamativa demais tira todo seu foco!

          4. No Windows 10 não é só “colar” nos cantos pra ter 2 janelas lado-a-lado? Eu faço isso.

          5. desde o 7 vc jogava num canto e a janela ia pra metade da tela, mas no 8 ou 10 surgiu a opção de escolher outra janela para ocupar a outra metade da tela (uma das melhores coisas que existe pra mim)

      2. Sempre defendi! A maioria dos aplicativos e sites não são feitos pensando em telas enormes maximizadas, ou seja, perde-se espaço e até usabilidade desse modo. Em tela de notebook (13″) é bem difícil fugir disso, mas em monitores gigantes, salvo quando se quer foco total, janelas suspensas são melhores.

    2. Você usa algum pacote de ícones customizados ? achei legal o estilo desses ícones da barra de tarefas.

  4. Peço ajuda aos amigos: vou fazer um mestrado no exterior (Irlanda) e preciso de um notebook pequeno, leve, relativamente barato e com boa duração de bateria, visto que pegarei ônibus todos os dias e passarei horas entre salas de aula e bibliotecas, talvez sem acesso à tomadas.

    Meu uso será pacote Office, internet, com consumo de vídeos (Youtube e Netflix) e chamadas via Skype com a família e amigos. Office é importante pois, como contador, utilizo muito Excel e preciso que as ferramentas funcionem adequadamente.

    O primeiro pensamento foi um Macbook Air usado. Posso encontrar Macs 2014 ou 2015 por €400 à €500 em classificados de Dublin. Seria uma boa? Um Mac com 200 a 300 ciclos de bateria ainda aguentaria umas 8 hs longe da tomada?
    Excluindo a Apple, quais notebooks se encaixariam nessa minha demanda?

    1. Acredito que sim. Um MacBook Air novo tem autonomia estimada de 12 horas, logo, um usado deve aguentar 8h.

      Como o uso parece bem light, talvez valha a pena dar uma olhada no Surface Laptop? (Caso seja vendido lá; não sei dizer.)

  5. Aos que acompanharam a E3, algum jogo em especial conquistou vossos corações?

    1. O Anthem eu achei bem interessante. O Cyberpunk 2077, apesar de não ter gameplay ainda, me deixou bem empolgado também. E o Forza Horizon 4.

      1. Não tinha visto esse, interessante

        Mas pelo que entendi, é tipo um Journey com No Mans Sky? (e esse parece que é beeeeeem menos do que se esperava)

    2. Resident Evil 2 Remake, Cyber Punk 2077, Ghost of Tsushima e claro, Death Stranding.

      Mas destes a RE 2 foi o que mais me atraiu, uma salva de palmas a Capcom pois estão conseguindo reerguer a franquia.

      1. Esse Death Stranding estou bastante curioso pelo plot, mas não parece um jogo que eu jogaria

        2077 e GoT me chamaram um pouco mais de atenção (principalmente o GoT)

    3. De cabeça, só lembro do Spiderman. Mas não vou comprar um PS4 só por causa de um jogo.

    4. Acompanhei mais como turista porque não vou jogar nada do que foi mostrado, mas o que me animou mesmo foi o TES VI, pelo menos saber que um dia ele vai sair já é o bastante. E aquela música no teaser foi demais.

    5. Switch tem bons jogos vindos e a eshop brasileira deve fazer os preços baixarem (R$233 na eshop jogos que o ML e outros “empresários brasileiros” estavam vendendo por R$349/R$379). Isso foi o que mais conquistou o meu coração hahahaha.

      De jogos: Cyberpunk 2077, RE2 Remake e Jump Force.

      O que, contudo, realmente me interessou na E3 foi o Sekiro da From Software. A principio parece uma revisitada no universo do Kuon (jogo de PS2 deles com movimentação tank que é bastante subestimado). Os elementos parecem ter voltado (Japão, misticismo, terror) porém com um combate modernizado e mais adaptado com a nova geração e, principalmente, com o novo jogador que não tem lá muito paciência pra jogos parados.

        1. O preço padrão de jogos de console é R$279/R$249 hoje em dia (na geração passada era R$179). R$349/R$379 estava no Switch porque o pessoal do ML estava cravando o dente em todo mundo que não podia se dar ao luxo de comprar tudo no taco no cartão de crédito na eshop americana.

          Mas já baixou a mídia física, fui ver o preço praticado está ao redro de R$269. Adiantou ter um eshop vendendo em R$.

      1. tava torcendo para essa e-shop trouxesse preços melhores do que só uma conversão direta

        midia fisica no switch só vou comprar usada (se comprar)

        1. A conversão já baixou o preço em mais de R$100. Donkey Kong no eshop por R$233 enquanto a mídia física no ML tá R$349.

          1. Sim, tá o mesmo preço dos outros consoles. E isso é bom, porque até agora o pessoal tava lascando o preço no ML.

  6. Alguém sabe a quantas anda este telefones com notch? Até onde consigo notar parece que vai mal, por aqui mesmo não há nenhum modelo a venda, tanto que o Zenfone 5 lançado a muitos meses atrás até agora não apareceu aqui, o que é um contraste comparado ao zen4 que chegou aqui depois de 2 meses do lançamento internacional.
    Será que o mercado brasileiro não tem interesse nisso ou já la fora a coisa esta ruim?

    1. Parece-me algo inevitável. O Zenfone 4 chegou rápido, mas, salvo engano, ele foi exceção — Zenfone 2 e Zenfone 3 demoraram bastante entre o anúncio global e o lançamento no Brasil.

      1. Bem lembrado, o Zenfone 3 demorou bastante.
        Estou torcendo que estes telefones com Notch encalhem pra ver se as fabricantes desistem disso.

        1. Essa discussão ainda não chegou ao mainstream porque, como bem observado, por aqui temos apenas o iPhone X à venda. Então, ela ainda está confinada em blogs e sites de tecnologia.

          Trago-a aqui tentando pensar como o grande público: qual é o problema do notch? Vejo caras como o Marques Brownlee reclamando tanto disso e me parece um negócio tão sem fundamento que, sei lá, parece birra de uma galera que cobre um segmento que está saturado e, contrariando a lógica, não aceita quando algo novo surge. (Em paralelo, não vejo ninguém dos poucos que conheço que têm um iPhone X reclamando do notch.)

          1. Quem compra um iPhone X não é exatamente alguém que vá reclamar do notch.

            O meu problema com esse notch, particularmente, é que ele é uma decisão preguiçosa de design. Um erro de projeto (como a ventarola dos carros nos anos 70/80/90) que vai ser copiado por todos porque fez sucesso com a Apple (como se isso fosse, por si só, um indicativo de qualidade).

            E, verdade seja dita, se fosse outra empresa fazendo isso estaria todo mundo torcendo o nariz e dizendo que ninguém precisa de 99.9% de tela no telefone.

            Fico muito feliz de ver pessoas questionando as soluções preguiçosas da Apple (vide o sistema de carregamento do Apple Pencil e Magic Mouse 2).

          2. Acho que o problema é visual, esta curva na tela estraga completamente o visual do telefone, e mesmo ao deixar as areas da tela próximas ao notch de preto pra incobri-lo, ainda fica visível o “calombo”.
            Eu prefiro uma borda continua na parte superior do que estas curvas que em nada contribui.

          3. A questão estética é compreensível, mas dizer que “em nada contribui” talvez seja um pouco exagerado. No mínimo, ganha-se mais espaço de tela. Mesmo antes do notch, o topo do iOS e do Android só exibiam ícones nas laterais — o centro ficava vazio ou com a hora, no caso do iOS, algo que pode ser facilmente movido para um dos lados.

            Estou fechando o post livre. Continuamos o papo semana no próximo!

  7. Pessoal que costuma comprar da Gearbest: Alguém já teve uma boa experiência com o pós venda deles?

    Comprei uma pequena máquina de gravação à laser no começo do ano. Chegou há alguns dias e, de cara, descobri que o prisma do laser está trincado. Com isso não há foco, já que a luz refrata no prisma por causa da trinca. Reclamei com eles e a experiência tem sido péssima. Depois de fazer várias fotos e um vídeo mostrando que o laser não foca e não grava nada, sugeri que me enviassem outro módulo e eu mesmo faria a troca. Disseram não ter como enviar só o módulo e me deram a opção de enviar todo o pacote de volta ou aceitar reembolso parcial de 7 dólares!

    Depois de uma semana de mensagens trocadas com o suporte e depois de bater o pé, subiram a oferta para 14 dólares e agora para 20 dólares (paguei pouco mais de 100 dólares no equipamento todo) ou mandar tudo de volta por minha conta ou pagar mais alguma coisa e receber outro equipamento, supostamente, inteiro.

    Já tinha feito algumas compras com eles e veio tudo em ordem. Dessa vez dei o azar de vir com defeito e estou achando o suporte deles bem ruim. A ponto de me fazer pensar se eu voltarei a comprar com eles novamente.

    1. É um dos riscos de se comprar de tão longe e de outro país. Talvez seja legal falar com um advogado da área, para saber se as regras do CDC valem nesse caso — e se vale o desgaste da briga para recuperar o valor.

      1. Verdade. Mas já tive problemas semelhantes com outras lojas de fora (DX e FocalPrice, que deixou de existir em Maio) e as soluções propostas foram melhores.

        Não sei se vale o desgaste da briga. No final das contas, dependendo da diferença que eles me pedirem em outra máquina, vou aceitar, comprar o laser para recuperar a atual e revendê-la. A médio pra longo prazo dá pra recuperar isso.

        Ou então aceitar os 20 dólares, pagar os 7 ou 8 dólares de diferença no valor do laser. Ruim pra caramba, mas melhor que tomar o prejuízo dos pouco mais de 100 gastos no equipamento.

    2. Eles têm escritório no Brasil? Se sim fica mais fácil conseguir indenização. Vejo muitos yourubera fazendo parcerias com esses caras da GearBest, então deve ter alguma representação brasilieira mínima aí.

      As compras, pelo menos no aliexpress, têm seguro e se algo der errado vc recebe o valor pago de volta. Nunca precisei, mas opto por comprar por eles por isso.

  8. Me formei este ano e já estou trabalhando; tá sendo bem triste não assistir todos os jogos da copa :(

  9. Com Egito e Uruguai passando na TV à minha direita aqui na redação, vos questiono: quais os planos para ver a estreia do Brasil na Copa do Mundo?

    1. Vários bares vão transmitir em Londrina. Decidi ir em um que fará um open bar, irei me arrepender na segunda feira provavelmente

    2. Ver em casa com boas e variadas cervejas e umas batatinhas fritas. nada muito rebuscado

    3. Sinceramente nem sei se vou ver. Nessa copa não estou no menor clima! E vejo que uma parcela grande da população está assim também.

    4. O jogo foi mais um motivo para eu e os amigos dos tempos de faculdade se encontrarem para fazer um churrasco, churrasco que sempre fazemos quando boa parte do grupo tem tempo. Mas com esse tempo de chuva em Curitiba e região, sair domingo de casa para o jogo e churrasco é de se pensar, vou mais pelos amigos e churrasco.

    5. Churrascão, muita cerveja, a camisa da sorte do Romário da Copa de 94, Marcio Canuto berrando na TV e e um dia seguite bem improdutivo.

        1. Quem perde nessa é a TV internacional. Maior patrimônio vivo das Copas!

          1. claro, com certeza

            é que vendo algumas transmissões internacionais de futebol, principalmente em ingles, não tem aquela emoção de gritar gol etc. dai fico pensando se tudo na tv é meio polido (até desnecessariamente)

    6. Eu trabalho em casa e mesmo assim não estou assistindo os jogos. Em outras Copas eu até ligava a TV mas nessa nem tem clima. Pela minha percepção essa deve ser a Copa mais chocha de todos os tempos para os brasileiros.

      1. Em um podcast escutei que essa sensação de “não ter clima” é porque comparamos com a última copa, e essa falta de clima surge porque em 2014 “vivemos” a copa de perto.

    7. A meta é ficar bebaço e nem lembrar de que o jogo foi decidido nos pênaltis (que nem na copa passada: Brasil e Chile).

    8. Aqui o clima é de “dane-se a copa”. Só usamos outra palavra que não esta, mas deu pra entender. Estamos um tanto de saco cheio desses grandes eventos que acobertam violações de direitos de toda sorte (extermínio de cães, proibição de demonstração de homoafetividade em público, corrupção em obras etc). Vimos em 2014 o estragos q a FIFA e governos fizeram e, para além do fiasco do 7×1, há o vínculo simbólico do patriotismo basbaque que nos colocou nessa baita enrascada pós golpe com a camisa do time da CBF (corrupta até não poder mais)…

      Em suma, é muita merda junta pra fechar os olhos e gritar gol pra jogadores que eu sequer reconheço por não acompanhar jogos europeus…

      E tem o Tite e a Samsung (q me deixou sem atualização) naquelas propagandas idiotas…

      Se eu fosse criança ou mesmo adolescente estaria tudo bem, mas marmanjo q sou, não dá .

      1. Se você pensar assim não vai desfrutar de nenhum entretenimento.

        A maioria dos filmes cult tem problemas com diretores e atores que violentam atrizes no set. Os grandes filmes de americanos nem precisa falar (idem séries) tanto que temos até sites onde você pode colocar o seu filme/série favorito e ver quem está envolvido em crimes sexuais.

        Você também não vai assistir boa parte do que é feito no Brasil em termos de audiovisual (talvez só o Choque de Cultura, porque nem o Jovem Nerd se escapa de problemas sexistas) tanto que a Marília Pêra deixou uma fortuna de R$40 milhões aos herdeiros com quase tudo advindo de especulação imobiliária no RJ. Tem outros, é só cavar.

        Entendo o pensamento, mas, o grande problema é que existe uma indústria de entretenimento e sempre onde exite uma indústria de entretenimento existe gente enriquecendo ilicitamente (ou pelo menos de maneiras moralmente questionáveis) e o dinheiro manda acima de vendas.

        O futebol, nesse âmbito, é apenas um alvo fácil para o intelectual brasileiro que escuta Chico Buarque (que traiu e, dizem, bateu ma Marieta Severo quando esses era casados) porque se acha moralmente superior ao resto da patuleia.

        Até sei que provavelmente não é o seu caso especificamente mas pretendo deixar registrado aqui o quanto é inútil justificar não assistir uma Copa por conta de problemas extra-campo (e que se fosse assim, muito provavelmente estaríamos apenas consumindo entretenimento local porque toda essa indústria é porca e suja).

        1. resistir é preciso, paulo. mesmo q isoladamente prefiro manter minhas convicções e não dar a mínima pra esse grande evento. quem dá ou se envolve demais (enfeitando a casa, comprando figurinhas, se vestindo de torcedor da cbf etc), pra mim, está de fato virando a cara para os problemas (como foi o caso em 2014 aqui e agora em terra estrangeira) e o faz de modo consciente qdo opta por não saber como aquele evento se dá. é uma indústria poderosa a do futebol e vem de longe. eu, particularmente, gosto muito de futebol, mas me decepciona cada vez mais a forma como ele é arranjado. felizmente há solução: basta procurar uma quadra qualquer e jogar ou ver as pessoas jogando. é incrível, mas tem muita gente com talento fora da indústria.

          agora, acho q dizer q a maioria dos filmes cult tem problemas é algo arriscado. desconheço estatísticas da área, mas duvido q esses problemas atinjam a maioria dos filmes independentes. com certeza existem abusos, gente mal remunerada por questões de gênero, identidade ou cor, mas há lutas contra com isso tb.

          o q os intelectuais fazem…. realmente… foge ao meu controle e, em boa parte, ao meu interesse imediato. a produção intelectual, a acadêmica, é contínua. ora brilham uns, ora brilham outros. marcos nobre, por exemplo, tá aí explicando o mundo via hegel e, até onde se sabe, ele não bate em mulheres ou assedia alunas. não coloco a mão no fogo, mas os poucos intelectuais q conheço, sendo q parte é só pedante mesmo, não se envolve em assuntos q podem trazer algum prejuízo à imagem deles ou algum dissabor maior em suas carreiras consolidadas e tranquilas.

          há muito entretenimento de qualidade pra curtir fora de conglomerados. tem q saber procurar. ou, melhor ainda, é possível criar algo. as ferramentas estão aí e há muitas formas de expressão. às vezes melhor q ficar 90 minutos vendo o cristiano ronaldo marcar mais um gol, pode-se usar esse tempo escrevendo algo, fazendo uma música, gravando, fotografando… sem falar nos acervos permanentes dos museus q, em alguns casos, têm acesso gratuito.

          uma postura crítica é difícil, mas é digna o bastante pra valer a pena tentar ter. o resto é derrotismo e fatalismo.

          1. Praticar é muito melhor do que ver. Concordo. Joguei bola dos 13 aos 28 anos em 3 clubes de periferia e disputei N campeonatos. É bem relaxante mesmo. Parei porque o meu joelho não aguenta mais depois de anos de pancadas pelas várzeas da vida. Recomendo pra quem gosta, Outra coisa que eu recomendo é ajudar o clube do bairro, aquele pequeno clube semi-amador que o jogador que mais ganha recebe R$2000 mensais. Esses clubes tão sempre precisando de apoio em casa e dinheiro em compras nas dependências dos estádios e associações/camisetas (muitas vezes feitas pelas pessoas da comunidade). Eu sempre que posso ajudo o time que tem aqui na ZN e quando morei em Gravataí sempre ia nos jogos do Cerâmica.

            Tem muitos problemas e não estatísticas exatamente porque as atrizes/atores não tem cacife pra denunciar como fizeram as hollywodianas contra o Harvey Weinstein (e mesmo assim só fizeram porque tinham dinheiro e nome suficiente pra fazer). O circuito alternativo de cinema é horrível com atrizes sendo obrigadas a fazer cenas de sexo e de nu junto com o diretor. Procura que tem bastante material sobre isso nos Googles da vida.

            Você está misturando o que você acha que é entretenimento (é digno) com o que a maioria acha que é entretenimento. Ver o jogo não é “ver o CR7 por 90 minutos” e envolve confraternização, consumo e uma fuga da realidade dura da maioria das pessoas de periferia que não tem acesso a essa cultura que você diz que tem que procura (porque ela normalmente está bem longe do pessoal, no centro da cidade, e dialogando com uma realidade completamente distinta das pessoas pobres). O museu pode ter acesso gratuito mas nunca é na periferia (e passagem custa caro, aqui em POA, R$4,30, uma família de 4 pessoas ganhando 1SM gastaria 4% de um SM só em condução, se tivesse que pegar uma apenas, o que não é tão comum assim aqui POA).

            Sei lá, você sempre parece ignorar que o seu acesso a cultura alternativa (morando em SP) é o mesmo de uma pessoa que mora na vila Elizabeth na Zona Norte de Porto Alegre. Não é. E é basicamente esse povo que consome futebol, Copa e tantas outras alienações de massa.

            Mas acho essa discussão completamente infrutífera porque você não vai enxergar nunca o meu modo de ver a coisa e eu não quero enxergar o seu modo (porque esse não me atrai). Só quis mesmo pontuar essa virtude crítica muita vezes esconde um elitismo (não seu mas de quem critica porque gosta de se mostrar superior).

          2. paulo, há muito poder transformador na arte e ele poderia, sim, ser estimulada de várias formas. qdo aconteceram ocupação de escolas por secundaristas aqui em sp, alguns artistas vieram fazer shows nelas… depois disso desapareceram como se a carência por eventos interessantes tb tivesse sumido de repente. não sumiu. as escolas, q estão praticamente em toda parte nas áreas urbanas, poderiam funcionar como alternativa de entretenimento e polo de criação (artístico, tecnológico e até terapêutico). isso é um fato e em sp há essa tentativa com os CEUs.

            eu moro na zona norte de sp e durante minha infância e adolescência, a única forma de se entreter aqui era um shopping, o famigerado center norte, em área de várzea q foi, de forma obscura, adquirido por uma família q hj é zilionária e, há não muito tempo, fugia da responsabilidade, sendo q o shopping estava sob uma área com risco de explosão por conta de gás metano acumulado no subsolo. fora isso… só na ‘cidade’ como chamávamos o centro à época. cinema, literatura, artes plásticas só vim conhecer e me interessar aos 20 anos, qdo entrei numa faculdade (particular, a qual pagava com dificuldade). não ignoro quem mora longe, mas mesmo morando longe há opções gratuitas q podem ser usufruídas. há custo da condução e alimentação qdo se está longe, claro, e algumas pessoas não podem mesmo arcar com isso e essas vão ter menos opções.

            meus pais numa me levaram a um museu – mesmo os de graça. mas me levavam, às vezes, ao cinema – de shopping, claro. era divertido. tb me divertia vendo os jogos da copa, colando figurinhas etc. a vida cultural dos meus pais era zero literatura, filmes de arte, exposições etc. ou seja, meu interesse era zero. mas houve um ponto de virada e ele se deu fora de qualquer preceito elitista: começou com uma biblioteca pública. não tem biblioteca em todo lugar, claro, e esse é um dos grandes problemas desse país, mas bibliotecas existem em grandes centros urbanos e podem ajudar muito na formação de público.

            trabalho em lugar q investiu 150 milhões numa área já privilegiada, a paulista, e teria sido lindo se ao invés da paulista o endereço fosse o capão redondo, paraisópolis, alguma quebrada da zona leste (ou em todos esses lugares dividindo o gasto), mas não foi essa a decisão. as atividades lá são de graça e vejo muita gente privilegiada e tb gente q vem de longe – bem longe. não é o ideial ou o q eu acho ideal, mas é de graça. entreter-se mesmo com futebol pode não ser tão barato assim: tv, camisa de time, comilança. é uma escolha de onde gastar. tem gente q nem grana pra isso terá e realmente vai ter q viver no limite e isso implica e consumir entretenimento de baixíssima qualidade, mas a vida dessas pessoas poderia ser diferente se houvesse pressão pra q as áreas periféricas fossem destino de investimento público e privado. e a arte pode criar e estimular essa pressão.

            daí q vc está vendo elitismo onde não há. é justamente o contrário o q eu digo. totalmente o contrário, na verdade. a depender das elites eu nunca deveria ter visto o q vi ou lido o q li. e isso só se deu pq teve gente no meu caminho q combatia o elitismo de variadas formas. gente q eu conheci e q eu nunca conheci.

          3. Pode não ser elitismo, porém, seguidamente você ignora o que você expôs nesse seu texto. Acesso é o que mais serve como indicador de desigualdade no país. Acesso a educação, oportunidades, conexões, cultura, entretenimento. Esse acesso, como você mesmo exemplificou, é centralizado e pensado para elites. Sem tem um outro cara da quebrada que vai nesse lugar é exatamente porque esse cara teve acesso a esse mundo de alguma forma (faculdade, amigos, TV ou internet, sei lá) e está ali pra ver como é. A imensa maioria não tem esse acesso e sequer fica sabendo como chegar nesses locais.

            E é caro, mesmo quando é de graça, porque fica numa zona de elite. De ricos. Condução, comida e acesso transporte coletivo (olha o acesso aí de novo) são coisas que pegam quando tu não mora no centro da cidade. Hoje, por exemplo, o ônibus que vem pra minha região só vai até 21:35 (termina antes mesmo de fechar um shopping!) e tem algumas coisas que estão ocorrendo na CQMQ no centro de POA e mais um monte que ocorre no centro da cidade na zona boêmia. Outro exemplo é que em POA temos a “noite dos museus” que é um tour pelos museus do centro da cidade que ocorre 2x por ano. Problemas: 1) é tudo no centro da cidade, longe demais da periferia; 2) Ocorre em horários onde o transporte para a periferia já cessou (vai até depois das 23h) e o Uber pra cá é mais de R$60. Eu sempre quis ir e, apesar de ser um cara privilegiado e ter mais acesso do que a maioria aqui, nunca consegui guardar essa grana pra ir lá e me divertir (comer e voltar pra casa em segurança).

            Acesso. A desigualdade se dá no acesso. Isso precisa ser um mantar pra todo mundo que quer ter uma vida crítica em relação aos abismos que temos entre a periferia e o centro. Não adianta ter intervenção no parque onde o m² custa R$100k.

            E SP está muito na frente do que POA nesse sentido, por isso que falei que você ignora o acesso que você tem. Alguém que mora na periferia de SP ainda tem muito mais acesso do que alguém que mora na periferia de POA.

            E no final, o futebol na TV, principalmente Copa, é só um entretenimento barato pra massa. Você fica em casa, liga a TV (aberta) e faz um churrasco com todos os amigos, bebe, dança e se diverte (90% é assim) e no outro dia sai pra trabalhar as 6h da manhã e só volta as 20h. Futebol é um alvo fácil por todas as maracutaias, máfias, lavagem de dinheiro e astros sonegadores que fazem parte do circo todo e, também, porque é um esporte/entretenimento de massa onde o pobre é, as vezes, estrela da coisa toda.

            Ainda podemos adentrar [carteirada/apelo a autoridade: tenho especialização em antropologia do esporte e meu objeto de pesquisa é futebol no RS, principalmente a questão racial nos primórdios das ligas gaúchas e a questão do “DOM”], com prazer, nas questões de como o futebol altera a sociedade, serve de espelho para determinada época e, principalmente, como ele serve de instrumento de ascensão social pra muitos jovens (seja através do “dom” ou através de programas sociais que clubes e jogadores mantém em favelas e periferias).

            Música e futebol ainda são os grandes instrumentos de transformação social dentro das periferias brasileiras. E pelo visto vão manter-se assim por muitos e muitos anos.

          4. eu tb só vou de rasteirinha no supermercado…

            https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/06/festa-vip-para-ver-a-selecao-tem-ate-manta-mas-esfria-com-empate.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

            criticar os hábitos e comportamentos de pessoas pobres não é necessariamente elitismo. o q eu disse no primeiro comentário tb serve aos ricaços q vão ver a copa de modo vip como nesta infame reportagem.

            o q pega aí é o binarismo: criticar pobres = elitismo. não necessariamente, pois pobres não são santos e ricos não são demônios. é tudo gente q faz do tipo de coisa e o contexto q as levam a fazer o q fazem é o q merece a minha atenção qdo faço críticas.

            eu me recuso a aceitar as coisas como ela são e vou seguir assim.

          5. O problema não é se recusar a aceitar as coisas, isso é bom. Muito bom.

            O problema é cegar-se a realidade de cada pessoas, os acessos e motivações que cada pessoas tem e entender cada decisão dessas pessoas. E principalmente não nivelar ricos e pobres porque o primeiro grupo é muito mais fruto da sociedade do que atores centrais, ao contrário do segundo grupo.

            Isso não quer dizer que tenham apenas santos entre os pobres, pelo contrário. Mas é muito mais fácil perceber a realidade deles e o que lhes leva a agir de modo X quando se abre a cabeça pro modo de vida distinto daqueles que estão no centro dos privilégios.

            Mas cada cabeça uma lei. Já discuti isso centenas de vezes com você é você é irredutível. Não acho que você esteja completamente errado, só acho que lhe falta trato e empatia (e uma tentativa de estar em cima do muro e ser imparcial que não cabe mais na sociedade que vivemos).

            Enfim, boa sorte.

          6. Não estou em cima do muro. Apenas não posso dizer o q eu penso, pq o q eu penso é impublicável. Se o fizesse seria perseguido ou tolhido de alguma forma. Eu só poderia dizer o q penso sobre determinadas questões por intermédio da ficção, q me resguardaria minimamente enqto houver liberdade de expressão artística neste país (caminhamos para ter cada vez menos como se vê nas reações dos movimentos conservadores).

            Empatia eu sinto e muito, mas ela não me impede de fazer críticas.

            Boa sorte para todos nós.

          7. e só para constar como aproveitei o meu tempo ao invés de acompanhar neymar e jesus ficarem mais ricos a cada segundo: no momento do jogo peguei minha bicicleta e fui levar comida para um gato q fica numa casa vazia não muito longe de onde eu moro (a última vez q fui lá foi terça passada). apesar da casa estar cercada de casas de pessoas ricas (ou quase ricas), ninguém parece dar a mínima pro gato.

            de todo modo, foi ótimo poder andar de bicicleta nas ruas vazias. ao contrário do q acha a maioria, estava mil vezes mais seguro assim do q com os motoristas circulando por elas. os motoristas de são paulo, em média, odeiam ciclistas desde as ciclovias. antes eles matavam por descuido, agora matam por bronca mesmo.

            no caminho trombei um cachorrinho q tinha uma placa de metal na pata traseira, provavelmente foi atropelado e fizeram cirurgia, mas o bicho parecia de rua e tb parecia faminto. infelizmente não tinha ração de cachorro alguma comigo (sempre levo as duas, mas acabou) pra dar pra ele.

            tb trombei com uma mulher recolhendo papelão… se eu tivesse com alguma grana (não levei nada, só ração e água mesmo), provavelmente teria oferecido a ela como forma de apoio ao trabalho digno q fazia, q, infelizmente, é desvalorizado pela média da sociedade q não vê o quão importante é a reciclagem. ela puxava a carroça com as próprias forças, sem explorar cavalos como fazem por aqui, algo q me oponho, por mais q aquele seja o sustendo de quem usa o cavalo, pois há alternativas.

            na volta fiquei pensando nas razões para aquela mulher não estar vendo o jogo; podem ser várias, mas o real motivo eu não vou saber (e do passado dela muito menos pra poder fazer qualquer tipo de julgamento). não falei com ela, não tenho essa desenvoltura…

            por fim, trombei com um cara q soltava poderosos e ensurdecedores morteiros na rua… sou contra esse tipo de ato, pois enlouquece os animais, os autistas, os idosos, os doentes… esse tipo de cidadão é tb alvo das minhas críticas: classe média, vida sossegada e um completo paspalho (parecia uma criança brincando com biribas, mas era um baita marmanjo arriscando explodir a própria mão).

            todos essas ações e pensamentos tem a ver com empatia e tb com a impossibilidade dela (nitidamente o último caso). gestos de solidariedade são possíveis mesmo nessas horas de profunda comoção/alienação. mas é preciso resistir. resistir não é fácil e exige algum preparo. e não é tão difícil assim conseguir algum preparo (jessé de souza explica isso muito bem no ‘a ralé brasileira’). eu consegui dentro das minhas limitações e todos podem dentro das suas – com exceções, claro, pois há casos extremos.

          8. Fanfic 10/10.

            Isso me tira a vontade de discutir contigo cara, na boa.

            Edit: e não se preocupe em revidar aqui, eu larguei o grupo e o MdU. Consigo dialogar e discutir o dia todo, se preciso for, com o Reddit e com o Twitter e até com o Facebook, mas me tira a vontade de viver esse tipo de discussão condescendente e prepotente que você sempre propõe. E como o incomodado sou eu, bye.

  10. Depois de 5 meses meu Amazfit Pace chegou. Vocês que têm, costumam baixar de site específico as watch faces ou baixam aleatoriamente? E quais as outras funções vcs pegaram da internet? Vi que da pra baixar calendário e calculadora

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