Post livre #114


16/2/18 às 8h20

Sim, é sexta, e sim, mais um post livre no ar, onde falamos sobre quaisquer assuntos nos comentários até a noite de domingo.

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101 comentários

  1. Aproveitando o embalo das dicas> canais bacanas no Telegram. Recomendam algum?

    Eu fiz um lá pra firma, mas o pessoal não viu muita utilidade. Eu queria conseguir fazer uns bots e tal. Vou ver se consigo investir um tempo nisso.

    1. Dá uma olhada nas localizações que a WeWork tem no site deles. E é só localização top.

    2. Acho tudo muito caro, mas é interessante surgir essas opções para reuniões de negócios que não podem rolar num café/restaurante por qualquer razão.

    3. Já trabalhei num cowork em POA chamado Nós Cowork.

      EU acho o pior ambiente possível. Não tem a formalidade da empresa (e os aparelhos/mecanismos necessários) e nem a informalidade de casa. É um meio termo de “publicitário” ou de gente mega descolada.

      Como não sou nenhum dos dois, me dou o direito de sempre que possível não usar.

      1. O WeWork é bem organizado, tem toda a infraestrutura de um escritório,
        com direito a frescuras desnecessárias (bebedouro com frutas, cerveja, café de grife, etc…).

        A divisão das empresas é parecido com departamentos, cada um tem seu espaço, mas algumas coisas comum compartilhadas como banheiro, auditório e copa. Ou seja, se você quiser tratar o lugar como um escritório comum, é bem possível.

        A vantagem é networking mesmo ao meu ver, que no final é o que move muita coisa, me parece o equivalente “corporativo” ao conceito de “cena” que existe em algumas cidades.

        1. Parece um outro cowork que eu visitei aqui em POA, o Flow. Esse Nós cowork é um espaço aberto, sem divisórias e com todo mundo lado-a-lado. Bem ruim.

          Lá é mais essa coisa de espaços fechados e pequenos, para equipes pequenas/projetos pequenos com um grande ambiente comum com café + frescuras.

          Antes de eu conseguir incubação na UFRGS eu cogitei um cowork desses pra minha empresa natimorta, mas, exatamente por esse ambiente excessivamente informal-descolado eu acabei ficando na garagem da minha casa hahaha.

  2. Talvez alguns de vocês ficaram sabendo dessa treta do pastebin.com ter sido proibido no Brasil e, por um breve momento, terem bloqueado blocos de IPs da Cloudflare (erro da NET). Mais detalhes aqui: https://www.reddit.com/r/InternetBrasil/comments/7vjyfo/bloqueio_do_pastebin_pela_net/

    Eu acho incrível como alguém brasileiro consegue causar tanto problema e não ser preso. Aquele cara do “rio de nojeira”, que causou com uns políticos em 2016, usa essa página para espalhar artigos sob o nome de outras pessoas.

    Uma segunda pergunta, temos gente que usa Linux por aqui? Eu uso Fedora Linux com GNOME (que é a interface padrão). Tentei usar KDE por um tempo, ele é bom, mas lembra muito o Windows, sei lá, não acostumei por motivos bestas.

    1. Eu uso Fedora e gosto bastante do Gnome, exceto pela falta de aplicativos de terceiros, é a interface que eu mais gosto de usar. Acho que ela lembra as partes boas do MacOS, mas tem um foco maior em aproveitamento de tela e um gerenciamento de telas decente.

      Sendo usuário Apple, acho que é natural preferir o Gnome e sua premissa minimalista, bem diferente do KDE que vai pelo caminho oposto (e o Windows também, de certa forma).

    2. Eu uso o Mint com o Mate. Acho que hoje é a melhor distro Linux possível. Nunca conseguir me entender com o sistema de arquivos do Fedora =P

      ~~

      Essa treta do Pastebin eu acompanhei de perto. Incrível como o cara do “Rio de Nojeira” é maluco de pedra, de dar nó. Olha os posts deles no Reddit. Eu tenho a sensação de que esse cara deveria estar internado.

      1. Eu sempre tento me acertar com o Linux, mas não consigo por muito tempo – especialmente por conta das demandas profissionais. Eu sempre tento com o Ubuntu, mas agora fiquei meio perdido com a mudança de interface. Eu gostaria de usar uma distribuição com uma ampla comunidade e a do Ubunto sempre me pareceu grande com bom conteúdo em inglês e português. Rola o mesmo com o Mint? E qdo vc diz q usa o Mint com o Mate o q isso significa?

        1. Mate é o gerenciador de janelas que eu uso. Ele foi feito pra ser leve e igual ao antigo Gnome (antes da atualização que mudou drasticamente a interface gráfica).

          O Mint é um distro baseada no Debian, assim como o Ubuntu, então mais de 90% do que você ver em tutoriais considerando o Ubuntu ou o Debian (ou qualquer distro baseada no Debian) vale pro Mint. E eles tem uma boa comunidade em português e inglês, talvez não tanto como a do Ubuntu, mas é considerável mesmo assim.

    3. Eu estou testando o Xubuntu em uma maquina virtual. Fruto da minha boa experiência com o Ubuntu, resolvi testar este belo sistema operacional com interfaces gráficas mais simples e, quando você vê que o sistema operacional ocupa menos de 200MB de RAM (Xubuntu) com as mesmas funcionalidades de um sistema operacional como qualquer outro, é ótimo !

    4. Eu uso linux faz anos.
      Mas algo a nível básico mesmo.
      Isso incentivou-me até a comprar meu notebook. Optei por um com um disco de 32GB SSD só pra instalar linux nele. hehe.

      Já tentei outros ambientes, mas a simplicidade do Gnome é crucial para mim.
      Tentei o KDE por um tempo, mas eu acho ele muito bagunçado. Perde-se muito em menus e configurações.

  3. E fiz a troca de Windows para Mac. Naquele momento de tentar aprender ainda os atalhos de tecla. Dicas para experimentar apps? Já instalei o Alfred (infelizmente sem Power Pack) ok hahahah

    1. Acho que seria melhor você dar um norte: Precisa de programas para o que, exatamente?

    2. Mergulhe nos atalhos do teclado. Alguns são meio complexos, mas existe atalho para tudo e boa parte deles é universal (funciona em qualquer app). Agiliza muito a vida.

    3. Minha dica para um novo usuário de mac é: dê uma chance ao Safari, Mail, Notas, Calendar, Keynotes, Pages, etc. Os apps nativos da Apple são muito bons e rodam lisos no macOS (exceto o Numbers, que acho péssimo).

      Os atalhos de teclado são uma mão na roda, facilitam muito a usabilidade de quem usa mac: https://support.apple.com/pt-br/HT201236

    4. De uso “geral”, eu recomendo os seguintes:

      Magnet: acho o gerenciamento de janelas do MacOS horrível demais, o Magnet ajuda bastante a melhorar isso.

      Spark: bom cliente de e-mail, porque ele me notifica apenas quando é uma mensagem enviada por alguém e não newsletter e afins. (É gratuito).

      Tweetbot: se você usa Twitter, o Tweetbot é um dos melhores clientes, muito boa a interface…dá para fazer igual o Tweetdeck só que muito mais bonito.

      1Blocker: se você usa algum bloqueador de anúncio, esse é nativo para Safari, o que o deixa mais rápido comparado aos demais.

      Fora isso, a maioria das coisas que eu tenho é de desenvolvimento mesmo…

  4. Esses dias tava pensando numa história pra escrever que de alguma forma a humanidade saia desse problema das corporações usarem algoritmos pra
    definirem em massa o que a gente ‘quer’ ver, além de terem controle total da
    interface etc.
    Daí tava pensando em assistente pessoal, e como isso já tá
    fazendo vários sistemas que eram fechados, que nos obrigavam a usar a
    interface deles nos méritos deles, abrindo através de APIs ou outras
    gambiarras (a la quickview do telegram que não depende da autorização do site).

    Seria uma saída interessante pra essa sinuca de bico que a gente tá, né? Tudo bem que na minha história é fácil de acontecer que eu faço um handwave e boa hahah. Mas vamo dizer que daqui uns anos o desenvolvimento de assistente pessoal seja mais fácil/barato e junta uma galera tipo mozilla, eff, pra montar (open source) um assistente pessoal que VOCÊ consegue escolher como interagir com o mundo. Parece interessante, né?

    I, for one, welcome our new AI symbiotes.

    1. Me parece remota a possibilidade de uma inteligência artificial eficiente partir de um projeto gratuito. E mesmo se um mecenas, ou vários, bancarem um projeto bilionário, ele não se sustentaria por muito tempo. Eu desconfio, mas é só um palpite, q esse modelo open source não combina muito com fins mais complexos como uma inteligência artificial. Posso estar falando uma grande bobagem, mas o contexto pra se produzir uma AI ainda não se consolidou no mundo pra termos projetos open source derivados com pessoas descontentes do mundo corporativo migrar pra eles… Mas ficções com AI são cheias de potencial. Pena q todo mundo faz um EX-MACHINA e não uma coisa mais simples com o q tempos hoje. Já renderia uma boa história!

      Edit: renderia boas crônicas com o q temos hj, com certeza.

      1. Então, mas o interessante do que tá acontecendo agora é que existem empresas gastando milhões pra descobrirem técnicas mais eficientes e blabla, mas a partir do momento que elas são desenvolvidas é relativamente fácil adaptar e usar. Vê o site que eu respondi num comentário ali: https://dialogflow.com/ – Tô usando essa parada grátis pra configurar um assistente pessoal pro meu quarto à linguagem natural.

        Claro que não é a mesma coisa, e concordo contigo que é difícil, mas talvez não seja tãaao difícil assim. :P

        Sobre ficção com AI, conheço umas histórias legais, se quiser procuro uns nomes pra ti. Eu tô pensando em escrever um numa pegada Her, mas sem a singularidade, quem sabe quando terminar não lembro de postar num post livre desses :p

    2. AI Open Source não daria certo!
      Em poucas semanas ramificariam-se em uma dezenas de projetos diferentes e nenhum deles seria muito relevante.

      1. Depende do que você quer dizer por relevante, né? Tem um monte de distro de linux aí que não é “relevante” mas serve uma finalidade especifica e é apreciada por quem usa. Hoje em dia a gente tem um foco muito grande em fazer um produto grande, em mirar pra atingir o mainstream, mas a vantagem de open source é justamente que, presumindo que alguém use, você pode expandir ele lateralmente. Ou então é só questão dessa organização ficticia aí que eu propus apoiar só certos branchs e deixar o resto proliferar conforme a comunidade achar melhor.

        Lógico que é uma coisa bem difícil de acontecer, mas por outro lado, se não for um software aberto, ninguém vai confiar o suficiente pra dar acesso a esse monte de informação e simplesmente não vai acontecer. :p Eu não sugiro, pelo menos, ainda mais que o tipo de coisa que eu to propondo influenciaria demais tua vida.

    3. O maior problema são os dados de treinamento, a gente precisaria de um repositório que as pessoas aceitassem deixar público seus dados para uso ou algo assim. Daria para pensar em algo tecnicamente, mas a parte dos dados não faço ideia de como resolver.

      1. Depende do que você quer treinar a AI pra fazer. Confesso que não trampo com a área e minha experiência prática é muito superficial pra valer a pena, mas acho difícil que algum guerreiro digital ‘informação quer ser livre’ não esteja trabalhando na direção de facilitar o público geral a treinar suas próprias redes. O próprio Google, pelo que eu sei, libera bastante coisa.

        Mas de novo, depende do que você quer. Quero ver se monto um assistente pessoal pro meu quarto pra controlar as luzes, ventilador e o ar condicionado, comprei um controle remoto universal que funciona por BT e tô configurando ele usando uma parada bem dahora e totalmente gratuita, se liga: api.ai (junto com Tasker e AutoVoice).

        Não precisaria ser uma inteligência artifical geral, se tu fizer uma interface que as pessoas consigam ensinar como scrappar sites especificos (sendo open source, digamos que seria só usar/baixar um protocolo tal) e colocar umas funções básicas nisso já dá pra eu falar “quando pessoas do grupo tal postarem coisas em rede social me junta num feed separado, quando fulano e ciclana postarem me notifica” já estaria bom demais.

        1. A parte de conectar com dispositivos acho que tranquilo mesmo e até plausível, a Mozilla já começou a definir um protocolo para essas coisas de IoT: https://iot.mozilla.org

          O problema que eu vejo seria reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural, para isso precisa de volume de dados grandes. Redes neurais exigem volume de dados para convergirem bem, portanto não seria muito viável treinar apenas com o que você fala.

          Claro que há soluções criativas e tal, só acharia complicado um assistente a parte ser o estado da arte nessas áreas já que Google e Apple provavelmente teriam muito mais dados para trabalhar.

          Inclusive isso é um problema na comunidade científica, desenvolver aprendizado de máquina em empresas tem sido mais interessante devido aos datasets imensos que não estão disponíveis para o público.

          1. Processamento de linguagem natural exige um massivo corpus de controle e mais um massivo corpus contraste. No meu projeto de graduação a gente usava toda a legislação ambiental brasileira como contraste e o corpus da Folha de SP como controle (+1 bilhão de palavras) e, sinceramente, precisaria de mais para a gente chegar em resultados confiáveis em relação a padrões verbais/nominais presentes na língua.

            Se você ainda for pensar em um PLN de uso geral, esse número precisa ser absurdamente maior (umas 100x maior, pelo menos) para se conseguir extrair bons padrões ou contrastes em número suficiente.

            Por isso mesmo, hoje, o Google é o maior empregador de linguistas do mundo (passou o MIT). O Google tradutor é um “milagre” propiciado pela massiva quantidade de dados que eles coletam da gente diariamente.

  5. No último post livre rolou um tópico sobre recomendações de canais do youtube e o tema rendeu ótimas dicas. Que tal fazer essa semana o mesmo com podcasts?

    1. Eu assino bastante, rsrs, vou colocar todos aqui (a ordem não quer dizer nada):

      Nerdcast;
      Tecnocast;
      Mupoca;
      Papo de Gordo;
      Grande Coisa;
      Sicast;
      Opex Cast;
      Café Brasil;
      Ultrageek;
      Guia Prático;
      Braincast;
      Papo H;
      Escriba Café;
      Frango Fino;
      Café com ADM;
      Rádiofobia;
      Sala da Justiça;
      Papo Toro.

    2. As minhas recomendações são sempre no sentido de fugir dos tóxicos (qualquer Nerdcast Empreendedor ou que tenha o Magaldi + Flavio Augusto), qualquer coisa feita pelo Scicast ou Meio Bit e, principalmente, qualquer coisa relacionada com o RapaduraCast e o 99Vidas.

      O Nerdcast mudou bastante o modo de operar, principalmente depois que veio a público os problemas com a Pink Vader do passado e, mais ainda, depois que o Anticast meteu o pé na jaca e detonou todo o “meio nerd” naquele famoso podcast deles (que eu recomendo muito).

      Esses podcasts tem discursos de ódio (os participantes) que muitas vezes é latente. Não recomendo dar audiência pra esse pessoal.

      Os que eu escuto são os da imagem, recomendo-os.

      https://uploads.disquscdn.com/images/977d2fc0ad00135c1cfdf5409f65d3d1344fdb15eac6a078a11e2c81c583b4a0.png

        1. Não sei da treta do Rapadura, mas essa do Anticast eu NUNCA entendi. Eu devo estar confundindo com outra treta, mas o quadro é mais ou menos o que esse link diz:

          http://dropsdejogos.com.br/index.php/noticias/editorial/item/821-o-caso-pink-vader-o-machismo-no-meio-nerd-e-o-nosso-posicionamento

          Mas o Anticast também causou a sua própria também, na época que ainda estavam no B9. Falou que faltava mulheres nos podcasts (meia verdade), sendo que o mesmo não acontecia no Anticast.

          Parece que o Anticast está bem mais moderado depois de ter saído do b9, mas sei lá, eu só acompanho alguns projetos (Projetos Humanos é muito bom!), por causa desses exageros desnecessários do passado.

          1. Não acho que eram exageros, eram aquelas brigas que você tem que comprar pra não ficar eternamente em cima do muro. E sim, eles não tinha mulheres mas o posicionamento deles no machismo do Jovem Nerd foi algo que, aliado com o caso da Pink Vader, mudou bastante o próprio Jovem Nerd (basta ver que eles foram mudando aos poucos o posicionamento, opiniões e integrando diversidade no Jovem Nerd News. Se ninguém tivesse dado a cara a tapa e colocado a briga de forma aberta, provavelmente estaria tudo do mesmo jeito (e mudança não existe sem atrito, mudança sem atrito é conchavo).

            Depois que eles saíram do B9 teve bastante programa polêmico ainda – os de política são ainda bem polêmicos e, mesmo mais “esquerda progressista” batem muito mais nas discussões do que qualquer outro programa mainstream (o Revolushow é esquerda ciradeira mas é bom também, mas não é mainstream).

        2. A treta com o rapadura nem é treta é só que o Jurandir é um cara muito escroto mesmo e, por vezes, rola aquele discursinho de ódio básico (principalmente quando ele se junta com o Izzy Nobre).

          Um caso clássico foi quando ele criticou o cinema a R$1 porque isso iria “trazer um público ruim pro cinema” e “cinema por esse preço é pra trazer só gente pobre mesmo” e disse que ele jamais iria num local assim porque seria “mal frequentado”. Já me é suficiente, mas, no Rapaduracast mesmo tem vários “escorregões” dele falando de mulher e pobre, basicamente, com aquele amado discurso machista-elitista comum ao tal “meio nerd”.

        3. Eu só quero saber de treta e barraco. Não precisamos de informação e nem de divulgação científica mais. Pra mim fechava a programação do ano inteiro só com isso.

    3. Jogabilidade. Se gosta de jogos, e que seja debatido sem parecer um Youtuber, fica minha recomendação. Os meninos são ótimos, além que possuem outro programa que falam de cinema/série/anime/etc

      1. Eu gostava muito do NowLoading (principalmente quando tinha o Pablo e apesar dos problemas para assiduidade do programa) e gostei muito quando rolou a “nova fase” do Jogabilidade, porém, sinceramente, perderam um pouco a mão de uns tempos pra cá. Tanto que deixei de assinar o feed de games e o canal do Youtube (aquele problema que rolou ano passado com o Patreon e a saída de dois dos caras originais me tirou o tesão de ouvir eles, parece que o único que levava a sério o esquema era o André com o Sushi indo a onda).

        Dizem que isso melhorou com a entrada da Mel e do Rafael, mas, sinceramente, não tenho mais vontade de ouvir os caras.

        1. Putz, vc tá perdendo uns videos muito bons deles como https://www.youtube.com/watch?v=-_kZWR5NHV0

          Acho que junto com o Nautilus são os melhores conteúdo no Brasil no meio. É excepcional a habildiade do André na edição de vídeos.

          E sem dúvidas o André e o Sushi são os que mais levam a sério, mas não tiro o mérito dos que passaram. É até bom, dá uma renovada, trás uma nova perspectiva nas discussões.

          (Eu não gosto muito da Mel, acho ela a mais deslocada dali. Mas novamente, uma nova perspectiva para os que gostam)

          1. A questão da renovada é boa mesmo, mas o meu problema foi mais como os outros dois, o Caio e o Rick, trataram o esquema todo. Eles simplesmente foram mandando a merda o projeto que eles encabeçaram lá no início, fizeram toda a campanha e tudo mais.

            Nunca levei muita fé no Rick porque ele tem um trampo na Riot e jamais iria largar fora, mas, o Caio edita podcasts e, mesmo assim, ele jamais levou a sério o Jogabilidade. Me passou muita falta de profissionalismo dos dois (tanto que hoje eu evito qualquer trabalho do Caio por isso, mas é complicado porque ele edita toda o B9). E teve a treta do patreon que ficou muito mal explicada até hoje.

            Enfim, acho que os dois fizeram de conta que era profissional o blog e levaram como amadorismo. Achei isso muito merda, principalmente porque se tinha outros dois caras meio que “dando a vida” ali pelo projeto.

            Eu realmente não tenho muito o que falar da Mel e do Rafael porque eu jamais tinha visto nada deles antes e, depois, vi um episódio (ou dois) com eles.

            Retrocompatibilidade é a melhor coisa do Youtube BR.

          2. Eu vejo com outros olhos. Primeiro sobre a “merda” do Patreon, nunca entendi. Digo, nunca entendi as pessoas cobrarem. Na minha cabeça todos essas formas de financiamento contínuo não torna o público dono do contéudo. Já achava louvável eles fazerem uma live para dar satisfação dos gastos. Aquele texto do Medium sobre essa “merda” no Patreon me pareceu muito uma visã ode alguém que pelo fato de apoiar eles, se sentia dono daquilo e poderia cobrar. Nunca vi apoio desses olhos.

            Sobre o Caio e Rique, mesma forma. Foi ruim os dois sairem, mas sei lá, são seres humanos, mudam de vontade e para o Caio, o $$ da edição falou mais alto. Pelo que acompanho ele tá no melhor momento da vida dele profissional e financeira. Entendo ele largar para poder editar mais podcasts corporativos. Além que na despedida falou que não sentia mais vontade de jogar, porque se tornou um trabalho para ele.

            Visões diferentes

          3. A treta toda do Patreon foi falta de transparência. Eles tinham metas e deixaram de cumprir várias vezes (não foi uma vez) e isso foi minando a coisa toda. Por sorte eles refizeram as metas e foram pra algo mais pé no chão e estavam conseguindo manter isso. Eu penso que a pessoa que contribui não é dona do conteúdo mas tem sim, caso queira, uma certa “responsabilidade de cliente” e podem reclamar. Eu não faria nada disso e apenas deixaria de contribuir, mas, cada um cada um.

            O Caio reclamar que jogar virou trabalho é coisa de cara mimado. Me desculpa. Ele achou que ele ia ter um blog + canal sobre vídeo game e iria rolar o que? Ele ia jogar só o que quer e quando quer? São seres humanos e podem mudar de ideia, lógico, mas faltou profissionalismo pra entender se era ou não o que eles queriam. O Rick não deve ter ficado nem 1 ano completo por ali e, mesmo quando estava, era com sono e meio deslocado.

            Faltou profissionalismo, a questão toda foi essa, basicamente.

            E eu deixei de ver o canal do Youtube porque só “Game Show” por lá hahaha eu gostava do “Um Jogo Um Tema”.

          4. Sinto vergonha alheia nesse jogos. Me lembra aqueles programas da globo com perguntas para os famosos. Era brega e, apesar de descolado e jovial, continua algo brega. Nem aguento ver q já vai me dando aquela vergonha…

          5. Definir as metas é um negócio muito difícil e demora bastante para acertar um ponto de equilíbrio — no caso, um volume de promessas que torne a coisa atraente com a capacidade de entregar.

            Quando o Manual era financiado pelos leitores, no início sentia uma pressão enorme para entregar mais. Não dos leitores (que sempre foram legais demais nesse aspecto), mas de mim mesmo. Acho que faltava um pouco de maturidade e uma visão mais ampla do que já era entregue.

            O mais legal de projetos bancados pela comunidade é que quem te financia simpatiza contigo e entende esse lado humano que o @disqus_XvHMjLGHao:disqus comenta. Várias vezes tentei lançar alguma coisa aqui que, na prática, vi que seria inviável de manter. Avisei a galera que não rolaria mais e todo mundo aceitava numa boa. Acho que é aí que está a bronca do @paulopilotti:disqus (e, se for essa mesma, eu concordo): o problema não é entregar ou não, é prometer “X” e fingir que “X” não existe.

          6. Exatamente esse o ponto: você promete que quando bater a marca de 5000USD vai ter vídeo mensal sobre retrocompatibilidade e depois de 4 meses com a meta alcançada e passada (por muito) você não lançou nenhum vídeo e não deu nenhuma satisfação (nem sequer disse que iria rever a meta e tentar manter o vídeo bimestral). Foi isso que eles fizeram.

          7. Mas assim, segunda sua lógica, se daqui uns 6 meses eu ficar de saco cheio e sair do trabalho é falta de profissionalismo? Conheço pessoas que fizeram isso, apenas chegou um limite do que já estava prestando e preferiu sair. O Caio trabalha com jogos fazia uma decada sipa. Não sei, não concordo com esse ponto.

            Plus você tem a questão pessoal, o cara foi basicamente adotado pelo Jogabilidade num.momento que ele foi parar até em Recife.

            (Desculpa se tiver parecendo chato, só vendo um ponto de vista mesmo)

          8. Mas essa sua comparação é muito assimétrica quando tenta comparar um empregado com um cara que saiu de um projeto pessoal.

            Não importa muito se ele trabalhava com jogos faz muito tempo ou não (ele inclusive saiu do B9 (save game) para fazer o Jogabilidade). É bastante complicado você querer ser criador de conteúdo sem ter compromisso com o seu público e sair por coisas como “jogar passou a ser um trabalho” ou ainda fazer podcast pra reclamar que o outro serviço está atrasado (por isso que eu tenho uma grande resistência ao João Carvalho do Decrépitos e outros).

          9. Qual treta? Eu ouço vez ou outra esse programa e realmente notei q as vozes mudaram. O q houve?

          10. Ano passado teve um texto no Medium de um cara que era patrono deles no Patreon cobrando/reclamando que eles não cumpriam as metas que eles mesmo tinham estabelecido no Patreon. Que gastavam dinheiro com um apartamento caro pra caralho e estavam entregando quase nada. Depois disso 2 dois 4 membros originais saíram (um logo depois e um bem depois) porque preferiram tocar os empregos pessoais (normal mas faltou planejamento pra, em pouco mais de 1 ano, rolar tudo isso num projeto que tem um bom aporte financeiro da comunidade).

            Ainda nisso, teve uma treta mais forte nas redes sociais e eles fizeram um vídeo repassando a situação financeira de tudo e explicaram porque não tinha feito.

            Refizeram as metas e bola pra frente. Meu problema nisso é que, como eu digo, faltou profissionalismo deles.

          11. Ah sim… me lembro desse lance. Mas não tinha me ligado q resultou em saída dos participantes originais – sou péssimo com nomes. Ouvindo os programas mais recentes não senti tanta diferença. Em parte considerável das conversas fico boiando, pq não jogo nem um centésimo de todos os jogos q eles citam. E cheguei a contribuir por um tempo. Mas, na época, eu tava bem pouco interessado em saber como eles gastavam o dinheiro. Essa pressão todo por prestação de contas sempre me incomodou. Não é órgão público pra dar esse tipo de satisfação. Tb não demandava profissionalismo, pq o trabalho era bom por justamente não ser profissional. Com o lance da casa eles almejaram o profissionalismo e pode não ter dado certo. Mas, ainda assim, se eles tivessem torrado todo o dinheiro com chiclete, ok. Vi uns vídeos deles e o trabalho de edição é muito bom. Eu estudei e edição, mas me afastei faz um tempo, e o nível de agora tá muito alto. Os ou softwares melhoraram MUITO ou a rapaziada é fera mesmo.

          12. Sim, o trabalho gráfico deles é muito bom, e nisso é quase tudo o André, que é um que eu disse que leva a sério.

            Eu também não cobro conteúdo quando eu contribuo porque eu acho que não é esse o intuito do esquema de patrono, mas, entendo quem cobra depois de um tempo grande sem cumprir minimamente as metas que eles colocaram. Não me incomodava, mas quando o cara reclamou eu entendi perfeitamente o que ele tava colocando.

            Acho que o grande problema é você dizer que vai ser profissional e cobrir a cena assim e, no meio do percurso, metade da sua equipe perceber que não queria isso em acabar saindo e/ou fazendo as coisas de freio-de-mão puxado.

          13. É um bom ponto, mas, sinceramente, eu não sei qto o profissionalismo poderia ajudar ali naquela situação e contexto em q o profissionalismo era totalmente desnecessário. Um empresa ter profissionalismo é o básico, agora uma empreitada de pessoas com afinidades q se juntam pode ficar no nível amador ou mesmo “semi-profissional”. Esse lance profissional, pra mim, é o lance do empreendedor pra vc. Eu defendo a indisciplina no âmbito profissional, pq, o profissionalismo é ultra válido entre médicos, entre engenheiros civis e tals, mas na área cultural, com exceção para a parte prática e logística de alguns eventos, eu aprecio mais a criatividade q nasce desse contexto mais incerto, impreciso e vago dos amadores…

            Só uma curiosidade: um dia um cara me viu tirando fotos com a minha máquina, semi-profissional, da Canon e achou q eu era o fodão. Expliquei pra ele, q estava interessado em comprar um equipamento, q a máquina q eu estava usando era mais q suficiente. Mas ele queria equipamentos profissionais da Nikon… Acho válido almejar o profissionalismo, mas tem um fetiche aí tb, tanto de quem almeja e tanto de quem consome produtos com o selo profissional. E isso tb vale para conteúdos… Em suma, viva o tosco.

          14. Profissionalismo é respeito nesse caso. O cara diz que vai X quando alcançar uma verba Y e, quando alcança a verba vê que não pode fazer e, ao invés de falar isso abertamente, ignora e espera que todo mundo aceite.

            A maior parte aceita porque entende o patronato como eu e você, mas, uma galera não aceitou. Acho justo ambos os pontos.

  6. Ghedin, baixei aquele aplicativo que verifica o tempo médio usado por aplicativo, mas infelizmente ele não mostra relatório semanal, somente diário, usei por uns dias, mas acabei desinstalando por isso, e durante alguns dias realmente percebi que ficava mais que o esperado no facebook, porém ficava menos tempo em outros que achava que usava muito.

    E essa semana me fez lembrar que devo parar de usar o Instagram, pois voltou a UCL e como sempre aparece diversas fotos falando antes do jogos na quinta-feira (eu sei que existe o Twitter, mas a proposta de um é diferente do outro), aí fica muito chato, tipo, será que time X vence hoje? Sendo que vc já sabe o resultado.

    E já que estamos falando de redes sociais, o que tem prende nas mesmas? Sinceramente, não sei pq ainda uso Instagram, tem bastante conteúdo legal mas dá pra viver sem, já o Facebook é meio complicado, pois vejo eventos para passear por lá, além de interagir com amigos em posts (não meus, em publicações de humor).

    1. Nesse ano, eu desinstalei o Facebook e parei de acessar no desktop. Acho que não perdi quase nada, o custo/benefício de conteúdo é muito baixo…tenho usado o Twitter e lido o que salvo no Pocket nos momentos de ócio. A questão dos eventos muito citam, mas eu particularmente não uso tanto.

      Não gostei da timeline fora de ordem do Instagram, antes era claro onde eu terminei de ver as coisas, agora tem uma lógica meio Facebook. Deixo ele deslogado e, quando vou postar uma foto ou realmente quero olhar, logo e depois deslogo novamente.

      Tem um projeto novo que está tomando meu tempo no momento, mas acho que realmente melhora o dia não ficar nas redes sociais. Acho que ainda perco muito tempo no YouTube, mas certamente é mais útil do que Facebook e Instagram.

    2. O que me prende são as pessoas. Elas estão ali e, por vezes, os posts que fazem é um pretexto para mandar um “oi”, dizer que ainda penso naquela pessoa e não sumir.

      Desde o Carnaval, tenho tentado postar pelo menos uma vez por dia no Facebook e no LinkedIn, coisa que raramente fazia. Ainda estou no meio desse experimento, mas já notei que fico um tanto ansioso após apertar o botão “Publicar” e há dias em que isso afeta o meu humor de maneira muito visível.

      1. Tava com o mesmo dilema até perceber a oportunidade do Stories do Instagram de fazer um comentário em privado e talvez começar um papo com aqueles amigos e familiares que você não fala a muito tempo.

        Então ultimamente, apesar de ter desativado as notificações do instagram, abro de tempo em tempo o Stories e puxo umas conversas. Ainda não é o ideal, mas pelo menos eu sinto que eu tenho uma presença mais concreta na vida dessa pessoa depois disso do que só ser mais uma pessoa fazendo um comentário numa postagem dela/minha.

    3. O que prende? Pessoas.

      O Instagram eu não interajo com ninguém bem dizer e, quando faço, é com gente bastante íntima. Uso mais como depósito de fotos.

      Eu realmente gostaria de entender como funciona essa ansiedade com redes sociais – e como isso pode ser um gatilho/válvula de escape moderno – que tanto se fala. Eu tenho ansiedade e faço tratamento pra isso (e talvez por isso eu não me preocupo tanto como redes sociais e com o que passa nelas) mas não consigo entender o efeito quase alucinógeno que elas tem muitas pessoas.

      Não consigo ficar ansioso porque as pessoas curtem/deixam de curtir alguma coisa no Facebook, porque deixam de responder algo no Twitter ou porque não dão corações nas fotos do Instagram. Também não consigo perceber/entender como alguém deixa de fazer algo ou deixa que o Facebook interfira na vida tanto assim (entendo como ocorre psicologicamente mas não consigo visualizar uma pessoa que se deixe levar por isso e que não tenha, pelo menos, outro problema relacionado com ansiedade geral (TAG ou algo semelhante)).

      Quem puder responder, por favor, faça. É uma pergunta honesta e não é uma provocação.

      1. O meu perfil anti-social me serviu de “antídoto” às redes sociais. Sempre q começo a interagir mais e mais, o meu lado anti-social surge e eu fico na minha… Gosto de me informar (pelo Twitter), mas não necessariamente de interagir ali nessas discussões loucas q eu mesmo provoco às vezes apenas para ver seus efeitos. Uso um perfil anônimo exclusivamente para ativismo em algumas redes, mas o meu perfil pessoal no Facebook eu não uso para praticamente nada, só contato profissional em determinadas ocasiões e ponto. O contato com as pessoas q me interessam eu faço por programas de mensagem – Whatsapp, Telegram etc. Grupos familiares eu tô fora. Famílias já não funcionam muito bem em encontros ocasionais, imagina em tempo integral com pessoas q cresceram sem internet e hoje ficam deslumbrada com essas coisas…

        Agora, eu compreendo plenamente o frenesi q as redes provocam, pq sinto essa ansiedade toda (especialmente nas provocações q eu faço no Twitter), mas o efeito em mim não é duradouro…, pq logo já surge uma aversão a essa lógica e eu caio fora. Aliás, estou até apagando meus tweets. O Tecnoblog publicou um roteirinho de como fazer isso e eu aprovei. Sem falar na constante preocupação com privacidade, em dizer coisas demais sobre si mesmo e abrir portas para ataques ou especulação com suas informações.

        Cérebros brilhantes trabalharam nesses mecanismos e eu acho q é por isso q eles têm efeito sobre tanta gente. E eles podem fazer testes em humanos das ferramentas q desenvolvem, coisas proibidas em muitos outros segmentos por questões “éticas” (entre aspas, pq falta ética ao testarem em animais: veja a abominação da clonagem de macacos criados para serem… macacos de laboratório). É uma força muito grande pra ser ineficiente (dinheiro + gente inteligente). Todo esse esforço reunido já tem reação com muitos dos criadores desses recursos dando dinheiro pra reverter as cosias q eles ajudaram a criar, mas agora me parece tarde, pq eles desenvolveram não apenas ferramentas e métodos, mas toda uma nova linguagem ainda a ser explorada ao máximo. As investidas do Facebook em leitura do pensamento são o maior sinal de como as coisas podem ser, no mínimo, bizarras num futuro próximo.

        Vc não deve ser sucetível a esses estímulos por questões q vc já resolveu internamente, mas a maioria não está pronta para a maioria das ferramentas hj disponíveis… Elas apenas se adaptam, mas… os efeitos disso a gente não tem como saber ainda. O ataque do atirador na Flórida foi precedido de muitas postagens em redes sociais. As redes tb são um preâmbulo de anunciação de atos que em antigas religiões (até, ou principalmente, as pré-históricas) demandavam: rituais, devoção, punição etc. São coisas muito fortes para lutarmos contra.

        1. Sim, claro, eu entendo perfeitamente como elas agem e o Facebook, principalmente, é uma empresa que não merece respeito nenhum pelas suas práticas capitalistas e, mais do que tudo, monopolizadoras e anti-éticas.

          A questão é exatamente que eu não entendo o que é gatilho e o que é causa direta pra uma ansiedade generalizada. Vejo muitas pessoas dizendo que “sem o Facebook eu me foco mais e tenho uma vida melhor” quando eu leio/escuto isso eu apenas consigo pensar que as redes sociais são o gatilho de algo maior (escondido o gatilho, tem-se a sensação de que o processo todo se estancou, quando na verdade ele vai apenas aprender/procurar outro caminho/gatilho) e de algo ainda não tratado/resolvido.

          Eu acho que temos um hiper-diagnóstico de TDAH e, ao mesmo tempo, um sub-diagnóstico de TAG (ansiedade general). E acho que muito desses problemas com redes sociais são uma junção das experiências e dos mecanismos das empresas para nos manter ali com um grande empurrão da ansiedade não tratada/controlada.

          1. Mas eu acho q é um pouco mais básico: as pessoas passam tempo x*10 no facebook e deixam de fazer y e z. Quando elas param com as redes eles passam a ter mais tempo livre… Óbvio. Agora o gatilho é difícil sondar. Parece ser exatamente isso q vc fala e é bem provável q seja. O Bauman fala bastante disso, das incertezas e tal. E estamos todos mergulhados (literalmente) nessa bagaceira toda. Sinceramente, eu achava q as coisas eram mais de boas antes das redes sociais e elas deixaram muita gente num estado de apatia, de embotamento, iracundas, transtornadas, narcisistas, ansiosas. É muito raro ver alguém falando “as redes sociais” me fizeram uma pessoa melhor.

          2. Mas isso é culto a carga (das pessoas dizerem que as redes sociais as deixaram melhor/pior) porque não tem como mensurar o real efeito das redes nesse sentido. O que elas fizeram, pro bem e pro mal, foi aproximar pessoas e trazer outras opiniões (mais extremas, quase sempre) pra perto da gente (mesmo com as bolhas).

          3. Eu não tenho a menor dúvida que são nocivas, só tenho dúvidas do quanto ela age como gatilho e o quanto ela age como causa.

            Acho que é mais gatilho de outra coisa na vida.

            Um exemplo tosco seria o cara que tinha/tem obesidade mórbida e faz a cirurgia bariátrica. Ele começa a fazer exercícios e troca a compulsão por comida por uma compulsão por exercícios. A comida era o gatilho pra outra coisa e quando ele largou a comida, a compulsou tomou outro rumo. Continua sendo compulsão. Eu tenho uma tendência a achar que esse tipo de comportamento é ativado pela rede social, principalmente o Facebook, pelo ambiente que ela proporciona mas o motivo é outro (ou o problema de TAG é anterior ao Facebook na vida da pessoa).

            Essa é a minha dúvida central sobre o assunto.

      2. Em relação ao tempo, acho que é mais uma questão de hábito: você acostuma a sempre abrir o Facebook quando está no transporte público ou durante as pausas no trabalho, mas aí você acaba ficando lá mais tempo do que esperava. Sei lá, eu podia ter visto um episódio de uma série ou algo assim, mas acabo vendo timeline.

        No final, é aquela questão de remover distrações, que se multiplicaram tão rápido nos últimos anos. O Facebook em específico acho que tem pouco valor a maioria do conteúdo para mim e, eventualmente, ainda eu ficava meio irritado com algumas coisas que eu tinha que ler.

        Em relação a ansiedade não é tanto problema para mim, até porque as pessoas nunca curtiram muito mesmo o que eu posto haha. Mas agora percebi que postei uma foto que achei muito legal no Instagram e fiquei olhando para ver quantos likes e, aparentemente, não é tão boa assim. :p

        1. O tempo é um problema mesmo, eu nunca fui de ficar baixando timeline mas eu gastava um tempo em grupos de discussão e que, hoje em dia, eu deixei de perder porque sai desses grupos. A maior parte da minha interação no Facebook/Instagram é com gente conhecida.

          Eu gosto que me irritem as opiniões, prefiro isso do que a minha bola esquerdo-progressista que me faz crer que todo mundo pensa igual. Melhor irritação do que alienação, penso eu.

          1. Olha, acho importantíssimo estar por dentro e saber o que pessoas fora da minha bolha pensam, mas tão confortável a bolha. Vivia em uma enorme na UEM; o choque de realidade quando saí de lá foi bastante forte. Tento evitar redes sociais e jornais nos fins de semana para não ficar deprimido; certas declarações e posicionamentos são equivalentes a tomar um soco no estômago.

          2. Eu evito pessoas muito tóxicas mas gosto de ver opinião fora da minha confortável bolha.

            Aqui no Post Livre tem um link pro Reddit sobre uma discussão acerca do bloqueio da NET ao Pastebin e nesse link temos uma pessoa absurdamente tóxica (o autor do Rio de Nojeira) destilando toda a sua capacidade de ser tóxico no Reddit. Isso eu acho que não é legal, mas, entrar em contato com pessoas que apenas tem outra opinião ajuda muito.

          1. Na timeline, eu apenas achava um tanto desinteressante as coisas, mas em grupos que eu participativa me incomodava o que eu chamo de “burro inteligente”: pessoas que até sabem de alguma coisa, mas acham que sabem muito mais e ainda são mal educadas e impositivas.

            Ou eu ficava olhando foto de viagens e coisas “tranquilas” ou me irritava lidando com pessoas prepotentes, mas que não justificam tanta prepotência assim.

          2. antes de vc escrever eu já imaginava q iria achar engraçado a situação. dito e feito! consigo imaginar algumas dessas situações. a palavra caiu em desuso, mas esse é o comportamento típico do pedante. são figuras risíveis na maioria das vezes.

          3. Desonesto intelectual acho mais grave, eu chamo assim pessoas que recortam informação para ter um ponto, mesmo sabendo que está omitindo ou exacerbando algo.

            Nesse caso, é mais efeito Dunning-Kruger mesmo, a pessoa tem algum conhecimento e já se acha um especialista. O que nem acho um problema, tirando os prepotentes.

          4. Ah sim.

            Acho que esse tem muitos mesmo, mas eu me incomodo menos com eles do que os desonestos.

          1. Conheço sim, mas desse ângulo nunca tinha reparado.
            Essa sua foto me levou direto para essa propaganda da década de noventa. Nem sei se vc era nascido.

            Essa figura do pombo-paulista, do cara q reclama da cidade, mas sem ser chato, desapareceu. Agora só tem o chato reclamão mesmo.

            https://www.youtube.com/watch?v=d33NEkN1Ryc

          2. Muito boa suas fotos, como você faz esse P&B. É nativo da câmera?

          3. qdo a foto é no contra-luz fica mais fácil fazer os ajustes depois.
            eu não uso uma câmera nativa. pelo q eu saiba, uma das poucas disponíveis é uma leica monochrom (caríssima!). eu altero no photoshop. aliás, faço o mesmo q fazia qdo tirava fotos usando filmes para levá-los aos ampliadores: recorto e altero o contraste. o photoshop, claro, permite mais ajustes, pq as fotos são originalmente coloridas e em raw, mas eu não gosto de perder muito tempo com isso. eu vejo alguns tutoriais e os caras passam um tempão fazendo ajustes. fica bom, claro, mas acho desnecessário. a única coisa q eu faço é deixar a câmera em p&b no visor dela, assim eu já vejo mais ou menos como elas vão ficar depois do ajuste. poxa… bem q eu queria uma leica monochrom. se eu ficar rico vou na loja da leica aqui em sp, de bermuda e chinelão, só para os caras fazerem pouco e depois eu sacar do bolso, como os funkeiros fazem, os maços de cem… e ainda vou levar duas. uma pra mim e outra pra minha sobrinha de 10 anos.

          4. Achei isso e olha… O resultado é muito bom e ele tem um sensor monochrome q garante esses bons resultados em p&b. Parece bem interessante e só umas 40 vezes mais barato q uma camera leica.

        2. Falando sério: no transporte público, gosto de me ocupar com os meus pensamentos ou de leituras consistentes. Ver o outras pessoas dizem é legal, CLARO, mas tem limite. E o transporte público, pra mim, é um intervalo importante. Eu tb gosto de ver o q as pessoas estão fazendo enqto se deslocam – sem ficar bisbilhotando feito um maníaco, claro.

          1. Transporte público eu faço isso porque qualquer coisa que me obrigue a ler ou me concentrar me deixa enjoado. Só consigo ouvir música/podcast mesmo.

          2. Ás vezes eu tb fico com um pouco de dor de cabeça lendo no transporte aí fico sem ver nada mesmo.

    4. Semana passada eu desativei o Facebook e o Instagram, fiz isso porque tô com meu TCC super atrasado e como sou procrastinador nato, toda vez que eu tinha que sentar pra escrever, ficava dando uma espiada nas redes.
      O Instagram ainda tá desativado, mas tive que reativar o Facebook dois dias depois. Tive que voltar ao Facebook por causa dos grupos, eles são muito úteis na hora de tirar certas dúvidas e receber informações (principalmente da faculdade, vagas de emprego e tutorias pro PC e celular). Da faculdade e empregos já tô migrando pra grupos do WhatsApp (embora deteste o formato deles, e não tenha muita paciência pra ler todas as mensagens). Tô pensando em reativar o Instagram porque lá tem pessoas mais intimas e próximas a mim interagindo, do que no Facebook e deixar esse último desativado.
      O problema é que eu me considero um viciado na timeline do Facebook, lá é meu principal agregador de portais de noticias e outros interesses meus, e eu fico ansioso quando começo a me sentir “desinformado”, o que acaba sempre me fazendo correr pras garras do Zuckerberg. Tô tentando migrar pro Flipboard como principal agregador de notícias, mas ainda não me acostumei.
      Enfim, acho que a gente nunca percebe quando um hábito que parece tão banal pode afetar nossas vidas, até precisar nos confrontar com ela e mudar de hábito.

      1. Putz, sobre TCC. Lembrei do meu. Alguém conhece alguma empresa que usou blockchain para cadeia de suprimentos ou valor no Brasil?

        Queria mudar meu TCC para esse tema, mas não tenho dados, logo se torna uma revisão bibliográfica, logo volto pro meu tema atual

      2. O que você falou sobre agregador de notícias acho que você poderia optar pelo Twitter. Acho bem bacana, além de você poder criar listas onde você verá conteúdos apenas dos Perfis que você selecionar, ex: criar uma lista apenas de Política, daí sua Timeline será apenas de notícias.

        1. Basicamente, foi o que eu fiz. Criei listas no Twitter e depois associei a conta e as listas ao Flipboard.

      3. Pra notícias eu uso o Telegram até hoje. Só procurar os grupos como BBC e El País ou dos veículos que você usa.

        Secundariamente eu uso o Feedly com os meus velhos RSS =)

        1. Não consegui achar a BBC… no Telegram, mas vc sugere algum bom canal para acompanhar o q se passa no mundo? Especialmente fugindo do noticiário dos EUA?

    5. Como o Paulo disse, pessoas. Mas, para mim, não qualquer pessoa: pessoas locais.

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