A abordagem do Bluesky para moderação, que pretende criar um mercado de serviços do gênero, é interessante, mas tem uma lacuna óbvia que, no anúncio desta semana, é mencionada de passagem no último parágrafo: quem vai querer assumir essa bucha?
Pessoas e empresas esperam um nível mínimo de moderação. (Coisa que, a bem da verdade, o Bluesky oferece.) A ideia é que serviços independentes que se “empilham” a essa camada básica sejam lançados e criem um mercado, mais ou menos como o que se criou com os algoritmos de recomendação, ou feeds personalizados — já são +40 mil.
O problema é que um serviço de moderação é um trabalho contínuo, desgastante e ingrato, pois invisível — só é bem feito quando ninguém o percebe.
No post oficial, a equipe do Bluesky diz que os serviços de moderação “provavelmente começarão como projetos operados pela comunidade”, mas que “nada impede que um deles tenha assinantes pagantes”. Via Bluesky (em inglês).