Português é o segundo idioma mais popular (de longe!) no Buttondown

A parceria deste Manual do Usuário com o Buttondown, serviço de newsletters estadunidense, foi renovada pela segunda vez. O Buttondown seguirá patrocinando o diretório de newsletters brasileiras e a série de entrevistas com gentes de newsletters.

Na conversa para renovar a parceria, Justin Duke, fundador e CEO do Buttondown, revelou-me que o português é “de longe o nosso idioma/local [Brasil, no caso] mais popular depois do inglês”, e que “só posso pressupor que vocês [o Manual] são um dos grandes motivos disso”. Fiquei lisonjeado com o comentário e contente com os resultados

(Marcas brasileiras, vejam o que vocês estão perdendo! Anunciem no Manual.)

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Lerama v2 ganha feeds, novo visual e ferramentas de gerenciamento

O Lerama, diretório de blogs pessoais brasileiros, ganhou uma grande atualização, cheia de recursos, pelas mãos do Renan Altendorf.

A maior novidade é o novo feed geral (RSS, JSON), que engloba todos os posts de todos os blogs cadastrados.

O feed geral é útil mesmo a quem não acompanha sites/blogs por feeds. É que ele viabiliza algumas automações bacanas, como os novos perfis do Lerama no Bluesky e no Mastodon: sempre que um post novo sai, esses perfis divulgam o link.

O Lerama v2 tem um visual novo, com filtro por blog e mecanismo de busca. Do nosso lado, na administração, o painel ficou mais completo, com novas opções de edição que, antes, só eram possíveis mexendo direto no servidor.

Criado para fomentar os blogs no Brasil, o Lerama já conta com 27 blogs pessoais. Tem um? Sugira-o enviando um e-mail para ghedin@manualdousuario.net.

O código-fonte do Lerama v2 é licenciado pela GPLv3 e está disponível neste repositório.

Embelezando o texto na web

Mais um capítulo da série “fascinado com os detalhes do CSS”, desta vez com o atributo text-wrap: pretty e o cuidado dos navegadores para determinar as quebras de linhas, “rio tipográfico” (não conhecia o conceito) o comprimento da linha final.

O Safari é o penúltimo grande navegador a implementar o text-wrap: pretty, novidade anunciada em um post super detalhado (em inglês), interessantíssimo. “Pretty”, em inglês, significa “bonito”; achei belo a especificação do CSS delegar a cada navegador as decisões para apresentar texto embelezado por ele.

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Detalhe do ícone de uma seta à direita e o rótulo “Continuar“, repetido à direita mostrando a diferença em píxeis (17 contra 19) do distanciamento do ícone para as bordas do botão.
Imagem: Manual do Usuário.

Ah, a boa e velha atenção aos detalhes da Apple! Após atualizar o macOS para a versão 15.4.1, somos brindados com mais um pedido para ativar a Apple Intelligence e esse ícone de uma seta visivelmente desalinhado.

ChatGPT consegue adivinhar o local de fotos

Não que eu me orgulhe disso, mas a verdade é que perdi o fio da meada dos lançamentos da OpenAI. Na quarta (16), a empresa anunciou dois novos modelos, o3 e o4-mini, com curiosos desdobramentos.

O o3 é definido pela OpenAI como “o nosso mais poderoso modelo de raciocínio”; o o4-mini, um “modelo menor otimizado para raciocínio rápido e eficiente em custo”. Ambos são acessíveis pela interface do ChatGPT e são capazes de lidar com vários ferramentais, como a análise de arquivos enviados.

Um dos exemplos dados pela OpenAI no anúncio oficial, do tipo “pensar com imagens”, parece ter disparado uma nova febre: descobrir a localização de imagens a partir delas próprias, uma espécie de pesquisa reversa ou, como tem se falado nas redes sociais, “o fim do Geoguesser”.

O TechCrunch notou que o o3 não é muita coisa melhor que o GPT-4o, um modelo anterior e mais rápido, e que não é perfeito, errando os locais de várias imagens e, às vezes, sequer conseguindo dar um palpite. De qualquer modo, às vezes essa capacidade do ChatGPT assusta e cria, desde já, um novo vetor de paranoia com privacidade online: não basta mais limpar os metadados de fotos.

Pela própria natureza dos LLMs, é muito difícil distinguir avanços genuínos do entusiasmo da torcida. O Techmeme, um agregador do noticiário e de reações de gente da indústria da tecnologia, pescou este comentário de alguém no X:

Estou obcecada com o3. É muito melhor do que os modelos anteriores. Ele acabou de me ajudar a resolver uma questão psicológica/emocional com a qual tenho lidado há anos em três conversas (uma que não é socialmente aceitável compartilhar, e aqueles com quem eu compartilhei não ajudaram/não poderiam ajudar).

Fico me perguntando que tipo de “questão psicológica/emocional com a qual tenho lidado há anos” uma conversa com uma IA lançada há poucas horas poderia resolver.

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A blitz de lançamentos da OpenAI está surtindo efeito. Em março, puxado por “trends” como a do estúdio Ghibli e a das caixas de bonequinhos, o ChatGPT foi o aplicativo mais baixado do mundo, segundo a consultoria Appfigures, desbancando Instagram e TikTok, líderes habituais nos últimos meses.

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Nesta quinta (17), o Google liberou o Gemini 2.5 Flash, que “oferece uma grande atualização nas capacidades de raciocínio, ao mesmo tempo em que continua a priorizar a velocidade e o custo”. Talvez esse novo modelo consiga adivinhar a cor das nossas roupas íntimas e trazer a paz mundial.

O julgamento que pode separar Instagram e WhatsApp da Meta

Os julgamentos de casos antitruste nos tribunais estadunidenses talvez sejam a maior contribuição do país à humanidade depois dos ovos beneditinos e da Hollywood dos anos dourados.

Nesta segunda (14), teve início um dos mais aguardados dos últimos tempos, em que a Federal Trade Commission (FTC, espécie de Cade dos EUA) acusa a Meta de monopolizar o mercado de redes sociais pessoais, barrando concorrentes em potencial com as aquisições bilionárias de Instagram e WhatsApp. Um dos possíveis “remédios” é o desmembramento da empresa, restabelecendo Instagram e WhatsApp como alternativas independentes e rivais do Facebook.

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FBI: O perigo em usar conversores de arquivos online

Em abril de 2024, o WordPress 6.5 trouxe, entre outras novidades, suporte nativo ao formato de imagens *.avif.

Pessoas normais só se importam com formatos de arquivos de imagens quando topam com incompatibilidades — a Apple e seu *.heic para fotos tiradas com o iPhone é, acho, a maior força de ~conscientização nessa frente. Eu, que sou anormal, passei meses refletindo se as vantagens evidentes do *.avif se sobrepunham à universalidade de antecessores menos eficientes, como *.jpg e *.png.

Faz algumas semanas, decidi dar o salto e adotar o *.avif para (quase) todas as imagens deste Manual.

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