Entrevista com Luri, da newsletter Puxadinho do Luri

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Puxadinho do Luri

Fale um pouco de você, Luri.

Eu sou o Luri, artista do subgênero: escritor. Atuo como produtor de conteúdo há cerca de 15 anos, tendo feito projetos variados para marcas como Natura, Boticário, Havaianas e Bradesco.

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Fala-se muito da incapacidade do Google em acertar a mão com apps de mensagens. O que falar da Microsoft? O fim do Skype (em 5 de maio) é só o último capítulo da lenta deterioração de um bom serviço muito querido até a Microsoft comprá-lo por US$ 8,5 bilhões, em 2011. E nem vou falar dos equívocos com o MSN Messenger, ou do fato de que o Teams só tem usuários porque as empresas obrigam os funcionários a usá-lo.

Comentei de brincadeira no grupo do Manual que estava há XX dias sem…

Comentei de brincadeira no grupo do Manual que estava há XX dias sem mexer no leiaute do blog e não é que o Renan foi lá e fez uma versão atualizada em tempo real!? O site pega os dados do repositório do tema, no GitHub, e atualiza o contador. (O recorde até agora é de 0️⃣4️⃣ dias sem mexer no leiaute.)

Um aviso: este não é um modelo de raciocínio e não vai esmagar benchmarks. É um tipo diferente de inteligência e há uma magia nela que eu nunca senti antes. Estou animado para que as pessoas experimentem!

— Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI, no anúncio do novo (e caríssimo) modelo GPT 4.5.

O tom messiânico parece ter dado lugar à mágica — que, como se sabe, é pura ilusão de ótica.

O GPT 4.5 não é melhor que qualquer outro modelo, incluindo os da própria OpenAI e os da DeepSeek. A “boa notícia”, segundo Altman, é que trata-se do “primeiro modelo que, para mim, parece falar como uma pessoa atenciosa”. Aquela conversa de não antropomorfizar IAs? Bobagem.

Via Pivot to AI.

Este commit, no repositório do site da Mozilla, remove todas as referências ao compromisso em não vender dados pessoais no Firefox. No arquivo structured-data-firefox-faq.html, da sessão de perguntas e respostas, a pergunta (removida) “O Firefox vende seus dados pessoais?” terminava dizendo que “Isto é uma promessa”. A pergunta e a promessa já não constam no site.

Relacionado: Por que agora, Mozilla?

Floor796 é uma cena animada que mostra a vida de várias personagens no…

Floor796 é uma cena animada que mostra a vida de várias personagens no 796º andar de uma enorme estação espacial.” Clique em um personagem para saber quem ele é. O projeto é um hobby mantido desde 2018 e com atualizações frequentes — a última foi há três dias.

Por que agora, Mozilla?

A Mozilla apresentou termos de uso para o Firefox. É a primeira vez que o navegador tem um documento do tipo, incomum em navegadores FOSS. Os termos de uso vieram acompanhados de uma política de privacidade atualizada.

Em um adendo no blog onde anunciou a novidade, a Mozilla esclarece que a cessão de certos direitos e permissões, prevista nos termos de uso, não significa propriedade dos dados ou o direito de uso do que acontece no navegador fora dos casos previstos na política de privacidade.

Esse tipo de confusão é normal. Serviços web e aplicativos precisam dessa garantia para operarem com dados dos usuários.

A política de privacidade prevê diversos casos de uso meio decepcionantes, em especial os ligados à iniciativa de “links patrocinados” (ainda indisponível no Brasil) e que envolvem marketing de produtos e inteligências artificiais generativas.

É preciso reconhecer que os dois textos são legíveis, relativamente fáceis de entender por serem livres de “juridiquês”. Também é possível desativar a maioria das (todas?) opções mais invasivas.

Por outro lado, esse anúncio soa como uma contradição ao “ethos” da Mozilla, ou o que se pensa sê-lo; uma contradição com os ideais de quem está atento e se importa com a monopolização da web pelo Google/Chromium e tem, no Firefox, uma espécie de bastião da web aberta.

“Por que agora?”, a Mozilla pergunta no blog. “Embora tenhamos ao longo da história confiado em nossa licença de código aberto para o Firefox e nos compromissos públicos com você, estamos trabalhando em um cenário tecnológico muito diferente hoje. Queremos tornar esses compromissos abundantemente claros e acessíveis.”

É tudo uma questão de perspectiva, claro. Nesse “cenário tecnológico muito diferente”, acho eu que as práticas históricas da Mozilla no contrato com os usuários seriam mais importantes do que jamais foram. Seguir a manada e sujar-se com a publicidade programática acaba com os (poucos) diferenciais que o Firefox ainda sustenta.

Os termos de uso não alcançam o código do Firefox, o que significa que “forks”, navegadores alternativos baseados no da Mozilla, não estão sujeitos a eles. Recomendo o LibreWolf em computadores. O projeto tem por propósito oferecer um Firefox livre do braço comercial da Mozilla e que priorize a privacidade. (E já vem com a extensão uBlock Origin pré-instalada.)

O LibreWolf pesa a mão na privacidade, o que gera alguns transtornos em uso normal da web. Para evitá-los, recomendo desativar a proteção contra fingerprinting (RFP).

Para o Android, o IronFox é recomendado pelo pessoal do LibreWolf. Outra alternativa, menos focada em privacidade acima de tudo, é o Fennec, disponível na F-Droid.

O que eu uso (2025)

Esta quarta edição do raio-x anual das coisas — dispositivos e softwares — que uso é um pouco… estranha.

Estava no meio de uma “transição”, tentando sair do iOS e do ecossistema da Apple para um baseado em software livre. Talvez fosse mais fiel se intitulasse este texto “O que uso e pretendo usar (2025)”. Decidi, no fim, manter o padrão, o que acabou sendo positivo por me dar conta de que a transição em si e aspectos relacionados estava me fazendo mal. Mais detalhes neste outro texto — talvez seja melhor lê-lo antes.

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Obsessão

Tenho usado o Manual do Usuário como desculpa para mergulhar em algumas obsessões improdutivas. Quando digo “obsessões”, é a sério, num sentido quase ou talvez clínico.

Não é só culpa deste site, acho. Minha “dieta informacional” — blogs de estrangeiros preocupados com minúcias como qual app usar para isso e aquilo, canais de YouTube que analisam em detalhes celulares que uma pessoa normal não conseguiria distinguir dos cinco modelos anteriores e coisas do tipo — meio que criaram uma realidade paralela a princípio atraente, mas que a certa altura tornou-se sufocante.

Gasto uma quantidade de tempo nada saudável pensando em onde hospedar meus arquivos e e-mails, em alternativas livres/FOSS a produtos que já tenho e que me são perfeitamente funcionais, atento e testando novos aplicativos que prometem ser melhores que os que já uso e me satisfazem.

A maior e mais recente manifestação dessa obsessão foi a troca do meu iPhone por um celular Android.

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Fascinado com esta coleção de fontes pixeladas

Fascinado com esta coleção de fontes pixeladas. O preço (US$ 4 cada) é uma pechincha, em especial porque a licença dá direito a uso comercial.

Em julho, em Salvador (BA), será realizada a segunda edição da WikiCon Brasil, conferência para a comunidade brasileira da Wikipédia, organizada pelo Wiki Movimento Brasil. Desta vez, o evento terá “uma direção mais propositiva, alinhada ao crescente interesse da comunidade pela governança digital”. Parece-me uma ótima direção! Mais detalhes na Wikipédia.

A Microsoft estava testando uma versão gratuita com anúncios (incluindo em vídeo) de Excel, PowerPoint e Word, com vários recursos básicos bloqueados e que só salvava arquivos no OneDrive.

Após a repercussão negativa, a empresa enviou um posicionamento a alguns sites afirmando que não tem a intenção de lançar esse Office zoado. É curioso tanto esforço para desenvolver algo e colocar esse algo para testes públicos sem ter a intenção de comercializá-lo… não?

Em momentos assim, é sempre bom lembrar de alternativas abertas e gratuitas, em especial o LibreOffice.

Este cara recriou o jogo “Pong” em 240 abas de navegador — e, o mais legal…

Este cara recriou o jogo Pong em 240 abas de navegador — e, o mais legal, contou como fez de um jeito bem didático.

Mais conhecida por suas lentes, a Sigma anunciou uma nova câmera, a…

Mais conhecida por suas lentes, a Sigma anunciou uma nova câmera, a Sigma BF (vídeo), que parece saída de um dos antigos comerciais da Apple estrelados por Jony Ive. Ela é feita a partir de um bloco de alumínio, tem uma interface elegante, com botões e feedback tátil, e vem com 230 GB de memória interna, não expansível, para as fotos e vídeos. Sai lá fora em abril, por US$ 1.999 (~R$ 11,5 mil) num kit sem lente. (Se serve de consolo, apesar de bonita, parece desconfortável.) (Valeu pela dica, Gabriel!)

Tasks é o melhor app de listas de tarefas para Android

Logo do Tasks, um “check” branco dentro de um círculo azul.

Minha busca terminou: acho que encontrei um bom aplicativo de listas de tarefas e lembretes para Android. É o Tasks (.org; não confundir com o Google Tasks).

Interface simples, mas com recursos avançados, o Tasks é exclusivo para Android e oferece várias maneiras de sincronizar as listas e tarefas com outros apps.

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