Surpreendendo absolutamente ninguém, o Pinterest é a última plataforma social comercial a alterar sua política de privacidade a fim de usar conteúdo dos usuários para treinar inteligências artificiais generativas.

Ao site Futurism, um porta-voz do Pinterest disse que nada mudou (eles treinavam IAs sem aviso prévio?) e que quem tiver insatisfeito tem a opção de “opt-out” (é sempre a mesma história).

Eu achava que o Pinterest era um agregador de conteúdo de fontes alheias, ou seja, sem conteúdo original, do tipo que os usuários detêm os direitos. Não que respeitar direitos autorais seja prática comum entre empresas de IA. Ainda assim, a cara de pau impressiona.

As pessoas realmente anseiam por IA no celular?

A tarde da sexta-feira é o horário favorito das empresas para despejar más notícias. Na última (7), a Apple informou que a Siri com IA generativa, um dos destaques da Apple Intelligence, “levará mais tempo do que pensávamos” para chegar ao mercado, o que só deve acontecer “no ano que vem”. A notícia foi passada, em nota, ao blogueiro John Gruber e à Reuters.

Não me recordo de outro lançamento da Apple tão atabalhoado quanto o da Apple Intelligence, marca criada para abrigar os recursos de inteligência artificial da empresa.

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Destaques do Manual passam a ser distribuídos por notificações no celular e computador

Se você curte os textos e podcasts do Manual do Usuário, mas vive esquecendo de acessar o blog (e não usa iPhone1), agora é possível receber os nossos destaques por notificações push no celular e/ou no computador.

Acesse o link acima ou clique no ícone do sino, ali no menu principal, para acessar a página de inscrição e cancelamento. É só apertar o botão do que você deseja fazer. Fácil, rápido, opcional e sem burocracia para cancelar o recebimento — ninguém aguenta notificações não solicitadas.

Os envios de notificações são manuais, ou seja, é feita uma curadoria para notificar apenas os posts mais legais e/ou úteis e, igualmente importante, para não entupir seu celular de notificações.

O Manual oferece outros canais de distribuição à margem das plataformas comerciais, como newsletter e perfis no fediverso.

  1. Até dá para oferecer notificações push de sites no iPhone, mas é burocrático (a pessoa tem que “instalar” o site como PWA) e caro (precisa de uma conta de desenvolvedor, US$ 99/ano).

A atualização de março do Android trouxe suporte a Linux nos celulares Pixel 9, do Google. Trata-se do Debian, por ora apenas em linha de comando, virtualizado. A expectativa é de que o Android 16 dê suporte a interface gráfica e expanda o acesso ao Linux a qualquer celular capaz de executá-lo.

Não se sabe ao certo as intenções do Google com esse movimento. Transformar o Android em um sistema para computadores, na linha do Samsung DeX? Ou dar acesso a aplicativos Linux em celulares? Ou ambos? Curioso, de qualquer forma. Segundo o Android Authority, a Samsung não inclui em seus celulares as APIs de virtualização (Android Virtualization Framework) usadas nesta implementação do Linux pelo Google.

Após quatro meses desempregado e algumas candidaturas frustradas a um novo emprego, Gildásio Filho, criador do deck.blue, um cliente para Bluesky que lembra o finado Tweetdeck, vai tentar viver da sua criação.

Os quase 1 mil usuários pagantes já sustentam “aluguel e comida”, mas o valor não se equipara ao salário que recebia no emprego anterior. Gildásio mexeu nos planos pagos do deck.blue e nos recursos oferecidos em cada um deles. A assinatura é feita via Patreon.

A mediana de vídeos hospedados no YouTube tem 41 visualizações — sim, quarenta e uma. Esse e outros dados, expostos em vários gráficos neste site, vêm de uma amostragem aleatória e representativa obtida pela Iniciativa para Infraestrutura Pública Digital, Universidade de Massachusetts Amherst. Esta matéria da BBC (em inglês) conta mais do “mundo invisível sob a sombra do algoritmo do YouTube”.

O texto original mencionava “média”, quando na real o dado se refere à mediana. Obrigado pelo toque, Gabriel!

Apps novos e atualizados

1Password: O app agora apresenta senhas salvas com base na localização física. Tem até um mapa com as senhas em seus respectivos locais. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Firefox 136.0: As abas verticais nativas chegaram ao Firefox. / Linux, macOS, Windows

Ivory 2.3: Suporte a notificações agrupadas e a outras aplicações além do Mastodon, como GoToSocial. / iOS, macOS

KeePassXC 2.7.10: Os destaques são o novo importador de senhas do Proton Pass e a opção de alterar o tamanho da fonte da interface. / Linux, macOS, Windows

OpenCloud: Novo fork do OwnCloud, com foco em simplificar o gerenciamento de arquivos e oferecer uma interface agradável. / Web

Thunderbird 136.0: Melhorias no modo escuro e outras menores. Esta versão marca a mudança do ciclo de lançamentos mensal como padrão para o Thunderbird. / Linux, macOS, Windows

Entrevista com Bruno Capelas, da newsletter Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais

Qual é a sua newsletter?

Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais.

Fale um pouco de você, Bruno.

Sou jornalista e atuo como freelancer há dois anos e meio. Durante a maior parte da minha carreira, trabalhei cobrindo tecnologia no Estadão, onde fui repórter e editor do Link. Também trabalhei à frente da comunicação do Canary, gestora de investimentos de venture capital. Hoje, colaboro com veículos como GQ, Piauí, Exame, Estadão e Cajuína, além de realizar projetos de comunicação e conteúdo para marcas. Nas horas vagas, toco projetos como o Programa de Indie, podcast focado em música alternativa, colaborações sobre música e cultura pop para o Scream & Yell, bem como a newsletter.

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Um protetor de tela inspirado na estética de “Neon Genesis Evangelion” que…

Print do protetor de tela com relógio e a estética de Neon Genesis Evangelion.

Um protetor de tela inspirado na estética de Neon Genesis Evangelion que em vez da duração da bateria do EVA, exibe a hora do computador (apenas macOS). Dica do Danilo.

Faz uns três anos que o protetor de tela não é atualizado e ele pode dar erro em versões mais recentes do macOS. Instale por sua conta e risco — mas, se aceita um conselho, não instale.

Na mesma linha, tem este timer que roda no navegador com várias opções de personalização. Detalhes no repositório do projeto.

Thunderbird foca em lançamentos mensais e confirma versão para iOS

O Thunderbird 136.0, lançado na terça (4), traz melhorias no modo escuro, filtros no menu de contexto do painel de pastas, uma nova área Aparência nas configurações e outras pequenas melhorias e correções.

O mais importante, porém, é que esta versão inicia uma mudança importante no modelo de distribuição. O canal Release, com atualizações mensais, passa a ser o padrão, substituindo o ESR (anuais). Por ora, apenas instalações manuais podem ser convertidas; as distribuídas por lojas de apps e repositórios ficaram para depois. O procedimento é descrito nesta página (em inglês).

Em tempo: o social media do Thunderbird está tendo trabalho para avisar a incautos que o app não adotará os termos de uso do Firefox.

Em tempo 2: vem aí o Thunderbird para iOS. O trabalho ainda é bem incipiente e a expectativa é ter uma versão alpha acessível ao público no final do ano. E “para dosar expectativas de antemão, as funcionalidades [no iOS] serão bem básicas” porque será um app feito do zero.

Chrome, Manifesto v3 e o fim da linha para a extensão uBlock Origin

O Google começou a desativar extensões do Chrome que dependem do Manifesto v2, especificação usada pelos desenvolvedores para acessar recursos do navegador web e obter permissões. Uma das afetadas é a popular uBlock Origin (uBO), que serve para bloquear anúncios, rastreadores e todo tipo de conteúdo indesejado.

O Manifesto v3, apesar das suas vantagens, descarta recursos de que a uBO depende para funcionar direito. O Google já avisou que todas as instalações do Chrome estarão livres do Manifesto v2 até junho de 2025.

Diante desse cenário, o que fazer?

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A Tapbots informou que está desenvolvendo o Phoenix, um app de iOS e macOS para acessar o Bluesky — nos mesmos moldes do que o Ivory é para o Mastodon e o Tweetbot foi para o finado Twitter. Deve ser lançado em meados de 2025.

O problema do SafetyCore, app que “brotou” em celulares Android

Seu celular é Android? Se sim, é provável que tenha aparecido um novo app aí chamado SafetyCore. Anunciado pelo Google em outubro de 2024, a empresa expandiu sua disponibilidade por esses dias.

O SafetyCore se destina a dispositivos que rodam Android 9 ou posterior, ocupa ~2 GB do armazenamento e, segundo o Google, “fornece infraestrutura comum que apps podem usar para proteger os usuários de conteúdo indesejado”. Ainda segundo a documentação (somente em inglês), “a classificação do conteúdo roda exclusivamente no dispositivo e os resultados não são compartilhados com o Google”.

Quase ninguém lê avisos, alertas, quiçá a documentação de um app ou sistema operacional. O que não passa batido é um novo ícone entre os apps do celular que “brota” da noite para o dia. O SafetyCore é motivo para preocupação?

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Museu de Todas as Coisas

Inspirado por vídeos educativos a que assistia quando criança, Willow Wolf criou o Museu de Todas as Coisas, um espaço virtual quase infinito que simula um museu usando dados da Wikipédia. “Quero recuperar a promessa de que a internet pode ser um lugar de aprendizado e exploração sem fim”, diz ele. Gratuito, para Linux, macOS e Windows.

“Novos” atalhos no teclado do velho macOS

Eu adoro e faço bom uso de atalhos no teclado, o que me leva a aprendê-los com grande interesse e a “treinar” seus usos a fim de assimilá-los à minha rotina. Isso explica, também, meu apreço pelo macOS e seus atalhos globais — alguns são complicados à primeira vista, um problema menor que é compensado pela uniformidade.

Mesmo usando o macOS há mais de dez anos, descobri dia desses, nesta lista, alguns novos (para mim).

Por exemplo, Command + Shift + /, um atalho para a busca nas opções do menu do aplicativo em foco. (Esse é outro recurso muito maneiro do macOS.) Em apps com muitas opções, como editores de vídeo, áudio e planilhas, às vezes é mais fácil usar essa busca do que fuçar nos menus. Agora consigo acioná-la sem tirar as mãos do teclado!

Os “novos” atalhos mais úteis, porém, são os das caixas de diálogo para salvar/descartar alterações em arquivos.

Até agora, eu só conhecia o Return para confirmar a opção em destaque (o botão azul). Quando queria apagar o arquivo ou descartar as alterações, precisava do mouse. Não mais:

  • Command + Backspace apaga o arquivo.
  • Command + D descarta as alterações/não salva o arquivo.

Bônus: o atalho Command + . (ponto final) cancela a opção. (É o mesmo resultado de apertar a tecla Esc, que me parece mais fácil.)

A lista é enorme e recheada de atalhos pouco óbvios. No mesmo site há outra de ferramentas de linha de comando para o macOS e 40 dicas para o iOS.