O Google tem feito um trabalho interessante de localização no Brasil na frente de pagamentos. Em novembro, a empresa lançou pagamentos com QR code para cartões cadastrados em sua carteira, uma alternativa a aparelhos sem um chip NFC, e anunciou nesta quarta (29) que a Play Store vai aceitar pagamentos por Pix em algum momento futuro. Via Mobile Time (2).
Notas
O TinyLetter será encerrado. Que pena.
Muito antes do Substack surgir, quem queria ter uma newsletter sem gastar nada tinha ali uma opção decente, que parou no tempo depois de adquirida pelo Mailchimp, em 2011, mas que continuou funcionando, apesar de tudo.
Daria até para argumentar que o abandono do Mailchimp foi uma bênção. A interface ficou datada? Sim, e aquele iPhone 5 na home do site não me deixa mentir.
Existe, porém, um universo alternativo em que o TinyLetter cresceu e, em algum momento, um techbro diz que não se trata de apenas newsletters, que “a ideia central por trás é muito maior”. (Essa é uma citação literal de um dos co-fundadores do Substack ao Washington Post, por ocasião do lançamento de novidades para vídeos. Triste dia para as newsletters.)
O TinyLetter será encerrado em 29/2/2024. Quem quiser continuar com o Mailchimp tem uma conta aguardando. E se alguém aí preferir usar uma alternativa mais saudável, o Buttondown, parceiro do clube de descontos do Manual, está migrando contas do TinyLetter. Via Mailchimp (em inglês).
Nesta sexta (1º), o Google começará a excluir contas inativas, ou seja, que não são usadas há mais de dois anos. Os critérios para que o Google defina uma conta como tal são bem rígidos, o que significa que a ação não deverá causar muitos transtornos. De qualquer modo, vale a pena revisar a(s) sua(s). (A exclusão só afeta contas pessoais; corporativas ou de estudantes, não.) Via Google.
O momento, com o YouTube declarando guerra aos bloqueadores de anúncios (e usuários), não poderia ser mais oportuno para uma nova versão do PeerTube, um sistema de código aberto para publicação de vídeos e streaming ao vivo na web. A versão 6 traz um punhado de pequenas novidades úteis no dia a dia, como capítulos, proteção por senha e reenvio de vídeos, trabalhadas seguindo sugestões e pedidos dos próprios usuários. Via Framasoft (em inglês).
Os vídeos do Manual são publicados, além do YouTube, em uma instância do PeerTube.
Curioso o novo modelo de negócio do Evernote: extorquir os usuários (os que sobraram) que têm +50 notas armazenadas e não pagam mensalidade. Talvez funcione no curto prazo, mas suspeito que muita gente vai trocar o app por um dos zilhões de outros parecidos ou iguais sem esse tipo de limitação no plano gratuito. Via TechCrunch (em inglês).
Curioso que para veicular anúncios, a Meta consegue ler nossos pensamentos, mas quando é para detectar crianças usando o Instagram, o negócio fica “complexo”. Via New York Times (em inglês).
O LineageOS, uma “ROM” alternativa do Android, está instalado em apenas 1,5 milhão de dispositivos. É uma gota no oceano de (no mínimo) 2,5 bilhões de dispositivos com esse sistema no mundo.
O projeto dá uma sobrevida a celulares antigos, mantendo-os atualizados e seguros mesmo após perderem o suporte da fabricante. É o tipo de solução que talvez não seja simples dentro de uma empresa, mas muito mais eficaz no combate à catástrofe climática do que… sei lá, tirar cabos e carregadores da caixa de celulares novos.
O velho Moto G7 Play que uso para testes parou de receber atualizações da Motorola em fevereiro de 2021, com o Android 10. Graças ao LineageOS, rodo nele o Android 13 com atualizações regulares de segurança — a mais recente foi liberada nesta quarta (22). Via 9to5Google (em inglês).
Google e Meta anunciaram que, em 2024, o backup do WhatsApp em celulares Android passará a contar no espaço gasto na conta Google — no plano gratuito, de 15 GB. Imagino que muita gente vai ingressar no meu movimento de um digital mais efêmero sem ao menos saber. Via Central de ajuda do WhatsApp.
O Dicionário de Cambridge elegeu o verbo “alucinar” a palavra do ano. No caso, a nova definição usada no contexto da inteligência artificial: “Quando uma inteligência artificial alucina, ela produz informações falsas.” Via Universidade de Cambridge (2) (em inglês).
O fim de semana pareceu um episódio de Succession na OpenAI, com tentativas de restabelecer Sam Altman como CEO, de derrubar o conselho que o demitiu na sexta (17) e uma interferência forte da Microsoft, maior financiadora da startup e dona de quase 50% do braço comercial da OpenAI, pega de surpresa pela demissão do executivo.
No fim, o conselho prevaleceu e apontou um novo CEO (Emmett Shear, co-fundador e ex-CEO da Twitch), e a Microsoft levou Altman, Greg Brockman (co-fundador e ex-presidente da OpenAI) e “colegas”, para “liderarem uma nova equipe de pesquisa em IA avançada” dentro da empresa. Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse ainda que sua empresa segue comprometida com a OpenAI. Via @satyanadella/LinkedIn, The Verge (em inglês).
Atualização (11h): A versão original desta nota afirmava que a Microsoft detém quase 50% da OpenAI. Na real, ela detém quase 50% do braço comercial, com intuito de lucro, da OpenAI. (A estrutura corporativa da OpenAI é uma salada.) Perdão pelo deslize!
Apple, Comcast, Disney, IBM, Lionsgate, Oracle, Paramount Global, União Europeia, Warner Bros Discovery suspenderam a veiculação de anúncios no Twitter (ou X) porque o dono, Elon Musk, demonstrou (no mínimo) simpatia ao antissemitismo e ao supremacismo branco em interações na plataforma.
Quando empresas desse calibre acham que um lugar é radioativo a ponto de quererem distância, talvez seja o momento de você, de nós procurarmos outro canto para passar o tempo na internet… Via Axios, Associated Press, New York Times, CNBC (em inglês).
Hoje descobri que a rede de anúncios programáticos do Spotify, aqueles que são inseridos automaticamente em podcasts insuspeitos, chegou ao Brasil e que se chama Spotify Audience Network, ou… SPAN. Nome bem apropriado, apesar de terem colocando um “n” no lugar do “m” no final. Via Spotify Advertising.
Só nesta semana, a Apple finalmente cedeu e confirmou que dará suporte ao RCS (sucessor do SMS) em 2024 e a Microsoft iniciou testes de adequação do Windows 11 — remoção de apps nativos, incluindo Bing e Edge, e outras quinquilharias da empresa.
Li várias manchetes classificando movimentos do tipo como “surpreendentes”, “chocantes”, “inesperados”… como se essas empresas tivessem sido acometidas por uma crise de consciência abrupta. Não é o caso, óbvio. O motivo de tanta abertura é a entrada em vigor iminente do Digital Markets Act (DMA) da União Europeia, que começa a valer em março de 2024. Via 9to5Mac, Microsoft (em inglês).
Muito boa a “prestação de contas” do Signal, a primeira que a fundação sem fins lucrativos faz. O custo operacional em 2023, até agora (novembro), é de ~US$ 33 milhões, e estima-se que em 2025 será de US$ 50 milhões/ano. O que é pouquíssimo comparado a aplicativos similares, também gratuitos, que não têm nem de longe o mesmo cuidado com a privacidade do Signal. Via Signal (em inglês).
Fiz dois adendos às regras de convivência nos comentários do Manual. A primeira (#8), bem a tempo da Black Friday, proíbe a veiculação de links de afiliados/comissionados a fim de manter as nossas recomendações desinteressadas. A segunda (#9) é referente ao uso de inteligência artificial gerativa. Peço a todos para que leiam.