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Wise, Nomad, Revolut… dicas e usos de cartão para uso no exterior

Antes, apenas um contexto: até o mês passado, eu nunca havia tido cartão de crédito. Para fazer a compra das passagens para o Canadá e fazer pagamentos no exterior, acabei cedendo e solicitei um cartão de crédito ao banco. O cartão chegou, fiz a compra das passagens… e a merda da cobrança veio duplicada no app do cartão de crédito (Cartões Caixa). A fatura ainda não fechou, já abri um protocolo no banco; segundo informação preliminar deles, é algum problema de sistema e essa cobrança não virá na fatura.

O pior é que pesquisei internet afora… e não é um problema tão incomum:
– https://help.hopper.com/en_us/airline-charged-me-twice-HJLW8Y_Fw
– https://www.flysas.com/en/help-and-contact/faq/booking/why-was-my-card-charged-twice/
– https://www.tripadvisor.com/ShowTopic-g1-i10702-k6804359-United_Airlines_have_charged_me_twice_for_the_same_booking-Air_Travel.html

Agora estou esperando a merda da fatura chegar, ansioso em saber se essa segunda cobrança será realmente desconsiderada…

Azar do caralho: nunca tive cartão de crédito. Primeiro cartão de crédito, primeira compra… cobrança duplicada e com limite estourado. Meu medo passou a ser viajar e o limite estar comprometido.

Enfim…

Por conta disso, comecei a pesquisar alternativas ao cartão de crédito. Fiquei sabendo dessas fintechs Wise, Nomad, Revolut… fazendo comparações e por recomendações de pessoas próximas, optei pela Wise.

Quem aqui já usou? Funciona como um cartão de crédito internacional lá fora? Não há risco de ser rejeitado em algum estabelecimento comercial?

É preferível deixar o saldo em dólares americanos ou dólares canadenses?

Ainda estou meio perdido em relação ao uso do cartão na prática. Dicas e relatos dos colegas são muito bem-vindas.

20 comentários

20 comentários

  1. Viajo para a Europa em setembro e estou na dúvida de quais cartões usar. Tenho Wise e vou levar meu cartão de crédito da Porto (com IOF como cashback) como opção B. No entanto, os dois são de bandeira Visa mas como li alguns relatos sobre a Holanda ser melhor a bandeira Mastercard, não sei qual cartão levar para lá.

    Verifiquei o Sicoob que possui spread zerado e acaba sendo bem interessante. O que sugerem?

  2. Usei Wise: no Chile, EUA, Europa e Australia.

    Dicas:

    1 – em lugares tipo conveniência, bar, mercadinho muito pequenos aumenta a chance de não passar, pq normalmente são redes menores contratadas nestas maquininhas.

    2 – use uma vez ao menos no Br pra ativar o chip no Br.

    3 – pra mim a melhor foi sempre deixar o saldo em USD. Ele faz a conversão pra vc.

    4 – você tem que levar grana em papel moeda. Viagem é viagem. Da pra sacar com Wise. Procure os locais no app, não são todos que aceitam.

    5 – veja no app os MODOS habilitados para pagamento: chip, tarja, senha, aproximação, online. Normalmente é isso que dá problema. Vi alguém reclamando do metrô de NY. Sim, o problema lá é que precisa estar com modo de compra online no app habilitado..não só aproximação.

    6 – desde que seja mesmo CPF vc consegue ir transferindo via PIX saldo pra sua conta. Aproveitando assim melhores conversões.

  3. Esses tempos fui pro Chile e usei a conta global do Nubank. Funcionou super bem! Muito fácil porque é tudo integrado no Nu, que é meu Banco principal.

    Esse mês se não me engano, anunciaram que o spread vai ser sem custo. Então se tornou a opção mais vantajosa do mercado, pelo que vi em um desses canais de viagem.
    Fica a dica!

    1. Só pra constar, na prática o Nu Global é a mesmíssima coisa que Wise!

      Na última viagem minha esposa foi com ele e tudo tranquilo também.

      E os eSIM grátis foi um dos maiores benefícios que o Nubank já me deu na vida. kkkk

  4. Usei Wise e Nomad no ano passado no Japão e em Dubai. Nomad passou normal em todo lugar. Já o cartão da Wise emitido no Brasil funcionou legal em Dubai, mas não passou em lugar nenhum no Japão, só deu pra sacar dinheiro com ele. Parece que o cartão emitido na Europa passa normal, é algum problema com o cartão do Brasil mesmo.

  5. Aqui também usamos o Wise, na última viagem para Washington, DC, enfrentamos alguns problemas em lojas físicas. Às vezes tínhamos que tentar várias vezes e de diferentes formas (com senha, com pin, com assinatura). Mas no final, funcionava. Ainda que seja sempre recomendável levar uma quantia em espécie, ou um segundo cartão, como garantia.

    O nosso segundo cartão era do C6, que tem saque “gratuito” na rede Chase, mas com uma pegadinha que só descobri na prática: é cobrada uma tarifa de US$ 5 por saque, que depois é reembolsado. (Não sei se há agências do Chase no Canadá).

    Para compras online, não conseguimos usar o Wise em todos os sites. Na Amazon funciona, mas em lojas cujo formulário do billing adress aceite apenas ZIP Code, ou seja, não permite o nosso CEP, provavelmente vai dar ruim. E eu levei um tempo para descobrir isso. No momento da compra, aparece como se a compra tivesse sido concluída sem mostrar nenhum erro. Mas depois o pedido é cancelado por erro no pagamento (sem especificar qual). Acredito, no entanto, que isso não seja uma limitação do Wise, mas das próprias lojas.

    Uma dica para economizar no IOF: o IOF para remessas para terceiros (0,38%) é menor do que o IOF para remessas para conta própria (1.1%). Então, se for possível, peça para uma pessoa próxima e de confiança abrir uma conta na wise também. Assim, ao enviar dólares, envie para a conta da pessoa próxima (ou vice-versa). Depois que os dólares estão na wise, a transferência entre contas wise é gratuita.

  6. Já usei contas internacionais na Europa em uma viagem. Por garantia, acho que vale a pena ter duas dessas contas internacionais, preferencialmente com cartões de bandeiras diferentes, para ter mais tranquilidade. Acredito que seja impossível, em qualquer destino que for, não aceitarem ao menos Visa ou Mastercard, se não ambos. O cartão da wise é da visa; da mastercard eu usei um que não foi comentado ainda que é do Banco Inter. Os dois funcionaram super bem e, à época, eram os que tinham as conversões mais baratas.

    Também é possível ter essas contas e usar um terceiro serviço para converter reais e enviar para suas contas, como exemplo: Remessa Online e Braza On.

    Evite ao máximo usar um cartão de crédito brasileiro no exterior, pois você irá pagar IOF mais caro, além do spread (que é a diferença do valor real da moeda para o valor que o bando cobra); da caixa é uns 4%.

  7. Já usei contas internacionais na Europa em uma viagem. Por garantia, acho que vale a pena ter duas dessas contas internacionais, preferencialmente com duas bandeiras diferentes, para ter mais tranquilidade. Acredito que seja impossível, em qualquer destino que for, não aceitarem ao menos Visa ou Mastercard, se não ambos. O cartão da wise é da visa; da mastercard eu usei um que não foi comentado ainda que é do Banco Inter. Os dois funcionaram super bem e, à época, eram os que tinham as conversões mais baratas. Voc

  8. Só usei o Wise e o Nomad, então não vou poder opinar sobre os outros, mas achei o Wise excelente. Com o Nomad tive problema na hora de fazer a conversão, pois era feriado americano e o dinheiro demorou 3 dias para ficar disponível no cartão (no Wise nunca tive esse problema, mesmo já tendo feito transferência na mesma situação).

    Já viajei para países na Europa, América do Sul e para os EUA, e em todos eles o Wise funcionou super bem. Sei que na Holanda pode ter problema com o Wise porque lá eles aceitam Master Card muito mais do que Visa (a bandeira do Wise), mas como não é o seu caso não acho que valha a preocupação neste momento.

    Sobre qual moeda mantes, eu sempre sugiro manter na moeda que você vá gastar, para evitar duas conversões (real => dólar americano => dólar canadense), mas mesmo nesse caso o Wise costuma ter boas taxas de conversão.

    Se a sua carteira em uma moeda acabar, o Wise converte de outra carteira para fazer o pagamento, e segundo a empresa eles fazem a conversão mais vantajosa para o cliente. Nunca voltei para fazer a conta, hehe, mas vi isso na prática quando tive que carregar minha conta com Libras (Reino Unido), Euros e Dólares americanos: quando acabaram as Libras ele ia sacando ora dos Euros, ora dos Dólares.

    Existe UM PONTO IMPORTANTE que muita gente esquece: quando o cartão Wise chegar pelo correio, ele vai estar bloqueado para compras por aproximação. Isso só vai ser liberado depois que você fizer a 1ª compra com chip e senha, então tenha isso em mente quando for começar a usar. No meu caso eu tive problema na hora de sair do aeroporto de Londres — como não tinha usado o cartão ainda, não pude entrar no trem rapidamente só passando o cartão na catraca, e tive que ir atrás de um quiosque para comprar a passagem. Quase perdi o trem por causa disso, hehehe.

    Resumindo: acho que vale muito a pena ter esse tipo de cartão durante a viagem, vai facilitar bastante a sua vida.

    Boa viagem!!

  9. Valeu a todos pela ajuda.

    Vou levar na viagem um trocado em espécie, o cartão Wise (físico e digital) e o cartão de crédito (físico e digital). Acho que fome eu não passo.

    Espero até lá resolver essa questão da cobrança duplicada.

  10. eu uso nomad e não tenho do que reclamar. já fui para 6 países diferentes e funcionou tranquilamente. vc faz pix do valor que quer, ele converte na moeda que vc quer, e vc usa como cartão de débito, pode por no celular e pagar por aproximação (inclusive assim que usei, mas levei o cartão físico para “vai que”). imagino que seja semelhante na wise e revolut, a diferença deve ser o spread de cada uma. eu fui na nomad pq minha namorada já tinha transferwise e achei melhor um diferente pra redundância. ninguém quer passar perrengue em viagem.

  11. No ano passado viajei para Europa e usei Wise em todos os países que visitei. Inclusive, você consegue sacar dinheiro (tem um limite) em caixa eletrônico caso precise. Ñ tive problema nenhum, e tirando alguns locais em Amsterdam, ñ precisei de dinheiro físico.

  12. A Wise é um cartão de débito internacional. Logo, você pode ter dinheiro em várias moedas e pagar nessas mesmas moedas. Se o saldo em uma moeda acabar, eles usam a próxima. Se não tiver saldo… Não paga.

    O spread (diferença da cotação oficial pro valor que eles cobram) é bem baixo, e caso você precise, pelo aplicativo é possível descobrir caixas eletrônicos onde você faz saque de dinheiro em espécie sem pagar taxas.

    Além disso, é possível transferir dinheiro via PIX pra conta: Minha esposa, certa vez, acessou o banco onde ela tem conta, fez um pix pra Wise e pagou a conta no restaurante – isso, na fila do caixa.
    A Wise vai virar banco no Brasil, então será possível ter chave PIX e ter aplicações em moeda estrangeira (algo que muito me interessa), fors outras vantagens.

    Na minha experiência, usei muito a Wise em compras no exterior e em duas viagens recentes à Europa: Portugal, Espanha e Itália. Paguei conta com aproximação do celular, com o cartão, saquei dinheiro… Em todas as vezes, funcionou muito bem, não tive nenhum problema.

    Abri uma conta na Revolut por conta da falta de rendimento na conta da Wise. Mas pelo visto, vou acabar fechando a conta na Revolut e voltando pra Wise mesmo.

    Nomad… Não tenho, não quis ter pra não aumentar a confusão na minha cabeça.

  13. Usei WISE no Uruguay em novembro e foi muito tranquilo. Pagava tudo no débito mesmo. Só fiz o cartão por que lá dá desconto de IVA e pode gerar economias de até 20% em compras, mas geralmente não sou paranoico com conversão pra economizar poucos centavos em viagens.

  14. Puts, Guilherme, que azar, hein. Mas por experiência, quando dizem que a cobrança não vai cair na fatura, geralmente não cai mesmo. Entrar em contato com quem fez a cobrança também ajuda a validar isso.

    Mas então, Wise funciona muito bem! Eu uso o C6 Bank com a conta global, mas minha parceira tem um da Wise. Viajamos juntos algumas vezes e nunca tivemos problema com nenhum dos dois.

    Idealmente sempre ter a grana na moeda de onde vc vai. Ou ficar de olho nas taxas/spread e ver o que compensa mais. Por exemplo, meu cartão do C6 é em Euro e quando fui pra Inglaterra eu pagava cerca de 2% de taxa para converter, enquanto minha parceira estava com a grana em Libras e pagando direto na moeda local.

    E sobre pagamento rejeitado eu tive apenas na Alemanha. Lá é complicado pq eles tem um cartão de débito diferente e quando fui passar num lugar que só aceitava o débito deles, aí não rolou. Mas em geral, qualquer lugar que aceite cartão de crédito vai aceitar esses cartões aí que vc listou.

  15. Wise, pois funciona ultra bem e tem menor taxa (ao menos em relação à Nomad). Tudo pré pago via Pix, instantâneo e bem informado no aplicativo.

    Transferir via Pix para a Wise, inclusive, é bem estável. Não se preocupe se precisar disso durante a viagem – exceto se o seu banco sacanear o fato de você estar fora do país.

    Não sei responder sobre o dólar canadense, mas tenho a impressão de que a prática é manter na moeda base (Dólar, Euro ou Libra) e a conversão entre elas será automática na hora do uso.

    Nos EUA eu tive alguns problemas isolados ao tentar usar o cartão físico. Saiba que os três modos de uso são válidos: aproximação, inserir pelo chip e até tarja magnética. Mas via wallet digital foi a mais estável de todas.

    É bem engraçado pois os problemas não foram com o tipo de cartão ou banco em si, mas algo na hora de transacionar.

    Ao menos nos EUA, percebi que não existe diferença entre cartão de crédito e débito. Ou, ao menos, considera-se como crédito. Porém não consegui usar no metrô de NY em nenhuma opção, e lá eu tive que rasgar meu bolso com o dólar efetivo (entre câmbio, spread e IOF) do meu cartão de crédito regular.

    Por acaso eu abri conta e coloquei alguma quantia na Nomad pra backup (sem comprar o cartão físico). Não precisei usar.

    Sinto muito sobre o seu cartão de crédito. Mas reforço que é bem comum coisas que fazem a “pré-autorização” mas não são efetivadas e então não vem na fatura. Entendo a dor de barriga, mas fica a pitada adicional de esperança!

    1. Nossa, Augusto, que curioso! Eu ia comentar exatamente que no metrô de NY foi uma mão na roda, porque sempre paguei com o Wise (cartão físico) e nunca tive problema. Funcionou também super bem no transporte público de Londres, aliás.

      Uma coisa que eu me lembro, é que deu problema exatamente como o Wise alertou, foi que era necessário ao menos uma compra com chip ante de poder usar o cartão físico com aproximação, então fico me perguntando se foi esse o problema que aconteceu contigo. Cheguei em Londres sem ter usado ainda e realmente deu esse problema, mas depois da 1ª compra funcionou perfeitamente.

      1. O pior é que eu desci comprar pão com Wise no Brasil quando chegou exatamente pra isso. hahahah

        Ah, em NY não foi para pagar na caraca com aproximação, e sim pra comprar o MetroCard na estação do aeroporto JFK, que tem preço diferenciado. Lá é um ATM bem antiquado e temo que não aceitava nem chip!

        O nome dos meios de pagamento também eram menos usuais (talvez representavam crédito e débito, mas de uma forma diferente e que abria brecha pra “vai ver é isso”).