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WinBoat — seria o substituto definitivo do Wine?

Fiquei curioso quando vi hoje nos links do dia esse tal de WinBoat, que promete rodar qualquer aplicação Windows no Linux, colocando em xeque o projeto Wine. Mas a velha máxima nunca falha: não há como confiar numa aplicação feita em Electron…

  1. Os pré-requisitos são no mínimo suspeitos: KVM, Docker e… FreeRDP!
  2. O WinBoat não detecta o docker daemon (dockerd) rodando na minha distro porque o dockerd precisa executar como root
  3. Tentei rodar o WinBoat também como root, mas não funciona out-of-the-box porque o Chromium exige que você passe o parâmetro –no-sandbox
  4. Quando finalmente atendi aos pré-requisitos, o WinBoat me pediu uma ISO completa do Windows…

A essa altura ficou muito claro do que se trata tudo isso: o WinBoat roda o Windows numa máquina virtual e faz RDP pro Linux. Uma gambiarra tão lixosa que chega a ser embaraçoso.

Pra completar, ainda detonou a minha pasta /tmp com tralhas indeletáveis (pois foram montadas) a ponto de o file manager nem mesmo conseguir abrir a pasta /tmp.

Ah, e nem preciso dizer que nenhuma aplicação Windows abriu, claro: https://github.com/TibixDev/winboat/issues/280

Parabéns aos envolvidos!

5 comentários

5 comentários

  1. Eu vi nos links e pensei mesmo o que ele faria de diferente do wine. Aparentemente bastante coisa, parece até mais complexo do que só rodar uma vm e pronto

  2. Vi o título e entrou pronto pra dizer: “Errrrrr, não. É só uma virtualização maluca. Mas o conceito parece interessante!”

    O pior é que o Electron não tem culpa alguma, mas se ele foi utilizado as coisas já cheiram mal. hahahah

    Triste fim, hein? Dor.