Roubei do Gatry, vou deixar a pergunta completa da pessoa:
Pergunta séria, qual curso você fez que realmente mudou sua vida, seja em aspecto pessoal ou financeiro.
Gostaria de ouvir relatos de pessoas que fizeram algum curso e tiveram a vida mudada, se puder, fale o nome do curso e como isso mudou sua vida.
No meu caso, creio que foi o curso técnico administração, pois nele descobri que realmente gostava de contabilidade (que já tinha feito o técnico antes, mas não curti muito, até porque era muito novo), e depois disso mudou meu futuro, pois procurei trabalho na área, a graduação, as pós e num futuro próximo, o mestrado.
29 comentários
curso de direito em uma universidade federal em que o curso de direito não era num prédio apartado do resto da universidade (na realidade, a vivência da universidade em si foi realmente algo que mudou minha vida, menos do que o curso em sentido estrito). lá participei de projetos de extensão popular, conheci várias partes da cidade, fiz pesquisa, atuei politicamente e coletivamente, organizei dezenas de eventos e ainda convivi com algumas das pessoas mais brilhantes que já tive a oportunidade de conhecer. o que eu aprendi lá me orienta eticamente e moralmente até hoje.
um curso de programação de um ano, logo que foi lançado – me permitiu mudar de carreira e hj sou concursado na área e ganho muito melhor e trabalhando bem menos que muitos colegas meus do direito. pouquíssimo tempo depois, esse curso virou uma bosta, dei sorte.
Engenharia de Computação. Saí da favela pra 20k no mês 2 anos depois de formado.
Inglês. Não por essa língua especificamente, mas por “aprender a aprender” uma língua. Depois de aprendê-la direito, aprendi uma segunda, aí começa aquele monte de comparações do tipo “ah, mas em inglês é assim, opa em inglês não é assim”, que te jogam lá na frente do aprendizado. Daí vieram as outras línguas, quando eu finalmente parei de me preocupar em ser um Shakespeare, Machado de Assis ou qualquer outro gênio e só foquei em me comunicar adequadamente.
Curso de Jornalismo.
Em resumo, o curso lapidou minha formação como ser humano e, principalmente, como cidadão. Minha formatura foi em 2020 e, desde então, carrego uma terrível maldição que é observar tudo com um olhar crítico, buscando interpretar o que foi dito e o que foi deixado de dizer. Enfim, não há paz, mas pelo menos tomo decisões de forma mais consciente.
Financeiramente, o curso não encheu os meus bolsos – pelo menos ainda, mas me permitiu ter um salário digno para viver modestamente bem.
Por fim, tenho plena certeza que ter o senso crítico despertado é algo de valor inestimável e, por mais que o mercado de comunicação – sobretudo o de Jornalismo – seja ruim, jamais direi que me arrependo de ter escolhido o meu curso.
Curso de datilografia.
Eu fiz quando tinha 14 anos quando participei do programa Menor Aprendiz do governo federal (acho que hoje se chama Jovem Aprendiz).
Depois trabalhei a vida toda como programador e acho que faz muita diferença. Hoje sou gerente de um time de programadores e falo pra todo mundo fazer também 😅
eu fiz ensino médio integrado ao técnico de construção civil no início dos anos 2000. Em tese, teria sido esse o motivo pra me levar a estudar arquitetura em seguida, mas quando penso a respeito se trata de algo ainda mais específico: dentro do técnico tinha uma disciplina de história da arquitetura (pouco usual para um curso técnico, aliás). Acho que o que realmente me fez querer estudar arquitetura (e história da arquitetura em particular) foi essa disciplina introdutória, que fiz quando tinha apenas 15 anos. Diferente do resto do curso técnico (que era bastante bitolado), eu sentia nessa disciplina em particular um contato com um mundo completamente diferente — numa época em que quase não tínhamos acesso à internet, vale lembrar. Acho que se fosse só pelo técnico, eu teria ido fazer algum outro curso de humanidades, mas esse contato com o mundo da arquitetura nesta disciplina foi provavelmente decisivo.
O curso de Direito deu-me uma perspectiva interessantíssima de como a sociedade e Estado funcionam. Treinou-me para antever as armadilhas em negócios cotidianos e seus efeitos, além das nuances entre imoral, antiético e ilegal, como esses tópicos se correlacionam e quais as implicações de fazer alguma coisa que produza esses efeitos.Não deu o retorno financeiro que esperava, mas pessoalmente me transformou.
que relato curioso de alguém formado em direito, nunca tinha pensado nessa pespectiva.
Fiz mecânica de usinagem industrial e elétrica predial no SENAI. Odiava, odiava tanto, mas não tinha muitas escolhas. Agradeço ao meu eu do passado por ter resistido, por causa desses cursos consegui meu primeiro emprego registrado numa fábrica da cidade, onde eu pude juntar dinheiro e depois me mandar pra São Paulo tentar a vida que eu queria.
Entrei em mecânica de manutenção no Senai da Mooca e não me arrependo de ter saído. Guardo inúmeros aprendizados dali, desde o uso de paquímetro até coisas da vida mesmo, mas ali não era pra mim. Continuo admirando aquela profissão, assim como quem é apaixonado pelo que faz em qualquer área, mas ali era um sonho do meu pai, e o tempo provou que não era a minha praia mesmo.
além da óbvia escolha do curso da faculdade, que muda a vida pessoa (no meu caso foi direito – advoguei e passei em concurso público), ter aprendido programação na pandemia mudou radicalmente minha vida (mudei de país).
Quais cursos vc fez pra possibilitar essa transição de carreira (e país)?
Técnico em eletrônica. Praticamente me ensinou como aprender qualquer coisa através de métodos. Profissionalmente falando, a ver o lado negócios e o lado financeiro. Tudo melhorou muito rápido.
Curso técnico em eletrônica. Não cheguei a concluir por que não entreguei o estágio. No fim isso nem faz diferença, pois a demanda é enorme e também por que já sou formado em TI.
Eu sempre incentivo outros a estudar alguma coisa. Pode ainda ser complicado conseguir emprego em algumas áreas, mas é a diferença que pode fazer entre ser auxiliar de industria ou faxineiro…
Empretec do Sebrae. Fiz com 21 anos quando tava abrindo minha empresa. Mas mudou minha cabeça demais pra melhor.
As Prisões com o Alex Castro em 2014 e CNV com o Dominic Barter em 2017
simplesmente amo as prisões dinheiro e trabalho dele, muito do que faço e vivo me moldo por alguns ensinamentos que aprendi as lendo, e gosto das versões clássicas, do Papo de Homem, depois ele refez pro blog/site dele e uniu os dois em um, que não curti tanto.
aham, eu tb! hj já não sigo mais o autor mas mto carinho por essa parte da vida, mas ainda presentearia facilmente alguém com o livro das prisões haha
caramba, alguém que também conhece o alex castro aqui!!
o texto da prisão dinheiro dele, e um post onde tinha uma foto do apartamento dele no rj, da época do LLL, me levou a conhecer o minimalismo.
aliás, é por conta de uma reflexão dele que eu não uso letras maiúsculas até hoje em textos não formais.
pra quem quiser:
https://papodehomem.com.br/prisao-dinheiro/
https://alexcastro.com.br/maiusculas/
uma pena que ele tenha ficado doido. gostava muito.
Ah, então é ele o culpado pelos textos sem maiúsculas!? Sempre tive curiosidade com o porquê disso. Li o post, não me convenci. (Acho texto todo em letras minúsculas feio e menos legível.)
acho que ele mesmo deixou de escrever em caixa baixa já faz bastante tempo, não sei se ele foi tão influente assim.
mas olha: escrever apenas em minúsculas é uma prática que tem pelo menos cem anos (isso se não formos falar nas carolíngias, mas aí é outra história). Olha só o jornalzinho da bauhaus nos anos 1920: https://monoskop.org/images/e/e7/Bauhaus_3-4_1929.pdf [cuidado! PDF, 42 MB])
escrever exclusivamente em caixa baixa na alemanha era especialmente transgressivo já que no alemão todo substantivo tem inicial maiúscula.
hahahaha tb tenho essa mania! o minimalismo eu conheci com o cara do zen habits, ambos deixando bem claro a escolha pelo mínimo não a estética ou a pobreza (que no caso não é uma escolha mas uma necessidade que faz ter o mínimo etc)
gente, como assim ele ficou doido?
Como assim? (Oh o celular aumentando minhas letras haha)
Ah tá, o Alex, não nada do meu comentário. Eu não tô sabendo de nada não, aguardo a resposta tb
ficou doido? como assim?
Acho que foi a minha graduação em Matemática, mudou minha forma de ver a vida e o universo.
Apesar de hoje achar complicado passar 4 anos indo toda noite pra faculdade de Administração, creio que foi o que mais moldou o profissional que sou hoje.
prestei vestibular pra fazer filosofia ano que vem, tenho duas graduações e 3 MBAs, e toda vez que penso em ter que voltar toda semana presencialmente pra faculdade penso em desistir, kkkkkk
obs: penso em fazer puramente por hobby