Do meu ponto de vista, as opiniões mais controversas são aquelas que incomodam não pelo o fato de o outro pensar de uma forma diferente, mas pelo fato de essa opinião falar sobre nós mesmos, muitas vezes nos fazendo reavaliar tabus internos e/ou sociais.
Exemplo: relacionamentos amorosos/sexuais entre adultos com gap grande de idade. Percebo que as pessoas que se incomodam com isso não ficam necessariamente perturbadas com o ‘casal polêmico’, mas com o fato de que elas mesmas provavelmente já se sentiram atraídas por pessoas muito mais jovens/velhas mas não querem admitir isso nem para si, e aí precisam afirmar seus valores para os demais.
Outro exemplo: alguém afirmar que não deveriam existir super ricos no mundo. Isso incomoda bastante gente, pois muitos acreditam que o status social é fruto de mérito próprio e gostariam de poder usufruir de uma vida de extravagâncias extremas, portanto se você condena super ricos, você está pondo em xeque os valores dessas pessoas que almejam esse sonho.
E você, qual a sua opinião mais controversa?
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Não, o Jack não cabia na porta junto com a Rose.
Acho a cena bem clara que a porta afunda com os dois em cima
Ambientes como o Órbita, fóruns e caixas de comentários normalmente depois de um tempo no ar acabam se tornando grandes experimentos sociais que projetam debates inúteis e dividem os participantes em nós e eles, onde o aprendizado e a troca acabam ficando em segundo plano e o objetivo passar a ser quem tem mais razão sobre determinado assunto, tendo o termômetro sempre mais alto quando tratando de assuntos muito específicos e que menos frequentadores dominam, e é justamente por isso que eu os frequento, na maioria das vezes apenas como expectador. Às vezes nojento, às vezes satisfatório. Ficam na mesma categoria dos vídeos de remoção de cravos, etc.
Taí uma reflexão e comparação interessante sobre redes sociais. Quem falava muito sobre isso, nessa linha justamente de como as discussões ao invés de troca acabam virando disputa de peso, xo me lembrar aqui, é a Mônica de Bolle. Vale ler as críticas dela.
Nos últimos tempos tenho oscilado bastante sobre participação em redes sociais. em alguns casos, é meio que recaír em brigas inúteis no final das contas.
Ano do Linux no desktop? O Desktop Linux está pronto e só não usa quem não quer. O usuário médio é preguiçoso e inventa dependências que não existem. Um técnico que não consiga portar planilhas do Excel pro Calc, refazendo sim, quando necessário, suas macros, nem merece o cargo que ocupa. O usuário SoHo não precisa de Photoshop nenhum. 99% nem sabem usar esse troço e se daria muito melhor com o Canva. E profissional que é profissional, não se prende a ferramenta alguma.
Obrigado.
Não vou chamar de preguiça porque é realmente ruim mudar seu fluxo de trabalho quando você não tá afim de futricar em algo diferente, mas ficar sofrendo abuso da Microsoft/Windows e sequer fazer um esforço pra ver se realmente não tem algo melhor é triste
Dei uma lida nas threads e minha opinião não tão controversa é que o Manual virou uma grande bolha de jovens adultos brancos de esquerda com pensamento uníssono. Liberar maconha, aprovar aborto, viva Stalin, capitalismo faz mal, et cetera.
Para quem está do outro lado do espectro, é divertido acompanhar as discussões, mas acho curiosa a ideia de estar em um espaço de discussão em que as opiniões raramente se separam por mais de um desvio padrão.
ainda bem, né?
Enquanto sua opinião é a dominante, o espaço realmente é aconchegante. Você pode defender que as opiniões que você não gosta são apenas discurso de ódio ou defender o abolicionismo penal seletivo (quando não envolve algum apoiador do político que você faz oposição).
E aproveitando pra responder ao Ghedin, não sei até que ponto é engrandecedor um espaço de discussão de viés único quando discutimos política e sociedade. Percebo barreiras naturais sendo criadas para alguém que está do outro lado espectro dominante.
Quanto ao trabalho de moderação eu não tenho críticas. E o relatório de transparência é uma ótima medida de autorregulação da comunidade.
eu sinto um enorme viés de confirmação da sua parte: as opiniões aqui estão longe de serem homogêneas (basta olhar pra este tópico mesmo). Ao contrário, há mais discordância que concordância.
o que não pode existir é discurso de ódio
Parece que você se percebe como mais distante do que o desvio padrão… Bom, eu já tenho a impressão que aqui as pessoas discordam bastante, mas poucas descambam pro discurso de ódio e pra vociferação.
:Doloroso flashbacks dos comentários no G1:
Tenho a impressão que muita gente aqui tem um pensamento mais liberal, de direita moderada, de esquerda moderada, e isso permite a boa conversa. O negócio é que o mundo descambou pra extrema-direita e tornou uma certa “sensatez gauche” sinônimo de extrema-esquerda.
Que o Manual seja um bote salva-vidas, eu aceito e agradeço, inclusive. Às vezes é importante se agrupar pra pensar junto, conversar e se reconhecer, e não há nada de errado nisso. Perto das redes sociais e de sua adicção planejada, o Manual é só (e que bom, esse é meu ponto) o bar de estimação onde conversamos sobre o que nos interessa.
Que ele seja meio branquelo demais, homem demais, hétero demais, talvez essa seja a cara da tecnologia nesse momento. Mas tenho a impressão que isso tem mudado aos poucos.
Isso não é meio natural em um espaço em que se opina? Digo, agregar pessoas que tenham algum alinhamento e tal.. é meio como panelinhas de escola/faculdade, acho. E não acho que seja ruim enquanto o contraditório for aceito. É um esforço que faço, mas sempre atento a alguns limites que, acho eu (na condição de moderador e responsável por tudo que se publica aqui, e que adere à legislação vigente), não podem ser ultrapassados.
Enquanto o contraditório for aceito é?
Vi q vc apagou alguns comentários desse post, e não lembro de ter visto despereito neles.
Mas fazer o q né?
Repito-me:
Apaguei exatamente 1 (um) comentário neste post, e alguns repetidos que eram apenas uma palavra.
A medida do desrespeito, por óbvio, varia de pessoa para pessoa. Quem participa das conversas no Manual confia na minha. É perfeita? Longe disso, nenhuma é nem jamais será. Tanto que publico os relatórios mensais da moderação, para dar transparência e debater, com a própria comunidade, eventuais exageros e erros. (E esse papo é muito útil; já revi várias decisões e mudei minha postura em algumas situações.)
Fico me perguntando se esse tipo de questionamento pipoca em ambientes de direita, tipo na truth social. Quem nem aquele papo de bolha que tavam falando esses dias. Ou só ambientes de esquerda recebem a cobrança pra serem mais plurais e os de direita tudo bem ficarem como estão?
Eu me divirto com esse ar de “O Diabo bateu educadamente à porta”.
Todos os lugares do mundo andam tóxicos e sufocantes, e o pedido sempre é para “com licença” ser um pouquinho fascista.
Depois não sobra nada.
Eu também me divirto. Tem pessoas razoáveis mas alguns da extrema esquerda aqui fazem eu me recordar das discussões de tempos de colegial técnico em 1991. Uma coisa meio Lindberg Farias daquela época. Hoje descobriram que ideologia não paga as contas e trabalham todos em grandes empresas.
Correndo o risco de retaliação pelo tema, vamos lá…
A minha opinião mais controversa no sentido proposto (que eu concordo comigo mas evito emitir porque conflita com o que eu mesmo penso) é que a Bela deveria mesmo ficar com o Edward.
Eu acho pavoroso que eles têm 100 anos de diferença, que ele invade o quarto dela pra ver ela dormindo, que ele é possessivo e super-protetor, que ele coage uma jovem a casar fazendo greve de sexo, enfim…. acho tudo pavoroso.
Mas excluindo o caminho Isabela faça terapia (o que é uma pena), pensando no longo prazo e precisando escolher entre Edward e Jacob; no frigir dos ovos me vejo obrigado a escolher Edward.
Isso porque ali é onde ela tem a possibilidade de ser transformada em vampira e ganhar algum poder sobrenatural. Ali ela pode se tornar imortal e poderosa. Boto fé que ao longo dos anos as dinâmicas de poder em função da força e idade podem se diluir nesse cenário. Muitos anos, é certo, mas aceitável frente à imortalidade. Já com o Jacob ela segue sendo pra sempre uma humana e ele um lobo potencialmente explosivo do tamanho de um Jeep Compass. Desequilibrado. ¯_(ツ)_/¯
Polêmicaaa!! O debate tava sem precisar de mediação até agora hein hahaha
Eu desisti de crepúsculo assim que ela se apaixonou pelo edward, vendo da perspectiva dela adolescente, o Jacob realmente era o melhor, mas da perspectiva de um imortal, tem razão. Até pq por causa do imprint do Jacob ele vai ficar ao redor da Bella por um bom tempo, então talvez tenha rolado traição 😅
O imprint do Jacob kkkkkkkkkk
Se não houvesse islamismo o mundo seria um lugar bem melhor.
Um “profeta” de 53 se casando com uma mulher de 9 é o que? Pois bem….
Se não houvesse religião o mundo seria bem melhor.
(As filhas de Ló embebedaram o pai e, em duas noites consecutivas, transaram com ele, terminando as duas grávidas.)
As filhas de Ló são retratadas na Bíblia de modo a ilustrar o legado de um homem que havia se tornado patético e que escolheu se acomodar em Sodoma. Ló não é profeta. Eu entendo a comparação mas é desproporcional.
Mas o objetivo aqui é opinião polêmica. Um mundo sem religião não é tão polêmico. Achar uma religião específica mais nefasta que as outras sim.
isso não é opinião, isso é discurso de ódio
Não desejei a morte de ninguém. Foi um comentário como “se não existisse o Bolsonarismo/Lulismo/ o Brasil seria um lugar melhor”. Ou bolsonarista e/ou lulista merece morrer?
você está dizendo que cerca de 2 bilhões de pessoas não deveriam existir
Que a religião delas não devia existir*
Desculpe, eu não consegui, e eu tentei, resumir a concepção de dialética do eu e do outro
A relação ocidente-oriente é muito bem descrita na lente da dialética do eu (ocidente) e do outro (oriente), e que coloca o outro como a negação do eu, no caso do ocidente e oriente: se o eu é cristão o outro é não cristão, se o eu é iluminista e racional o outro é irracional e bárbaro, se o eu é europeu então o outro é não europeu. Esse outro, uma visão orientalista, passa a ser visto como um inimigo mortal do eu, vou citar alguns exemplos:
O califado de Córdoba era bárbaro e inaceitável, a reconquista foi justificada; quando Espanha e Portugal colonizam o novo mundo foi civilizatório – quase altruísmo europeu;
Quando o muçulmano sai do seu pais, fugindo das guerras causadas pelo ocidente é uma invasão de bárbaros, que vão impor suas culturas em nós; Mas quando o ocidente provoca a destruição do Iraque, Líbia, Síria, Iêmen, Afeganistão, etc é “levar a democracia” é “civilizatório”;
(eu ia trazer outro exemplo, de eventos recentes, digamos apenas que o ocidente pode fazer limpezas étnicas e genocídio, e ainda são retratados como justos e certos)
Escrevo isso não para te acusar de nada, nem de ter esses pensamentos, apenas gosto de notar como a memória social é construída e manipulada, trazendo e reforçando “o eu e o outro”. Sua midialização ainda serve para o imperialismo ocidental (EUA e EU) que o utilizam para invadir e destruir países, pintando seus povos como bárbaros e seus líderes como tiranos
O mundo não seria melhor se o islã não existisse, pedofilia era costumaz no ocidente também. Mas tenho certeza que o mundo seria melhor se deixarmos a cega demonização do outro
Pra finalizar, todo dia que consigo pensar sobre processos dialéticos é um bom dia
Não existe caminho para a previdência brasileira que não envolva uma das alternativas:
1- uma reforma que derrube tudo o que exista atualmente e crie um sistema de previdências individuais obrigatório com portabilidade da conta de cada CPF para a instituição bancária de preferência do trabalhador, um BPC/Loas e uma regulação forte para punir qualquer imbecil que faça uma gestão a lá Postalis da aposentadoria alheia
2- todo mundo começando a ter três filhos a partir da semana que vem
a gente já viu o desastre que é o modelo chileno: suicídio de idosos, aposentadorias miseráveis, etc
só aceito ter filhos se for devidamente pago pra isso. Num país tão desigual como o nosso não faz sentido que a classe trabalhadora tenha o fardo de criar futuros contribuintes sem ganhar nada em troca
antes de partir para o apocalipse previdenciário podíamos começar a distribuir tanta renda concentrada por aí. A começar pelo absurdo meio bilhão que as herdeiras de SS receberão sem pagar um centavo de imposto
Cheguei atrasado, mas é um assunto tão legal…
1) Tem que cobrar impostos de serviços digitais oferecidos por megas empresas internacionais – exemplos: NETFLIX, SPOTIFY, etc… – acho ridículo gente defendendo que essas empresas não paguem impostos
2) Liberar a maconha pra ontem… o agronegócio brasileiro ainda não percebeu a mega oportunidade
3) A turma do Linux é chata pacas
4) Não há solução fora da política
5) A esquerda tem nojinho dos evangélicos e depois reclama
Sobre o 1, acredito que você esteja se referindo a um imposto específico para serviços de streaming, certo? Porque até onde eu sei, elas não são isentas de impostos, elas precisam pagar taxas assim como qualquer outra empresa formal, e que opera aqui no Brasil.
As pessoas (pelo menos as sãs) defendem não cobrar impostos de empresas de streaming porque não querem esse imposto sendo repassado para elas. Mas concordo contigo nesse ponto
brasil potência mundial na exportação de maconha! quero isso já!
Malz ae Nanda… Mas a vida não presta.
Deveriam existir regras específicas e rígidas para se comprar um carro.
Hoje, o carro é o que mais atrapalha a rotina das pessoas, apesar de ser o que proporciona que ela aconteça.
Mas a grande maioria dos carros estão ocupados por uma ou duas pessoas, que poderiam ocupar muito menos espaço em uma moto, bicicleta, ônibus ou metrô. Além disso, a cultura de locomoção baseada em carros e motos está destruindo a forma como se enxerga e presencia a vida nas cidades.
Mas o preço exorbitante de um carro já não é suficiente?
O problema do carro, pelo menos nas grandes cidades brasileiras, é um reflexo e um sintoma de um problema maior: a falta de qualidade do transporte público. Colocar mais dificuldade em algo que já é feito pra ser elitizado aqui no Brasil só vai deixar ainda mais difícil o acesso a um carro, que muitas vezes é o que facilita o acesso de famílias a um trabalho, escola, faculdade, passeio, viagens, etc.
O camelo deu a letra mas não deu o destaque:
O mal é o urbanismo, ou melhor, a forma de como as cidades são desenhadas e desenvolvidas. Boas cidades fazem as coisas serem pertas do cidadão e sua morada. Só que o Brasil tenta emular um erro dos Estados Unidos, de separar bairros residenciais de comerciais, criando núcleos residenciais as vezes mais distantes dos centros comerciais. Em regiões mais novas é notório o quanto tem de condomínios residenciais e prediais que precisa de um deslocamento demorado até um comércio para comprar um pão ou itens básicos. Ou mesmo para trabalhar. Fora a ausência de correção de grau de via, tendo muitas cidades que as ruas são ingremes pois quem fez o loteamento, fez tipo “linha reta imaginária”, sem prestar atenção no morro.
Creio que cidades européias e asiáticas tem mais essa mecânica de proximidade entre residências e comércios. E quando necessário, uma infraestrutura de transporte decente.
Enquanto dependermos demais do automóvel, isso vai em partes corroendo a mecânica social de uma cidade. São Paulo mesmo já é um caos, mesmo com um razoável sistema de transporte, porém falho de certa forma.
situação atual de brasil essa é opinão que eu percebo todo dia
a recuperação mental social coletiva pós pandemia ainda está quase finalizando
declínio de eventos de socialização públicos como festas e baladas mesmo pós pandemia
povo ficando mais burro a cada ano
ascensão das futilidades, idiocracia
o ódio natural do Br ao conhecimento e a quem aparenta gostar genuinamente do conhecimento, mas valorizar quem posa de intelectual e academico tá permitido
velocidade das informações e mente moldada a feed, conteúdos rápidos fritando as mentes
decadência social e econômica, inflação causando desânimo
para mim não deveria existir pena da morte e prisão perpétua são deshumanos para mim.
quem usa pena da morte via lei se torna um assassino legalizado do justiça.
Concordo!
Penso o mesmo. O melhor seria propor que a pessoa trabalhe para compensar, ao menos financeiramente, a quem causou dano ou seus familiares. Pena de morte não resolve problema.
Algum tempo atrás, um amigo e ex-colega de trabalho, me disse que as pessoas deveriam tirar uma espécie de habilitação para poder usar a internet. No começo, discordei fortemente dele. E achei até estranho ele falar isso, sendo que trabalhamos junto em um projeto de inclusão digital. Depois de um tempo, conversando melhor, entendi seu ponto de vista, porém ainda discordando. Isso foi há mais de quinze anos. Hoje, com a internet que temos hoje, vejo o quanto ele já estava certo lá atrás.
não é bem uma opinião controversa per se mas me irrita profundamente o dominio midiadico no Congresso de pautas tipo pronome neutro (da qual sou a favor, deixo claro) sendo que o país tem 100 milhões de pessoas sem acesso a esgoto tratado
tô por fora, isso já foi discutido no congresso? Até onde sei essa conversa só existe “na internet”
Chegou meu momento de falar algo que está na minha cabeça faz muito tempo: a comunidade que se formou em torno do Manual, de uns anos pra cá, se tornou muito chata. Lá por 2017 era ótimo trocar ideia com o pessoal, mas a situação foi caindo e de uns 2 ou 3 anos pra cá está inviável. O mesmo que me atraiu pro Manual (a comunidade) foi o mesmo que me afastou.
não sou muito novo por aqui, mas acho que o blog ter se focado cada vez mais num slow web, também pode ter causado um efeito negativo: o publico que se interesse pelos temas mais comuns do blog sejam compostos por homens acima dos 30 e/ou classe B e A, de uma bolha bastante especifica que é os interessados por tecnologia, com analise critica sobre a mesma. Esse é o publico atual do manual? Era esse publico a 5 anos? Não sei, mas gostei da controversia
Conheci o Manual por meio do finado Post livre.
Posso estar completamente enganado, mas desde que foi descontinuado e o Órbita se consolidou no formato atual, a sensação que tenho é de que a identidade daquela comunidade se perdeu um pouco.
Mas isso faz parte; os anos passam, pessoas vêm e vão, e nosso querido Manual segue firme.
Eu encaro o Manual como um corpo vivo, que está sempre mudando, em grande parte influenciado por mudanças minhas — de visão de mundo, interesses, preferências. Não foi só a comunidade que mudou de 2017 para cá; a linha editorial também é bem diferente. Entendo que isso afaste uma galera (por exemplo, não cubro mais hardware, lançamentos etc.) e que os assuntos que cubro, hoje, são mais áridos (ou “chatos”). Faz parte.
Agradeço a companhia e reforço que as nossas portas estarão sempre abertas :)
o que exatamente você sentiu que mudou?
Minha contribuição para os 200+ posts:
Ninguém deveria ser preso (encarcerado) no mundo.
Por pior que a pessoa seja, acredito que hoje há maneiras de corrigir o comportamento da pessoa sem tira-la da socedade. E para quem é perigoso, há maneiras de monitorar cada ação da pessoa e restringir sua liberdade sem retira-la completamente da sociedade.
Eu acredito que isolar completamente um criminoso da sociedade faz mais mal do que bem para a sociedade e para a pessoa
Eu fiquei curioso, como limitaríamos o convívio em sociedade sem encarceramento? Deixando claro que eu acho o sistema prisional uma coisa horrenda.
sim, sou bastante simpático à tese do abolicionismo penal
menos para os bolsonaros e para os militares
esses eu quero ver apodrecendo
Achei estranho a moderação ter permitido publicar discurso de ódio, vai ver que para um espectro político é permitido.
Mas essa é a justiça relativa, assim como a democracia relativa que alguns promovem, enfim só o tempo irá mostrar a verdade porque ela prevalecerá.
O comentário do gabriel não configura discurso de ódio. Sugiro esta leitura.
Existe uma diferença entre você desejar que um inimigo político sofra devido a justamente tal inimigo político ter um discurso real de ódio (que gerou parte da incitação e violência ocorrida nos últimos 8 anos ), quando não, ofender quem sofreu com uma doença recém descoberta
E eu ou qualquer outro ofender alguém porque simplesmente a pessoa tem alguma condição que não faz mal a terceiros e sofre preconceito cultural, seja uma “minoria” ou simplesmente alguém diferente em aspecto físico e social. Discurso de ódio é quando eu aponto minha palavra negativa contra pessoas que não merecia tais palavras, ou nem deveria ter apontado e só apontei seja por preconceito, interesse ou manutenção de poder.
De fato, bons políticos são polídos e não vão falar na sua cara os próprios preconceitos. O ideal seria esse. Pena que este político a qual se refere abriu a caixa de pandora das ofensas…
Um dos maiores desafios da ideia de abolicionismo penal vem daí. O que fazer com casos realmente ultrajantes.
Eu tendo a pensar o abolicionismo como um princípio ético a partir de uma ótica mais anarquista mesmo. Quero dizer, talvez não nos caiba imaginar por inteiro um mundo com o abolicionismo penal pleno, mas, antes, cultivar a ideia de que a prisão é expúria ou antiética a princípio.
Assim, abolir a prisão é reconhecer seu funcionamento perverso e buscar alternativas até que ela se torne obsoleta. E, nesse sentido, existem pequenos crimes nunca analisados, crimes maiores nunca investigados, prisões preventivas nunca julgadas, justiças restaurativas ignoradas etc. E sobre muito disso, os dados que temos são escassos. Muito dos dados vem da Pastoral Carcerária, que tem enfrentado cada vez mais resistência das instituições.
Talvez precisemos, primeiro, retirar todo esse entulho, e isso deve ir liberando de novo nossa capacidade de imaginação – não de um mundo ao longe e tal, mas do próximo passo. E isso a gente vai sempre saber um pouco melhor do que um mundo ideal.
Eu tendo a concordar. O encarceramento é um sistema falido e muito distante dos seus objetivos. No Brasil, pelo menos, nunca teve natureza punitiva, mas sim de ressocialização.
Da minha parte, não sinto alegria ou prazer em ver alguém preso, por pior que essa pessoa seja — nem mesmo alguém como Bolsonaro ou um assassino. No último caso, a prisão pode ser uma necessidade, o último recurso para evitar um mal maior. Estende-se ela, por óbvio, a outras situações análogas, como estupro e latrocínio.
No caso do Bolsonaro, por exemplo, ficaria mais tranquilo se ele fosse impedido de ocupar cargos públicos com poder decisório, de qualquer natureza (eletivos, por concursos ou de confiança), pelo resto da vida. E acho, também, que isso seria melhor à sociedade do que colocá-lo atrás das grades.
pastor, pai de santo, presbitero ou quaisquer outras lideranças religiosas não deveriam participar de eleições.
ps.: não incluí padres católicos, porque eles já não podem participar mesmo.
Assim como CEOs, generais e qualquer pessoa que tenha pessoas lideradas que não questionem (ou não tenham a oportunidade de questionar) suas ações e ordens.
Um chefe militar que manda a tropa subir o morro atirando para causar uma chacina não é muito diferente de um pastor que manda o fiel vender a casa para dar o dízimo
perfeitamente, esqueci de mencionar por lapso mesmo, militar deveria ficar longe da política, vimos no passado e atualmente o deastre que é…
Já peço desculpas se minha opinião controversa ultrapassar os limites das regras de convivência do site, mas lá vai:
Eu acho que a existência de religiões atrasa – e até regride – a evolução da humanidade como espécie e sociedade.
atrasa demais!
certos debates nem chegam a serem postos em discussão porque são vetados imediatamente pela bancada crente e simpatizantes, é revoltante, pra dizer o mínimo.
Não só os evangélicos, mas o próprio conceito de religião e o fanatismo que vem junto deixou várias cicatrizes na nossa história. Só ver quantas culturas dizimadas e guerras tivemos por questões religiosas, desde as Cruzadas até os conflitos no Oriente Médio.
Pois é. Outro dia quase fui agredido em público quando disse que estava pensando em trocar de iPhone para Android
o que você chama de evolução? o que é evolução como espécie? o que é evolução como sociedade?
considerando que essa tal evolução exista mesmo nesses termos, o que a existência de práticas religiosas a impede de ocorrer?
você sabe o desastre que foi o projeto iluminista e o positivismo tomados até as últimos consequências, né?
É difícil de concordar. Não curto muito religiões, de maneira geral, mas me parece que elas têm um papel importante de coesão social e foram/são importantes pra sociedade como um todo. Fornecem acolhimento, organizam forças, produziram uma arquitetura riquíssima ao longo da história, e mesmo boa filosofia.
Você não falou, mas eu deduzo que seu contraste seja com a ciência. E, ainda que eu seja mais afeito a ela, a gente também não pode fechar os olhos para onde esse saber pode nos levar: eugenia, bomba atômica, frenologia…
Me parece que os saberes ditos assim, muito amplos: ciência, religião, filosofia… Têm muitas nuances, sabe? E já vi crenças neles levarem a coisas intensas, pro bom e pro ruim
A população é bastante injusta com os políticos.
Todo político é corrupto? Políticos não cumprem as promessas porque não querem? Eles brigarem e logo se abraçarem é algo ruim? Há limites para o cumprimento de promessas – existem relações de poder – e a briga é parte da política – os atores precisam se distinguir -; ao mesmo tempo, se não se unirem, nem sempre conseguem fazer o que devem.
Pra mim você literalmente transcendeu, essa é a opinião mais controversa desse post, é tão controverso que literalmente ninguém teve nem vontade mental de pensar numa resposta (não estou sendo irônico).
Acho que cumpri meu papel, Bernardo, mas eu realmente penso assim. Kkkkk
O problema não é “todo político ser corrupto”, o problema é que políticos corruptos normalmente não são presos. É a sensação de impunidade.
Bom tópico, já revirei os olhos várias vezes com algumas opiniões “polêmicas” aqui.
Vou deixar minha contribuição: Linux não é mais difícil e nem quebra mais que Windows, só não lhe é familiar.
Eu até acho o Linux mais complexo que o Windows (usei o Linux por bastante tempo), porque não há interface gráfica para tudo, mas concordo com o fato de o sistema da Microsoft ser bastante complexo se você buscar compreendê-lo a fundo. Sistemas simples seriam o Chrome OS para PCs e o Android e o iOS para celulares e tablets. Só não se irrite comigo. Hahaha
Usei Linux no desktop pessoal por uns 5 anos, mas sempre tem aquele pessoal que fala que se usar só as interfaces gráficas “não conta”, “não usou Linux de verdade”. Então, no caso, eu usei “Linux de mentira” por uns 5 anos, quando transitei por Ubuntu, Mint, Fedora, OpenSUSE e outras que nem lembro o nome. 99% do tempo era só nas interfaces gráficas, 1% no terminal para algumas ações bem específicas (algumas configurações do sistema, atualizações de pacotes), sempre copiando os comandos de algum site. Programas aplicativos/utilitários mesmo, nunca usei os de linha de comando, só os que tinham interface gráfica. Na boa, eu gostava, hehehe
Concordo que sistemas móveis e o ChromeOS sejam mais simples que qualquer sistema desktop, só que… quem é que usa a maioria dos recursos de qualquer sistema?
Faz tempo que não uso Linux no meu computador pessoal, mas na época que eu usava, eu sempre precisava pesquisar uma solução e mexer em algum arquivo ou na linha de comando, mesmo após recém-instalar o sistema. Seja pra instalar ou configurar algum driver, seja para ajeitar algo no sistema. No Windows, é mais raro isso acontecer (na realidade, não lembro a vez que precisei corrigir algo no sistema), e no MacOS, imagino que seja também.
É como eu falei para uma pessoa uma vez: o SO é pra facilitar minha vida e resolver meus problemas, e não para dificultar minha vida e eu resolver os problemas dele.
No Linux moderno a necessidade de você fazer algo via terminal é tão frequente quanto a necessidade de editar um registro do Windows.
Tem muita coisa que só dá pra fazer por linha de comando ou que é mais rápido/prático fazer assim? Tem sim, mas praticamente nenhuma dessas coisas é realmente necessária para um fluxo de trabalho “normal”.
No Windows temos que fazer várias coisas pra resolver os problemas dele (vira e mexe alguém posta aqui uma coleção de scripts pra remover o bloat dele) mas ninguém lembra de contar isso porque é familiar, é o “usar o Windows”
Olha, a minha experiência com Linux foi precisar mexer na linha de comando e em arquivos de configuração para resolver problemas do tipo: habilitar resoluções mais altas em um monitor externo (além do monitor principal do notebook) e resolver problemas de wi-fi (ou da rede sem fio, não lembro ao certo), quando a internet não estava funcionando. Coisas que, no Windows, ou não existiam, ou se existiam, era possível resolver pela interface mesmo.
Pode ser que, de lá pra cá, o sistema tenha se estabilizado e esses problemas não aconteçam mais? Pode ser, eu acho que já tem mais de 10 anos que não uso o Linux como sistema principal pra valer. Em contrapartida, há 10 anos, Ubuntu e outras distros já eram considerados sistemas “maduros”, e o Windows 7, 8 e 8.1, apesar das críticas, funcionavam bem.
Eu genuinamente tenho vontade de instalar o Linux novamente e verificar se esses problemas ainda persistem. Qualquer dia desses eu vou fazer essa experiência.
Muita coisa mudou (melhorou) nos últimos dez anos, mas ainda vale a regra de pesquisar o suporte em Linux aos componentes do seu computador. Nesse sentido, a grande vantagem do Windows é comercial: as fabricantes se esforçam para desenvolver drivers e outros softwares necessários para rodá-los com foco no Windows. (Apesar disso, a minha impressão é de que o Linux lida melhor com hardware velho.)
Esqueci de comentar sobre “remover o bloat”: você tem razão, mas não é o tipo de problema que impede de usar o Windows (embora seja um aspecto negativo). Ao contrário de problemas que citei, que são em configurações básicas.
Meus pais usaram Linux (Ubuntu e ElementaryOs (!!!)) uns três anos. Quando foram mexer no Windows, reclamavam de tudo. Isso me convenceu demais sobre hábitos formados.
Se colocar meu velho na frente de um Google Chrome ele já fecha e vai atrás do ícone da raposa.
Eu sou um comunista. Participo ativamente de um partido marxista-leninista. Controversa é uma palavra leve pra isso
Um salve Camarada!
Marxista-Leninista-Maoísta aqui.
A contribuição de Mao é importantíssima para o Brasil
Segundo salve!
+1 Marxista Leninista!
mais uma opinião política possivelmente controversa
o PSOL é linha auxiliar da direita
com seu foco no identitarismo, ajuda a distrair o público de problemas concretos: economia, trabalho, educação, saúde, saneamento, etc
essa não é uma opinião controversa, é simplesmente uma opinião equivocada
identitários são sempre os outros, né? Não existe identidade mais celebrada que a do homem branco cis hétero. Quando outros grupos simplesmente exigem RESPEITO são taxados de “identitários” tomando por base os preconceitos de homens chucros.
Nos anos 60/70, inclusive, feministas entravam em confronto com lideranças obtusas do partido comunista porque argumentava-se que trabalhadores não deviam ser denunciados por agredirem suas mulheres, já que isso faria supostamente parte da cultura operária masculina.
quem disse que os problemas ditos “identitários” não são concretos?
sabe quem é a parlamentar mais combativa do congresso hoje? uma mulher trans do PSOL — inclusive a única parlamentar da esquerda a abraçar o PL pela redução da jornada de trabalho (algo que afeta especialmente grupos vulneráveis ditos “identitários”).
esse argumento só serve para esconder os SEUS próprios preconceitos masculinos
ha ha, tinha certeza que você ia contestar 😁
já existia uma PL pela redução da jornada de trabalho … de um deputado do PT
fora isso, me parece que a Erika Santos Silva foca mais em assuntos identitários
aliás, muito desse pessoal aí tem financiamento daquelas ONGs de bilionários americanos
“assuntos identitários”
mais uma vez essa ladainha
não existe identitário mais veemente que o homem branco cis hétero
eu quero superar o capitalismo para que todos os corpos e todas as formas de vida sejam devidamente respeitadas, não para instaurar uma nova ditadura da moralidade stalinista
nessas horas a teoria da ferradura faz muito sentido
e ainda apela a conspiracionismo ongueiro
Pois é, desqualificar alguém por “ser financiado por ONG internacional” é igual dizer que todo criador de conteúdo que recebe publi de “marca de camiseta tecnológica” não pode falar contra o consumismo irresponsável ou defender o fim do modo de produção atual
O “identitarismo” da forma que a direita vê é do jeito que você descreve.
A esquerda real (progressitas de verdade tipo Boulos, Erika Hilton e outros que nem conheço e o gabriel conhece mais) vê na verdade que o identitarismo é justamente “colocar na economia” as pessoas que hoje são marginalizadas por terem culturas “diferentes do padrão social ‘normatizado'”.
Raciocina comigo uma coisa: suponha que tenho uma empresa. Faço uma contratação para secretaria. Você acha que eu contrataria por causa de cor de pele, ideologia política, gênero, “beleza visual”; ou você contrataria porque a pessoa atende os requisitos para o cargo – entende de secretaria, sabe atender as pessoas, sabe documentar o que precisa ser documentado, etc? “Ah, mas meus clientes vão se afastar se eu contratar uma trans”. E eu lá quero cliente preconceitoso que se expõe e ainda humilha a pessoa? Não, obrigado.
A pauta identidaria é para justamente colocar no meio social hoje as pessoas que são estigmatizadas devido a estar em alguma forma social que sofre preconceito alheio. E pode parecer que não, mas isso ajuda economicamente. Pois falamos de por exemplo, uma pessoa que tem um trejeito que pode virar atendente ou profissional de escritório, e atuar bem melhor que muita gente que é contratada porque é “bonita” ou “é igual o chefe”, ou “é parente”. E pessoa ganhando salário é pessoa que está na roda da economia. É pessoa que precisa de educação, de uma casa bem feita, de esgoto e água. E cara, por quê não uma pessoa trans engenheira que pode ajudar a planejar uma cidade a ter uma rede de água eficiente?
O ponto do identidarismo não é desviar do foco, mas sim falar “olha, estas pessoas aqui também merece tudo que está nesta lista do último parágrafo aí”. Porque para o Estado, ela vai ser mais uma no meio de um bairro, de uma comunidade, e com isso tanto a pessoa que está dentro da pauta, quanto a pessoa “normie” (o cis, a hetero, a religiosa, etc) também vão ganhar o mesmo direito.
E se tu não gosta de pessoas assim, é seu problema. Só não vale xingar, ofender ou isola-las socialmente via provocações alheias ou votos em pessoas preconceituosas.
O social-liberalismo do Lula 3 é a linha auxiliar da direita e extrema-direita. Quando o governo abandona e desiste de qualquer mínimo reformismo ele também desiste dos problemas concretos do país
O governo Lula 3 aprovou o novo teto de gastos, que justificou o corte no reajuste ao salário mínimo e a tentativa de corte ao benefício de prestação continuada. O governo se elegeu contra a reforma trabalhista, novo ensino médio, “independência” do banco central, reforma da previdência, privatizações, PPIs, etc e no entanto ele sequer tentou passar legislação
Não se pode chamar o PSOL, que está minimamente tentando avançar reformas, como o fim do 6×1, de linha auxiliar. Política é confronto, o PSOl está minimamente confrontando a direita. Quem está cedendo a direita tem outro nome
Dai o identitarismo cai como cortina de fumaça para as críticas ao governo, a causa da desaprovação passa a ser por conta dos identitários, não do governo ter capitulado a agenda neoliberal da direita
Que propósito desse post é deixar a galera à vontade pra exprimir preconceitos e soltar uns ataques e indiretas, tentando escapar da boa moderação que o Rodrigo faz.
Vai ser um bom exemplo pra ele talvez ele repensar estratégias de moderação. Não é algo simples. E o cômico é surgir próximo do anúncio do Zuck sobre moderação na Meta.
Eu tava pra dizer mesmo que parece o dia do expurgo que tem em um episódio do Rick and Morty.
(Voz do Jubileu, o corvo dançarino) Obrigado amigo, tu é um grande amigo!
É sempre aquela coisa: o problema é que as pessoas confundem liberdade com opressão do outro. Ser livre é não oprimir ninguém, exceto oprimir aquele que te oprime.
A linha que separa a controvérsia do preconceito pode ser bastante tênue. Esta conversa deu vazão a algumas opiniões… ruins, das quais discordo, porém acho que ainda estamos dentro dos limites das regras de convivência.
Óbvio que há limites (seria complicado, por exemplo, fazer um nazista entender que nazismo é ruim) e estou atento a eles. O diálogo é o melhor caminho para nos entendermos e para nos livrarmos de preconceitos.
Inspirado em um que li aqui, só que tenho uma opinião contrária.
Quem diz que não tem filho porque não quer por uma criança a mais pra sofrer no mundo atual, ou qualquer outra desculpa do tipo, na verdade é apenas uma pessoa egostia que não quer abrir mão de poder pensar apenas em si.
Pergunta sincera: vcs acha q os dois motivos não podem co-existir?
Eu acho que o mundo tem gente demais já pra nascer criança baseado na ideia de continuar a família, isso eu acho super egoísta tb! Do tipo, só fazer o filho pra ver a mistura da criança.
Acho que tem tanta criança precisando ser adotada, tanta mulher sendo obrigada a ter filho quando não quer. Tem gente que, quando perguntada se quer filho, deixa bem claro que não quer qualquer criança mas do “próprio sangue”. Ok, é valido desejo de querer passar pelos ritos de gravidez e tal… Mas e depois sabe? Daqui a 50 anos qdo tiver tudo destruído? Acho o ato de não querer ter filho um verdadeiro ato de compaixão com a humanidade.
Mas sim, acho egoísta tb, pq, no meu caso por exemplo, não quero nem adotar, não quero essa responsabilidade, não quero me virar nem dar conta e se isso tiver egoísmo tb, paciência,¯\(ツ)/¯
Acho que podem co-existir sim, mas normalmente quem vem com o papinho de que tá pensando é em não por alguém pra sofrer nesse mundo, não admite que tá é sendo egoísta e pensando em si mesmo.
Ah entendi. Obrigada por responder!
Mas quem tem filho não tá sendo egoista também em realizar uma vontade própria?
Acho que a pessoa pode simplesmente querer não ter filhos sem ser taxada de egoista né
Filho é uma responsabilidade e mudança de vida tão grande que não acho que o padrão devia ser ter filho e ostracizar quem não quer, acho que filho deve ser algo que vem de quem tem convicção que quer ter filhos, e não só existir a convicção de não ter filhos a ser discutida
criança precisando ser adotada
não tenho filhos, mas se fosse o caso, iria por esse caminho
mas isso não faz sentido (a não ser que você pense que as pessoas são obrigadas a terem filhos)
eu não quero ter filhos simplesmente porque acho caro (e porque não tenho responsabilidade mental e afetiva para criar uma criança), mas por que eu julgaria motivos alheios?
Acho que não fui claro. A questão não é com quem admite que não quer ter filho por causa da mudança de vida que isso causa na vida de quem tem.
Meu problema é com quem diz que não quer ter filho por causa disso, mas fala que não quer ter por “pena” do filho ter que viver “nesse mundo” que vivemos.
Ou seja, diz estar pensando no fictício filho mas na real está pensando em si mesmo.
Quandt, como você pode ter tamanha certeza de que todas as pessoas que usam esse argumento estão mentindo (ou se iludindo), que estão pensando em si mesmas e não no filho fictício?
Acho que é preciso ter cuidado com generalizações do tipo, em que a generalização depende de sensações e/ou opiniões de um grande número de pessoas. Se uma pessoa realmente não quer ter filhos por pena deles terem que viver neste mundo, o argumento se sustenta, é defensável.
Realmente não tenho certeza disso, é uma opinião baseada puramente em achismo.
Primeiro por amostragem de conhecidos, os que percebo que tem mais condições para lazer, gostam de viajar, não abrem mão de suas rotinas, normalmente ou nem casados são, ou ficam com esse papinho de que tem pena de colocar mais uma criancinha no mundo, sendo que normalmente são os que financeiramente teriam mais condições para criar os filhos.
Depois me deparei a uns tempos atrás de que os “países ricos” possuem taxa de natalidades menores que os “países pobres”.
De tudo isso e mais algumas observações (meus pais tem mais irmãos que eu e meus avós tinham muito menos condições que eles) conclui da minha cabeça que quanto mais condições as pessoas tem, de lazer, estudos, etc, mais pensam em aproveitar a vida, e por isso não pensam em ter filhos, e quando questionadas se é por isso que não querem, se justificam falando que não é por isso não, é porque “não querem por uma criança nesse mundo pra sofrer.”
Mas sim, apesar de ser meio óbvio que isso é apenas uma opinião minha, pois é virtualmente impossivel se provar que apenas 1 pessoa que use esse argumento na verdade está apenas sendo egoísta, quanto mais todas as pessoas, é bom deixar claro que:
Tudo isso é sim uma generalização da minha cabeça.
Acredito também que é possível ter filhos por motivos egoístas.
Não sou contra não quererem ter filhos nem contra quererem ter filhos, seja pelo motivo que for, seja o motivo egoísta ou não.
Só um lembrete que o início de Idiocracia é meio que justamente esta lógica aplicada: a comparação entre “ricos” não tendo filhos (por N motivos) e pobres tendo muitos filhos.
@Quandt
repare que você está naturalizando o ato de ter filhos entre pessoas com condições para isso: você parte do princípio de que essas pessoas poderiam ter filhos e não o fazem se utilizando de outras justificativas
mas isso não faz sentido
uma pessoa que tem condições de aproveitar a vida pode se recusar a ter filhos justamente por conta disso: ela vai se privar desses prazeres e vai também privar os filhos desses prazeres
não tem nada de “egoísta” nisso
estou longe de ser rico, por exemplo, mas com o que tenho consigo minimamente viajar e aproveitar uma ou outra coisa: se eu tivesse filhos, não só eu não viajaria mais como os eventuais filhos também não o fariam
percebe que seu argumento é bem problemático?
@gabriel acho que o pessoal hoje em dia se preocupa muito com o futuro, querem ter tudo para si e poder dar tudo para seu filhos.
Mas enfim, o ponto não é esse, como já tem explicar algumas vezes e parece que estou falhando sempre, o problema é com quem não fica dando desculpa de que o mundo atual é uma merda e blabla e tem pena de por um filho nesse mundo só pra não assumir que não quer ter o filho pra não ter a “incomodação” e deixar de fazer o que bem quiser a hora que quiser.
Repetindo, a questão não é não querer deixar de viajar o porquê vai ter que dividindo o dinheiro que ganha com a criação de filhos, a questão é usar como desculpa que está pensando em como a criança iria sofrer nesse mundo, sendo que quem usa esses argumentos são justamente os que mais tem condições de propriciar um lar, alimento e criação para elas.
Ao @Quant e @Gabriel, só por uma coisa para vocês pensarem sobre.
Ter filhos não é só um ato de desejar, mas sim tem condições físicas e mentais para isso. Tem pessoas que não podem ter filhos de forma comum, restando adoção ou barriga de aluguel. Tem filhos que não podem ter filhos pois tem problemas psicológicos – uma psicopatia por exemplo, o que geraria um risco de a criança sofrer logo de cara após o nascimento.
Criar um novo ser no mundo não é um ato fácil, nem óbvio (as vezes é “acidental”). E antes de tudo, é uma responsabilidade. É OK não desejar ter filho, e é OK desejar ter filho também. O mais importante É SE RESPONSABILIZAR por este desejo. Não é egoísmo não ter filho porque é rico ou porque quer ter tempo na vida, ou a famigerada desculpa que “não quer ter filhos com um futuro horrível”. Só tem que ser RESPONSÁVEL suficiente para desejar ou não o novo ser. Egoísmo é desejar ao outro o que VOCÊ deseja.
Talvez no final, como eu disse no outro comentário, o desejo de não ter filho não é egoísmo per si, até porque na verdade a pessoa está evitando que um novo ser sofra inclusive pelos próprios erros de seus progenitores – no caso, a própria pessoa que não queira ter filhos. O que o outro deseja não pode ser parâmetro para nossa vida, exceto se intefere em nossa própria vida. Se eu em algum momento tiver uma criança, terei que assumir, ou me acovardar – mas legalmente serei responsável e terei que de qualquer maneira me responsabilizar, até porque hoje existe a punição por “abandono parental”. Ao menos o Estado neste ponto é um bom incentivador à evitar gravidez indesejada
@Quandt, repare que você insiste em uma retórica que parte do princípio de que as pessoas deveriam ter filhos, como se isso fosse um dever natural. Não é.
A gente até pode questionar o mérito dessa afirmação (afinal, se estamos vivos devemos lutar por um futuro melhor para as novas gerações), mas me parece um moralismo excessivo acusar quem a utiliza de egoísmo ou de mera desculpa — justamente porque ninguém é obrigado a ter filhos.
Nossa obrigação é contribuir para o desenvolvimento do bem estar social — e hoje fazemos isso sobretudo pagando impostos (e deveríamos lutar para que os ricos sejam agressivamente taxados e pobres isentos). Mas ter filhos não é (nem deveria ser) uma obrigação social. O que sinto na sua fala é a insistência de que a norma deveria ser ter filhos.
@gabriel devo ser péssimo em elaborar comentários claros mas vou tentar mais uma vez.
Meu comentário diz respeito a quem não quer ter filho e em vez de falar que não quer porque prefere viver a vida sem ter filho (o que é super válido), fica dando desculpinha esfarrapada em vez de assumir isso.
Não quer ter filho, não tenha, mas não precisa ficar dizendo que é por causa do mundo ou de terceiros, só assume que é por egoísmo pessoal, que é por que não gosta de criança, que tem medo que a criança nasça com uma doença grave, que já me dou por satisfeito.
Não vejo como eu ter essa opinião significa que eu penso todo mundo tem que ter filho, eu hein.
E a quantidade de pais que decidiram TER filhos por motivos igualmente egoístas, por pensarem apenas nas próprias vontades?
Mas no final, até que faz mais sentido este conceito, e tem uma certa vantagem. A pessoa está sendo egoísta apenas consigo mesma de verdade, e não com um filho que se ele tivesse, provavelmente soferia com seus próprios pais egoístas. Não tem um segundo ser perdendo com isso, só o primeiro mesmo. Imagina a pessoa que não quer ter filhos por motivos egoístas tendo um filho? Claro, cabeças mudam, mas só coloquei uma linha onde a pessoa provavelmente seria ruim com seu filho devido a sua personalidade. Na verdade, se pensar em tantos de pais que abandonam os filhos…
Como dito em outra resposta, o pior era ter um filho por motivos egoístas (como para ter um “arrendo” no fim de vida – e isso geralmente era conceito padrão até a década passada).
Star Wars Episódio 8 é o melhor filme de toda franquia.
ainda prefiro o primeiro de 1977, mas desses novos o do rian johnson é o melhorzinho mesmo (até porque todo o resto é bem ruinzinho mesmo)
Pra mim rogue one foi o melhor Star Wars jamais superado. É como uma tragédia grega, onde você já sabe o final e está ali somente pelo desenrolar da trama, o fim trágico e a catarse. E quase não tem sabres de luz.
Antes de visitar um país estrangeiro, cito o Brasil, por exemplo, qual é o problema de aprender algumas palavras portuguesas?
Motoqueiros não deveriam existir.
MEU DEUS SIM
Fun fact: na Nova Zelândia o imposto para se ter uma moto é bem mais alto do que pra ter um carro, então praticamente não há motos no país. Inclusive entregadores de pizza e afins utilizam carros. Resultado: pode até poluir mais, mas existe uma outra poluição é reduzida drasticamente com essa política: a poluição sonora, além de muito menos acidente e estresse. Palmas pros kiwis!
Cara, então… meu cunhado foi recentemente para a Austrália, e pelo que ele disse lá deve ser a mesma coisa. Segundo ele, quase não se via motos por lá.
Nossa, mas a atividade de entregadores de delivery é viável de ser feita com carros?
Eles repassam o custo pro consumidor. De qualquer forma, automóvel lá é bem mais barato que no Brasil.
HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH
Democracia é supervalorizada, acho que dá pra pensar em sistemas políticos melhores.
Concordo total.
depende
melhores em que sentido?
Nós simplesmente não vivemos em uma democracia. Existimos em uma ditadura burguesa. No entanto sim, precisamos pensar em sistemas político-econômicos diferentes da ‘democracia’ burguesa
Sugestões…?
Isso me remete àquele outro post aqui no Órbita: https://manualdousuario.net/orbita-post/porque-democracia/
Não queria ver isso como uma dicotomia, mas só consigo pensar em duas possibilidades: ou uma democracia, ou uma autocracia. Autocracia, que, na prática, é um eufemismo para monarquia ou ditadura, o que não vejo como muito melhor do que uma democracia. Ou estou errado?
Podcast é um formato horrível que está ajudando a destruir a web tanto quanto a IA.
Você se refere a podcast como esses mesacast filmados com cadeira gamer, microfone estiloso, ou absolutamente todo podcast?
IA não tem e nunca atingirá consciência.
não sei se é uma opinião controveras
eu simplesmente não tenho como opinar neste assunto
concordo plenamente
https://revistaforum.com.br/ciencia-e-tecnologia/2023/7/12/video-miguel-nicolelis-diz-que-inteligncia-artificial-no-nem-inteligente-nem-artificial-139336.html
https://www.hardware.com.br/noticias/e-impossivel-a-ia-se-tornar-melhor-do-que-o-cerebro-humano-diz-cientista-brasileiro.html/
então você tem razão pois para fazer isso acontecer quebrar as leis de física e fazer nascer consciência em dentro de máquina feito de metal e eletrônicos isso sim é impossível de acontecer.
Linux ñ é e nunca será substituto do Windows no PC doméstico.
Depois de inúmeras tentativas e distros, aceitei.
Isso nem é opinião controversa, é um fato…
Ah, isso não é tão controverso assim… É praticamente um fato bem aceitável.
Qualquer um que já lutou com o shell só pra configurar partes fundamentais do sistema (que no Windows já tá pronto), já deve suspeitar como seria impossível isso ser usado pelo grande povo leigo.
a questão realmente polêmica é: nem windows nem qualquer distribuição linux possuem interfaces tão boas quanto a do macOS
e isso é péssimo: todos deviam ter direitos a boas interfaces
Segundo o Gabriel, claro.
Q comentário ruim… 🤦
É uma questão, em grande parte, de gosto, mas eu concordo com o gabriel. Embora goste muito das DEs do Linux, nenhuma tem a atenção aos detalhes e a suavidade da interface do macOS, e isso considerando a degradação da era pós-Big Sur (o novo Ajustes que apareceu no Ventura é uma atrocidade).
é uma questão de gosto, mas principalmente de familiaridade
o cara usa 10 anos só um negócio, quando vai usar outro vai ter dificuldade mesmo, vai achar difícil
eu usei pouco o Mac, mas quando usei não vi nada de especial, e procurei deixar do jeito que eu gosto: parecido com o Gnome + algumas extensões
me lembro também da época do Windows 7, que na minha opinião tinha uma interface que era uma atrocidade, comparando com o Gnome 3, que tinha sido lançado
@ José X.
Não estou me referindo (somente) à facilidade de uso, José. Isso, por óbvio, tem conexão direta com a familiaridade. O que estou dizendo, e acho que o gabriel também, é que a interface do macOS é mais coesa, com menos arestas (como o Cesar comentou ali embaixo) e acessível.
Não é à toa que pessoas cegas preferem os sistemas operacionais da Apple. O suporte à acessibilidade é de primeira. Esse cuidado se estende a pessoas que enxergam, embora não seja óbvio na superfície.
Acho o Gnome muito bonito, mas a UX dele é péssima, por exemplo. E todo DE vai nessa linha: tem algo que faz muito bem, mas peca bastante em algum sentido. A do macOS é a mais “completa”, por assim dizer. É uma questão de gosto também, mas não só.
Nunca cheguei a usar um PC Apple mas imagino como é.
Acho que a Apple conseguiu essa proeza porque está em uma posição singular no mercado: ela produz o software e o hardware. Eu gosto do conceito por trás do design Apple: ser fácil e intuitivo de usar, sem ter um bilhão de opções pro usuário de perder nelas. Pra usuários leigos isso é excelente. Mas eu nunca me sentiria à vontade num sistema tão fechado e controlado como esse. Prefiro as dificuldades do Linux e aceito todas suas arestas cruas em troca da liberdade.
Acho que talvez você esteja certo, mas provavelmente não pelos motivos que você acredita. Eu diria que isso só ocorre porque o Windows veio primeiro e num contexto de fato mais amigável, e aí meio que consagrou.
No entanto, o cenário mudou muito de lá pra cá, não só o Linux amadureceu, como o Windows piorou (e como piorou!). Pra muitas coisas (não tudo) o Linux é hoje tão ou mais fácil que o Windows. Inclusive o Linux está presente em muita coisa extremamente popular. Veja o caso do Android e, mais recentemente, do SteamOS.
TV Smart conta como PC doméstico?
Acho que não. Isso tá mais pra um dispositivo móvel para consumo de mídia. O que se pode fazer numa smart-TV é muito limitado pra se comparar a um PC.
O princípio é quase o mesmo se pensar no uso cotidiano: acessar mídias. Então teoricamente se por no mesmo patamar, uma TV Smart seria o “Linux no Desktop” que todos esperavam.
Vou além e digo que nenhum gerenciador de arquivos é melhor que o Windows Explorer.
O Finder do MacOS é limitado. O Nautilus do Gnome é razoável e o único que chega perto do Windows Explorer hoje é o Dolphin do KDE Plasma
Cara, eu concordaria com você se não existisse o Double Commander.
É meu gerenciador de arquivos padrão há uns, sei lá, 10 anos. É código aberto, roda no Linux, Windows, Mac… Bem configurável e tem um monte de funçõezinhas legais que a Microsoft nunca iria se importar em implementar no Explorer.
já que o pessoal (não) gostou 😁da minha opinião sobre o Stalin, aqui vai mais uma
a Revolução Cultural chinesa foi uma coisa boa
imagina no Brasil, a gente mandar os marajás do judiciário e do mp carpir uma roça no mato grosso …
por mais fascinante que seja todo o contexto de ebulição da revolução cultural, seus resultados foram desastrosos, violentos e condenáveis
celebrar a revolução cultural hoje me parece de uma ingenuidade tremenda, pra não dizer mesmo perversa — é de um romantismo reacionário ridículo, uma patética reabilitação da retórica naturalista que associa o campo com a purificação. Isso sem falar no clima de perseguição e patrulha ideológica que se criou.
queremos superar o capitalismo para nos ver livres de toda forma de opressão, não para criar outras. É assustador existir stalinista hoje em dia — isto nada mais é que fascismo de esquerda. Celebrar o desastre que foi a revolução cultural vai nessa linha.
Não vou dizer que foi boa, mas não imagino uma ruptura sem violência. É ingênuo achar que quem detêm o poder hoje vai abrir mão sem luta.
fascismo de esquerda
eita, você tá em boa companhia 😁
me lembro de uma época em que o eternamente moribundo Estadão escrevia editoriais imensos e raivosos contra a URSS, e chamava o comunismo soviético de “fascismo vermelho”
aliás, o Estadão investiu bastante no conceito de “nomenklatura”, a classe (!) privilegiada do comunismo soviético
ps. judiciário, mp –> nomenklatura brasileira
como você chama quem manda matar comunistas simplesmente por serem comunistas?
isto é fascismo e é o que o stalinismo mais fez
YouTubers que reclamam do YouTube, ia comentar no proprio post, mas aqui a opinião vai ser menos controversa
https://manualdousuario.net/orbita-post/desabafo-como-youtube-ta-quebrando-criadores-de-conteudo-como-nos-sera-que-e-hora-de-desistir/
É só não gravar vídeo kkkkkkmm
2 milhões de views por mês ele cita, da em média uns 20 mil reais por mês, sem contar membros, publicidade, donate dos próprios inscritos, renome que ele ganha, palestras, etc.
Fala também que teve 22 horas de vídeo no ano, contando edição, roteiro não deve ter passado de 100 horas de trabalho durante 2024 inteiro, menos que um clt num mês kkkkkk
Ta ruim? Vai trabalhar clt pô, ter seus direitos e décimo terceiro ganhando 1.500 ao invés de ganhar em dólar, tendo que se locomover todos os dias trabalhando 8 horinhas ao invés de trabalhar de sua casa
Cara experimente fazer um vídeo aí que você tá falando muita merda
A gravidez é algo que parece ter saído de um filme de terror.
Uma criatura cresce dentro de uma pessoa, sugando parte de seus nutrientes para depois de nove meses sair do corpo do hospedeiro de uma maneira dolorosa e com o risco da morte do hospedeiro.
Essa me pega um pouco, acho gravidez algo realmente assustador
Sai do corpo da hospedeira depois de 9 meses, mas ainda continua se alimentando do leite dela por mais um bom tempo. Fora todos os transtornos durante a gravidez (enjoos, dores, aumento do peso, limitações físicas, etc) e o puerpério (sangramento, mais dores, depressão pós parto). Pensar por esse lado é assustador.
Por outro lado, é lindo pensar como uma vida pode simplesmente dar origem a outra, a partir de uma única célula.
Linguagem neutra não existe e não precisa existir.
dizer que não existe é negar evidências factuais: existem pessoas que utilizam linguagem neutra e se comunicam assim.
você pode discordar e não utilizar, mas não pode dizer que não precisa existir. Isso é o primeiro passo para naturalizar toda forma de preconceito e discriminação.
existem pessoas que acreditam em deus, não necessariamente implica na existência divina.
linguagem neutra é white people problem, basicamente rs
CaPiTaO_oUsAdO, concordando ou não, o paralelo não parece proceder.
deus é uma figura real para quem acredita nele (ou em qualquer outra figura mitológica)
mais uma vez: a linguagem existe porque existe quem a utilize, queira você ou não
linguagem neutra é white people problem
embora não ligue muito para o assunto, acho que você matou a charada
pode fechar a thread 😁
Linguagem neutra é um delírio coletivo de uma ínfima(mas ÍNFIMA) minoria querendo assassinar o português(e outros idiomas).
“…naturalizar preconceito e blá-blá-blá…”
Por favor, né cara? Menos. Rs
o que assassina idiomas é a normatização da língua — é justamente a imposição da chamada “norma culta” que colabora com o silenciamento de outras formas de falar e se comunicar
e “menos” por quê? você também quer silenciar esse debate?
Não existe isso de “assassinar o português”. Toda língua é dinâmica. O miguxês não “assassinou o português”, assim como nos EUA o AAVE não “assassinou o inglês”. Resumidamente, o que emana dessa postura é somente preconceito.
Queria curtir o comentário da Júlia.
Um livro muito interessante que recomendo dar uma estudada pra construir materialidade pra sua visão é Preconceito Linguístico de Marcos Bagno
Linguagem neutra é só a língua mudando, como acontece desde que o mundo é mundo. As transformações ocorrem, é natural de qualquer língua.
Ex: quando “vosmicê” era a norma culta, tinha gente já falando e escrevendo “você”. E ouvindo que isso era um absurdo, um ataque ao português bem falado, etc. E hoje em dia o “você” é a norma culta. Daqui a pouco pode ser o “cê” ou “vc”. Ou o “elu”…
Você pode gostar ou não, mas ficar brigando contra as transformações da língua me parece meio bobo haha
Não, não é “língua mudando”. Maioria da população, estudiosos em geral tão nrm aí pra isso.
Se trata apenas de uma tentativa sem sentido de uma mínima, mas mínima minoria querendo impor essa atrocidade à norma padrão.
E novamente: ninguém liga. Ninguém se importa além “deles”.
E sua comparação com termos antigos é ruim, desculpe.
Eu não escrevo “elu” e afins, embora tente escrever de maneira inclusiva (usando termos unissex como “pessoas”, por exemplo). Dito isso, não me incomoda em absolutamente nada quem use neologismos de gênero.
Fico curioso, de verdade, com o incômodo que uma galera (você parece se incluir) tem com esse tema. No que te afeta, ou por que te incomoda que alguém use linguagem neutra?
Não me entenda mal, pra mim tanto faz como essas minorias queiram ou gostem de se comunicar. Pessoalmente, ñ me afeta em nada pq nem sequer considero q existe.
O que me incomoda de fato é a imposição forçada que fazem pra o restante da população(ao menos tentam). Querem de fato q seja algo “oficial”.
Por exemplo, aquela coisa ridícula que fizeram no Hino Nacional num evento político ano passado? Fora em outros eventos do Governo q estão usando vez ou outra.
É assim q essas minorias querem ter alguma simpatia da população de forma geral? Pq se for, sabemos o que vai acontecer(na vdd, o q já acontece… rs).
O pior q forçam isso como se fosse um problema “real”.
@ Mr. H
Acho que entendi. Ou melhor, mais ou menos. Não me parece que a linguagem neutra seja “forçada”. Digo, se as pessoas que gostam usam e quem não gosta, pode continuar sem usar… isso é, por definição, opcional, e não forçado.
Veja, eu achei o lance do hino meio cringe, como dizem os jovens hoje (estrangeirismos me incomodam mais), mas… né, acho que é mais fácil eu listar o que não acho constrangedor na vida pública do que o contrário.
Acontece muito de respondermos outra pergunta que não a que nos foi feita, e acho que rolou isso contigo. Considerando que ninguém está te forçando a usar linguagem neutra, por que te incomoda que outras pessoas a usem?
Mas não me incomoda que usem, já disse. Só ñ imponha isso no restante e tá tudo certo. E q ñ me “force” tbm a me referir a alguém como “elu”. Pq eu ñ vou. Se ofende? Não posso fazer nada. Sinto muito. Problema absolutamente do ofendido.
Mr. H, você continua não respondendo a pergunta. Já entendemos que você não se incomoda que usem linguagem neutra. A pergunta é por que te incomoda você usar?
Mais uma pergunta (não ignore a anterior rsrs): você também se recusa a escrever ‘linguiça’ e ‘ideia’ (mudanças ocorridas desde o Novo Acordo Ortográfico, em 2009)?
Estudiosos em geral tão nem aí pra isso? É só mais um achismo seu que você escreve como verdade, né? Haha
Hoje em dia tá difícil achar um linguista que não fale sobre isso.
Mas enfim… você só quer despejar sua opinião. Foi mal aí ter tentado ponderar, erro meu.
Se for em alguma bolha q vc está né? Deixa eu adivinhar…
Twitter? Ops, X? Deixa pra lá.
Mas tudo bem, é achismo meu, claro. Rs
E fulalas: pq EU me incomodaria em usar?
Hm, não quero passar vergonha com algo inexistente, só isso. Rs
Aliás, sério q vc trouxe aqui o lance da reforma e acentuação gráfica? Qual sentido?
O português já mudou bastante(palavras, acentuação), mas nunca o gênero. Sempre foi ele, ela. Não espere elu e demais no Aurélio.
@Mr. H, eu sinto uma enorme anti-intelectualismo da sua parte ao menosprezar a produção de conhecimento em torno da linguística e da língua, já que esta é uma discussão que passa LONGE de ser restrita apenas aos círculos que você aponta
uma breve pesquisa no google scholar já aponta para dezenas de trabalhos acadêmicos sobre o tema (são mais de 90 mil resultados, aliás, mas muitos devem ser sobre neutralidade da língua, o que é outro assunto)
podemos começar, por exemplo, com este editorial desta edição de periódico acadêmico dedicada exclusivamente ao assunto: https://periodicos.ufba.br/index.php/revdirsex/article/view/47354 (“Linguagem neutra: ofensa à língua portuguesa ou preconceito velado”).
lembrando que o que menos importa numa língua é a norma culta: ninguém fala segundo a norma e desvios são plenamente legítimos
Então você passaria vergonha ao dizer palavras como ‘unicórnio’, ‘duendes’, ‘saci’, etc?
Não entendo essa lógica não. Os idiomas contêm uma longa lista de palavras e conceitos abstratos, e ‘ele’ e ‘ela’ são exatamente isso: um recorte abstrato e que está datado. Parece que a sua implicância é com essa aceitação.
Ah, não sei bem… Parece que esse debate se perdeu um pouco.
Acho a linguagem neutra bem mais elegante em alguns contextos. Por exemplo, ao produzir documentos, preferir usar termos gerais, como “pessoa”, em vez do formal masculino, me parece de bom tom. Em um grupo de homens e mulheres, referir-se como “a turma”, “o grupo”, em vez de “eles” também me parece legal.
É muito interessante usar a mesma estratégia ao se referir à plateia de um evento. Nesse caso, sim, talvez acrescentar ao menos uma alternativa, como o tão estigmatizado “todes”.
Isso não é uma regra que eu deseje que seja imposta, mas prefiro lidar com a birra dos incomodados e sinalizar às pessoas dissidentes de gênero que são bem-vindas. Meu desejo mesmo é que se sintam pessoas bem-vindas, seja lá como for.
O que me incomoda é o esforço dispendido nesse debate, e, às vezes, certa imposição geral sobre o uso do gênero neutro. Não que ele em si seja um problema, a língua muda o tempo todo, mas 1. Existem formas diversas de se comunicar sem especificar gênero que são previstas na língua; e 2. Não necessariamente o não uso de um termo adicional indica preconceito – persistir em enquadrar as pessoas binariamemte, ou tratá-las pelo que não se identificam por birra, sim.
Só uma curiosidade: outras línguas tem “pronomes neutros”. Não sou linguista, mas pelo pouco que sei, acho que algumas linguas baseadas no Latim é que não tem “genero neutro”, como português e espanhol. Creio que alemão por exemplo tem, inglês parece que tem, línguas asiáticas (como japonês e mandarim) não sei mas imagino que tenha. O ideal é pesquisar no seu buscador favorito sobre, diferente do que fiz agora de comentar e não pesquisar sobre.
E como dito pelo Edson, termos neutros são mais “elegantes” (por assim dizer) pois até evita constrangimento em situações onde por exemplo você não conhece o jeito que a pessoa prefere ser tratada.
Controversa e contraditória com meu tipo: esquerda, queer etc
Não gosto dessa glamourização pró-maconha.
Desculpa, se vc acorda e fuma antes de ir pro trabalho, é um problema de vício sim.
Não conseguir ficar sem fumar e sempre dar um jeito de ter maconha ignorando que vem de meios ilegais (sim, a cena clássica do tropa de elite deles discutindo a hipocrisia do maconheiro) parece um “blindspot” da galera que usa/defende
(Mas eu sou a favor de ser política pública, legalizar etc, mas acho que é uma droga e precisa ser tratada como tal, assim como o álcool)
Sim, exato. Tenho problemas na família com isso, e o problema é pensar em como tratar isso sem gerar um novo conflito.
Eu sou mais a favor ainda que se amplie estudos para farmácos baseados em itens naturais, incluso justamente o canabidiol. E regular e tudo o que for necessário para que a oferta seja controlada e feita de forma que não gere novos vícios. E quem use, use porque precisa, não porque quer pagar de anti-sistema.
Sim. Super a favor desse campo aliado a remédios. Sinto mto pela sua situação familiar, obrigada pela resposta!
Se tivessem ouvido o camarada Stalin, não estaríamos vivendo essa onda nazifascista atual.
Ура! Товарищ Сталин
por que eu ouviria um assassino de comunistas?
concordo devemos ouvir lenin e outros pessoas que lutaram contra nazistas e fascistas.
é ilusão achar que Lenin seria muito diferente de Stalin
a “sorte” de Lenin é que morreu “cedo”
e quem lutou contra os nazistas foi … Stalin
quem derrotou o nazismo foi o exército vermelho enquanto Stálin estava preocupado em matar comunistas
lenin deu início à polícia política e à perseguição de socialistas, anarquistas e comunistas que não compactuavam com os bolcheviques
eu não tenho estômago pra isso não
Cheirinho de trotskismo aqui está brabo, acendam o incenso de sabor picareta para dar uma limpada no ambiente.
@rick
sério que você está fazendo apologia ao homicídio?
e não tem nada de trotskismo aqui. Trotski, Lenin e Stálin eram igualmente autoritários.
Minha opinião que as pessoas acham controversa:
Qualquer doação deveria ser incondicional. Se eu dou dinheiro pra uma pessoa que está pedindo, não me importo se ela vai usar pra comer, usar drogas, beber, jogar fora…. Tanto faz. A necessidade é dela, e eu estou dando dinheiro pra pessoa usar do modo que ela decidir que é melhor para ELA. Se dou dinheiro para alguém que é viciado e está em agonia precisando da próxima dose, é direito dessa pessoa decidir se vale a pena ir se drogar de novo ou não. Eu não estou na pele dela pra decidir se é a fome de comida ou a fome de droga que mais aflige o seu corpo.
Se eu condiciono a doação à utilização em algo que EU acho importante, estou roubando da pessoa o direito mais básico do ser humano, a autodeterminação, o livre arbítrio, o que me tornaria um patrocinador da miséria alheia, e não um benfeitor.
Por isso quando eu começar a contribuir para o manual do usuário, o Rodrigo pode
Concordo demais
Faz sentido lógico essa linha de raciocínio e até me simpatizo, mas há tantas nuances na prática que complicam sua adoção.
Só para dar um exemplo, no caso de pessoas viciadas em drogas, o vício faz as pessoas terem atitudes instintivas e irracionais, que prejudicam não só o próprio viciado, mas todas as pessoas de seu convívio. Ele meio que sequestra o livre arbítrio da pessoa; se você acha que não, provável que nunca tenha convivido de perto com um, ou que o nível do vício dele não seja tão acentuado. Aí o problema em doar algo de forma incondicional para um viciado é que, invariavelmente, ele vai usar para comprar mais droga, e você sabe disso. Aí você sai da condição de “patrocinador da miséria alheia” para “patrocinador do vício alheio” e, em última instância, “patrocinador da destruição de vidas/famílias alheias”.
Sim, eu entendo isso. Mas se invariavelmente o dinheiro que eu doar vai ser usado para droga……….Então tudo bem. É uma escolha da pessoa que recebeu o dinheiro. No momento em que o dinheiro sai da minha mão, eu não tenho nenhum direito de escolher em que ele será usado.
Tanto a minha opinião quanto a minha escolha em doar não são objetivadas por alguma esperança de que a outra pessoa vá colocar a mão na consciência e escolher o que EU acho melhor pra ela. Eu me abstenho totalmente disso, nem passa pela minha cabeça. Quem decide o que fazer com o dinheiro (conscientemente ou não, influenciado pelo vício ou não) é o dono do dinheiro, ou seja, a pessoa pra quem eu doei.
Quem tem que pensar nas consequências dos atos do viciado são: 1º o viciado; 2º a família dele; 3º o estado, para fornecer tratamento voluntário. A minha doação não tem nada a ver com isso. Eu só dou o dinheiro porque acredito que aquela pessoa está precisando daquele dinheiro, seja para o que for.
E vou ser mais polêmico ainda: se houvesse um patrocinador do vício alheio, mas que fornecesse tratamento gratuito, bem feito e efetivo, isso não se transformaria num patrocínio da destruição das famílias. Mas aí seria papel do estado, eu não tenho condições.
É aquilo: se eu só ensinar a pescar, a pessoa vai morrer de fome antes de aprender. Por isso é importante primeiro dar o peixe, para que a pessoa tenha condições de aprender a pescar depois. Como eu não tenho condições de ensinar a pescar, pelo menos alivio a fome que a pessoa tem no momento. E é a própria pessoa que melhor conhece a sua fome. Se a maior fome é a de droga, que eu seja um patrocinador do vício alheio.
Eu disse que era controverso!
” se houvesse um patrocinador do vício alheio, mas que fornecesse tratamento gratuito, bem feito e efetivo, isso não se transformaria num patrocínio da destruição das famílias. Mas aí seria papel do estado, eu não tenho condições.”
Sei que tem países que tem programas de “redução de danos” mais ou menos nesta linha. Não com “patrocínio de vício”, mas sim com sistemas controlados para reduzir o vício, ou ao menos ter espaços seguros para isso.
Não sei exatamente se deu muito certo (pois foi cortado abruptamente na mudança de governo), mas o programa do Haddad na prefeitura de São Paulo para tentar reduzir a cracolândia era mais ou menos nesta linha – se a pessoa era viciada, ela iria trabalhar para a prefeitura, ganhava um salário e um lugar para ficar, e com isso tinha um mecanismo de redução de danos. De fato, sei de casos de onde hotéis reclamaram de furtos partindo de quem era indicado da prefeitura, mas tenho a sensação que aquilo de alguma forma foi forjado.
Talvez seja isso que tu diz sobre “patrocínio de vício”. Meio que gosto desta linha de pensamento. Ninguém é obrigado a doar, mas ao mesmo tempo o Estado deve sempre pensar em formas de combater vícios, pois tais comprometem inclusive o próprio Estado.
(Exceto se o Estado tem em seus membros gente do crime organizado, só que é outra história)…
Certas profissões não deveriam ser elitizadas (olá médicos).
o conselho de medicina devia ser composto por não-médicos, inclusive, vide os absurdos recentes
Aqui vai mais uma que lembrei: ninguém gosta de bebida alcoólica de verdade, todo mundo só bebe para ficar alegre (ou por causa da tristeza) e para ser aceito socialmente (ou seja, basicamente é uma droga).
Ok, talvez eu esteja indo longe na minha generalização. Admito que possa existir gente com paladar apurado que realmente aprecia consumir um bom vinho, um drink ou até uma bebida mais… sofisticada (na falta de um termo melhor). Talvez eu até incluiria alguns tipos de cerveja/chopps aí. Mas esses que gostam são a minoria.
Diria que 99% das pessoas, aquelas que frequentam barzinhos todo final de semana, sempre com uma cerveja gelada na mão, nem curtem o gosto amargo da bebida. Não por acaso, o nome do petisco que acompanha a bebida se chama “tira-gosto”. Só bebem por convenção mesmo.
Alcool é uma droga. Ninguém gosta no inicio, mas o cérebro é recompensado e com o tempo acaba aceitando as bebidas.
Ninguém gosta de tocar nesse assunto que bebidas alcoolicas são drogas e são um problema enorme.
Até porque geramos uma cultura pró-entorpecentes, querendo ou não. No alcool é mais claro até porque legalmente pode se fazer propaganda e vender sem tantas restrições.
Nas drogas ilícitas, há um certo romancismo e ao mesmo tempo um incentivo oculto (proíbido é mais gostoso? para o rico é, para o pobre é dor…)
Tem gente que realmente aprecia o sabor do álcool, mas pelo que observo na prática, parece que a maioria só bebe pela aceitação social mesmo.
Verdade. Eu bebo pra diminuir meu julgamento e tentar driblar minha falta de traquejo social , às vezes me proporciona bons encontros, mas na maioria das vezes me arrependo no dia seguinte de ter bebido. E só curto a primeira ou segunda lata de cerveja, depois disso é excesso, só apagamento de consciência.
excelente ponderação, nunca tinha parado pra pensar por esse ângulo!
nunca bebi e no meio que eu vivia, o underground, existiam os junkies e os straight edges, não me encaixava nos dois, então eu era achincalhado pelos dois lados, pois simplesmente não bebia e tava cagando pra quem bebia ou deixava de beber, não queria (nem quero) evangelizar ninguém.
no fim, talvez os straight edges tinham um pinguinho de razão no ‘evangelismo’ deles hahahahah
Esta é literalmente a primeira vez na minha vida que vejo alguém usando o termo straight edge.
Uma mulher querer fazer aborto de gestação por motivos eugenicos é um mal menor e não deve impedir o direito absoluto ao aborto.
Feminismo está destruindo as mulheres.
Disse um homem.
não necessariamente, ué, André pode se identificar como mulher (e assim no seu lugar de fala)
:)
“não sou médico, mas sou ousado”
aham, senta lá, cláudia
Mais do que a porção masculina da população do planeta? Acho que não.
Machismo está destruíndo os homens.
Machismo tbm tá maltratado as mulheres com esse machismo infelizmente tbm mata as mulheres e leva os homens ao sucidio pq Machismo faz os homens não desabafar e pedir ajuda para outras pessoas pois acham que serão fracos e sempre dizem que o homem não chora e tem ser forte alfa por aí vai. :(
Esqueci de colocar o aviso de sarcasmo, peço desculpas.
Mas sim, é isso mesmo que tu falou. O problema não é o feminismo, que nasce do combate ao machismo, mas sim do próprio machismo mesmo. Enquanto prevalecer a cultura machista, homens vão sofrer pela solidão e desrespeito, e mulheres sofrem muito mais (e claro, os transgeneros e demais formas, dado que o machismo tenta dominar tudo e acabar com outras formas de expressão de genero).
A cada dia, uma desconstrução (como dizem).
tem uma que sempre que digo atrai um hate violento:
quem se importa com spoiler não sabe apreciar audiovisual (ou literatura, ou teatro, etc)
e a marvelização da vida tem muita culpa na generalização disso
Não me considero alguém que se importe com spoilers, porém tenho uma opinião mista quanto a isso.
Por um lado, como não ligo para isso, eu meio que concordo contigo: o importante não é saber o que vai acontecer, e sim como vai acontecer na tela (ou em palavras, imagens, etc.)
Por outro lado, considerando o conjunto de emoções e sentimentos que uma obra pode proporcionar, o spoiler acaba roubando uma das sensações mais desejadas: a surpresa. Talvez por isso, muitas obras de suspense e/ou que possuem plot twists são bem aclamadas pelo público.
Então, embora eu não me importe, eu entendo quem não gosta de spoilers.
Dizer que uma obra é para ser “apreciada” me parece remeter a necessidade de racionalizar e analisar aquilo que se está consumindo. O que, creio eu, vai um pouco na contramão do apreciar no sentido de sentir.
Porém, é fato que essa mania de “plot twists” e “spoilers” é resultado de uma exploração ao extremo com os filmes da Marvel nos últimos tempos.
mas eu falei em “apreciar” justamente por ser o oposto de “racionalizar”
(e lembrando que a “racionalização” é um afeto tanto qualquer outro)
Entendi. Acho que interpretei “apreciar” como “analisar”, como se algo só pudesse ser apreciado após ter sido dissecado, por assim dizer.
spoiler não estragará completamente uma obra de ser apreciada, mas em alguns casos pode prejudicar bastante, uma vez que existem filmes que SÃO o plot twist, preparam todo o terreno para aquele momento chave e se alguém te entrega isso… não consigo ficar indeferente.
um ponto positivo pra mim é que curto uns filmes estranhos que a maioria caga quando sai, então nunca sofri tanto com spoiler, (quase) sempre experimento tudo de primeira \o/
mas achar que super-ricos não devessem existir é opinião polêmica*? pra mim é bom senso :)
*opinião “controversa” é aquela que apresenta contradições e conflitos em si mesma, mas me parece que você quer falar sobre opiniões polêmicas, não?
super-ricos só deveriam existir se eu fosse um deles
O mundo não está esse apocalipse todo, como muita gente acredita e espalha por aí. Pelo contrário, é provável que o mundo nunca esteve melhor. E isso mesmo considerando todos os problemas (guerras, problemas sociais, economia, etc.) que temos atualmente.
E o clima, não te aflige? Nesse aspecto, nunca estivemos piores.
Tá aí, nesse ponto você me pegou. Só considerei o “mundo” como sociedade e os seres humanos. Sobre o clima, se há algo de bom nisso, é que é possível que nunca tenha se falado tanto sobre meio ambiente e problemas climáticos. As ações concretas, no entanto, ainda deixam a desejar…
esse discurso é recorrente entre quem pretende apontar o capitalismo contemporâneo como algo positivo, enquanto esse mesmo capitalismo promove genocídios, fome e miséria — sem falar na catástrofe climática
não caio nessa armadilha
Não acho que estamos livres de problemas, apontar que o mundo está melhor em muitos aspectos não impede a crítica ao sistema atual. Só acho que muita gente (ao menos o que vejo nas redes sociais) pinta um pessimismo exagerado por, creio eu, focar muito no que há de ruim no mundo (já postaram no Órbita sobre isso, inclusive). Coisas do tipo: “Pra quê planejar um futuro, se a humanidade não vai durar nem mais 10 anos? Com todas essas guerras e problemas climáticos, não adianta ter mais esperanças.”
Em que sentido “melhor”? Em qual recorte?
Em vários sentidos e recortes: acesso à tecnologia, medicina, educação, diversidade, etc. No geral, se você for ver no passado, a maioria desses temas eram bem mais espinhosos de se falar abertamente e não eram tão amplamente difundidos. Basta ver algum programa de TV dos anos 90 e não vai demorar muito pra ver algum assunto problemático sendo abordado.
Eu admito: não são todos os aspectos que o mundo está melhor. A questão ambiental, por exemplo, é uma delas. Guerras nunca deixaram de existir. Extremismo na política, nem se fala…
Também não é em todo lugar que se pode observar essas melhorias — em cidades do interior, e em algumas regiões, ainda há muito preconceito e muito menos acesso a coisas básicas, por exemplo. Isso pode até mesmo se aplicar em cidades grandes, em alguns círculos e setores sociais. Esse é o mal da generalização. Ainda assim, está mais fácil de detectar e denunciar esses casos, na minha opinião.
Não gosto de pudim.
mas isso não tem problema
problema seria afirmar que o melhor pudim é o lisinho e não o furadinho
Não é problema dependendo de quem está te oferecendo o pudim. 😄
http://www.pudim.com.br
curtir
Agora você foi longe demais! 😡
Nossa que interessante. Pois eu não faço questão de qualquer sobremesa, pois quando cresci não tinha isso, o importante era a refeição principal.
A única exceção é o pudim, me rendo incondicionalmente.
Bombom Caribe é o melhor bombom (tranqueira) de todos =D
SIMMMMM <3
Caribe e It Coco pra mim são os melhores da Garoto.
Não! O melhor era o mundi! Eu comprava a caixa de sortidos só por causa dele: um dia subitamente percebi que não vinha mais na caixa, liguei na fábrica que tem em Osasco e perguntei o que estava acontecendo, e me disseram que descontinuaram. Nunca mais comprei garoto!
Poxa, que triste eles descontinuarem o bombom… Agora vc pode considerar o Caribe =D
quem gosta de caribe já desistiu dos prazeres da vida
Adoro o Caribe!
Mais uma que lembrei agora, folheando o órbita: a gente deveria ter que pagar para usar rede social.
As pessoas acham que sair por aí, falando asneira é um direito. Também acho que é, mas sou de um tempo em que este direito tinha que ser conquistado.
Como não quero e nem é possível voltar no tempo, se não dá para conquistar, pelo menos que o mané tenha que pagar para falar bobagens e que o veículo onde a bobagem é propagada seja responsabilizado, afinal, está recebendo.
mas isso já existe: se você ofender alguém, em última instância, terá de pagar uma indenização — no mínimo.
se isso funciona ou não é outra história
Se lembrar que há algum tempo que alguns portais cobram para participar dos comentários, e tem gente que paga para participar de fórums da extrema direita e tudo mais; isso diz bastante…
Achar que as pessoas deviam parar de ter filhos. Já tem muita gente no mundo, acho que já tá bom. Vamos parar por aqui (de ter filhos, o debate pode continuar).
Deve ser por isso que gosto tanto do filme “Filhos da Esperança” 🤔
Outra, que dá nó na cabeça da minha mulher mas que concilio sem problemas: não acredito em deus mas acho fantasmas totalmente possíveis.
Concordo.
Não só pelos motivos que você citou mas porque os pais da atual geração não sabem ser pais e nós somos obrigados a aturar crianças insuportáveis e mal criadas.
Ta aí outra opinião controversa: eu odeio criança. Mas não posso nem sonhar em falar isso em voz alta pra não ser cancelado.
Tamo junto nessa! Vc já ia ser o melhor amigo da minha mulher 😂.
A diferença entre vcs é que ela fala para quem quiser, ou não, ouvir 🫣
esse discurso está a um passo do ecofascismo
Algumas notícias lhe alegarão. Pesquise por colapso demográfico.
Boa.
Tenho opinião um pouco parecida:
Todos podem ter filhos, porém, só após obter uma licença. Tal como precisamos de uma licença para dirigir, para pilotar um avião, para abrir uma empresa. E um dos requisitos para aprovação seria a comprovação de que o casal tem condições financeiras e psicológicas para criar um ser humano. Não é pedir muito.
Colocar um ser humano no mundo não devia ser um direito, e sim um privilégio.
gente
isso é literalmente fascismo: controle total da vida social
O liberalismo nos inculcou a ideia de que as liberdades individuais são mais importantes do que o bem-estar coletivo. Mas, é importante ter em mente que criar um filho é uma responsabilidade que impacta toda a sociedade, não apenas os pais. Esse “direito” individual não deveria prevalecer sobre as necessidades e o bem-estar coletivo.
Além disso, em uma sociedade desigual, as muitas crianças carecem de qualidade de vida, exceto aquelas que nascem em famílias privilegiadas. Se não há condições dignas para todos, então não deveria ser para ninguém.
isso é uma questão de direito reprodutivo e é um direito fundamental, é uma questão de dignidade — assim como o direito ao aborto e o direito a não querer ter filhos
porque segundo o seu raciocínio, também seria possível querer obrigar as pessoas a terem filhos — algo que, aliás, ocorreu na união soviética nos tempos de Stálin, quando o direito ao aborto que foi instituído pela Revolução de 1917 foi cancelado e impostos excessivos para solteiros e casais sem filhos foram instituídos de uma forma que praticamente inviabilizava não ter filhos
eu não quero ter filhos e não quero ser obrigado a ter filhos — mas também não quero obrigar ninguém a ter ou não ter filhos, já que isso seria um abuso imenso da minha parte
temos que lutar por direitos reprodutivos (sobretudo pelo direito ao aborto) e por um estado social que garanta que quem tenha filhos consiga promover uma paternidade/maternidade digna
recursos existem, mas estão concentrados nas mãos de poucos
o que tem que acabar é o rico, não é o direito alheio de ter filhos
O mundo está de fato muito cheio, e eu gostaria de concordar que as pessoas deveriam fazer menos filhos, mas o que está acontecendo é que estamos caminhando para a extinção. Vários países já estão em pânico por conta disso, e vêm adotando medidas de todos os tipos para revertar essa tendência.
Hoje em dia pra classe média parece que ter 2 filhos é um baita desafio, não só financeiro como emocional. Mas se ficarmos limitados a 1 filho ou nenhum, o destino da raça humano será um só: o fim.
Psicoterapia é muito menos relevante do que as pessoas na internet dizem ser. Se pegar comentários na internet, muitas pessoas vão pregar psicoterapia como a solução de todos os problemas. Sendo que é uma prática ainda elitista, que privilegia pessoas da classe média ou acima. Sugerir psicoterapia para um trabalhador precarizado, que ganha um salário mínimo, que mora de aluguel, tem filhos, para ter auto-reflexões incitadas por um jovem de classe média/alta que o pai pagou a faculdade particular, chega a ser ofensivo.
Nossa, fatos extremos. Chega doeu minha coluna. <3
O problema é a psicoterapia ou o acesso a esse serviço?
O problema é a desigualdade social e o capitalismo. Psicoterapia é apenas um “analgésico” para – e superestimado por – pessoas de classe média ou mais alta.
essa retórica é bastante perigosa: parece que trabalhadores não têm direito a tratamento de saúde mental — o que não quer dizer que não devamos parar de lutar pelo fim desse sistema baseado na exploração do trabalho alheio.
instituições como o CAPS, inclusive, deviam ser cada vez mais incentivadas, inclusive pelo aspecto social do tratamento de saúde mental que elas propõem.
ninguém consegue combater o capitalismo com depressão
Concordo com vc em partes, pois defendo o acesso e acho que deveria ser mais cuidado. Porém infelizmente tem muito CAPS precário, com profissional formado dentro do sistema e só reproduzindo o discurso né, já presenciei com minha ex namorada isso, ela em crise e o cara com uns papos de coach…
O que leva aos psicólogos privados e sei lá a linha que seguem mas fica fácil cair nesses papos de tratar o indivíduo e não o sistema… Acho que tem muito despreparo.
Aí esse papinho da galera nas redes de ain faço terapia faça terapia parece papo de seita socialmente aceita tipo astrologia
Vamos com calma. Ter depressão é uma coisa, achar que psicoterapia é a solução para paz mundial é outra. Problemas de saúde mental devem ser tratados sim, por médicos, não por playboys e patricinhas formados na uniesquina, paga pelos pais.
Meu comentário é justamente uma crítica aos esquerdistas classe média-alta que arrotam na internet que todo mundo deveria fazer psicoterapia, inclusive para coisas que não tem NADA A VER, como problemas de caráter. Esses dias no Twitter houve uma polêmica de uma pessoa que disse que se tivesse psicoterapia difundida no início do século passado, não haveria as duas grandes guerras.
“problemas de caráter”? moralismo exagerado esse, não?
seu discurso é bastante perigoso e se alinha ao da medicalização total da vida: os PIORES profissionais para tratar de saúde mental são os médicos, que tendem a biologizar todos os problemas da vida social.
seu discurso, inclusive, é profundamente anti-intelectual, já que menospreza todo um conjunto acumulado de saberes acadêmicos.
é óbvio que sua crítica ao recorte de classe é relevante, mas em última instância ela sugere que trabalhadores não deveriam ter direito ao tratamento SÉRIO de saúde mental.
(sem falar que não existe playboy mais cretino que o médico: amigo, sua crítica devia estar direcionada para médicos e não para terapeutas)
Não, ela não sugere que trabalhadores não deveriam ter direito ao tratamento sério de saúde mental. Você não soube interpretar mesmo. Ela sugere que psicoterapia não é, nem de longe, tão importante como é disseminada na internet, nem resolve todos os problemas como as pessoas dizem resolver. Como o colega falou ali acima, é quase uma “astrologia”.
Sobre o caráter, não é moralismo. Mas sugerir que um nazista não seria nazista, na Alemanha dá década de 30, se fizesse psicoterapia, como eu já vi dizerem no Twitter, beira a insanidade.
Pesquisa aí no Twitter “se hitler fizesse terapia”. Esse é um dos inúmeros exemplos da gourmetização da psicoterapia.
E para os que tem dificuldade de interpretação, não é negação do método, que é comprovadamente eficaz. O problema é achar que é a solução pra tudo.
@ klinsmann
Ah, klinsmann, generalizar comentário/polêmica do Twitter não dá, né? 😁 A galera de lá escreve os maiores absurdos apenas para engajar.
Acho que ninguém (sério) argumenta que a psicoterapia é a solução de todos os problemas. Nem a própria psicologia/psicanálise. Eu faço para tentar me entender melhor e aprender a lidar com as emoções. É difícil imaginar alguém que não se beneficiaria de conversas periódicas sobre questões que nos afligem, daí, creio eu, o porquê de tanta gente recomendar com ênfase a psicoterapia.
É verdade que é um serviço restrito, pois caro, e que as ofertas do SUS, embora existam e sejam boas, são insuficientes. Sem falar no preconceito que muita gente tem, de associar a psicologia e/ou a psiquiatria a “coisa de doido”. O que é uma pena, porque são serviços transversais, ou seja, que seriam úteis a todos — pobres e ricos, trabalhadores e herdeiros, pessoas felizes e deprimidas.
Teclado mecânico não faz diferença nenhuma no dia-a-dia — ok, pode fazer até diferença em jogos, mas não é como se você fosse um gamer profissional onde um teclado mecânico faria a diferença de milésimos de segundos em um campeonato. Para mim, é só um exemplo de “produto tech gourmetizado”, onde a galera paga mais por um produto só para mostrar que tem.
Fora o tec tec tec que dói na alma.
Hahah, eu uso teclado mecânico. Porém, não aqueles de gamers, uso o mais barato basicão da Logitech. Pra mim é terrível digitar numa tela, seja ela de um celular, ou de um grande tablet. Já usei teclado slim também (tipo o do Surface) e não é a mesma coisa. Tenho que sentir a tecla afundando, isso traz uma boa sensação e feedback. Ouvir o tic tic também agrada muito.
Agora sobre fazer diferença no dia-a-dia, isso depende do que a pessoa faz no PC… Pra quem escreve muito, usa muitos atalhos de teclado, mexe com código, bom, aí é difícil dizer que um teclado mecânico não faz a diferença.
Mas concordo que um certo nicho de teclados gamers é um pouco gourmetizado mesmo.
Tem opções de teclados comuns com teclas mais altas, também. Mas realmente, teclados comuns com teclas baixas (ou teclas chiclete) se tornaram bastante populares, inclusive em marcas mais bem avaliadas (Logitech, Dell, Microsoft, etc.)
Quanto a questão de fazer diferença, qual exatamente os benefícios que um teclado mecânico traz pra quem usa muitos atalhos ou mexe com código?
trampo com programação e é uma sanha absurda dos amigos de ter rgb, brilho, teclado mecânico, eu só consigo enxergar perda de dinheiro, mas pode ser porque entrei na área velho, então sem paciência pra essas peiticas :)
Eu concordo, mas mesmo assim comprei um teclado mecânico da Keychron por causa de uma vantagem bem específica: É muito mais fácil limpar um teclado mecânico que um de membrana.
Sobre limpeza de teclados, a um tempo atrás eu estava a procura de um teclado que fosse fácil de limpar, e realmente, a maioria dos teclados comuns são meio ruins de limpar, porque eles têm um “nicho” para cada região do teclado (alguns têm um nicho para cada tecla, que era o caso do meu!), o que torna um saco para limpar. Fora que muitos deles são estilo “teclas chiclete”, ou seja, teclas bem baixinhas, que parecem teclados de notebook.
Mas essas são opções de design do teclado, e não algo inerente a teclados de membrana (exceto a altura das teclas, teclados mecânicos precisam ter teclas altas). Acabei encontrando um teclado da marca Rise Mode, que é “aberto” nas laterais e com teclas altas, facilitando bastante a limpeza. E não custou a fortuna de um teclado mecânico.
Não existe produto 100% vegano.
Isso é muito claro para nós veganos. Entendo que quem não é vegano acabe levando ao pé da letra, mas nós veganos ja sabemos disso. A Vegan Society la em 1944 já falava sobre esse tópico. Não existe ninguem 100% vegano ou comida 100% vegana. se fosse assim nós iriamos flutuar pq ao andar a pé pisamos em formiga kkkkkk ao plantar hortaliças destruimos um habitat de algum bicho. É isso aí.
Eu ainda sou taxada de “carnista” quando numa discussão alguém desce a lenha na L’Oreal dizendo que tal e tal marcas são “100% cruelty free” e eu mostro que não, não são (e pior: não investem um centavo em pesquisas pelo fim da testagem in vivo). Em algum momento, algum componente foi testado em animais, e muitas marcas ditas “veganas” que botam selo do coelhinho nas embalagens pagam outras empresas para testar os componentes dos produtos ou investem dinheiro em pesquisas que envolvem testagem em animais (cof cof Natura).
Stalin não era tão ruim quanto a mídia “ocidental” o pinta
Essa é tensa, viu.
pelo menos ele não jogou bomba atômica em ninguém
só usou picaretas pra eliminar desafetos
Viva a picareta!
Fiquei na dúvida se você se referiu às ferramentas picaretas ou aos asseclas picaretas do Stalin. Mas ambos os casos se enquadrariam no contexto.
Claro que não era, ninguém podia reclamar (mesmo).
Desculpa, não podia perder a piada.
é como aquela piadinha que o zizek sempre conta: um sujeito foi destacado pra trabalhar na sibéria e combinou com o amigo que se ele escrevesse cartas em tinta vermelha é porque a situação estava ruim, enquanto cartas escritas em azul indicavam que a situação estava boa
começaram então a chegar as cartas escritas em azul: tudo estava ótimo, a comida era perfeita, o trabalho era agradável, etc. O único problema é que ele não conseguia achar canetas com tinta vermelha.
O erro de Stalin foi amar demais.
era pior
pergunte a qualquer comunista ou anarquista perseguido pelo regime nos anos stalinistas
Conduziu o processo de industrialização mais rápido da história e derrotou os nazistas no oeste e os japoneses no leste.
Nada tira da minha cabeça que se houvesse um encontro de leitores do Manual, só daria homem hetero branco de até uns 45 anos com assuntos básicos dentro da bolha: produtividade, investimento(cafona demais bicho) tecnologias, programação… Se vestem no mesmo estilo, corte de cabelo igual, e até a famigerada bolsinha de couro de ombro .
já falei isso pessoalmente com uns baseando-se nas centenas de comentarios que lemos e o teor do seu conteúdo e finalmente veio o momento pra eu registrar isso online kkkkkkkkk
Bicho, eu ficaria sentado na mesa do canto, usando alguma camiseta alusiva a futebol, tentando fazer alguma análise antropológica – ou ficaria na expectativa da Julia aparecer pra puxar assunto sobre o mercado editorial e afins.
Sobre o tópico em si: “opinião controversa” é gostar de Engenheiros do Hawaii. Ficar incomodado com quem discorda dos super ricos é questão de caráter.
Acho que não falo com ninguém sobre mercado editorial, a não ser se for sobre a Lei Cortez.
Ou seja, eu ficaria só com a análise antropológica no canto da mesa.
Concordo com tudo, exceto com a parte dos assuntos “produtividade e investimentos”. Na real, não sei de onde tu tirou que a galera falaria desses assuntos, nunca vi esses temas rolando por aqui (seja no Manual ou no Órbita).
No lugar de “produtividade e investimentos” eu diria que os assuntos proeminentes seriam “males que as big techs causam na sociedade” e “bilionários não deveriam existir”.
Falando na condição de responsável por metade do Manual (o blog; o Órbita é a galera quem faz), produtividade e investimentos são dois assuntos que considero importantes em quantidade limitada e, assim sendo, tento dosar muito bem aqui. (De produtividade, declaro-me culpado; de investimentos, não lembro de ter escrito algo a respeito no blog.)
O que entendo por assuntos de “produtividade” e “investimentos” (pelo menos da forma como Wanderson falou) são aqueles livros de autoajuda do tipo “O poder do hábito”, “Hábitos atômicos”, “Os segredos da mente milionária”, “Pai rico, pai pobre”, “Mais esperto que o diabo”, entre outros, que comumente são abordados por influenciadores e produtores que conteúdo que falam sobre “educação financeira” e “sucesso na carreira profissional”. Coisas que não tem muito a ver com o que o Manual trata.
Ahh, saquei! Estava pensando “produtividade” no sentido daqueles youtubers tipo Tiago Forte, métodos de organização e ficar testando aplicativos de anotações e listas de tarefas. Nisso, somos culpados, heheh 👀
Voce foi cirurgico aqui. É isso mesmo.
Faltou apenas “Vida com menos telas”. kkkkk
Se fala isso eu já corro. Já da pra pegar toda personalidade da pessoa com essa frase.
você descreveu o público do meiobit/tecnoblog!
eu me senti ofendido, então tá valendo
Nossa, eu acessava esses dai, mas se tornou um ambiente tóxico.
Perai, eu sou operário, uso roupas comuns e assuntos nada a ver com economia e investimento kkkk
As vezes parece que 90% é publicitário, jornalista, desenvolvedor de software ou uma mistura de dois ou três desses elementos.
Contador aqui!
KKKKKKKKKKKKK exatamente. A junção resulta no Cs55.
Pesquisei por cs55 e não entendi do que se trata.
Olha na tabela periódica
Acho que tirando o Juarez, o André Kittler e a Júlia, o comentarista médio do MdU parece um sapatênis.
Nossa, muito real viu. Eu tenho medo.
Classe média de esquerda. Este é o único blog de tecnologia à esquerda que conheço.
Já vivemos num estado narco.
A pobreza no Brasil é mantida pelo governo
Se o Sistema não atrapalhar muita coisa melhora.
A pobreza no Brasil é mantida pelo sistema
Se o governo não atrapalhar muita coisa melhor
(lembrando que o sistema escolhe o governo)
o “Sistema” está na sala conosco agora?
Sabe quem é o 2o maior consumidor de cocaína da América? Brasil.
Não tem o que fazer. O tráfico está impregnado na sociedade.