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Tipo, o engraçado deste tipo de “arte” é que você é anônimo em partes – como até dito na matéria, tem um circulo de pessoas que protegem o “anonimato” do tal artista.
Pixação / Grafitti é crime – DEPENDENDO DO LOCAL. Ponto. Claro que é “menor monta”, é “arte”, etc… mas tipo, é engraçado pensar que pessoas protegem um artista para “cometer um crime” e com isso ele ganhar de certa forma, seja financeiramente ou midiaticamente (a matéria da Reuters também traz sobre o quanto Bansky ganha com eventos e coisas que ele cria, ainda que ele seja de certa forma “filantropo”, no que já li de um que “filantropo é uma desculpa de rico para continuar rico”).
E tipo, o ponto aqui é “por quê se esconder se o problema é só o grafitti?” Não vejo questão de charme, mas sim um ponto sobre “uma comunidade ao redor” que no final é criada neste aspecto. E via de fato, se Bansky fizesse algo pior que o grafitti, já teria sido realmente exposto e posto em desgraça, convenhamos.
(Eu ia escrever “não sou a favor ou contra”, mas em tempos polarizados, galera fala que “ficar em cima do muro” é no final ter uma posição também, então vamos lá:) Sou a favor de expor o Bansky. Ponto. Se o cara não faz nada mais que (cof cof) arte, então não há problema em se expor. Se ele não quer se expor, problema é dele. E não duvido que ele mesmo saiba que seu “anonimato” também gera especulações e perseguições.
Se pensar que em tempos atuais muitos se expõe online cometendo diversos “crimes” como se fossem “arte” (tipo por exemplo galera com carro acima dos limites de velocidade por exemplo ou empinando moto; gente matando animal para se expor em redes sociais, gente cantando música endeusando o dinheiro e o crime organizado)… err… Bansky no final não está tão errado em seus atos. Mas o cômico é que ele criou um nome, criou um valor em cima deste nome, e tem gente que ganha em cima disso.
Inclusive os alvos dos grafitis que ele gera, e os muros onde ficam os grafitis…
Irônico, né?
Jornalista gosta de ser babaca, né?
(sou jornalista)
Os caras escrevem 5 parágrafos pra justificar porque estão buscando a identidade do Banksy, apesar de todo mundo ser contra. E não se dão conta que era melhor não ter feito isso.
Eu até entendo que, talvez, o sentimento de todo jornalista é a busca pela verdade, mas nesse caso acho irrelevante saber quem é Banksy. Acho que perderia toda a mística, o charme… enfim toda a aura envolvida. Lembro de um caso parecido que foi a busca pelos rostos reais da dupla Daft Punk. O mistério só foi solucionado quando a dupla foi para os EUA receber o prêmio Grammy. No dia seguinte à premiação, uma multidão de jornalistas acampou no aeroporto só para registrar os rostos dos artistas que eram, até então, desconhecidos. Algo que gerou muitos cliques, mas, ao meu ver, foi irrelevante.