20 comentários

  1. Segundo o relatório Mercado Brasileiro de Música, houve um crescimento de 31,5% das compras de álbuns físicos, sendo os vinis 76,7% desse faturamento.

    Vinis novos são extremamente caros. Essa já é uma barreira muito alta. Mídias físicas modernas, como o blu-ray e CDs, também são pouco acessíveis. Infelizmente a acessibilidade dos streamings (legais ou não, como IPTVs da vida) ainda é mto maior, principalmente quando a maior parte dos brasileiros acessa a internet via celular ou TV.

    1. O crescimento é enorme quando o mercado já era muito pequeno.

      Esse público todo ai é colecionador. Até se empolga num primeiro momento, mas depois vem a dor do preço alto.

      Praticamente não tem mais CD player em veiculos, as lojas não vendem mais micro system.

  2. Ô lógica de mercado que não basta ter ter lucro, TEM que ter lucro crescente a cada ano. TEM que ter a tal da bostificação ou merdificação.

    O streaming poderia ser a solução para a pirataria, mas está empurrando a gente de volta.

    Eu pago Spotify por que ouço muita música, aí essa semana mesmo, fui ouvir um álbum que gostava na infância e descubro que duas das faixas simplesmente não está mais disponível por algum contrato obscuro de licenciamento. Sorte que eu ainda tinha esse álbum em mp3 em um hd antigo. Poxa, eu já tô pagando a licença (por que você nunca possui nada de fato com streaming) e mesmo assim não tá disponível no meu país?

    E quantos filmes não estão disponíveis em nenhum catálogo, não importa o quanto esteja disposto a pagar?

    Pirataria é a única saída.

  3. Eu gostei do texto e concordo. No meu caso venho elaborando uma linha mais filosófica sobre a minha relação com esses serviços e outros.

    Esse ano eu parei de assinar quase tudo e só fiquei com o Spotify para música, por enquanto.

    A conveniência que esses serviços proporcionam é tão sedutora me vi totalmente capturado por ela. E no meu caso, não achei nada boa essa adaptação. Me vi mais preguiçoso em diversos sentidos e a minha relação com a cidade mudou muito, pra pior.

    Eu tô preservando ir ao cinema, ir na banca de jornal comprar a revista semanal, andar de transporte público, ir comer no restaurante ou boteco, ir na loja física comprar roupa ou na livraria comprar o livro que quero.

    Uber, Ifood, Amazon, Mercado Livre, todos os streamings de filmes e séries, redes sociais, portais de notícias, tudo isso é muito conveniente e não digo que vou abrir mão de tudo a todo momento, mas minha relação com esse arsenal tecnológico está bem mais intencional.

    Agora a mais nova frente são as IAs, que óbvio, não vou deixar de usar, até porque ela tem me libertado de trabalhos enfadonhos e nada pensantes, mas também não quero ser mediado por uma IA, por um modelo estatístico, a todo momento, para entender o mundo.

    Quero aprender a partir da minha experiência, exercer meu direito de errar, de hesitar e de improvisar.

    Quero minha vida mais mediada por instituições reais, por relações humanas, pos dinâmicas sociais que envolvem meu corpo e a cidade.

    Reesignificar o território como diz o mestre Milton Santos. Enfim, tecnologia digital sim, mas aceitar minha vida ser mediada por uma administração algorítmica, controlando minha atenção o tempo todo, não dá. Serei ainda um consumidor de serviços streaming? Certamente, mas zero encantamento com isso, meu desejo já está sendo direcionado para outras alternativas.

    1. tenho refletido sobre isso ultimamente também

      estou parando de usar ifood, e quando quero comer algo, é melhor ir na rua, dar uma andada, “ver gente”

  4. E a história da internet se repetindo: a coisa começa como promessa de democratização e acaba na oligopolização com assalto aos nossos bolsos cada vez mais rasos. Com isso o streaming acaba virando uma nova versão da TV paga, só que pior porque dessa vez a gente tem que pagar cada canal separadamente. Acho que vão aparecer novos “serviços” de pirataria por aí, por falar em repetição da história. Ou vai se difundir mais o hábito de assinar um serviço por pouco tempo, pra ver algum filme ou série específicos, e ficar pulando de streaming em streaming.

    1. vai se difundir mais o hábito de assinar um serviço por pouco tempo, pra ver algum filme ou série específicos, e ficar pulando de streaming em streaming

      Isso é falado há alguns anos já, mas acho que só exacerba o cansaço moderno devido ao número cada vez maior de micro decisões/preocupações que acumulamos, em boa parte por conta de uma indústria que promete praticidade mas no fundo só torna nossas vidas mais miseráveis.

      A vida moderna não deveria ser pautada em mais coisas. Temos que simplificar e voltar a nos conectar fisicamente com o mundo.

  5. a última parte do texto evidentemente foi cortada pelo Departamento de Vai Dar Merda

    mas todo mundo sabe qual é

    o problema é: pouca gente de fato sabe COMO é essa solução

    1. Eu não sei qual é a solução. Pode me dizer?
      E como é essa solução?

  6. Eu li o texto e achei interessante a visão do autor. Dito isso, assino Netflix, YT Premium e Spotify e acho o valor bem empregado pro entretenimento que eles me entregam.

  7. Eu não assino mais nada desde 2023, e mesmo nessa época eu gastava no máximo 120 reais com assinaturas sendo o Apple One familiar a mais cara. Netflix pra mim nunca valeu a pena, acho que a última vez que assinei foi em 2017, sempre que assinava não dava vontade de ver nada e era só desperdício.

    Pra mim a que mais valia a pena era o YouTube Premium que eu assinava desde 2018, como uso iOS hoje faço sideload de um IPA modificado pra não ver anúncios. Outro que doeu inicialmente cancelar foi o Apple Music assinado desde 2015, tirei print de toda a minha biblioteca e depois fui caçar os MP3 320kbps de cada, foram 4 dias bem trabalhosos, mas hoje é tão conveniente ter minha biblioteca que assinar é que vai me fazer perder tempo, e o pior: a Apple apaga todas as suas músicas depois de 3 meses sem assinar o serviço, ou seja, eu teria que recomeçar literalmente do zero.

    Animes são meu principal entretenimento, mas sou extremamente contra a Crunchyroll. Traduzem errado, distorcem o significado de falas e há noticias de diretores falando que o ocidente ja está impactando nas obras de la, poxa, se quero ver animes eu especificamente quero ver algo voltado a visão oriental, então não financia-la é minha forma de boicote para que as obras orientais continuem sendo regidas pelos princípios de lá.

    Percebi também que nunca precisei de espaço em nuvem e sim armazenamento local, investi num SSD com bastante espaço para ficar plugado no meu computador sempre.

    E por último: assinatura de software. Por segurança e risco de vazamento eu compro apps de computador, mas justamente programas que possuem a opção de compra única, software por assinatura eu sempre fui contra.

  8. Sem dúvidas ñ compensa mais assinar os serviços de streamings.

    Seria a volta das mídias físicas uma próxima tendência?

    1. Infelizmente não pois elas praticamente não são mais produzidas.

      1. Na verdade toda mídia física precisa atender um padrão anti-cópias. Na hora que aparecer o “santo graal” para eles, tipo um sistema com criptografia e denuncia de cópia, eles vendem de boa.

      2. Isso ai. Até é possível encontrar alguns materiais novos em mídia física, mas é praticamente voltado ao colecionismo e isso virou um nicho superfaturado.

        Foi até difícil explicar isso pra uns gringos. Eles não entendem que não há mercado pra isso aqui na América latina. Já faz quase 1 década que nem os carros tem mais cd player…

  9. A conclusão está nos olhos de quem vê.

    O texto aborda três vias, aonde só duas são descartadas. O navio já partiu! hehehe