6 comentários

  1. Me lembro quando jovem de participar de curso (ainda bem que gratuitos) de “como buscar emprego”. Tem coisa que penso que as pessoas confundem pagar para “fazer um download para o cérebro”, como tipo se pagar para a pessoa significa ser igual a ela. E aprendemos no final as duras penas que aprendemos só sobre como funciona algo, mas nunca seremos igual aquele que repassou o conhecimento.

    Engraçado pensar que mesmo conteúdos de mídia antigos transformaram situações dessas em fábulas: a promessa de algo em troca de dinheiro. Não sei se já viram um episódio do Pica-Pau que o mesmo acha um mapa do tesouro e o Zeca Urubu (aqui sendo o estelionatário da vez) vai seguindo o mesmo e cobrando por cada item utilizado durante a “aventura” de ir atrás do tesouro, desde uma viagem de barco, uma pá, explosivos, taxas e tudo mais; e claro, o famoso polícial atrás dos dois narrando a situação e sua grudenta frase “Se o Pica-Pau tivesse avisado a polícia…”.

    No dia que tivemos uma educação filosófica mais funcional, acho que essas coisas param. Porque quando aprendemos a filosofar, não precisamos de um coach ou pastor dizendo o que fazer (no final o pastor ou padre de verdade que atua de forma genuína só vai servir como consolador e guia moral, não como vendedor de sonhos).

  2. Nada me tira da cabeça que a única forma de se ganhar dinheiro nessa área é vendendo curso e mentoria pra desavisado.

      1. Provavelmente não veio mesmo e acho que ele usou muito dinheiro ilegal pra começar o negócio. Mas você já parou pra fazer as contas? Eu fiz uma conta de padeiro dia desses para estimar quanto uma dessas influencers de aula de inglês poderia ganhar com esses cursos e me surpreendi. Como o número de seguidores dessa galera é muuuito alto, a taxa de conversão pode ser baixa, que, ainda assim, eles faturam alto.

        Olha o caso do coach: só no Instagram, ele tem 13 milhões de seguidores. Supondo que ele consiga vender a tal mentoria só para 0,5% desse público, já são 65 mil otários. Multiplica isso por, sei lá, R$ 2 mil. 65 mil x R$ 2 mil = R$ 130 milhões. E parece que essas mentorias dele custam bem mais do que isso.

        1. Bem mais que isso. Custa vinte mil.

          50 otários já dá um milhão.

        2. Dado o histórico do Marçal, só desconfio que parte dos ganhos é oriundo de serviços ilícitos anteriores, e tudo isso virou uma forma de lavar dinheiro. E dado as referências atuais de calotes e promessas não cumpridas durante a eleição, não é que o cara é rico, mas só posa de. Uma hora ou outra aparece os podres. Só esperar um pouco mais.

          Marçal é o que eu diria o exemplo de “malandro moderno”: paga de esperto para ganhar algo, mas posa de que pode tudo. Sabe o Caco Antibes, lendário personagem do Miguel Falabela no “Saí de Baixo”? Tipo ele, mas sem a comicidade do personagem teatral.