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Os três motivos que levam à inadimplência financeira no Brasil, segundo o Google sem paywall exame.com

Vocês vem se cuidando financeiramente? Meus pais nunca me deram grandes aulas de educação financeira, mas me ensinaram que não se deve gastar dinheiro com qualquer coisa. Com o tempo, fui aprendendo mais sobre como cuidar do meu próprio dinheiro, não só com investimentos mas também com saúde e inteligência. Gastando com o que realmente necessita, deixando uma reserva para possíveis problemas, e sempre analisando minhas receitas e despesas a longo prazo.

6 comentários

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  1. Opinião impopular: educação financeira num país onde as pessoas não conseguem ganhar o básico para viver decentemente é uma falácia quase ou tão grande quanto meritocracia. Pobre é muito bem educado financeiramente. Ele não sabe investir na bolsa, mas sabe investir em comida. Ele sabe fazer de cabeça a conta de quanto ele economiza se gastar X em ônibus e andar Y a pé, e do que ele pode comprar com a diferença. Se vale mais a pena atrasar a conta de água ou a de luz. Se é melhor consertar a máquina de lavar ou o forno do fogão. Se for pagar um dos dois no cartão, qual ele vai usar pra deixar um limite pro supermercado da última semana do mês.
    Outro dia, numa discussão sobre obesidade nas periferias, tava uma guria no Instagram dizendo que “as pessoas têm preguiça de cozinhar” e “é melhor comprar um pé de alface fresquinho que alimenta 5 pessoas do que 1 pacote de miojo que dá pra uma pessoa”, esquecendo que “pé de alface fresquinho” alimenta quase zero e apodrece em uma semana, enquanto miojo dura no armário por meses. E, obviamente, ela não sai de casa às 4h pra ir trabalhar, passa em média 3h no transporte público e chega em casa às nove da noite.
    Como uma pessoa que melhorou financeiramente e hoje SÓ vende o almoço pra comprar o jantar, tenho um ranço incomensurável de matéria sobre “brasileiro que se endivida”.

    1. É isso!

      Como dizem na rede do bonequinho branco, já pode fechar o tópico.

    2. só um ponto que fiquei na dúvida a respeito dessa parte “falácia quase ou tão grande quanto meritocracia”. se não por meritocracia, então é viver as custas de quem?

      1. Numa definição pescada via Google, meritocracia “trata-se do alcance do poder através do merecimento. Segundo essa linha de pensamento, os objetivos são atingidos por aqueles que se dedicam e se esforçam em medida suficiente”, o que implica, para a justeza do processo, que todos partam do mesmo lugar.

        Não vou me alongar com as estatísticas que mostram como pretos, pobres, mulheres e população LGBT começam muito lá atrás nessa corrida porque tem vários vídeos bem legais explicando isso, os recursos visuais são muito bons – aqui o link de um: https://www.youtube.com/watch?v=1gHjBTM3ekk

        Recomendo com força, vai na fé.