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O redesign e o workflow

Aproveitando o recente anúncio do “Liquid Glass” na WWDC, fica a pergunta: o quanto vocês se importam com esses redesigns?

Na minha experiência, eles raramente mudam o meu fluxo de trabalho. Talvez sejam mais ou menos agradáveis – o que eu acho muito importante para experiência toda – mas sinto que funcionam como os “rebranding” que as empresas fazem: uma semana de discussões acirradas e muitos opiniões, para depois ninguém se importar porque nada muda realmente.

Eu uso MacOS há uns 15 anos, apesar de todas as mudanças de linguagem visual, a experiência geral é a mesma desde o Snow Leopard. Algumas coisas foram criadas, como aplicativos em tela cheia e mais gestos, mas não é uma ruptura dos conceitos e do fluxo de trabalho. Não parece que vai mudar com o Liquid Glass, mesmo sendo a “maior mudança” da história da empresa.

O Windows tentou uma ruptura na versão 8, que fracassou de forma retumbante e nada sobrou nas versões posteriores. O Gnome fez uma grande ruptura na versão 3, apesar de todos os problemas e reclamações, seguem até hoje com uma proposta muito similar após alguns ajustes.

Em geral, não me importo muito com essas mudanças mais cosméticas.

7 comentários

7 comentários

  1. Como pessoa que trabalhou com desenvolvimento focado em iOS: mudam algumas práticas, redesenham alguns fluxos de uso. Um detalhe por exemplo que ficou bem evidente é que para os menus do rodapé no celular, eles ficam mais ativos: buscas que ficavam na parte superior, desce – ou seja, aquilo que antes era uma localização fixa, se torna algo mais ferramental. São pequenos detalhes que mudam muito o fluxo sabe. Agora, interface em si, só é a finalização da função, pra ajudar a ter forma.

  2. Tem um comentário recorrente entre o pessoal de UX é que quem gosta de redesign é o dono do app, o usuário quer continuar apertando o mesmo botão de sempre. No geral, quando a mudança é brusca demais, geralmente causa uma frustração inicial, especialmente quando não são bem justificadas ou pioram a experiência.

    Indo na cartilha do pessoal da Nielsen Nornan, o que importa pro usuário na maioria das vezes é consistência, previsibilidade e familiaridade na experiência de jornada.

  3. Algumas mudanças estéticas tornam a experiência mais “empolgante”, pela questão da novidade. Mas isso passa logo pra mim também… realmente, não muda muito a questão do fluxo.

  4. Concordo que essas mudanças não alteram *muito* o modo de usar, mas acho que alteram pequenos detalhes que se somam. O “Ajustes” do macOS Ventura (acho), por exemplo, ainda hoje lamento. Ou os botões que viraram links indistinguíveis no iOS 7.

    E acho que o visual importa em alguma medida, mesmo que com o tempo se acostume. Cada redesign cria uma “fadiga cognitiva” para assimilar e acostumar-se às coisas novas — mesmo as que continuam fazendo as mesmas coisas, da mesma maneira de antes.

    A cada atualização do macOS, fico mais saudoso por uma interface gráfica que seja estável, que mude pouco. Algo como o XFCE, por exemplo. (Pode ser o caso de “a grama do vizinho é mais verde”, porém, já que nunca usei o XFCE por longos períodos.)

    1. Eu estou usando a versão antigo do Gnome (3.38) no trabalho, acho que fica muito cansado sem as evoluções cosméticas. Não tem nada específico que eu sinta falta das novas versões em termos práticos, mas esteticamente mudou bastante.

      Muita acham essas tendências de design uma questão irrelevante e superficial, mas eu me importo. É um pouco chata as vezes, mas não queria aquelas barras de rolagem da época do “Aqua” até hoje, já achava deslocado do restante na época que foi descontinuado.

  5. Não respondendo diretamente, mas um dos motivos pelos quais a Apple é justamente criticada é pela manutenção desse fluxo e das diretrizes básicas dos sistemas. “Muda”, “muda” e as pessoas dizem que “continua a mesma coisa”.
    Eu, no mesmo caso, prefiro que seja assim também a um sistema em que funções básicas migrem de lugar ou de fluxo, como você lembrou do desastre do W8.
    Particularmente, achei o Liquid Glass bem bonito, uma evolução visual dos sistemas atuais. Mas falta refinamento para aplicar melhor alguns pontos, principalmente na legibilidade como todo mundo vem apontando. Pode ser que seja corrigido antes do lançamento final, mas acho que será semelhante ao que aconteceu com o Leopard/Snow Leopard. A versão 26 traz as novidades e o refinamento virá na 27.