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O Instagram quer a Geração Z, mas o que a Geração Z quer do Instagram? sem paywall www1.folha.uol.com.br

Em entrevistas, uma dúzia de membros da Geração Z, com idades entre 15 e 26 anos, disseram que ainda usavam o Instagram para manter contato com amigos, analisar paqueras, construir negócios e assistir a vídeos de culinária, apesar de se preocuparem às vezes com os efeitos do aplicativo em sua saúde mental. Mas de todos os seus recursos, eles pareciam menos interessados no feed de fotos polido e público que antes era a oferta principal do Instagram.

Esta reportagem ratifica a minha teoria de que o Instagram é o “Facebook 2.0”, ou Facebook de millennial, que caíram nessa enrascada sendo cozidos lentamente por novos recursos lançados pela Meta a fim de transformar o Instagram num Facebook com visual diferente.

9 comentários

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  1. Não é só sua teoria, eu penso o mesmo. A geração seguinte chega saturada com o que a anterior usa e tende a tomar outro rumo.

    Vocês ainda usam Facebook? Aquilo ali virou um poço de polêmica e engajamento… O Instagram tá no mesmo caminho.

    1. Eu uso só para ver preços no Marketplace (e ver se acho algo que preciso). Fico relutante, mas ao menos consigo usar como parâmetro de preços para algumas coisas, já que não existe uma “tabela fipe universal” de coisas usadas.

      Fora isso, o uso social do Facebook é quase nulo. Restringi minha conta e apaguei muita coisa.

  2. Queria mesmo era o feed cronológico por padrão de volta…

    Mas é algo que não é do interesse deles…

    1. Se você tocar no logo do Instagram, no canto superior esquerdo, aparecem dois feeds alternativos, um deles o cronológico. Não dá para defini-lo como padrão, mas é um jeito mais saudável (menos tóxico) de ver o feed.

  3. Me incomoda um pouco essa história de caiu em enrascada e coisas do tipo ou “esse é o novo aquele”…

    Na realidade os mileniaus foram os donos de todas as redes até a chegada do tiktok, talvez? A questão é que essa geração (estou incluso) cresceu com o nascimento e juventude da internet e assim como qualquer crescimento foi enganada pela promessa de algo melhor.

    Eu arrisco dizer que a internet É a geração mileniau, prometeram muito pra ela/dela e o capitalismo fez questão de mostrar que não era nada verdade.

    1. Novas gerações que chegam com o caos instalado tentarão fazer algum uso tentando burlar o sistema, mas será que é possível? Tenho minhas dúvidas, mais fácil o sistema encaminhá-las para outros locais e o engodo acontecer novamente.

    2. Mas foi uma “enrascada”, não? O Instagram despontou como um Facebook mais sofisticado, “aesthetic”, e a Meta se aproveitou disso para encher o app de recursos que concorrentes inovadores lançavam, dos stories aos reels/vídeos curtos. Aos poucos o Instagram incorporou tantos recursos que virou aquela bagunça característica do Facebook. (A última linha que o Instagram ainda não cruzou, mas está testando, é o do “RT”/compartilhamento de conteúdo alheio.)

      Imagino que a “geração Z” trata o Instagram com o mesmo distanciamento, até certa ojeriza, que os millennials tratavam/tratam o Facebook na fase em que já estavam investidos no Instagram. Não é legal ou divertido, é só “necessário” para algumas atividades. O que só reforça o paralelo com o Facebook.

      1. Eu discordo, porque o Instagram não nasce como um produto do Facebook, ele é comprado pelo Facebook.

        Minha memória pode me enganar, mas a premissa do Instagram era ser um repositório de fotos do dia a dia. Aquela premissa que os mileniaus foram enganados na web de ter mais um lugar de compartilhamento, um fotolog com marca e no início (com ar de) exclusivo.

        Outro pensamento meu. Não é só a geração Z que tem ojeriza ao Instagram, os mileniaus também estão deveras cansados, como podemos ver ao acompanhar os leitores do Manual (MdU 😆) que são maioria dessa geração e demonstram esse cansaço também. Mas tem a questão de pra onde ir? Ou precisamos ir para algum lugar?

        Sem esquecer que os mileniaus brasileiros fizeram isso também com o Orkut quando demos mais valor ao Facebook e demos força e vida (olha a pretenção) ao monstro do feed.

        1. O Instagram enquanto empresa independente existiu por uns três anos, no máximo. Desde 2012, ou seja, há 13 anos, é uma marca da Meta.

          Millennials podem ter ojeriza ao Instagram (questionável), mas não largam o osso. Nós aqui somos exceções; não dá para extrapolar a pessoa média que lê o Manual para toda a demografia millennial.

          O Orkut sofreu desse mesmo desgaste, mas acho que por outros motivos, o maior deles a ausência de um feed de atualizações dos contatos. Quando o Google implementou isso já era tarde demais (e a implementação era horrível).