Acho que o autor explicou bem o sentimento que eu tive também. Parece uma ferramenta para quem gosta mais da jornada do que do destino.
23 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Acho que o autor explicou bem o sentimento que eu tive também. Parece uma ferramenta para quem gosta mais da jornada do que do destino.
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Ganhei uma conta grátis, por ser aluno da USP, e tentei usar mais de uma vez. Me empolguei no começo, mas rapidamente percebi que esse app tinha muito “fru-fru” e pra minha rotina eu preciso de algo mais simples e ágil, por isso venho usando o Joplin faz muitos anos, até agora não achei um app de notas mais funcional que ele, pelo menos pro que eu preciso.
Tive a minha fase de empolgação com o Notion, mas logo percebi que ficar escolhendo ícone, capa e mais um monte de coisa era só mais uma forma de procrastinar e não fazer o que eu devia fazer.
Hoje uso exclusivamente para notas e planejamento. Não uso para tarefas ou projetos. Registro listas do que ler/assistir em um quadro de Kanban (Assistir, Próximo, Assistindo, Assistido). Também uso para captura de artigos (já lidos, diga-se) com algumas propriedades como autor, tipo (texto, tirinha, citação etc) e tags. Também uso para planejar conteúdos a publicar, em produção e publicados.
Para tarefas e todo o resto, uso há mais de 10 anos o Workflowy. A ferramenta mais leve, simples e com a melhor busca na minha opinião. Ela é baseada em bullets (tópicos) e tem ganhado funções novas interessantes, como calendário (também em tópicos e subtópicos de ano, mês, dia etc).
Adoro ferramentas estilo outline, como o Workflowy! É minha forma favorita de fazer anotações. No meu caso, uso o Roam Research – se eu não tivesse uma conta lá há muito tempo, provavelmente iria de Workflowy ou Reflect.
eu descobri que, pra mim, o notion é menos útil como auxiliar em processos de trabalho (só uso pra fazer checklist de demandas) do que é como arquivo pessoal. salvo citações de textos que li e textos que escrevi por lá. depois consigo exportar como html ou pdf. a dicotomia “herói” ou “vilão” é que é meio tonta, na minha opinião. é um aplicativo que eu experimento para ver se me ajuda e, quando não me ajuda, abandono a funcionalidade. pra outras coisas (como registrar filmes que vi, shows que fui), me serve bem.
É a mesma síndrome dos emuladores haha
O que é a síndrome dos emuladores? Não estou por dentro dessa. Refere-se a emuladores de jogos?
Configura uma infinidade de parametros e BIOS pra nunca jogar de fato rs
Eu tenho uma estranha mania que carrego desde os jogos FIFA do SNES na minha infância/adolescência, que é passar muitas e muitas horas atualizando os times de futebol com as novas contratações. Fiz muito isso em diversas versões do FIFA e do PES e até mesmo hoje em dia com as atualizações automáticas eu sempre acho o que precisa consertar nos times. E era bem isso, horas e horas ajustando os times pra jogar pouquíssimas partidas.
Uso desde 2019 e pra mim segue imbatível como gerenciamento de projetos compartilháveis.
Não uso especificamente para anotações nem groselhas de second brain, eu QUERO esquecer o que coloco nele.
Cheguei a tentar usar esses apps (Obsidian/Notion) mas nunca vi vantagem que não fosse capaz de ter com notas escritas ou algum outro app mais simples. No final, “vibocodei” um app em C++ para usar como app de notas.
Mas sempre me lembro desse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CjSWwmg-JRM (Por que eu deletei meu segundo cérebro: uma jornada de volta ao pensamento real) quando essa discussão bem na mente.
Toda vez que alguém linka esse vídeo, tenho a impressão que esse cara nunca deveria ter criado um “second brain” para início de conversa. Parece que ele acreditou no hype das mentiras marketeiras e nem se questionou se aquilo fazia algum sentido para ele.
É uma mulher, hehe.
Sinceramente e generalizando (mas só um pouco)? Todo esse mercado de “segundo cérebro” e influenciadores de produtividade do YouTube é uma gigantesca cascata. Os caras ficam trocando de ferramenta, de sistema, de “metodologia” como um fim em si mesmo, enquanto as pessoas normais se viram com o que têm à mão, o que pode soar displicente, mas é um grande trunfo: conhecer bem a ferramenta que se usa gera dividendos valiosos, como previsibilidade, familiaridade e confiança.
Espere por mais vídeos de arrependidos da produtividade. Nesta semana foi a vez do Matt D’Avella.
“… conhecer bem a ferramenta que se usa gera dividendos valiosos, como previsibilidade, familiaridade e confiança.” disse tudo, anotado (na minha database de anotações no Notion criado há pouco só pra isso! Mentira haha) ✍️
Engraçadinho o Matt D’avella, ilustrando os primeiros minutos do seu vídeo com o livro do seu amigo Ali Abdaal sobre produtividade – e que não vai fazer vídeo de arrependido tão cedo.
Então o problema é como o Notion se vende mesmo. Porque tá lá bem grande que ele é um “organizador de vida” e meio que uma cornucópia de tudo o que precisamos pro dia-a-dia. A falácia da produtividade começou com o Notion e agora se expande pra IA, LLM e agentes.
A culpa não é do individuo que faz uso e depois percebe que não faz sentido, e sim da busca por essa produtividade e por ferramentas que vão melhorar algo
Por curiosidade, por que resolveu criar um app para notas? Nenhuma da solução existente atendia suas necessidades?
Eu queria uma APP simples e que usasse apenas markdown. Nenhum era simples o suficiente. Agora eu tenho um app local que roda no terminal e salva em md.
ô Paulo! eu queria saber mais sobre esse seu app. tem como conversarmos sobre? to querendo uma solução simples e que substitua meu Evernote (ficou muito caro).
Podemos sim.
Mas ele é bem simples. O fonte e a documentação estão nesse gist.
Quando um app simples se torna um “monstro” querendo fazer tudo. Parece que a galera não aprende com a concorrência, vide o Evernote.
Será que o Notion já foi simples? Toda a ideia de páginas aninhadas, blocos de texto como elementos isolados e ser um app feito com tecnologia web (Electron) é desde o início. Por isso nunca me atraiu, embora reconheça que há casos em que ele é uma mão na roda.
Felizmente, o meu perfil é muito simples para qualquer coisa além de arquivos de texto puro (
*.txt) e planilhas eletrônicas 😌eu ainda acho o Evernote um aplicativo e serviço muito bom. deu uma boa melhorada nos últimos 2 anos, mas o que não dá é o valor que cobram. é um serviço que deveria custar no máximo uns 20 reais por mês 200 por ano. mais que isso é muito caro.
Usei o Notion por vários anos para tomar notas e me organizar. Como um programador home office, ter tudo a mão com prints, pedaços de código e em uma interface pesquisável sempre foi uma mão na roda.
Além de tomar notas, criava Todos e afins e sempre tinha todo o conhecimento na mão, até que começei a ter um fog absurdo na mente: não me lembrava de mais nada de cabeça e sempre precisava a recorrer as minhas notas para me recordar. Ao contrário da ideia do “second brain”, parecia que eu só tinha aquele, das notas.
Resultado? Comecei a voltar para notas de papel. São péssimas para o remoto, recorrentemente preciso jogar coisas escritas em chats com colegas de trabalho, mas pelo menos consigo ter mais consciencia e memória das coisas que fiz e preciso fazer.
Acho que tomar notas, assim como estudar, precisa ser uma jornada para exercitar e gravar no seu próprio cérebro, não em uma interface digital bonita (e que não é acessível sem internet e em problemas de infra)
eu acho o Notion excessivamente complicado para algo que deveria ser simples. se perde muito tempo montando estrutura. não dá pra mim.