A comparação com futebol é bem certeira, vejo pessoas que trabalham, de verdade, comigo aspirarem uma vida de influencer da mesma forma que gostariam de ser jogadores.
Acho um trabalho besta, ficar a mercê de grandes empresas sem um vinculo real não é algo que desejo para mim ou qualquer pessoas. Mas, assim como eu gosto de estabilidade, outras pessoas preferem ausência de vínculos, é valido também.
O que me incomoda de verdade é que o trabalho do influencer não tem um código de ética e está livre de qualquer regulação. Assim como a publicidade on-line de maneira geral. Acho que é por isso que não é considerado sério, porque na real, não é. Eles podem vender óleo de cobra e ninguém vai ter onde reclamar.
Não é tão desregulado assim, por exemplo, eles são obrigados a indicar que determinado post é uma propaganda. No geral, não gosto, mas as redes sociais não são tão desreguladas assim.
Como toda a indústria da publicidade, eles se sujeitam as regras do CONAR, por exemplo:
E por trás de toda divulgação paga existe o trabalho da empresa/agência de publicidade que procura o influencer, elaboração de contratos dependendo do tamanho das partes envolvidas.
Creio que esta coluna, no Nexo, dialogue com a reportagem do link acima.
Quem tem filho poderia comentar aqui: e se o seu filho te falasse que o sonho dele é ser influencer?
Responderia com a pergunta: o quê você entender por trabalhar com isso?
meu sonho era ser o indiana jones ou o dr. brown
não é um delírio muito diferente de querer ser influenciador
Ouro de tolo né
Na escola de cada 10 crianças que vc perguntar 11 deve responder isso ou ser tiktoker (oq daria no msm?)
É o Horizonte deles, oq eles tem contato. Cabe eu no papel de educador (ou pai) ampliar essa visão de mundo.
E nem é difícil só perguntar “mas vc vai fazer oq? Pq as pessoas vão querer te ver?” E aí usa essa resposta para desenvolver o pensamento de fazer diferença e ajudar ou resolver o problema de alguém. Não vai virar influencer mas pelo menos já tem a ideia de que precisa trabalhar pra ter resultado.
Não considero trabalho sérios, trabalhos que tem menos de 30 anos de indústria, e tem uma grande faixa de insalubridade e um salário sobre um pirâmide estreita entre os ganhos da base em relação ao topo, citando exemplos: Youtubers, Streamers, Criadores de conteúdo de redes sociais.
Além desses empregos não terem nenhuma salubridade, são mais parecidos com esquemas de pirâmide em relação à como fazem falsas promessas de crescimento fácil
Quem ganha dinheiro no cassino pode até ganhar a vida com isso, mas ainda assim não seria considerado trabalho, seria a mesma ideia, porém menos estremada, um criador de conteúdo precisa necessariamente massacrar outros 1000 pra poder ganhar a vida com isso, pra quem está em cima cerca de menos de 1% dos que ganham a vida com isso, pode sim ser considerado trabalho, mas um emprego normalmente requer requisitos mais amplos e generalistas, e não pode ser feito a base do 1% da indústria
Cassino talvez não seja o melhor paralelo. O negócio de influência digital é mais análogo aos esportes e à dramaturgia. Só o 1% dos jogadores de futebol, para ficar num exemplo muito comum no Brasil, ganha milhões jogando bola. A maioria mal paga as contas. E… bom, acho que é um emprego, né? Atores/atrizes também devem ter uma relação proporcional similar entre grandes estrelas e quem passa apertado.
Mas em ambos os casos, atletas e atores existem contratos, vínculos empregatícios etc. existe uma escada também, começa jogando na base, depois em clubes menores… influencer me parece mais algo como hit and miss, algo mais aleatório.
Sim, acho que cada profissão tem suas particularidades, mas mesmo no futebol existem os “fenômenos”, que despontam ainda crianças, e os que chegam ao profissional mais tarde, às vezes por acaso ou sorte.
O conjunto de habilidades talvez influencie nisso também. No caso de influenciadores, é algo mais subjetivo e à mercê de movimentos culturais e comportamentais mais instáveis — sem falar nas próprias plataformas e seus algoritmos.
No fundo, porém, ainda me parecem caminhos similares. Embora ache o objetivo meio zoado (basicamente, vender coisas e ideias), não deixa de ser uma profissão.
“um criador de conteúdo precisa necessariamente massacrar outros 1000 pra poder ganhar a vida com isso”, um ator de base ganha um cache proporcional a produção mesmo que seja um valor bem baixo, um coadjuvante ganha uns 100 reais a 400 reais pra aparecer de fundo, isso ainda pode ser considerado emprego já que existe garantia de salário, um youtuber de base não só não tem essa garantia, até você gerar 100 dolares para o youtuber você literalmente trabalha de graça, outra parte importante é que as regras do salariais de “youtuber”, estão atreladas a uma empresa individual, é impossivel ser Youtuber e não trabalhar pro youtube, isso é um caracteristica propria das plataformas digitais, se isso for um emprego as regras emrpegaticias do emprego são definidas por uma empresa, o que eu quero dizer é que um youtuber esta mais proximo de um investidor do que um empregado, no sentido de que a lei não garante vinculo empregaticio, quem define o que você ganhou não são leis normas ou um contrato, se houver regulamentação da profissão dentro dos direitos trabalhistas, definindo o que um digital influencer ou um youtuber deve ganhar, eu consideraria um emprego, criando normas para a profissão, e um valor minimo de renda para a base
Ah, “emprego” não é mesmo. A matéria (e meu argumento) é de que influenciador é um trabalho.
Existem outras plataformas além do YouTube e outros modelos de negócio diferentes da divisão de receitas com o YouTube. A matéria até cita os esforços de alguns influenciadores para gerar receita com a própria marca, em plataformas próprias, a fim de diminuir a dependência das big techs.
E mesmo na dramaturgia, o modelo com vínculo empregatício está em declínio. A Globo, que durante décadas contratava atores e atrizes de alto escalão, faz alguns anos que demitiu geral e agora contrata por obra.
A comparação com futebol é bem certeira, vejo pessoas que trabalham, de verdade, comigo aspirarem uma vida de influencer da mesma forma que gostariam de ser jogadores.
Acho um trabalho besta, ficar a mercê de grandes empresas sem um vinculo real não é algo que desejo para mim ou qualquer pessoas. Mas, assim como eu gosto de estabilidade, outras pessoas preferem ausência de vínculos, é valido também.
O que me incomoda de verdade é que o trabalho do influencer não tem um código de ética e está livre de qualquer regulação. Assim como a publicidade on-line de maneira geral. Acho que é por isso que não é considerado sério, porque na real, não é. Eles podem vender óleo de cobra e ninguém vai ter onde reclamar.
Não é tão desregulado assim, por exemplo, eles são obrigados a indicar que determinado post é uma propaganda. No geral, não gosto, mas as redes sociais não são tão desreguladas assim.
Como toda a indústria da publicidade, eles se sujeitam as regras do CONAR, por exemplo:
http://conar.org.br/index.php?codigo&pg=influenciadores
E por trás de toda divulgação paga existe o trabalho da empresa/agência de publicidade que procura o influencer, elaboração de contratos dependendo do tamanho das partes envolvidas.
Creio que esta coluna, no Nexo, dialogue com a reportagem do link acima.
Quem tem filho poderia comentar aqui: e se o seu filho te falasse que o sonho dele é ser influencer?
Responderia com a pergunta: o quê você entender por trabalhar com isso?
meu sonho era ser o indiana jones ou o dr. brown
não é um delírio muito diferente de querer ser influenciador
Ouro de tolo né
Na escola de cada 10 crianças que vc perguntar 11 deve responder isso ou ser tiktoker (oq daria no msm?)
É o Horizonte deles, oq eles tem contato. Cabe eu no papel de educador (ou pai) ampliar essa visão de mundo.
E nem é difícil só perguntar “mas vc vai fazer oq? Pq as pessoas vão querer te ver?” E aí usa essa resposta para desenvolver o pensamento de fazer diferença e ajudar ou resolver o problema de alguém. Não vai virar influencer mas pelo menos já tem a ideia de que precisa trabalhar pra ter resultado.
Não considero trabalho sérios, trabalhos que tem menos de 30 anos de indústria, e tem uma grande faixa de insalubridade e um salário sobre um pirâmide estreita entre os ganhos da base em relação ao topo, citando exemplos: Youtubers, Streamers, Criadores de conteúdo de redes sociais.
Além desses empregos não terem nenhuma salubridade, são mais parecidos com esquemas de pirâmide em relação à como fazem falsas promessas de crescimento fácil
Quem ganha dinheiro no cassino pode até ganhar a vida com isso, mas ainda assim não seria considerado trabalho, seria a mesma ideia, porém menos estremada, um criador de conteúdo precisa necessariamente massacrar outros 1000 pra poder ganhar a vida com isso, pra quem está em cima cerca de menos de 1% dos que ganham a vida com isso, pode sim ser considerado trabalho, mas um emprego normalmente requer requisitos mais amplos e generalistas, e não pode ser feito a base do 1% da indústria
Cassino talvez não seja o melhor paralelo. O negócio de influência digital é mais análogo aos esportes e à dramaturgia. Só o 1% dos jogadores de futebol, para ficar num exemplo muito comum no Brasil, ganha milhões jogando bola. A maioria mal paga as contas. E… bom, acho que é um emprego, né? Atores/atrizes também devem ter uma relação proporcional similar entre grandes estrelas e quem passa apertado.
Mas em ambos os casos, atletas e atores existem contratos, vínculos empregatícios etc. existe uma escada também, começa jogando na base, depois em clubes menores… influencer me parece mais algo como hit and miss, algo mais aleatório.
Sim, acho que cada profissão tem suas particularidades, mas mesmo no futebol existem os “fenômenos”, que despontam ainda crianças, e os que chegam ao profissional mais tarde, às vezes por acaso ou sorte.
O conjunto de habilidades talvez influencie nisso também. No caso de influenciadores, é algo mais subjetivo e à mercê de movimentos culturais e comportamentais mais instáveis — sem falar nas próprias plataformas e seus algoritmos.
No fundo, porém, ainda me parecem caminhos similares. Embora ache o objetivo meio zoado (basicamente, vender coisas e ideias), não deixa de ser uma profissão.
“um criador de conteúdo precisa necessariamente massacrar outros 1000 pra poder ganhar a vida com isso”, um ator de base ganha um cache proporcional a produção mesmo que seja um valor bem baixo, um coadjuvante ganha uns 100 reais a 400 reais pra aparecer de fundo, isso ainda pode ser considerado emprego já que existe garantia de salário, um youtuber de base não só não tem essa garantia, até você gerar 100 dolares para o youtuber você literalmente trabalha de graça, outra parte importante é que as regras do salariais de “youtuber”, estão atreladas a uma empresa individual, é impossivel ser Youtuber e não trabalhar pro youtube, isso é um caracteristica propria das plataformas digitais, se isso for um emprego as regras emrpegaticias do emprego são definidas por uma empresa, o que eu quero dizer é que um youtuber esta mais proximo de um investidor do que um empregado, no sentido de que a lei não garante vinculo empregaticio, quem define o que você ganhou não são leis normas ou um contrato, se houver regulamentação da profissão dentro dos direitos trabalhistas, definindo o que um digital influencer ou um youtuber deve ganhar, eu consideraria um emprego, criando normas para a profissão, e um valor minimo de renda para a base
Ah, “emprego” não é mesmo. A matéria (e meu argumento) é de que influenciador é um trabalho.
Existem outras plataformas além do YouTube e outros modelos de negócio diferentes da divisão de receitas com o YouTube. A matéria até cita os esforços de alguns influenciadores para gerar receita com a própria marca, em plataformas próprias, a fim de diminuir a dependência das big techs.
E mesmo na dramaturgia, o modelo com vínculo empregatício está em declínio. A Globo, que durante décadas contratava atores e atrizes de alto escalão, faz alguns anos que demitiu geral e agora contrata por obra.