Sei lá, daqui a pouco eles inventam de “ressuscitar” os telefones fixos e orelhões.
😨😨😨
Topei com este texto no Mastodon, que explica como é relativamente fácil fabricar baterias de íons de lítio com uma bomba camuflada indetectável. É bem técnico e tal, mas esse trecho da introdução passa a real do problema:
A razão pela qual não vemos ataques de baterias explosivas com mais frequência não é por ser tecnicamente difícil, é porque a erosão da confiança pública nas coisas cotidianas não vale a pena. A conversa em torno do alcance potencial de tais dispositivos explosivos é escanteado pela suposição de que é tecnicamente difícil de implementá-las e, portanto, improvável que chegue até às nossas casas.
Essa suposição é errada. É surpreendentemente fácil de fazer e pode ser quase impossível de detectar. Depois que li sobre o ataque, levou meia hora para combinar o conhecimento bastante comum da cadeia de suprimentos com consultas da Wikipedia para propor o mecanismo detalhado abaixo.
Sim, assusta. Não por causa do estado sionista, mas pela ideia em si.Imagina isso plantado e explodindo no metrô, no trem, em qualquer grande cidade brasileira. Dessas cidades cheias de ‘bandidos’, onde todo negro e pobre é bandido…
Não vejo assim.
Este evento dos pagers e walkie talkies ocorreram premeditadamente com o fim específico de atacar o grupo terrorista Hezbollah.
Isso me fez lembrar também da notícia do icônico relógio Casio, o F-91W, que era o dispositivo preferido da Al-Qaeda para acionar a detonação de suas bombas.
Tudo ao nosso redor é uma bomba ou oferecem algum risco em potencial. Nos carros andamos sentados sob um tanque de combustível inflamável, partes elétricas, ou sentados sob várias baterias como nos EV.
Em usamos o chuveiro elétrico por onde a água corrente é isolada dos terminais de tensão através de uma camada de plástico (e os antigos ainda tinham o corpo de alumínio).
Sem contar o gás de cozinha ou a panela de pressão.
Só discordo com o fim específico citado. Quando se usa objetos civis como arma, atinge pessoas na rua, no mercado, na farmácia, na vida cotidiana, sem qualquer controle. Pagers e Walkie Talkies são objetos que os pais deixam crianças brincarem de forma despreocupada. Em suma, atingem civis que não estão em campo de batalha. E as consequências comprovaram isso. O ponto central é esse, dispositivos de comunicação virando arma de guerra, atingindo civis, abrindo um precedente perigoso.
É urgente os governos se reunirem para debater a respeito de auditorias de Supply Chain depois do que aconteceu no Líbano ontem e depois do caos causado pela falha na Crowdstrike neste ano. Olha o caos que faz se alguém inflitra e bagunça o coreto de um fornecedor de hardware ou software…
Não, pois meus dispositivos sabem quem manda. Eles é que tem que ter medo de mim.
O que eu achei interessante no evento libanês é que uma organização usa Pagers para se comunicar em 2024. Eles possuem alguma vantagem de não serem rastreados como celulares ?
Sim.
Inclusive eles trocaram para não serem rastreados. O pager usa sinal de rádio para receber as informações, ai não tem como rastrear.
Vantagem 1: Não rastreados
Vantagem 2: Frequência subterraneas.
Vangatem 3: Fácil detox digital
Só lembrando que espiões ligados à agências usam rádios de Ondas Curtas para identificar canais de “números” e decodificar em sistemas de caderno e papel.
Assustador é a disposição para adulterar 3000 aparelhos. Imagina a grana que não gastaram nesta bobagem. Sem sequer saber da efetividade. Só vontade de matar o outro.
Parece coisa de Pink & Cérebro!!
Será que ninguém, de tanta gente, por qualquer razão, abriu o pager e achou algo estranho? só se estava muito bem escondido o explosivo.
Ouvi em um podcast, não lembro se era o 15 minutos ou aquele da CBN, que o explosivo era um pó, escondido na placa do aparelho, em quantidades irrelevantes a olho nu (coisa de 3 gramas). Por isso não se tocaram. Só cobrir o pó com uma chapinha de cor preto escovado e pronto, em qualquer olhada rápida, vai parecer apenas mais um chip qualquer na placa.
Não foram aparelhos comuns que explodiram. Foram equipamentos preparados para tal.
Baterias não explodem da maneira como os vídeos indicaram por um “hack” via software.
Isso, qualquer coisa pode ser uma bomba se você colocar explosivos o suficiente
Não quero ser muito duro com vocês, mas fiquem atento que as bombas foram plantadas. Explodir um aparelho comum é mais difícil.
Não sei por que isso me fez lembrar da urna eletrônica do TSE, o primeiro e único device inviolável do mundo.
Contém ironia.
Se colocarem uma bomba na urna, certeza que ela explodirá.
Não dá ideia pros caras
Você acha que o pager explodiu pq foi hackeado?
Pelo que li, interceptaram um carregamento de um pager chinês fabricado na Europa. Abriram cada um, colocaram explosivo, e parece que a ativação é pelo aquecimento da bateria, o que seria uma falha do hardware que foi explorada pra cumprir esse papel.
Podemos discutir a semântica do que é ou não um hack, mas há quem descreva o ataque como um hack ou um ‘cyber attack’.
Engenharia social é um hack? Interceptação e modificação de hardware pra determinados propósitos é um hack?
Acho que é um caso peculiar, mas pra mim é um tipo de hack, sim. Colocaram explosivos, mas poderiam ter feito outra coisa: captura da mensagem do pager, plantar mensagens falsas etc.
E o que isso tem de relação com a urna eletrônica?
Eu fiquei boiando exatamente na ideia de que a urna é violável porque até um pager é.
Eu entendo que foi uma ironia sobre a urna não ser segura (questionável), só não entendi como as coisas se relacionam.
Eu deveria ter dito “invadidos” ao invés de “hackeados”.
Não acho que a urna não seja segura, mas ela também não é inviolável como diz o TSE e o STF (e a imprensa e o senso comum que se difundiu a partir do momento que o Bolsoasno começou a falar em ‘voto impresso’ etc.).
Todo sistema eletrônico, computacional etc. é violável, e isso não é um problema: o problema é negar isso.
Mas divago. É só uma provocação pros fãs da urna do TSE. Dizer que ela não é inviolável sempre faz surgir os defensores da sua integridade (normalmente não-especialistas).
Ah sim, entendi.
A urna não é inviolável mesmo, com toda a certeza. A minha ideia parte do fato de que é muito mais oneroso focar esforços em uma fraude digital ou em uma sabotagem na hora da confecção/montagem da urna, do que em uma compra de votos, por exemplo.
Por isso que eu acho que esse esquema todo contra a urna em si é cortina de fumaça.
Isso depende da disposição e das motivações do atacante.
Um atacante ‘interno’ provavelmente pode optar pelo fator econômico mais viável, que, no seu exemplo, seria comprar votos.
Já um atacante estrangeiro (um país imperialista, por exemplo) com condições e motivações geopolíticas pra fazê-lo, vai simplesmente sair comprando voto aqui dentro? Ou pode considerar outro meio mais difícil de ser rastreado?
Sugiro ler a história do Stuxnet. Traz evidências interessantes de como um atacante estrangeiro, com motivações e condições pra isso, pode invadir determinado sistema.
No caso dos pagers, se eles fossem fabricados no Líbano, a chance disso ter acontecido seria maior ou menor?
No caso da urna brasileira, quais e quantos componentes de hardware são fabricados no Brasil? Fabricados, não montados. O processador é brasileiro? A memória RAM é brasileira?
Tudo bem, você vai responder: toda a supply chain da urna eletrônica é vistoriada/inspecionada/auditada do começo ao fim, pra cada um dos componentes de hardware que usamos nela.
Meu ponto é: claro que isso precisa mesmo ser feito, o que ainda assim não garante a inviolabilidade da urna.
Reconhecer a inviolabilidade (de software, de hardware, de engenharia social etc.) é um bom primeiro passo pra implementar mais mitigações, não menos.
Segundo o TSE e o STF, a urna é inviolável (eles já disseram isso mais de uma vez etc.). Discordo.
Todo esse papo de “urna é inviolável” e “urna é vulnerável SIM” é mais um daqueles problemas que não existem mas que você precisa criar pra ter polarização e com isso acabar com qualquer consenso possível e com isso, qualquer indício de união da sociedade civil em prol de um país melhor.
Temos metade da população defendendo coisas como ditadura militar e extinção de qualquer política de proteção do meio ambiente.
Raríssimas vezes tivemos problemas com urnas que justificassem qualquer preocupação com as mesmas.
Não há homens trans, mulheres trans e travestis invadindo banheiros femininos e aliciando crianças pequenas.
Empresas públicas não são ineficientes, são sabotadas.
Escolas públicas não são centros de consumo de drogas.
Mas como vou polarizar se eu falar a realidade?
@ Ton Tarkin
A urna nunca deu problema na verdade. Nunca teve motivo para que se suspeitasse da urna. Como eu disse, as eleições são fraudadas dos modos mais convencionais (mais práticos) como a PF impedindo gente pobre de ir votar, candidatos sendo retirados do pleito, recebimento de dinheiro/benesses em troca de votos e muitos outros. A discussão da urna é sempre cortina de fumaça.
Contudo, tem gente série dentro da academia que questiona o modo como a urna é tratada pelo TSE e como os testes públicos são conduzidos, gente que já conseguiu escalar acesso/privilégios dentro da urna (ainda que seja super dificil e necessite acesso físico ao dispositivo).
Mas de resto, você está 100% correto.
A possibilidade de fraude é inerente a qualquer sistema, seja voto impresso ou urna eletrônica. Portanto, é um falso debate que o último presidente levantou. Que na academia tenham pessoas sérias levantando questões sobre a inviolabilidade da urna elétronica é uma coisa, levantar especulação publicamente como fez um presidente, em exercício, toma outras conotações, essencialmente políticas. Aliás, quantas vezes ele foi eleito pelo voto eletrônico? Outro ponto, qualquer análise quantitativa das eleições desde a redemocratização, sejam elas municipais, estaduais e de âmbito federal, mostra a direita ganhando muito mais poder que a esquerda. Então nada faz sentido nessa questão. Cabe perguntar porque a direita ganha tanto voto? Será que precisamos de uma reforma eleitoral? As questões são outras, definitivamente.
E só para registrar, o mesmo cidadão levantou a questão ao contrário quando lhe foi conveniente.
Acho que o maior risco das urnas é mais em quem os tem nas mãos – quem opera, transporta e fiscaliza a urna.
Quando falo de risco, é de alguém de alguma forma trocar mídias da urna por uma modificada com resultados comprados. Parece esquisito o que falo, mas é dado a condição de engenharia social como colocado na conversa.
Do caso das modificações nas comunicações do grupo politico, sou da ideia que li em rede social que o que foi feito é um “cavalo de tróia moderno”. Houve toda uma preocupação em saber o que o Hezbolah usava para poder modificar os equipamentos que eram fornecidos por eles, nem que seja comprado a fábrica que fornecem.
Sim, pensando como um estrangeiro é mais fácil violar o hardware da urna mesmo. Não tinha pensado nisso.
Sei não, acho que como agente estrangeiro querendo desestabilizar um governo eu investiria em infiltrados e perfils falsos e influentes em redes sociais.
O Mossad já deve usar desse expediente também.
Mais ou menos. Se estamos partindo do princípio que tal estrangeiro é uma organização completamente nova, sem nenhuma estrutura, pode ser mais fácil atingir algum momento dessa linha de produção.
Só que países e organizações já existem. Já existem redes de espionagem e inteligência. Campanhas de desinformação já acontecem há muito muito muito tempo. A estrutura necessária pra esse tipo de movimentação já tá bem estabelecida e funcionando muito bem. Mais fácil é usar o que cê já tem e fazer o que cê já sabe.
Além dessa história ser assustadora, desumana e quase absurda, irá causar ainda mais desconfiança nos aparelhos eletrônicos pelas pessoas e paranóia nos governos. Dificilmente conseguiremos embarcar em um trem ou avião com a quantidade de equipamentos que carregamos hoje.
Não terá paranoia.
Quer fato mais marcante quanto ao ataque de 11/09, em 2001, quando o governo americano documentou que os relógios Casio F-91W eram usados pelos terroristas para detonarem suas bombas.
Um relógio digital barato amplamente disponível, sendo usado por milhares de pessoas e que agora poderiam ser consideradas terroristas em potencial pela casa branca?
Podemos continuar carregando nossos equipamentos à vontade que ninguém vai achar que somos terroristas.
Após os atentados da década de 2000, ninguém entra com líquidos em nenhum avião comercial do mundo. Ninguém mais pode ter acesso a cabine do piloto, como era comum (eu mesmo quando criança visitei algumas). Tesouras, agulhas de tricô, uso de talheres de metal, tudo isso foi vetado em aviões. Os aeroportos hoje possuem detectores de metais, scanners de raio-x, scanners corporais. Praticas como tirar os sapatos, revistas em salas entre outras se tornaram comuns. As legislações norte-americanas foram modificadas para dar acesso ao governo sobre comunicações entre indivíduos sem autorização judicial.
Para mim, essa é uma manifestação da paranoia.
Entendi seu ponto Léo. Eu queria me referir a questão equipamentos eletrônicos mesmo (notebooks, relógios, celulares etc.) que hoje fazem parte do cotidiano assim como nossas vestes.
Mas sim, não tem como negar que após aqueles ataques muita coisa mudou, até mesmo controversas como acesso a comunicações sem autorização judicial.
Sim, eu concordo com você. O risco realmente é muito baixo. O que incomoda é que o risco atribuído a esses equipamentos por quem formula políticas públicas acaba não sendo baixo. E daí a gente tem que enfrentar essas restrições.
Pagers, Walkie-Talkies.
Sei lá, daqui a pouco eles inventam de “ressuscitar” os telefones fixos e orelhões.
😨😨😨
Topei com este texto no Mastodon, que explica como é relativamente fácil fabricar baterias de íons de lítio com uma bomba camuflada indetectável. É bem técnico e tal, mas esse trecho da introdução passa a real do problema:
Sim, assusta. Não por causa do estado sionista, mas pela ideia em si.Imagina isso plantado e explodindo no metrô, no trem, em qualquer grande cidade brasileira. Dessas cidades cheias de ‘bandidos’, onde todo negro e pobre é bandido…
Não vejo assim.
Este evento dos pagers e walkie talkies ocorreram premeditadamente com o fim específico de atacar o grupo terrorista Hezbollah.
Isso me fez lembrar também da notícia do icônico relógio Casio, o F-91W, que era o dispositivo preferido da Al-Qaeda para acionar a detonação de suas bombas.
Tudo ao nosso redor é uma bomba ou oferecem algum risco em potencial. Nos carros andamos sentados sob um tanque de combustível inflamável, partes elétricas, ou sentados sob várias baterias como nos EV.
Em usamos o chuveiro elétrico por onde a água corrente é isolada dos terminais de tensão através de uma camada de plástico (e os antigos ainda tinham o corpo de alumínio).
Sem contar o gás de cozinha ou a panela de pressão.
Só discordo com o fim específico citado. Quando se usa objetos civis como arma, atinge pessoas na rua, no mercado, na farmácia, na vida cotidiana, sem qualquer controle. Pagers e Walkie Talkies são objetos que os pais deixam crianças brincarem de forma despreocupada. Em suma, atingem civis que não estão em campo de batalha. E as consequências comprovaram isso. O ponto central é esse, dispositivos de comunicação virando arma de guerra, atingindo civis, abrindo um precedente perigoso.
É urgente os governos se reunirem para debater a respeito de auditorias de Supply Chain depois do que aconteceu no Líbano ontem e depois do caos causado pela falha na Crowdstrike neste ano. Olha o caos que faz se alguém inflitra e bagunça o coreto de um fornecedor de hardware ou software…
Não, pois meus dispositivos sabem quem manda. Eles é que tem que ter medo de mim.
O que eu achei interessante no evento libanês é que uma organização usa Pagers para se comunicar em 2024. Eles possuem alguma vantagem de não serem rastreados como celulares ?
Sim.
Inclusive eles trocaram para não serem rastreados. O pager usa sinal de rádio para receber as informações, ai não tem como rastrear.
Vantagem 1: Não rastreados
Vantagem 2: Frequência subterraneas.
Vangatem 3: Fácil detox digital
Só lembrando que espiões ligados à agências usam rádios de Ondas Curtas para identificar canais de “números” e decodificar em sistemas de caderno e papel.
Assustador é a disposição para adulterar 3000 aparelhos. Imagina a grana que não gastaram nesta bobagem. Sem sequer saber da efetividade. Só vontade de matar o outro.
Parece coisa de Pink & Cérebro!!
Será que ninguém, de tanta gente, por qualquer razão, abriu o pager e achou algo estranho? só se estava muito bem escondido o explosivo.
Ouvi em um podcast, não lembro se era o 15 minutos ou aquele da CBN, que o explosivo era um pó, escondido na placa do aparelho, em quantidades irrelevantes a olho nu (coisa de 3 gramas). Por isso não se tocaram. Só cobrir o pó com uma chapinha de cor preto escovado e pronto, em qualquer olhada rápida, vai parecer apenas mais um chip qualquer na placa.
Não foram aparelhos comuns que explodiram. Foram equipamentos preparados para tal.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2024/09/israel-plantou-bombas-em-pagers-antes-que-chegassem-ao-libano-dizem-americanos.shtml?utm_source=bluesky&utm_medium=social&utm_campaign=bskfolha
Baterias não explodem da maneira como os vídeos indicaram por um “hack” via software.
Isso, qualquer coisa pode ser uma bomba se você colocar explosivos o suficiente
Não quero ser muito duro com vocês, mas fiquem atento que as bombas foram plantadas. Explodir um aparelho comum é mais difícil.
Não sei por que isso me fez lembrar da urna eletrônica do TSE, o primeiro e único device inviolável do mundo.
Contém ironia.
Se colocarem uma bomba na urna, certeza que ela explodirá.
Não dá ideia pros caras
Você acha que o pager explodiu pq foi hackeado?
Pelo que li, interceptaram um carregamento de um pager chinês fabricado na Europa. Abriram cada um, colocaram explosivo, e parece que a ativação é pelo aquecimento da bateria, o que seria uma falha do hardware que foi explorada pra cumprir esse papel.
Podemos discutir a semântica do que é ou não um hack, mas há quem descreva o ataque como um hack ou um ‘cyber attack’.
Engenharia social é um hack? Interceptação e modificação de hardware pra determinados propósitos é um hack?
Acho que é um caso peculiar, mas pra mim é um tipo de hack, sim. Colocaram explosivos, mas poderiam ter feito outra coisa: captura da mensagem do pager, plantar mensagens falsas etc.
E o que isso tem de relação com a urna eletrônica?
Eu fiquei boiando exatamente na ideia de que a urna é violável porque até um pager é.
Eu entendo que foi uma ironia sobre a urna não ser segura (questionável), só não entendi como as coisas se relacionam.
Eu deveria ter dito “invadidos” ao invés de “hackeados”.
Não acho que a urna não seja segura, mas ela também não é inviolável como diz o TSE e o STF (e a imprensa e o senso comum que se difundiu a partir do momento que o Bolsoasno começou a falar em ‘voto impresso’ etc.).
Todo sistema eletrônico, computacional etc. é violável, e isso não é um problema: o problema é negar isso.
Mas divago. É só uma provocação pros fãs da urna do TSE. Dizer que ela não é inviolável sempre faz surgir os defensores da sua integridade (normalmente não-especialistas).
Ah sim, entendi.
A urna não é inviolável mesmo, com toda a certeza. A minha ideia parte do fato de que é muito mais oneroso focar esforços em uma fraude digital ou em uma sabotagem na hora da confecção/montagem da urna, do que em uma compra de votos, por exemplo.
Por isso que eu acho que esse esquema todo contra a urna em si é cortina de fumaça.
Isso depende da disposição e das motivações do atacante.
Um atacante ‘interno’ provavelmente pode optar pelo fator econômico mais viável, que, no seu exemplo, seria comprar votos.
Já um atacante estrangeiro (um país imperialista, por exemplo) com condições e motivações geopolíticas pra fazê-lo, vai simplesmente sair comprando voto aqui dentro? Ou pode considerar outro meio mais difícil de ser rastreado?
Sugiro ler a história do Stuxnet. Traz evidências interessantes de como um atacante estrangeiro, com motivações e condições pra isso, pode invadir determinado sistema.
No caso dos pagers, se eles fossem fabricados no Líbano, a chance disso ter acontecido seria maior ou menor?
No caso da urna brasileira, quais e quantos componentes de hardware são fabricados no Brasil? Fabricados, não montados. O processador é brasileiro? A memória RAM é brasileira?
Tudo bem, você vai responder: toda a supply chain da urna eletrônica é vistoriada/inspecionada/auditada do começo ao fim, pra cada um dos componentes de hardware que usamos nela.
Meu ponto é: claro que isso precisa mesmo ser feito, o que ainda assim não garante a inviolabilidade da urna.
Reconhecer a inviolabilidade (de software, de hardware, de engenharia social etc.) é um bom primeiro passo pra implementar mais mitigações, não menos.
Segundo o TSE e o STF, a urna é inviolável (eles já disseram isso mais de uma vez etc.). Discordo.
Todo esse papo de “urna é inviolável” e “urna é vulnerável SIM” é mais um daqueles problemas que não existem mas que você precisa criar pra ter polarização e com isso acabar com qualquer consenso possível e com isso, qualquer indício de união da sociedade civil em prol de um país melhor.
Temos metade da população defendendo coisas como ditadura militar e extinção de qualquer política de proteção do meio ambiente.
Raríssimas vezes tivemos problemas com urnas que justificassem qualquer preocupação com as mesmas.
Não há homens trans, mulheres trans e travestis invadindo banheiros femininos e aliciando crianças pequenas.
Empresas públicas não são ineficientes, são sabotadas.
Escolas públicas não são centros de consumo de drogas.
Mas como vou polarizar se eu falar a realidade?
@ Ton Tarkin
A urna nunca deu problema na verdade. Nunca teve motivo para que se suspeitasse da urna. Como eu disse, as eleições são fraudadas dos modos mais convencionais (mais práticos) como a PF impedindo gente pobre de ir votar, candidatos sendo retirados do pleito, recebimento de dinheiro/benesses em troca de votos e muitos outros. A discussão da urna é sempre cortina de fumaça.
Contudo, tem gente série dentro da academia que questiona o modo como a urna é tratada pelo TSE e como os testes públicos são conduzidos, gente que já conseguiu escalar acesso/privilégios dentro da urna (ainda que seja super dificil e necessite acesso físico ao dispositivo).
Mas de resto, você está 100% correto.
A possibilidade de fraude é inerente a qualquer sistema, seja voto impresso ou urna eletrônica. Portanto, é um falso debate que o último presidente levantou. Que na academia tenham pessoas sérias levantando questões sobre a inviolabilidade da urna elétronica é uma coisa, levantar especulação publicamente como fez um presidente, em exercício, toma outras conotações, essencialmente políticas. Aliás, quantas vezes ele foi eleito pelo voto eletrônico? Outro ponto, qualquer análise quantitativa das eleições desde a redemocratização, sejam elas municipais, estaduais e de âmbito federal, mostra a direita ganhando muito mais poder que a esquerda. Então nada faz sentido nessa questão. Cabe perguntar porque a direita ganha tanto voto? Será que precisamos de uma reforma eleitoral? As questões são outras, definitivamente.
E só para registrar, o mesmo cidadão levantou a questão ao contrário quando lhe foi conveniente.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62311882
Ao @Rafa Brovko também.
Acho que o maior risco das urnas é mais em quem os tem nas mãos – quem opera, transporta e fiscaliza a urna.
Quando falo de risco, é de alguém de alguma forma trocar mídias da urna por uma modificada com resultados comprados. Parece esquisito o que falo, mas é dado a condição de engenharia social como colocado na conversa.
Do caso das modificações nas comunicações do grupo politico, sou da ideia que li em rede social que o que foi feito é um “cavalo de tróia moderno”. Houve toda uma preocupação em saber o que o Hezbolah usava para poder modificar os equipamentos que eram fornecidos por eles, nem que seja comprado a fábrica que fornecem.
Sim, pensando como um estrangeiro é mais fácil violar o hardware da urna mesmo. Não tinha pensado nisso.
Sei não, acho que como agente estrangeiro querendo desestabilizar um governo eu investiria em infiltrados e perfils falsos e influentes em redes sociais.
O Mossad já deve usar desse expediente também.
Mais ou menos. Se estamos partindo do princípio que tal estrangeiro é uma organização completamente nova, sem nenhuma estrutura, pode ser mais fácil atingir algum momento dessa linha de produção.
Só que países e organizações já existem. Já existem redes de espionagem e inteligência. Campanhas de desinformação já acontecem há muito muito muito tempo. A estrutura necessária pra esse tipo de movimentação já tá bem estabelecida e funcionando muito bem. Mais fácil é usar o que cê já tem e fazer o que cê já sabe.
Além dessa história ser assustadora, desumana e quase absurda, irá causar ainda mais desconfiança nos aparelhos eletrônicos pelas pessoas e paranóia nos governos. Dificilmente conseguiremos embarcar em um trem ou avião com a quantidade de equipamentos que carregamos hoje.
Não terá paranoia.
Quer fato mais marcante quanto ao ataque de 11/09, em 2001, quando o governo americano documentou que os relógios Casio F-91W eram usados pelos terroristas para detonarem suas bombas.
Um relógio digital barato amplamente disponível, sendo usado por milhares de pessoas e que agora poderiam ser consideradas terroristas em potencial pela casa branca?
Podemos continuar carregando nossos equipamentos à vontade que ninguém vai achar que somos terroristas.
Após os atentados da década de 2000, ninguém entra com líquidos em nenhum avião comercial do mundo. Ninguém mais pode ter acesso a cabine do piloto, como era comum (eu mesmo quando criança visitei algumas). Tesouras, agulhas de tricô, uso de talheres de metal, tudo isso foi vetado em aviões. Os aeroportos hoje possuem detectores de metais, scanners de raio-x, scanners corporais. Praticas como tirar os sapatos, revistas em salas entre outras se tornaram comuns. As legislações norte-americanas foram modificadas para dar acesso ao governo sobre comunicações entre indivíduos sem autorização judicial.
Para mim, essa é uma manifestação da paranoia.
Entendi seu ponto Léo. Eu queria me referir a questão equipamentos eletrônicos mesmo (notebooks, relógios, celulares etc.) que hoje fazem parte do cotidiano assim como nossas vestes.
Mas sim, não tem como negar que após aqueles ataques muita coisa mudou, até mesmo controversas como acesso a comunicações sem autorização judicial.
Sim, eu concordo com você. O risco realmente é muito baixo. O que incomoda é que o risco atribuído a esses equipamentos por quem formula políticas públicas acaba não sendo baixo. E daí a gente tem que enfrentar essas restrições.