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Músicas que destacam fones de ouvido/caixas de som de qualidade

Digamos que você descolou um par de fones de ouvido ou uma caixa de som muito, mas muito boa, e queira apreciar toda essa qualidade. Que música ou álbum você coloca para tocar? Aquela cheia de “textura”, com instrumentos ou sacadas que só se ouvem com um equipamento de som acima da média.

Por exemplo, para isso eu gosto muito do Kind of blue, do Miles Davis.

E vocês?

52 comentários

52 comentários

  1. Olha, consta que o disco “Caverna Mágica”, de Andreas Vollenweider, era usado na gringa, nos anos 80, para demonstrações de equipamento de som. Eu ouço esse álbum desde essa época, e, de fato, com fones de ouvido, é outra coisa!

  2. Depende da caixa e da configuração do equipamento.

    Quem, por exemplo, tem (como eu) um bom tocadisco, vinis decentes e caixas boas pode escolher discos pré anos 80 pra ouvir o melhor do som.

    Nessa, são vários discos que podem ser usados pra ‘medir’ ou testar o áudio etc. Vou citar 5 gringos e 5 nacionais. Lembrando que me refiro a ouvir música de disco de vinil, não de streaming etc.

    ‘A Tribute do Jack Johnson’, Miles Davis
    ‘Hot Rats’, Frank Zappa
    ‘Qualquer’ coisa do Neil Young/Crosby/Still/Nash (seja álbum juntos ou solos)
    ‘Maggot Brain’, Funkadelic
    ‘A New Perspective’, Donald Byrd

    Os Tim Maia Racional
    O primeiro da Banda Black Rio
    ‘Alucinação’, Belchior
    ‘Boogie Naipe’, Mano Brown
    ‘Coisas’, Moacir Santos

  3. 3D Reworks 001, do Max Cooper é uma sugestão de algo interessante para fones de ouvido.

  4. Talvez procurar um álbum que tenha sido bem gravado e masterizado seja um bom ponto de partida.
    Se o álbum tem uma qualidade de gravação ruim, ou teve uma masterização idem, você pode escutar o que quiser e vai soar ruim. Se o equipamento de som for realmente bom, vai soar pior ainda.

  5. Headphones da Björk foi feita para…headphones rs Quando escutada em fones com cancelamento de ruídos, a experiência é excepcional.

  6. Recomendo o álbum “KIWANUKA”, do britânico Michael Kiwanuka.

  7. Não sou especialista, então acho que o ideal é testar com os sons que você costuma ouvir, pois terá uma referência.

    A galera aí deu várias boas dicas de coisas bem gravadas.

    Minha sugestão é o “Clube da Esquina”.

  8. Geralmente eu testo com músicas do grupo Arrested Development

  9. Bohemian RApsody do Queen: tem graves, agudos, capela, instrumental, variação stereo e etc.

    Sempre uso essa música pra testes.

  10. Para testar um fone, vc precisa de referencia.
    E a melhor referencia é a musica que vc já conhece.

  11. Gosto da banda islandesa Sigur Rós, o álbum “Með suð í eyrum við spilum endalaust” é excelente para testar fone de ouvido. Eles usam e abusam de instrumentos como harpa e uma sonoridade bem particular.

    Se prefere algo mais “comum”, Depeche Mode – Enjoy the Silence, Pink Floyd – Time, Queen – Somebody to Love.

  12. Geralmente vou com uma ópera para testar os agudo e médios (Carmen, Turandot, Mefistofele, meu preferido) e um Black Eyed Peas (Boom boom pow) para testar os graves, tudo em 128 kbps (não sou audiófilo). Se passa por esses dois testes, sem distorcer o som, tá dentro. Funcionou com o Edifier X3, o KZ com módulo bluetooth e o Soundblaster Jam V2. Os outros distorceram e foram pro lixo, dá até agonia de ouvir.

  13. Até vim comentar pela primeira vez por essa ser uma certa obsessão minha. Acho que a música que eu mais uso pra testar fones é “Bad Man’s song”, do Tears For Fears — a introdução feérica dela, os graves salpicados na música, levam qualquer fone ao limite.

    Uma vez fui a uma loja da Sennheiser em SP para testar um fone de 12 mil reais deles…e coloquei essa. Não vou esquecer tão cedo

    1. Posso entender que você goste da música como arte. Sem problemas quanto a isso, claro.

      Porém, do ponto de vista técnico de mixagem, é uma atrocidade completa. Medi de curiosidade com o drmeter e deu 4 dB de dynamic range, o que é um dos valores mais baixos que já vi até hoje.

      Se você olhar a análise de espectro terá uma visão bem clara disso: basicamente um grande bloco sem qualquer espaço para dinâmica. É o loudness war em sua mais pura forma, hehehe!

      Para efeito de comparação, as músicas ‘It’s Probably Me’ e ‘In Your Eyes’, que recomendei num post mais abaixo, têm ambas 13 dB de dynamic range. Com isso você consegue ouvir cada instrumento, as separações, as dinâmicas. É outro nível de mixagem — independente se gostamos delas como obras artísticas.

      Claro que mixar baladas pop é mais fácil, então por isso que também na lista abaixo você encontra o álbum de hard rock ‘Wicked Sensation’, da banda Lynch Mob, sendo talvez seja a maior obra prima de mixagem no estilo já feita até hoje: média de 11 dB de dynamic range. Dá gosto de ouvir!

  14. Não tenho um ouvido tão apurado mas se tem algo errado nos fones ou nas caixas, vai saltar aos ouvidos escutando Queen. De cabeça, cito as faixas “Now I’m Here” do álbum Sheer Heart Attack, “Somebody to Love” do A Day at The Races e “Another One Bites The Dust”, do The Game

    1. Paulo, compartilho contigo da mesma percepção. Faz pelo menos 10 anos que uso o Queen como referência nos meus testes, sobretudo os álbuns dos anos 70.

  15. minha recomendação é “Blast”, do album Free, de Marcus Miller. Prefira essa versão de estúdio as ‘ao-vivo’ que estão disponíveis nos streamings.

  16. ainda nesse tema

    eu SEI que fones bluetooth (incluindo os próprios da apple, como os airpods que estou usando) não podem reproduzir fielmente arquivos sonoros de alta definição, já que eles são empacotados para transmissão para os fones

    MAS

    eu sinto uma ligeira melhora quando ouço no Apple Music faixas em qualidade lossless em relação às faixas em qualidade mais baixa (tocadas quando não estou conectado no wi-fi). Há um formato de som ainda melhor, mas este pede equipamentos específicos.

    como estou longe (muito longe) de ter ouvido musical, será um mero viés inconsciente na escuta? ou escutar em lossless, mesmo em bluetooth, leva a alguma melhora, mesmo que inferior àquela obtida com fones com fio?

  17. Ouça “Buena”, da banda Morphine. E na sequência, do mesmo grupo, deleite-se com “The Night”.

  18. qualquer banda brutal prog/tech death pós 2020
    tudo muito bem gravado, mas muito barulho, então é fácil qualquer caixa de som/fone começar a se cagar todo pra reproduzir hahahah

  19. Meu preferido pra testes é Random Access Memories do Daft Punk, e se for pra eleger só uma faixa do álbum é Loose yourself to dance.

    Alguns outros álbuns que também me agradam pelas diversas nuances e servem bem pra testar equipamento são:
    Barrio Lindo – Espuma de mar
    Nala Sinephro – Space 1.8 e Endlessness
    Khruangbin – Con todo el mundo

    E uma observação sobre qualidade nos serviços de streaming. Acho que qualquer um que não seja o spotify e esteja configurado pra alta qualidade já vai entregar algo bom. Mas entre Tidal e Qobuz, que foram os que testei, é impressionante como o Qobuz consegue entregar muito mais. Pena que é preço acompanha a qualidade nesse caso hahaha Já abandonei duas vezes quando as contas apertam, mas vale cada centavo pra quem quer aproveitar o máximo da gravação mesmo. E ainda tem outra vantagem (embora pra muitos seja uma desvantagem): você consegue passar praticamente ileso pelo lado “rede social”, pela chuva de sugestões etc. Sinto como se eu entrasse em uma loja de discos e posso tanto garimpar coisas novas ou só escolher exatamente o que quero ouvir, sem as distrações mil que os outros serviços jogam na tela.

  20. Sade – Stronger Than Pride
    Gilberto Gil – Quanta
    Quincy Jones – The Dude (a primeira música fica bem estridente em caixas/fones que não são bons – mas experimente Razzamatazz e Turn on the action)

  21. Quando quero testar a capacidade de um novo par de fones de ouvido ou um sistema de som, um álbum que sempre recorro é o In Rainbows, do Radiohead. É uma obra-prima, lotado de texturas que só se revelam totalmente com equipamentos de alto desempenho.

    A mixagem de In Rainbows na minha opinião é incomparável, no que diz ao acerto dinâmico e espacialidade. Por exemplo, em “Weird Fishes/Arpeggi”, os padrões arpejados da guitarra criam uma camada sonora que exige precisão nos médios para que o ouvinte possa distinguir cada nota. A mesma coisa acontece com os os pratos de “Reckoner”.

    Já em “15 Step”, a combinação de batidas eletrônicas e percussões acústicas testa a resposta transiente dos drivers — fones ou caixas que capturam a rapidez dessas mudanças mostram o quanto podem entregar em termos de precisão.

    O equilíbrio tonal do álbum pra mim é fascinante.“All I Need” mostram os graves profundos e controlados, com aquele impacto necessário para avaliar a extensão das frequências mais baixas sem mascarar os agudos, enquanto “Nude” exige uma apresentação límpida nos registros vocais e na sustentação dos harmônicos dos instrumentos de corda.

    A produção traz um uso sensacional de panning estéreo e profundidade de campo sonoro, criando uma holografia tridimensional — é um deleite perceber a exata posição de cada elemento no palco sonoro, um recurso que só se destaca em equipamentos/fones bons.

    Outras sugestões no mesmo espírito, seriam também Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, pela engenharia de som, e Random Access Memories, do Daft Punk, que é um teste absoluto de resposta dinâmica e timbres analógicos.

    Mas In Rainbows? É quase como se o álbum tivesse sido concebido para áudiofilos.

  22. Por curiosidade, quais seriam as requisitos mínimos pra classificar um fone como de qualidade?

    1. Essa seara é deveras espinhosa rsrs

      Felizmente de uns anos pra cá a qualidade geral dos fones melhorou muito. Hoje, mesmo esses que vêm com celular de médio custo já são bem decentes. Claro, se você quiser algo mais parrudo, vai ter que partir pros full size, como os Sennheiser HD600 pra cima ou Philips Fidelo X2HR, por exemplo. Mas tudo vai depender do seu uso, se quer fone menor, portátil, sem fio, com noise cancelling, fone aberto ou fechado, etc.

      O mercado está saturado com trocentas marcas e modelos, e com a ‘invasão’ dos chineses oferecendo coisa de qualidade com preço agressivo então… O resultado é que hoje é uma loucura decidir qual modelo comprar. Coisa semelhante, inclusive, ocorre com teclados mecânicos.

  23. Melhores álbuns em termos de qualidade de gravação pra mim, além do Kind of Blue que você mencionou — aliás, a Blue in Green é a top das tops –; cuidado com os remasters dos álbuns a seguir, pois são todos um grande lixo:

    1- Ten (1991), by Pearl Jam
    2- Metallica (1991), by Metallica
    3- Mental Jewelry (1991), by Live
    4- Songs From The Big Chair (1985), By Tears For Fears
    5- Wicked Sensation (1990), by Lynch Mob
    6- Promise (1985), by Sade
    7- Dookie (1994), by Green Day
    8- Brothers In Arms (1985), by Dire Straits
    9- Madonna (1983), by Madonna
    10- O Tempo Não Para (1988), by Cazuza (favor não ouvir a atrocidade que lançaram recentemente; a melhor versão está no Tidal)
    11- Tourism (1992), by Roxette
    12- Warrior Path (2019), by Warrior Path (o único moderno, hahaha)

    Menções honrosas para músicas soltas:
    1- It’s Probably Me (1992), by Sting & Eric Clapton
    2- I Don’t Want To Live That Way Again (1996), by Glenn Hughes
    3- Fever (1958), by Peggy Lee
    4- In Your Eyes (1986), by Peter Gabriel
    5- Because You Loved Me (1996), Celine Dion
    6-
    High Hopes (1994), by Pink Floyd
    7- Summertime, by Treasure Island Sound (tem uma versão em FLAC aqui — é de outro planeta o palco!)

    A propósito, qual equipamento você comprou recentemente?

  24. bohemian rhapsody

    é uma musica com muita variação de instrumentos, volumes, tempo, frequencias…

    eu, apesar de músico amador, não sou apegado nessas coisas de audiofilos (não tenho dinheiro pra isso). o grande segredo para conseguir a música no seu estado ‘quase original’ é tentar usar o equipamento que o cara que fez a mix usou… coisa muito dificil, mas um par de yamaha hs5 vai suprir muito bem qualquer intusiasta (e ainda por cima é uma excelente compra que vai durar a vida toda).

    alias, conforme ficamos velhos vamos perdendo a nossa audição… e os maiores produtores de música do mundo são pessoas velhas (ou eram velhos quando fizeram grandes trabalhos).

  25. Eu acho que não tenho um teste muito padrão, porque de tanto usar fones e caixas diferentes eu acabo sacando o jeitão dele, independente da música testada, e só vou sacar de verdade no dia-a-dia. Dito isso, Kind of Blue é um álbum maravilhoso, qualquer desculpa para ouvi-lo é uma boa desculpa hehehehe

  26. acho que é um clichê, mas as quatro estações de vivaldi é também uma peça ótima pra isso, né?

  27. Auge da qualidade de gravação foi fim dos 70s e inicio dos 80s.
    O Liminha, por exemplo, testa o setup com o The Nightfly do Donald Fagen.
    Gosto muito do Moving Pictures ( o que tem Spirit of Radio) do Rush tb.
    Gravação nacional sempre é meio perereca. Segundo Lobão, os caras tiravam a riqueza do som, na mixagem, pra ficar melhor pra FM. Acho que isso deve ser verdade pq apesar do equipamento, dos técnicos e dos músicos nacionais, não me lembro de um disco nacional com um puta som.
    E testa com Flac, ou no mínimo um serviço de streaming de alta resolução, pq áudio comprimido vai matar um tanto do som.

  28. I’ve Seen That Face Before – Grace Jones
    Ferlinghetti – Paolo Fresu

  29. Vale uma observação. Tenho o Kind of Blue em Cd, e percebo uma grande diferença quando ouço no Spotify pelas mesmas caixas de som.
    Já foi discutido aqui no Órbita sobre a qualidade Cd x Streaming, mas não tenho conhecimento suficiente pra saber onde está a diferença, se na compressão do arquivo ou na transmissão pelo bluetooth, ou em ambos. Mas é um belo álbum mesmo, e com ótimo som.

    1. Spotify é BEM comprimido. Mas no Bluetooth, mesmo com fonte em Flac, só os protocolos mais recentes conseguem passar a qualidade de CD.

    2. Dos serviços de streaming, o Spotify é o pior nesse aspecto — o único dos grandes que não oferece música em alta qualidade. Estou ouvindo no Apple Music e vou comparar com o álbum em *.flac. (Não acho que vá notar diferenças devido aos meus ouvidos e equipamento, mas acho que vale o teste.)

  30. faço a mesma coisa que muitos engenheiros de som quando estão testando equipamentos: toco “Bohemian Rhapsody” do Queen. A música tem amplo aspecto sonoro, com passagens bem graves e outras bem agudas, tem diversas passagens com muitos instrumentos, vozes e texturas. quando for fazer esse teste tem que garantir que a qualidade da musica é boa: o high fidelity do Deezer é bom pra isso, a música em .flac também.

  31. Sempre faço o teste ouvindo as músicas que mais gosto, pois assim consigo notar diferença na sonoridade. Uma das bandas que gosto por ter mais detalhes pra se ouvir é Kings Kaleidoscope.

    Também gosto e uso muito a playlist que o Leonardo do Mind The Headphone fez no Spotify (https://spoti.fi/35gRbJ9) e tem no Deezer também (http://bit.ly/31Xg9ei). Sempre uso pra testar fone novo.
    Tem um vídeo que ele explica cada música da playlist https://www.youtube.com/watch?v=MMaqEZOv6hU

    1. Perfeito, ia dizer exatamente isso: por mais que várias pessoas tenham colocado bons exemplos de mixagem primorosa e cheia de detalhes (destaco In Rainbows e Random Access Memories das que vi nos comentários), de (quase) nada adianta você chegar pra ouvir sem uma base de referência. Na minha experiência a apreciação é maior quando você já conhece a música e está ouvindo com o novo equipamento!

      Adicionalmente, também faria uma outra consideração sobre o perfil do equipamento. Se ele tem o perfil mais quente, um jazz cai muitíssimo bem (escute “Strange – Celeste”), se o perfil é mais frio, algumas músicas mais cheias de detalhes, como os cds mencionados acima, são uma boa pedida.